#75 – Batman: Descanse em Paz

“Bem-vindos a Gotham City. Claro que ninguém nunca disse que seria fácil destruir o Batman. […] Mas este auto-intitulado bem feitor, esse aristocratazinho arrogante e mimado está prestes a ter um merecido e duro despertar. […] O que estamos prestes a fazer será uma obra de arte. Nada menos que a completa e total ruína de um nobre espírito humano. “

Olá!
Espero que tenham gostado do texto da Crise Final, escrito pelo Augusto.
Até esse momento, eu e ele viemos construindo um caminho, uma “estrada” para a HQ que venho apresentar hoje até vocês. E finalmente chega um dos momentos cruciais para o Batman Guide, e um dos momentos definitivos para a cronologia do Morcego: “Batman – Descanse em Paz” é a HQ de hoje.

Para a leitura dessa HQ, recomenda-se fortemente que você tenha lido, ou pelo menos conheça em linhas gerais, as seguintes sagas:

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No roteiro temos Grant Morrison e na arte nomes como Andy Kubert, Jon Van Fleet, JH Williams III e Tony Daniel – só os “dinossauros” da DC Comics. Antes de começar, uma pequena citação de Morrison para a Comic Book Resourcs, a respeito do destino de Batman em “Descanse em Paz” – se era definitivamente o fim do Bruce Wayne. A tradução é minha, mas você pode ler o original aqui:

“Sim, mas como eu digo: é bem melhor que a morte. As pessoas tem matado os personagens no passado, mas pra mim, isso meio que encerra a história! Eu gosto de manter a história girando e se transformando. Então o que eu estou fazendo é um destino pior que a morte. Coisas que ninguém nunca imaginaria acontecer com esses caras.”

Um segundo detalhe que ficou um tanto quanto escondido na tradução de “RIP” para “Descanse em Paz”. Como você deve saber, a sigla “RIP” é o acrônimo de “Rest in Peace”, que é literalmente “Descanse em Paz”. Então qual é o problema? É que depois de muitos eventos, foi revelado que a sigla “RIP” não significava exatamente isso, e sim outra expressão em inglês. Revelarei isso para vocês posteriormente. Caso você queira saber direto o motivo, você pode ler nesse texto (vários spoilers!)
Posto isso, vamos para a análise das 20 edições que compõe “Batman: Descanse em Paz”.

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Começamos com o volume “Meia-Noite na Casa da Dor”, que é uma espécie de prelúdio para os eventos que se seguirão. Você se lembra da minha resenha sobre “A Luva Negra”? Terminamos com Bruce Wayne se revelando para Jezebel Jet: ele é Batman. De fato, algumas outras mulheres de sua vida já souberam dessa ligação: Silver St. Cloud (uma mulher com a qual se envolveu na série nos anos 70), Sasha Bordeux. Um detalhe a ser notado é que nos relacionamentos anteriores de Batman ele jamais se “entregou” tanto assim, mostrou suas vulnerabilidades. Um Batman com uma paixão assim, quase adolescente… Isso é possível? É como se ele sempre tivesse amado Jezebel Jet (lembre-se disso posteriormente). Devido a esses fatores, Tim Drake está preocupado com a sanidade mental de Batman, diante dos acontecimentos recentes . Ao discutir isso com Alfred, o fiel mordomo afirma que as grandes habilidades físicas e mentais não permitiriam que Bruce Wayne se perdesse em loucura.

“Você entende que patrão Bruce tem uma visão clara da busca pela perfeição humana a qual constantemente empenha-se. O domínio físico absoluto das artes marciais, ginástica e ioga, as habilidades dedutivas e lógicas dos principais filósofos, cientistas forenses e detetives, o entendimento, discernimento e objetividade moral dos supremos adeptos do zen… Devo continuar? […] Ele é uma mente como nenhuma outra. Eu tenho sérias dúvidas se algum de nós irá compreender completamente suas decisões, mas nunca devemos subestimar sua força e resistência.”

002Contudo, fica muito claro para nós que talvez essa não seja a realidade. Batman começa a se perder em meio aos seus próprios pensamentos, em meio as suas idéias, suas concepções. Por favor, não se esqueça desse fato do qual eu venho falando desde “A Luva Negra”: a sanidade mental de Bruce Wayne está cada vez mais deteriorada, fragmentada, o limite entre e o que é real e o que é ilusão está cada vez menos nítido.

003Bruce e Jezebel recebem um estranho convite: “A Luva Negra concede um convite à senhorita Jezebel Jet e ao senhor Bruce Wayne… O tema desta temporada: danse macabre”.
Enquanto isso, no Asilo Arkham, Coringa é submetido a um teste de Rorschach – você vai se lembrar da edição “O Palhaço à Meia-Noite” da HQ “Batman e Filho”, em que Coringa só enxerga dor, morte, tripas, sangue e destruição. Aqui não é diferente: por alguns instantes, vemos como Coringa enxerga as coisas, pessoas mortas e sangue por todo o lado. E instantes antes antes do efeito dos calmantes passarem, ele é convidado por alguém em nome de Luva Negra, para “a dança da morte do Batman”.

Vamos fazer uma pausa. Eu gostaria que você percebesse um padrão em alguns momentos dessa história: a presença do padrão de cores vermelho e preto.
Na verdade isso vem ocorrendo desde “Batman e Filho”: a coloração do céu no momento em que Coringa leva o tiro. O Batmóvel. Jezebel Jet, novo amor de Bruce Wayne: uma mulher negra com os cabelos vermelhos.
Em “A Luva Negra” esse padrão se repete inúmeras vezes durante a formulação da teoria para destruir Batman. Inúmeras roletas de jogos de azar aparecem, sempre vermelhas e pretas.
Por que existe essa sugestão?
Vamos retornar à história “O Palhaço à Meia Noite“, contida em Batman e Filho. Veja esse quadro:

Red and Black

Vamos também dar uma olhada nas páginas iniciais de “Crise Final”. Batman também percebe essa combinação que aparece várias vezes, e então vai até o Asilo Arkham investigar isso junto a Coringa. Leia essa sequência.
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De uma maneira simplificada, vermelho e preto significam a luta entre a vida e a morte, entre o “bem” e o “mal”, e essa sugestão de conceitos dá a Batman uma idéia do que ele vai enfrentar, o tempo todo.
Outro conceito com o qual você vai se deparar é a “Mão do Morto“, (“Dead Man’s Hand”). Essa é uma jogada de pôquer que consiste em um par de áses e um par de 8. Porém essa não é uma simples jogada, há uma lenda por trás dela; dê uma lida nesse trecho (Fonte)

“Em 2 de agosto de 1876, o jogador de pôquer profissional, pistoleiro, advogado e trambiqueiro Wild Bill Hickok foi até um saloon na cidade de Deadwood, Dakota, para faturar uns dólares em cima dos locais. Infelizmente, para ele, não achou uma cadeira vaga de costas para a parede e de frente para a porta, onde costumava sentar-se por precaução.
Interessado no jogo, ele se contentou com uma cadeira de costas para a porta. Má ideia.
Logo após receber um par de ás e um par de oito, todos pretos, um colega de profissão seu se aproximou por trás e o fuzilou na nuca. Como ele era uma espécie de celebridade no Velho Oeste, jornais publicaram várias matérias falando do sujeito e do jogo, com ênfase nas cartas na mão dele, que se tornariam sinal de mau presságio.”

Voltemos a “Descanse em Paz”. Na edição seguinte, “Batman no Submundo”, o Morcego está enfrentando um novo vilão mascarado de Gotham (mais um?) para saber o que todos nós nos perguntamos: Quem é o Luva Negra? Mas aparentemente aquele criminoso meia-boca não está envolvido com o Luva Negra. Gordon duvida de Batman, e dessa entidade/organização na qual ele anda insistindo tanto nos últimos tempos.
Enquanto isso, num prédio obscuro de Gotham, Dr. Hurt está combinando um novo plano contra Batman. Será um plano grandioso. Uma obra de arte, nada menos que “a completa e total ruína de um nobre espírito humano”. Questionado por um dos vilões se seria possível concluir uma tarefa que é tentada pelos inimigos de Batman há anos, Dr. Hurt responde: “Ninguém o conhece melhor que eu.” O método utilizado será a indução da frase Zur-En-Arrh, a frase gatilho implantada na mente de Batman anos atrás. Um botão, e Batman se autodestruirá.

Ao ver a capa das edições, perceba que Batman parece cada vez mais… “Afundar”. Assim como sua mente, louca e incerta. Ele está cada vez mais mentalmente instável, e você observará isso na bipolaridade das reações que tem ao conversar com Jezebel, por exemplo. Ela começa a discursar que talvez seja melhor ele superar o trauma da morte de seus pais e abandonar todo aquele “império” construído sob sangue, violência e tristeza. Esse quadro retrata como Batman se sente cada vez mais sufocado, engolfado por uma mente fragmentada, vulnerável. Todo o sofrimento parece chegar cada vez mais para cima dele, avolumar-se sobre suas costas.

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004É quando Jezebel sugere que A Luva Negra é… O próprio Bruce. E sua teoria faz sentido: quem conhece melhor que ninguém todas as fraquezas de Batman? Quem é o único humano páreo para um combate corpo-a-corpo com Bruce Wayne? Quem também adora mistérios, charadas, e tem tantos recursos bélicos e logísticos para declarar uma guerra contra Bruce Wayne, além dele mesmo? Mas ele não quer sucumbir. Ele não quer. Tanto que ele ignora uma série de documentos sobre esses casos – eles vivem sendo deixados em sua mesa por Alfred, esquecidos (!) por Bruce.

E essa edição termina com Batman tendo um colapso e sendo atacado pelo Clube de Vilões, assim como seu fiel mordomo Alfred.

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O próximo capítulo se chama “Zur-En-Arrh”. Certo, vamos parar um pouco nossa resenha para esclarecer um pouco sobre “Zur-en-Arrh”, recapitular seu surgimento e compreender seu significado.

005Já se sabia que Batman não estava em condições de aguentar o estresse mental a que é submetido todos os dias desde muito pequeno. Então, como você vai se lembrar da HQ “A Luva Negra“, o Dr. Hurt torna-se uma espécie de “especialista” em Batman, e ao estudar sua vida, entende que o que dá origem a Batman é o trauma, a violência que sofreu, as dores recorrentes do seu sofrimento, e de uma decisão de não tomar isso de maneira passiva. E então, em conjunto com o exército e o Departamento de Polícia de Gotham, Dr. Hurt conduz um experimento em que cria três “versões” de Batman para substituí-lo quando sua mente entrar em colapso definitivamente. Contudo, essa experiência não passa de um pretexto para que ele induza Batman a experimentos psíquicos e coloque nele a frase-gatilho “Zur-en-Arrh“. E o que diabos é uma frase-gatilho?
A frase Zur-En-Arrh é uma ferramenta que destrói a força de Batman, dispara nele um estado de fragilidade mental e consequentemente física – para que exponha sua fraqueza Como ele diz nessa HQ: “Os Meios extremos que o nosso garoto usou para se fortalecer são fortes indicadores da fraqueza que ele sente que precisa superar. Essa Fraqueza ainda está dentro dele”.
Agora você me pergunta porque dessa palavra, e não qualquer outra do dicionário de qualquer língua do mundo. Bom, eu vou te contar isso no final do texto.

