ESPECIAL: Jogos do Batman

Alô, gamers que frequentam o Batman Guide!

Hoje falta exatamente UM MÊS para o lançamento do novo jogo do Batman, o Arkham Origins! Você já leu sobre ele nos nossos dois especiais aqui do Batman Guide?

▪ Arkham Origins: Preview, Galeria de Imagens e Vídeos (29/04)
▪ Arkham Origins: Novas Informações, Galeria de Imagens e Vídeos (25/08)

E para comemorar essa data, o Batman Guide traz com exclusividade para você um ESPECIAL com todos os games do Batman, desde 1986 até 2012!
Para conseguir fazer esse post foi necessária MUITA pesquisa, porque eu não pude jogar todos. Eu me esforcei ao máximo para ser clara nas minhas expressões, peço desculpas se eu tiver deixado passar algo, afinal não sou especializada em crítica de videogames. Caso haja alguma imprecisão, por favor me avisem nos comentários.
Preciso agradecer ao meu queridíssimo amigo Paul Richard pela soberba resenha feita para o game “Arkham Asylum”. E também agradeço ao Augusto, que fez com maestria os textos sobre o famoso jogo Arkham City!
Não foram considerados os jogos educacionais do Batman e os jogos lançados apenas para para plataformas portáteis.

Sem mais delongas, é hora de conhecer melhor a história do Morcegão nos games! Boa leitura!

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“Batman” (1986)
“Batman: The Caped Crusader” (1990)
“Batman – The Video Game” (1990)
“Batman Returns” (1992)
“Batman: Return/Revenge of the Joker” (1992)
“The Adventures of Batman & Robin” (1994)
“Batman Forever: The Arcade Game” (1996)
“Batman & Robin” (1997)
“Batman Beyond: Return of the Joker” – (2000)
“Batman: Gotham City Racer” (2001)
“Batman: Vengeance” (2001)
“Batman: Dark Tomorrow” (2002)
“Batman: Rise of Sin Tzu” (2003)
“Batman Begins” (2005)
“Lego Batman: The Videogame” (2008)
“Batman: Arkham Asylum” (2009)
“Batman: The Brave and the Bold – The Videogame” (2010)
“Batman: Arkham City” (2011)
“Lego Batman 2: DC Super Heroes” (2012)

“Batman” (1986)

Desenvolvedora: Ocean Software
Designers: Bernie Drummond e Jon Ritman
Plataformas: Amstrad CPC, Amstrad PCW, MSX, Sinclair ZX Spectrum

CAOAO primeiro jogo do Batman foi desenvolvido em uma perspectiva isométrica 3D (leia mais sobre isso aqui) do gênero ação/aventura. A primeira versão foi considerada um dos jogos mais populares, muito bem recebido pela crítica e tornou Batman popular também nos videogames.
Com um visual monocromático em 8-bit, o roteiro se desenvolvia da seguinte forma: Robin havia sido capturado pelo Coringa e pelo Charada enquanto consertava o Batmóvel. O jogador, no papel de Batman, deveria procurar pelo garoto-prodígio ao longo do mapa, mas para isso era preciso reunir as 7 partes faltantes do bat-móvel que faltavam e estavam espalhadas por aí.

Os equipamentos eram:

  • Bat-bag, uma maleta que permitia carregar os objetos;
  • Jet Bat-boot, botas que permitiam longos pulos;
  • Batthruster, um propulsor que permitia a movimentação enquanto você caia (talvez uma espécie de precursor do Bat-claw dos jogos modernos?);
  • Low Gravity Batbelt, um cinto de utilidades que reduzia pela metade a velocidade da queda.

Itens disponíveis:

  • Extra Life, para aumenta o número de vidas;
  • Energy, que aumentava a velocidade durante determinado tempo;
  • Shields, tornava Batman invulnerável por determinado tempo;
  • Jump, que duplica a capacidade normal de pulo de Batman.

Batman foi o primeiro jogo a ter a opção de um sistema de checkpoint, como opção para jogadores que quisessem recomeçar o jogo de determinado ponto. O checkpoint era um Batsinal, custava uma do máximo de 8 vidas possíveis para o Morcego, e você podia retornar com a mesma health , itens e equipamentos.
Um remake freeware foi lançado em 2011 com o nome de Watman (clique aqui para ver), e em 2002 foi lançado um remake para for Game Boy Advance sob o nome de Gwatman.

“Batman: The Caped Crusader” (1990)

Desenvolvedora: Special FX Software Ltd
Designers: Jonathan Smith, Charles Davies e Keith Tinman
Plataformas: Amiga, Amstrad CPC, Atari ST, Commodore 64, MS-DOS, ZX Spectrum

CapaNesse jogo no estilo arcade, Batman enfrenta dois de seus maiores inimigos: o Penguim e o Coringa. O jogo se divide em duas partes separadas, uma para cada vilão, que podiam ser jogadas em qualquer ordem.
Batman enfrentava os inimigos com socos, chutes e seu batarangue, e também resolvia desafios que apareciam em seu caminho.
Os gráficos foram baseados no estilo dos painéis de quadrinhos. Quando você entrava em uma nova parte do mapa, a área antiga não desaparecia do nada, mas ia sendo incorporada ao background. A Your Sinclair deu a esse jogo um ranking 9/10, por seus gráficos expressivos e o sistema de divisão em duas partes. A Computer Gaming World também fez uma critica positiva a respeito dos gráficos.
Batman: the Caped Crusader foi considerado um jogo a frente do seu tempo por ser mais voltado para a resolução de puzzles para prosseguir no jogo do que na ação, em bater nos vilões e dirigir o Batmóvel cheio de luzes coloridas.
Foi considerado um jogo complexo, porque em nenhum lugar se explicava o que você tinha que fazer – ao contrário da maioria dos jogos dos anos 80, em que as instruções vinham junto com o manual do jogo. O jogador não tinha uma pista do que iria enfrentar, e precisava ir na base da tentativa-e-erro.

“Batman – The Video Game” (1990)

Desenvolvedora: Ocean Software
Plataformas: Amiga, Amstrad CPC,Apple II, Atari ST,Commodore 64, MS-DOS,ZX Spectrum

CapaEsse jogo foi baseado no filme de 1989 de Batman. Consistia em 5 estágios baseados nos evento diretamente do filme. Cada estágio tinha um tempo limite e um medidor de energia, que era o rosto do Batman se transformando em rosto do Coringa conforme ia perdendo vida.
O primeiro estágio era Batman navegando pelo Axis Chemical Plant para enfrentar Jack Napier, no incidente em que ele se tornou o Coringa (!) Nesse nível, o jogo oferecia a opção de utilizar o Batarangue para se defender dos inimigos, acessar plataformas e pular vãos.
No segundo nível, Batman usava o Batmóvel para destruir pontos de tráfico e evitar a polícia. No terceiro nível, tinhamos um puzzle em que Batman precisava decifrar os componentes do Smilex, a toxina mortal que Coringa havia vendido na cidade. O quarto nível se passava numa Parada promovida por Coringa, e ele precisava usar os batarangues para cortar balões cheios de gás venenoso que sobrevoava a cidade, sem estourar os balões. E o nível final era uma continuação do primeiro nível, em que Batman encontrava Coringa no topo da Catedral de Gotham para o confronto final. A maioria dos elementos foi criada somente para o jogo.

