#7 – Batman: Hera Venenosa

Olá!
Hoje o post será sobre uma linda vilã, muito misteriosa, e que me chama a atenção desde que comecei a ler Batman. Acredito que sua combinação de poderes seja algo muito incomum no universo dos quadrinhos, em que por vezes predominam clichês high-tech: a exploração da natureza e sua manipulação para a maldade. Essa é a especialidade de Hera Venenosa, que leremos no quadrinho de hoje.
Batman – Hera Venenosa (Batman: Poison Ivy, roteiro de John F. Moore, desenhos de Brian Apthorp e arte-final de Stan Woch, 1997, lançada no Brasil em 2003).

A vilã Hera Venenosa é o alter-ego de Pamela Isley, uma brilhante porém pacata estudante de botânica. A forma como se torna essa vilã manipuladora e explosiva são múltiplas; algumas HQs dizem que, após cometer um roubo, é envenenada por seu cúmplice Jason Woodrue; a HQ de hoje conta que foi forçada a participar de um experimento que deu muito errado. Mas o fato é que, ao invés de morrer, ela desenvolve imunidade a todos os tipos de venenos. E não só isso: ela é capaz de manipular a vida das plantas, expelir toxinar mortais e exalar feromônios hipnotizantes.

Quando a força física não é suficiente, ela possui a capacidade e do talento natural da sedução para enfraquecer seus adversários e, por fim, dar-lhes o seu beijo mortal. Ela possui muita raiva dos seres-humanos que maltratam a natureza. Ela deseja matar todos e tornar o mundo um lugar melhor para as plantas.
Depois do desenvolvimento de suas habilidades, começa a praticar alguns crimes comuns, como assaltos a bancos e museus, mas logo evolui para a utilização de plantas como armas mortais e monstros. É uma mulher muito desequilibrada, que vai ficando fria e cada vez mais perigosa, mais selvagem, um monstro escondido sob um corpo lindo, enfeitado de flores e folhas.

Nessa HQ, sua história é explicada a partir do momento em que sua isolação numa ilha deserta é interrompida por traficantes internacionais que procuravam um lugar deserto para testar armas. Com seu santuário corrompido, ela busca vingança (como eu disse anteriormente, ela não perdoa qualquer pessoa que faça mal às plantas). Em busca da vingança contra quem ordenara aquilo, acaba parando em Gotham City. E lá encontra Batman.
Hera Venenosa sente repulsa por Batman porque ele protege a humanidade, mas não deixa de sentir uma forte atração por ele, talvez até amor. Mas nesse caso, o amor da Hera Venenosa não é exatamente uma dádiva…

Hora de ler!

Continuar lendo

Anúncios

#6 – Mulher-Gato

Olá!
Não me canso de agradecer a todos vocês por visitar o blog.
Estive pensando muito nas próximas postagens e decidi efetuar um rearranjo das obras. Tenho planejadas várias histórias fantásticas, divisoras de águas na história dos quadrinhos, marcos na história do Homem-Morcego, e não se preocupe, irei postá-las.
Entretanto, observei que boa parte delas continha personagens a que vocês não foram introduzidos ainda. Em algumas histórias, elas seriam essenciais – e se você não as conhecesse, afetaria sua compreensão da história.
Então nas próximas postagens irei apresentar alguns personagens essenciais. Mas não se preocupe, as grandes obras continuarão aqui!

Hoje iremos ler “Mulher-gato” (Catwoman, 1989, com roteiro de Mindy Newell, desenho de J.J. Birch, arte-final de Michael Bair e cores de Adrienne Roy).

Selina Kyle é uma prostituta que faz das ruas de Gotham City seu local de trabalho. Até aí, nada incomum na degradada cidade. Contudo, assume papel de dominatrix com seus clientes. É irmã da freira Magdalene, que a resgata do meio do lixo quando espancada por seu cafetão. Decidida a não tolerar mais esse tipo de comportamento, começa a treinar com o ex-boxeador Ted Grant e nunca mais irá ser humilhada: entra em uma fetichista roupa de látex, torna-se a Mulher-Gato, uma nova vigilante que patrulha Gotham City.
Você irá reconhecer trechos de “Batman – Ano Um”. Contudo, aqui, em “Mulher-Gato”, ela é a protagonista; você irá entender porque ela guarda tanta amargura.

