#12 – Batman: Cacofonia

Olá!
Desculpem pela demora entre um post e outro. Foi a minha última semana de provas – aliás, hoje faço a última e adeus primeiro semestre 😀
Hoje vamos dar uma respirada antes de começar com as séries densas e profundas do Batman. A HQ de hoje tem roteiro do Kevin Smith e arte do Walter Flaganan. É uma história bem controversa: alguns dizem que é um clássico instantâneo, outra que não é pra tanto. Mas a unanimidade é que se trata de uma história que corre bem, muito divertida e muito bem feita.
Apresento a vocês Batman – Cacofonia (Batman – Cacophony, 2009).

Em primeiro lugar, vamos à definição do dicionário Michaelis para a palavra “Cacofonia” (sério, não é todo mundo que sabe, ué!).

cacofonia
ca.co.fo.ni.a
sf (gr kakophonia)
Gram Qualquer efeito desagradável ao ouvido em uma seqüência de palavras. Cf com cacófato.
Música muito desarmônica.

Dito isso, passemos à sinopse da revista.
Nessa HQ, Batman enfrenta o misterioso vilão Onomatopeia, que mora na terra do Arqueiro Verde. Onomatopéia inicia sua caçada com o objetivo de matar Batman – como fizera com outros super-heróis que também não possuíam poderes. Esse vilão desconhecido simplesmente não fala durante toda a história; na verdade, não sabemos direito o que ele quer durante a narrativa, porque tudo o que sai da boca dele são os sons das suas armas: “Bum”, quando atora, “Swisss”, quando corta ou mutila alguém, etc.
Contudo, Batman – Cacofonia não se limita a estudar a relação de Batman e Onomatopéia; ela se organiza, principalmente, em torno do relacionamento entre Batman e Coringa. Observe que o relacionamento e o diálogo entre Batman e Coringa é algo que foi exaustivamente usado nas HQs nas últimas décadas, então é um trabalho difícil inovar. Mas Kevin Smith consegue. As cenas que se passam no topo do prédio, onde se dá o clímax da revista, e no hospital, são esclarecedoras e surpreendentes.

Aliás, eu diria que a HQ toda é surpreendente. Ela é bem dinâmica, corre bem, não tem diálogos muito profundos, é objetiva – e também divertidíssima. Sério. Uma HQ que mostra o Coringa com BARBA não poderia ser menos do que divertida.
E aí também reside uma crítica de quem não gosta da HQ. Ela mostra um lado do Coringa que não tinha sido explorado antes. Um lado… sexual. Bom, sabemos que o Coringa é insano, mas não imaginávamos que sua eroticidade fosse tão insana (erro nosso). Há um trecho na HQ em que Coringa claramente demonstra ser gay – e que, por dinheiro, está disposto até a ser o passivo da relação. Fora o trecho em que Coringa comenta com Batman que viu o pênis dele enquanto ele se trocava… (Na HQ para download, foi traduzido para “bunda”, mas na minha revista ele chama o pênis do Batman de “pequeno Batman”, se não me engano hahaha). Fora outros comentários de cunho sexual – que envolvem o desejo sexual pelo cadáver de Batman! O Coringa está totalmente alucinado – e convenhamos, é bem engraçado vê-lo chamando Batman de “emo”!

Mas bem, também tem o habitual lado louco do Coringa – ele explode uma escola com todas as crianças dentro, e se isso não é doentio, não sei o que é. Também temos o vilão Maxi Zeus, um criminoso de Gotham City que acredita piamente que ele é o próprio deus Zeus da mitologia grega.
E também nessa HQ nos surpreendemos com Batman e sua firmeza na decisão de sempre fazer justiça, e deixar que a justiça puna os criminosos. Ele tem uma oportunidade de ouro para se livrar de algo que o atormenta há muito tempo. [Alerta de spoiler! Se deseja ler, posicione seu mouse sobre esse texto]

E as cenas finais, que acontecem no hospital enquanto o vilão está dopado, são muito interessantes – e Coringa diz claramente porque não consegue deixar Batman em paz. São páginas com diálogos que tiram o fôlego, seja pela lucidez instantânea do Coringa, seja pela atitute reflexiva de Batman e a conversa franca, entre homens, que se dá entre os dois.