Algumas das armas utilizadas:

  • Fisticuffs – a arma principal de Batman, o soco, que era um dos ataques mais úteis. Não gastava munição, e destruía a maioria dos inimigos com poucos golpes;
  • Batarang – Consumia uma unidade de munição por lançamento, mas podia acertar vários inimigos de uma vez. Utilizada para quando Batman estava longe demais para acertar os inimigos com um soco;
  • Spear Gun – Um lança-dados que consumia duas unidades de munição, e podia atingir um inimigo através de todo o cenário;
  • Dirk – Um ataque de três discos, útil contra inimigos que estavam num andar abaixo. Consumiam três unidades de munição.

Power-ups:

  • Bonus Item – Dava ao Batman 1000 pontos;
  • Pellet Item – Concedia 10 unidades de munição.

“Batman Returns” (1992)

Desenvolvedora: NES, SNES,Mega Drive/Genesis,Mega-CD, Master System,Game Gear, Lynx, Amiga,PC
Designers: Dentons (Amiga) / Spirit of Discovery (PC) / Aspect Co., Ltd. (Game Gear, Sega Master System) / Acme Interactive / Malibu Interactive (Mega Drive/Genesis, Mega-CD/Sega CD) / Atari (Lynx) / Konami (NES, SNES)
Plataformas: NES, SNES,Mega Drive/Genesis,Mega-CD, Master System,Game Gear, Lynx, Amiga,PC

BatmanReturnsCoverartO jogo foi uma versão de videogame para várias plataformas baseada no filme de mesmo nome. A versão para o Sega (Sega Mega Drive/Genesis, Sega Mega-CD, Sega Master System e Sega Game Gear) foi publicada pela própria Sega, enquando as versões do NES e do Super NES foram desenvolvidas e publicadas pela Konami. A versão para PC foi publicada pela Konami e desenvolvida pela Spirit of Discovery. A versão para Amiga foi desenvolvida pela Denton Designs e publicada pela Konami e, por fim, a versão para Atari Lynx version foi publicada pela própria Atari.
A versão de SNES lançada em 93 e era basicamente um jogo de luta em que você precisava ir em direção à direita do mapa (beat’em’up e side-scrolling), que era muito popular na época. Os cenários contemplavam 7 cenas do filme “Batman Returns”. Vários membros do “Red Triangle Circus Gang” atacavam Batman durante o jogo, e ele se defendia com as armas que tinha disponíveis. Havia cenários em 2D e em 3D, e cada fase terminava com um chefe, que precisava de um pouco mais de esforço para ser vencido.
O quinto nível consistia em Batman dirigindo o Batmóvel para perseguir uma gangue num van fortemente armada, e o Batmóvel usava uma arma poderosa para atirar. As críticas ao jogo foram positivas, a despeito de alguns comentários sobre sua falta de originalidade. Os gráficos, sons e controles foram o motivo dos elogios. Na versão do NES, o jogador só tinha uma barra de vida, que podia ser expandida através de itens encontrados no cenário. Havia um sistema de save com senha. A versão de Mega Drive/Genesis eram mais ou menos idênticas, mas a edição do CD também continha um CD de áudio com animações da arte do jogo, e alguns níveis de corrida em 3D. A versão para Atari Lynx era em 2D, com alguns dos melhores gráficos para Atari já disponíveis. Esse jogo foi conhecido por ser um dos mais difíceis até então. A versão para PC, publicada pela Konami, era considerada um jogo de aventura porque também misturava elementos de estratégia e RPG.
A versão para Amiga foi controversa porque trazia um bom número de bugs, e era praticamente impossível de jogar.

“Batman: Return/Revenge of the Joker” (1992)

Desenvolvedora: Sunsoft / Ringler Studios (Genesis)
Designers: Naoki Kodaka, Nobuyuki Hara, Shinichi Seya (NES) / Tommy Tallarico (Mega Drive) / David Whittaker (SNES)
Plataformas: NES, Game Boy,Sega Mega Drive/Genesis

600full-batman--revenge-of-the-joker-cover“Return” é o título para NES e Game Boy, enquando “Revenge” é o título para Sega/Genesis. O roteiro começa com Coringa escapando do Asilo Arkham, e tentando deixar Gotham no caos. O modo de jogo é basicamente scrolling lateral com várias técnicas de pulo, defender-se de inimigos e chefes e impedir que Gotham seja tomada pelo Coringa.
Os gadgets de Batman são um cinto de utilidades que o permite coletar ícones ao longo dos estágios. Ele é armado com vários tipos de batarangues e projéteis (exceto na versão de Game Boy, que possuía apenas um batarangue). Era possível fazer power-ups das armas em caixas ao longo dos níveis, e também coletar energias. Os chefes possuíam uma inovação em relação aos jogos anteriores: ao invés de Batman perder energia por um sistema de “barras”, energia ia diminuindo por pontos, aumentando a variação possível danos ao levar golpes dos chefes.
Os níveis eram compostos de uma fase na neve, um trem em movimento, uma base militar, torres de observação… Dois níveis específicos requeriam que você corresse e evitasse explosões ao longo dos carros que pegavam fogo nos níveis. Batman também precisava usar um jetpack em algumas missões.
A versão para console possui um ponto de save com senha, para voltar ao ponto em que se parou no jogo; e na versão para Game Boy era possível selecionar um nível no começo do jogo.

“The Adventures of Batman & Robin” (1994)

Desenvolvedora: Konami (SNES), Clockwork Tortoise (Mega Drive/Genesis e Mega-CD/Sega CD), Novotrade (Game Gear)
Designers: Jesper Kyd (Mega Drive/Genesis)
Plataformas: Super NES,Mega Drive/Genesis,Mega-CD/Sega CD,Game Gear

Adventures_of_Batman_and_Robin_SNESNesse jogo, boa parte dos vilões de Batman aparece: Coringa, Hera Venenosa, Pinguim, Mulher-Gato, Duas-Caras, Espantalho, Charada, Cara-de-Barro, Arlequina e Homem-Morcego. Alguns personagens aparecem para dar um suporte ao Morcego: Alfred, o Comissário Gordon e Bárbara Gordon.
O jogo consiste em um jogo de corrida e tiro onde Batman e Robin precisam parar o Senhor Frio, que planeja congelar Gotham. Para impedir que a Dupla Dinâmica o encontre facilmente, Frio liberta Coringa, Duas-Caras e o Chapeleiro Maluco do Arkham, cada um com sua fase: Coringa rouba diamantes de Gotham, Duas-Caras planeja invadir Gotham de avião e o Chapeleiro Louco está criando um exército de robôs para atacar a cidade.
É possível duas pessoas jogarem simultaneamente; um com Batman e um com Robin. Os dois personagens são equiparados em poder de fogo, usam batarangue, maças ou shurikens para longos ataques. Existem quatro níveis que consistem em diversos estágios. Em alguns níveis é possível controlar aviões também.
Foi considerado um jogo difícil de se completar, mas um portfólio interessante dos feitos visuais e sonoros que o Mega Drive e o Genesis possuíam até então.

