#14 – Batgirl (Barbara Gordon)

Hoje falaremos sobre Barbara Gordon, a filha do comissário Gordon. Mas antes vou ter que me prolongar um pouco sobre ela, já que eu optei por disponibilizar uma HQ mais curta. Se eu fosse disponibilizar uma HQ que contasse toda a sua trajetória até se tornar a Batgirl, seriam 9 downloads. Além disso, o traço da HQ que escolhi hoje para o Batman Guide é mais adulto e mais conciso que os desenhos das 9 HQs. Em todo caso, caso você queira ler, aqui está o link para Batgirl: Ano Um.
Bárbara Gordon é sobrinha de Jim Gordon, mas foi adotada como filha por ele depois que seus pais Thelma e Roger Gordon morreram. Se gradua na Universidade de Gotham em biblioteconomia e sistemas de informação ainda muito jovem – e com excelentes notas –  e torna-se bibliotecária. Seu treinamento físico também era intenso, pois era dona de várias medalhas de judô, karatê, ginástica olímpica e corrida.  E são justamente essas habilidades físicas que promovem o advento inesperado de Batgirl: em um baile de máscaras, costura uma roupa de “Batgirl” para surpreender seu pai, mas no caminho encontra o vilão Mariposa Assassina prestes a sequestrar Bruce Wayne. Sua interferência garante que o Homem-Morcego consiga escapar, e assim Bárbara inicia sua vida como vigilante do crime em Gotham City como uma alegre e inexperiente versão feminina de Batman que vai aprimorando suas técnicas ao longo do tempo. Como pode-se perceber na HQ de hoje, a adrenalina mexe com ela: ela até modifica sua moto, adicionando um laboratório de criminalística embutido, para ter mais recursos e mais velocidade em suas ações. Além disso, conseguira desenvolver dispositivos de ataque, visão telescópica/microscópica/térmica.

Contudo, ela também vai ficando mais velha e vai abandonando aos poucos a vida de vigilante para cuidar de seu velho e cansado pai. E como você deve se lembrar na HQ “A Piada Mortal”, que eu já postei aqui, Coringa invade a casa dos Gordon e atira à queima roupa na espinha de Bárbara, deixando a moça paralítica para sempre. Entretanto, isso não é suficiente para pará-la. Ela treina suas técnicas de defesa pessoal, adaptando-as para a cadeira de rodas (e mesmo nela, ainda mantém grande força na parte superior de seu corpo), e adquire uma nova identidade: Oráculo, que auxilia Batman e toda a Liga da Justiça com ajuda técnica e informações privilegiadas obtidas nos supercomputadores da torre do relógio de Gotham.

Mas Oráculo ainda terá sua vez aqui no Batman Guide, vamos nos concentrar hoje na nossa revista: Batgirl (Batgirl, 1997, lançada no Brasil em 2004. Roteiro de Kelley Puckett e arte de Matt Haley)!

Essa história se passa logo após seu primeiro caso, em que derrota o Mariposa Assassina. Mas aqui, ela vai lidar pela primeira vez com o vilão que seria responsável por sua tragédia tardia – o Coringa. E vai descobrir que não é tão fácil e tão divertido ser uma super-heroína… É interessante observar a relação entre ela e o comissário Gordon,  que tem motivos suficientes para querer que a filha esteja distante da vida como policial – mas mesmo assim, ela o desafia.

Essa retrospectiva aborda principalmente os primeiros dias da carreira de Bárbara e seus pensamentos acerca da ocupação que desenvolve, da densidade e da seriedade do que o espera. Não é uma HQ brilhante, complexa – é explicativa, boa de ler. Alguns criticam a personagem por pretender ser somente uma Batman feminina, sem personalidade, mas nessa HQ é possível enxergar nela um elemento de originalidade que a distingue perfeitamente do Homem-Morcego.

