#80 – Batwoman: Elegia (“Batman: Renascido” – 1ª Parte)

Reborn

“O morcego que eles iluminam no céu… Civis pensam que é um pedido de ajuda. Os caras maus pensam que aquilo é um aviso. Mas é mais do que isso, é algo maior. É um chamado pro exército. Eu encontrei meu jeito de servir. Eu finalmente encontrei meu jeito de servir.”

Nana nana nana nana Bat… woman? Olá, pessoas que gostariam de ser cidadãos de Gotham (ou não). Esse aqui não é sobre o Batman ou algum de seus bat-filhotes. Esse post é sobre a saga “Elegy” da Batwoman, que foi publicada na Detective Comics americana ANTES do reboot.
Muita gente acha que a Batwoman apareceu só após o reboot, mas antes disso ela deu seus pitacos no universo morcego ajudando o Dick e Damian (na época como Batman e Robin) a tentar ressuscitar o “finado” Bruce, e como eu disse, também tinha o lançamento dentro da Detective Comics.
Quem prestar atenção em que revistas estou citando, histórias e época, claro que perceberá que estou falando da NOVA Batwoman. A primeira Batwoman foi da época do onça, usava um maiozão amarelo e uma máscara que fazia lembrar a do Wolverine. O nome era praticamente o mesmo, a temática que era diferente. Até porque, se tivessemos uma Batwoman lésbica naquela época a DC teria ido a falência, isso se nao fosse fechada pela censura.
Bom, vamos a Batwoman que importa, Katherine “Kate” Kane.

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001Essa história conta com roteiro do Greg Rucka, nome que já é familiar como componente de diversos arcos importantíssimos das demais histórias do Batman, como por exemplo “Terra de Ninguém” e “Assassino? / Fugitivo”.
Na arte temos J. H. Williams III. Não conheci os dois antecessores, mas em todo caso esse ai já é suficiente. E isso deve ser opinião de mais gente, pois até hoje o homem é o desenhista da série. Isso não é tão “simples” quanto parece. Se for comparar com os demais títulos da DC, vão ver que aproximadamente a cada 1 ano (isso se tivermos sorte de durar tanto) mudam a equipe das histórias, e geralmente é sempre o desenhista.
Por exemplo o Tony Daniel. Desenhava a série mensal do Batman, passou pra Detective Comics após o reboot, e após alguns números saiu dos títulos do morcego e está na Action Comics do Superman. A série “The Dark Knight” começou sendo desenhada pelo David Finch e após uns 15 números é do Ethan Van Sciver. As da Batgirl começaram com Ardian Syaf, depois Ed Benes, Alitha Martinez e Daniel Sampere. E o titulo da Batwoman, antes do reboot (saga Elegy) e pós-reboot (até o momento 3 sagas), teve J. H. Williams III na arte e/ou nos roteiros.
020Há um detalhe interessante na arte desse cidadão. Quando é pra desenhar Kate sem o uniforme… Ele desenha se uma forma até simplista demais, uma rockabilly pálida, porém quando a desenha com o uniforme de Batwoman, parece que brota uma imponência do além e o desenho fica com cara de obra de arte. Como é de se deduzir, o uniforme dela tem aparência de latex, aquele tecido liso, preto e brilhoso, e você quase pode imaginar a textura ao olhar para os traços.
Se você não conhecer a história e primeiro ver a Batwoman antes de ver a Kate, vai imaginar que aquela cabeleira vermelha é dela e que a pele branca é maquiagem… Mas é o contrário, o cabelo que é peruca e a tonalidade da pele que é real. O cabelo natural dela também é vermelho, mas é curto e com franjinha. Sinceramente, a aparencia da Kate não me agrada muito, escolho eternamente a aparencia da Bárbara, mas a aparência de Batwoman, como eu disse, é imponente.
Outro detalhe sobre ele é a maneira única de arrumar os quadros das histórias. Para marinheiro de primeira viagem é MUITO fácil se perder ou acabar deixando algo passar. Às vezes parece que os quadros tem o cenário de dentro E papel de parede pros próprios quadros por fora. Tem quadros formando morcegos, quadros acompanhando ondulações, quadros divididos em vários pedaços como se fosse um espelho quebrado… Como eu disse, às vezes atrapalha, mas não posso dizer que não é original e bem feito.
A saga Elegy ao mesmo tempo que mostra um caso “atual” também muito do passado de Kate Kane. Ela testando o uniforme pela primeira vez, o primeiro encontro com o Batman, coisas da infância e adolescência, um prato cheio pra quem quer conhecer melhor a personagem.
Quanto ao roteiro de Greg Rucka… Lá vamos nós, darei uma narrativa da história.

