#67 – Batman: Cara a Cara

Alô a quem se importa. A história de hoje segue a cronologia principal pré-reboot, e se chama “Cara a Cara”, e nos EUA “Face the Face”.
É uma história já com elementos mais recentes, um tanto curta se comparada com as sagas anteriores, dividida apenas em 2 títulos (Batman e Detective Comics),somando um total de 8 edições.
Geralmente ao falarmos de “face”, “rosto”, “cara” e coisas do gênero no título logo nos vem um certo sujeito na mente, não? (Espero que não seja só comigo). Por acaso essa história não é só dele, nas primeiras páginas já temos um vislumbre do “raro” KGbesta, um de Harvey Dent, e mais ao final da primeira edição um indício de que a Hera Venenosa está na trama. Um time não muito comum de aparecer junto na mesma história, o que dá um ar diferente.
James Robinson no roteiro tanto da Batman quanto da Detective Comics, mas na arte da Batman está Don Kramer, e na da Detective temos Leonard Kirk.
Todo mundo é burro velho de guerra, todos os nomes já metidos nas histórias do Morcego há tempo. Um bom time. Vamos começar o texto, as coisas acontecem rápido nas noites de Gotham. Cara a Cara.

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Essa mini-saga saiu um ano depois depois da “Jogos de Guerra”. Quem lembra bem o que aconteceu no final sabe que as coisas não ficaram boas pra nenhum mascarado, e que o império de respeito que o Batman demorou tanto a construir simplesmente desmoronou.
Essa história se encaixa no “One Year Later”, ou “Um Ano Depois”, como manda a tradução. É, por isso sei que foi aproximadamente 1 ano depois do Jogo de Guerra. O roteiro tem diálogos bem articulados e poucas falas clichês, uma boa seleção de ângulos, quadros e cenas. Essa parte pode parecer responsabilidade apenas do desenhista, mas não é bem assim.
003Claro que o Kirk e o Kramer tem seus créditos por isso, e apesar de não serem sujeitos muito detalhistas, trabalham bem com as sombras. Coisa que eu SEMPRE repito: pra ser desenhista em uma história do Batman, ou você trabalha bem com luz e sombra ou você detalha cada quadro como se fosse a Capela Cistina. Um meio termo é o mais apropriado, mas ambos estão mais pra “luz e sombra”. E observação pessoal minha, o Kramer parece desenhar melhor que o Kirk. Mas só comentando mesmo, não faz diferença.

Detalhe das capas das 8 HQs que compõe essa história:

Capas

Agora começando a obra do Robinson.
002Temos de inicio o KGBesta. O nome é besta e tem besta no nome. Besta ao quadrado. É um sujeito raro de se ver nas histórias, para muitos deve ser a primeira visão dele, e última também, pois ele é morto logo nas primeiras páginas.
Alguém dá um tiro no cano da arma que ele ia usar pra assassinar seu alvo, troca umas porradas com o elemento, quebra o seu braço e o joga de cima do telhado. Batman? Não, mais parece um bandido. A não ser que a Armani tenha feito uma linha de toucas de marginal pro Bruce usar nas noites de frio. Mas não, não é o Batman. Além de ter usado uma arma de fogo no inicio da ação, no “durante” jogou o KGBesta do telhado, uma queda que poderia ter matado mas não matou, e no “final” terminou a ação dando dois tiros na cabeça do besta. Execução pura.
004A seguir está a polícia envolta do corpo avaliando o caso, e pouco mais adiante… Um assaltante de banco levando uma surra do mesmo cara que tombou o KGBesta. Achei meio confuso, o sujeito ali ao que tudo indica era Harvey Dent, mas ele estava conversando com alguma outra personalidade que NÃO ERA o lado deformado, pois não tem mais lado deformado. Harvey Dent passou 1 ano inteiro detendo assaltantes, dando porrada em vagabundo na rua… Sendo um Frank Castle amador.
Já de volta aos policiais, Jim Gordon retornou ao seu cargo de Comissário. Segundo as contas de Gordon, já faziam 3 meses desde que ele voltou e 12 desde que o Batman sumiu. Não dá pra negar que Jim está de certa forma feliz com o retorno para o caos que são os crimes de Gotham. É o que acontece com quem trabalha com algo por muito tempo, acaba dando falta quando pára.
Ele nos apresenta uma nova policial na história, e apresenta a ela o batsinal. O batsinal está sem ser ligado há um ano. Gordon admite para si próprio que esperou muito por isso. Mandou o pessoal tirar o pano de cima, e iluminou o simbolo do Morcego no céu. Buzinas e gritos nas ruas começam no mesmo momento. Se perguntam se algum vilão deve ter aparecido, e Gordon diz “São pessoas na rua. Eles o viram também. O sinal”, o povo de Gotham estava comemorando.