“Batman Forever: The Arcade Game” (1996)

Desenvolvedora: Iguana Entertainment
Designers: Acclaim Entertainment/ Acclaim Japan
Distribuidor: Warner Bros. Interactive Entertainment / DC Comics
Plataformas: Arcade, Sega Saturn,Microsoft Windows, PlayStation

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Novamente nesse jogo o personagem pode escolher entre Batman e Robin. No jogo eles circulam por Gotham lidando com os capangas de Charada e Duas-Caras. Na verdade, não há muitas inovações em relação ao jogo anterior; uma delas é um sistema de combos de ataque que pode ser feito apertando botões rapidamente e desacordando os inimigos. Foi chamado de um jogo de “amassar botões” (sabe quando você fica desesperado socando todos os botões para golpear os inimigos? Então). Porém a maioria dos inimigos já desacorda com uma série simples de golpes.
O sistema de locomoção não é tão complexo. Os gráficos são um pouco “duros”, e a trilha sonora contém excertos e efeitos sonoros do filme lançado em 1995. As cores também seguem a tendência “colorido até demais para um jogo do Batman”, ou seja, abusando de tons pastéis e primários. A definição é pixelada, as animações não são muito bem desenvolvidas. Foi muito criticada por não ter opções de fase no Batmóvel (que, como percebemos nos textos acima, é algo que os jogadores prezam muito, e também uma demanda recente para os jogos da série Arkham).

“Batman & Robin” (1997)

Desenvolvedora: Probe Entertainment Tiger Electronics
Distribuidor: Warner Bros. Interactive Entertainment
Plataformas: PlayStation, Game.com

Batman_And_Robin_capaEsse é um jogo no estilo Sandbox, isto é, ele pode circular pelo mapa cumprindo as missões que encontrar ao longo do cenário. O Morcego se deparava com pedestres e cidadãos ao longo das suas missões. Três personagens estavam disponíveis (os mesmos do filme lançado no mesmo ano): Batman, Robin ou Batgirl. Cada um contava com um veículo (provavelmente para corrigir a demanda que o jogo anterior havia deixado): Batman usava o Batmóvel, Robin usava a Redbird, a sua moto, e a Batgirl usava a Batblade do filme. O jogador circulava por Gotham City completando várias missões individuais como impedir Sr. Frio de roubar um banco. Muitos eventos não estavam ligados entre si.
Era possível se utilizar da tecnologia disponível no Batcomputador, e ele tinha um tempo limitado para desvendar os mistérios, ou então os acontecimentos prosseguiam e você falhava na missão. Sobre as missões, aliás, algumas eram baseadas nos eventos do filme, enquanto outras foram criadas especificamente para o jogo.
Bem, assim como o filme, o jogo foi extremamente criticado e fez pouco sucesso comercialmente. Foi considerado medíocre, e recebeu note 5/10 numa análise da IGN.

“Batman Beyond: Return of the Joker” – (2000)

Desenvolvedora: Kemco
Distribuidor: Ubisoft
Plataformas: Game Boy Color, PlayStation, Nintendo 64

Batman_Beyond_-_Return_of_the_Joker_CoverartBatman Beyond foi um jogo de beat’em up/side-scrolling, com uma iniciativa de inserir elementos em 3D. Não foi um jogo muito complexo, na verdade. Baseou-se na animação Batman Beyond.
Suas missões no jogo eram coletar diversas armas novas, conseguir avançar no cenário a despeito do monte de inimigos de Batman. Coringa havia ressuscitado sua carreira como Palhaço do Crime, só que muito mais perigoso do que nunca. (Chegou a se questionar se era o Coringa realmente, um novo Coringa, um Coringa clonado ou um pupilo do Coringa). O poder de ataque de Batman era muito limitado, com apenas alguns socos, cruzados e chutes. Ele não podia se locomover das maneiras necessárias, então isso limitava até mesmo o ataque dos inimigos, já que eles também não se moviam na vertical. Nem todos os gadgets do cinto de utilidades eram úteis, outros eram absurdamente fracos.
Em relação ao roteiro foi necessário dar um “gás” para superar o fracasso dos dois jogos anteriores, e explorar o espírito de aventura do Cavaleiro das Trevas – aumentando o número de portas a se investigar e de caminhos possíveis a se seguir. Os gráficos estão menos brilhantes e mais difíceis de se perder. Ao se explorar o cenário você conseguia mais power-ups e gadgets, construindo um objetivo de exploração no jogo (e não apenas a sensação de estar andando a esmo pelo mapa).
As roupas ainda não estão perfeitas, as expressões dos capangas ainda estão duras e rígidas, mas Batman está bem trabalhado. Foi considerado um jogo bom, comparado ao que era esperado por causa dos dois jogos anteriores, fracassos de crítica.

“Batman: Gotham City Racer” (2001)

Desenvolvedora: Sinister Games
Distribuidor: Ubisoft
Plataformas: PlayStation

Batman_Gotham_City_Racer_PalUm jogo de corrida em Gotham City. Você podia correr como Batman, Asa Noturna ou Batgirl, ou então escolher um dos 23 vilões disponíveis, como Coringa, Sr. Frio, Mulher-Gato, Crocodilo, etc. Havia mais de 15 veículos equipados com armas como batarangues, gás hilariante, ganchos, e etc. Contando com 51 missões baseadas nas animações “The New Batman Adventures”, até com pedacinhos da série mostrados no jogo. Havia também modos de corrida: corrida livre, modo patrulha, perseguição a um criminoso ou então escapar de Batman. Era possível jogar com um amigo em missões herói vs vilão. O cenário era a área urbana de Gotham. Bom, não tem muito o que falar sobre o roteiro, é um jogo de corrida que lembra Mario Kart pelas habilidades divertidas que você poderia explorar para vencer a corrida.

