ESPECIAL: Filmes do Batman

Oi!

Alguns de vocês devem saber disso, mas hoje é meu aniversário 😀 E como diz aquele slogan clichê meia-boca e super manjado de qualquer loja, “quem faz aniversário sou eu, mas quem ganha o presente são vocês”!

Então, decidi falar sobre todos os filmes do Batman.

A perspectiva adotada nas análises desse post foi: partir dos QUADRINHOS para os filmes. Não bastaria fazer uma análise somente do filme em si, sem contexto, analisando somente os aspectos de fotografia, trilha sonora, atuação etc, mas era necessário dar foco na qualidade da adaptação feita nos filmes em relação aos quadrinhos. Por isso, algumas análises vão demonstrar aspectos que vocês talvez nunca teriam notado, e sinceramente isso é ótimo porque ninguém consome (ou ninguém deveria consumir) 100% de entretenimento só para “agregar conhecimento” ou “formar opinião”. Claro que todos os filmes aqui são ótimos programas para se fazer e nenhuma resenha visou denegrir a imagem de algum ator e/ou diretor. Da mesma forma, sabemos que os filmes tem trunfos que quadrinhos nunca terão – a trilha sonora, os efeitos visuais de tirar o fôlego, enfim.
Mas que fique claro que, aqui, se buscou dar um segundo olhar aos roteiros, um olhar criterioso na transposição dos quadrinhos para os filmes.

Para tal feito, convidei para escrever as resenhas meu amigo Augusto, que conhece muito bem os quadrinhos do Homem-Morcego e que me influenciou a começar de gostar das HQs. Desde já agradeço MUITO à ele pela colaboração, sem ele esse post não seria possível.

Ah, sobre os downloads, por razões óbvias eu não pude baixar um por um, então por isso peço que caso vocês tenham problema  com os links, que deixem um comentário relatando que eu dou um jeitinho de achar outro link, ok?

Bom, basicamente é isso. Leiam todas as resenhas, estão bem legais! Mas para facilitar a navegação e a pesquisa, tem um menu de filmes aqui embaixo, guiem-se por ele. Boa diversão!

“Batman”, de Tim Burton (1989)
“Batman – O Retorno”, de Tim Burton (1992)
“Batman Eternamente”, de Joel Schumacher (1995)
“Batman & Robin”, de Joel Schumacher (1997)
“Mulher Gato”, de Pitof (2004)
“Batman Begins”, de Christopher Nolan (2005)
“O Cavaleiro das Trevas”, de Christopher Nolan (2008)
“O Cavaleiro das Trevas Ressurge”, de C. Nolan (2012)
Menção Honrosa: Batman na Feira da Fruta

Batman

Título: Batman
Título Original: Batman
Data de Lançamento: 1989 (2h 6min)
Dirigido por: Tim Burton
Michael Keaton – Batman / Bruce Wayne
Jack Nicholson – Coringa
Kim Basinger – Vicki Vale
Robert Wuhl – Alexander Knox
Pat Hingle – Comissário Gordon
Billy Dee Williams – Duas-Caras / Harvey Dent
Michael Gough – Alfred Pennyworth

Eu não sei qual foi o barato que os capangas da produção viram em valorizar tanto o ATO DE ABRIR A CAPA, mas o Batman tá igual a Mamãe Pavão. Poderosa.

Tim Burton é sombrio? “Buuu, corra”. Assistiram aquele curtinho do tal Vincent? Curtem Fábrica de Chocolate? Alice no País das Maravilhas e toda essas coisas remodernizadas da Disney? Curtem o casamento dele com o Johnny Depp? Pois é, ele é bom com essas porcarias sem sentido, que começa do nada e acaba onde ele quer. Fazer uma adaptação de algo tão… fora do entendimento dele, como Batman, não é a mesma coisa. Ele não deve ter lido muito, quase certeza. E se leu, devia ter admitido que ainda não dava pra fazer um filme decente pro Batman.

O nome do Nicholson vem antes do nome do Keaton por uma boa razão. Parece que o Coringa rouba a cena desde sempre. Uma pena que nesse filme o Coringa é um velho gordo careca e sem mobilidade, porque de resto, ele está bastante a caráter. Uma coisa que ator nenhum vai conseguir copiar do Coringa e o Nicholson tem ao natural é a sobrancelha.

Kim Basinger. Hoje a mulher deve estar batendo na porta dos 60, mas na época…
Veja os filmes do 007, sempre tem a mulher que fica com o Bond. Chamam-nas de “Bond Girls”. Nós também temos as “Wayne Girls”. Kim Basinger, Michelle Pfeiffer, Nicole Kidman, Elle MacPherson, Katie Holmes, Maggie Gyllenhaal e finalmente Anne Hathaway. Vai me dizer que não barra as meninotas que o Bond pega nos filmes?

 Pra combater os vagabundos desse filme, não precisava ser a lendária dupla dinâmica Batman e Robin, podia ser B1 e B2, ou Tico e Teco, Tom e Jerry, Patatí e Patatá, ou o Gato Felix sozinho, que já é um arruaceiro no patamar do Lobo.

O tão esperado momento… Michael Keaton como Batman. O maluco é feio, magro, pequeno, tá calvo. Não estou dizendo que ele seja mau ator nem nada, mas caramba, é a mesma coisa que EU tentar ser o protagonista do Rambo V. Simplesmente NÃO. Eu tenho bom senso e sei que não ocupo nem 1/3 do espaço que o Stallone ocupa. Também sei que não posso ser o protagonista em um filme sobre o a criação do Kung Fu, pra isso teria de ser o Jet Li. Assim como não posso ser dublê do Jackie Chan, nem tentar imitar o David Belle subjulgando 80% do território francês com o “Le parkour” dele.

 Tudo bem que maioria desses atores quando pega um filme de herói pra fazer, não está nem aí pras histórias. Vide entrevista de Jeremy Renner e Scarlett Johansson falando sobre os personagens deles. Os caras não tinham IDÉIA do que Viuva Negra e Gavião Arqueiro faziam.
O negócio do ator é ganhar dinheiro e fama, ponto. Poucos tem o bom senso de notar que não se enquadram no papel. Vide esse filme e maioria dos filmes do Batman. Cheio de gente que não encaixa. Engraçado que a Marvel toma muito mais cuidado com isso, os personagens parecem saidos das páginas. A DC podia ser mais criteriosa nesse aspecto. Mas nem tudo são flores, né?

Kim Basinger como Vicky Valle. Essas namoradinhas que o Morcego tem nas histórias é mais pra ter uma mulher no roteiro do que pra realmente complementar a história/filme.

Jack Nicholson como Coringa. Dizer que a boca dele ganhou aquele batonzinho safado e pontudo estilo “Corvo versão Madonna” porque ele tomou um banho químico é meio tenso, mas vamos lá, essa é a original “Tese do Coringa” (como lemos na Piada Mortal), não a de um louco maqueado com a boca rasgada a lâmina como em “The Dark Knight”. Sim, eu já fui informado que nos filmes novos a intenção era adaptar pra realidade, pois muito dificilmente dar um banho químico em alguém deixaria o cidadão daquele jeito.

Em termos de “incorporar o personagem”, Nicholson foi melhor Coringa do que o Ledger. Fato. No primeiro assassinato como Coringa, o sujeito deu o tiro, e depois começou a brincar, deu tiro de costas, por cima do ombro, por trás do corpo… Isso é espírito de Coringa. Rindo de gargalhar o tempo todo.

O filme, assim como todos os demais, foi um sucesso na época em que foi lançado. Visto hoje, assusta. Não que seja de “terror”, mas é um terror ver como o povo aceitava as coisas podres do jeito que vinham.
Vale a pena ver sim, e quem dera isso fizesse parte da seleção de filmes da Sessão da Tarde, tem muito LIXO atual que não merecia nem o rolo de filme que foi gravado, se é que ainda usam rolo de filme pra gravar algo. Enfim.

Batman – O Retorno

Título: Batman – O Retorno
Título Original: Batman Returns
Data de Lançamento: 1992 (2h 6min)
Dirigido por: Tim Burton
Michael Keaton – Batman / Bruce Wayne
Danny DeVito – Pinguim / Oswald Cobblepot
Michelle Pfeiffer – Mulher-Gato / Selina Kyle
Christopher Walken – Max Shreck
Michael Gough – Alfred Pennyworth
Michael Murphy – Prefeito

Mais um filme véio bagarai com um elenco interessante. Michael Keaton, Dany DeVito, Michelle Pfeiffer, e… As patas imundas do Tim Burton. E boa notícia: Acabaram com aquela abrideira imbecil de capa.
A intro faz lembrar algum filme de fim de ano, com temática natalina, neve em tudo que é canto, árvore de natal em alguma casa aparentemente aconchegante e tal… só que o Papai Noel desse filme se veste de preto e usa capa. Mas sério, o “clima” desse filme encaixaria perfeitamente para um filme do Freeze, talvez retratando a HQ de título “Inverno”.

Mano, que esgoto é aquele que o Pinguim foi jogado quando bebê? Maior que aquilo embaixo da terra só algum projeto secreto da Umbrella. E depois temos que procurar a marca daquele carrinho de bebê, porque aquilo aparenta ser mais seguro pra navegar do que o Titanic, em vista que o Titanic afundou e aquele cestinho navegou meio mundo levando a criança na boa.

A primeira cena de ação do filme foi… digna do Coringa. Uma caixa de presentes gigante que sai um monte de palhaços em motos, é coisa de Pinguim? Não, é coisa de Coringa.

Falando do raso e do já falado… Gotham como sempre muito sombria, cenário ficou bacana. Keaton como Batman, fraco, Alfred continua bundão, Gordon continua bundão… mas esse Bat-móvel é o melhor de todos, apesar do painel ser cheio de chavetas velhas daqueles ventiladores da GE e apesar do carro ter aquela “torre central” que sai por baixo suspendendo igual macaco hidráulico pro carro poder dar meia volta (sonho de qualquer borracheiro), o carro é incrível, acho que foi o bat-móvel mais “Batman” de todos.