É uma HQ que você vai ler numa tacada só. Ela é bem interessante, não deixe de ler, ok?

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#11 – Batman: Guerra ao Crime

Olá!
Hoje eu trouxe a vocês uma obra com a qual eu tenho uma particular história de admiração.

A primeira vez que li essa HQ, eu estava na Gibiteca Henfil, em São Paulo (Não conhece? Saiba mais aqui). E fiquei particularmente impressionada. Até então, nunca tinha lido uma HQ tão realista do Batman. Mas sobretudo, nunca tinha ficado com a impressão que fiquei. Um soco no estômago, foi isso que senti. Ali eu percebi talvez o verdadeiro fundamento da história do Batman. Claro que havia toda a coisa dos vilões, o elemento místico da Hera Venenosa, a insanidade do Coringa, a obsessão da Mulher-Gato, o transtorno mental de Duas-Caras. Mas o maior inimigo do Batman não estava em um casaco roxo ou em um macacão de látex.

O maior inimigo do Batman estava nas ruas, nos becos escuros, se aproveitando da fragilidade de alguns e da tendência à maldade de outros. O crime é um elemento a ser combatido, como Batman jurou depois da morte dos seus pais. Mas não é fácil combater algo que está em todos os lugares, mudando de forma, mudando de pessoas… E as pessoas não lidam com a violência da mesma forma.
E isso é explorado nessa sensacional HQ. Não deixe de ler Batman: Guerra ao Crime (Batman – War on crime, 1999, roteiro de Paul Dini, arte de Alex Ross).


A primeira coisa que você vai notar é a técnica utilizada: o Fotorrealismo. Não é foto, mas vai te enganar a ponto de parecer ser uma foto de tão real que é o desenho. Ou seja, já começamos com uma obra madura, densa, para um leitor que gosta desse lado menos lúdico e mais realista e cru do Batman. A história não se fixa no lado “super-heróico”, mas sim nas suas reflexões sociais sobre a cidade, as pessoas e a violência.

Essa história foi lançada em comemoração aos 60 anos da criação do Batman (1939-1999). Não possui balões de quadrinho, pois a história é uma narrativa do próprio Wayne. A história começa com o foco em um bairro decadente de Gotham, uma das piores áreas da cidade, corrompida pelos assaltos, pela violência e pelo descaso das autoridades com as pessoas que passam necessidades ali. E é claro que isso deixa Bruce insatisfeito.

Planeja-se fazer investimentos naquela área, mas eles não visam, de forma alguma, ajudar as pessoas. A companhia de Wayne é convidada para investir em um projeto milionário que transformaria essa região decadente em um centro comercial. Paralelamente, encontramos a história do menino Marcus. Para começar, mostrarei uma imagem que, para mim, já fez a HQ inteira valer a pena:

A partir daí, podemos perceber o que chama tanta atenção nessa obra. Marcus é um menino cujos pais foram assassinados por criminosos em um assalto – assim como Bruce Wayne, aos oito anos. Bruce Wayne poderia ter tomado vários caminhos, o alcoolismo, as drogas, a violência – mas partiu para combater o crime, a violência que matara seus pais. Marcus não teve essa força, e foi sugado pela boca maldita do crime. Mas por que? Porque Wayne não poderia ter seguido aquele caminho? Como ele mesmo reflete,

“Que tipo de homem eu teria me tornado se as coisas tivessem sido diferentes? Se, em vez de usar minha fortuna para combater o crime, eu me permitisse ser dominado por ela e todas as suas tentações? Se eu realmente fosse o que pareço ser para os outros?”

Marcus é um reflexo de Batman, distorcido e desgarrado. É o que Batman seria se tivesse feito outra opção.
Batman precisa de atitudes globais para combater o crime. Os bandidos, as armas, as ocasiões, os políticos corruptos, os policiais que não trabalham bem. Mas não é isso. Às vezes é preciso mais do que jogar os bandidos na cadeia e cuidar para que o braço da lei seja pesado com ela. É preciso cuidar de quem ficou fora das grades, mas que continua preso – preso no sofrimento, na dor, na amargura e nas feridas causadas por um ciclo de violência que nunca termina. É preciso cuidar de Marcus, que teve sua vida dilacerada pelo crime – e cada vítima de violência cujo destino pode facilmente se pervertido. E a violência não está somente nos becos sujos e escuros. Está também nos arranha-céus lotados de políticos com ternos impecáveis e reputações imundas. Ali, onde tudo se resolve com influência, e o que não se resolve com influência se resolve com dinheiro.