Kelley Puckett consegue dar singularidade à Bárbara Gordon explorando justamente o que parece faltar em Batman: humanidade e vulnerabilidade diante dos inimigos e dos desafios. É possível perceber isso na sequência em que ela está tentando escapar junto com um menininho de uma prisão feita por Coringa. Ela duvida, oscila, questiona, quase erra – porque é humana. Esse realismo é personificado na arte de Matt Haley, clara e bela de se ver – e, como não poderia deixar de ser, explorando a silhueta delineada e sensual de Bárbara. O uso das sombras e dos closes de rosto, e também dos quadros de corpo inteiro, dão uma sensação de grandiosidade à obra.
Temos elementos curiosos nessa HQ: o fato de ela conseguir trabalhar, paralelamente, o lado psíquico aliado ao lado físico dela. Não é uma história perfeita ou épica , e talvez essa simplicidade seja o triunfo da história de hoje. Nela você vai acompanhar alguns dias da história de Bárbara Gordon  – não apenas da Batgirl, a roupa colada e os socos precisos, mas de Bárbara e suas convicções pessoais, sua força de caráter, seu senso de justiça e sua determinação.

E aí, vai deixar de ler?

Download no MEGA – Batgirl

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  5. Gostei muito do seu post, a Barbara é uma das minhas personagens favoritas (lá vai eu dizendo isso de novo) e definitivamente minha Batgirl preferida, eu gosto muito da Stephanie (que na minha cabeça é uma versão feminina do Peter Parker, vai entender né?) e da Cassandra mas a Barbara sempre vai ser minha favorita (e acho que devo ser uma das únicas pessoas que têm essa opinião). O mais engraçado é que quando eu era criança não gostava dela (nem no desenho do Batman e nem naquele filme MARAVILHOSO que vivia passando naquela emissora brasileira muito famosa cujo nome não vou citar)
    Meu primeiro contato com essa personagem nos quadrinhos foi em A Piada Mortal e eu não dei muito importância para ela, só fui virar fã quando li Batgirl Ano Um e eu simplesmente amei a história, achei a arte maravilhosa (menos adulta é verdade, mas sempre gostei mais desses desenhos cartunescos). Recentemente li em algum site que havia um projeto para um filme de animação baseado nessa mini mas devido ao fracasso (ou melhor pouco sucesso) do filme da Mulher Maravilha o projeto foi engavetado (ou seja, culparam o fato da Mulher Maravilha ser mulher pela falta de sucesso do filme).
    Atuamente meu bat-título preferido dos Novos 52 é Batgirl (culpa da Gail Simone e outra opinião não muito popular) e apesar disso ainda prefiro a Barbara como Oráculo, porque na minha opinião durante esse período ela cresceu como personagem, saiu da sombra do Batman e se tornou uma dais maiores heroínas dos quadrinhos e não sou eu quem está afirmando isso e sim o IGN com sua lista dos maiores heróis de todos os tempos, Barbara ficou com a décima sétima posição, de 100 ela ter ficado na posição 17 mostra que ela não é fraca. Ela ficou, se não me engano, com a terceira melhor colocação entre as personagens femininas, perdendo apenas para Mulher Maravilha e Jean Grey.
    Enfim, espero que ela seja incluída no filme Batman v Superman como Oráculo (é claro que isso não vai acontecer, mas não custa ter esperanças) e que consiga fazer aparições relevantes em filmes e séries animadas, já que a última aparição dela no desenho Young Justice não me agradou, primeiro que não consigo imaginá-la numa equipe como os Titãs e segundo porque ela foi muito mal aproveitada (ela parecia figurante).
    Mais uma vez gostei muito do seu post, a dica de hq foi ótima e essa personagem definitivamente merece um pouco de amor. Enquanto isso vou continuar cruzando os dedos para que algum dia saia um filme (de animação obviamente, não confio em live-actions) adaptando Batgirl Ano Um, uma série animada de Aves de Rapina adaptando, é claro APENAS a fase Gail Simone e um filme de Legado de Sangue (que contaria a história de outra personagem que gosto muito e que TAMBÉM merece um pouco de amor).
    Bjs, e faça mais posts sobre essa personagem maravilhosa que é um exemplo de superação.

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