#37 – Batman/Arqueiro Verde: Futuro Venenoso

Oi!

Preciso agradecer a vocês pela repercussão excelente do último post, o “Especial: Filmes do Batman”. Recebi vários comentários bacanas, que me deixaram muito feliz! Espero fazer mais alguns desses “Especiais”, talvez um sobre os jogos do Batman, quem sabe? Se alguém quiser me ajudar, deixe um comentário ou entre em contato que a gente vai se acertando 😉 E, claro, se tiverem alguma sugestão, é só falar comigo!

Hoje vou começar a falar dos amigos/parceiros do Batman. Estou pensando em um formato mais dinâmico do que quando falei sobre os vilões – talvez fazer postagens duplas, ainda vou decidir. Mas enquanto isso, hoje eu trouxe o Arqueiro Verde. Ele tem uma história complicada, cheia de altos e baixos causados pelas crescentes reformulações da DC Comics. O Arqueiro Verde original, Oliver Queen, chega até a morrer num acidente e ser substituído por seu recém-descoberto filho Connor Hawke. Mas depois Oliver Queen voltou a assumir o papel (A DC explicou o fato da seguinte forma: a explosão do avião em que ele estava o matou, mas ele foi ressuscitado por Lanterna Verde, primeiro seu corpo e depois sua alma.*)

* Não sou expert em Arqueiro Verde, então se eu tiver pesquisado algo errado ou tiver escrito algum equívoco, deixe um comentário com a correção. Obrigada! 😉

A HQ de hoje mostra sua atuação em conjunto com o Batman. Eles são dois homens com um apurado senso de justiça, mas se vêem juntos num grande problema causado pela Hera Venenosa… Que medidas tomar para evitar que ela envenene toda a cidade? Descubra lendo “Batman/Arqueiro Verde: Futuro Venenoso” (Batman/Green Arrow: The Poison Tomorrow, roteiro de Denny O’Neil e arte de Michael Netzer, junho de 1992)!

A HQ já começa de forma intensa: um velho está destruindo potes no que parece ser um laboratório com um machado. Ele parece estar cheio de estranhas feridas em seu rosto. Seu nome é Efrem Parsons. Batman chega para impedir que ele prossiga com tal destruição. O velho oferece resistência, mas Batman é mais forte e mais esperto.  Após desacordá-lo, o Homem-Morcego está pronto para levá-lo para as autoridades competentes, quando é impedido pela aparição súbita do Lanterna Verde. O Arqueiro faz questão de levar dr. Parsons para Seattle, o lugar onde vive, mas Batman se nega a conceder isso sem uma explicação muito plausível. Então Arqueiro conta a história que ocorrera a sua mulher Dinah (Canário Negro): aquele homem começara a agir de forma impulsiva em um supermercado e, ao tentar detê-lo, Dinah fora mordida por aquele velho. Ele fora preso, mas em seguida liberado com pagamento de fiança. Mas Dinah… Entrara em coma, e alguns dias depois começou a aparecer com algumas erupções e feridas na pele, tais quais Dinah. E era em busca do antídoto para o que quer que seja a doença que ele fora atrás do doutor.

Enquanto isso, a mortal Hera Venenosa estava seduzindo um doutor. Devo dizer que ela está excepcionalmente atraente nessa HQ. Esse é um dos lados mais letais dela, não se consegue simplesmente resistir à sua sedução. Mas ela não é uma simples mulher. Ela está planejando algo, o tal antídoto, e irá testá-lo em um rapaz chamado Jason – que está num grau bastante severo da doença. Ela também havia seduzido e abandonado o doutor Parsons. Aliás, falando nele, ele morre devido à moléstia que o atingira. (Ao mesmo tempo, por telefone um empresário chamado Sr. Fenn estava “encerrando o contrato” – leia-se: encomendando a morte – do dr. Parsons. E na frente dos seus filhos! Que tipo de vilão encomenda uma morte na frente dos seus filhos?). Um legista amigo de Batman constata, na autópsia, que o sangue do morto possui alta concentração de hemometatrioxina, uma toxina altamente contagiosa que gera um vírus letal nas próprias hemácias do sangue. Imediatamente, Batman estabelece a ligação com Hera Venenosa.

O tal antídoto funcionara perfeitamente com Jason. Hera discute seus planos megalomaníacos com Mr. Fenn, depois de uma noitada. Qual é o plano? Um plano diabólico. Infectar papinhas de bebê com hemometatrioxina, e, sendo essa altamente contagiosa, ela não ficaria somente nos bebês, mas contagiaria milhares de pessoas. Então, miraculosamente, o laboratório de Fenn venderia a vacina – pelo preço abusivo de $ 50 mil dólares.