Há uma história publicada na Batman #113 chamada “Batman – O Superman do Planeta X,” – você pode baixá-la clicando aqui. Batman, tendo inalado uma certa quantidade de gás tóxico liberado pelo Dr. Milo, fantasia com um sósia de outro planeta. O planeta se chama “Zur-En-Arrh”, e o Batman de lá é mais rápido, mais esperto, mais sagaz, mais capacitado, quase perfeito. Ou seja, era a perfeita materialização daquilo que ele mais desejava, a perfeição e plenitude.

Bom, agora que explicamos a origem dessa frase-gatilho, sabemos a armadilha a que Batman estava submetido e o quão perigoso seria o momento em que essa frase fosse disparada na cabeça de Wayne. E agora ele sucumbe à loucura de uma vez.
Bruce Wayne está perdido em Gotham City. Ele não faz a mínima ideia de quem seja, de onde veio, sua identidade secreta. Ele não perde todas as suas habilidades, como por exemplo a sua capacidade de defesa física, mas ainda assim não conhece mais sua identidade. Agora é a parte em que você me pergunta onde estão Alfred, Dick e Tim Drake. Entretanto, tudo havia sido muito bem planejado por Dr. Hurt: ele conseguira impedir todos aqueles que poderiam resgatar e salvar Batman. Alfred foi abatido agressivamente pelo Clube de Vilões. Dick Grayson foi fortemente drogado e provisoraiemente jogado no Arkham como se fosse um criminoso. O único que milagrosamente consegue fugir é Tim Drake, que se digna a dar uma olhada nos arquivos dos Casos/Arquivos Estranhos, que Batman vem ignorando por tanto tempo. Lá ele encontra referências a histórias das épocas mais antigas de Batman (um oferecimento de Grant Morrison). Descobre que o pai de Bruce, Thomas, já havia se vestido como um Homem Morcego numa festa.

006Vagando por Gotham City, Batman encontra Honor Jack, um misterioso homem que o entrega uma Bat-Rádio, um dispositivo que lembra as Mother Box descritas pelo Augusto no texto da Crise Final. Entretanto, uma revelação questiona o comprometimento mental de Wayne: ele descobre que Honor Jack havia morrido na noite anterior ao momento em que o encontrou.
Depois disso e de saber que precisa se localizar no mundo, o errante Bruce Wayne precisa começar sua experiência como ser humano do zero. É hora de renascer. Como o Batman de Zur-en-Arrh. O personagem de Bat-Mirim é um duende alienígena da 5ª dimensão, uma espécie de último elo entre o Batman de Zur-en-Arrh e a realidade.

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Sorteio Nihil, Fuck! – “O Que Aconteceu ao Cavaleiro das Trevas?” [ENCERRADO]

Olá!

Hoje teremos o sorteio da primeira edição de capa dura aqui no Batman Guide!
Essa edição é uma cortesia do queridíssimo Nihil, do blog Nihil, Fuck!, parceiro do Batman Guide desde o seu surgimento! O Nihil, Fuck! é um blog de conteúdo adulto, entretenimento geral, humor e reflexões filosóficas.

Com o roteiro do fenomenal Neil Gaiman e com arte de Andy Kubert, foi publicada em duas edições da série mensal do Batman e do Dectetive Comics, e compilada originalmente com o nome de “Whatever Happened to the Caped Crusader?” (O que aconteceu com o Cruzado Encapuzado?). Pela Panini, foi lançada em uma edição de luxo esse ano, com a tradução “O que aconteceu ao Cavaleiro das Trevas?” Particularmente, essa tradução não me deixou satisfeita, pois “Cruzado Encapuzado” é um título bastante adequado ao Batman, mas pouquíssimo utilizado aqui no Brasil. Mas eu entendo a necessidade de adaptar o título para “Cavaleiro das Trevas”, o título de maior impacto atribuído ao Batman. Essa edição da Panini conta ainda com outras histórias paralelas à trama central do Morcego. A resenha completa virá na semana que vem, junto com o resultado do sorteio!

Capa

Gostaria de agradecer ao Nihil pela gentileza e disposição em oferecer uma edição tão bacana para sortear aqui. Valeu, meu querido!

Então, vamos descobrir como ganhar essa HQ!

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ENTENDENDO: Crise Final

Preparem seus objetos pontiagudos, tochas e correntes, vamos falar do Grant Morrison. Brincadeira, foi só pra descontrair. Sabem que o sujeito não é muito “querido” por suas decisões dentro de histórias e tal.
Hoje estamos aqui reunidos em nome da “Crise Final”, lançada em 2008 pela DC comics. Uma grande saga escrita (como eu disse antes) pelo Grant Morrison, e desenhado por Dough Mahnke, Marco Rudy, Carlos Pacheco e J. G. Jones.
A história usa elementos que já existiam nas histórias da DC desde que o mundo é mundo, então tecnicamente eles não fizeram mais do que mesclar tudo de maneira equilibrada, fazer um crossover macabro de grande entre tudo que era elemento disponível e fazer tudo ter coerência (a parte complicada na vida do Morrison).

NOTA: Por favor, não confundir com as seguintes crises:

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Assim como na Crise Infinita, já lhes adianto que praticamente TUDO que ocorre de confuso ou sem pé nem cabeça, é devido a quantidade de informação que há dentro das histórias. Alguém ai sabe o que é a “Source” ou o “Source Wall”? Já ouviram falar de “Fourth World”? Sabem quem são Astorr e Drax? Pois é, informações inacessíveis dentro do universo Morcego. Não estamos falando de Gotham, estamos falando de vários universos, do Multiverso.
Sabem quando algum conhecido de vocês fala “Nossa, mas essas Crises são uma confusão”, “Caramba, mais uma crise?!”, eles tem razão, é confuso DEMAIS, pois envolve elementos espaciais, dimensionais, povos de outros planetas, coisas de origem desconhecidas… Enfim, é meio como tentar explicar a origem do universo, da vida e etc. A origem de certas coisas ainda tem que ficar em branco.
As consequências dessas ideias do Morrison sempre mudam consideravelmente as coisas no rumo das histórias, depois da Crise Final, então… A coisa mudou MUITO, principalmente nos títulos do Morcego e do Azulão (outrora chamados de Batman e Superman).
“Porque tanto se fala em ‘confusão’ nessa Crise?”. É simples. O Sr. Grant Morrison tem uma aptidão inigualável pra fazer merda. Antes que digam que eu cuspi pro alto, eu já elogiei SIM as consequências da Crise Final em algum texto, pois pra mim abriu um leque de possibilidades e situações inimagináveis no universo do morcego, foi brilhante MESMO as novidades e mudanças inseridas, mas o CAMINHO pra se chegar até ali, e o CAMINHO pra se retornar a normalidade… É ai que mora o problema.
O que ele fez na Crise Final foi bom, o que ele fez nas histórias do Batman antes e depois da Crise é onde mora o problema. Geralmente o problema dele com os roteiros do Batman é sempre o CAMINHO entre a cabeça dele e o papel, o caminho entre o início e o fim da ideia. O Morrison é bom roteirista pra coisas de existência, espaço, planetas, raças, blablabla, é complexo sim, não tiro mérito dele, mas pra escrever Batman não deveria ser uma pessoa assim.
Não sei dizer se o Morrison é a contraparte do Brian Azzarello, pois o Azzarello é um roteirista perfeito para tramas urbanas, e o Morrison para tramas universais. Não achem o fato de um universo ser maior que uma cidade faz o Morrison mais criativo que o Azzarello, muito pelo contrário, para se fazer uma trama urbana BOA tem que ser criativo pacas, pois a trama urbana tem mais compromisso com realidade e um leque menor de possibilidades, coisa que não existe nas tramas universais.
Roteiros urbanos do Morrison são como contar uma piada faltando um personagem, ou contar uma piada esquecendo de dizer que eles estavam em um avião com o Papa, o Fidel Castro e o Michael Jackson. Você lê as histórias com a nítida sensação de que perdeu algo, ou que deixou de ler alguma história. Ele é daqueles que mudam as coisas DE QUALQUER JEITO pra chegar no resultado que ele bolou inicialmente.
Um EXEMPLO: Se pra fazer uma crise na qual o Superman morre no fim ele precisasse fazer com que houvesse um tipo de kryptonita cor-de-burro-quando-foge que quando o Clark encosta ele automaticamente EXPLODE, o Morrison simplesmente colocaria essa kryptonita no roteiro e dane-se a origem dela, dane-se quem encontrou, como encontrou e porque isso explode o Clark. Pro Morrison TANTO FAZ esse tipo de coisa. Capaz dele dizer “essa kryptonita cor-de-burro-quando-foge já existia desde sempre, eles só não tinham conhecimento”.
Bom, isto posto, não esperem total coerência entre os fatos, e se dêem por satisfeitos dele ter saído da DC esse ano. Vou fazer um resumo da Crise Final, totalmente a estilo do texto da Crise Infinita que temos aqui no blog. Não estranhem se parecer faltar alguma explicação quanto a algo, algumas coisas realmente não tem explicação.

Parte 1

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Monitor e Anti-Monitor

Começando do início: Na Crise Infinita fomos apresentados a serem antiguíssimos como o Monitor e o Anti-Monitor, que tem vários bilhões de anos de idade, cerca de uns 13 bilhões que eu me lembre (não que eu tenha estado lá no início pra confirmar).
Apesar do Anti-Monitor usar a antimatéria e o outro ser a contraparte que “desfaz”, isso não necessariamente faz deles os criadores do universo, nem os seres mais antigos do mesmo. O Monitor e o Anti-Monitor surgiram quase junto com a criação (acidental) do multiverso, coisa que foi desencadeada por um cientista habitante do planeta Maltus, planeta este em que surgiu uma das primeira raças inteligentes do universo, os maltusianos.
Quem fez a cagada que gerou o multiverso foi um cientista maltusiano chamado Krona. Pois é, até então, não existiam outras dimensões. Nada de Earth 2, Earth 3, Earth1/New Earth nem nada. Era só o universo, sem outras versões.

