#38 – Batman / Super-Homem / Mulher Maravilha: Trindade

“Eu entendo que não posso resolver todos os problemas da Terra. Mas isso nunca vai me impedir de tentar.”

Olá!

Continuando com as postagens sobre as pessoas que atuam a lado de Batman, hoje eu trouxe uma HQ super conceituada. Esse é o “triunvirato” dos heróis da DC. A “Trindade”. O deus da luz, o deus das trevas e a deusa. No roteiro da história de hoje, Batman e Super-Homem já se conheciam, e o Cavaleiro das Trevas é apresentado à Mulher-Maravilha.

Leia “Batman / Super-Homem / Mulher-Maravilha – Trindade” (Batman/Superman/Wonder Woman: Trinity, arte e roteiro de Matt Wagner, 2003)!

Começamos com um dos maiores inimigos de Batman, Ra’s al Ghul, recrutando Bizarro, uma criatura feita por Lex Luthor (o maior inimigo de Super-Homem), e a amazona Artemis. O objetivo era criar uma situação de caos no planeta, que envolveria destruir satélites de telecomunicações, liberar ogivas nucleares e queimar reservas de combustíveis fósseis de todo o mundo. Um holocausto nuclear, sem precedentes na história.

Uma empreitada tão grande precisa envolver também Super-Homem e Mulher-Maravilha. Mas antes de parar o curso dessa destruição massificada, é necessário que os três encontrem características em comum nas suas próprias personalidades (convenhamos, nenhum dos três é dócil e afável) e deixar as suas diferenças conflitantes de lado, complementando seus poderes para neutralizar seus poderosos inimigos. Com o objetivo principal de salvar algo que é muito precioso aos três: o planeta e a humanidade.

Falando assim parece que foi tudo muito lindo, mas a realidade é outra. O choque de personalidades é muito forte. São como elementos químicos indissolúveis. Batman é soturno, gosta de trabalhar sozinho, é impulsivo. A Mulher-Maravilha é agressiva, sempre pronta a desconfiar de tudo. E Super-Homem, mesmo com sua personalidade equilibrada, não está imune às alterações emocionais que esse convívio repentino pode trazer. O diálogo abaixo acontece no momento em que Batman é apresentado a Mulher-Maravilha (e se a hostilidade é tamanha no primeiro encontro de ambos, imagine quando eles passam a conviver com frequência):

Esse é um dos lados mais apreciados dessa obra, o senso de humor refinado, contrastado com a seriedade do problema que os três vão enfrentar. Deixadas de lado as características individuais deles, o problema parece se multiplicar. Ra’s Al Ghul, auxiliado pelo monstrengo Bizarro, possui poder aparentemente ilimitado. Sequestrar Mulher-Maravilha e a mantém aprisionada, mas a mesma é salva por Batman. Enquanto os vilões fogem, ela mergulha no poço da imortalidade Ra’s Al Ghul, repleto de energia mística, e retorna abalada emocionalmente, instável. Acaba voltando desesperada para seu próprio mundo, a ilha do Paraíso ou  Themyscira, para junto de todas as suas irmãs amazonas. E mesmo sabendo que aquela terra é uma terra sem homens, Batman e Super-Homem partem para procurá-la e trazê-la de volta, pois sem sua força o mundo não poderia ser salvo.

A sequência que se passa em Themyscira é muito interessante. É uma ilha linda, paradisíaca, e Batman, com sua roupa pesada, acostumado a ambientes sombrios, se vê extremamente deslocado lá. Por sorte, as amazonas não detectam más intenções nos visitantes e os deixam permanecer ali. Mas Batman acaba se entregando aos encantos da visão maravilhosa de Mulher-Maravilha e a beija em meio às borboletas e ao brilho do sol refletido nas águas do lago (o que, convenhamos, não combina muito com Batman. Mas em suas próprias palavras, “ele sucumbe”). Depois dos ânimos acalmados, é necessário perseguir a rota de Ra’s Al Ghul. A amazona desgarrada Ártemis pretende mostrar a ele o caminho para invadir e destruir Themyscira.

É chegado o momento da batalha final, de destruir todos os planos de Ra’s Al Ghul e do poderoso exército que ele liderou. As forças envolvidas possuem armamento pesado, militar, além do monstro de força sobrehumana Bizarro. Serão Batman, Super-Homem e Mulher Maravilha páreos para lidar com essa ameaça terrorista em escala global? Isso você só vai descobrir lendo! 🙂

Ah, tem um trecho nessa HQ que explica um dos motivos pelos quais eu mais admiro o Batman. Leia a seguir.


Bom, então é isso! Reuni os três volumes que compõe essa história numa única edição. Essa HQ é muito, muito boa, então não deixe de ler!

Download no MEGA – #38 – Batman / Super-Homem / Mulher Maravilha: Trindade

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  1. Valeu por mais essa postagem! Esse arco é excelente, o traço às vezes é um pouco estranho mas o roteiro é muito intenso e interessante (detalhe para o Bizarro preso por várias correntes no pescoço, imagem que está no post, muito legal mesmo). Gosto também da “tentativa” do Superman de, quando “está sendo” Clark, chegar atrasado para disfarçar. Bem inteligente. Abraço.

  2. Eis uma diferença óbvia entre a marvel e a dc. A marvel não é boa de “simbolos”. De uns tempos pra cá, os simbolos da marvel ganharam algum destaque principalmente com os filmes, mas até então, a DC sempre dominou. Não estou falando de qualidade, criatividade nem nada do gênero, a marvel também é ótima, mas símbolos como o do Superman, o da Mulher Maravilha e o do Batman são coisas “universais”, dá pra elevá-los a nível de “entidades”, atribuir sentidos muito além do vísivel e bolar roteiros como esse e o da próxima série Trindade (que conheço melhor).

  3. Pingback: ESPECIAL: Injustiça – Deuses Entre Nós | Batman Guide

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