002Começamos com Batwoman em algum dos lendários cantões obscuros de Gotham, tentando um interrogatório. Quando vemos o Batman fazendo isso, é algo “Eu te quebro ou eu te quebro, decide o nível da minha raiva”. Quando é o Asa Noturna, é algo com piadinhas que envolvem a saúde do criminoso, Batgirl interrogando é meio “inocente demais” até…Mas Batwoman… O interrogatório dela é meio doente, em meio a sorrisos, coisas ameaçadoras como pé na garganta e de repente um carinho acolhedor meio maníaco tipo “PASSE A LOÇÃO!” do Silêncio dos Inocentes.
O besta passa as informações, Batwoman sobe aos telhados como boa morcega que é, e lá topa com quem? Seu muso-inspirador, o morcego-mor, Batman. Ele que dentre todos os 70 estilos de luta e mestrado em todos os setores de humanas e exatas que tem nesse planeta não aprendeu muito a conduzir uma conversa de forma simpática, já se lançou ao que interessava. Crime. Alguma mulher era a nova chefe, eles tinham que chegar lá. Batman deixou a responsabilidade para ela em um gesto de confiança, mas deixou um aviso. “Dê um jeito no seu cabelo. Um puxão e a luta está acabada”.
Após isso a heroína volta pra sua casa, que não é a mansão Wayne mas também não é o apartamento do Peter Parker. Toma um banho, e tenta dormir. O dia seguinte (que na verdade ainda é o dia em que ele tentou ir dormir) inevitávelmente chega, ela se atrasa pro encontro com Anne, sua namorada (século XXI, uhul), que fica nervosa pelo atraso, diz que pela cara dela nem teve um “acordar atrasada” e que na verdade ela nem deve ter dormido.
Rola uma discussão (monólogo de Anne) dizendo que Kate é mimada, tem todo mundo como garantido, que ainda precisa crescer e blablabla… Confusões de gente que tem identidade secreta de vigilante pelas noites de Gotham. Vida de cão, hein?
003Quadros seguintes temos Kate em casa com seu pai que, cá entre nós, é um baita esquisito, e até o momento aparenta ser um militar de patente relativamente alta, mas enfim, Kate começa a malhar levantando ferro pra valer, negócio não é um saco de cimento nem um alteres padrão, o negócio é barra pesada mesmo, pelo que vi no desenho, se não me enganei, são 50kg de cada lado. Somado é mais do que meu peso. Não que eu entenda de o que é peso padrão e o que não, well, deixa pra lá.
Papai Kane fica preocupado com sua filhota, então os roteiros nos mostram que Kate há algum tempo foi esfaqueada no coração, que quase morreu, que ficou apavorada e etc, e entendemos mais uma parcela do que a faz sair de noite vestida de Morcego.
004Podemos ver que o coronel é o Alfred da Kate. Não tão eficiente, mas ainda assim o papel é semelhante. Não demora muito e vemos uma cena que não se passaria na terra dos Wayne… O papai dá uma arma carregada pra Kate se defender, ela aceita e diz que sabe como usar e etc. Dá um leve choque, aposto que ninguém está acostumado a morcegos com armas (esquecendo o Jason, por um instante).
Lembram das organizações loucas de quadros que falei? Temos um ótimo exemplo agora. Uma página dupla com várias tirinhas retangulares na vertical, uma em paralelo a outra, e embaixo um quadro que tem formato de morcego, e fora dos quadros também há coisas se puderem notar. Não dá pra se perder, é bonito, bem feito e original. A seguir outra página dupla, Batwoman dando um chute duplo no ar, coisa de Asa Noturna, mas o chute dele teria mais elasticidade, seria algo mais “Van Damme” no Dragão Branco, mas vá, nenhum de nós daria um chute desses.
005Ela começa o interrogatório no local, e acaba descobrindo que o que ela queria estava exatamente ali. Uma branquela igual a ela, só que mais louca e com um batom estilo Rainha Amigdala do Star Wars. O nome dela é Alice, ou pelo menos é assim que ela se auto-denomina, pois ela parece achar que É a Alice do País das Maravilhas. Batwoman nem entra direito na conversa e aponta a pistola pra cara da moça.