Krona

Krona

Como eu disse, Krona era um maltusiano. Os maltusianos posteriormente então tornaram-se os Guardiões do Universo. “Porque?”
Krona tentou assistir o momento de criação do universo usando uma máquina de “mesclar tempo”, é como se fosse uma “viagem no tempo controlada”. O experimento deu errado, e de alguma forma ele corrompeu o momento da criação do universo, a energia meio que transbordou… É complicado explicar. Digamos que o nosso Big Bang teve janelas a mais por onde vazar e graças a isso criou mais de um universo. Todos eles coexistem separados por uma fina camada vibratória. Esse transbordamento gerou o multiverso.
Hoje em dia, do lado de cá das páginas, nós estamos ai com o LHC tentando recriar um bigbang. Daqui a pouco fazem um multiverso sem querer, daí eu quero ver. Vai ser um tal de “Não fui eu, foi minha versão da Earth 2” pra tudo que é canto.
Os maltusianos vendo a barbeiragem que o Krona fez, sentiram-se responsáveis por tudo, e decidiram então por proteger o universo, deixaram o planeta Maltus pra trás e mudando-se pro planeta “Oa”, que é a sede da Tropa dos Lanternas Verdes atualmente. “Porque foram justo pra Oa?” O planeta Oa fica exatamente no centro do universo e a partir dali eles mapearam o universo em setores. Oa fica no “Setor 0”, Maltus no “Setor 38”, a Terra fica no “Setor 2814”, Krypton no “Setor 2813”, Daxam (planeta do Mon-El) no “Setor 1760”, Tamaran (planeta da Starfire) no “Setor 2828” e daí seguem as divisões.
Muito bem. Em uma das luas de Oa, nasce o Monitor, que é tipo a personificação de toda energia positiva dos universos. Como o multiverso é cheio de facetas, um dos universos que nasceram a partir da burrada do Krona foi o universo Anti-Matéria, que é uma cópia do nosso, só que todo ferrado em negatividade. Lá, o planeta que fica no centro do universo (equivalente a Oa) é Qwarf, e em numa lua de Qwarf quem nasce? O Anti-Monitor, a personificação de toda energia negativa.
O Monitor e o Anti-Monitor entram naquela guerra de bilhões de anos atrás que termina com ambos desacordados por uns 9 bilhões de anos, e acontece a “Crise nas Infinitas Terras”, onde eles morrem. Com a morte deles, surge um novo monitor em cada universo, e no fim das contas os monitores se juntam para fazer tipo uma “vigilância geral comunitária” de todos os universos, todos juntos. Ótimo? Não, pois sempre tem a maçã podre. Mais pra frente explico.

Malthusianos

Maltusianos

Em Oa os maltusianos perderam a aparência alta e cinza com cabelos negros, e a medida que envelheceram ficaram um tanto diferentes. Sabem aqueles “chefes” dos Lanternas Verdes? Vocês que já leram alguma história dos Lanternas Verdes com certeza já devem ter visto. São anões azuis voadores de roupa vermelha. Então, esses são os maltusianos. Ficaram aliviados de lembrar que eles são dos quadrinhos e não de alguma alucinação proveniente de absinto ou LSD? É, eu também.
Então, pra que esse discurso todo sobre os Guardiões e os Monitores? Mostrar a origem do multiverso e para dar uma noção de TEMPO, pois ainda faltam mais coisas bilhões de anos antes da origem do multiverso, coisas mais pra trás no único universo que existia até a gracinha do Krona.
A fonte de tudo que existe no universo, é a “Source”, ou Fonte mesmo, tanto faz. Chamarei de Source porque é o original. A Source, obviamente veio antes dos Monitores, antes dos maltusianos, antes de tudo. Digamos que é o olho do Big Bang. A Source é protegida por um muro, a “Source Wall” (Ah vá, sério?). Esse Source Wall não é algo com o que se brinque, dali não se passa, quem tenta simplesmente fica preso pra eternidade, seja lá que tipo de ser você seja. A Source (e por consequência a Source Wall) ficam no limite do que se conhece como universo.
Sejamos sinceros, se fosse pra definir a Source como alguma coisa, seria o que muitas religiões chamam de “Deus”. Isto posto, vamos para o tópico seguinte: Os mundos.
Eu disse lá em cima que os maltusianos foram uma das primeiras raças, mas não a primeira. Vou dar números aproximados, não me venham cobrar exatidão pois eu não tenho todas fontes disponíveis. Monitor e Anti-monitor devem ter uns 13 bilhões de anos, os maltusianos devem ter seus 15 bilhões… Mas antes de todos eles existiam os Deuses Antigos, esses com seus 18 bilhões de anos.
Digamos que as eras fossem separadas em “primeiro mundo”, “segundo mundo” e daí por diante. Esses deuses antigos viveram no que foi o “primeiro mundo” e “segundo mundo”, em um planeta chamado God World. No “primeiro mundo” (lembrando que é pra enxergar isso como contagem de tempo) as formas humanóides que se desenvolveram foram ganhando dons divinos, e quando essas formas humanóides tornaram-se deuses, entramos no “segundo mundo”.
Nessa parte digamos que a coisa ficou bem “Thor”. Lá pelo final do “segundo mundo” estoura uma guerra entre esses deuses, havia o lado do bem e o lado do mal, no lado do mal havia um tal de “Lokee”, que era o filho de consideração do governante entre os deuses, e devido a guerra entre os antigos deuses que eram absurdamente poderosos… BOOOM, God World fez o Harlem Shake e explodiu. Quase todo mundo morreu.

Highfather Izaya

Highfather Izaya

A explosão de God World gerou a “God Wave”, uma onda divina mesmo, que espalhou a essência de God World por todo o universo, possibilitando o surgimento de deuses (ou seres de poderes semelhante aos deles) em todos os planetas atingidos. Começa então o “terceiro mundo”, nessa época enfim ocorre o primeiro povoamento na Terra.
Os que sobraram de God World se separaram em dois planetas… Os bons formaram New Genesis, e os maus formaram Apokolips. E adivinhem só, depois que esses sujeitos de New Genesis e Apokolips conseguiram poderes semelhantes aos dos deuses antigos um tempo depois… Entraram em guerra de novo, dando inicio ao “quarto mundo”. Tanto New Genesis quanto Apokolips ficam no “Setor 38”.

Outro tópico encerrado, agora o tópico seguinte é: Os Novos Deuses.

New Genesis

New Genesis

New Genesis é um planeta pacífico e limpo, coberto pela natureza, muitas florestas, rios… E sua única cidade é uma ilha flutuante chamada Supertown. O manda-chuva de New Genesis se chama Izaya. Após seu primeiro encontro com a “Source”, ele mudou seu nome para “Highfather” (Pai Celestial), e trouxe a sabedoria adquirida com a Source para seu povo.

Highfather Izaya também foi o responsável por um experimento que consistia em selecionar alguns habitantes da Terra para serem levados para viver New Genesis. Esses passaram a ser chamados de “Forever People”. Darkseid até sequestrou uma dessas pessoas, e o Superman se meteu pra resolver. Enfim, são outros 500 que não vem tanto ao caso.

Apokolips

Apokolips… É localizada em um ponto vibracional entre o mundo físico que conhecemos e o inferno. É um lugar coberto de fogo, sem recursos, literalmente um inferno. Quem dá as ordens por lá? Uxas, posteriormente conhecido como Darkseid. Nem sempre foi ele, até porque nem sempre ele foi poderoso como é, esse poder “divino” veio através de um monte de jogadas e traições.

Uxas é irmão de Drax, ambos filhos do rei de Apokolips, que se perdeu há tempos no Source Wall. Drax era muito pacífico, e Uxas muito violento. O reino cairia para Drax que é herdeiro mais velho, mas Uxas é quem queria o trono, então ele simplesmente mata o irmão, que na verdade não morre, mas até ali Uxas não sabia.

Infinity Man

Infinity Man

Drax foi salvo pelo “Infinity man”, um cara chamado Astorr, cheio dos poderes e tal… Mas Astorr já estava nas últimas devido a idade avançada (não é tão “Infinity” assim, tá pior que a Tim), e pouco tempo após salvar Drax, Astorr morre e passa o cargo Infinity Man para Drax. Ele só vem a exercer o papel de Infinity Man após algum tempo de treino e estudos, mas assim que a coisa se torna oficial, ele vai a New Genesis servir ao Highfather.

Uxas

Uxas (Darkseid)

Bom, voltando ao Uxas, depois das tais jogadas e traições e conexão com a dimensão Ômega ele conseguiu poder suficiente, tornando-se o gorilão chefe de Apokolips, e adotando o nome de DARKSEID. O sonho do Darkseid não era coisa simples. Alguns se satisfazem ao rodar o pião do bau e ganhar uma casa, mas o Darkseid não… Ele queria mais. Ele queria a Equação Anti-Vida.
“Putz cara… Matemática nessa altura do campeonato?”. Calma lá, se fosse matemática nem eu iria gostar. A matemática é uma ciência exata, só que no caso dessa equação, os fatores são elementos de ciências humanas, ou seja, sentimentos e coisas do gênero. Uma expressão matemática onde no lugar dos números temos sentimentos e conceitos. A equação é a seguinte:

Solidão + Alienação + Medo + Desespero + Auto-estima ÷ Zombaria ÷ Condenação ÷ Desentendimento x Culpa x Vergonha x Falha x Juízo… n = y, onde y = esperança e n = loucura, amor = mentiras, vida = morte, eu = Dark side

Quando essa equação é dita na mente de um ser vivo, ele ganha a certeza de que a vida, a esperança e a liberdade não tem sentido. A equação anula o livre arbítrio de qualquer ser. Tá bom ou querem mais? Porque tem mais. Posteriormente é revelado que a Equação Anti-Vida na verdade é uma entidade viva, mais exatamente a contraparte da Source. A Equação Anti-vida é o outro lado da moeda, o yang.

Orion

Orion

Ai então novamente entram as guerras entre New Genesis e Apokolips. Mas como tudo demais na vida cansa, eles entraram em um tratado de paz bem diferente. Para mostrar que estão “na boa” um com o outro, Highfather e Darkseid fazem uma troca… De filhos. Isso ai, Darkseid manda seu filho Orion para ser criado em New Genesis e Highfather manda seu filho Scott Free (Mister Miracle, Senhor Milagre) para viver em Apokolips.
Orion cresce aprendendo a controlar sua fúria e se torna o maior guerreiro do mundo. Já Scott, cresce sendo criado por uma serva sádica do Darkseid, a Granny Goodness. Esse Scott tem um talento natural para… Escapar. Ele é o que chamam de “escape artist”. O Batman, por exemplo, também é um escape artist, mas o Scott… É outro nível. Uma frase do próprio Batman quanto ao Scott:

“Ele não se tornou o maior mestre de fugas do mundo pelos aplausos. Ele fez isso para sobreviver”.

Mister Miracle

Scott Free (Mister Miracle)

Scott tinha a bondade natural de New Genesis, e não se deixou levar por todo sofrimento e absurdos de Apokolips. A habilidade de escapar de tudo que é armadilha ou situação chamou a atenção de um sujeito chamado Himon. Ele é outro dos novos deuses, originalmente um cientista de New Genesis, que vive escondido em Apokolips.