“Batman: Vengeance” (2001)

Desenvolvedora: Ubisoft Montreal
Distribuidor: Warner Bros. / Interactive Entertainment / DC Comics
Plataformas: PlayStation 2, Game Boy Advance, GameCube, Xbox, Microsoft Windows

Batman_VengeanceEm Batman: Vengeance, o crime toma conta de Gotham e Batman está no centro de uma conspiração. Após salvar uma mulher chamada Mary Flynn de uma explosão na fábrica química de Gotham, Batman decide desvendar os mistérios da cidade e acaba parando na ponte de Gotham, parcialmente demolida, onde enfrenta o Coringa. Depois do duelo, ambos caem no rio de Gotham; Batman tenta salvar Coringa, mas ele se recusa e aparentemente morre. Mas Coringa não morreria fácil assim, então era preciso investigar. Senhor Frio também aparece no jogo, atacando as indústrias do Gotham, empreitada mal-sucedida pelo uso do Bat-avião.
Em paralelo, Batgirl persegue a pista do rastreador achado em Mary Flynn – que é, na verdade, Arlequina, negociando com um homem misterioso. O roteiro desse jogo é muito complexo, Hera Venenosa também aparece, e Batman precisa combater todos os vilões enquanto procura saber a verdade por trás da suposta morte de Coringa, defender Gordon e a polícia e evitar que a cidade seja destruída. Enfim, não vou dar spoiler para não perder a graça de quem eventualmente for jogar (lembrando que, dos jogos aqui descritos, os mais recentes podem ser baixados com facilidade para se jogar nas plataformas correspondentes ou em emuladores para pc).
O cenário e o design dos personagens foi retirado, também, da The New Batman Adventures, e recebeu diversos elogios da crítica.Os pontos fortes destacados foram as dublagens, a complexidade do roteiro, as cenas praticamente cinematográficas. Um dos pontos fracos foram as cenas em primeira pessoa, o que limitava as habilidades do jogador. E a versão para PC foi considerada ruim porque os controles eram extremamente confusos.

“Batman: Dark Tomorrow” (2002)

Desenvolvedora: HotGen
Publicadora: Kemco
Plataformas: Xbox, Nintendo GameCube

Batman Dark TomorrowA primeira coisa que me chamou atenção nesse jogo foi a utilização de vilões que passaram meio despercebidos até agora. Batman está tentando encerrar uma entre as gangues do Scarface & Ventríloquo e do Máscara Negra, quando descobre que o Comissário Gordon foi sequestrado e está sendo mantido refém no Arkham. Lá ele encontra Zsasz, o vilão Caça-Ratos, e adivinhem quem está mantendo Gordon refém? O Coringa. Puxa vida, esses desenvolvedores podiam ser um pouco mais criativos. O Coringa é, de fato, o nêmesis do Batman, mas é muito difícil escolher outro vilão para ser o protagonista dos eventos mais importantes dos jogos?
Tá, vamos aceitar isso e continuar. Aproveitando-se que Batman está um “pouquinho” ocupado no Arkham, Ra’s Al Ghul revela que seu novo plano megalomaníaco de destruição mundial está quase no fim, e é claro que isso é um assunto para o Morcegão resolver. Ele conta com a ajuda de Oráculo, Robin, Batgirl (Asa Noturna não aparece no jogo, mas ele é mencionado num diálogo). A relação complicada de Batman com Talia também é mencionada.
Outros vilões que também aparecem no jogo são: Senhor Frio, Hera Venenosa, Crocodilo, etc.
O jogo recebeu críticas muito negativas porque sua jogabilidade era confusa, as missões eram repetitivas e havia muitos ângulos de câmera totalmente incompreensíveis; também não havia uma maneira de “fechar” o jogo – ele tinha uma espécie de “inception” – e sua mecânica complicada. Foi considerado pelo IGN um jogo extremamente desapontador, e ganhou da Electronic Gaming Monthly o prêmio de “Shame of the Month” (Vergonha do Mês). Uma versão para Playstation 2 era planejada, mas como não podia deixar de ser, ela foi cancelada.

“Batman: Rise of Sin Tzu” (2003)

Desenvolvedora: Ubisoft Montreal
Distribuidora: Warner Bros. Interactive Entertainment / DC Comics
Plataformas: Xbox, PlayStation 2,Game Boy Advance,GameCube

batman_rise_of_sin_tzu_dvd_ntsc-5bcdcovers_cc5d-frontEsse é mais um jogo de beat’em’up. O jogador podia escolher entre jogar sozinho ou no modo cooperativo. Ele ganhava prêmios ao completar os níveis, além de sistemas de upgrades nos seus equipamentos. Também era permitido adquirir novas habilidades para os personagens (me lembrou bastante o sistema de upgrades dos jogos recentes, como o Arkham Asylum e o Arkham City).
No modo de desafio você poderia enfrentar grupos de capangas assim, sem roteiro, apenas a boa e velha pancadaria (sim, exatamente como o modo de desafio dos jogos recentes).
Havia limite de jogo no tempo, e 4 níveis de dificuldade: ‘Easy’, ‘Medium’, ‘Hard’ e ‘Dark Knight’ (uma denominação sagaz que poderia ter sido aproveitada nos outros jogos). O roteiro traz como vilão principal o Sin Tzu, um personagem misterioso que Batman nunca havia enfrentado antes. Ele decide deixar Gotham em meio ao caos, até aí nenhuma novidade, a surpresa é o dia em que ele escolhe para fazer isso: o aniversário de assassinato dos pais de Bruce Wayne. Outros vilões que dão a cara nesse jogo são o Espantalho, o Cara-de-Barro e Bane. E Batman conta com a ajuda de Robin, Batgirl e Asa Noturna. Em questão de habilidades de combate, Batman é o mais forte e com os ataques mais poderosos, mas relativamente lento nos ataques. Batgirl tem ataques fracos, mas se move com maior agilidade dentre os quatros personagens. Robin tem ataques rápidos, mas causa menos dano que Batman e Asa Noturna. E o Asa Noturna é o mais equilibrado entre os personagens – combinando agilidade e força.

“Batman Begins” (2005)

Desenvolvedora: Eurocom (GC, PS2 & Xbox) / Vicarious Visions (GBA) / Publicadora: EA Games
Distribuidora: Warner Bros. Interactive Entertainment / DC Comics
Plataformas: Game Boy Advance / GameCube / PlayStation 2 / Xbox

CapaBatmanBeginsAgora estamos entrando na fase mais moderna dos jogos do Morcego. Esse jogo foi lançado em conjunto com o filme Batman Begins.
Ele traz uma inovação que é uma característica muito forte do Batman: o sistema de intimidação de inimigos para obter confissões, através de recursos disponíveis no cenários. Pode-se dizer que o combate então era baseado em “Fear & Interrogation” (um dos slogans é: Fear is your weapon). Os capangas assustados tornam-se alvos muito mais fáceis, e o medo faz com que eles digam as informações necessárias ou códigos-chaves muito mais rapidamente.
Alguns gadgets eram utilizados para assustar os inimigos, como granadas de fumaça, flash bangs, e o “HF Transpoder”, que convocava Morcegos para atordoar os adversários. O jogo lembra bastante a série Splinter Cell, como Batman chegando nos inimigos silenciosamente e os desacordando por trás. O combate combinava elementos de artes marciais com técnicas de luta ocidental.
O roteiro era basicamente o mesmo do filme, mostrando a ascensão de Bruce Wayne como jovem bilionário até se tornar o temido protetor de Gotham. Era pequenas as modificações, e com cenas do filme aparecendo na tela para dar contexto às cenas do jogo. Inclusive, muitos dos atores foram responsáveis pela dublagem dos seus respectivos personagens. Também era possível criar um final adicional em que Batman era forçado a destruir o Batmóvel para salvar Gotham.
Críticas ao jogo foram feitas devido à sua excessiva linearidade e à inteligência artificial irreal. Mas não se pode negar que foi um predecessor bastante adequado aos jogos que se seguiriam.