BATSINAL

Percebem o poder do símbolo do Morcego? É por isso que eu digo que a DC tem algum grande poder criador de símbolos, coisa que a Marvel não consegue. Nenhum símbolo da Marvel tem impacto, mas os da DC, são auto-explicativos e impactantes. É genial, e genial idem o uso disso nas histórias.
Não demora nem minuto direito e lá está o morcego e o garoto-prodígio.
Como nos velhos tempos, Jim apresenta o problema: Hera Venenosa prendeu 7 homens da policia. Durante a explicação eles vêem a torre onde Hera supostamente está ser tomada por raízes ou caules. Batman apresenta o plano: “Dou um jeito de entrar e detê-la”. Boa, Batman. Todos os anos de estratégia renderam um raciocínio rápido. Brincadeira, é óbvio que ele já sai da caverna pensando em tudo que pode acontecer.
005Eles entram no prédio criando uma entrada um tanto… Chamativa. Uma explosão enorme. Eles passam por uma plantas carnívoras, Robin salta em poço de elevador, Batman abre caminho com explosivos, bastante ação ao melhor estilo da dupla dinâmica. O Morcego enfim encontra a Hera Venenosa.

Ela segurou como reféns os donos/representantes de grandes empresas que só fazem poluir, desmatar e agredir a natureza, e dentre eles o representante das Empresas Wayne, Lucius Fox. Batman é preso por plantas e vai seguindo conversa. Demora um pouco pra Hera notar que ele não está oferecendo resistência, e quando nota já é tarde, Robin dá o sinal de que já chegou no reservatório de água do prédio, pos um fortíssimo desfolheador na água e dispara o sistema de incêndio, matando tudo que a Hera plantou lá dentro, e por consequência soltando o Batman. Ela nem resistiu, se entregou.
A Dupla Dinâmica volta ao Gordon, e são informados de que o justiceiro Dent (sendo que eles não sabem que é o Dent) tirou mais um(a) fora-da-lei de circulação, definitivamente. Dessa vez Magpie, deve ter feito escola com o KGBesta, provavelmente éa primeira vez que boa parte dos leitores estará vendo. Alguém lá no centro do deserto de Gobi deve estar muito triste pois seus dois vilões preferidos morreram.
Harvey não só matou a Magpie, como também matou todas as aves de seu aviário (ainda bem que não as criava em um aquário, não?). Enquanto observam as vítimas emplumadas, o Bullock puxa uma questão interessante. Porque GOTHAM?
006Nunca se perguntaram isso? Bullock diz algo como “Magpie podia ir pra Apache Junction e ser a rainha do Arizona. Podia ir pra Inglaterra, lá só deve ter dois heróis no país todo… Porque os criminosos de agrupam em GOTHAM?”. Pois é, porque Gotham? Algum engraçadinho pode acabar dizendo “Pois sabem que um soco do vigilante de Metrópolis vai sair do outro lado da cabeça”, ou “Sabem que o vigilante de Central City se move na velocidade da luz”, mas vá, não é isso. Gotham já tem a tendência, a tendência a chuvas, neve, tempo escuro, construções de arquitetura antiga, muitas sombras, muitos becos… É como perguntar “Porque Estocolmo é menos violenta que Los Angeles?”.