Esse Himon é um inventor de primeira, ele é o descobridor do “Elemento X”, um material que é usado pra fazer outra de suas invenções, a “Mother Box”. Essa Mother Box é usada por praticamente todos os novos deuses, mais frequentemente encontrada em New Genesis.

Mother Box

Mother Box

Nem mesmo os próprios usuários sabem de todas capacidades das Mother Box, e dentre as habilidades estão: Mudar a constante gravitacional de uma área, transferir energia de um lugar pro outro, controlar o estado mental de outra pessoa, se comunicar por telepatia com outra forma de vida, manipular a força da vida e salvar pessoas de ferimentos letais, tomar controle de outras máquinas, evoluir outras máquinas, manter o usuário vivo em ambientes nocivos a sua saúde, tipo espaço ou lugares com veneno, e uma das principais funções, abrir e fechar os “Boom Tubes”.
Os Boom Tubes são como portais. Para quem tem alguma noção de astronomia, é o equivalente a um wormhole, ou buraco de minhoca. A teoria de que o caminho mais curto entre dois pontos NÃO É seguir uma reta, mas sim unir os dois pontos.
Há algumas Mother Boxes que tem capacidades diferentes. A Mother Box do Orion (filho do Darkseid) controla a raiva dele e também sua aparência. A do “Forever People” tem a capacidade de invocar o Infinity Man… E daí por diante.
Himon ensina o Scott a fazer a tal Mother Box. Essas caixas são tipo uma conexão com a Source, uma “conexão com o divino”. Com que cargas d’água o Himon criou algo que se conecta com a Source eu não sei. As Mother Box são caixas que aparentam ter quase o tamanho de uma fita k7, mas apesar de serem super computadores, ainda assim são organismos vivos.
Citação por fora… Há lendas antigas sobre um aparelho semelhante aqui do lado de fora dos quadrinhos, aqui mesmo no mundo onde vivemos. Explicaria muita coisa sobre nossas antigas civilizações. Alguns arqueólogos e estudiosos dizem que pra cortar e mover aquelas pedras de toneladas que nem mesmo nossas máquinas de hoje conseguiriam, os Incas usavam um aparelho de tamanho não muito maior que um controle remoto de TV, cedido por seres que vieram do espaço.
Há alguns daqueles registros antigos em paredes que mostram humanos usando algo do gênero pra cortar e mover os grandes blocos, e também havia algumas outras funções, acho que as pessoas voavam quando estavam em posse daquilo, enfim. Eu sabia o nome dado ao tal aparelho, mas esqueci e não encontro mais em lugar nenhum. Em todo caso, provavelmente a Mother Box foi baseada nisso.

Big Barda

Big Barda

Voltando ao Scott Free… Ele se apaixonou por Big Barda, uma mulher que fazia parte da tropa feminina de seguranças do Darkseid. É, o velho mano Uxas tinha guarda feminina igual o finado Muammar Gaddafi lá da Líbia. Por fim ela também se apaixonou por ele (o Scott, não o Gaddafi) e se casaram lá (em Apokolips, não na Líbia).
Com o tempo, claro, ficou inviável continuar lá, então Scott fugiu pra Terra, onde virou amigo de um escape artist que trabalhava em circo, um homem que usava o nome de Mister Miracle no palco. Após a morte desse homem, Scott assume o nome de Mister Miracle pra si. Big Barda também fugiu pra terra e eles passaram a viver juntos.

Esses Novos Deuses apesar do nome “deuses” e etc… também morrem. O Highfather teve seu momento e cantou pra subir. Quem entrou no lugar? Alguém que estiva a altura, supomos. Ai entra um que não citei ainda, Takion.

Takion

Takion

Joshua Saunders é o nome real de Takion. Ele foi escolhido pelo próprio Highfather em vida, pois este em sua sabedoria e poderes viu que Joshua era um homem sem destino. Então Joshua tornou-se parte da Source, passando a ser conhecido como “Takion of the Source”, Takion da Fonte, ou coisa assim na tradução.
O sujeito ficou incrivelmente mais poderoso, e assim que o Highfather bateu as botas divinas ele entrou como cabeça de New Genesis. A intenção do Highfather era simples, ao morrer, ele se tornou uma coisa só junto da Source. Fique claro que ele não “se tornou” a Source, nem responde por ela nem nada do tipo, ele apenas “faz parte”. Como o Takion também era tipo um canal ambulante da Source, mesmo depois de morto, o Highfather original poderia assumir controle de Takion, como se ele fosse seu avatar.
Tecnicamente, quem deveria assumir como novo Highfather era o Scott Free, o Miracle Man, mas esse recusou, não restando então muitas opções pro Highfather Izaya.
Independente do rumo que os filhos trocados tomaram… Apokolips e New Genesis continuaram trocando farpas, então a Source tomou uma decisão: Acabar com a Guerra.
Agora sim, depois disso tudo explicado, finalmente, começará o resumo da CRISE FINAL. Tudo que escrevi até agora foi com uma única intenção. Digamos que nem tanto “por mim”, mas por uma das principais qualidades do Batman Guide que já existia desde o primeiro dia, muito antes de eu sequer cogitar a escrever aqui. Ajudar quem está começando.
Não importa tanto o que eu “penso”, apesar de eu gostar de deixar claro. Na vida sempre temos uma escolha, só contra a morte não há escolhas. Médicos fazem um juramento que os comprometem a cuidar até mesmo do pior criminoso. Eu particularmente deixaria a vagabundagem pra morrer, mas se eu me tornei médico e fiz a porcaria do juramento, eu seguirei, pois eu tinha a opção de não fazer. Se eu fiz, eu sigo. Dane-se o resto.
Ao entrar pro Batman Guide assumi esse compromisso primário de fazer os textos pensando em quem está lendo pela primeira vez. Eu dispensaria mais da metade dessas explicações sobre a ”origem do universo” da DC, mas acho que pra entender a Crise Final é bom saber de todos esses detalhes. Até porque o Batman, nosso foco do blog, vive dentro desse universo que citei, e eu NUNCA vi um resumo assim das origens dos povos e multiverso.
Não que eu tenha fornecido TUDO o que há de detalhes sobre o universo da DC, mas será um adianto para quem quer entender. Eu posso SIM ter errado alguma coisa nesse “resumo do universo” segundo a DC. Se realmente errei, espero que possam transformar meus erros em degraus para complementos.

Ok, Crise Final.

Parte 2

A Source achou que acabando com o “quarto mundo” e com os Novos Deuses, Apokolips e New Genesis finalmente acabariam com sua guerra. Como diria Confuso Sobrinho, “pelo sim pelo não, como a gente fica?”. A guerra resultou na vitória de Apokolips, Darkseid conseguiu o que mais queria, a Equação Anti-Vida.

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#74 – Batman: A Luva Negra

“E se houver um vilão supremo lá fora, ainda não visto? Uma mente brilhante absoluta, voltada totalmente para matar? E se existisse um inimigo invisível e implacável, que calculasse todas as minhas fraquezas? Que tivesse acesso a aliados, armas e táticas que eu nem pudesse imaginar… Um adversário cujos planos e esquemas fossem tão vastos, tão elaborados que passassem despercebidos… Até que fosse muito tarde. Como eu poderia me preparar para um desafio como esse? Eu teria recursos para lidar com isso? Eu frequentemente me pergunto.”

Olá!
Sejam bem-vindos a mais uma resenha do Batman Guide!
A HQ de hoje é a última antes de dois eventos importantes para a cronologia do Morcego – e do próprio universo DC em si. Com roteiro de Grant Morrison e arte de J. H. Williams III, Tony S. Daniel e Andy Kubert, esse encadernado foi lançado pela Panini em uma edição deluxe em junho de 2012. Espero que vocês gostem da resenha!
Batman: A Luva Negra (Batman: The Black Glove, agosto de 2007 a maio de 2008)

Para a leitura dessa HQ, recomenda-se fortemente que você tenha lido, ou pelo menos conheça em linhas gerais, as seguintes sagas:

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Na verdade, o encadernado de “Luva Negra” traz duas grandes histórias: a primeira com 3 edições (coleta as edições da série mensal de Batman #667-669) e a segunda com quatro edições (Batman #672-#675). Para descrever essa coleção, vou adotar a seguinte metodologia: falar um pouco de cada uma das 7 histórias, e depois tentar passar a importância dessa compilação para esse momento do Morcego.

Vamos para o primeiro arco.
A primeira história se chama “A ilha do Senhor Mayhew”. Somos levados a um lugar misterioso, onde está havendo uma reunião misteriosa com pessoas misteriosas. Mas logo descobrimos: trata-se de uma reunião dos Batmen de Todas as Nações. E quem são esses caras? Os “Batmen of All Nations” são uma equipe de heróis inspiradas no morcego, cada uma espalhada em um país do mundo. Essa ideia surgiu nos anos 50, devido à inspiração que Batman trouxe ao mundo, e se reuniam sob a alcunha de “Clube de Heróis”.
Nessa HQ, temos os seguintes Batmen (e é ótimo que vocês leiam isso antes de ler a HQ, para não ficarem absolutamente perdidos como eu um dia fiquei na primeira leitura):

 O Cavaleiro (Inglaterra), cujo nome verdadeiro é Cyril Sheldrake, e sua sidekick Square (Escudeira).
 Mosqueteiro (França)
Homem-dos-Morcegos e seu sidekick Corvo Vermelho (Estados Unidos), que são descendentes de indígenas.
Wingman ou Alado (Suécia)
Gaúcho (Argentina)
Dark Ranger (Austrália)
O Legionário (Itália)

Batmen

001Entretanto, essa ideia não foi muito para frente. A iniciativa de Grant Morrison de recuperar esse conceito quase esquecido se sai muito bem nessa edição, como falarei mais no fim do texto. Feita essa introdução, vocês poderão contemplar com assombro a perspectiva de vários Batmen reunidos, com roupas inspiradas no traje do Morcego. É engraçado no começo porque todos os “Batmen” (e “Robins”) estão reunidos contando casos de como tem sido esses anos, conversando e brincando com o fato de que o verdadeiro Batman (Bruce Wayne) jamais se dignaria a dar as caras por ali – e eis que surge o Morcego original em pessoa pela porte, imponente, deixando todos estupefatos. Batman continua sendo uma grande inspiração para eles. É hora de descobrir porque todos estão ali reunidos.
002Engana-se quem pensa que o Clube de Heróis está ali reunido para tomar um café e discutir sobre o quão incômodo é usar uma roupa colada e pular de prédios de madrugada. Há um sério caso para se resolver. Eles foram convocados pelo bilionário John Mayhew, mantenedor do Clube de Heróis. De fato, há um vídeo. Gravado por Mayhew.
Mas não é ele. Ele está morto. E alguém está usando sua pele. O plano de fundo é a pintura “The Triumph of Death”, de Pieter Bruegel. Essa pessoa convida os Batmen para desvendarem esse mistério, como uma cortesia de alguém que se intitula Luva Negra. E é melhor eles solucionarem logo… Antes que também acabem mortos.
Destaque para a primeira capa: uma foto do Batman e o Clube de Heróis nos moldes da Era de Prata, que mostra um Batman quase “feliz” e seus representantes ao redor do mundo, com o reflexo do sério e solitário Batman atual refletido em sangue. Pesado.