Sua revolução interna faz a Mulher-Gato ser o que ela é – uma mulher esquentada, de caráter forte, que não aceita submissão. Mas ela também possui um lado altruísta, de abnegar até mesmo o contato com sua irmã freira para evitar que ela sofra. Ela também possui um lado delicado, como quando demonstra fragilidade na cena final com o Homem-Morcego.
Aliás, o clima de atração entre os dois prolonga-se por toda a saga do Batman, já que ambos são tão parecidos e ao mesmo tempo tão diferentes. Parecidos no sentido de possuírem um código de honra – no caso dela, meio torto.
Ambos possuem um passado marcado pela violência e sofrimento. Mas o que difere nos dois é a maneira como lidam com isso – Batman sendo amargo e sisudo, e a Mulher-Gato sendo leve, sedutora. A atração de ambos é eletrizante.

Não deixe de ler essa obra e conhecer a história dessa mulher forte, inteligente, que às vezes rouba, se precipita, mente e fere, mas que obviamente é cheiade energia  e vigor.

Hora de ler!

PS: Hoje tem um download extra! Continue lendo para saber mais!

Continuar lendo

#5 – Asilo Arkham

Olá!
Obrigada a todos que tem acessado o blog, divulgado e, sobretudo, lido as obras que posto.
A obra de hoje é uma maravilhosa, fenomenal, revolucionária – mas também muito densa, sufocante, que vai te dar momentos de introspecção.
Hoje, leremos “Asilo Arkham” (Arkham Asylum: A Serious House on Serious Earth, com roteiro de Grant Morrison e arte de Dave McKean, e publicada no Brasil em 1990).

Essa história possui duas narrativas que se intercalam, recurso já utilizado em outras obras que indiquei aqui. A primeira narrativa mostra a origem do Asilo Arkham, um lar para criminosos-não convencionais – isto é, que necessitam de tratamento psiquiátrico. Também mostra a história do seu fundador, Amadeus Arkham, que o funda em Gotham City em honra de sua finada mãe Elizabeth Arkham. Algumas pessoas dizem que a história de Amadeus é ainda mais tenebrosa que a de Bruce Wayne. De outro lado, temos a narrativa de um acontecimento em 1º de abril: os internos do Asilo Arkham, liderados pelo Coringa, que fazem uma rebelião com reféns e colocam como exigência para libertá-los a presença de Batman. Claro que o homem-morcego aceita tal desafio e é levado para um labirinto de “brincadeiras”, onde sua sanidade mental é testada por diversos vilões, um após o outro.

No final, as duas histórias acabam se unindo quando [Alerta de spoiler! Se deseja ler, posicione seu mouse sobre esse texto]. Além disso, há ainda a presença da metáfora de Alice no País das Maravilhas, sugerida no início e no encerramento da obra, que funciona como um panorama histórico da tentativa de compreender o incompreensível. Batman cai, assim como Alice, num universo desconhecido e louco; mas lá não encontra lagartas etéreas e gatos, mas espíritos atormentados e agressivos.

Eis uma obra que quebra qualquer paradigma, uma obra que verdadeiramente transmite ao leitor a sensação de opressão, de claustrofobia, de caminhar na corda bamba entre a sanidade e a loucura. Mais uma vez, diminui-se a distância entre quem é vilão e quem é herói (claro que essa distância não se acaba, mas diminui consideravelmente e confunde você, leitor).
A arte de Dave McKean é estupenda, provocadora, tenebrosa, totalmente noir (sabe o que é noir? Leia mais aqui); você vai sentir medo de algumas figuras, de alguns recursos e metáforas que ele utiliza nas suas ilustrações. Sua técnica envolveu cores densas, colagens, distorções – o resultado final é incomparável. O texto de Morrison é perturbador e assustador, por vezes melancólico.
Quase não tem ação; nada de dentes voando, de olhos roxos. Mas consegue ser mais impactante do que qualquer luta violenta. “Asilo Arkham” é densa, vai mexer brevemente com a sua sanidade (não se assuste! Ela volta ao normal depois), vai te empolgar, puxar e empurrar, vai te exaurir e entrar no seu cérebro.
Já deu pra perceber que é uma obra que não dá pra deixar passar, não é?