“Lego Batman: The Videogame” (2008)

Desenvolvedora: Traveller’s Tales/TT Fusion(Nintendo DS)/ Robosoft Technologies (Mac OS X)[1]
Publicadora: Warner Bros. Interactive Entertainment/ DC Comics / Feral Interactive (Mac OS X)
Plataformas: Cloud (OnLive) / Mac OS X / Microsoft Windows / Nintendo DS / PlayStation 2 / PlayStation 3 / PlayStation Portable / Wii / Xbox 360

LEGO Batman PAL cover2Um jogo de uma série baseada em jogos de Lego. O jogador controlava qualquer um de um vasto número de personagens disponíveis, lutando contra inimigos, resolvendo puzzles e coletando a moeda do jogo. Usar ataques combinados aumenta o montante de moedas acumuladas. O jogo se passa em Gotham (jura?) e os cenários não são tão infantilizados quanto os personagens – exceto os objetos com os quais era possível interagir, esses são construídos de Lego. Era preciso arrastar ou até mesmo combinar certos Legos para prosseguir no jogo. Os combates eram feitos na terra, no mar e no água, usando um bom número de veículos patrocinados pela Wayne Enterprises. Habilidades novas para os Morcegos foram introduzidas, como pegar e carregar os inimigos e se equilibrar em corda-bamba.
É possível jogar em modo cooperativo, ao longo de 30 níveis (15 para os heróis e 15 para os vilões), além de níveis secretos como a Mansão Wayne e o Asilo Arkham. O jogo é dividido em 5 capítulos, e quando você completa o modo Story pode andar livremente pela cidade no modo “Free Play”, com itens colecionáveis adicionais que não estavam disponíveis antes.
As habilidades dos personagens baseiam-se nas habilidades demonstradas nos jogos: Coringa possuía uma bateria de choque que eletrocutava Batman quando esse apertava sua mão, e Pinguim conseguia deslizar com seu guarda-chuva.
Os heróis principais são Batman, Robin, Batgirl e Asa Noturna, com cores próprias que podem ser modificadas ao longo do jogo. Alguns personagens são desbloqueados após cumprir certa meta no jogo, como Silêncio, e outros podem ser criados na suíte de criação de personagens (como Azrael, a Caçadora, Máscara Negra e Salteadora).

“Batman: Arkham Asylum” (2009)

Desenvolvedora: Rocksteady Studios
Publicadora: Eidos Interactive / Warner Bros. Interactive Entertainment
Distribuidora: Time Warner / Square Enix
Plataformas: PlayStation 3, Xbox 360, Microsoft Windows, OS X, Cloud (OnLive)