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004A segunda história, sob o nome de “Agora estamos mortos!”, é uma continuação, mas com um diferencial: essa edição está começa com uma lembrança de alguém, e é ilustrada de acordo com as histórias típicas dos anos 50. Morrison nos ajuda a conhecer aos poucos cada um dos Batmen. Trata-se da memória de Cyril, “O Cavaleiro” da Inglaterra, e da morte de seu pai durante uma reunião do Clube dos Heróis. De fato, eles podem se inspirar em Batman, mas eles são humanos normais que às vezes sentem os nervos à flor da pele. Quem matara o pai de Cyril? 003Flashback feito, voltamos à terrível realidade: Legionário, o representante italiano de Batman, é morto com 23 facadas por alguém a mando do ameaçador homem do vídeo. E o assassino está dentro da Mansão. Pode ser qualquer um deles.
Cena engraçada é quando Wingman desconfia de Batman, dizendo que ele podia ser ao assassino, porque ninguém sabia se quem estava debaixo da máscara realmente era Batman – e Batman se aproxima sorrateiramente por trás e ironiza a guarda baixa de Wingman, dizendo “Se eu não fosse, você já estaria morto.”
005Cyril é pego e envenenado. Por sorte, o Homem-dos-Morcegos tem habilidades médicas e se prepara para salvá-lo. Enquanto isso, o restante dos Batmen prossegue na sua procura pelo assassino à solta na Mansão, e eis que um detalhe amedrontador acontece… Uma armadura se move! Isso é tão típico de livros de mistério, assim como toda a HQ, cheia de pistas para os leitores tentarem desvendar. Quem será o assassino? Ou talvez, como Mosqueteiro propõe, seja… Um grupo diametralmente oposto ao Clube de Heróis? Luva Negra tem um trunfo: sequestrou todos os três sidekicks ali presentes. Você, caro leitor, já descobriu quem está matando e ferindo todos os Batmen?
006A terceira história é “O Cavaleiro das Trevas tem que morrer”. Mais dos Homens-Morcegos são abatidos. Estão sobrando poucos. Agora os Batmen que sobraram precisam ir atrás dos garotos, enquanto tentam não ser mortos por uma ameaça que pode estar ao lado deles. Em um golpe de genialidade, no último minuto Batman consegue desvendar o mistério, e precisa lutar contra ele antes que Corvo Vermelho, Robin e Squire sejam jogados em um lago de piranhas carnívoras famintas ou picados até a morte por vespas assassinas. E bem, tentar fazer isso antes que a Mansão exploda com os explosivos escondidos. Eles conseguirão se salvar?
007O que podemos retirar dessa história é a importância que Batman tem no mundo atual. Batman é quase perfeito. É um ser humano que atingiu um nível de habilidades tão grande que pode ser comparado a um deus. Se não fosse por Batman, o mundo seria ser um caos enorme. O próprio Clube dos Heróis só é um fracasso porque Batman não participa da iniciativa – se participasse, seria quase uma Liga da Justiça de humanos (analogia minha).
Esse arco é bem empolgante, como um livro de mistérios em que ficamos tentando descobrir quem é o culpado. A arte de John van Fleet, como sempre, é excelente. Os grandes quadros são de encher os olhos, e os ângulos que ele capta mostram sempre a importância do personagem naquela cena. As cenas de luta, o sombreamento, as técnicas que remetem à colagem, as referências artísticas, é tudo deslumbrante – não lembro de outra HQ igual a essa.

Legionário

008

O segundo arco vai precisar que você relembre os eventos da terceira história da HQ “Batman e Filho”.
Quando postei Batman e Filho optei por apresentar o roteiro de forma mais corrida para não confundir a cabeça de vocês (afinal, o conceito de “Três Fantasmas” daquele arco só será útil agora). Então vamos fazer uma revisão dos acontecimentos do terceiro arco daquela HQ.

[Atenção: esse trecho é uma análise da terceira história da HQ “Batman e Filho”]
Aquela saga, que recebe o nome de “Os Três Fantasmas de Batman”, nos conta que algumas garotas sendo mortas após terem marcado programas com policiais. Batman vai até o lugar onde elas estão desaparecendo, um obscuro prédio abandonado com corpos de prostitutas jogados, e dá de cara com um homem com uma versão alterada do uniforme de Batman – mas não é um homem, é um policial gigante, poderoso, duas vezes o tamanho de Batman, que o golpeia e deixa uma marca gigante de pé nas costas de Batman.
009Na segunda HQ, Morrison sugere que Batman se utiliza de compostos químicos para se manter na ativa. Isso o dá força física, mas como efeito colateral causa alucinações que beiram a esquizofrenia. Depois de apanhar demais do policial-gigante, Batman dorme (finalmente) e sonha com seu filho Damian em frente a três versões grotescas dele, com o seguinte recado: “Pai. O Terceiro fantasma é o pior de todos.” Batman desconfia que se trata de um arquivo que ele possui chamado “Casos Inexplicáveis” – situações em Gotham que envolvem eventos misteriosos como vampiros, fantasmas, discos voadores e viagens no tempo. Batman quer descobrir quem são esses três fantasmas dele mesmo: Um Batman assassino armado, um Batman bestial fortemente drogado, e o terceiro, ainda pior… Um Batman que vendeu sua alma ao demônio em troca da destruição de Gotham. Esses três fantasmas alteram a sanidade mental de Batman.
É Michael Lane, o Terceiro Fantasma, que está presente na elsewords de Batman #666, em um mundo apocalíptico destruído e moralmente questionável. O fim do mundo está batendo à porta de Gotham, devido ao pacto com o demônio realizado por ele. Batman é Damian Wayne, um Batman que mata, em meio a sacrifícios satânicos, heresias e um armaggedom iminente. O Terceiro Fantasma (ou Terceiro Homem) é demoníaco e perigoso.

Voltemos à análise desse segundo arco de “A Luva Negra”.

A primeira edição se chama “Medicina Espacial”. O Terceiro Fantasma (ou Sleeper) está fazendo um ataque à estação de polícia. Ele tem um grande poder de fogo, e a Polícia de Gotham não consegue detê-lo, e Batman chega para tentar impedir o pior (ele escapa quando estava saltando de paraquedas com Jezebel Jet) quando é brutalmente baleado no peito pelo Terceiro Fantasma.

012 Continuar lendo

Ganhador do Sorteio EMPÓRIO HQ: “Batman – O Cálice”

Olá! 😉
Já chegou a HQ que o Roberto Ribeiro ganhou no sorteio promovido pela Empório HQ, da edição de luxo da revista “Batman – O Cálice”! E ele mandou a foto:

Roberto

Valeu, Roberto!
Se você não ganhou, não fique triste! Não deixe de conhecer a Empório HQ, os preços de lá são realmente muito bons. Essa semana passei por lá e comprei a saga “Mulher-Gato” por apenas R$ 5, em ótimo estado! Também comprei uma Elsewords bastante interessante chamada “Terror Sagrado”, por R$ 3! E o atendimento é muito bom também, eles te ajudam a achar qualquer saga no acervo deles, que contempla também mangás (coleções completas, inclusive) e DVDs. São atenciosos e te deixam bem à vontade. Eu não estou sendo paga nem recebendo revistas para falar isso, é que eu gosto muito dessa loja!

E fique ligadinho no Batman Guide, vai ter outro sorteio muito em breve!

#73 – Batman: Coração do Silêncio

“Desta vez eu atingirei Wayne direto em seu coração. Pois apenas sua completa destruição pelas minhas mãos exorcizará os demônios do meu passado.”

Essa frase define bem do que se trata essa história. Vingança atrás de vingança.
Boa noite a vocês, presumindo que queiram ler isso no clima da grande e velha Gotham. Esta é a saga “Coração do Silêncio”, escrita por Paul Dini e desenhada por Dustin Nguyen, já no novo milênio, praticamente um dos últimos passos antes do morcego entrar na saga “RIP”.
É uma história de certa forma realista, com planos e consequências bastante humanas. Não é um ás pra se jogar sozinho na mesa caso queiram apresentar o morcego a alguém, mas dentro de um bom pacote com histórias selecionadas, essa merecia ir dentro.
Mão no peito e cuidado com cada sombra, vamos lá. (“Batman: Heart of Hush”, setembro de 2008 a janeiro de 2009).