Dany DeVito como Pinguim ficou ótimo. Esse sim pode-se dizer que foi um personagem “escolhido” com bom-senso. Digo escolhido porque não sei se a aparência foi levada em conta na balança, mas independente de como for, o fato é que o cara combina com Pinguim.

E nesse período que tenho visto tantos filmes do Batman em tão curto tempo… Tenho notado que quase todos vilões sobressaem mais que o morcego em si. Claro que o Batman é o protagonista, mas os vilões tem algo de estranho que chamam muito mais atenção, o foco é neles. Arnold Schwarzenegger como Freeze, Tommy Lee Jones como Duas Caras, Jim Carrey como Charada, Uma Thruman como Poison Ivy, Jack Nicholson como Coringa, e neste filme Dany DeVito como Pinguim. Parece que os vilões do Batman são uma porta pro ator expressar sua arte mais abertamente e explorar suas qualidades.

Michelle Pf… Pfa… Pff… Pfeiffer. A mulher se tornou o que é caindo de uma altura ferrada e batendo a cabeça. Melhor do que cair em um esgoto de cosméticos e arriscar se tornar o Capitão Avon, né? Podiam fazê-la simplesmente como uma mulher normal que adora gatos e treinou, mas ok, querem uma lunática fissurada em gatos, essa foi uma boa explicação. Meio desnecessário aquela destruição toda do apartamento, coisa idiota. Porque todo mundo que põe uma fantasia e sai a noite fazendo coisa incrível tem que ser um louco? Por isso curti a Mulher Gato do “Dark Knight Rises”, é só uma excelente lutadora/ladra.

A cena de luta dela contra o Batman foi uma tosqueira. Primeiro que ela não aguentaria o tranco, segundo que o Batman ter dado uma na cara dela e depois ficar arrependidinho querendo ajudar NUNCA aconteceria. E quando ele revelou sua identidade secreta a ela… notaram que os olhos pintados de preto sumiram na cena em que ele tiraria a máscara? Notaram que ele teve que rasgar o lance pra poder soltar o capuz sem ter que tirar o resto? Uniforme mal programado pra cacete.
O filme foi melhor que o primeiro, e de muitos pontos de vista, melhor do que o “Batman Eternamente”. História, roteiros e atores melhores que “Batman & Robin” também.

Vale a pena uma ressalva melhor pro Pinguim. Se eu tivesse que imaginar voz, expressões, jeito e todo resto pro Pinguim ao ler as histórias, o Dany DeVito trouxe pra tela. Não sei se você imagina um Pinguim diferente ao vê-lo nos quadrinhos, mas na minha humilde mente, o cara era daquele jeito.

Tudo bem que de umas histórias pra cá, ele tá um alto negociante, cheio de poder e dinheiro em Gotham, mas digamos que num processo de “chegada na sociedade”, só podia ser aquilo mesmo. Sem mais, Dany DeVito compete ferozmente com Heath Ledger em matéria de ter atuado com habilidade em papel de vilão, e talvez o Dany ainda vança o Ledger porque o personagem do Ledger não teve nada a ver com o Coringa original, e o Pinguim do DeVito ficou excelente.

Batman Eternamente

Título: Batman Eternamente (1995)

Título Original: Batman Forever
Data de Lançamento: 1997 (2h 10min)
Dirigido por: Joel Schumacher
Val Kilmer – Batman / Bruce Wayne
Tommy Lee Jones – Duas-Caras / Harvey Dent
Jim Carrey – Charada / Edward Nigma
Nicole Kidman – Dr. Chase Meridian
Chris O’Donnell – Robin / Dick Grayson
Michael Gough – Alfred Pennyworth
Pat Hingle – Comissário Gordon

Entrada do filme parece desenho animado, e alguma coisa me faz lembrar os filmes do Robocop. Ou seja, se tens alergia, meu querido, não sente na primeira fileira, o lance cospe poeira nas tuas ventas de tão velho que é. Não espere bons efeitos, não espere um vestuário moderno, nem espere que esse filme tenha sido feito pra um público cuja idade mental passa muito dos 20 anos.

Um elenco cheio de gente famosa. Drew Barrymore (amiga do Adam Sandler), Tommy Lee Jones (o homem de preto), Chris O’Donnel (tá, esse nem é tão famoso),  Jim Carrey (fazendo papel de Green Ace Ventura), Nicole Kidman (maravilha, não?)  e… Bom, Val Kilmer como Batman. Já está melhor que Adam West, mas vamos entrar num acordo aqui entre nós, o cara não tem porte de Batman. Ele nem tenta falar como o Clint Eastwood pra compensar, mas também não iria rolar bem, o sujeito não tem nem o timbre vocal pro papel.

Como eu disse antes, vamos dar um desconto pela época do filme, eles não podiam fazer uma roupa a caráter do Batman, nem pensar em coisas mais eficazes como laser no lugar de um Bat-maçarico pra cortar uma corrente. Na aparecia, de alguma forma distante ele lembra o Batman das histórias em quadrinho que o Lee Bermejo desenha, ou seja, o morcego tá estilo dominatrix, cheio de fivelinhas e couro justo.

Não sei se foi impressão minha, mas o Tommy Lee Jones interpreta o “Duas-Caras” assim como o Heath Ledger interpreta o Coringa no Dark Knight. “Legal”? Legal demais. Legal pro Duas-Caras, porque esse comportamento meio “TOC” é coisa do Duas-Caras, e não do Coringa.
O Coringa é um magrelo de riso frouxo, que dança e vive usando roupas e armas absurdas ou exageradas, não é um cara sério cheio de tiques e abalado como se fosse um doente mental, ou seja, como o Duas-Caras está neste filme (Batman Forever). Jim Carrey deveria ter sido Coringa, e o Ledger talvez o Charada. Como sempre, a DC traz pras revistas o que sai nos filmes, quando deveria fazer o contrário.

E o Batman, o protagonista, o sujeito vestido de morcego, como sempre, é um idiota nos filmes. Ficar preso em cofre pra resgatar um refém? Quem conhece Batman pelos quadrinhos, e quem sabe que os filmes são INSPIRADOS nos quadrinhos, deveria saber que o Batman é o humano mais perigoso da Terra.

Ele tem planos traçados para tudo. Um plano para caso caia uma bomba em Gotham, um plano pra caso o Superman saia do controle, um plano pra caso fulano X ou y o traia, um plano Y pra caso a atendente da NET cobre abusivamente na conta da mansão Wayne… enfim, quando ler “BATMAN”, leia “PRECAVIDO E PREPARADO PARA TUDO”.

Tendo isso em mente, reassista os filmes e me diga, esses Batmen dos filmes não são uns otários? Pois bem.

Tudo bem que essa é a história de um cara vestido de morcego, mas levaram a parte cênica muito a sério. E nem me venham com licença poética. O maluco senta numa cadeira, fala “chair”, abre um buraco no chão e o mameluco faz um tobogan de quilometros até a Bat-caverna. A loira vai praticamente de lingerie pra acionar o Bat-sinal tranquilona, ninguém de Gotham percebe NADA e o Batman salta no terraço sem nem saber quem está lá. Ah vá.

E só pra constar, a cena da mulher baixando o casaco pra mostrar o “colo” pro Morcego foi a melhor cena até o momento, deduza então a desgraça que é o filme.

As cenas do Charada com aquele capacete estilo Wayne’s World é absurdo, não sei como tem gente que grava uma coisa dessas, vê, revê, edita e tem a ideia idiota de achar que ficou bom. Ele colando aquele cetro estranho na própria testa e na testa do Duas-Caras, com uma daquelas chupetas de sucção… Batman era pra ser algo sério. Não uma palhaçada dessas.

E que diabo foi aquilo do Dick Grayson entrando SEM QUERER na Bat-caverna, um dos lugares mais seguros do mundo? Quantas vezes isso acontece eu não sei, mas com certeza a Bat-caverna já teve mais invasões do que a casa da Xuxa. No ritmo que a coisa está é melhor ele por logo tudo no seguro. E o bagual do Robin ainda me rouba o bat-móvel e sai pela cidade ouvindo Ramones. Até o carro do pipoqueiro tem alarme e o carro do “PRECAVIDO E PREPARADO PARA TUDO” não tem.

Mas vamos lá… o Robin sugerindo o nome que deveria usar foi legal. Ouvir “Asa Noturna” foi a prova que o cara se deu ao trabalho de ler pelo menos umas páginas da história. O uniforme “novo” de ambos ficaram legais, com único defeito na necessidade de focar a bunda do Val Kilmer. A câmera parou em zoom na bunda do sujeito por uns 3 segundos. Tenha dó, tem coisas que são desnecessárias. Coisas tipo os cabelos do Charada, tantos painéis luminosos com interrogações, tanta lantejoula e brilhantes…
Imaginem, o sujeito faz um plano de matar o Batman, tomar a cidade ou seja o que for, e antes ele reune os capangas com 3 horas de antecedência pra enfeitar todo o caminho que o batman fará até lá com luzes, desenhos, painéis… bom, assistir ainda é melhor que ser cego.

Assistir por não ter o que fazer? Beleza. Assistir pra rir do cúmulo do ridículo? Beleza. Assistir pra ver a Nicole Kidman? Oh, beleza. Mas o resumo do filme em 3 palavras é: Sessão da tarde.