Kate dispara… Um projetil de fumaça. HÁ IÉ IÉÉÉ! Pegadinha da Batwoman. Ela tomba geral e leva a Alice embora, paralisada e babando espuma igual cachorro louco. A morcega para num terraço, aplica um gás pra reverter o processo do primeiro e começa a interrogá-la a estilo Batman, ameaçando-a com grande altura, mas a maluca não tá nem ai pra isso, e então Kate nota que a tal Alice, a nova chefe da zona em Gotham, se baseia na Alice no país das maravilhas. Nesse instante que ela baixa a guarda subestimando a louca, ocorre um ataque.
006Não foi um simples ataque, Alice tinha uma lâmina escondida dentro da boca o tempo inteiro, e ainda era envenenada. Fez um pequeno corte em Kate que bastou para deixá-la dopada, e então lhe deu um chute na cara. A heróina tenta escapar dali indo pra beirada. O plano era óbvio, pular, mas Alice a segura pelos cabelos e… Os cabelos soltam na mão de Alice. Kate consegue saltar usando a capa pra planar um pouco, se enfia numa mini-floresta e tem a queda amortecida pelos galhos.
Batman avisou que se alguém puxasse o cabelo seria fim de luta, mas nesse caso foi o que a salvou. Se fossem cabelos de verdade ou Alice tivesse segurado a Kate pelo pescoço/cabeça, ela não teria tido a oportunidade de saltar.
Temos então uma oportunidade de ver Kate com uniforme de Batwoman mas com seu cabelo natural. Confesso que não ficou ruim. Dependendo do ângulo ficou meio Marilyn Manson, mas ok,foquemos na história.
007Kate está tendo alucinações graças ao veneno (com cara de LSD), vendo cenas de sua infância. Seu pai em casa vê pela tela do computador que o uniforme está acusando perigo em seus sinais biológicos e sai em busca de sua filhota. Alice volta ao seu covil, se arruma, mata algumas pessoas com uma pistola e vai atrás da Batwoman.
Todo mundo atrás de Kate, um por bem, uns por mal, e todos chegam ao mesmo tempo. O Coronel abre fogo em Alice e seus capangas, eles também disparam, Kate se joga na frente do pai e leva dois tiros nas costas. Aparentemente não passou pelo uniforme, mas ainda assim ela estava dopada, fraca e tinha caído de uma altura absurda há poucos minutos. Alguém chuta a arma do Coronel, e simplsmente saem um monte de monstros da floresta logo atrás deles. É, só isso.
As feras não estavam do lado de Alice, atacaram a ela e os capangas por igual, foi a brecha pra Kate desarmar Alice, e uma das feras pegar Kate e chamar seu pai para acompanhá-los na fuga. Foram até o carro do coronel, onde a fera deu uma cheiradinha na Kate e falou que ela foi intoxicada com algo semelhante a ópio, então o Coronel aplicou algo pra reverter o esquema (vide uma ceninha alucinógena da Kate com os cabelos coloridos, ficou bonito DEMAIS, equipe da arte mandando ver).