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001“Coração do Silêncio” foi só uma das dores de cabeça que antecederam a maior de todas que o Morcego podia ter. Uma história um tanto reveladora, que mostra um Batman deixando seus sentimento expostos a uma mulher, uma história cujo primeiro quadro já dita bem qual será o ritmo das coisas, uma corrida. Teremos a oportunidade de entender melhor o passado de Thomas Elliot, o Silêncio, e a ruína desta mesma família que, junto a dos Wayne e Cobblepot, era uma das 3 maiores de Gotham City.
A arte dessa revista tem pontos altos e baixos quase por igual. É uma arte clara de entender, sem grandes “inovações” daquelas que é tão “nova” que acaba enrolando ou atrapalhando. Organização de quadros, ações e falas bem simples e diretos. Os dois pontos negativos que peguei do Dustin nos desenhos são fáceis de perceber.
Primeiro: tudo feito com muitas retas, deixando o desenho com aparência meio quadriculada/retangular, algo como os primeiros personagens 3D dos videogames.
002Segundo: Essa parte talvez não seja totalmente responsabilidade do Dustin, mas também do colorista. Os desenhos falham no degradê entre as cores luz/sombra. Reparem que você pode praticamente traçar uma linha no local onde o colorido muda, não tem aquele efeito “fade”. Da luz para a sombra não é aquele efeito progressivo de escurecimento, você praticamente traça uma linha, pinta de uma cor onde tem que ser claro, e de outra cor onde é escuro. Tipo colagem de criança.
003Não estou condenando os desenhos do Dustin, só apontando o que notei. Ele desenha bem, e trem criatividade para as cenas, ele soube passar bem com seus traços o “sentimento” da história, tanto a frustração do passado do Silêncio quanto a raiva do Bruce no presente diante dos ocorridos. Fora que para detalhar ele deve ter perdido um bom tempo. Reparem na coronha das armas e nas marcas das bandagens do Silêncio. Fora que ele faz o esquema de “silhueta sombria” do Batman como tanto gosto. Agora começarei a narrativa da história.
Vamos começar já na correria, acompanhando um sujeito fugindo de cães. Mulher-Gato o faz escapar de terminar igual um antilope na savana. Ela dá uma chicotada na fuça do cachorro e o tal fugitivo dispara o gancho que substitui sua mão direita, agarra a Mulher-Gato pela cintura e vão para um terraço.
004O camarada já dá uma de capitão gancho com uma garra de 3 pontas no lugar da mão direita, e pra terminar de surpreender ele dispara a tal garra igual o gancho do Batman. Oh claro, era o Batman. Esse é “Knox Canhoto”, outro disfarce do morcego, assim como o Fósforos Malone.
Ele troca de roupa no alto do prédio e parte aos pulos com Selina pelos terraços de Gotham. Eles não contavam com o fato de estarem sendo observados pelo mal-caráter que deu nome e razão ao título do arco… O Silêncio. O Doutor. Thomas Elliot, herdeiro de uma das 3 maiores famílias de Gotham City.
Todos os 3 personagens principais aparecem logo nas primeiras páginas. Batman, Mulher-Gato e Silêncio. Um fará algo com outro, e o que restou vai correr atrás do prejuízo. Confuso? Que nada, até fácil demais, sigamos o curso da história.
Ocorrem duas passagem solo do Elliot. A primeira é enquanto observa o morcego e a gata, de um local próximo a um hospital. Um morador de rua o aborda, não como o morador de rua abordou o Zsasz, foi na bondade, lhe informando que o hospital estava fechado. Elliot viu um prato cheio ali. Porque? Ele está colecionando gente. Não é nada como um “Dead Human Collection”, nem nada a estilo de “Olhos Famintos”, ele está dopando diversas pessoas com algo que as deixa um tanto “estilo zumbi” e sob seu controle, e as colocando dentro do tal hospital como seus “funcionários”.
Podemos ver que seja lá o que o Elliot quer, ele pegou pesado nos investimentos. Como eu estava dizendo, essa foi a “primeira passagem” de chegada do Elliot nesse arco, a segunda logo consecutiva, é ele falando de si, de sua história e da história de sua familia.
Segundo seu depoimento para os leitores, seu pai era um ricasso de familia nobre de Gotham, que vivia desgostoso com a vida, fazendo nada, bêbado, isso quando não estava gastando milhões em alguma coisa que lhe encheu os olhos no momento, como carros, aviões, mulheres. Parece aquela raposa dos desenhos do Pica-Pau ao conseguir dinheiro: “Carros… Mulheres … Iates… Mulheres… Mansões… Mulheres…”.
006E sua mãe… Ah a mãe do jovem Thomas… Não saia das baladas com a tia do bátema. Brincadeira. A mãe do Thomas era uma mulher normal, que ficou rica ao casar com o Elliot-mor, só que ela o tempo inteiro achava que ela e seu filho deviam mostrar que merecem o status ganho tão facilmente com o casamento. Aparentemente uma mãe mais direita que o pai.
Ele deixou claro com todas as letras que ele quer a ruína de Bruce Wayne, vide a primeira citação do texto.
Os contos do Silêncio passam de quadros com imagens de antigas fotos de familia para um flashback. Aos seus 10 anos, “alterou” o freio da limousine da própria familia. Fica óbvio que o garoto além de um prodígio também era um lunático. Uma criança normal de 10 anos não teria o intuito de sabotar nem uma bicicleta, quanto mais um carro de luxo.
A sabotagem dá certo, eles sofrem um acidente, mas ele não contava com o socorro bem sucedido de Thomas Wayne. Esse é o pai de Bruce Wayne: médico, filantropo e milionário. Se também fosse “bilionario” e “gênio” teria roubado a cena do Tony Stark. Então… Graças a Thomas Wayne, a mamãe Elliot sobreviveu ao acidente.
O flasback vai parar no hospital junto ao jovem Elliot, Bruce e Thomas Wayne. Este último ficou em cima do ocorrido, falando com o detetive Bradley que avaliava o “acidente”. Rolou uma transferência de hospital da mãe do Elliot e ela foi levada para o mesmo hospital que o Silêncio já adulto comprou e abarrotou de “zumbis”. No flashback, chegou a hora do garoto ver sua mãe pós-acidente.
005No quarto a gente até se impressiona, a mulher está com bandagens no rosto exatamente igual a ele no presente. Ela o chama, diz que o Dr. Wayne está cuidando muito bem dela, perguntou se o Bruce estava lá, elogiou o jovem morceguinho, e durante as falas para encorajar seu filho puxou citações de Aristóteles por duas vezes. Por fim deu-lhe seu cordão cujo o pingente era um círculo.
O pequeno maldito então mostra a nós leitores o que ele poderia ter feito com a mãe dele. A coisa vai de chute na traqueia pra baixo. Se com 10 anos está assim, dá pra imaginar o quão podre o Silêncio é por dentro, e ao contrário da maioria dos loucos que rodeiam o Batman, esse é louco desde a infância e era tido como amigo para o Bruce.
Fim de flashback e estamos de volta à Gotham com Batman e Mulher-Gato invadindo um local onde haviam animais ilegais sofrendo maus-tratos e coisas do gênero. Um dos responsáveis foge enquanto os demais pagam nas mãos (e pés) do morcego. Mal sabe ele que correu da cruz e caiu na espada. Deu de cara com o Silêncio, e a múmia dos tempos modernos abriu fogo no sujeito. Batman finalmente viu seu nemesis deste arco.
007Silêncio diz que ele não precisa se preocupar com inimigos, pois ele não deixaria ninguém matá-lo em seu lugar. É o tipo de comentário que alguém de raciocínio lento ainda daria um sorriso feliz pela proteção e em seguida arregalaria os olhos chegando a conclusão de que o cara quer sua caveira. Silêncio dá uns tiros na direção do morcego e este reage com alguns batarangues, Silêncio diz que não é a hora do confronto final deles e foge.
Batman chega ao hospital e lá perde pro Silêncio em uma briga no escuro. O homem-Morcego perder pra um HUMANO no escuro? Tudo bem, não foi na porrada, ele levou um tiro pelas costas e ficou desacordado à mercê dos zumbis do Silêncio.

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RESULTADO DO SORTEIO Empório HQ: “Batman – O Cálice”

As histórias de Batman não costumam abordar a temática religiosa. Aliás, há diversos tópicos de discussão sobre a religião de Batman, você pode ler alguns clicando aqui, aqui e aqui.
Só por isso já podemos criar expectativas a respeito de “Batman – O Cálice”.
Já “O Santo Graal” é recorrente na literatura: esse tema desperta a imaginação das pessoas. A “Lenda do Santo Graal” trata sobre um cálice que teria sido usado por Jesus Cristo na Última Ceia, e a que são atribuídos poderes mágicos e sagrados. Primeiro como lendas e depois como relatos historiográficos, desde o século 12, quando foi citada pelo francês Chrétien de Troyes. A figura de José de Arimatéia foi definida como primeiro detentor (que recolhera o sangue de Jesus com esse cálice) e encarregado de proteger esse objeto. Desde então, uma série de romances medievais se propõe a recontar a trajetória desse objeto desde Jerusalém até a Inglaterra – e é procurada pelo Rei Artur e pelos Cavaleiros da Távola Redonda, para devolver a paz ao reino de Camelot.
Enfim, eu poderia falar mais e mais sobre essa lenda que já inspirou tantos filmes, livros, documentários, pinturas, músicas, quadrinhos e tudo mais, porém acho que já deu pra sacar que nessa HQ estamos lidando com um grande mistério da humanidade. Vamos para “Batman – O Cálice”.

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A HQ começa com um detalhe bem interessante: a dedicatória de Chuck Dixon. É a seguinte:

“Ao padre Johns, o único da Igreja de St. Andrews que lia a página de quadrinhos do jornal de domingo no púlpito.”

001Um misterioso pacote chega à Mansão Wayne. Endereçado a seu pai, Thomas Wayne, numa elaborada letra escrita à mão. O envelope parece ser de couro, e está lacrado com cera. Certamente trata-se de uma brincadeira bastante engenhosa. Mas ao analisar o objeto na bat-caverna, Bruce descobre que se trata de um livro de encadernação irlandesa e papel de linho italiano. Uma lista de nomes. Batman é descendente de um dos Cavaleiros da Távola Redonda.
002Bruce vai ao encontro de Lorde Peter DeWettering, que informa sobre seu passado: ele pertence à Casa de Gevain. E também o fala sobre o futuro: ele tem uma obrigação de sangue a cumprir. Uma obrigação cuja linhagem de Wayne arcou muitas vezes. Cuidar de um objeto mais precioso que sua vida. O cálice onde o sangue do Messias foi depositado, e que deve ser guardado com a vida. Mas porque confiariam um objeto tão precioso à Bruce Wayne, já que sua figura é a de um playboy irresponsável? Será que o Lorde sabia que o Guardião de Gotham é uma das únicas pessoas vivas capazes de ser o Guardião do Graal? Com os poderes do Cálice, Batman poderia oferecer a redenção a Gotham – assim como o rei Artur buscou a redenção de Camelot. Mas não foi essa a missão dada a Wayne. Ele deve proteger o cálice, não usá-lo.
003Mas… Protegê-lo de quem? Batman não tem certeza… Mas tem uma vaga idéia. A notícia se espalha pelo submundo de Gotham, depois dos rastros da morte criminosa e violenta daqueles que entregaram o objeto a Wayne.
Existe alguém que, desde o início dos séculos, cobiça o Graal. Já quase obteve a peça por três vezes na história, mas em todas elas ele perdeu o objeto – e descontou sua ira massacrando pessoas inocentes e criando conflitos que perduram até hoje. Ra’s Al Ghul. Ele precisa desse objeto para aumentar seu poder, para expandir seu reinado sobre a Terra e saciar deu desejo por imortalidade. Ra’s é sempre tão egoísta e interessado em si mesmo… Ou será que não?
004Uma perigosa irmandade de Merovíngios também está à procura da taça, para que volte ao lugar de onde nunca deveria ter saído: de dentro da própria irmandade.
Pinguim também deseja obter a Taça. Para tal, ele contrata os serviços da Mulher-Gato, perita em roubos e crimes.
Essas pessoas não medirão esforços para obter o Graal, um objeto realmente raro e milagroso, que se cair em mãos erradas pode mudar o curso da vida humana sobre a Terra.
A HQ tem um desfecho surpreendente.

A religiosidade dos personagens, tema pouco explorado como eu disse no começo do texto, é trabalhada de forma interessante. Ao analisar o objeto, ela encontra um padrão binário. E trava o seguinte diálogo com Bruce:

“- Você disse que é um artefato religioso?
– Um objeto sagrado. Eu vi a prova! […] Um milagre. Ele tem poderes de cura.
– Eu não creio em milagres.
– Mas esse é real, Bárbara!
– Para milagres funcionarem, é preciso ter fé. Eu não tenho essa fé.
– Você não acredita em Deus?
– Não é isso. É outra coisa. Eu não… Vou continuar trabalhando. Desligo.”