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Batman & Robin

Título: Batman & Robin
Título Original: Batman & Robin
Data de Lançamento: 1997 (2h 10min)
Dirigido por: Joel Schumacher
Arnold Schwarzenegger – Senhor Frio / Dr. Victor Fries
George Clooney – Batman / Bruce Wayne
Chris O’Donnell – Robin / Dick Grayson
Uma Thurman – Hera Venenosa / Dr. Pamela Isley
Alicia Silverstone – Batgirl / Barbara Wilson
Michael Gough – Alfred Pennyworth
Pat Hingle – Comissário Gordon

Quem vê a introdução do filme pensa que o Batman vai enfrentar o Sub-Zero no filme, mas não, o inimigo é apenas o Schwarzenegger. Pensem no Conan usando os recursos do Exterminador do Futuro  viajando pelo tempo, vindo direto do filme “Era do Gelo”. Um lugar feliz onde as conversas entre Sid e Manfred são muito mais interessantes do que qualquer diálogo do filme inteiro. Você vai entender isso quando você ver a primeira conversa do filme.

Mais focos em bunda, Robin usando símbolo do Asa Noturna (por acaso está quase igual o uniforme do Asa Noturna pós-reboot), Batman humorista, Dick Grayson louco, o Bane como pau-mandado da Hera Venenosa, Mr. Freeze que não precisa de capacete e FUMA, voos e escorregadas com sons de Tom & Jerry… Eis uma prévia do que te aguarda.

A polícia de Nova York aparentemente nunca teve um treinamento, eles param de frente pro alvo armado, não disparam nem se protegem. O impagável no primeiro rush do filme foi o morcego dando uma de Fred Flintstone saindo do trabalho na abertura do desenho, deslizando pelo rabo de um dinossauro. E de repente, não mais que DE REPENTE, brota do LIMBO uma equipe de hockey inteira pra lutar contra Batman e Robin, estavam todos escondidos jogando Detetive em silêncio, esperando uma ordem do Freeze pra aparecer com toda parafernália e atacar a dupla dinâmica. E falando em Dupla Dinâmica, ambos têm patins de gelo nas Bat-botas, incrível.

Novamente, muitos atores famosos, George Clooney, Chris O’Donell (sim, de novo), Umma Thruman e… Arnold Schwarzenegger (Conan).

Figurino deu uma melhorada ótima, agora o Batman consegue levantar a perna pra chutar, coisa que nos últimos filmes estava visivelmente difícil. Vamos falar de George Clooney como Batman… Mas antes, lembrar que ELE MESMO disse ter achado que acabou com a imagem do Batman.

Mas voltando ao ponto… Clooney tem ”quase” o porte de Batman, nada do físico, nada da voz… E novamente temos um Batman burro e um roteiro estilo as histórias dos anos 60, com truquezinhos fantasiosos e tramas que parecem visar mais o “deixar pra morrer na minha armadilha perfeita” do que “matar” em si. Lembram os seriados? Um episódio acabava com Batman e Robin presos em alguma amadilha de algum vilão, e no episodio seguinte os dois conseguiam escapar e pegar o cara. Uhul, mais uma vez o dia foi salvo pelas Meninas Super-Poderosas.

Dessa vez os equipamentos estão mais modernos, substituíram o Bat-maçarico por um laser. Wayne Tech no século XXI. Sim, sim… Eu fiquei traumatizado com o maçarico no Batman Forever. Todos vocês tem algo do gênero pra importunar suas memórias cinematográficas; pra mim, nos filmes do Batman, o rei de tudo aquilo que é maligno é o Bat-maçarico. Mas agora pra fazer frente temos o Bat-cortador de pizza que o Batman usou pra se soltar de uma planta. Só uma palavra: Glamour.

Vamos falar sobre a Batgirl. Uma Bárbara LOIRA que é parente do ALFRED e não do Gordon. Às vezes acho que esses caras fazem essas insanidades com o roteiro e esperam que a população mundial diga “I’m OK with this! :D”. A garota era uma estudante, que no máximo era um pouco rebelde, não uma artista marcial treinada para todos os riscos, a elasticidade que a garota tem é praticamente a mesma que o Van Damme conseguiu treinando kick boxing, karatê e balé por anos da vida dele. Tudo bem que ela é pequena e que tem mais elasticidade que Batman e Robin, por exemplo, mas vamos ser sinceros que nervos e tendões precisam de um preparo pra lutar e agir daquele jeito, não basta sair da escola, meter uma roupa de couro e sair dando um cacete nos bandidos.

E falando em bandidos… Não sei que tara maluca é essa que todo mundo tem de fazer os “capangas” dos filmes do Batman como uma fusão de punks com mendigos.

Um que merece parágrafo a parte é o Bane. “Quer dizer que o Bane ficou legal no filme?” Não, queridos. Ficou um lixo. É justamente esse o problema. Agora com o o “The Dark Knight Rises” o Bane ganhou o destaque que merecia, mas ainda não “como deveria”. Pegar o BANE e usá-lo de capanga da Hera Venenosa é pra doer os ovários que nem tenho. O cara foi derrotado porque arrancaram o tubo de suquinho da máscara dele. O cidadão murchou igual os candangos que o Im-Ho-Tep pega no filme “A Múmia”.

Os veículos também estão surpreendendo agora. Repararam que o Mr. Freeze tem um caveirão/panzer com espinhos e canhão de gelo? Se também jogasse cascos de tartaruga já podia participar como personagem secreto do Mario Kart.

E o final, por incrível que pareça, foi muito digno de “Batman”. O Batman mexeu uns pauzinhos e deu um jeito do Freeze continuar suas pesquisas pra salvar sua esposa, dentro do Arkham, o Freeze se vinga da Hera Venenosa, e tem uma cena clássica que ficou bem bacana, no finalzinho, os três correndo diante do símbolo do morcego. Os últimos minutos do filme foram os melhores do filme inteiro.

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Mulher-Gato

Título: Mulher-Gato (2004)
Título Original: Catwoman
Data de Lançamento: 2004 (1h 44min)
Dirigido por: Pitof
Halle Berry – Patience Phillips / Mulher-Gato
Benjamin Bratt – Tom Lone
Sharon Stone – Laurel Hedare
Lambert Wilson – George Hedare
Frances Conroy – Ophelia
Alex Borstein – Sally
Michael Massee – Armando

A introdução do filme foi incrível, boa mesmo. Abordaram a temática felina de forma muito inteligente. Eu gosto de gatos, são meus bichos preferidos, e o filme é cheio de gatos. Achei incrível a história por trás dos “poderes de gato”, deu a entender que já tiveram diversas pessoas na história do mundo que herdaram esses dons felinos, a abordagem egípcia… muito criativo MESMO.
MAS… Aí a mulher me cai em um esgoto de cosméticos e vira a Mulher Gato. Que isso? “Tartarugas Ninja” versão fashion? “Diabo Veste Prada” versão Gotham?

Acho que como aficcionado que sou em quadrinhos, que não perdoa muito bem as “diferenças” entre quadrinhos e filmes… Posso dizer que já quis parar de ver o filme quando vi que a Mulher Gato se chama “Patience Phillips” e não “Selina Kyle”.
Agora… Como julgar a Halle Berry como Mulher Gato?

Eu tive que assistir o filme mais de uma vez. A vaga lembrança que chamo de memória me dizia algo como “Halle Berry = Mulher-Gato ruim, e filme até que razoável”, mas assistindo novamente, só posso dizer  que Halle Berry é boa Mulher-Gato, encaixa em porte perfeitamente, mas o filme é horrível. Sério, se você entrasse numa sala igual a do Arquiteto da Matrix, cheia de TVS, e em todas estivesse passando Catwoman ao mesmo tempo, você ia vomitar, de vertigem e de nojo.

Ela antes de começar a se vestir impropriamente pra sair na rua, era uma mulher calminha e submissa, coitadinha. Falava baixinho igual uma menina recém saida do colégio. Mas de porte e aparencia, acho que combina.
Não gostei dessa falta de nexo da força física dela. Saltos impossíveis requerem uma força sobre humana na musculatura e na resistencia dos ossos, coisa que ela não apresenta nas lutas. Uma perna que aguenta jogar um corpo de aproximadamente 60kg (exemplo), tem que ter uma pressão de impulso maior do que 120kg no mínimo, e alguém com uma perna dessas chutaria mais forte que o Roberto Carlos batendo falta, ou seja, um chute desses deixaria o CROCODILO desnorteado, e nós sabemos que a Mulher Gato não tem essa força toda.

Reflexo, agilidade e uns impulsos mais fortes, OK, mas pular uma distância de metros igual Peter Parker descobrindo os poderes é sacanagem. Isso é cena de “Spider-man”, e o cara pra fazer isso também tem força pra segurar coisas de centenas de quilos. Pra isso não bastava o help dos poderes de gato, tinha que ter uma dieta a base de vitamina de basalto 5x ao dia.

O romancezinho dela com o policial foi tosqueira demais. Assim como todos romances que tentaram por nos últimos 3 filmes do Batman, Demolidor e adjacências. A época não é de amor pros super heróis. Todos namoricos entre super-heróis estão batidos e desnecessários.

Também não entendi o lance do gato dando os “poderes” a ela. Não sei se ela morreu e o gato a ressuscitou, não sei se era um gato de verdade ou um espírito de alguma entidade, não sei que dívida que o gato tinha com ela, enfim, não entendi que diabo de origem foi essa. Mais tarde a velha dos gatos explica, mas ainda assim, é só uma “teoria”, não tem provas de que Patience Phillips é uma zumbi felina. E o uniforme de stripper, tá bom vai, inovou.
Bom, são os únicos problemas, acho. Mas não muda o fato de que Catwoman = Sessão da Tarde.

Batman Begins

Título: Batman Begins
Título Original: Batman Begins
Data de Lançamento:  2005 (2h 20min)
Dirigido por: Christopher Nolan
Christian Bale – Bruce Wayne / Batman
Michael Caine – Alfred Pennyworth
Liam Neeson – Ducard
Katie Holmes – Rachel Dawes
Gary Oldman – Comissário Gordon
Cillian Murphy – Espantalho / Dr. Jonathan Crane

Começa então uma trilogia que, em suma, faz uma obra consideravelmente mais decente que qualquer coisa que já foi filmada sobre Batman. Neste texto  falarei sobre “Batman Begins”, primeiro filme de três, que é seguido por “The Dark Knight” e “The Dark Knight Rises”. Após juntar os 3 e avaliar, ainda não é digno da alcunha “Bátima, Vida e Obra”, ainda tem muuuuita coisa diferente dos quadrinhos, de onde deveriam ter se baseado mais “diretamente” pra fazer qualquer coisa.

