#48 – Asilo do Coringa I e II – COMPLETO

“Bem-vindos! Bem-vindos, internos, ao Asilo do Coringa!
Se você não estiver maluco quando entrar…
Você ficará na hora de partir!”

Oi!
Conforme eu prometi para vocês há algum tempo, hoje eu trouxe as duas coleções de “Asilo do Coringa”: a #1, lançada em 2008, e a #2, de 2010!
Como o nome sugere, Coringa é o narrador dessas histórias. Em cada edição, ele nos conta a história de cada um dos vilões de Batman: como ele perdeu a sanidade e se dispôs a perseguir o Homem-Morcego. É muito interessante ver a descrição de um louco sob a ótica de outro, ainda mais doentio. Conseguimos, nessas histórias, avaliar com precisão onde o caminho de cada personagem começou a convergir para a loucura. E, de certa forma, compreender esse movimento particular. Não se trata de “aceitar” ou “estar do lado” dos vilões: não se pode deixar de lado as grandes maldades que cada um deles fez, muitas atingindo inocentes, crianças, idosos, multidões e o próprio Batman. Mas essas edições do Asilo do Coringa nos aproximam do lado que já foi humano de cada uma dessas pessoas.

Espero que vocês gostem! São histórias curtas, de 22 páginas, então eu fiz uma pequena resenha de cada uma – mas leiam todas, viu?

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#1 – Coringa – “O Coringa Moderado”
(Joker’s Asylum: The Joker -“The Joker’s Mild”!)
Roteiro de Arvid Nelson e arte de Alex Sanchez

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A primeira história dessa série é sobre o Coringa… Contada pelo próprio Coringa!
Ele narra um ataque seu à um programa de auditório ao vivo, em que mantém todos os presentes como reféns. O produtor do programa impede que a produção pare a exibição do terrível espetáculo, e também impede que a polícia de Gotham entre para impedir Coringa de matar alguém – tudo em nome da audiência que gerava para o canal. Mas como o nome dessa HQ sugere, Coringa está moderado. Ele não matará ninguém. Não hoje. Sua real intenção é mostrar que, a despeito de pessoas ditas “loucas”, existem pessoas consideradas “normais” que podem ser responsáveis por barbáries ainda maiores…

#2 – Pinguim – “Ele Quem Ri por Último…”
(Joker’s Asylum: Penguin – “He Who Laughs Last…!”)
Roteiro de Jason Aaron e arte de Jason Pearson

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» Leia outra HQ que postei sobre o Pinguim clicando aqui.
O pequeno garoto Oswald Cobblepot sofre bullying na escola, e extravasa sua fúria através do poder desmedido e do controle de métodos excusos de empoderar-se. Poderia ser mais uma história clichê, mas não é isso que acontece nessa HQ. Ele viveu uma vida de dificuldades.
Claro que isso não pode ser uma desculpa plausível para suas maldades, mas nos abre a possibilidade de pensar: “E se tivesse sido diferente em sua infância”? Nessa história ele resgata uma mulher chamada Violeta de um regime de escravidão forçada. Ela demonstra ternura pelo seu gesto heroico, e ele se sente comovido – como nunca se sentira antes. Então eles passam a ficar mais tempo juntos – ele até fica, veja só, DOIS ias sem roubar nada!
Ao levá-la para jantar fora e contar a ela de sua paixão, um cozinheiro ri de sua deformidade no nariz. Bom… Esse ato conseguiu despertar o pior de Pinguim. A vida do cozinheiro nunca mais foi a mesma. Aliás… Ninguém que cruza o caminho de Pinguim é o mesmo depois.
Ah! O roteirista Jason Aaron concedeu duas entrevistas sobre essa HQ. Uma foi para o e outra para o Comic Book Resource e  a outra para Newsarama. Vale a pena ler! Basta clicar sobre o nome dos sites.

#3 – Hera Venenosa – “Desflorada”
(Joker’s Asylum: Poison Ivy – “Deflowered!”)
Roteiro de J.T. Krul e arte de Guillem March

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» Leia outra HQ que postei sobre a Hera Venenosa clicando aqui.
É a história de Pamela Isley, ex-bióloga que teve os genes alterados e agora é capaz de interagir com as plantas num nível jamais observado.
Hera Venenosa está destruindo os responsáveis por uma Companhia que destruiria boa parte da flora de Gotham. Mas não é apenas isso… Ela o está fazendo de uma maneira cruel e violenta. E Batman precisa pará-la antes que seja tarde demais.
Destaque para a imitação que Coringa faz de Hera Venenosa no final da HQ.

