#17 – As Crônicas de Batman: A Prova

Olá, queridos e pacientes leitores!

Finalmente terminei a saga da tradução dessa HQ. Eu não consegui localizar essa HQ em português… E foram madrugadas e madrugadas de dedicação minuciosa para conseguir terminar as páginas. Mas eu consegui!

Em primeiro lugar, gostaria de ressaltar que não falo espanhol fluentemente. Tomei bastante cuidado com a tradução, mas peço desculpas antecipadamente por algum possível erro na tradução (mas sejam bonzinhos, eu me dediquei! 😛 )
E eu gostaria de agradecer a Adriana Ruco que se ofereceu para fazer a revisão da minha tradução, mas como eu estava atrasadíssima com a postagem, decidi pular essa etapa.

Bom, eis aqui minha primeira tradução. É hora de ler “As Crônicas de Batman: A Prova” (Batman, The Gauntlet, arte de Lee Weeks e roteiro de Bruce Canwell).

Na postagem passada, temos o aparecimento de Dick Grayson, um jovem trapezista que perde seus pais de maneira criminosa e que é acolhido por Bruce Wayne. Contudo, Dick lembra a Batman o que ele é, suas virtudes e princípios – e ele decide adotá-lo como Robin, seu ajudante. Entretanto, é preciso treiná-lo arduamente, tanto fisicamente, para saber como evitar armamentos pesados ou artimanhas sagazes, e psicologicamente, para enfrentar o crime e todas as suas distorções assustadoras.Depois de treinado, é preciso saber se ele está preparado para enfrentar na prática o pior do submundo de Gotham. É nisso que se baseia o enredo de “A Prova”. Temos um jovem Dick Grayson, que vem treinando secretamente sob a tutela de Batman.

Esse lhe propõe um desafio. No fim de semana do 4 de julho, em meio às comemorações da independência dos Estados Unidos, Alfred (a contragosto) o leva até certo ponto da cidade. Robin deve evitar que Batman o encontre até o horário do amanhecer. Ele deveria estar longe das vistas dele, sem qualquer tipo de ajuda ou artifício, do pôr-do-sol ao amanhecer. Essa tarefa é desenvolvida por Dick com grande confiança , que tem certeza que está plenamente apto a ocupar o papel de “garoto-prodígio”.Entretanto, não será uma tarefa simples. Ele se depara com uma cena criminosa logo no começo de sua trajetória, e salva o homem que estava sendo agredido. Contudo, esse salvamento irá colocá-lo em perigo ao longo de toda a trama da HQ… Ele se envolve com ninguém menos que Joe Minette, um gângster envolvido com violência, pornografia, drogas e prostituição ilegal, e que tem capangas sem escrúpulos que correm atrás dele com o objetivo de matar, sem se importar com o fato de estarem perseguindo um menino. Essa fúria em encontrá-lo deve-se ao fato de ele ter salvo um policial infiltrado que possuia provas contundentes para incriminar Joe Minette. Entretnato, conseguirá ele se salvar?

Em meio a essa tentativa de salvar a própria pele, Robin ainda precisa se preocupar em fugir de Batman e conseguir cumprir sua prova final. Mas ele é ousado, e deixa pistas brilhantes em seu caminho para escapar de Batman. Talvez ele não tenha se dado conta dos inimigos que adquirira – mas Batman sabe disso, e o que antes era para ser uma caçada instigante torna-se um desafio de sobrevivência para Dick Grayson.
O trabalho de Lee Weeks é maravilhoso. Simples e belo, com quadros grandes e coloridos maestralmente, somente vem ilustrar o roteiro enxuto e bem tralhado de Bruce Canwell em “A Prova”. Essa revista é brilhante e instigante – adorei traduzi-la justamente porque os diálogos são engraçados e inesperados, mas também muito fortes . É um conto de gângsteres sanguinários e corruptos, e no meio deles, um menino forte e inteligente, disposto a ajudar a combater o crime ao lado do Cavaleiro das Trevas. Mas estará ele apto a adentrar essa vida cheia de riscos e pessoas inescrupulosas?

Não deixe de ler. Foi bem trabalhoso pra traduzir, mas fiz com carinho pensando na diversão de vocês. Existem outras que mostram a introdução de Dick Grayson, mas na minha opinião era essa a melhor. E eu quero sempre trazer o melhor material possível para o Batman Guide. 🙂

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RESULTADO DO SORTEIO – Spawn/Batman!

