Crônica da Leitora: “Herói fora do papel”

Olá, queridos!

Hoje vou fazer uma postagem diferente.

No último sorteio, em que presenteei dois leitores com a HQ “Spawn/Batman“, acabei conhecendo melhor a Lívia, uma das pessoas que ganhou. Começamos a trocar e-mails em que ela me contou porque ficara tão feliz de ganhar a revista, e sua história toda era tão bacana e interessante que a convidei para escrever sobre tudo isso para vocês.
Ela, muito gentilmente, aceitou. (Obrigada, Lívia!)

E assim surgiu essa crônica, chamada de “Herói fora do papel“.

Boa leitura!

Quando ganhei a revista do Batman e Spawn no sorteio do Batman Guide me senti muito bem, pois se trata de dois dos meus personagens preferidos, especialmente Spawn.  Ao mencionar esse fato para a Jéssica, a mesma se surpreendeu, não esperava que eu fosse tão fã de histórias em quadrinhos, pois realmente não demonstro isso no meu dia a dia. Mas ao contar a ela sobre minha relação com esse mundo, ela me pediu que escrevesse um pouco sobre isso e o faço com muito prazer.

Meu pai possui uma vasta coleção de gibis de super heróis, como Batman, Super Homem, Homem Aranha e outros, como Tarzan, Cripta, Asterix. Todos datados dos anos 60, 70 e início dos anos 80, talvez.  Com isso, eu e meu irmão crescemos influenciados por ele a ler todos esses tipos de gibis e não teve como não dar continuidade nesse hábito, embora eu e meu irmão não colecionamos, mas sempre compramos uma HQ ou outra. Meu pai possui uma excelente memória da adolescência e eu sempre adorei ouvi-lo contando sobre como adquiriu as primeiras HQs, pois  como ele morava em uma cidade do interior de São Paulo,  ele não tinha quase acesso e dependia dos irmãos mais velhos para conseguir  as novidades da capital. Não só os gibis, mas as músicas, as comidas, as bebidas. Meu pai se lembra da primeira vez em que bebeu coca-cola, da primeira vez que ouviu Pink Floyd, do primeiro gibi do Batman que leu, da primeira vez que chupou sorvete Kibon. E cada uma delas é uma história que eu não me canso de ouvir. 

E de algumas delas, eu me alegro em fazer parte. Lembro quando saiu a HQ da morte do Super Homem. Compramos duas cópias, uma pra ler e outra pra guardar. Meu pai não quis nem chegar perto. Pra ele, aquilo era uma afronta ao seu personagem preferido. Ele sempre diz que a época áurea dos gibis acabou junto com a década de 80 e que daí pra frente, eles acabaram com a essência dos heróis, modificaram suas histórias, fizeram horríveis adaptações para tv e cinema e que com isso, a magia, o encanto se foram e já não vale mais a pena. Até hoje ele se contorce quando começa algum episódio de Smallville – minha mãe adora. 

Algumas das suas experiências com heróis no cinema eu também pude compartilhar, como no dia em que fomos ver o primeiro filme do Homem Aranha, dessa trilogia mais moderna. Meu pai ficou muito emocionado – “me dá arrepios”, dizia ele, ao ver aquele personagem, que nem é um dos seus preferidos, tomar vida de forma tão bem feita. Ou quando fomos assistir aos novos filmes do Batman. Ele simplesmente ficou impressionado com a diferença destes para os outros filmes do Batman, surpreso ao ver que pela primeira vez alguém havia conseguido captar o espírito do herói de forma tão articulada.

Eu nunca havia parado para pensar em como as histórias em quadrinhos foram importantes no relacionamento da minha família até contar essas coisas para a Jéssica. Foi quando ela me pediu para escrever algo sobre essas histórias com meu pai que percebi a importância que tudo isso teve e tem na minha vida, na vida dele e da minha família. De forma que pensei em transformar algumas dessas histórias em crônicas e compartilhar com vocês. Vou pedir permissão dele (é um ciúmes com esses gibis!) para vasculhar suas caixas e mostrar alguns deles pra vocês. Espero encontrar um tempo para escrever com uma freqüência boa desde que, claro, todos gostem e aprovem =)

Beijo,

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    • Oi Ricardo 🙂

      Obrigada pelo comentário. Pois é, meu pai tem essa dificuldade em se adaptar a essas mudanças. Inclusive, acredite, ele já está muito receoso em relação ao novo filme do homem de aço que vem por aí rs. Fui mostrar o trailer que saiu há alguns dias e ele disse que nem sabe se quer passar desgosto, como da última vez, quando fomos ver esse filme do Super Homem mais recente – e que convenhamos, é muito ruim, hehehe. Mas ele sabe que ele terá que ir ao cinema comigo de qualquer forma, gostando ou não e eu estou acreditando que este novo filme será bem melhor 🙂

      Vou conversar com a Jéssica sobre a continuação das crônicas 🙂

      Obrigada mais uma vez!

      Beijos,

      Lívia

  1. Pingback: Crônica do Leitor: “A lancheira do Batman” | Batman Guide

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