Resenha por Paul Richard

COVERLançado entre agosto e setembro de 2009, desenvolvido pela Rocksteady, um estúdio britânico pouco conhecido, Batman: Arkham Asylum é um jogo que impressiona do começo ao fim. Os jogos do Batman, até o momento, foram jogos que ficavam entre o medíocre e o “apenas bom”, nunca nenhum conseguiu ficar no nível técnico e de acabamento que a Rocksteady alcançou. Não apenas em termos técnicos como gráficos e performance, mas também em história, enredo, atuação e riqueza de conteúdo, Batman: Arkham Asylum é um jogo que apela não apenas pro fã assíduo do Homem Morcego, mas também pra qualquer gamer que se diverte com um bom adventure terceira pessoa. Começando pela história, os caras por trás desse game tiveram uma abordagem bem diferente no que diz respeito a história e enredo. As principais diferenças de um game ou desenho pro filme sobre o Batman é que dispõe de várias e várias horas pra abordar um personagem que tem mais de 50 anos de existência. O que é bem diferente de um filme. Quando você vai fazer um filme de um super-herói, você tem que comprimir uma história de décadas em pouco mais de 2 horas. Com jogos você não tem essa limitação, e a Rocksteady não perdeu tempo com essa liberdade criativa, e escalou Paul Dini pra criar a história do jogo. Para aqueles que não estão familiarizados com esse cara, Paul Dini é conhecido por ter escrito um monte de histórias pra DC envolvendo Batman, Super-Homem e outros personagens chave da DC, assim como escreveu o roteiro de diversos episódios da aclamada Batman: The Animated Series, aquele desenho do Batman dos anos 90, muitíssimo bem criticado. E foi isso que garantiu a qualidade da história do jogo, porque não foi alguém com pouca experiência no Batman escrevendo um roteiro de filme ou algo assim. Eles chamaram um cara com mais de 10 anos de experiência em escrever contos do Batman, num jogo com mais de 20 horas de gameplay, tempo mais que suficiente pra desenvolver uma trama com boa profundidade – com a mesma alma dos quadrinhos e desenhos, com personagens feitos a muito tempo mas que ainda assim conseguem ser novos e interessantes.
Apesar do jogo ter um tempo que foi lançado, eu não vou me estender muito nela pra evitar spoilers para aqueles que ainda não tiveram a oportunidade de jogar esse jogo, mas a história vai mais ou menos assim: algumas semanas antes do jogo ocorrer, houve um incêndio suspeito e de grandes proporções na prisão Blackgate, conhecida por ser a prisão cuja maioria de seus internos são associados a máfia e aos supercriminosos de Gotham. Esse incêndio deixou o lugar inutilizável e até os reparos necessários forem feitos, os detentos tiveram que ser realocados para o Asilo Arkham, o lar dos insanos criminosos. Tempos depois, durante mais uma longa noite de ações criminosas, reféns e explosões, o Coringa é apreendido por Batman, que o leva diretamente para o Asilo Arkham. Porém desconfiando da facilidade com que Coringa foi pego, Batman decide acompanhar todo o processo de encarceramento do Príncipe do Crime. Suas suspeitas se confirmam quando durante o referido processo a Arlequina, que também estava sendo mantida no Asilo, através de ajuda interna, toma controle da central de segurança do Asilo, efetivamente controlando o lugar todo e liberando detentos de sua cela, criando o caos e a desordem. Daí em diante o Batman tem a árdua tarefa de controlar a desordem, prender bandidos que estão escapando, enfrentar alguns vilões do passado, capturar o Coringa e Arlequina e descobrir o que eles almejam com todo esse plano. Cheio de plot twists e cenas de ação bem escritas compassadas com momentos de exploração do rico cenário do jogo e boas doses de um humor ora psicótico, ora bobo, a trama segue uma linha lógica de fácil compreensão, que consegue assustar e surpreender o jogador.
A seleção de personagens é gigante. Além dos óbvios, como Coringa, Arlequina, Comissário Gordon, muitos outros marcaram presença no jogo, como Bane, Hera Venenosa, Killer Croc, Espantalho e outros mais, alguns ajudando diretamente no plot do Coringa ou tendo suas próprias agendas no caos que se instaurou. Alfred também aparece no jogo porém não é visto em momento nenhum já que ele apenas dá suporte de longe, na mansão Wayne, ao longo dos acontecimentos do jogo. Num papel similar está o Oráculo, que pra quem não sabe foi a primeira Batgirl, filha do comissário Gordon, e aleijada da cintura pra baixo por um tiro que o Coringa deu que atingiu sua coluna. Alguns personagens importantes porém não deram as caras, como Mulher-Gato ou Robin, embora eles tenham aparecido e tidos papéis mais importantes no jogo seguinte da série, o Batman: Arkham City. De forma similar ao Oráculo e ao Alfred, o Charada também aparece no jogo embora não em corpo, e sim através de charadas que podem ser resolvidas e coletáveis a serem pegos espalhados ao longo do jogo. Essas Charadas liberam artes conceituais e pequenos contos que enriquecem e explicam ainda mais a trama do jogo, assim como acontecimentos anteriores a ela.
Além de vilões carismáticos e psicóticos, o jogo simula com sucesso praticamente todos os aspectos dos contos do Homem-Morcego, como o ambiente obscuro e psicologicamente pesado, com momentos que testam os limites do medo e da resistência psicológica do Batman, o Coringa fazendo piadas e ameaças aos seus capangas, um completo desinteresse a vida por parte dos capangas que ao longo do jogo matam indiscriminadamente praticamente todos os doutores e pessoal da segurança do Asilo.
No interior da ilha onde o Asilo até existe uma Batcaverna, secretamente construída por Bruce para situações como essa que ocorre no jogo, da mesma forma que é descrita em desenhos e quadrinhos – o que garante um sentimento de familiaridade toda vez que você visita, àqueles que acompanham o Batman em outros mídias. Claro, outro aspecto que não poderia deixar de ser explorado no jogo são os gadgets e veículos do Batman, que também desempenham papel importante no jogo quando permitem que você alcance lugares especiais ou fazer aquele movimento especial que ajuda durante combates com vários capangas ou chefes. Todos os clássicos estão aqui como o Batmobile ou a Batwing, assim como o Batarangue, o Gancho que serve tanto pra puxar inimigos como pra alcançar lugares inalcançáveis, bombas de fumaça, e outros gadgets que ajudam nos combates do jogo. Ah sim, os combates do jogo.
A mecânica do jogo é bem simples, porém funcional como sempre. O jogo é focado em obtenção de pontos de experiência, que você ganha desde resolvendo as citadas charadas do Charada, como derrubando inimigos, e que dependendo da sua proficiência em combate – se você consegue fazer combos longos e diversificados – você pode faturar bônus em experiência. Esses pontos de experiência podem ser utilizados na menu da Wayne Tech no jogo. É através desse menu que o jogador, usando os pontos de experiência, destrava novos gadgets, ou melhorias para os que você já tem, assim como novos golpes que permitem você atacar vários capangas de uma vez, ou que permitem você incapacitar um capanga em apenas um golpe. E por falar em golpes e combate, aqui vai outra característica que torna Batman: Arkham Asylum uma experiência única: o Freeflow combat. O Freeflow combat é a mecânica de luta utilizada no jogo. Ela é de fácil compreensão e bem intuitiva, onde você, durante um combate com vários capangas, apenas olha para o capanga que você quer bater com a visão do mouse e então clica para efetuar um golpe, porém existem regras: se você errar um golpe ou levar um golpe do inimigo, o seu multiplicador de pontos de experiência é resetado, além de você receber dano, claro. E além dos golpes de artes marciais do Batman você também pode usar atalhos de acesso rápido aos gadgets, onde eles podem ser utilizados de forma rápida e precisa nos capangas, seja nocauteando-os com uma batrangue ou puxando-os com o gancho e depois os socando. Essa liberdade de poder misturar golpes com gadgets faz desse sistema de luta uma diversão sem fim, que garante a você a capacidade de poder derrubar vários inimigos de uma vez, perfeito para os momentos onde você tiver que enfrentar ao mesmo tempo 10 inimigos ou mais, armados ou não. E acredite, existem situações como essa. E para momentos onde a sutileza e furtividade do Batman é necessária, como por exemplo situações com refém, ou quando você precisa capturar um chefe ou capanga de importância, o jogo criou o conceito do modo Predador. O modo predador é um modo onde, dentro de um ambiente, o jogador deve se mover sem chamar a atenção dos capangas, aniquilando-os um por um, criando emboscadas usando o cenário ao seu favor, como usar extintores de incêndio pra criar distração sonora ou grades no chão das quais você pode pular e fazer uma surpresa a um capanga. E claro, mais uma vez os gadgets desempenham um forte papel, quando você precisa por exemplo explodir paredes de concretos finas e nocautear quem estiver do outro lado, ou usar um equipamento que inutiliza armas de fogo, pra poder enfrentar frente a frente capangas armados. E a medida que você derruba capanga depois de capanga, eles começam a ficar nervosos e assustados, o que aumenta sua imprevisibilidade, tanto nos caminhos que eles escolhem andar assim como na predisposição deles em utilizar suas armas, que já é bastante pequena, e que só diminui a medida que eles ficam assustados.