Olá, pessoas bonitas!
Mais uma vez, esse sorteio foi um sucesso, e graças à vocês. Muito obrigada pela participação de todos!

Eu já fiz um rápido review da HQ “Spawn/Batman” no post do sorteio, mas vamos à mais algumas considerações.

Em primeiro lugar, é uma HQ polêmica. Muitos amam, muitos odeiam. Mas o inegável é que é uma HQ bem-desenhada, sombria: o trabalho de McFarlane é muito bonito e sutil, bem violento quando, por exemplo, mostra apenas os dentes de Batman em uma expressão fervorosa de ódio. Para quem está acostumado com Spawn, é estranho vê-lo enfrentando um herói com valores tão diferentes. É uma HQ que transborda violência, na verdade – não que isso seja ruim, porque isso prende o leitor em uma tensão que dura a HQ inteira!

Não vou enrolar muito porque já fui bastante cobrada por essa cobiçada revista, então vamos ao resultado do sorteio!

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Um recado para vocês :)

Queridos,
Estou escrevendo esse post para justificar o atraso da postagem dessa semana.
Quem acompanha o blog há algum tempo sabe que costumo postar às quartas-feiras e sábados, oscilando às vezes quando tenho algum compromisso na faculdade ou no trabalho.
Mas essa semana estou meio atrasada com a postagem porque estou traduzindo uma HQ pra vocês. Quase sempre encontro as HQs para o Batman Guide em português, mas essa só achei em espanhol e inglês. Quando é para mim, geralmente dou um jeito e leio no original, mas para vocês estou traduzindo para o português. E estou trabalhando duro nisso – é mais difícil e penoso do que eu pensava!

Então desculpem essa que vos fala pelo atraso. Juro que estou fazendo um bom trabalho, e logo logo – questão de poucos dias – postarei aqui!

Obrigada! 😉

SORTEIO! – Spawn/Batman [ENCERRADO]

Olá!

Voltei para mais um sorteio aqui no Batman Guide 😀
A HQ sorteada será “Spawn/Batman” (Spawn/Batman, 1994, roteiro de Frank Miller e arte de Todd McFarlane)!
E, aliás, serão DUAS revistas sorteadas!

Nessa HQ, temos o Homem-Morcego no encalço de armas de alta tecnologia e de robôs que nem de longe são humanos – e que sentem especial prazer por decapitações, quando se depara com Spawn, o anti-herói arrogante e perigoso. E ambos percebem que estão do mesmo lado, ainda que contragosto, num caminho cheio de tensões e violência.

Para ganhar essa HQ é simples. Continue lendo!

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#16 – Um Conto de Batman: A Escolha (Robin I)

Olá!
Hoje, começaremos a desvendar a trajetória de um personagem de suma importância nas HQs do Batman: seu companheiro e pupilo, o Robin.

No entanto, não trataremos de apenas um Robin: ao longo das HQs, temos CINCO Robins!
Mas não se assuste, eu apresentarei todos eles, de maneira clara – assim você não terá como se confundir.
Bem, vamos a uma rápida apresentação de cada um deles, por ordem cronológica (Fique tranquilo, falarei de cada um deles em hora oportuna!)

Primeiro Robin: Dick Grayson

Segundo Robin: Jason Todd

Terceiro Robin: Tim Drake

Quarto Robin: Stephanie Brown (sim, uma garota!)

Quinto Robin: Damian Wayne

Hoje começarei pelo Dick Grayson, o primeiro Robin!
A HQ escolhida traz a história de Dick Grayson, o filho único de uma família de talentosos trapezistas, que sob trágicas circunstâncias é o primeiro a assumir o papel de Robin. Leremos hoje “Um conto de Batman: A escolha” (Legends of the Dark Knight #100, novembro de 1997, roteiro de Denis O’Neil e arte de Dave Taylor).

Dick Grayson (também chamado de Richard Grayson), seu pai e sua mãe formam os “Grayson voadores”, os acrobatas que movimentam o Circo Haly com seus movimentos precisos e suas manobras perigosas, porém experientes.
Porém, um dia, o corajoso Dick assiste a uma cena estranha, com um homem violento ameaçando o dono do circo. Contudo, é levado a crer que aquela cena não tem importância, e parte para mais uma noite de espetáculo. Entretanto, essa noite não seria de modo algum parecido com as outras.
Em primeiro lugar, o espetáculo da noite seria assistido pelo excêntrico milionário Bruce Wayne, que aparentemente não tinha motivos para estar em uma zona tão afastada da cidade para ver um circo decadente. Em segundo lugar, o que aconteceria naquela noite cruzaria os caminhos de Wayne e de Dick Grayson para sempre… Os pais de Grayson morrem. Mas não de maneira inocente ou acidental. Existia algo por trás disso.