Mas não encarem isso como um “Então ainda está uma bosta”, o filme tá MUITO bom. A idéia do caboclo Nolan pelo visto foi tentar fazer a trama mais “urbana e real”. Algo que se fossemos procurar nos quadrinhos, achariamos nos roteiros do Azzarello. Tudo é pé no chão, e tentando manter ao máximo dentro do que seria possível no mundo atual.

Não levem o “dentro do que seria possível” tão ao pé da letra, tem muito absurdo que só acontece em ficção mesmo, mas digamos que é uma ficção com os pés no chão. Isso ai.

Lembrando da fórmula que diz:

Chegamos à conclusão de que AINDA TEMOS UM BATMAN BURRO. Pqp.

Desconto por ser o “Ano Um” desse Batman? Ok, desconto aceito.

Enfim… Tentaram contar a origem do morcego. Incrível adaptação. Viajaram bastante em ter colocado Ra’s Al Ghul como mestre, terem criado uma ordem ninja montanhesa como único local de treinamento para tudo que ele sabe,terem usado florzinha azul pra chapar o cidadão também foi tenso, mas tudo bem. Treinamento ninja foi uma ótima explicação pra habilidade de chegar e sumir sem ser percebido.

Nós, LEITORES de Batman, sabemos que o camarada Wayne passou anos treinando em tudo que era ponta do mundo, vários estilos de artes marciais, e também estudando, desde física, quimica, medicina e todo resto, o suficiente pra poder se virar sozinho e ter noção de qualquer coisa. Se formos resumir o que esse Batman é, podemos dizer apenas que ele é… o Clint Eastwood ninja. No lugar dos shurikens temos batarangues, bombas de fumaça idem, sumir e aparecer, cordinhas, máscara e tal… mas no lugar dos gritinhos chineses estranhos, temos os rosnados em inglês.

Vamos lá, Christian Bale como Batman. Posso parecer chato (se não pareço, observe melhor, pois eu sou), mas ele ainda não é o “certo”. Não entendam isso como “Bale = Batman ruim”. Pelo contrário, foi o melhor até agora. Acredito que boa parte disso foi graças ao roteiro, mas ainda assim o melhor até agora. Esse tem corpo de Batman e voz de Batman, só não tem altura, mas isso passa batido.

Uniforme e bugigangas… excelente. Criaram equipamentos com inteligência, ponto de criatividade de quem teve as ideias. Explicaram finalmente com alguma coerência como a capa dele podia planar tanto tempo e tão bem, o uniforme até agora foi o melhor de todos, sem aspecto de couro e sem parecer filho de dominatrix cheio de fivelinhas. Finalmente um bom Batman com bom uniforme e bons equipamentos.

Ra’s Al Ghul. Liam Neesom é um ator desgraçadamente bom, o melhor do elenco, disparado. E ele sempre será o melhor em qualquer elenco que participe, exceto em filmes com o Al Pacino, pois então haverá empate. O “personagem” Ra’s Al Ghul não está muito fiel, mas pra dentro dessa “viagem à realidade” com os pés no chão, ficou bom sim. Adaptaram como deu.

Foi interessante mostrarem Bruce Wayne inteiro marcado de porrada após uma noite na rua vestido de morcego, e também interessante darem uma noção bem mais precisa do quão rico é o playboy. O cara comprando um hotel por pura diversão, isso é ser bilionário. Antes para mostrarem o quão rico era Bruce Wayne, mostravam uma garagem cheia de carros e motos, ou uma sala luxosa de mansão e… fim. Comprar um hotel a toa em uma noite? Bilionário.

Uma coisa que não gostei foi, novamente, a burrice. É difícil olhar pro BATMAN e imaginar ninjas invadindo uma festa na mansão Wayne. Não rola, por mais que sejam sinistros na arte de passarinhar na surdina da noite, por mais que sejam banhados nas skillz silenciosas de não serem notados, não adianta, estavam invadindo a casa do BATMAN, em cima da BAT-CAVERNA. Não era pra ter acontecido. Como eu já disse, a casa da Xuxa tem menos invasões que a Mansão Wayne. Se o cara não começar a por um pega-ladrão na porta, umas câmeras, uns cachorros do lado de fora e colocar o Alfred no seguro, vão levar tudo que tem na casa e ele não vai ser ressarcido.

E falando em ponto podre, ai está o Alfred. Ele costumava a ser o mordomo, médico, espião, segurança, psicólogo, professor e etc do Batman, e não uma velha chata que não quer que o filhinho saia à noite. Creio que minha explicação poupa detalhes.

Ponto podre com velho de novo: Lucius Fox. Não falo do personagem ser ruim, falo do Batman estar dependente do cara até os ossos. Se o Bruce Wayne precisar de um pente mais fino pra tirar os piolhos, ele vai pedir pro Lucius Fox fazer um, porque o atual dele não serve. Determinadas coisas realmente saem desse campo do “o Batman deveria saber fazer”. Montar um Bat-móvel é sacanagem, fazer aquelas capas planadoras e etc, tudo bem. Mas o Batman nas histórias tem lá seu dom inventivo e cria um monte de tecnologias que barram até tecnologias de Krypton, ele podia ser capaz debolar algumas das coisas que ele “depende” do Lucius Fox pra fazer. ANO UM, OK.

E enfim, os demais. Espantalho. O ator tinha que ter cara de nerd e ser mais velho, não tão novo. Também temos um Gordon bem mais a caráter dos quadrinhos, um que não é simplesmente gordo, burro e inútil.

Em resumo…o filme é bem bacana. Ainda não espere uma perfeição baseada nos quadrinhos. O Batman ainda está nanico, ainda está otário, ainda tem personagem que não tá batendo nada, tipo o Alfred, que é de suma importância e utilidade nos quadrinhos e nos filmes é sempre só “mais um” pra dialogar, mas claro, ter a boa vontade de pensar “A INTENÇÃO NÃO ERA FICAR IGUAL O QUADRINHO”, o filme é ótimo.

Batman – O Cavaleiro das Trevas

Título: Batman – O Cavaleiro das Trevas
Título Original: The Dark Knight
Data de Lançamento: 2008 (2h 32min)
Dirigido por: Christopher Nolan
Christian Bale – Bruce Wayne / Batman
Heath Ledger – Coringa
Aaron Eckhart – Duas-Caras / Harvey Dent
Michael Caine – Alfred Pennyworth
Maggie Gyllenhaal – Rachel Dawes
Gary Oldman – Comissário Gordon
Morgan Freeman – Lucius Fox

Deixo claro que o Coringa não roubou a cena só no filme, mas também nesse texto. Não preciso fazer grandes comentários sobre o Batman/Bale em si, pois os mesmos já estão presentes no texto do Batman Begins e, sinceramente, nesse ele está a mesma coisa, burro e baixinho, porém com muitos brinquedos maneiros.
Vale a ressalva nesses equipamentos. Inicialmente, eu achei ridículo a ideia dele precisar TANTO do Lucius Fox pra tudo. Se o Wayne promover uma cena digna do Papa-léguas e cair de bunda num cactus, ele vai pedir uma pinça específica pro Lucius Fox pra então tirar os espinhos . Achei ridículo sim, e continuo achando.

Mas vamos lá, a ideia de que esse Batman é gerado através de equipamentos feitos inicialmente pra uso militar, que foram “largados” por serem dispendiosos e etc, foi incrível. Isso faz do Batman um ninja militar hi-tech, e explica muito bem a fonte de pesquisas e produção dessa parafernália toda. Aquele bracelete/luva com um lance pequeno que gira igual uma hélice/motor pra gerar uma “super-força”, que ele usou pra entortar um cano de arma logo no início do filme, foi genial.
Claro, essa desculpa de equipamentos militares foi necessária em cima do fato de que o Bruce Wayne do filme é só um sujeito rico e bom de briga, mas uma vez sendo necessária uma desculpa, essa foi mais que perfeita, tão boa que QUASE que valeu a pena ter feito um Batman burro.

Eu não faria diferente, adorei o uniforme e os equipamentos, eu não poderia imaginar melhor, porém, acho que a “fonte” disso tudo podia ser melhor formulada, não ser algo tão “na mão” do Lucius Fox até então. Não poderia ser o próprio Bruce Wayne desenhando tudo, pondo pra ser feito na surdina do subsolo, ou não poderia partir dele a iniciativa de usar os lances militares e aperfeiçoá-los? Seria mais a cara do real Batman. TUDO BEM, Batman não é deus. Vamos aos demais.
Fica advertido, o filme em si foi bom, foi ótimo, mas acho que um dos problemas foi o endeusamento que fizeram do Ledger. O personagem é o melhor do filme sim, com certeza o melhor em toda trilogia, capaz de ser o melhor de todos os filmes do Batman lançados até a presente data (competindo apenas com o pinguim do Dany DeVito, que ficou quase uma xerox do original), mas ninguém deve esquecer que esse NÃO É O CORINGA (explicarei mais a frente), e óbvio, também não devem esquecer que ele não é o melhor ator do mundo e este também não foi o melhor personagem já criado pra um filme.