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009As feras na verdade eram metamorfos. Não sei se o termo é esse, sei que são humanos que se transformam em animais. Estilo lobisomem, só que esses tem mais variedades, tipo polvo, felinos e tal. O coronel consegue fugir com Kate.
O tal salvador era Abbot, que já fez parte da “Religião do Crime” de Alice e desistiu dessa vida, chamando a si e aos seus semelhantes de “True Believers”.
O coronel convida sua filha pra uma festinha/baile também em nome da madrasta. Kate vai, de terno. Esquisito demais, ainda tenho que acostumar. Lá ela encontra sua namorada, elas dançam e tal, até que Abbot aparece pra dançar também. Ele abre o jogo pra Kate, fala que Gotham pros vilões é tipo Somoda e Gomorra, eles querem dominá-la e etc… Só não esperava que as coisas fossem acontecer tão rápido. Alice já tinha pego seu pai.
Ela descobriu ligando para seu pai para avisá-lo das informações que recebeu de Abbot. Meio tarde. O velho ainda gritou a distância um código militar que Kate entendeu bem, os vilões estavam mexendo com armas químicas.
014Kate corre para seu QG já se precavendo graças a dica de seu pai. Ao ver a mesinha com os equipamentos de Kate, podemos notar que ainda está longe de ser um Batman com produção em massa de equipamentos, mas vá, ela não é tão rica quanto Bruce Wayne, ela é MUITO mais recente nas ruas do que ele, ela não tem a Waynetech a disposição, não teria espaço pra guardar tudo e claro, Lucius Fox trabalha pro Bruce, não pra ela.
Começa a corrida, e não é uma corrida qualquer, é uma corrida de aviões, e quando estavam perto o suficiente, Kate salta de um avião pro outro estilo Ethan Hunt (ou Bane no Dark Knight Rises), explode a lateral pra poder entrar, derruba lindamente a capanga lutadora da Alice e vai até a cabine. Ela solta o pai e o deixa tomando controle do avião, e antes de partir atrás da Alice, ele lhe dá um lembrete: “O Batman é na base do efeito. Não a mate”, e ela responde “Eu sempre estou sob as regras do Batman.”
015[Alerta de spoiler! Se deseja ler, selecione o texto a seguir]. A briga se estende para fora do avião, mais exatamente na asa… Onde Alice dá uns tiros, Kate dá outros de gás (ieié!), Alice termina pendurada, Kate tenta salvá-la e Alice diz “Você tem os olhos de nosso pai”.
Violinos e trombetas do apocalipse tocam e você pensa “NOSSA, SÃO IRMÃS”. Isso ai, irmãs gêmeas ainda. Alice se solta e despenca lá do alto, dando fim a saga “Elegy”. Kate mal descobre sobre sua irmã e em menos de 5 segundos a vê cair de um avião.
[Fim do spoiler]
As pessoas na família-morcego vivem vendo cenas desgraçadas, não é novidade, mas sempre nos faz pensar.
A saga Elegy acabou, mas dentro do “pacote” ainda vem um flashback gigante sobre a vida de Kate. Vamos a ele então.