#4 – Espantalho – “A Obscura Noite do Espantalho”
(Joker’s Asylum: Scarecrow – “Dark Knight of the Scarecrow”)
Roteiro de Joe Harris e arte de Juan Doe

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» Leia outra HQ que postei sobre o Espantalho clicando aqui.
Lindsay é uma dentre tantas vítimas de bullying na escolar. Mas há algo diferente em sua história. Ela é convidada pelas patricinhas da sua escola para uma festa do pijama – com os garotos do time de futebol americano, é claro. Esse convite certamente tem um motivo obscuro, de humilhá-la e fazê-la se sentir mal. E ela comparece à festa.
Mas ela tem um motivo para isso. Espantalho está ajudando-a a se vingar. E a vingança virá a todos aqueles que a humilharam, um por um.
Eu, particularmente, achei o traço dessa HQ maravilhoso. É um tipo com o qual não estamos acostumados a ler, envolve adolescentes mas sem se tornar um pastelão de filme americano. O roteiro conduz com maestria a questão do medo que é central na vida de Espantalho, de como ele é capaz de descobrir o ponto fraco de cada pessoa e transformar a vida dela num inferno através disto.
(E um destaque especial para o Coringa vestido para uma festa do pijama no começo da HQ. Muito divertido!).

#5 – Duas-Caras – “Duas Caras, também!”
(Joker’s Asylum: Two Face – “Two-Face, Too!”)
Roteiro de David Hine e arte de Andy Clarke

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» Leia outra HQ que postei sobre o Duas-Caras clicando aqui.
Duas-Caras está no Asilo Arkham se vê numa situação incomum. Ele é levado a conversar com Holman Hunt, um homem que tem a mesma deformidade que ele. Ele era bombeiro e, durante um salvamento, seu rosto pegou fogo e foi destruído pela metade. Ele foi salvo por Batman e apoiado por sua família – e desde então trabalha como mentor motivacional para pessoas com o mesmo tipo de dificuldade que ele. O que é totalmente o contrário da história vivida por Duas-Caras: ele e Batman são inimigos, ele foi largado pela esposa e enlouqueceu.

Holman diz a Duas-Caras que pode fazê-lo ser como ele, feliz e bem realizado. Mas Duas-Caras tem uma ótica diferente: acha que pode fazer Holman ficar doentio como ele.
Então, numa noite, ele foge do Asilo Arkham e vai ao encontro de Holman Hunt, para provar sua teoria. O final dessa história? Só a sorte poderá dizer.
Uma das minhas histórias preferidas desse clássico.

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#6 – Charada – A Casa Construída de Cartas”
(Joker’s Asylum II: Riddler – “The House the Cards Built”)
Roteiro de Peter Calloway e arte de Andres Guinaldo e Raul Fernandez

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Charada está apaixonado por Jéssica, uma jovem garota que visitava um museu que ele decidira assaltar. Ele tenta conquistar mandando “flores o suficiente para fazer a Hera Venenosa chorar”. Chocolates. Brincos, jóias, ursinhos, vinhos, colares, e ela devolve a todos eles. Aparentemente ela não o ama de volta, então ele quer resolver a charada e encontrar os motivos pelos quais ele não é correspondido. (Claro que ele não cogita não ser correspondido pelo fato de ser um criminoso insano, perigoso e mundialmente reconhecido por seus atos perigosos). Então… Ele decide se transformar em um homem melhor. Um homem que Jéssica possa amar. Um homem digno, humano, que renunciou ao crime para contar historinhas para crianças doentes e alimentar pessoas famintas em mutirões comunitários. Tudo para resolver essa charada.

Mas algo está estranho nessa história, não é?

#7 – Crocodilo – “A Bela e a Fera”
(Joker’s Asylum II: Killer Croc – “Beauty and the Beast”)
 Roteiro de Mike Raicht e arte de David Yardin

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Eu já falei dessa HQ no post sobre o Crocodilo! Você pode acessar este post clicando aqui.

#8 – Arlequina – “O Dia Mais Importante do Ano”
(Joker’s Asylum II: Harley Quinn – “The Most Important Day of the Year”)
Roteiro de James Patrick e arte de Jason Quinones

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» Leia outra HQ que postei sobre a Arlequina clicando aqui.
A história de Arlequina, como não poderia deixar de ser, evoca seu lado cômico. Mas não só isso. É Dia dos Namorados, mas Arlequina está presa no Asilo Arkham. Como ela poderia comemorar com seu pudinzinho estando presa? Ela precisa sair – e isso é algo que as autoridades do presídio, os policiais de Gotham e todo o Departamento Policial de Gotham parecem não entender. Mas bem, já que eles não entendem, ela precisará resolver isso sozinha. E ninguém ficará em seu caminho. Nem mesmo Batman.