Enfim, é uma obra intensa em todos os sentidos. Não deixe de lê-la. Acho que é uma das obras mais adultas do Batman que já postei aqui. E vai te fazer perceber o processo que Batman passa todos os dias, e por que ele insiste num ideal criado há muitos anos. Ele tem motivos. E você vai perceber quais.

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RESULTADO DO SORTEIO – Batman: Duas Caras Ataca Duas Vezes!

Olá!
Em primeiro lugar, obrigada a todos que se inscreveram nesse primeiro sorteio. Fiquei muito surpresa e lisonjeada! Gostaria de convidar a todos vocês, ganhador e quem não conseguir ganhar, a continuar acompanhando o blog – e também as próximas promoções!
Essa HQ é inovadora porque conta a mesma história duas vezes. “Como assim?”, você vai me perguntar. Na Parte Um das revistas, temos uma arte no estilo da década de 1940, que homenageia a Era de Ouro dos quadrinhos. Já na Parte Dois, temos uma arte mais modernizada, quase realista – e muito bonita de se visualizar.

Nas histórias, temos o Duas-Caras atormentado e incapaz de aceitar que sua ex-mulher, Gilda, esteja para se casar com o seu noivo Paul Janus. E também temos Duas-Caras sequestrando os gêmeos de Gilda e Janus e os fazendo de reféns para experimentos, porque acredita que Janus utilizou alguma droga da fertilidade para gerá-los. Contudo, o que Duas-Caras ignora é que machucar aos gêmeos é um erro muito grande, imperdoável…

A Primeira Parte é bem caricata, há o exagero do uso das armadilhas, as onomatopéias (são um caso à parte! Haja “Phot!” “Phut!” “Nok, nok!” “Smash!” “Whomp!”), o cinto de utilidade… Sem contar as inúmeras referências ao número dois, uma obsessão pessoal do Duas-Caras.

Já a Segunda Parte é mais contemporânea. O Duas-Caras está ainda mais assustador. Os detalhes das lutas, da anatomia do Batman, da Batcaverna, as feições amedrontadas e horrorizadas, as cenas no hospital… Certamente, trata-se de uma arte voltada ao público mais adulto, por seu caráter fidedigno.

E chega de enrolação, vamos ao vencedor do sorteio, não é?

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#10 – Batman: Vitória Sombria

Olá!
Faltam apenas dois dias para o fim do Sorteio da HQ “Batman: Duas Caras Ataca Duas Vezes”. Já se inscreveu? Ainda dá tempo!
Bom, não sei se vocês já recuperaram o fôlego perdido com a leitura de “Batman – O Longo Dia das Bruxas”, mas hoje eu trouxe a continuação dessa HQ.
Hoje falaremos sobre “Batman: Vitória Sombria” (Batman: Dark Victory, 1999, roteiro de Jeph Loeb e desenho de Tim Sale).

Se você não leu Longo Dia das Bruxas (deveria ler!), vai conseguir entender Vitória Sombria sem grandes dificuldades Assim como na história anterior, continua a saga da máfia tentando recuperar seu lugar de glória no mundo do crime. Vitória Sombria começa com uma fuga em massa do Asilo Arkham e a libertação – sob condicional – do vilão Feriado. O clima “policial”, já presente em Batman: Ano Um e no “Longo Dia das Bruxas” prossegue: pistas, incriminações, mortes misteriosas. Contudo, um elemento novo aparece: o freak show em que Gotham City se transforma, um lugar de mentes insanas como o Coringa, Duas-Caras, Pinguim (fique tranquilo, cada vilão terá sua vez aqui no Batman Guide).
Carmine Falcone é morto e substituído por sua filha Sofia, que está sedenta por vingança – e por retomar o controle dos negócios obscuros no submundo de Gotham. É papel do Homem Morcego impedir esses eventos, assim como impedir que a máfia domine por completo Gotham City.
Alguns elementos são introduzidas na HQ, como a relação da Mulher Gato com Batman. Sentindo-se culpado pela transformação de Harvey Dent em duas Caras, Bruce Wayne se torna ainda mais recluso, recusando a atenção de Gordon e da Mulher Gato.

