Feliz 2013!

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Esse é o último post de 2012 no blog.

Quero agradecer a todos vocês pela companhia e pelo prestígio que concederam ao meu blog esse ano. Nunca imaginei que um projeto como o Batman Guide, que começou tão pequeno e discreto, pudesse trazer um retorno tão gratificante quanto trouxe. Agradeço também pelo apoio massivo que vocês me deram no último post, e também por telefone, Facebook, Twitter, ou mesmo pessoalmente. Vocês são maravilhosos!

Nessas férias, por incrível que pareça, não fiquei muito tempo online, por isso não atualizei o blog. Aproveitei pra cuidar da minha família, me fortalecer diante dos acontecimentos recentes. Sei que vocês me entenderão. Mas minhas férias acabam logo e meu acesso à internet volta a ser diário, ou seja: atualizações semanais, como é de costume \o/

Então é isso. Espero ter a honra de encontrá-los aqui no próximo ano 🙂

Feliz Ano-Novo para todos vocês!

Adeus, pai!

“Why do we fall, sir? So that we can learn to pick ourselves up.”

Oi, amigos.
Bem, agora vou usar o Batman Guide como um blog pessoal, mesmo a contragosto (nunca fui muito de ter blogs para coisas do cotidiano, não conseguia prosseguir!). Mas é por um motivo sério.
Tive alguns períodos de ausências aqui no blog, explicados simplesmente como “problemas pessoais”. Não deixa de ser verdade, mas eu falava dessa forma mais genérico porque tinha esperanças de que meus problemas se resolvessem e que tudo voltasse ao normal. Mas não voltou.

Nessa última quinta-feira, eu perdi meu pai. Um câncer o surpreendeu há dois meses aproximadamente, e foi devastador. Os sintomas vinham sendo dados há vários meses, mas era confundido pelos médicos com outros problemas tratados com antibióticos. Até que meu pai foi a um clínico geral que constatou o problema, e foi internado para o tratamento. A cirurgia foi realizada com êxito, mas naquela altura o tumor já estava muito avançado. E assim meu pai me deixou numa noite dolorosa de dezembro.

Bom, por que estou contando essas coisas aparentemente tristes para vocês? Para dar um conselho. Não que eu tenha direito de dizer como vocês devem proceder ou dar lições de moral em vocês. Mas simplesmente para dizer: cuidem das suas saúdes, da saúde dos seus amados e amadas, pais, mães, filhos, filhas, irmãos, sobrinhos. Para que vocês insistam com seus pais e avôs para realizarem check-ups com frequência. Eu sei que é chato insistir, mas façam isso enquanto ainda dá tempo. A maioria dos homens procura médico quando já estão doentes.  Procurar o médico só quando os sintomas já estão agravados pode ser fatal para eles. Esse artigo também pode ajudá-los. Mas também não são só os homens. Mulheres, crianças, fiquem atentos aos sinais do seu corpo.

Fica aqui meu agradecimento ao meu maior super-herói, na forma de um desenho, já que ele gostava tanto dos meus desenhos (mesmo que, como vocês podem observar, eu não tenha técnica nenhuma para desenhar). Obrigada por esses 21 anos de amor, pai!

AdeusPai

Fiquei meio sem jeito de postar esse desenho… Acho muito mais fácil desenhar mulheres. Mas gostei de fazê-lo, e meu pai ia adorar. E é isso que importa, né?

Daqui a alguns dias volta a programação normal do blog. Não, eu não vou deixar o Batman Guide. Meu pai já comentou nele, e o acessava com frequência, gostava de ver as coisas que eu escrevia. Então aguardem, ok? 😉

#41 – Batman: Jekyll & Hyde

Em primeiro lugar, antes de falar da HQ, é necessário explicar seu título.
“Jekyll e Hyde” faz referência ao livro “Strange Case of Dr Jekyll and Mr Hyde” (Comumente traduzido no Brasil por “O médico e o monstro”). Esse livro foi lançando em 1886 por Robert Louis Stevenson. Ele conta a história de Gabriel John Utterson, um advogado de Londres que começa a notar semelhanças entre seu amigo médico Dr. Henry Jekyll e o misantropo chamado Edward Hyde. Dr. Jekyll conseguiu polarizar todas as emoções negativas e, com uma poção, criar Mr. Hyde, muito forte e inteligente, mas muito maldoso; e essa poção era tomada sempre que Jekyll chava necessário. Entretanto, o lado maldoso (Hyde) foi tomando controle da personalidade do médico, chegando até a assassinar um homem. Mas talvez fosse tarde demais.

O filme teve inúmeras adaptações para o cinema. A mais famosa é a de 1931, que não está no Youtube, mas você pode assisti-la clicando aqui. Você também pode assistir à versão de 1920, dirigida por J. Charles Haydon e com Sheldon Lewis no papel principal.

Feita essa introdução, vamos à resenha da HQ de hoje: “Batman: Jekyll & Hyde” (Batman: Jekyll and Hyde. Roteiro de Paul Jenkins e arte de Jae Lee/ Sean Phillips, junho a novembro de 2005).

Line

J01O primeiro e mais importante detalhe dessa história é tão significativo pra mim que antes de qualquer coisa pularei direto a ele, assunto que normalmente só começo a tratar pelo terceiro parágrafo de texto. Este detalhe é a arte da história.
Lembrando que essa história teve dois desenhistas, Jae Lee e Sean Phillips, a coisa não fica evidente ao ler a história, pois ambos desenham de forma muito parecida, e o “detalhe da arte da história” sobre o qual eu quero falar antes de tudo, é a arte desses dois.J02
Eles não são clones de nenhum pintor renascentista, nada de Michellangelo, nada de Leonardo, e nenhuma outra tartaruga ninja. Desenhistas “normais”, bons a nível de serem pagos pra desenhar pela Marvel e DC, é tão bons quanto vários outros por ai tipo o Tony Daniels ou Jim Lee, mas a questão está no ESTILO de desenho deles. Algum ser do além deve ter berrado ao infinito “Usem essa habilidade de fazer sombras em alguma história do Bááátema”, e as forças cósmicas conspiraram pra eles serem o desenhista dessa história.
J03Como eu disse, o traço não é nada de absurdo, mas o JEITO de desenhar, é o necessário pra uma boa história sombria do Batman. É um caso semelhante ao do John Van Fleet na “Batman: Ankh”, ele não é o melhor do mundo, longe de ser, mas é MUITO original e o melhor de tudo, combinou. Vocês que vão ler a revista, olhem o tanto que o Jae Lee e o Sean Phillips se aproveitam de sombas nos desenhos, e vejam o quanto fica bom.
Agora que já esclareci meu ponto quanto aos cidadãos, vamos ao roteiro, que também merecia tanto destaque quanto a arte, mas a arte me chamou mais atenção.J06O roteiro é do Paul Jenkins, e direi a vocês, é um roteiro daqueles bons com cenas de crime, Batman e Gordon avaliando tudo nos mínimos detalhes, se o assassino era canhoto, se a atitude foi um surto ou algo premeditado… É uma história de detetive, e que eu saiba, essa era a ideia inicial dos criadores do Batman, histórias de detetive muito interessantes.
Esse Jenkins é o tipo de gente que SABE o que uma história do Batman precisa. O fato de tanto o roteirista quanto o desenhista saberem fazer seus trabalhos a caráter de uma história do morcego ajudou MUITO a essa história ser uma das melhores.

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