#9 – Chapeleiro Louco – “Hora do Chá”
(Joker’s Asylum II: Mad Hatter – “Tea Time”)
Roteiro de Landry Quinn Walker e arte de Keith Giffen

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» Leia outra HQ que postei sobre o Chapeleiro Louco clicando aqui.
A história do Chapeleiro Louco é uma das minhas preferidas do Asilo do Coringa. As referências feitas à obras da literatura, aliada a um traço que seria cômico se não se tratasse de um homem extremamente abalado psicologicamente. Jarvis Tetch é obcecado pela personagem mais famosa de Lewis Caroll. E, no momento, ele está escrevendo um livro: “Uma Festa do Chá Maluca”. Mas para o livro ficar completo, ele ainda precisa de um elemento, que é o principal: a sua Alice. Mas quem é Alice? Alice pode ser qualquer uma – desde que seja, de fato, a Alice certa.

E ele ainda tem um pequeno hábito, digamos assim: ele não deve beber chá nem usar chapéu. Por isso, deixa pequenas anotações espalhadas pela casa com “Não beba o chá!”.
Entretanto, quando ele foge dessas regras… Ele se torna um homem muito perigoso. Ele realmente quer encontrar Alice. Na verdade… Ele tem um guarda-roupa cheio delas.

Quero dar destaque, também, ao colorista Bill Sienkiewicz. Ele é um dos meus preferidos, por conseguir dar tanta dramaticidade e intensidade às sua colorações. Nessa HQ, quando Jarvis está feliz, as cores são vibrantes e positivas; quando está nervoso, são tensas e enérgicas. Ele é o responsável por obras como a abaixo:

“Harley Quinn and Poison Ivy”.
Fonte: Website oficial de Bill Sienkiewicz.

#10 – Cara de Barro – “Loucuras Enlamassadas”
(Joker’s Asylum II: Clayface – “Mudnight Madness”)
Roteiro por Kevin Shinick e arte por Kelley Jones

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Aqui temos a história do primeiro Cara-de-Barro. Ele se chama Basil Karlo, e é um ex-diretor de cinema. Decide se instalar na bilheteria de um cinema que exibia uma de suas antigas obras de terror, quando é abordado por uma criança tentando comprar um bilhete para assistir à obra. Bem, ela não poderia entrar, era muito jovem. Depois de se desentenderem, ele se transforma no terrível vilão Cara-de-Barro. Mas ele não mata a criança…
Três semanas depois, o Departamento Policial de Gotham nota o desaparecimento massivo de vários adolescentes. Todos tem em comum o filme o filme estrelado por Basil Karlo. Batman decide investigar o caso. E encontra uma sinistra gangue chamada… “As crianças do Cara-de-Barro”!

Eu upei todas as edições do #1 e a do #2 em links únicos, para quem quiser baixar todas as HQs de uma vez.
Mas caso você queira baixar uma por uma, também dá! 😉

Downloads via

Asilo do Coringa I – COMPLETO

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Asilo do Coringa II – COMPLETO

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Edições únicas

#1 – Coringa

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#2 – Pinguim

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#3 – Hera Venenosa

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#4 – Espantalho

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#5 – Duas Caras

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#6 – Charada

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#7 – Crocodilo

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#8 – Arlequina

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Download no MEGA – #8 – Arlequina

#9 – Chapeleiro Louco

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Download no MEGA – #9 – Chapeleiro Louco 

#10 – Cara-de-Barro

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    • Puxa Leandro, é mesmo uma coleção e tanto. Apesar de uma e outra histórias mais “fracas”, a grande maioria é realmente interessante.

      As minhas preferidas são a do Pinguim, do Charada, do Coringa, do Chapeleiro e do Duas-Caras. E as suas? 🙂

  1. Como já foi dito no texto, é original ver o ponto de vista de um louco sobre os demais loucos. O ponto de vista do Batman, do Asa Noturna e outros do tipo pode divergir em alguns pontos na observação, mas no fim são todos de uma mesma direção. O ponto dos loucos sempre será original. Seria bom ter outra dessas pela visão de algum outro, mas se for pra ter apenas uma, o melhor seria o Coringa mesmo.

  2. Pingback: #58 – Quadra de Lama (Cara-de-Barro) | Batman Guide

  3. Pingback: #59 – Charada: Perguntas Multiplicam o Mistério | Batman Guide

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