Eles possuem algo em comum. Leia a página a seguir. Ela me deixou bastante emocionada.

Contudo, essa não é a única coisa que os une. Ambos são durões, corajosos, e primam pela necessidade da justiça. Sobretudo, Dick consegue fazer Batman lembrar-se de quem ele foi quando menino, e de quem ele deve ser agora, como no trecho a seguir:

Há outros trechos também, como quando Dick lamenta pela morte do criminoso que matara seus pais, porque não desejava sua morte – desejava apenas que a justiça fosse cumprida.
Esse comportamento, aliado à sua extrema coragem e a uma pontinha de inconsequência, incentivam Batman a convidá-lo para o papel de seu pupilo. Em um post que virá em breve, explicarei sobre o mito de um suposto romance entre Batman e Robin, algo que não faz sentido nenhum para quem conhece a relação que se desenvolve entre eles, que está muito mais para pai/filho.

A arte é muito bonita de se ver, bem simples e instintiva. O roteiro tem passagens importantes, sem diálogos extensos ou complicados, mas cheios de significado.
Você não vai perder a história que trata do advento do menino prodígio, vai?

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#15 – Batman: Equilíbrio & Batwoman #00

Olá!
Essa postagem demorou um pouco porque estive pensando em qual HQ postar, em nossa sequência “parceiros do Batman”. E decidi fazer algo diferente: postar duas HQs diferentes hoje.
Trataremos de dois personagens importantes. O primeiro você já conhece de outros carnavais em Gotham City: o mordomo que cuida de Bruce Wayne com zelo desde que ele perdeu seus pais, Alfred Pennyworth. E na segunda, falaremos de Kate Kane, a Batwoman – que utiliza métodos com os quais Batman não concorda plenamente.

#1 – Batman: Equilíbrio
(Batman: Legends of the Dark Knight Vol 1 #118 – “Balance”, junho de 1999, roteiro de Greg Rucka e arte de Jason Pearson)

Nessa HQ, temos Alfred narrando um “conto” a algumas crianças – e é um conto que ele mesmo protagoniza. O que ele conta às crianças é a de um fiel escudeiro esperando pelo retorno de seu nobre cavaleiro. Mas essa história é uma metáfora para o momento em que Batman e Robin precisam fazer uma longa viagem de três meses e deixam Gotham aos cuidados de Alfred – o mordomo fiel aos pais de Bruce e que continua seu trabalho na casa ao longo dos anos, observando o crescimento de um homem empenhado em fazer justiça. Nesse período de três meses, o mordomo se empenha em reunir informações úteis, gerar entretenimento para as pessoas e cuidar da população desamparada que Batman precisou deixar para trás. E isso inclui distrair pessoas com suas habilidades teatrais, salvar bebês e liberar um grupo de pessoas que estava sendo escravizada.
Essa edição se chama justamente “Equilíbrio” porque nela podemos perceber a relação existente entre Alfred e Batman: a de cavaleiro e seu fiel escudeiro, que nunca o abandona, seja para curar as feridas provocadas por estilhaços ou por dar-lhe uma bronca porque não anda dormindo o suficiente. Eles se equilibram e contrapõe o que falta um no outro.

No fim da HQ, temos o retorno oportuno de Batman, na hora certíssima para evitar que alguma coisa muito ruim acontecesse a Alfred. E percebemos que o Cavaleiro das Trevas não conseguiria proteger os cidadãos de Gotham sem seu fiel ajudante, um velhinho com metade do seu tamanho, mas com bravura o suficiente para dois batalhões.

#2 – Batwoman #00
(Batwoman #00, roteiro de Haden Blackman e arte de J. H. Williams III, 2010)

Kate Kane é uma socialite demitida do serviço militar por ser lésbica. Em um encontro casual, depara-se com Batman – e encontra uma nova vocação na vida, ser a Batwoman.
A HQ de hoje faz parte dos Novos 52 (acalme-se, vai ter um post explicativo sobre isso em breve), e ela apresenta a personagem sem um roteiro muito aprofundando: temos Bruce Wayne se fantasiando de várias formas diferentes para descobrir se Kate Kane é, de fato, a Batwoman. Mas essa suposta simplicidade de roteiro não é um ponto fraco na obra: você vai descobrir a arte de J. H. Williams III, que é uma das coisas mais sensacionais que estes meus olhos míopes tiveram o prazer de ver.