Uma série de assassinatos misteriosos volta a acontecer, enforcamentos cheios de evidências escritas à sangue no peito dos assassinados. Duas Caras começa a investigar por conta própria o responsável por esses assassinatos, e salva Gordon de ser enforcado também.
O Coringa ataca os membros do clã Falcone antes que Batman possa prendê-los. E Batman, tendo que lidar com todos esses vilões, encontra Dick Grayson – que vai se tornar o primeiro Robin. (Em breve, você irá ler uma história só para o Robin!).
Enfim, trata-se de uma HQ tão memorável quanto a anterior. As parcerias entre Jeph Loeb e Tim Sale mostram-se memoráveis, como nas HQs “Demolidor: Amarelo”, “Homem-Aranha: Azul” e “Hulk: Cinza”. Jeph Loeb, particularmente, lida tão bem com os roteiros de Batman que foi convocado para desenhar uma de suas HQs mais clássicas e raras: Batman – Silêncio. O clima noir, policial, vai atrair você..

Todas as edições compiladas num só link.
Boa leitura!


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#9 – Batman: O Longo Dia das Bruxas

Olá!
Obrigada pela participação no sorteio! Não se esqueçam que ele vai até dia 16/06, ou seja, ainda dá tempo de se inscrever!
Bom, hoje vim trazer a vocês um CLÁSSICO, uma história que vai te prender e, ao fim de cada revista, você vai ficar desesperado procurando pela próxima. Lançada em 1996/97, ela ganhou o Prêmio Eisner de 1998 como melhor mini-série. Ou seja, já sabe que vem coisa boa por aí, não é?
Como seria viver em uma cidade em que todo dia é dia das bruxas? Descubra em “Batman – O Longo dia das Bruxas” (Batman: The Long Halloween, arte de Tim Sale, roteiro de Jeph Loeb).

Em “Batman – Longo dia das bruxas”, a tríplice que já conhecemos – Batman, Gordon e Harvey Dent (antes do acidente) se unem par acabar com as famílias mafiosas que são responsáveis pelo crime organizado em Gotham City. A cidade está mais corrupta do que antes. Os chefões mafiosos reinam sem que ninguém os incomode (você vai se lembrar muito d’O Poderoso Chefão). Contudo, são interrompidos por um assassino que se chama “Feriado”. Por que ele se chama assim? Por que ele começa a matar os membros dessa família nos feriados e datas especiais (você vai observar o nome que o nome de cada capítulo dessa história é uma data especial). O roteiro se passa de um ano ao outro, de um Dia das Bruxas ao outro.

(Nossa, estou empolgada escrevendo sobre essa história… Gosto tanto dela!)
E quem é Feriado? Não se sabe. Ele não deixa rastros nas cenas dos crimes. Ele é profissional. Harvey, Gordon e Batman tentam descobrir quem ele é. Nessa HQ, alguns vilões de que não falei ainda não introduzidos – O Charada, o Espantalho, o Chapeleiro Louco, o Pinguim. Mas não se preocupe, você vai entender completamente, porque a participação deles é pontual. Antes que você perceba, você também estará querendo descobrir quem é Feriado, e imaginando que crime esse vilão irá cometer na próxima edição, ficando chocado com a brutalidade – e perfeição – dos crimes. Ou será que, na verdade, trata-se de mais de uma pessoa?
Jeph Loeb faz, como era de se esperar, um trabalho impecável. Diálogos curtos, incisivos, criativos, insanos, importantes. A arte de Tim Sale não é nada mais que genial, grande, bonita, e contribui para o clima grandioso dessa HQ. Christopher Nolan também a utilizou como referência para sua trilogia. Muito sangue, muita porrada, muita revelação, muito vidro quebrando, muito tiro… Uma HQ do Batman como o conhecemos – destruidor! É uma obra sensacional, que você não vai conseguir parar de ler até o último capítulo.