018Somos levados ao campinho de futebol do quartel. Aqui temos Katherine e sua irmã gêmea Elizabeth jogando um pouco, e logo a seguir ambas jantando com a mãe militar chamada Gabi. Uma criação bem rígida de deveres, ginastica, horários, deixaria alguém como eu meio louco. Talvez por isso eu não saia vestido de morcego na rua à noite. Não que falte vontade… Enfim.
Falando em se vestir, podemos ver Kate dormindo usando uma camisa azul com o simbolo do Superman no peito. Engraçado e irônico, anos depois ela viria a se tornar o herói que é o oposto simbólico do Superman.
019O papai Kane volta da guerra em que estava e parece ter recebido uma promoção que fez a família ter de se mudar, e a cena muda pra Gotham, onde Kate já é Batwoman. Vemos as cenas seguintes a confusão causada por “Alice”, e quando vemos Kate de volta a sua base, podemos ver o ferimento causado a faca por Alice em seu antebraço, terminando de comprovar que a parte “presente” da história é continuação direta do final da Elegy.
Os quadros de Kate sentada são grandiosos. Os detalhes de luz nas várias dobras da capa e na superfície lisa do resto do uniforme são impecáveis. Mas o vislumbre do uniforme da Batwoman dura pouco, a história novamente cai em flashback, direto no túnel do tempo pro aniversário de 12 anos das irmãs Kane.
Elas se deslocam de carro de onde estão e são vitimas de um ataque terrorista, são sequestradas, encapuzadas e levadas embora. [Alerta de spoiler! Se deseja ler, selecione o texto a seguir]. Tempo depois um pelotão do exército entra no cativeiro arregaçando geral de ponta cabeça e salvam a menina. A irmã gêmea é coberta por um pano preto. Tudo se explica melhor. Todos acharam que a Beth tinha morrido, e ela sobreviveu. Ficou maluca e virou Alice. [Fim do spoiler]
022Flashback nas idéias de novo e lá vamos nós pra “formatura militar” de Kate. Depois das páginas da comemoração, ela dá um passeio com sua namorada, rola um beijo claro e evidente dela com sua antiga namorada. Now I’ve the time of my liiife, and i never felt this way befooore (8).
Como fofoca tem em todo canto, bateu no ouvido dos superiores que a Kate andava fazendo bobeira por aí, fazendo rinha de aranha, velcros, coisa e tal (nada contra, sério)… Mas aí ela foi chamada e o superior dela fala do problema.
Ele diz que estaria dando nova chance a ela por ela ser a melhor da classe, por ela ser a melhor isso, aquilo, em memória da mãe dela, também pelo pai que é um excelente militar e blablabla, mas Kate é muito “correta” com o código e sabe que cadetes não podem mentir e etc… Ela tira seu anel de formatura e diz “I am gay”. It’s rainning man! Aleluia, it’s rainning man, yeah yeah! (8)
013A cena muda pra Batwoman com a doutora Mallorie, pedindo pra ela examinar as amostras que coletou, e em um mix de quadros, a ordem dos “True Believers”, uma verdadeira fauna de humanos transformados em serpente, tigre, macaco, gafanhoto e etc, assistiam uma palestra animal de Abbot em sua forma animal falando de Kate, que ela os salvou, e assim que Kate entra rola um agradecimento, coisa que e ela totalmente ignora e mete um soco na cara do Abbot por ele saber que a irmã (Beth) estava viva e era a Alice, e não ter falado antes. Antes de ir embora ela ainda dá um aviso, se eles chegarem perto da família dela de novo, ela ia matar cada um deles. Incorporou o Batman.
Eu começo e vocês terminam: Flash_ _ _ _. Vamos para a parte em que Kate conta ao seu pai que é homosexual. Eu achei a cena meio… Fraca. Se a intenção da revista era passar uma imagem nova, mente aberta, os problemas e conflitos e tal… Porra, o cara nem reagiu. Ele descobriu que a filha é gay e ficou por isso mesmo, primeira coisa que ele disse foi algo como “Você manteve sua honra e integridade, e eu estou orgulhoso disso, e sua mãe também ficaria”. Wtf. Vida foi bem fácil nos quadrinhos dessa vez.
Kate passa um tempo na gaiatagem, bebendo, estudando, se tatuando, finalmente conheceu Renee Montoya… E a vida é bela. Quadros das duas acordando juntas, conversando, se beijando, e de repente tudo vira uma briga de uma cena pra outra. Bem como acontece com casais hoje em dia. Relação é um perigo, mas cá entre nós… Fiquei fã DEMAIS da Kate depois dessa discussão:

“- Então o que você vai fazer da sua vida?
– Não comece.
– O que você fará, Kate? Vai desperdiçá-la gastando o dinheiro da sua madrasta, deitada na cama o dia inteiro, tocando sua maldita guitarra?
– Vai pro inferno, pelo menos eu sou honesta comigo mesmo! Ao menos não fingirei ser algo que não sou!”

023Renee bate a porta na cara dela e se manda. Como costuma a acontecer. Kate sai num temporal, liga pra Renee pedindo desculpas, e um mendigo tenta assaltá-la com um pé de cabra (essa foi nova), ela se defende e derruba o velho dizendo que ela é um soldado. “I am a goddamn…” e surge o Batman logo atrás dela, ela cai sentada assustada, ele estende a mão, ela segura, se levanta, ele atira o gancho e se manda. Ela olha pro céu, vê o batsinal nas nuvens e pimba, a vida mudou.
Voltando pra Kate… Os anos passam, e ela tem feito suas trambicagens de heróina na rua usando algumas granadas de gás, cacetete, colete, máscara… Nenhum uniforme estiloso, apenas uma militar.
024O pai descobre o segredinho, descobre que Kate tem agido como vigilante há seis meses e que está roubando tudo que é equipamento da base, desde armas não-letais até eletrônicos e outras coisas. Diz que isso tem que parar, que é perigoso… E ela decide não parar, e dá seu parecer sobre o Batsinal. Uma declaração que não vi igual sobre o batsinal. Está no inicio do texto.