Lembram como era o Wolverine antes dos filmes com o Hugh Jackman? Era um anão corcunda peludo que quase toda capa de revista estava nu, caçando com lobos em alguma floresta perdida nesse mundão de Padim Ciço. E na época dos filmes X-men? A besta humana estava com a cara do Hugh Jackman, corpo em boa postura, menos pêlos, cara de gente, e graças a nosso senhor Jesus Cristo passou a se vestir. Isso é tão verdade que, agora que essa febre Wolverine passou, rolou uma revista “Volta as Origens, e já tá o coroa-rivotril peladão de novo.
O mesmo valeu pro Coringa (não, ele não andava nu). Coringa era um magrelo com riso frouxo, que vivia dançando, fazendo piadas, que vivia mudando o vestuário, aparecia vestido de bailarina, de maratonista, enfim… e vinha com coisas insanas, tipo bandeirinhas, dentaduras, revólveres ridículos e etc. Depois do filme… o Coringa virou um pseudo-terrorista, quase “sério”.

Como eu disse antes, o Coringa do Dark knight é bom SIM, foi um personagem marcante, o melhor personagem do filme, provavelmente o melhor personagem dos 3 filmes, disparado. Mas aquele não é fiel ao Coringa original. Ponto.
O Coringa desse filme você encontra na história em quadrinhos de mesmo nome, “Coringa”, do Azzarello. “Ah mas a história saiu antes!”, sim, é verdade. Mas isso está além da compreensão de seres que nasceram sob o simbolo maldito da ignorância e não procuram saber a razão das coisas que lhes cercam.
Os filmes não saem aleatórios de acordo com a vontade de algum dono de caça níquel na rua. Eu não posso lançar um filme do Batman, assim como o presidente também não, e nem o Stan Lee, e muito menos a sua avó. Há o papo de direitos autorais e blablabla, ou seja, alguém deve satisfação a alguém. E é lógico, existe algum malandro épico que tem as skillz de ganhar dinheiro com a imagem do Batman, tanto nos quadrinhos quanto nos filmes. Esse malandro épico com o trapézio maior que o Taj Mahal quer que a coisa ande direito, então ele “adapta” uma coisa na outra.

No caso do Wolverine, também adaptaram o cidadão dos quadrinhos ANTES de aparecer o Hugh Jackman no papel da besta humana. Aos poucos, pra não causar choque, até porque o filme também não brotou do limbo. Filmes não surgem no dia seguinte da ideia, então dá tempo de acostumar os “semi-fãs” de quadrinhos.
Primeiro mudam o personagem nos quadrinhos sem ninguém perceber, aproximam-no da realidade aos poucos e enfim lançam um filme onde parece que conseguiram fazer o ator interpretar direitinho, igual o dos quadrinhos, quando na verdade, adaptaram o dos quadrinhos ANTES pro ator conseguir ser parecido. Não vou entrar em detalhes sobre isto ser certo ou errado.
Falemos de Coringa, vendo-o apenas como personagem do filme. A atuação dele parece meio copiada do Tommy Lee Jones interpretando o Duas-Caras no Batman Forever, mas tudo certo. Ainda assim ficou bem original. Não to sendo recalcado nem nada, eu curti MESMO o personagem, eu já cheguei a me maquiar igual a ele, mas assim como ele é um “agente do caos”, às vezes me sinto na obrigação de ser um “agente do equilíbrio”, e não permitir que nada seja venerado a nível imaculado nem escorraçado a nível humilhante. E esse Coringa foi imaculado, vocês tem de concordar.
Duas-Caras. Menos pior do que eu esperava, a história dele já foi mil vezes melhor do que a apresentada no Batman Forever e também nos quadrinhos, de um réu jogar ácido na cara dele no meio de julgamento e Tenha dó disso também né. O cara me entra num tribunal pra ser julgado, algemado, levado por policiais, com nada mais nada menos que uma garrafa de ÁCIDO. Pelo visto poderia ter entrado com uma GRANADA que ninguém notaria. Grande Polícia de Gotham. Mas esse teve o rosto queimado por gasolina e fogo mesmo, tradicional e eficaz.

Gordon mais uma vez, um policial esforçado e competente, fez uma jogada muito boa simulando a morte. E essa simulação gerou uma cena muito interessante, Batman olhando ao longe os policiais dando a noticia do falecimento do Gordon para a família, e a mulher amaldiçoando o morcego ao vê-lo ali perto. Essa cena foi quadrinhos total, e tudo que é quadrinhos total, é bom.
E só pra não perder o costume… o BATMAN também foi enganado pelo Gordon. Desde quando o Batman não iria se certificar nem conferir o fato? Ainda mais se tratando do Gordon? Batman burro. Só isso.

A parte dele sequestrando o chinês foi incrível, desde o preparo, quanto a invasão e a fuga. Ele usando aquele imã/balão louco que fez o avião passando pescá-lo e levá-lo embora foi épico.
A história dos dois barcos prestes a explodir, um com civis e outro com presidiários, e ambos abrem mão de explodir um ao outro para se salvar, foi ponto de criatividade de cena. Foi ótimo aquilo. E a parte que mais mexeu comigo, foi uma do Coringa (claro, né). Eu tenho um instinto meio anárquico infundado,tenho um desprezo meio louco pelo “sistema” e etc, então a parte na qual ele incendeia o dinheiro e diz “It’s not about the money. It’s about the message” pra mim valeu o filme. Esse realmente é o tipo mais perigoso de ser humano, esse não tem N-A-D-A a perder, talvez isso tenha feito dele o melhor vilão.Todos vilões querem algo, esse não quer nada.
O final foi meio decepcionante, Morcego se ferrou. Eu esperava algo mais “forte” entre ele e o Coringa no final, e o fim do Duas-Caras foi necessário para ser feita uma porta boa pro terceiro filme. É isso ai. Um final estilo “A Sociedade do Anel”, no fim fica acertado que a coisa vai ter um rumo mas não é lá nada de grandioso e pomposo de ser visto.

Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge

Título: Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge
Título Original: The Dark Knight Rises
Data de Lançamento: 2012 (2h 44min)
Dirigido por: Christopher Nolan
Christian Bale – Bruce Wayne
Gary Oldman – Comissário Gordon
Tom Hardy – Bane
Joseph Gordon-Levitt – Blake
Anne Hathaway – Mulher-Gato / Selina Kyle
Marion Cotillard – Miranda
Morgan Freeman – Fox
Michael Caine – Alfred

Resenha por Ricardo Ramos

Quando Batman: The Dark Knight surgiu nos cinemas ao redor do mundo, foi aclamado tanto pela crítica quanto pelo público. Muitos ficaram apreensivos sobre o último filme da trilogia, se ele seria capaz de manter a qualidade anteriormente apresentada. A resposta veio de forma impactante, com Batman: The Dark Knight Rises.

Oito anos depois dos planos e “experiências sociais” do Coringa, que colocaram Gotham em dúvida sobre quem seria confiável,  tudo parece calmo demais na cidade. Batman é persona non grata na cidade. Culpado pela morte de Harvey Dent e tendo perdido o amor de sua vida em uma explosão, seguiu adiante de uma forma bem menos pomposa e sem qualquer resquício de glória que o personagem e seu alter ego costumavam ostentar. Vemos um Bruce Wayne decadente, movendo-se com dificuldade e sem qualquer habilidade social. Gotham parece estar salva, sem precisar de qualquer intervenção do Homem-Morcego (e de Bruce despistando a atenção com suas excentricidades bilionárias para não ser descoberto).

Porém, a sensação de paz é quebrada com a chegada do vilão Bane. Felizmente, ele não foi interpretado como um mero gigante retardado e louco pelo efeito da droga “veneno”. Bane demonstra ser um vilão frio, visceral, cruel (não de forma desordenada como o Coringa, que queria nada mais que o “caos pelo caos”) e, surpreendentemente, um estrategista nato. Inicialmente, parece que teremos um mero terrorista querendo a cabeça de Batman. Porém, Bane possui ambições muito maiores para a cidade e, para isso, convoca a população usando calculadamente um discurso que, para os excluídos, parece carismático, positivo e motivador o bastante para influenciá-los a fazer parte de uma mudança brusca nos conceitos de lei e poder. Meninos de rua tornam-se competentes empregados, o povo vê uma chance de deixar de ser fantoche dos poderosos e ter voz ativa. Aqueles que acreditam em mudanças por atitudes extremas podem vir até a pensar, por um momento, que Bane é muito mais herói, até mesmo do que o próprio Batman. Mas a violência predomina e o clima torna-se primitivo, a população deixa-se levar pelo entusiasmo e acaba animalizada, levando qualquer resquício de autoridade superior à um júri impiedoso. Tudo cautelosamente coordenado por Bane. É o caos pelo recomeço, é Gotham repovoada, limpa da escória conservadora, mesmo que seja por meios cruéis e questionáveis.

No meio disso tudo, surge Selina Kyle/Catwoman (ela não é chamada assim no filme, mas fica fácil deduzir no primeiro segundo), que anda em uma linha tênue entre ajudar e acabar com o Homem-Morcego. É estranha a forma repentina com que ele passa a confiar nela como braço-direito; para mim, faltaram maiores explicações (não só para ela, detalhes mais adiante). Mesmo assim, no fim das contas, ela prova ser um personagem importante para que a história prossiga.

Outros que ajudarão Batman são: Gordon, que sempre é um parceiro leal, mesmo tendo que manter sua versão sobre a “benevolência” de Harvey Dent; o mordomo Alfred, fiel amigo e conselheiro, que espera ver Bruce tendo um futuro normal e sem graça, livre de perigos… acaba sendo, de certa forma, um pai para Bruce; John Blake, que tem uma eterna gratidão pelo Batman e será importante para auxiliar o homem-morcego em seus planos com seu cargo policial. Além disso, ele fará alusão a um clássico personagem das histórias em quadrinhos, o que, apesar de afirmações contrárias, motiva discussões e boatos até hoje sobre uma desconstrução do objetivo original de Nolan, que é fazer uma trilogia.

Algumas coisas foram mal explicadas e/ou mal exploradas nesse filme: apesar de levar a um desfecho extremamente inesperado, de modo geral, a aparição de Miranda Tate/Talia al Ghul é maçante e cansativa. Além disso, como poderia Bane, capaz de prever os mais elaborados movimentos de seus oponentes, ter sua participação na história concluída de uma forma tão… na falta de palavra melhor, tosca (nada que destrua a brilhante presença do vilão, mas ficou mal feito)? Pareceu uma colagem de cenas mais para não ficar tão repentino o salto de eventos que outra coisa.