Então utilize-se do pouco de sanidade que ainda te resta e faça imediatamente o download dessa obra-prima!

Continuar lendo

#4 – Batman – O Homem Que Ri

Olá, pessoas bonitas e interessantes que acessam meu blog!

Desculpem pelo intervalo entre o post anterior e esse, era para esse ter saído anteontem, mas foi uma semana complexa, com provas & trabalhos… Não sou uma herdeira milionária que luta contra o crime, não posso abdicar dessas pequenas preocupações mundanas. 😛
Hoje, continuaremos a tentar compreender melhor o vilão mais complexo da saga do Batman. A obra de hoje é “Batman – O Homem que Ri” (The Man Who Laughs), mas começaremos a entendê-la a partir de seu título.

Provavelmente você conhece Victor Hugo (1802 – 1885), francês autor do clássico Les Misérables. É dele o livro “O homem que ri” (L’homme qui rit, 1869). Leia a sinopse do livro:

Herdeiro de um ducado, Gwynplaine é seqüestrado quando garoto e, por ordem do rei, desfigurado – Deixando-o com o rosto  esculpido num perpétuo sorriso macabro. Vira atração de circo e torna-se um famoso palhaço.

Lembrou alguém?

É interessante perceber a clara inspiração utilizada para a criação de Coringa. Essa obra de Victor Hugo é rara e, caso você queira desembolsá-la, prepare-se para gastar no mínimo R$ 150.
E há o filme de 1928. A capa ao lado é da época (macabra, não?).  Dirigido pelo Paul Leni, o filme fui muito aclamado por contar com o ator Conrad Veidt, consagrado na época.
Se você quiser ver, o filme está disponível no Youtube. Vai aí a primeira parte; depois é só clicar para assistir em sequência.

Agora vamos para a revista do Batman?

Até agora postei grandes clássicos, mas a obra de hoje é uma obra modesta, simples, despretensiosa – mas nesse caso, a simplicidade é que dá o tom especial da obra. Nem mesmo o Homem-Morcego vive só de histórias de tirar o fôlego.
O roteirista Ed Brubaker apresenta um Batman surpreso e um tenente Gordon que ainda consegue se impressionar com a violência de Gotham.  A história narra o primeiro confronto de Batman com um estranho inimigo, que logo se tornaria o mais perigoso. Batman percebe que está quase cruzando a linha da justiça, pois Gotham está em outro nível de violência.

O roteiro é bem escrito e prima por Brubaker evitar fazer referência aos clássicos e ao fantasma da obra de Alan Moore, “A Piada Mortal” – um colosso no que concerne à história do Coringa.

Também acerta ao não criar algum melodrama que associe Batman ao Coringa; não compara a determinação de Wayne com a loucura de Coringa.
O desenhista Doug Mahnke faz um excelente trabalho principalmente nos enquadramentos, sutis, mas fortes, que atribuem densidade à obra. Ele é sombrio, mas sem ser dramático.É uma obra com muita pesquisa e muito significado, então não deixe de conferir.

Vamos ao download?

É só clicar na imagem!  Boa leitura!

Continuar lendo

#3 – Batman: A Piada Mortal

Olá, amigos! Espero que estejam acompanhando o andamento do blog até agora.

Hoje vou falar sobre uma obra que obviamente não pode faltar na estante de qualquer pessoa que queira conhecer sobre o Batman e o universo que o cerca – incluindo seu maior inimigo.

Fiquei em dúvida sobre qual obra indicar para começar a conhecer a história do Coringa. Estava indecisa sobre esse, A Piada Mortal, e outra excelente obra intitulada “O Homem que Ri”, de 2005. Essa última retorna nos primeiros eventos do Coringa.
Mas optei por divulgar essa em primeiro lugar pela sua fama e magnitude. O roteiro é do sr. Alan Moore e a arte é de Brian Bolland.