Após desligar, ela revela o padrão binário encontrado na taça. Um trecho da Bíblia, encontrado em Marcos, 14: 32: “E foram a um lugar chamado Getsêmani…”

Ra’s Al Ghul também fala sobre a figura de Cristo.

“O objeto pertenceu a um ser que até eu saúdo. Não por amor, mas por respeito. O cálice é poder. Além do tempo. Além do espaço. Além da lógica humana.”

Também achei bem interessante o início da HQ, com uma narrativa de um cavaleiro medieval corajoso e ousado destinado a proteger o Graal – pelo qual estava disposto a dar a sua própria vida. O texto diz:

“Seu dever era encontrar um artefato: O Cálice de Cristo. Nem todas as hostes do Inferno poderiam detê-lo. Apesar de terem se erguido de todos os lados, seu lado era o da Justiça.[…] Nem a tentação da carne ou a promessa de tesouros terrestres poderiam influenciá-lo.

005Os trechos em negrito não parece descrever exatamente a retidão de caráter de Batman, e sua obstinação com a promessa que fizera aos seus pais?
Eu realmente gostei dessa HQ, apesar de alguns comentários negativos da crítica. Achei a temática incrível, e pensar que Batman pertence a uma linhagem milenar é interessante. Introduzir o mito do Graal a um personagem tão envolto em mistério como é o Batman foi uma combinação que, na minha opinião, deu muito certo. Eu adoro os trabalhos do Chuck Dixon, acredito que ele é um roteirista que SABE trabalhar com Batman.
A arte de John Van Fleet então dispensa maiores comentários. Sua técnica é bastante singular, e colabora para o tom de mistério que cerca toda a história do Graal. Os momentos são mostrados através da expressão dos personagens – basta perceber a diferença na expressão de Wayne quando falam de seu pai, sua face se ilumina, assim como seu coração. E o cálice também traz mais vida ao seu olhar.

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Destaque para os cenários criados por Fleet, bastante poderosos na minha opinião, e para a presença da Mulher-Gato, com uma linguagem corporal bastante chamativa e aparições vivas e engraçadas – em contraste com uma trama de temática densa e quase sobrenatural.
Para mim definitivamente valeu a leitura, e eu tenho certeza absoluta que você vai gostar. É uma HQ tão bacana e tão preciosa que eu estou até com invejinha do ganhador do sorteio! 😛

Falando nisso, agora que você já leu sobre essa HQ, vamos conhecer o sortudo que levou essa maravilhosa edição?

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#72 – Batman/Lobo: Mortalmente Sério

“- Lobo, você está fora de si. O que quer agora?
– Sexo, drogas, brigas, biritas e periquitas.”

Um post sobre o Lobo. “O que o Lobo tem a ver com Batman?”. Nada. “Porque esse post?”. Porque o Lobo tem esse poder de não precisar de grandes explicações pra aparecer no meio das histórias dos outros.
Isso não foi argumento mal pensado, é sério. O Lobo na DC é igual ao Deadpool na Marvel, os dois são tão loucos e tão aleatórios que eles são usados como carta coringa em qualquer título, de qualquer herói.
Esse texto terá diversas referências a outros heróis, tanto da DC quanto da Marvel, porque pra se entender a “magnitude” do Lobo temos que ter MUITOS pontos de referência. Pra terem noção de como o personagem é especial, ele é o personagem preferido do Stan Lee na DC.
Nesse post contarei a vocês sobre quem é o Lobo, e a história selecionada foi o crossover dele com o Batman, mas desde já lhes indico a ler/comprar/baixar o “Evangelho Segundo Lobo”, vocês ficarão por dentro e terão um excelente resumo de quem é o sujeito. Melhor do que eu escrevendo, claro.

Segurem as pontas que agora não tem mais regras, Lobo chegou ao sítio. Batman/Lobo: Mortalmente Sério (Batman/Lobo: Deadly Serious).

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“Ah que legal, o nome dele é Lobo! No original é Wolf?” Não, nada a ver com os belos canis lupus. Eu não sei se ao escolher esse nome o criador sabia que essa palavra tinha um significado em português, mas o significado original é algo como “Aquele que devora sua entranhas e se delicia com isso”. É, 4 letras tem esse significado todo. Igual filme japonês, pra falar um “não” o cara quase canta o hino.
Lobo é um mercenário e caçador de recompensas (isso não é a mesma coisa que mercenário). Ele veio do planeta Czarnia. Não é czar russo nem Narnia, é Czarnia.
Antes de continuar vamos deixar algo claro. A criação do Lobo e praticamente TUDO na história dele, é uma afronta à outras histórias e outros heróis. Lobo é conhecido como “O Maioral” não é a toa, ele foi criado com essa intenção. Tudo dele é melhor que dos demais.

Krypton era um planeta pacífico? Czárnia era TOTALMENTE livre de crimes. Wolverine tem fator de cura? O Lobo é imortal. Wolverine tem olfato apurado e pode seguir trilhas? O olfato do Lobo faz ele seguir de um sistema solar para outro atrás do cheiro de quem ele quer. O Justiceiro caça bandidos no mundo inteiro? O Lobo caça no UNIVERSO inteiro. O Motoqueiro Fantasma tem uma Harley que pega fogo? A harley do Lobo viaja pelo espaço. Eu nem citei tudo em que ele vence os demais, acho que já deu pra entenderem porque ele é “O Maioral”, não é?

Voltando a Czarnia… Lobo nasceu lá, e ainda criança matou todos os habitantes do planeta. Posteriormente descobriu-se que restou uma pessoa… A professora de primário dele, Miss Tribb. Depois ele a executa, mas isso são outros 500.
Lobo vs SupermanLobo tem força suficiente pra lutar contra o Superman, ele vaga pelo espaço lutando contra tudo que é tipo de aliens, monstros, raças, lidando com todo tipo de confusão. Até morrer ele já morreu. “Ué, ele num era imortal?”. Ainda não. A imortalidade do Lobo não é proveniente de mutações genéticas nem super poderes. É uma decisão do outro mundo.
“Ah, então o Lobo é medium?”. Não, senhores. Lobo tem um fator de cura altíssimo, e como ele por si só já tem uma resistência absurdamente grande, as poucas feridas que conseguem abrir nele se fecham numa velocidade que talvez só o Deadpool tenha próximo.
Não sei se vocês sabem, mas apesar do Deadpool ter o fator de cura tirado do Wolverine, o do Deadpool ainda é mais acelerado ainda, pois Wade Wilson (Deadpool) tem câncer, e ó câncer também ganhou fator de cura, então o corpo e o câncer ficam numa eterna luta onde ninguém vence, e como todo organismo, diante da necessidade, há uma evolução, e o fator de cura dele evoluiu pra um nível mais alto ainda.
A única vantagem de resistência do Wolverine contra o Deadpool é o esqueleto de Adamantium, o que impede o Wolverine de ser desmembrado o tempo inteiro como o Deadpool é. A exceção é nos encontros com o Hulk, pois este já cortou o Wolverine em dois usando as mãos. Mas voltando ao Lobo…

Lobo no céuA imortalidade dele é post-mortem. Apesar do fator de cura, da alta resistência e tudo mais… Ele acabou morrendo. Óbvio, ele foi pro inferno. No inferno ele tocou um terror tão grande que os demônios mandaram ele pro céu. No céu ele tocou um terror tão grande que ele foi mandado de volta a vida e foi “proibido” de passar pro “além vida”, ou seja, o além o proibiu de morrer.
Como “morrer” não depende exatamente dele (pois podem matá-lo), o além cuidou para que a alma dele não deixe o lado de cá da vida, e como ele tem o tal fator de cura acelerado… É sempre questão de tempo ele estar inteiro de novo. No mínimo incrível, não?
A imortalidade já o coloca um passo a frente do Superman, mas vamos por partes. As capacidades físicas do Lobo diferem de acordo com o roteirista da história. Antes que me chamem de mentiroso em dizer que ele é tão sinistro isso tem que ficar CLARO. Em algumas histórias, ele chega a ser ferido por balas, em outras ele é igual o Superman e as balas nem machucam. Em algumas ele tem a força um pouco além da de um humano extremamente forte, em outras ele tem a força igual a do Superman, que toma todo cuidado para não rasgar carne e ossos como papel dos humanos quando encosta neles. Claro que a versão adotada pelos fãs é a versão “Superman” do Lobo.

Vamos aos fatos sobre o Lobo:

 Ele pode criar cópias de si mesmo, com o mesmo poder e habilidades a partir de cada gota de seu sangue;
O olfato dele o permite farejar seus alvos mesmo que eles tenham ido pra outro sistema solar;
Usa uma corrente/gancho de titânio;
Anda numa moto Harley espacial;
Tem um chip no cérebro que fica sintonizado 24 horas em uma rádio de metal;
Não envelhece, ele não adoece e não sente nem 1/3 do que costumamos a sentir de dor;
É expert em combates armados e desarmados;
Tem intelecto de nível gênio para destruição, é perito desenvolver explosivos e vírus, ou a união de ambos, armas químicas. E também antídotos para as mesmas.
Sabe falar 17.897 linguagens aliens (número fornecido pelo mesmo);
Extenso conhecimento sobre história, cultura, linguagem e localização de diversas raças de diversos planetas sem auxílio de nenhum tipo de tecnologia;
Fator de cura acelerado;
Super força, super velocidade, super resistência;
É imortal por ter sido proibido de ir pro céu ou inferno após ter destruído ambos durante seu período morto.

Basta? Pra mim ainda não. Vale citar a passagem dele pelo “O Dia mais Claro”, a super saga da DC que teve como origem as histórias do Lanterna Verde. Como vocês talvez saibam, no universo DC, existem os espectros de cores/sentimentos, os guardiões e tal, o espaço é dividido em setores, blablabla… E cada tropa de lanternas tem sua cor.
Lobo apareceu para capturar o general dos Lanternas Vermelhos, Atrocitus. Nessa investida de capturar Atrocitus, Lobo teve de lutar contra o próprio Atrocitus e também contra Hal Jordan (verde), Sinestro (general dos amarelos) e Carol Ferris (Estrela-Safira/rosa). Lobo bateu em retirada, e Hal Jordan que já o conhecia de outros invernos espaciais achou estranho, pois o Lobo não desiste de nada. Depois foi revelado que Atrocitus pagou o Lobo para atacá-los, para assim Atrocitus ajudar os demais a combatê-lo e ganhar a confiança deles. O pagamento? Um anel da tropa vermelha. Lobo é suficientemente forte para ter derrotado todos ali.