Resenha por Augusto

Esse é a “Queda do Morcego” versão filme. Bane, um sujeito praticamente saído do nada, solta a bandidagem, faz um escarcéu e se aproveita da falta de preparo do Morcego para quebrá-lo. No fim (sim, já vou contar o final no primeiro parágrafo, não ganho pra fazer mistério), um “Robin” o substitui. Não temporariamente como é nos quadrinhos, mas é isso é a “Queda do Morcego”. Fora a pitada de “Terra de Ninguém”, pela baderna louca que Gotham ficou. (Nota da Jéssica: Irei colocar as duas sagas aqui no Batman Guide, não se preocupem).

“Então quer dizer que agora o Bane é um cabeça de ovo que fala com voz metálica de um idoso malandrão?”. Ele é uma cópia anabolizada do Smoke do Mortal Kombat, ou até uma fusão do Coisa com o Darth Vader. E falando em Darth Vader, segunda vez que Liam Neeson arruma de se meter com alguém que passa a usar distorção de voz, vide “A Ameaça Fantasma” do Star Wars.

Capangas que não são punks, nem mendigos, nem palhaços, nem jogadores de hockey. São… Capangas, estilo guerrilheiros.

Capangas decentes? Progresso.  Casa do Wayne mais uma vez assaltada? Vacilo. A voz do Batman não só nesse filme, mas na trilogia? Progresso. Batman de bengala? Vacilo. Podiam inventar o que fosse, mas não precisavam mexer tanto assim na saúde/disposição física dele.

Há uma diferença óbvia entre os vilões dos filmes. Nenhum deles até então tinha demonstrado “crueldade”. Eles mataram sim, usaram e abusaram de vidas humanas, ok, qualquer vilão faz isso, mas o Bane dá medo. O cara não é perturbado, ele sabe muito bem o que tá fazendo, e ele não precisa de armas. Há quem quem diga que matar com arma de fogo é mais fácil do que matar com lâmina, porque na lâmina você sente carne e ossos ali em você. E matar na mão é o que? Se largassem o Coringa ou o Pinguim, ou o Duas Caras sem ARMAS, acabava o bandidão, mas e o Bane?

Acho que nunca a situação ficou tão crítica em Gotham. Sério, o nível “catástrofe” nesse filme beira a saga Terremoto dos quadrinhos. (Nota da Jéssica: sim, essa também vai aparecer no Batman Guide). E falando em quadrinhos, tivemos cenas dignas de quadrinho. Tipo a cena do Batman salvando o policial “Robin”… que repeti no player umas 3x, a coisa prestes a feder de vez pro policial, e de repente o vulto preto surge do alto, virando todo mundo do avesso em poucos segundos. É o Batman. A sombra que vem do nada e acaba com todos. E a cena do Batman e da Mulher Gato indo até o esconderijo do Bane, foi quadrinhos idem, excelente, até o momento da traição.

Esse filme é forte, é um caos que você não imagina como seria resolvido. Me fez inclusive mudar a forma de ver os outros filmes. Que problema o Batman tinha pra enfrentar nos demais filmes? NADA. Algum vagabundo insano que pega X ou Y, ou quer explodir um barco, ou quer fazer veneninho de mimimi… Neste, tudo está em pedaços, a cidade, a polícia, o Batman… A coisa foi em uma escala que a cidade deixaria de existir. Estou ciente de que os estragos planejados no primeiro e segundo filmes também eram fortes, mas, sei lá, em todas opções, Bruce Wayne lutou pelos outros e pela cidade, dessa vez ele teve de lutar por si também, e ele sentiu na pele a responsabilidade que pegou ao assumir Gotham. Batman nenhum foi tão ferido e passou por tantas dificuldades como esse.

Ter uma última prateleira cheia de equipamentos  no esconderijo abandonado… Isso foi coisa de Batman dos quadrinhos. Um último uniforme escondido dentro da água na caverna? Coisa de Batman dos quadrinhos. A medida que os minutos de filme passam, mais vejo esse Bruce Wayne se mostrando ser um Batman a caráter dos quadrinhos.

Gordon, mais uma vez tendo a importância que sempre deveria ter em todos os filmes. Nos filmes antigos, o Gordon era quase o Sargento Garcia do Zorro, um gordo inútil. Agora, ele sempre está fazendo alguma coisa hiper perigosa, de suma importância. O cara tem quase tanta história pra contar quanto o Batman, a diferença é que ele não luta nem pula de asa delta. Nem é bilionário nem pegou a Mulher-Gato.

A briga do Batman com o Bane deu pena e acho que merece um bom número de palavras pra descrevero que me fez sentir ao ver. Achei essa parte do filme… Dolorosa. Não tô dando uma de dramático, nem de viciadinho em cinema nem crítico profissional nem nada do tipo, mas esse tipo de situação em filmes mexe comigo. Traição andando de mãos dadas com covardia, isso me QUEBRA, eu chego a ficar triste vendo, pois esse tipo de coisa não acontece só em filmes, o mundo tá ai pra te provar isso.

Batman foi levado praticamente como um “sacrificio”, pra uma luta que não dava pra vencer. Reparem que todos assistem a luta até sérios. Não foi aquela coisa “Yeah! Nosso chefe (Bane) vai vencer!”, você via que ninguém ali estava “feliz” com a queda do Morcego, não sei se eu viajei muito ao assistir isso, mas senti até um certo olhar de… “pena”nos capangas. Se algum deles tivesse conversado com outro cochichando durante a briga e dissesse “eu não quero nem ver”, tudo que senti eles passarem nessa cena teria sido confirmado.

Eles não estavam torcendo pro Bane, eles tinham tanto medo do Bane quanto qualquer outra pessoa, se bobear até mais. Faziam tudo que ele dizia, mas quem é louco de desobedecer? Quem é louco de fugir e depois ser encontrado pelo sujeito? Tudo bem, estavam armados, se eles se juntassem e fuzilassem o Bane, o sujeito ia morrer, mas vamos dar a desculpa de que até eles estavam confusos quanto ao que fazer. Essa cena foi perfeita, acho até que poderiam ter dado a entender que eles tinham alguma esperança do Batman vencer.

Acho que nos olhos de todos ali, principiou um dos mais nobres instintos humanos, o medo do que não dá pra controlar. Uma cena covarde. Eu não aguento covardia, acho que quando o inimigo cai e não consegue mais levantar, não se deve continuar luta alguma. Ou mata ou deixa viver. Banca Frank Castle ou Superman.

Batman já praticamente desacordado, levou uns 4 ou 5 golpes pelo peito, golpes de um sujeito que tem uma força maior do que a de um Exu tomando sorvete de calabresa numa encruzilhada de cemitério pagão alienígena.

Uma Mulher-Gato que… em momento algum faz carinho em um gato. Antes falassem que era uma ladra qualquer, inventassem que ESSA era a Patience Phillips, ao invés de fazer a protagonista do Mulher-Gato de 2004 com esse nome. Aquela tem TUDO da Mulher Gato, menos o nome, e essa tem o nome da Mulher Gato, menos TODO O RESTO.

Ok, ela não precisava ser uma lunática com 50 gatos em casa igual a velha que mora aí perto de você (vá lá, todo mundo conhece uma velha que cria um monte de gatos), mas pelo menos aparentar gostar bastante de um gato especial (sem piadinhas dela gostar do Bale, por favor). Sei lá, pode ser bobeira sendo este um filme tão sério, e na realidade, isso não fez falta mesmo, foi só um detalhe que… pra ser SELINA KYLE não deveria ser tão alheia a imagem de um gato.

Primeira aparição do Batman, o Gordon vendo aquelas imagens do Comandante Hamilton no Águia do Brasil Urgente, aquela capa preta esvoaçante ao vento…

Sem ser a Mulher Gato traindo o morcego, o que mais me deu RAIVA no filme? Alfred. Alfred pé no saco. Alfred velha crente. Alfred mimimi. “Não, isso vai dar errado”, “Não, olha seu estado”, “Não, a cidade precisa do Bruce, não do Batman“. Velho do inferno. Que raio de Alfred é esse que não apoia o Bruce? Que não o incentiva, que não faz um discurso no sapatinho falando do quão importante é uma decisão de valentia e não o recorda de que apesar das opções, a cidade sempre precisará dele? Acima de tudo, um Alfred que fica com ele até o fim?

Alfred nenhum em filme nenhum sequer chegou aos pés do Alfred dos quadrinhos, esse então eu desgostei tanto que passei a ficar GRATO pelo Lucius Fox estar lá ajudando, sendo que eu odeio o fato do Bruce precisar tanto dele.

Sobre o “poço” que o Bruce Wayne ficou preso… Querem saber quem escalaria aquele “poço” maldito de prender humanos? Qualquer protagonista de Assassin’s Creed. Mas brincadeiras a parte… achei idiota a idéia de “ah, veja a luz do dia pra esperança ficar viva e blablabla”. Podiam ter melhorado o discurso. E aquele jeitinho brazuca de por coluna no lugar… tenha dó né. Aquele japonês se trabalhasse em um hospital americano tava rico. Ortopedista oriental com terapia das cordas, que recebe o espírito do antigo cirurgião. Zuado isso também. Mas a aparição do Ra’s Al Ghul foi bem-vinda, bacana.

Mas o retorno… Quando o Batman quando partiu pra lutar com o Bane novamente, achei que ele  ia tomar outro cacete e ia precisar de ajudinha… Malandro, o morcego já veio calibrado! Eu senti a pressão da raiva. Bale ganhou meu respeito nessa cena, o cara encontrou o Batman que há nele. Dava pra sentir a vibração de quem realmente tava dando um cacete em alguém que lhe causou muita dor, o sentimento de “vingança feita” estava vazando pela tela. O chute dado no peito do Bane, que jogou ele dentro do local onde a besta- fera lá estava como refém… que chute lindo. Batman levou um desses na primeira luta, e deu um nessa segunda. Lindo.