LineDown
Kate começou a treinar em tudo que era área, ginástica olímpica, artes marciais, treinamento de guerra e combate, estudos… Uma Batman. Claro que não teve acesso ao treinamento do Henry Ducard, David Cain, Lady Shiva e tal, mas foi uma superação humana sem tantos recursos. Um esforço admirável.
016Ela recebeu um belo auxílio de seu pai, que montou um tipo de batbunker e lhe arrumou um finalmente seu uniforme, pois até essa altura do flashback, não havia “uniforme” ainda. “Gevurah”, o pilar da severidade, as cores da guerra, preto e vermelho. Capa feita de um composto de nanotubos, muito forte e leve. O uniforme em si, flexível e ao mesmo tempo a prova de balas e de facadas. Claro que não um tiro de fuzil a queima roupa um uma facada dada por um sujeito forte e experiente como um mercenário da vida, mas caramba, que baita reforço.
E por fim, o último detalhe do pai, um Morcego no peito, pra todos saberem do lado de quem você está. Muito bacana.
017Fim de flashback, voltamos ao presente pós-queda-de-avião de Alice/Elizabeth. [Alerta de spoiler! Se deseja ler, selecione o texto a seguir]. Kate tinha pedido para a doutora analisar as amostras de sangue e vê que o sangue dela e o de Alice eram realmente de irmãs gêmeas.
Kate então vai até seu pai no meio da noite, e lá rola uma discussão. O pai argumenta perguntando o que ela queria que ele fizesse. Realmente, contar a sua filha de 12 anos que sua mãe foi assassinada e que sua irmã desapareceu e ninguém sabe o que fizeram com ela? Preferiram dizer que ela morreu, já que as chances de encontrá-la eram mínimas.
[Fim do spoiler]
Faz sentido e não faz. Ele podia ter contado alguns anos depois, e não contou porque achou que ela já estava em paz com o assunto, coisa que Kate revelou nunca ter estado. Os últimos quadros mostram Batwoman andando de moto e Alice aparentemente respirando com o rosto foda d’água.
Acho que até aqueles sujeitos que podem dizer “minhas notas sempre eram vermelhas, eu falhei no teste de QI mesmo tendo feito duas vezes, até hoje não uso roupas de baixo e às vezes me esqueço de respirar”, também podem dizer que a história aparenta que terá continuação.
Essa foi a saga Elegy da Batwoman.

COVERDownload no MEGA – Batwoman: Elegy

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    • Eae Tiago ví essa coleção de xadrez também e fiquei muito loko para comprar. Mas ele é de uma editora (nao me lembro o nome) que está lançando as miniaturas dos heroes e viloes da Marvel, e acompanhando essa editora, vi que eles iram ( na verdade já era para está nas bancas desdo dia 08/08/2013) as miniaturas dos Heroes e Vilões da DC, e que depois dessa coleção ira lançar a coleção de batmovel e só depois iram começar com o xadrez. No mínimo teremos que esperar 1 ano para ver um sinal de publicação nas bancas desse conjunto de peças de xadrez do batman. Melhor guardar sua grana para comprar as miniaturas deles que estão TOP DE MAIS. Flw, espero que ajudado 😉

      • A empresa é a Eaglemoss Collections…
        Realmente é demais, pena que pra gente tudo chega um pouco mais caro…
        As miniaturas da DC e Marvel saem 7 libras na Inglaterra (a empresa é de lá).
        E aqui cada uma da quase R$40,00..
        Aí fica meio salgado.

      • Pesquisei um pouco mais e vi q tem a coleção de heróis e vilões da DC já com mais de 120 peças e tbm a coleção de xadrez com 32 peças e essa tá mt mais foda q a de heróis e vilôes, o nível de detalhes é absurdo, é como se fosse uma peça em “hd”…rsrsrs

    • “Continuação” não. Você não precisa ler a “Batalha pelo Manto” para entender o “Elegia” nem vice-versa, apesar de se passarem no mesmo universo, mesmo local com mesmos personagens, não é continuação direta de nada, é apenas uma história, sem mais complicações e complexidades.

  1. Pingback: Feliz 2014! | Batman Guide

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