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Pra finalizar esse pequeno resumo do “Maioral”, cito que ele chegou a fazer parte da Liga da Justiça por um curto tempo. Quando Superman morreu (é, assim como muita gente da DC, o Superman tambem já morreu), Lobo achou que era a única pessoa que tinha condições de substituir o Superman, realmente era, mas ninguém o queria lá. Ele entrou assim mesmo e ainda ajudou a Liga, mas quando Superman voltou Lobo abandonou o barco e disse que se precisassem… Não era pra chamá-lo.

Agora que estão melhores apresentados ao Lobo vamos pra narrativa da história dele com o Batman.

001Quem acompanha meus textos aqui há algum tempo sabe que sou sincero. A arte dessa HQ tá uma bosta, e o roteiro hiper forçado. Culpa dupla de Sam Kieth. Sim, as duas catástrofes vieram da mão da mesma pessoa, este sujeito é roteirista e desenhista da mesma história.
Tudo nessa história acontece rapidamente, tudo em sequências sem grandes pausas. É típico daqueles roteiristas que desenham de qualquer jeito só pra poder ter o roteiro nos quadrinhos. Você verão um Lobo que chega a ser disforme de tão grande que é a musculatura e um Batman ridículo com orelhas do capuz maiores que a própria cabeça. Querem saber no que ele capricha? Mulheres. É típico de um desenhista que pega material do Lobo.
002Não me culpem pela “falta de detalhes” em minha narrativa. Não tem citações à outras sagas ou histórias, não tenho outros desenhistas pra comparar a arte, não tenho bons detalhes para comentar nessa história. Até tenho, como eu disse, as mulheres estão bem desenhadas, mas bem, não vou ficar falando a mesma coisa em todos os parágrafos.
Quem já lê o blog há algum tempo e já leu alguns outros textos meus sabem que eu faço o que posso pra deixar os mínimos detalhes sem evidência, se não estou fazendo isso nesse texto, é por uma boa razão.
003A história começa na mansão Wayne, Batman vestido de morcego no meio da SALA, ouvindo a voz de uma fantasma caolha chamada Astrella, dizendo que ele será teletransportado pra um local a 7.2 anos luz da terra. É, o primeiro quadro é isso. Não tem um preparo, diretíssimo ao ponto.
Uma mulher com jeito de secretária o aguardava do lado de fora de uma nave espacial que está dominada por uma praga, e ela acredita que o Batman poderia ajudar. Eles andam alguns passos para longe dali, e lá está o Lobo sentado. Ao lado do cadáver de uma mulher que até poucos instantes estava viva.
Batman e Lobo começam a trocar porradas tão de estalo quanto o teletransporte do Batman. Esse Kieth não sabe fazer suspense, as coisas simplesmente acontecem de uma hora pra outra. Eles mal trocaram 3 frases e já começaram uma briga.
004Durante os carinhos entre o morcego e o maioral, Astrella avisa que a “praga” na verdade não é uma doença, é uma presença viva que domina a mente/corpo das pessoas.
Só pra não passar em branco, Batman estava levando a melhor na luta. Legal pra nós que somos fãs do morcego, mas errado porque no braço o Batman não ganharia do Lobo de jeito nenhum.
A tal secretária careta que recebeu o Batman virou uma sinistrona violenta, arrumou uma arma e começou a matar aliens aleatoriamente, Lobo tenta parar a mulher, mas aparentemente a “presença viva” também dá super força, pois o grande nem conseguiu mover a tal secretária.

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#71 – A Ressurreição de Ra’s Al Ghul

“Eu tenho caminhado com a morte nas costas. Eu tenho me arrastado entre os restos sem carne… Sem corpo nas noites que não tem fim […] Eu vi muitas coisas. Mas eu voltei para casa. Sou Ra’s Al Ghul.”

Olá!
Vocês já se inscreveram no sorteio da HQ “Batman: O Cálice” que a Empório HQ e o Batman Guide estão fazendo? Não? Então clique aqui pra se inscrever!

A HQ de hoje é mais uma obra de Grant Morrisson, em parceria com Paul Dini e mais uma série de roteiristas. É uma saga bem interessante, e saiu em 10 volumes e uma edição adicional. Essa saga é importante para a cronologia de Ra’s Al Ghul, e será bastante apreciada por aqueles que se interessam pela Bat-família e pela construção da personalidade de Damian Wayne. Prepare-se para presenciar “A Ressurreição de Ra’s Al Ghul” (Batman: The Resurrection of Ra’s Al Ghul, dezembro de 2007 a fevereiro de 2008)!

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Na última HQ que postei aqui no blog, “Morte e as Donzelas“, nos deparamos com uma situação inédita nos últimos séculos: a morte de Ra’s Al Ghul. Desde que tomara conhecimento das atividades criminosas de Ra’s Al Ghul, que envolviam a morte de milhares de pessoas ao redor do mundo para seus fins megalomaníacos, Batman vinha lacrando os Poços de Lázaro – os locais onde Ra’s se reestabelecia nos períodos de fraqueza e que permitiam que estivesse vivo desde o tempo das Cruzadas. Ra’s interrompia, assim, o curso da natureza, a ordem correta de nascer, crescer, criar um legado e morrer. Batman se recusa a ceder qualquer Poço para Ra’s.
Ra’s estava debilitado e fragilizado demais. Ao ser esfaqueado por sua filha Nyssa, Ra’s Al Ghul morre.
001Começamos a HQ com um estranho sendo enfático com Talia: o seu filho Damian deve conhecer a história de seu avô Ra’s Al Ghul, diante de uma perigosa ameaça ao legado dele. Essa perigosa ameaça é Batman, como era de se esperar. O Morcego está estudando o desaparecimento de dois ecologistas ligados à Fundação Wayne, que no momento estavam pesquisando o ciclo de vida de uma espécie de mariposa. O comportamento das mariposas indicava a alteração do ecossistema local – elas estavam vivendo por mais tempo. Multiplicando em muitas vezes seu período normal de vida.
002Damian Wayne não se interessa nem um pouco pela história do avô – em suas sempre gentis palavras, “Por que eu ligaria pro que aconteceu com um velho morto?”. Ele é um garoto bastante insolente. Mas ainda assim, Talia rememora a trajetória de seu pai (já contada na história “O Nascimento do Demônio“) desde o casamento com Sora, o desenvolvimento dos Poços de Lázaro e o primeiro teste com o Príncipe do Reino – ao sair do poço ele enlouquece e mata Sora. Para Damian é tudo um monte de besteira inútil, até que sua mãe conta para ele como Ra’s al Ghul enganou a morte. Assim como em “Morte e as Donzelas”, temos uma perspectiva da vida de Ra’s Al Ghul ao longo dos séculos. Na Batalha de Waterloo, com as cortesãs de Napoleão. Em Whitechapel, na Inglaterra, terra dos assassinatos de Jack O Estripador.
003Em todas os momentos ele é acompanhado por seu ajudante Fantasma Branco, que o fala sobre regras determinadas há muito tempo atrás. Há uma maneira de enganar a morte, mesmo sendo destroçado membro por membro: possuir o corpo de outra pessoa.
De preferência, de um garoto saudável e forte.
004Batman encontra alguém que pode ajudá-lo a desvendar o mistério do desaparecimento dos ecologistas. Um homem velho. Muito velho. Ele está começando a descobrir o que se passa quando é atacado por 4 ninjas. Quem nós conhecemos que treina uma liga de ninjas? Alguém muito poderoso. Que está prestes a ressurgir, com o corpo de Damian.
Num primeiro momento, essa tentativa de roubar o corpo de Damian dá errado devido às habilidades de combate do menino, e ele e Talia conseguem fugir.
Batman está cada vez mais próximo das pistas que o levarão ao que procura. Ele já tem uma ideia. Ao interceptar um assalto planejado por Talia e suas irmãs, ele ouve a seguinte profecia: “A cabeça de demônio está voltando da tumba”.
E Ra’s Al Ghul vai ao encontro de Talia.
Morto desde a HQ “Morte e as Donzelas”, ele ressurge.
Como isso é possível? Como ele conseguiu vencer a morte? Que mecanismos permitem a sobrevivência da mente além da morte do corpo? Como se mata um demônio?

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005O corpo em que Ra’s Al Ghul está envenenado com radiação, por isso possui um aspecto asqueroso e reptiliano. A carne o recusa, o rejeita, ele não sente dor, não sente a carne. Logo ela o expulsará, e ele nada mais será do que uma casca vazia e inerte. Por isso, ele precisa de fato do corpo de Damian, que contém seu próprio sangue e seu próprio DNA. Ao fazer essa proposta, o garoto fica indignado: “Você quer o meu corpo? Outra vez com essa merda? Como espera que eu reaja diante disso? Pareço-te um completo imbecil?” Ra’s fica irado com a ousadia de Damian, e afirma que exige dele nada menos do que “absoluta obediência”. Damian encerra a conversa: “Velho ranzinza. Meu pai te fará em pedaços… Quando eu lhe disser que você voltou.

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SORTEIO EMPÓRIO HQ – “Batman: O Cálice” [ENCERRADO]

LogoOlá, queridos!
A Empório HQ é uma loja de compra, venda e troca de quadrinhos/mangás/livros muito legal aqui de São Paulo. Ela está instalada na Rua Tucambira, 86, em Pinheiros, pertinho do metrô Faria Lima. A loja tem um ambiente bem intimista e caloroso, perfeito para você fazer suas compras e ainda ter uma boa conversa sobre a nona arte com os funcionários de lá.

Conheci essa loja quando fui comprar minha edição de Batman – Cacofonia em PERFEITO estado por apenas R$ 6 – que oferta! O acervo deles é MUITO grande e tudo com preços muito justos. Dá uma olhadinha num pedaço do acervo deles:

E a Empório HQ cedeu de seu precioso acervo a edição de luxo da HQ “Batman: O Cálice” para sortear aqui no Batman Guide! Não é o máximo?

CapaCalice

Essa HQ foi lançada em 2004 pela Panini, e no original recebeu o nome de Batman: The Chalice. Quem acompanha o blog há um tempo irá reconhecer já na capa o estilo único da arte de John Van Fleet: ele também desenhou “Batman – De Volta à Vida”. O roteiro fica por conta de Chuck Dixon, que também trabalhou em “De Volta à Vida” e em outras sagas relevantes como “Aves de Rapina” e “A Queda do Morcego”. Na história, nos deparamos com um pacote misterioso chegando à Mansão Wayne, endereçado ao seu falecido pai Thomas Wayne. Dentro desse pacote está um consagrado objeto de desejo de incontáveis historiadores e estudiosos de teologia ao longo dos séculos: o cálice usado por Cristo na última ceia – um objeto raríssimo e de incalculável valor, que irá despertar a cobiça de inúmeras pessoas em Gotham… A resenha completa será publicada junto com o resultado do sorteio.

Agora vamos ao que interessa: como ganhar essa maravilhosa HQ de Batman?

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