E não posso deixar de comentar sobre o guardinha que tentou pegar o Batman na hora que o Bane atravessou a porta… Coitado. O morcego com o corpo tomado na adrenalina, com a força a nível de machucar o Bane… e o guardinha tomou uma de cima pra baixo na cara. Não sobrou nem alma naquele trecho do corpo. Foi quase o “soco através da realidade” do Superboy.

Mas nem tudo são rosas… a sequencia épica foi quebrada por uma facada daquela sem vergonha da Thalia. Não, caros abutres malignos, não foi a Maria do Bairro, foi a filha do Tio Ra, e Ra não é abreviação de Raimundo, é de Ra’s Al Ghul.

Eu no lugar do diretor/roteirista ou seja lá quem bolou isso, teria dado a facada umas cenas depois, ou nem teria dado facada, teria feito a Thalia atrapalhando ele e o Bane o imobilizando numa retomada de controle, sei lá, aquilo da facada, onde o Bane teve tempo suficiente de levantar, manchou os minutos que me fizeram entender porque o nome do filme foi “Dark Knight Rises”.

E enfim, o final (que normalmente é no fim). Logo pela manhã quebrei a cabeça com a dona deste sítio virtual através do qual isto é divulgado, tentamos entender o que houve.

Ela disse “ele morreu”. Eu disse “Batman vive”. Ficou clara a diferença. A não ser que o Batman seja o Elvis Presley ou o Goku, temos um dilema sério.

Na divisão de bens (e que surpresa não começar a aparecer um monte de mãe solteira e parentes do interior de Gotham), as iguarias de bilionário ficaram pro velho Alfred, que igual cão arrependido chorou no buraco da familia Wayne.

E Robin? Tudo deu a entender que Bruce Wayne confiou o que tinha de Morcego pro rapaz. Deu as coordenadas, revelou a porta dos fundos da caverna na cachoeira, e o “altar” erguendo-se da água, o mesmo altar onde fica o uniforme/armadura. Ok, eis o novo projeto de Batman.

Vocês sabem qual é o super poder do Batman, não é? Então, é o dinheiro. COMO aquele sujeito que nem emprego de policial tem mais iria bancar todos equipamentos, reparos e consertos no próprio corpo? Como ele iria aprender a usar tudo?

O Batman do filme, por mais que não tivesse treinado vários estilos de artes marciais mundo a fora como o dos quadrinhos… pelo menos teve treinamento do Ra’s Al Ghul e a turminha das sombras, o maluco dominava umas skillz de combate, sobrevivência e pique-esconde. E esse policial? Ele não é banco não.

Faria jus ao diálogo entre Harley Quinn e Coringa no “Batman RIP” (segue abaixo, não com as exatas palavras).

Ela: Não acredito que o Batman morreu…
Ele: Eu não acredito que ele não morreu da primeira vez que pulou de um prédio vestido de morcego.

E é bem nessas, aquele moleque não ia durar 2 tempos como Batman, não sem preparo. Mas o lado bom é que achei super válida a ideia de renovação, como sempre apoiei que mudança do Grayson de Asa Noturna pra Batman nos quadrinhos fosse definitiva, pelo menos em alguma série paralela.

O ponto bizarro do final, é o “ele morreu?” que ficou em aberto como citei um pouco acima. Tenho lido na internet um monte de gente dizendo “Ah o Nolan é assim, deixa em aberto”, “Poxa, fez igual no filme ‘A Origem’, ficou em aberto”.

A patroa aqui do blog entendeu que o Alfred alucinou vendo o Bruce, eu entendi que era realidade, pois o Alfred não tinha como imaginar a Selina junto dele, ele só a viu como empreguete servindo alguma bandeja na mansão antes dessa cena na cronologia do filme. No máximo o Alfred ficou sabendo dos dotes gatunos da moça e ficou por isso mesmo, não assistiu ela ajudando o Bruce, não soube de nada dela o traindo, não soube de beijos nem convites a sumir no mundo… enfim, ele não tinha porque alucinar com aquilo.

E cá entre nós, nem a pau eu juntaria com uma mulher que roubou um colar da minha mãe e me trancou numa gaiola com o Bane. Mais certo que o sol nascer amanhã.

Mas voltando… tem também o papo do veiculo voador aka “The Bat”, onde os sujeitos falaram ao Lucius Fox que o piloto automático já estava acertado, por Bruce Wayne, 6 meses antes do sacrifício. O próprio Lucius ficou com cara de “Foi isto uma sacaneada em alta escala?”.

Tudo bem que o Nolan preza realidade e que fugir do raio de explosão da bomba naquela altura do campeonato ia ser dificuldade Extreme Hard Master Technical Gore Morcegote from Hell and Beyond, mas pra consertar ossos da coluna sem um hospital, e voltar a andar na boa, até correr e lutar, também não é com cordinhas e empurrões de velhos. Realidade por realidade, ele permitiu esse absurdo do conserto das costas num fundo de poço, porque não inventaria um meio do Batman fugir da explosão? Soltasse a bomba no mar e subia com o “Bat” o mais rápido que pudesse, e ainda ejetasse pra subir mais rápido ainda, sei lá mano, é o Batman.

Aquela olhadela pro horizonte ao mar vazio pode não ter sido um “Galera, vou nessa. Beijo do gordo.”, pode ter sido justamente o contrário, um “Eu posso aproveitar tanto do mundo… não posso bater as bat-botas aqui. Vou dar um jeito nesse choro”.

Na boa? Espero que tenha outra trilogia sim, e só quero que saia o Nolan se for pra entrar alguém melhor, pois até agora, ELE foi o melhor. O Levitt pra ser Batman no próximo vai ter que ganhar muito corpo, e eles vão ter que bolar uma história convincente explicando como um simples policial ferrado de Gotham conseguiu habilidade suficiente pra ser um Batman sem ter sido treinado pelo próprio, e explicar fonte de grana e equipamentos. Conseguindo isso, que venham continuações.

Esse foi o filme mais sério de todos que já vi do Batman. O Bane só foi o “melhor vilão” por causa da força física e cobertura do clubinho das sombras (graças a Thalia), porque se for contar o fator “vim do zero e fiz estrago” o melhor ainda é o Coringa, o que faltou nele foram recursos e FOCO. Até porque, vocês sabem que o negócio do Coringa é só azucrinar o Batman, o resto é resto.

O filme é bom, e fechou uma ótima trilogia. Os filmes deveriam voltar aos cinemas todos os anos, uma única sessão passando os 3 filme seguidos, até que venha algo melhor.

 

Batman na Feira da Fruta

Dispensa apresentações, mas vamos lá:

O ano é 1981. Dois moleques, chamados Fernando Pettinati e Antonio Camano, acabaram de ganhar um videocassete. Nesse videocassete, rodava um episódio da série dos anos 60 do Batman. E o que eles fazem? Decidem regravar as falas dos personagens.
Sem idéia das falas, sem roteiro definido. O resultado? Um clássico do Youtube, obrigatório para qualquer fã do Batman.

Atenção: esse vídeo está cheio de palavrões. Se te incomoda, talvez seja melhor escolher outro filme.

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  1. Parabéns pelo post! Está excelente, muito completo e divertido. Só senti falta do “bat-cartão de crédito” que o Batman mostra pra Hera (e ainda diz: nunca saio de casa sem ele)! É muita falta de noção pra um filme só, hehehe. Pior que o maçarico! Abraços.

    • Obrigada, Leandro! Que bom que você gostou dos posts e das resenhas.

      Essa parte foi muito sem noção. Os caras não tinham muita noção de como o Batman funciona, né? Dá pra imaginar ele indo comprar qualquer coisa e a atendente perguntando “Débito ou crédito, sr. Batman?” aehuuhauaeuhaehuaeu

      Beijo e obrigada pela visita frequente, querido ❤

  2. Pingback: #37 – Batman/Arqueiro Verde: Futuro Venenoso | Batman Guide

  3. Muito boas as resenhas. Muito bem escritas e argumentadas. Agora algumas considerações: Quanto ao primeiro filme, é melhor não encarar como um filme do Batman, mas sim como um filme do Tim Burton com uma skin do Batman. Quanto aos filmes do schumacher, são um carnaval gay absurdo (veja bem, gay é diferente de homossexual). E quase pior do que o bat-cartão de crédito é o chris o’donell surfando numa porta gritando ”cowabunga”…. ai que azia. Bom, por último fica uma sugestão: Que tal uma análise das séries e dos filmes animados do Batman?

  4. Acho importante frisar que o filme do Bátima (Feira da Fruta) não só é um clássico do YouTube, como um clássico da internet. Lembro-me de baixar o filme em meados de 2004, um ano antes do lançamento do próprio site de compartilhamento de vídeos. Enfim, ótimo post!

  5. Pingback: #40 – Batman: Ankh – De Volta à Vida | Batman Guide

  6. Pingback: #61 – Bruce Wayne: Assassino? / Fugitivo | Batman Guide

  7. Ótimo texto, li tudinho. Dei muitas risadas, concordei com muita coisa e discordei de outras. Mas em relação ao final da trilogia eu acredito que o Batman sobreviveu. No filme “A Origem” o final é bem neutro, mas no Batman existe mais prova de sobrevivência do que de morte. Afinal ele só precisava manobrar a nave pela cidade e depois deixar no piloto automático guiar pelo mar, já que fica claro que ele havia consertado. Acho que o Nolan só fez isso pra dizer que fez um final inteligente…rs

    • Abner, depois do texto do Augusto confesso que andei repensando minhas idéias acerca do final do Dark Knight Rises. Olha, eu já assisti o filme umas 10x e ainda não cheguei a nenhuma conclusão. Mas acho que realmente estou começando a acreditar que ele sobreviveu, rs

      Obrigada por ter lido e por ter nos prestigiado com seu comentário. Um beijo!