Arqueiro Verde e Batman decidem investigar a casa de Parsons, e chegando lá encontram uma equipe que fora mandada para matar o doutor. Essa sequência contém uma série de cenas impagáveis: Arqueiro Verde reclamando porque eles não pegaram um elevador (tempo é essencial no caso de Dinah); um capanga tenta fugir pela janela dizendo “Batman? Com ele eu não me meto!”, e dá de cara com o Arqueiro Verde que diz “E comigo, você se mete?”; Batman desacordando um capanga que tenta surpreendê-lo – mas sem nem olhar para o malfeitor; e um dos homens que eles pegaram, ameaçado por Arqueiro Verde, proclama: “Eu tenho meus direitos!”, e recebendo a seguinte resposta; “Tem, sim… O direito de ser espancado até desmaiar, de tingir o tapete de sangue e de cuspir seus dentes!”. Uma sequência genial, na minha opinião.

Lembram-se de Jason? Então, ele não estava doente de verdade, era puro fingimento. Um fingimento digno de Jack Nicholson. A saúde dele era perfeita. O que isso quer dizer? Bem, passemos ao passo seguinte. Batman, nato detetive, descobre o paradeiro de Hera Venenosa: Appleville. Chegando lá, eles descobrem a sórdida história das papinhas de bebê. E aqui os caminhos se descruzam: Batman decide evitar que o carregamento envenenado chegue à cidade, e Arqueiro quer descobrir o antídoto para salvar sua Dinah. Ele derruba Jason e consegue chegar à Hera – que quase o seduz. Quase. Pressionando-a, descobre o que não gostaria. Ela diz que o antídoto não tem cura.

E agora?

Bom, não vou contar o final dessa HQ, vou deixar você se surpreender como eu me surpreendi. Mas no final dela, vamos perceber que a própria ganância do homem pode ser seu pior inimigo e algoz…

Não deixe de ler essa história! 🙂

Download no MEGA – Batman/Arqueiro Verde: Futuro Venenoso

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  1. Oi Jéssica, ñ sabia q ia investir em outras mídias além das HQs. Já que tu aceita sugestões q tal fazer analises das ótimas produções independentes da Bat In The Sun e do Joker Blog e tem também a nova Web Série da Batgirl, que é bem fraquinha mas vale a pena dar uma olhada. Caso precise dos videos com legenda tenho alguns.

    Da uma olhada especial no Coringa de “Patient J”, do Bat In The Sun, o ator é simplesmente incrível, é assustador a aparência dele com o Coringa dos Quadrinhos, tanto fisicamente (IGUAL) como psicologicamente.

    Espero ter ajudado de alguma maneira, Abraço

    E se precisar de ajuda no post sobre os videos games, eu joguei Arkham Asylum e Arkham City e alguns jogos extintos do Super Nintendo.

    • Oi Aylton!
      Não conhecia muitas dessas sugestões que você deu. Vou pesquisar todos, principalmente Bat in The Sun. Com certeza vou dar uma olhada nisso!

      Sobre os jogos, puxa, vou adorar se você puder escrever sobre esses jogos para mim! Te mandarei um e-mail para acertarmos sobre as resenhas, ok?
      (PS: Estou fechando Arkham Asylum agora, nas férias pretendo jogar Arkham City. Que jogos incríveis!)

      Beijo!

    • Obrigada, Leandro!
      Você tem razão quanto ao Batman ser um herói solitário. No meu próximo post, ele faz vários comentários sobre o fato de trabalhar melhor sozinho e ter dificuldades em se adaptar à metodologia de trabalhos em equipe.

      Obrigada pelo comentário moço!

  2. Acho incrível ver o comportamento dos demais heróis diante do Batman. Independente de gostar ou não, como Superman e Hal Jordan respectivamente, o respeito é evidente. Não gosto muito do Arqueiro, acho uma versão “suja” do Batman, e quando a revista do Arqueiro foi lançada inicialmente, tiveram que dar um tempo porque tava ridiculamente igual a história do Batman. Ambos ficaram orfãos relativamente novos, ambos são ricos, ambos começam a combater o crime… só que o morcego chegou primeiro e não se veste igual uma cruza de Robin Hood com Peter Pan.

    Uma pessoa pode estar trabalhando ao lado de dezenas de outras e ainda assim ser alguém sozinho, tanto no psicológico quanto no físico.

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