013O dia amanhece, e o Morcego volta pra toca. Na Bat-caverna Bruce começa as análises e chega à conclusão que a arma que usaram para o assassinato do KGBesta e da Magpie foram iguais, uma pistola diferente do que costumamos a ver, uma pistola de dois canos igualzinha a que o Duas-Caras usava, mas Harvey não era mais o Duas-Caras, até o rosto foi consertado, e a arma estava guardada com a justiça.
Batman em vista de não poder agir de dia, pensa em mandar Tim Drake nas empreitadas, Alfred a princípio não acha correto, mas Bruce argumenta que o pai do Tim se foi, que o Conner (Superboy), melhor amigo dele, morreu, e que o Tim precisaria de uma distração.
Próxima cena é Harvey relembrando do passado. Falando sobre a Dupla Dinâmica. Falou que as coisas mudaram, quea primeira dupla tinha sincronia perfeita, que o “outro” (Jason) e o terceiro (Tim) nunca foram tão bons quanto o primeiro, mas que o terceiro ficou sincronizado igual ao primeiro e a Dupla Dinâmica voltou a lutar em sincronia, perguntando-se se o primeiro Robin não pôs a mão no treinamento do garoto. Comenta também dos dois pegando o Chapeleiro, demonstra felicidade em vê-los de volta, mas não sabe mais se isso permite lugar a ele.
007Quando Harvey começa a falar demais sozinho sempre vem confusão, e dessa vez não foi diferente, ele começou a ver o Duas-Caras numa poça d’água dizendo que era pra eles “voltarem”.
A luta de Batman e Robin contra o Chapeleiro e seus capangas termina, Batman elogia o trabalho do Robin, Tim pergunta se ele está se tornando bom como o Asa Noturna, Batman diz que vê potencial para ser até melhor. Será? De qualquer forma ele despacha o jovem vigilante e vai fazer algo que precisa fazer sozinho.