      • eu acho que não… Porque além de mostrar pessoa no enterro e um tumulo só pra ele,não iam fazer um túmulo vazio pra ele,mais eu percebi que é preciso ver umas 10 vezes pra entender toda a história do filme,tem partes complicadas,mais sem dúvida Christian Bale fez um ótimo trabalho!!Olha nunca pensei que uma garota gostasse do homem morcego,aqui na minha cidade todo mundo me zoa!Bom enfim,.vc fez um post muito bem feito,com carinho e deixo várias pessoas felizes!!Faça mais posts do batman,vou ficar bem feliz,tchau.

  8. VLW por este post eu queria mt saber sobre os filmes antigos,mas uma pergunta,eu baixei o filme da mulher gato e vi que o nome dela nao e Selina Kyle,nao e a mesma mulher gato que a do cavaleiro das trevas ressurge(eu sei que a atriz e diferente mas o nome nao deveria ser igual)?PARABÉNS PELA PAGINA OTIMA

    • Então Vitor, enrolado, né? Achei uma baita furada esse lance do nome.

      A do filme “Mulher Gato” ficou mais parecida com a personagem original, porém sem o nome. Já a Mulher-Gato do filme “Cavaleiro das Trevas Ressurge” tem o nome correto e não parece muito com a original. O que você deve ter em mente é que a última trilogia não tem conexão NENHUMA com os demais filmes que saíram antes.

      Não se trata de continuação nem nada do tipo, é como se fossem universos totalmente diferentes. Obrigado pelo elogio ao blog e continue por aqui. Até.

  9. Parabens pelo seu anivesário,muitos anos de vida.Concordo com vc,o batman ta meio nanico,mais é um personagem muito bom.E me da muita inspiração pra desenhar historias em quadrinhos,muitos anos de felicidade e continue.tchau

    • Augusto aqui. Não há post algum sobre o Affleck, realmente. Esse post especial sobre os filmes foi feito há muito tempo, ainda nem se imaginava que fariam uma cagad… quer dizer, uma escolha dessas. MAs vamos providenciar um post sobre o Affleck como novo Batman para breve.

      Obrigado pelo comentário e pela sugestão. Até a próxima.

  10. Conheci o blog a pouco tempo e já estou curtindo bastante. Mas não curti a crítica ao Batman do Tim Burton. Acho que o grande mérito do filme foi tirar aquela imagem do Batman do Adam West para o grande público, mas não vi nenhum comentário no post a esse respeito. Sei lá, talvez eu esteja errado em pensar desse jeito…

    • Errado nunca estará, até porque isso se trata de opinião. Assim como eu também não estou errado na minha. Isso vai de gosto, entre o Batman estilo Adma West e o do Tim Burton eu também prefiro mil vezes o do Tim Burton, mas entre o do Tim e o do Nolan, fico com o do Nolan.

      Não há nada de “errado” com o Batman do Tim Burton, eu até curto o trabalho dele fora do universo morcego (algumas poucas coisas), é um sujeito criativo e com estilo próprio, mas EU não acho que encaixe no universo morcego.

      Obrigado pelo comentário e continue por aqui. Até.

  11. Ótimo site. Tem material excepcional aqui.
    Mas será que foi só eu que gostei do primeiro filme do Batman(Burton) ?
    Acredito que vocês devam ter o DVD duplo do filme onde nos extras eles falam de como criaram os equipamentos e o próprio carro. Não dá pra comparar com a trilogia de hoje, mas é um filme um pouco parado até, mas muito divertido.
    A trilha sonora do Dany Elfman é muito boa também.
    Batman o Retorno achei chatinho, principalmente por causa da história envolvendo a vida do Pinguim. Trilha sonora made in Elfman.
    Batman Eternamente achei muito divertido.
    Batman e Robin não achei tão ruim assim, tem suas mediocridades mas passa. Inclusive foi falado que os atores deveriam interpretar como se estivessem nos quadrinhos. Mas vocês foram maldosos com o Clooney, dizendo que ele quase foi o Bruce Wayne.
    A trilogia do Nolan é excelente, vilões bons, bons aliados, um tumbler de respeito, uma trilha sonora excepcional do Hans Zimmer e Howard.
    Mas pra mim da trilogia atual, a cena que mais me impactou foi a luta do Batman vs Bane onde o brutamontes arrebenta o Batman e a sua máscara. Duelo épico.

  12. Primeiramente, parabéns pelo site!! Eu sou fã de Batman desde que eu me conheço por gente e sempre procurei os gibis clássicos, sinistros, sombrios na internet e até que enfim achei eles aqui! Poderei continuar me especializando nesse herói hahahah
    Sobre as resenhas dos textos, não tenho muito oque comentar, afinal, arte é pura interpretação. Oque é um filme bom pra vc, as vezes não é pra mim e vice-versa. Uma música que é boa pra mim, não é pra vc… E por aí vai! Eu amei os filmes do Nolan, Bale como Batman, Ledger como Coringa e etc. Na minha opinião, o Nolan conseguiu colocar um “mínimo”/padrão de qualidade nos filmes do Batman. Pq a partir de agora, quem quiser fazer um filme vai ter um peso fudido nas costas. Não tem mais espaço para histórias sem embasamento, sem explicações, sem roteiro, trama, “mágicas e fantasias”. Eu não vejo lançarem tão cedo um filme do Batman, e sinceramente, não vejo superarem. Na minha opinião, o Begins e o Rises TALVEZ possam ser superáveis com MUITA QUALIDADE E ESFORÇO, o começo e o fim da história são mais fáceis de serem manuseados. O The Dark Knight, acho dificílimo… Um filme de “super-herói” que foi indicado a Oscar de Melhor Filme e Melhor Ator Coadjuvante. Isso é difícil superar. E o papel de Coringa ficou ainda mais difícil, primeiro, continua sendo o Coringa hahaha, segundo o próximo ator a encarar esse papel tem que tomar cuidado pra não copiar o “trejeitos” que o Heath incorporou, a voz, a postura e etc. Ele fez uma obra prima com essa atuação, eu repito, ele simplesmente ganhou um Oscar atuando num filme de herói. Mas como eu disse inicialmente, eu entendo perfeitamente as críticas “não foi fiel aos quadrinhos”. Foram muito bem escritas e são todas válidas!!!! Parabéns pelo site mais uma vez, agora me deem licença que eu tenho que correr atras do prejuizo hahahaha

    • O que posso dizer depois disso? Só posso agradecer o comentário, você aparentemente dedicou a mesma atenção que um dos autores daria para escrever uma resposta dessas. Obrigado pela presença aqui, pelas boas palavras aos blog e pelo conteúdo equilibrado e bem feito do comentário.

      Até a próxima, Vinicius.

  13. Eu sinceramente não sei por onde começar, não sou de comentar muito as coisas, prefiro ler, pois acho.que não tenho argumento valido para certos argumentos, cara, esse seu texto está sensacional, so a parte da cabeça do blog falando que ira.colocar os quadrinhos no site me.pipoquei de da risada e o ápice do texto, o.exu tomando sorvete de calabresa no cemitério ebo do n sei que la HAHAHAHAHAHAHAHABAHAHABAHAHAHAH
    Cara, sério, eu não sei como não achei esse site todos esses anos, criatividade a mil, galera nota dez, resenhas maravilhosas.
    Se quiserem ajuda por Deus me chamem, ajudaria com o maior prazer de fã que Eu sou, continue assim, de verdade.
    E que o batman abençoe a todoa nós.

    • O Augusto é um mestre com as palavras, quero ser como ele quando crescer aueuhaehae

      Obrigada por se oferecer para ajudar Guto, muito gentil da sua parte. Pode ter certeza que manteremos o blog ainda por um bom tempo.

      Beijos e obrigada pelo comentário!

  14. “O uniforme “novo” de ambos ficaram legais, com único defeito na necessidade de focar a bunda do Val Kilmer. A câmera parou em zoom na bunda do sujeito por uns 3 segundos. Tenha dó, tem coisas que são desnecessárias.”
    Cara eu n guentei de rir!!!! rsrsrs mt bom!!!

  15. “por mais que sejam sinistros na arte de passarinhar na surdina da noite, por mais que sejam banhados nas skillz silenciosas” cara de longe é o seu texto mais hilário!!!! rsrsrsrs

    “Malandro, o morcego já veio calibrado! Eu senti a pressão da raiva. Bale ganhou meu respeito nessa cena, o cara encontrou o Batman que há nele. ”
    rsrsrsrsrs n coments com o final, rsrsrs

    “Soltasse a bomba no mar e subia com o “Bat” o mais rápido que pudesse, e ainda ejetasse pra subir mais rápido ainda, sei lá mano, é o Batman.” sei la mano, rsrsrsrs its the batman, rsrsrsr

    nunca ri tanto lendo uma review, rsrs.
    discordo de uns pontos, concordo com outros, mas no geral vc citou a review mais focada nos quadrinhos. Agora, tbm fiquei puto com essa batman burro. foi a coisa q mais reclamei da trilogia do nolan. e ahh o batman 1 do burton eu adorei. a cena do bat-caça na lua, e a discussao da loucura sao otimos — o batman é meio maluco msm.

    Abração!

  16. Jessica, agora não há dúvidas de que o Batman não morreu no final da trilogia, porque depois de sua morte, 3 ou 6 meses depois Alfred os encontra(Bruce e Selina) na Itália num restaurante =D
    Porém, ja não há dúvidas que a trilogia se foi. Ben Afleck é o novo morcego(espero que não estrague a imagem dele como na do Demolidor).

  17. Pingback: Aniversário de 3 anos do Batman Guide – Sorteios e Quizz de Batman! | Batman Guide

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