Ah, uma dica: eu adquiri a coleção completa há algumas semanas, é uma HQ que eu estava namorando há um tempão até achar essa promoção da Liga HQ por R$35. Esse site é muito bom, o frete é grátis (só tem uma taxa de manuseio de R$ 1,30 para qualquer lugar do Brasil) e você ainda ganha 20% do valor do produto para trocar em outros produtos na loja. (Não, não estou ganhando nada para esse anúncio, estou divulgando porque gosto da loja e esse preço está ótimo!). A Panini lançou a coleção encadernada, caso alguém queira comprar, basta uma rápida pesquisa pela internet 😉

Vamos ler?


Disponibilizei todas as HQs num link só!
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SORTEIO! – Batman: Duas Caras Ataca Duas Vezes [ENCERRADO]

Olá, gente bonita!

Conforme eu disse no começo da semana, para quem leu, cá estou para fazer o primeiro (de vários!) sorteios no Batman Guide!

Como continuação da história do Duas Caras, as HQs sorteadas (Two-Face Strikes Twice, de 1995)  tem a arte de Mike W. Barr e Joe Staton, e mostra o Homem-Morcego e o Robin enfrentando o vilão Duas-Caras, que é obcecado por duplicidade. O inovador dessas HQs é que a mesma história é apresentada em dois viés: uma em homenagem à época clássica dos quadrinhos, de 1940, e outra com uma abordagem mais moderna, mais realista.

São duas revistas:

  • Livro 1 – Parte 1 e Parte 2
  • Livro 2 – Parte 1 e Parte 2

(eu também fiquei confusa quando comprei, mas depois fez perfeito sentido)

E você pode ganhar essas HQs, basta preencher o formulário abaixo para concorrer! Boa sorte!

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#8 – Batman – O Olho de Quem Vê

Olá!
Hoje iremos conhecer a história de um personagem assustador, que reflete a presença da bondade e  da maldade em cada ser humano – num nível mais extremo.
Se você já assistiu “Batman – O Cavaleiro das Trevas”, do Christopher Nolan, se lembra de Aaron Eckhart no papel de Duas-Caras, mas nessa HQ sua passagem do justo promotor Harvey Dent para o desequilibrado vilão Duas-Caras é explicada de outra maneira.
Apresento a vocês hoje “Batman: O Olho de Quem Vê” (The Eye of the Beholder, 1990).
Dica: Se eu fosse vocês, não deixaria de ler essa HQ e esperar pelo próximo post durante a semana… Fique atento, vai rolar um sorteio aqui no Batman Guide! 😀

A trágica história do promotor Harvey Dent é recontada adicionando-se detalhes que explicam o motive da sua loucura, para além da sua deformação. A parceria entre Batman, o comissário Jim Gordon e o promotor público Harvey Dent consegue efetuar a prisão de dezenas de corruptos e ladrões em Gotham, mas o que os dois primeiros ignoram é que o estado mental de Dent vem se deteriorando desde que visita seu pai – Um assassino de idosos está à solta na cidade e, temendo pela vida de seu relapso pai, encontra-se com ele e com velhas lembranças ruins.

Lembra-se de um jogo da infância que sempre perdia com seu pai, o popular cara-e-coroa, feito sempre com a mesma moeda. Não houve uma vez em que Dent ganhasse. Seu pai sempre insistia que o jogo era honesto. Mas ao sair daquele encontro, Dent confirma aquilo que sempre suspeitava: seu pai, Christopher, que ele amava e respeitava, usava uma moeda com duas caras.
Entretanto, Dent procura concentrar-se no trabalho, que nunca foi tão promissor quanto agora. Eles tem nas mãos uma equipe de extorsão comandada por Pike e o grande chefe do crime de Gotham, o corrupto Maroni.
Mas o comportamento de Dent começa a fugir do normal. Atormentado por pesadelos e por suas observações da loucura que o cerca, é encurralado por Pike – e alguma coisa muito ruim começa a despertar dentro dele.
No dia do julgamento de Maroni, o chefão do crime tira seu frasco de remédio do bolso e joga ácido na cara de Dent, que sobrevive, mas nunca mais será o mesmo. Ele deixa sair de dentro de si o monstro que guardara, um monstro que só age quando a sorte é lançada.

Essa HQ vai te fazer mergulhar em um universo em que sua sorte, seu destino e até mesmo sua vida é decidida na sorte. E vai te mostrar que tudo tem dois lados – até mesmo uma moeda falsa…

Hora de fazer o download!

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