Drake
Tirar uma pedra da Bat-bota que tanto visita a arcada dentária da bandidagem de Gotham? Passar no Bat-barbeiro pra dar uma aparada na lixa? Nada disso, foi algo muito sério. Fez uma visita a Jason Bard. Eu escrevi BARD, não Todd. Jason Bard. Um detetive particular. Rendeu o cara peladão em casa no meio da madrugada. Batman disse que queria contratá-lo, e que gostou do fato dele não demonstrar medo diante de sua presença, assim como Jim Gordon também não demonstra.
Na teoria, apenas quem tá devendo tem que ficar assustado na presença do Batman, mas topar com um armário de quase 1,90cm por 1m de largura vestido de morcego dentro de casa no escuro durante uma madrugada… Até a gente lembrar que não tá devendo nada o primeiro movimento é correr ou se cagar, isso se não desmaiar antes. Ou desmaiar enquanto corre se cagando. 008As opções são muitas e no fim das contas nenhuma adiantaria nada.
Well, Jason BARD acha graça que o maior detetive do mundo está querendo contratar um detetive particular de segunda. Batman dá um relatório breve sobre os demais da lista, um está desperdiçando seu talento em programas de TV, outro não estava disponível, e sobrou o Bard.
O Morcego explicou o esquema, ele trabalha de noite, e precisa de alguém pra trabalhar de dia pra ele, Bard falou o que eu, você, nossos amigos e a tia do Bátema teriam dito, “Perigoso, não?”, Batman não negou, Bard disse “perigo custa”, Batman mostrou em um papel o quanto estava disposto a pagar, o “detetive de segunda” já espia com um olhar de quem viu um valor até que alto mas que ainda está avaliando se vale o risco. Ele pergunta “Por mês?”, e Batman dá o cheque-mate: “Por semana”. O Bard decidiu parar com essa bobeira de pensar. Pelo valor que imagino estar ali eu virava até para-choque do Batmóvel.
As coisas ficaram ainda mais interessantes nesse papo no apartamento do Jason BARD. A mulher que estava dormindo com ele era uma cliente que havia contratado seus serviços pra descobrir quem matou seu marido. Ela acorda, dá de cara com ele e o Batman. Bard apresenta os dois e pergunta ao Batman pra onde ele está indo, ele responde que vai para o Departamento de Polícia, Bard manda ele levar a cliente dele junto, pois ELA era a assassina do próprio marido e só contratou seus serviços para despistar. Deu todas as provas e a arma do crime para o Morcego, e o Morcego carregou tudo.
Sinceramente, se não fosse pelo fato do nome Jason fazer confusão com o do Jason Todd, acho que tanto esse Jason Bard quanto a Sasha Bordeaux (a guarda-costas) deviam ter continuado na série. São personagens ótimos.
009A trama segue e é descoberto o corpo do Ventriloquo e do Scarface, ambos mortos. Eu disse ambos? Wtf… Enfim, em seu último momento, o Ventriloquo usa o Scarface pra deixar um endereço escrito com molho do espaguete que estavam comendo. Devido ao terremoto, quase nada sobrou nessa tal estrada que o endereço indicava, e puxando pelas câmeras de segurança do local, a Dupla Dinâmica assiste um encontro do Ventriloquo com Magpie, KGBesta e Harvey Dent. Tudo resolvido? Harvey Dent é o sacana? Não. O Morcego tem titulo de maior detetive do mundo por isso, a placa logo atrás dele estava refletindo a imagem de um quinto elemento (sem o Bruce Willis) que não estava no campo de visão da câmera. O Orca.
010Que reuniãozinha maldita. Magpie, Orca e KGBesta. Se os 3 aparecem juntos você não sabe se ri ou se dá dinheiro com pena. Tirando o Scarface e o Harvey, só tem vilão apagado (agora literalmente).
Batman retorna pra bater um papo com o Gordon, e dali vai ao terraço onde começa uma troca de sedas com o Bullock. O sargento vem com um “Agora que estamos sozinhos eu queria dizer…” e o Batman já corta com “Não me interessa, Bullock. Diga apenas o que eu quero saber”. Depois dessa eu ia até embora, mas bem, eles prosseguem com a sinceridade a nível dark side.
Batman diz que ele era corrupto e que talvez ainda fosse e coisas do tipo, o bat-papo (ok, parei) continua, Bullock cerca o Morcego com palavras, pergunta o que ele estava fazendo nesse ano sumido e também se ele nunca errou na vida. Batman dá uma rápida pensada e responde “Nosso livro está em branco. Minha opinião sobre você começa a partir de hoje”, Bullock tenta confirmar se aquilo era uma segunda chance, e o Batman confirma “Se eu não te desse isso, eu seria um hipócrita”. Incrível cena.
No caminho para um papo com o Harvey, Batman deixa o Tim para uma conversa bem mais curta com o Vagalume. O Morcego chega até Harvey, pede pra ele explicar como os fatos não o incriminam, e Harvey apresenta umas oscilações que pra quem o conhece já é um adianto do que está por vir, falando tudo de forma dupla… Velha história que sabemos como termina. Ele não se defende, pelo contrário, diz que talvez tenha feito. Ele desanda total e detona uma bomba em sua mesa. O sujeito some, Batman volta ao encontro da polícia.
011A Dupla Dinâmica está atrás da Orca no litoral/esgoto, e Bullock no armazem César que pertence ao Pinguim, um local que facilitava qualquer coisa a entrar ou sair da cidade. Nos esgotos, eles deram de cara com o Croc. Nunca diga que as coisas não podem piorar. A briga dá seus primeiros passos e vai parar num ponto mais fundo dos esgotos. Lá eles conseguem derrubar o Crocodilo. “Eles” é bondade minha, o BATMAN derruba o Croc. Primeiro com uma flashbang que o deixa sem visão e em seguida com uma mina estourando no peito.