O Coringa é um vilão muito didático, que em “A Piada Mortal” quer mostrar para Batman que qualquer um pode enlouquecer – não precisa muito. Basta apenas um dia ruim. Para isso, tortura o comissário Gordon obrigando-o a assisti-lo aleijando, torturando e, ao que tudo indica, estuprando sua filha adotiva Barbara. Ele não está apenas tentando justificar-se para Batman, mas também – e talvez principalmente – para si mesmo, ser condescendente com seus próprios erros. Um dia ruim pode ser tão doloroso que é preferível refugiar-se no conforto da loucura do que conviver com o tormento das lembranças daquele dia.
A trama, além de uma profunda análise psicológica do Coringa e do Batman, traz uma nova visão para a origem do mais importante inimigo do Cavaleiro das Trevas.

Nessa obra, Alan Moore tira do Coringa o estigma de sem passado, pois mostra não só seu passado, como sua família e as tragédias pelas quais passou e enfrentou covardemente, com a criação de uma máscara, uma fuga maníaca da realidade.
Batman é retirado de seu patamar de herói equilibrado e sensato; Coringa é retirado de seu papel de totalmente doentio e incoerente.  No encerramento da história, o Coringa demonstra um lapso de razão, e Batman demonstra indícios de insanidade.
É uma história completa, que rompe estereótipos maniqueístas, e mostra aspectos psicológicos de Batman e de seu maior inimigo, aliadas à trama de Gordon. No entanto, essas transições são perfeitas e não se confundem, ainda que o fluxo da narrativa oscile entre presente e passado.  Essas mudanças são dadas pelas tonalidades das cores – boas lembranças com cores claras; lembranças tristes, num tom alaranjado.  Esse magnífico trablho de criar atmosferas climáticas é obra de Brian Bolland, que desenvolve aquilo que talvez seja a representação mais icônica do Coringa.
“A Piada Mortal” mostra o passado de um dos maiores bandidos da DC Comics, seus passados, o que lhe fazia sorrir sinceramente e suas grandes frustrações.
A história começa com Batman indo visitar Coringa no Asilo Arkham (que será devidamente apresentado a você daqui a algumas postagens), mas descobrindo que ele não estava lá. Estava torturando Barbara Gordon. Não vou contar o resto da história, mas é de tirar qualquer fôlego.

A grande reflexão que a obra propõe é: se é necessário apenas “um dia ruim” para enlouquecer, por que Wayne cria um personagem combativo, o Batman, porque um homem comum que só queria dar uma vida digna para sua esposa torna-se o Coringa, e por que Gordon resiste tão bem ao seu “dia ruim”, diferentemente dos dois anteriores?

Você vai encontrar em “A Piada Mortal” um raro momento de sanidade do Coringa, em que ele admite sua covardia e sua péssima maneira de lidar com as tragédias da sua vida.

Em 1989, “A piada mortal”recebeu os maiores prêmios da Indústria de quadrinhos:Will Eisner Awards (melhor escritor, desenhista e álbum gráfico) e o Harvey Award (melhor história, álbum gráfico, desenhista e colorista).

Então, não OUSE deixar de ler essa obra prima. Você vai entender melhor e de uma maneira profunda o que se passa por trás do Palhaço do Crime.

Hora de fazer o download dessa obra!

Continuar lendo

#2: Batman – O Cavaleiro das Trevas 1 e 2

Oi!
É claro que você já ouviu falar de “Batman – O Cavaleiro das trevas”. E quem não ouviu? A triologia dirigida por Christopher Nolan, que se encerra em julho, contou a história sombria da decadência do homem morcego. Mas agora falaremos sobre os quadrinhos que deram origem aos filmes.

#Batman: O Cavaleiro das Trevas (1986)

A primeira aventura do Cavaleiro das Trevas dissertam sobre um Bruce Wayne de 55 anos, um distinto senhor aposentado que tenta levar uma vida comum – mas obviamente não consegue se segurar em sua poltrona e volta e meia impede um crime em Gotham City. Mas como era de se esperar, ele simplesmente não consegue parar – e eis que o Batman está de volta à ativa!