Apesar de eu tê-la incluído no hall de “parceiros do Batman”, não é exatamente assim que funciona porque, para Batwoman, ele não passa de uma inspiração. Ele não é uma obsessão, não é um amor platônico, um tutor, um inimigo mortal com quem disputa ou seu escudeiro; tampouco ela foi treinada por ele, ou recebe algum tipo de apoio. Ela é uma mulher forte, independente, disposta a praticar a justiça & combater o crime da forma que ela mesmo crê ser certa, com financiamento próprio.  Isso, claro, não implica que ela seja perfeita: Batman vai descobrindo seus erros, alguns pontos a serem melhorados nela.

Em resumo, essa HQ vai introduzir essa personagem de uma maneira forte e incisiva, e você via descobrir melhor quem é essa ruiva forte que empenha seus dias em proteger Gotham City da maneira que sabe e que acredita ser justa.

Baixe as duas HQs, são curtas – você vai ler bem rápido e ainda vai se surpreender com a arte de Batwoman.

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Ganhadores do sorteio “Batman – Duas Caras Ataca Duas Vezes!”

Olá, queridos!

Retornei para mostrar pra vocês os orgulhosos ganhadores do Sorteio que realizei aqui no Batman Guide, já com suas revistas em mãos.
Então vamos lá!

Esse é o pacote que chegou para o Vitor S. Pereira:

E essa é a revista que chegou para o Lucas Dias, que percebeu o recadinho que eu deixei no post do Sorteio e levou pra casa uma edição da Revista #2!

Continuem participando das promoções!

#14 – Batgirl (Barbara Gordon)

Hoje falaremos sobre Barbara Gordon, a filha do comissário Gordon. Mas antes vou ter que me prolongar um pouco sobre ela, já que eu optei por disponibilizar uma HQ mais curta. Se eu fosse disponibilizar uma HQ que contasse toda a sua trajetória até se tornar a Batgirl, seriam 9 downloads. Além disso, o traço da HQ que escolhi hoje para o Batman Guide é mais adulto e mais conciso que os desenhos das 9 HQs. Em todo caso, caso você queira ler, aqui está o link para Batgirl: Ano Um.
Bárbara Gordon é sobrinha de Jim Gordon, mas foi adotada como filha por ele depois que seus pais Thelma e Roger Gordon morreram. Se gradua na Universidade de Gotham em biblioteconomia e sistemas de informação ainda muito jovem – e com excelentes notas –  e torna-se bibliotecária. Seu treinamento físico também era intenso, pois era dona de várias medalhas de judô, karatê, ginástica olímpica e corrida.  E são justamente essas habilidades físicas que promovem o advento inesperado de Batgirl: em um baile de máscaras, costura uma roupa de “Batgirl” para surpreender seu pai, mas no caminho encontra o vilão Mariposa Assassina prestes a sequestrar Bruce Wayne. Sua interferência garante que o Homem-Morcego consiga escapar, e assim Bárbara inicia sua vida como vigilante do crime em Gotham City como uma alegre e inexperiente versão feminina de Batman que vai aprimorando suas técnicas ao longo do tempo. Como pode-se perceber na HQ de hoje, a adrenalina mexe com ela: ela até modifica sua moto, adicionando um laboratório de criminalística embutido, para ter mais recursos e mais velocidade em suas ações. Além disso, conseguira desenvolver dispositivos de ataque, visão telescópica/microscópica/térmica.

Contudo, ela também vai ficando mais velha e vai abandonando aos poucos a vida de vigilante para cuidar de seu velho e cansado pai. E como você deve se lembrar na HQ “A Piada Mortal”, que eu já postei aqui, Coringa invade a casa dos Gordon e atira à queima roupa na espinha de Bárbara, deixando a moça paralítica para sempre. Entretanto, isso não é suficiente para pará-la. Ela treina suas técnicas de defesa pessoal, adaptando-as para a cadeira de rodas (e mesmo nela, ainda mantém grande força na parte superior de seu corpo), e adquire uma nova identidade: Oráculo, que auxilia Batman e toda a Liga da Justiça com ajuda técnica e informações privilegiadas obtidas nos supercomputadores da torre do relógio de Gotham.

Mas Oráculo ainda terá sua vez aqui no Batman Guide, vamos nos concentrar hoje na nossa revista: Batgirl (Batgirl, 1997, lançada no Brasil em 2004. Roteiro de Kelley Puckett e arte de Matt Haley)!