Com Croc fora de ação, a Dupla avança mais ao destino de todas as descargas de Gotham, e logo a frente no esgoto encontram a Orca, cheia de marcas de garras e dentes, mas também com dois tiros na cabeça, assim como as demais vítimas da arma do Duas-Caras. O Crocodilo só aproveitou a carcaça.
014A seguir vem um flashback da época em que Batman convidou o Harvey Dent curado para vigiar Gotham. O treinou por um mês, o que explica a repentina habilidade pra lutar. Todas as memórias que Harvey tem são como se fosse uma narrativa dele mesmo pro Duas-Caras. Ele então toma sua primeira decisão na moeda em bastante tempo… Ele voltará a ser o Duas-Caras. Pra desfazer o trabalho dos médicos… Um bisturi e um vidro de ácido nitrico. Algum tempo e o serviço está (des)feito. Voltamos à estaca zero com o Sr. Dent.
E falando em voltar à estaca zero… Uma cena bem tradicional de Batman e Robin, eles enfrentando o Espantalho, e enquanto lutam Batman conversa com Jim por um comunicador preso a sua orelha por fora da máscara, sendo que até umas sagas atrás ele já usava um comunicador interno… Não entendi esse vacilo do pessoal de criação, mas ok. Durante a conversa via “aparelhinho de bat-orelha”, ele informa a Gordon que Harvey é inocente. A explicação é CSI. A arma do crime é SIM a arma do Harvey, a mesma arma que estava no departamento de polícia, arma que obviamente tinha as digitais do Harvey.
Só que essa arma foi roubada, teve o gatilho e cabo trocados e foi utilizada para matar as vitimas e após isso, teve o cabo e o gatilho trocados novamente pelos originais que tinham as digitais do Harvey. Ou seja, Harvey pegou SIM naquela arma, mas foi antes dos assassinatos. Alguém aprontou pra cima dele.
No Departamento de polícia Batman se retrata com a policial Harper, e nós descobrimos então que ela é parente do primeiro herói com nome “Guardião“.
015“E o Jason Bard?”. Ficou numa furada, um assassino foi pra cima dele, o baleou no braço, Bard ainda conseguiu derrubá-lo, catou uma arma e deu um tiro no homem que tentava matá-lo, o “Talião”. Bard estava atortoado e com a visão confusa, mas não entendi qual foi a de por a pistola quase colada no rosto para poder mirar. Tudo bem que ele não tava enxergando, mas dar um disparo com a arma naquela distancia do rosto além de estourar seu tímpano ainda daria um coice no rosto que ou ia deixá-lo cego de uma vista ou quebrar algum osso da face.
Se o Bard fosse atirador ao invés de detetive isso teria sido uma falha grave, mas como é o inverso, bota na conta o Papa. Faca na caveira e chumbo no Talião. O disparo foi suficiente pra abrir brecha pra uma troca de porrada, e no fim os dois estavam desarmados, de pé, esperando pelo pior. Bard diz pra si próprio que é faixa preta em karatê, e quando o Talião parte pra cima, ele mete um chute a la Daniel-san e larga o Talião estirado. Ele liga pro Batman e informa que era esse sujeito que estava matando as pessoas.
016As coisas estavam perto de uma resposta, mas longe de se resolver. Harvey invaidu um zoológico no meio da noite, fez alguns determinados funcionarios como reféns, soltou a bicharada e manteve apenas um macho e uma fêmea de cada espécie. A Arca do Harvey.
Eles vão ao escritório já preparados pra não encontrarem o Harvey pra conversa. Batman luta, conversa, discute, argumenta… Tudo pensando em QUEM armou isso. Após a confusão com o Harvey, ele joga uma bomba de fumaça e some igual um ninja. Novamente, achei meio falho. Um sujeito como o Duas-Caras fugir de BATMAN E ROBIN, Bruce e Tim, os dois melhores detetives da família, estranho. Mas vá, tudo bem, ele recebeu 30 dias de treino intensivo pra desaparecer igual ninja.
017Robin fica no zoológico para receber a polícia e Batman vai fazer uma visita ao homem responsável pela confusão armada em cima do Harvey Dent. Onde será que ele mora? Batman sabe. Um lugar que era pra ser definitivo pra muita gente e acaba sempre sendo apenas temporário. [Alerta de spoiler! Se deseja ler, selecione o texto a seguir]. Quem está por trás de tudo é o chefe secreto do crime em Gotham, o Tubarão Branco. Envolveu desde o Chapeleiro, Espantalho, Crocodilo até o tal do Talião, que começou a agir na cidade no ano em que Batman esteve fora, e também era hóspede do Arkham, onde estava diagnosticado como “além da cura”.
O maior detetive do mundo expos sua teoria, Tubarão queria os homens do Pinguim, Harvey achou mais seguro mantê-los com o Pinguim mas como seus espiões. Harvey realmente estava fazendo um trabalho dos bons,e devido a isso, criou essa “vontade” de acabar com ele no Tubarão.
O jogo foi claro, Batman admitiu que não podia provar NADA do que ele deduziu, Tubarão deu uma de joão sem braço perguntando se o assunto estava encerrado, e despertou o goddamn Batman. O Morcego levantou o sujeito a quase 1 metro de altura e o jogou na parede, dizendo queia pegar o Duas-Caras, contar toda a história e levá-lo ali pro Arkham também.
[Fim do spoiler]

