#3 – Batman: A Piada Mortal

Olá, amigos! Espero que estejam acompanhando o andamento do blog até agora.

Hoje vou falar sobre uma obra que obviamente não pode faltar na estante de qualquer pessoa que queira conhecer sobre o Batman e o universo que o cerca – incluindo seu maior inimigo.

Fiquei em dúvida sobre qual obra indicar para começar a conhecer a história do Coringa. Estava indecisa sobre esse, A Piada Mortal, e outra excelente obra intitulada “O Homem que Ri”, de 2005. Essa última retorna nos primeiros eventos do Coringa.
Mas optei por divulgar essa em primeiro lugar pela sua fama e magnitude. O roteiro é do sr. Alan Moore e a arte é de Brian Bolland.

O Coringa é um vilão muito didático, que em “A Piada Mortal” quer mostrar para Batman que qualquer um pode enlouquecer – não precisa muito. Basta apenas um dia ruim. Para isso, tortura o comissário Gordon obrigando-o a assisti-lo aleijando, torturando e, ao que tudo indica, estuprando sua filha adotiva Barbara. Ele não está apenas tentando justificar-se para Batman, mas também – e talvez principalmente – para si mesmo, ser condescendente com seus próprios erros. Um dia ruim pode ser tão doloroso que é preferível refugiar-se no conforto da loucura do que conviver com o tormento das lembranças daquele dia.
A trama, além de uma profunda análise psicológica do Coringa e do Batman, traz uma nova visão para a origem do mais importante inimigo do Cavaleiro das Trevas.

Nessa obra, Alan Moore tira do Coringa o estigma de sem passado, pois mostra não só seu passado, como sua família e as tragédias pelas quais passou e enfrentou covardemente, com a criação de uma máscara, uma fuga maníaca da realidade.
Batman é retirado de seu patamar de herói equilibrado e sensato; Coringa é retirado de seu papel de totalmente doentio e incoerente.  No encerramento da história, o Coringa demonstra um lapso de razão, e Batman demonstra indícios de insanidade.
É uma história completa, que rompe estereótipos maniqueístas, e mostra aspectos psicológicos de Batman e de seu maior inimigo, aliadas à trama de Gordon. No entanto, essas transições são perfeitas e não se confundem, ainda que o fluxo da narrativa oscile entre presente e passado.  Essas mudanças são dadas pelas tonalidades das cores – boas lembranças com cores claras; lembranças tristes, num tom alaranjado.  Esse magnífico trablho de criar atmosferas climáticas é obra de Brian Bolland, que desenvolve aquilo que talvez seja a representação mais icônica do Coringa.
“A Piada Mortal” mostra o passado de um dos maiores bandidos da DC Comics, seus passados, o que lhe fazia sorrir sinceramente e suas grandes frustrações.
A história começa com Batman indo visitar Coringa no Asilo Arkham (que será devidamente apresentado a você daqui a algumas postagens), mas descobrindo que ele não estava lá. Estava torturando Barbara Gordon. Não vou contar o resto da história, mas é de tirar qualquer fôlego.

A grande reflexão que a obra propõe é: se é necessário apenas “um dia ruim” para enlouquecer, por que Wayne cria um personagem combativo, o Batman, porque um homem comum que só queria dar uma vida digna para sua esposa torna-se o Coringa, e por que Gordon resiste tão bem ao seu “dia ruim”, diferentemente dos dois anteriores?

Você vai encontrar em “A Piada Mortal” um raro momento de sanidade do Coringa, em que ele admite sua covardia e sua péssima maneira de lidar com as tragédias da sua vida.

Em 1989, “A piada mortal”recebeu os maiores prêmios da Indústria de quadrinhos:Will Eisner Awards (melhor escritor, desenhista e álbum gráfico) e o Harvey Award (melhor história, álbum gráfico, desenhista e colorista).

Então, não OUSE deixar de ler essa obra prima. Você vai entender melhor e de uma maneira profunda o que se passa por trás do Palhaço do Crime.

Hora de fazer o download dessa obra!

Download no MEGA – A Piada Mortal

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  6. Minha opinião quanto a essa história normalmente desperta ódio nos fãs, mas sinceramente, acho que apenas determinadas passagens valeram a pena. Como por exemplo o Coringa ter arquitetado todo o lance da Barbara com fotos e tudo, pra depois por o Gordon naquela caverna com todas as fotos da própria filha baleada aos prantos e nua… isso foi incrível em termos de passar a “crueldade” do Coringa. Fora os anões e deformados que ele recrutou como trupe. Mas assim como todo roteiro relativamente antigo, muita coisa passou “mal pensada”, como o Batman sentando pra falar com o Coringa no Arkham, e pior, só notando que tinha algo errado ao ver que o pó branco saiu da mão.

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  10. Comprei esta HQ na Amazon (edição especial em capa dura) e a acabei de lê-la. É realmente uma das melhores estórias já contadas em uma HQ e a arte do Brian é excelente. Na verdade é uma das melhores artes que já vi em HQ.

      • Ah mas mesmo a mais simples, vale muito a pena devido a arte do Brian e da loucura do Coringa. Só comprei esta porque não encontrava de forma alguma. Conhece algum lugar onde eu consiga algumas obras clássicas do Batman ?

        Abraço.

        • Oi Anderson, tudo bem?

          Alguns sites que uso com frequência:
          Estante Virtual (comprei a maioria dos meus clássicos lá)
          Liga HQ

          E também, por incrível que pareça, vale ficar ligado nas seções de quadrinhos de sites como a Saraiva, Casas Bahia, Americanas, Extra, Ponto Frio, etc… Eles fazem algumas promoções de HQs do Batman bem legais. Por exemplo, comprei o Cidade Castigada na Casas Bahia por R$ 15, e no Ponto Frio estão vendendo “Mulher-Gato: Cidade Eterna” por R$ 14 e o encadernado de “Descanse em Paz” por R$ 35. (Ambas as HQs estarão aqui no Batman Guide) É questão de procurar com frequência.

          Beijos!

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  14. É uma história complexa! Antes do Coringa se tornar o que ele é (mesmo que ele deixe a sua origem para diversas interpretações), sofreu por um trauma que o levou a ser esse “psicopata”, que assim como o Batman, escolheu fazer justiça, mas de uma forma errada.

    • É, Alan Moore acabou com a paz de milhares de fãs de Batman, fica a eterna guerra pra saber qual teoria é melhor. Mas vai ver a graça é essa, deixar tudo ali no papel e ao mesmo tempo não explicar totalmente, dando espaço pra essas teorias. Trabalho de gênio, né?

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