Essa história se passa logo após seu primeiro caso, em que derrota o Mariposa Assassina. Mas aqui, ela vai lidar pela primeira vez com o vilão que seria responsável por sua tragédia tardia – o Coringa. E vai descobrir que não é tão fácil e tão divertido ser uma super-heroína… É interessante observar a relação entre ela e o comissário Gordon,  que tem motivos suficientes para querer que a filha esteja distante da vida como policial – mas mesmo assim, ela o desafia.

Essa retrospectiva aborda principalmente os primeiros dias da carreira de Bárbara e seus pensamentos acerca da ocupação que desenvolve, da densidade e da seriedade do que o espera. Não é uma HQ brilhante, complexa – é explicativa, boa de ler. Alguns criticam a personagem por pretender ser somente uma Batman feminina, sem personalidade, mas nessa HQ é possível enxergar nela um elemento de originalidade que a distingue perfeitamente do Homem-Morcego.

Kelley Puckett consegue dar singularidade à Bárbara Gordon explorando justamente o que parece faltar em Batman: humanidade e vulnerabilidade diante dos inimigos e dos desafios. É possível perceber isso na sequência em que ela está tentando escapar junto com um menininho de uma prisão feita por Coringa. Ela duvida, oscila, questiona, quase erra – porque é humana. Esse realismo é personificado na arte de Matt Haley, clara e bela de se ver – e, como não poderia deixar de ser, explorando a silhueta delineada e sensual de Bárbara. O uso das sombras e dos closes de rosto, e também dos quadros de corpo inteiro, dão uma sensação de grandiosidade à obra.
Temos elementos curiosos nessa HQ: o fato de ela conseguir trabalhar, paralelamente, o lado psíquico aliado ao lado físico dela. Não é uma história perfeita ou épica , e talvez essa simplicidade seja o triunfo da história de hoje. Nela você vai acompanhar alguns dias da história de Bárbara Gordon  – não apenas da Batgirl, a roupa colada e os socos precisos, mas de Bárbara e suas convicções pessoais, sua força de caráter, seu senso de justiça e sua determinação.

E aí, vai deixar de ler?

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#13 – Gordon de Gotham

Olá!
A HQ de hoje infelizmente não foi lançada no Brasil, mas eu a considero extremamente interessante e nos fará lançar um olhar mais específico a esse personagem tão importante para as histórias do Batman – o Comissário Jim Gordon, que trabalha paralelamente com Batman na missão difícil de tentar limpar as ruas de Gotham da podridão que assola seus becos escuros.

Hoje, vamos ler “Gordon de Gotham” (Gordon of Gotham, 1998, roteiro de Denny O’Neil e desenho de Dick Giordano e Klaus Janson).

O roteiro nos mostra um Gordon reminiscente, que está contando a Batman sua epopeia antes de chegar a Gotham City – como era sua vida como um policial inocente que não tinha os manejos necessários para estar numa corporação já contaminada pela corrupção e pelos jogos de interesse. Ele narra sua história sem grandes glórias, demonstrando seus medos e inseguranças de forma clara. Ele não é um super-herói, não tem super-poderes – é apenas um homem determinado a fazer a Justiça ser cumprida, mas que percebe que isso implica sair da linha às vezes.
Os dias de Jim Gordon na Polícia de Chicago eram atribulados. Como policial, ele começa a suspeitar do envolvimento de um oficial que trabalha com ele com atividades ilegais relacionadas à próxima eleição. Contudo, quando essa suspeita evolui para a procura de pistas, ele se vê encurralado: ele se torna o alvo desse oficial – que, diferente de Gordon, não tem escrúpulos quando se trata de defender seus interesses.

Além disso, Gordon se vê às voltas com um agente internacional que está sempre salvando a sua vida, mas que vai se revelar uma chaga em seu currículo, algo que ele nunca consegue superar… Ou talvez consiga encontrar a redenção, com a ajuda de Batman, outro homem que também aprendeu que contar unicamente com a Justiça não é suficiente.

Essa HQ é envolvente, com diálogos inteligentes e bons de ler. É dramática sem ser melosa; é realista, mas também intensa e profunda. Mostra como Gordon lida com os vilões, mas que ele também tem características de vilão. Não tinha, mas desenvolveu pela necessidade.
Nessa HQ, você poderá observar mais minuciosamente esse personagem que muitas vezes apenas observamos passivamente nas HQs do Batman, mas que é de suprema importância para fazer a Justiça em Gotham City.
Vamos para o download? 🙂

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