Imagina o grau de coragem de alguém pra pegar o chefe do crime da cidade mais perigosa, dizer “EU SOU SEU INIMIGO”e jogá-lo na parede? Pra eu fazer isso precisaria de meia garrafa de vodka.
Para fechar essa história… Batman retorna para a mansão Wayne com Robin. Não disse “caverna”, disse “mansão”, uniformizados lá no nível dos quartos. Durante a história, Bruce disse a Tim que queria debater com ele seu futuro, e nessa cena final da história o debate surgiu.
Eles estavam no quarto que foi de Dick Grayson (lembrando que nesse ponto da cronologia Dick não vive na mansão), Bruce fala que as leis mudaram e que as coisas não funcionam mais como na época do primeiro Robin, que ele (Tim) perdeu os pais, que ele (Bruce) se preocupa, mas que devido às leis ele precisa adotá-lo como filho e… Na mente de Tim a conversa parou nesse exato ponto, o garoto abraçou o Batman desmascarado, um “obrigado” misturado com “não acredito”e uma pitada de “Wow, filho do Batman”. O rosto em lágrimas encostado sobre o simbolo do Morcego do uniforme de seu pai, Bruce Wayne. A partir da adoção, seu nome passa a ser Timothy Drake Wayne.

Drake2Cá entre nós, só esse desfecho, a cena da mansão, não tinha história melhor pra acontecer. Primeira utilização do batsinal em um ano, primeiro trabalho de Batman com a polícia em um ano, recomeço de consideração com Bullock, volta do Jim Gordon ao cargo de Comissário, retorno bem sangrento com banho de ácido proposital do Duas-Caras, morte do Ventríloquo, e inclusão oficial de Tim Drake na familia Wayne.

L002
Em resumo, muito boa história. Apesar de ninguém falar dela e só lembrar de coisas grandes como Terra de Ninguém, essa “Cara a Cara” foi lotada de coisas importantíssimas pra cronologia. Confiram, vale a pena.

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  1. Ele adota o Tim oficialmente, ele passa a se chamar Timothy Drake Wayne, tanto que isso é uma das maiores razões de briga entre ele (Tim) e o Damian Wayne (filho biológico do Bruce) umas sagas a frente. De todos, só o Tim foi oficialmente adotado, o Grayson e o Todd não tem o sobrenome.

  2. O KGBesta ainda tava vivo depois da fria que se meteu em “As dez noites da besta”? Jurava que ele tinha morrido no final dessa história, já que ele fica preso ele fica preso no esgoto que (aparentemente) está enchendo de água. Pelo jeito, nessa história ele morre “de vez” né! Aliás, eu nem sabia que o KGBesta aparecia em outra história sem ser as dez noites. Vivendo (e acessando o Batman Guide) e aprendendo. Valeu.

  3. nos novos 52 como mudaram muita coisa nao sei se Tim foi adotado ou simplesmente continua o Drake mesmo e coisa de loco o que voce vai fazer quando comecar a postar os novos 52 fica a pergunta que gracas a sao crispinho tem uma infinidade de historias antes de 52 ate antes do reboot do reboot.
    gostei da historia e o cao chupando manga

  4. Alerta de spoiler, quem não quiser saber, não leia adiante.

    Realmente mudou bastante coisa. Eles por engano em alguma história fizeram citação de que o Tim Drake (Red Robin desde sempre nos Novos 52) tinha sido Robin, a DC mandou recolher a edição e corrigir. Nos Novos 52 Tim Drake NUNCA foi “Robin”, apesar de que já foi dupla do Batman assim como o Robin foi.

    A história dele mudou completamente, na nova versão ele nunca descobriu a identidade do Asa Noturna, nunca descobriu a do Batman, não estava presente na apresentação dos Graysons Voadores… enfim. Mas na nova história dele (que eu não vou entrar em detalhes agora) ele chega a ser adotado pelo Bruce sim, por razões diferentes da adoção antes dos Novos 52, mas de fato é. Pode conferir na Teen Titans #00.

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  10. Nossa gostei muito dessa Hq, cheio de mistério e talz. O final também ficou ótimo os quadros do Tim abraçando o Bruce, Duas-Caras jogando a moeda e o Tubarão Branco deitado.
    Seria interessante se nas adaptações aproveitassem mais os personagens secundários que geralmente são frequentes e ótimos nas histórias do Morcego. Nessa por exemplo o destaque vai para Jason Bard, o detetive é um personagem muito interessante.

    • É, como eu disse, tem personagens que somem (como o Bard) e outros que mudam tanto que ficam sem graça (como a Sasha Bordeaux). A DC tem um leque de personagens magnífico, aparentemente tão grande que eles chegam a ter o luxo de fazer testes, mudanças e “queima de arquivo”, como aconteceu no reboot.

  11. Parabéns pelo ótimo trabalho que está desenvolvendo com as histórias do Morcego e lançando uma nova luz sobre elas. Gostei muito da iniciativa. É interessante ver um ponto de vista que mostre coisas que nos escapam as vezes, em uma primeira leitura. Aproveitando, gostaria de saber se já leu uma saga que não é muito comentada: Batman Cidade do Crime de David Lapham que mostra o Morcego detetive, usando o recurso do disfarce para investigar crimes misteriosos no subúrbio de Gotham. Eu curti muito.

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