No entanto, o governo norte-americano proibiu há dez anos a ação pública de “super-heróis” – “Batman – Cavaleiro das Trevas” é uma obra de 1986, e nela também consta o medo da guerra nuclear entre os Estados Unidos e a União Soviética. Mas quem disse que Batman leva isso em consideração? 
Algumas pessoas apontam o “Cavaleiro das Trevas” (o 1) a melhor história do Batman de todos os tempos. Depois dessa obra, a figura do Batman ganha mais força e retorna ao seu papel anterior de ícone da cultura pop.

O homem-morcego está violento, anárquico, ousado, ainda mais sombrio do que antes. É um traço que parece ser constante nas obras de Frank Miller. E ele resgata esse modelo sombrio de “Dark Knight” de forma sutil nas obras que escreve atualmente. E, por deus, Frank Miller é o primeiro a ter coragem de matar um vilão carismático mas inescrupuloso (não vou contar quem é!). É um colosso da história do Batman, que não pode deixar de ser lida por qualquer pessoa que se interesse minimamente pelo homem-morcego. 

#Batman: O Cavaleiro das Trevas 2 (2002)

A história de “Batman – O Cavaleiro das Trevas 2”  se passa três anos depois da suposta morte do Batman, que ocorre no fim do Cavaleiro das Trevas (é… Dei spoiler, desculpem!).

O vilão Lex Luthor está por trás da gestão fraca do presidente Rickard, transformando os Estados Unidos num regime fascista. Os super-heróis assistem a esse espetáculo horrendo até onde podem, até que percebem ser impossível adiar mais e se reúnem. E, com isso, despertam-se velhas rixas que deverão ser solucionadas pelo homem-morcego.

O Cavaleiro das Trevas 2 é uma espécie de pária que a história do Batman carrega. A obra é, no mínimo, muito inferior à original, cheia de falhas no roteiro, nas cores, nos diálogos, na continuidade. Para alguns fãs da obra, a obra é divertida, às vezes hilária até nos momentos mais dramáticos. Para outros, é uma lamentável obra exagerada, caricatural, de cores psicodélicas. É chamado até de “Cavaleiro das Cores”.

Enfim, apresentei a você duas faces das histórias em quadrinhos do Batman com as quais você se deparará constantemente: uma obra clássica e inigualável e uma sequência lastimável. Mesmo assim, não deixe de ler a parte 2 da história do Cavaleiro das Trevas. Mesmo sendo ruim, você poderá adquirir experiência na análise das obras.

Hora de ler os quadrinhos!

Continuar lendo

#1 – Batman: Ano Um

Olá!

Começamos nossa viagem pelas histórias em quadrinhos do Batman com essa que pode ser considerada o início da interpretação sombria do personagem – e também uma das mais clássicas mini-séries do homem-morcego.

Lançada em 1989 no Brasil, conta com o roteiro de Frank Miller e arte de David Mazzucchelli.
De um lado está o então tenente James Gordon, um homem que vai ser pai em pouco tempo e que, ao se    mudar para Gotham, encontra a corrupção em todas as esferas de administração.
De outro lado está o magnata infeliz Bruce Wayne que ressurge de uma longa jornada de auto-conhecimento, mas que ainda está em busca da forma de superar isso, ou de ao menos fazer algo com sua dor. Suas visões distintas do que é Gotham conflitam-se, seus métodos não são iguais, suas trajetórias e interesses são diversos, mas essas histórias se equilibram por possuir o mesmo objetivo: combater o crime.
Bruce Wayne aparece como um homem taciturno, sombrio, com poucos mas impactantes diálogos, e seus pensamentos são o retrato de uma mente solitária e atormentada. Sua consciência o tortura por seu passado trágico e, embora saiba que não vá conseguir se redimir, Wayne sabe que precisa agir de alguma forma.
De pano de fundo, conta-se a história da primeira Mulher-Gato e uma rápida passagem pelo personagem de Harvey Dent, que futuramente  assume o papel do vilão Duas-Caras.
Além do estilo marcante, a narrativa foi muito bem orientada por Frank Miller, mantendo uma ótima dinâmica e produzindo ótimas cenas em preto-e-branco ou sem cenários, como a cena em que o bandido foge enquanto Bruce está ajoelhado entre seus pais morto.

Agora vamos para a melhor parte?

Continuar lendo