O cenário do jogo beira a perfeição, como quase todo o resto no jogo. Arkham aqui está rica e detalhada, com diversos desafios para o jogador, assim como rápidas menções e homenagens a outros inimigos e acontecimentos do universo do Batman. Dividida em ambientes externos e cinco edifícios (como Ala Médica, Encarceramento, Tratamento Pesado e outros que não me lembro agora), o Asilo é um lugar consideravelmente grande, divertido de ser explorado, e com um toque bem único e diferente dos cenários de outros jogos em terceira pessoa por aí. Cada edifício tem uma função pro Asilo e por isso, cada um tem seus detalhes e são bem únicos entre si. Cada qual, com seus segredos, salas e passagens a serem explorados. A medida que o jogo evolui e coisas são explodidas e danificadas, certas passagens se tornam impossíveis de serem utilizadas novamente e novas devem ser usadas no lugar, o que cria a necessidade para novos gadgets e faz o player explorar caminhos alternativos. E bom, já que você vai precisar explorar e estudar tanto assim os ambientes do jogo, você precisará de uma solução tecnológica das empresas Wayne pra te ajudar nisso, e é aqui que o jogo demonstra um dos gadgets mais uteis e um dos que mais ser usado ao longo do jogo, que é a “Visão de Detetive”. A Visão de Detetive não é necessariamente um gadget que você escolhe do menu e o utiliza com cliques ou teclas. É um equipamento que quando ativado, a visão do Batman fica azul escura, onde é possível ver pessoas que estejam bem longe, ou próximas mas que estejam atrás de certos tipos de obstáculos, como paredes ou estantes de livro. Além disso, essa visão ainda diz se a pessoa é amiga ou inimiga, e se está armada ou não, assim como seus batimentos cardíacos, que definem se a pessoa está relaxada ou nervosa. Lembram-se do modo predador descrito no parágrafo anterior? Pois bem, a visão de detetive tem um papel fundamental aqui, uma vez que ela identifica pontos de interessa, por paredes fracas, painéis de vidro, além de dizer se o capanga está nervoso ou calmo. Esse estudo e compreensão sobre a situação da sala no modo predador te garante a possibilidade de, através do uso da estratégia, criar formas rápidas de nocautear os inimigos sem grandes problemas.
O trabalho de sons, vozes e música do jogo, assim como praticamente todo o resto, é fora do normal. A Rocksteady tomou o cuidado de recrutar o máximo possível de dubladores do desenho do Batman dos anos 90. Pra quem não conhece a voz dos caras e só viu o dublado até hoje, como eu, isso de inicio não significou muita coisa.
Mas o segundo que você escuta como os tons de voz, os timbres, a forma como os caras conseguem imprimir uma boa dose de emoção e um sentimento que condiz com o momento, criando uma fala convincente, você percebe como esses caras não brincam em serviço. A música do jogo é orquestrada e tem passagens oras calmas, oras tensas, que combinam com o que se ocorre no momento no jogo, seja uma apenas quando você está de indo de um lugar ao outro, se está no modo predador, ou se está em combate pesado com uma legião de capangas.
Falando de forma sucinta, Batman: Arkham Asylum foi sem dúvida um dos melhores lançamentos do ano de 2009. O jogo é o clássico terceira pessoa de exploração, envolvente e viciante, porém utilizando a temática do Homem-Morcego, executada com extrema perfeição, cheia de nuance eprofundidade, com um valor de replay muito bom. É o tipo de jogo que você vai querer jogar e jogar várias vezes, seja pelos personagens, pela história, pelo cenário ou pelos momentos de combate, recheados de ação e com bons desafios.

“Batman: The Brave and the Bold – The Videogame” (2010)

Desenvolvedor: WayForward Technologies
Distribuidora: Warner Bros. Interactive Entertainment
Plataformas: Wii, Nintendo DS

capaBatman: The Brave and the Bold é um jogo de beat’em’up em 2D com o visual baseado na série de mesmo nome (traduzida aqui como “Os Bravos e Destemidos”). Cada nível apresenta um episódio diferente e mostra Batman se aliando a vários super-heróis, como Arqueiro Verde e Aquaman, para impedir vários vilões de destruirem Gotham. A versão para Wii pode ser jogada por duas pessoas, cada uma controlando um herói, ou com um jogador, que terá seu companheiro comandado pelo computador. Há acesso a vários gadgets e você pode combinar ataques com seu parceiro de jogo para um dano maior.
Já a versão para Nintendo DS é para um único jogador, que pode alternar entre o controle de Batman e algum dos heróis disponíveis, abusando de suas habilidades para prosseguir em cada nível. E os jogadores que possuem as versões para Wii e para Nintendo podem controlar o Bat-mirim na versão do Wii com o Nintendo DS connectivity.
É um jogo bastante engraçado, na verdade, até pelos equipamentos que eles utilizam. Os combates não são muito complexos, mas não são repetitivos. Para os jogadores mais experientes e exigentes o jogo pode ser massante pela sua simplicidade, mas aqueles menos criteriosos provavelmente encontrarão nesse jogo uma boa diversão. É uma boa pedida para jogar em família devido ao seu estilo mais simples e à ausência de complexidade dos movimentos.

“Batman: Arkham City” (2011)

Desenvolvedora: Rocksteady Studios
Publicadora: Warner Bros. Interactive Entertainment
Plataformas: PlayStation 3, Xbox 360, Microsoft Windows, Wii U, Cloud (OnLive), OS X

Resenha por Augusto S.

CapaArkham City… ah, a tecnologia. Fazendo surpresas desde… Esse século.
Surpresas mesmo, porque jogo de herói é uma verdadeira loteria. Já viram os jogos do Homem de Ferro e do Superman? Um lixo. Mas estamos falando do Homem-Morcego.
Não que ele só tenha tido jogos geniais. Não, muito pelo contrário, teve MUITO lixo, como vocês podem acompanhar nos textos anteriores, mas a série Arkham veio pra lavar a alma de todo mundo que esperava algo genial.
Tivemos o Asylum, o City e em breve o Origins. A trama do Asylum está no texto do Asylum (e vocês podem ler novamente se quiserem), a trama do City é uma continuação direta. Um pedaço considerável de Gotham é isolado e tecnicamente entregue pra vagabundagem que vazou do Arkham Asylum.
Temos o Hugo Strange (aparentemente) encabeçando o processo todo, os policiais da TYGER que é meio que a força tarefa pra lidar com o povo do Arkham, e os vilões que estão no melhor estilo “Run, Sally, run!” pelas ruas, tocando suas pequenas atrocidades.
Bruce Wayne vai a paisana pra dar umas entrevistas e acaba preso pela TYGER. Hugo Strange descobre a identidade secreta dele, e pra piorar tudo, o Coringa o infecta com um vírus, o obrigando a correr atrás do antidoto durante todo o jogo. Se eu contar mais que isso quebra a graça.
Com certeza um jogo inovador, pois o que mais vemos por aí em jogos Sandbox é ausência de grandes detalhes e capricho com o ambiente. Se você olhar os detalhes do GTA IV por exemplo, vai ver que os prédios parecem enormes caixas de remédio em uma maquete enorme, o que não ocorre com o Arkham City, pois você vai de cima a baixo nos prédios vendo tudo de perto e é tudo bem feito.
No GTA, o que te dá impressão de ser hiper bem feito é a textura, o efeito de luz e sombra com o sol e tal (isso realmente é impressionante), mas no geral, é só uma enorme maquete pra você ficar dentro fazendo o que der na telha.
Quando me falaram “Ah, é um Sandbox, você tem um pedação de Gotham pra circular resolvendo as bagaças do mano Morcego”, claro que imaginei um “GTA: Gotham City”, você fazendo o jogo principal e side-missions, interagindo com meio mundo e tal…. E é quase isso mesmo. Mas claro que a coisa não podia pegar as proporções de GTA, trocando entre mil veículos tanto terrestres quanto aquáticos e aéreos, e óbvio que as missões não são pra gerar dinheiro. Seria até comédia ver o bilionário Bruce Wayne catando dinheiro pela cidade, né.
O mapa de Arkham City não é algo que mereça um “Oh my god. Meninas, falecy. MAIOR MAPA EVER. Vou por no instagram minha cara de derrota, e uma foto do Lucky, meu cachorro maltês #partiu #feiradafruta”. É um mapa razoável, e qualquer falta de extensão é compensada com o fato de que tem INTERIORES enormes, tão bem detalhados quanto o resto da cidade.
E se formos falar das capacidades do personagem, já vira outra covardia. Nos GTA os personagens simplesmente correm, pulam, dão tiro, soco e dirigem vários veículos, só. No Batman fora os movimentos como correr e pular, você plana com a capa, os ataques geram infinitos combos aleatórios, tem golpe de atordoamento e o melhor: os equipamentos.
O que é um Batman sem excelentes equipamentos? Vejam o filme “The Dark Knight Rises”, se o Batman tivesse equipamentos decentes ao invés de uma caixa de estalinhos de São João, o Bane não tinha feito metade do estrago. Então no Arkham City, assim como no Asylum, temos os equipamentos com bastante uso e utlidades. Dentre eles temos:

– Batarangues comuns;
– Batarangues sônicos para atrapalhar sinais e transmissões de aparelhos eletrônicos;
– Batarangues de controle remoto/teleguiados;
– Granada de gelo que congela o piso e os pés de vários capangas ao mesmo tempo;
– Granada de gelo que congela o corpo de um alvo único por um tempo considerável, ou pra tampar saídas de gás e criar plataformas de gelo sobre a água;
– Bomba de fumaça para fugas/camuflagens ou chamar atenção;
– Visão Raio-X (Modo Detetive), pra ver os pormenores das coisas. Atéo batimento cardíaco dos vagabundos você tem na tela;
– O Rifle EMP, conhecido popularmente como “Escopeta de choque”, igualzinho a do filme. Serve tanto pra ativar geradores quanto para atordoar inimigos;
– Sequenciador criptográfico, que é aquele Ipad hiper tecnológico que quebra senhas em tudo que é canto do jogo;
– “Bat-garra”, que nada mais é que o famoso “gancho” popularmente. Serve pra pegar coisas distantes, se puxar pra perto de coisas, ou puxar coisas pra perto de você;
– Gel explosivo. Você passa em uma superfície e detona a distância.
– O atirador de cordas, que tem pelo menos 3 funções: servir de transporte rápido entre um ponto e outro na horizontal, prender o cabo para o Morcego andar em cima, ou até servir como impulsionador para atacar oponentes.

Como podem ver, o Morcego tá 100% equipado nas traquitanas, mas isso não é tudo, durante o jogo, acumulando pontos de experiência pelos combates, você vai dando upgrades no traje, equipamentos e habilidades de combate.
Vilões que aparecem? Segue a lista: Coringa, Bane, Cara-de-Barro, Ra’s Al Ghul, Arlequina, Charada, Mr. Freeze, Chapeleiro, Talia Al Ghul, Hugo Strange, Zsasz, Pinguim, Croc, Deadshot, Silêncio, Hera Venenosa… E um bico do Azrael.
Alguns não tem nada a ver com a história principal, simples side-quests, como o Zsasz, Silêncio, Deadshot e tal, mas é bacana bancar o morcego e investigar para pegá-los pela cidade.
E graças a Odin, eles deram uma modernizada em alguns pontos. Agora o Freeze não usa um aquário na cabeça, o uniforme está mais semelhante a de um astronauta, a Arlequina não está com aquela roupa de bobo-da-corte, e os que já estavam com uma aparência razoável nos tempos modernos eles mantiveram fiéis, como o Silêncio, Ra’s, e Charada. O Coringa tá do jeitão de sempre. O único que achei meio ruim desde o Asylum foi o Bane. Tudo bem, o sujeito é grande, mas aquilo tudo de músculo é sacanagem, chega a estar escroto.
Fora as missões principais, você tem como side-missions impedir crimes dos detentos/pacientes do Arkham contra pessoas de bem que ficaram dentro da “Arkham City”, destruir câmeras da Tyger, estourar balões do Coringa, destruir dentaduras do Coringa, destruir contêiners de TITAN, e a parte mais difícil de todas: os troféus do Charada, e as charadas do Charada (Não. Imagine você se fossem as charadas do Mr. Freeze. Você ia entrar numa gelada. Ok, parei.)

Os desafios do Charada consistem em encontrar respostas para as perguntas dele espalhadas por toda Arkham City, tanto em interiores quanto no exterior, e pegar todos seus troféus. Fora alguns desafios físicos. Alguns dos troféus estão bem a mão ali pra você simplesmente passar por cima e pegar, e outros estão ao final de grandes quebra-cabeças, alguns absurdos de tão difíceis.
Eu posso falar com todas as letras a respeito dos troféus do Charada, pois peguei todos e sei o DIABO que passei. A cada número específico de troféus, o Charada entra em contato com você e a Barbara descobre o paradeiro de mais um refém. É bem interessante.
As charadas são até divertidas de se resolver, apesar de algumas serem deveras complicadas. Os desafios deles vão desde estourar os balões coloridos e dentaduras de corda que o Coringa espalhou pela cidade, quanto desafios físicos tipo dar um mergulho em queda livre de “x” metros” ou planar por “y” de distância.

Espalhados pelo mapa ainda tem diversos easter-eggs, que são como… Segredos, surpresas e/ou extras. Por exemplo, apesar do Espantalho não aparecer no jogo, você encontra a máscara dele no alto de um prédio em construção, encontra um barco cargueiro que aparentemente pertencia a ele, encontra a vaga de carro do Comissário Gordon no estacionamento do Departamento de Policia, cartazes do Máscara Negra e muitas outras coisas,
Os cenários são bastante ricos. Gotham em si tem cara de Gotham, o que ajuda bastante o jogo ficar sombrio. Mas tem os locais “característicos”, igualmente detalhados com capricho, como o esconderijo do Chapeleiro, o esconderijo da Talia e Ra’s Al Ghul e etc. Cenários únicos, uma trama bastante interessante e um final surpreendente.

O jogo ainda conta com o modo “Desafios do Charada”, que são ambientes/cenários esquema “detetive” ou “combate”.
O esquema “detetive” normalmente é um cenário fechado cheio de guardas, e você tem que derrotar todos. Pra completar com mais pontos você tem que executar um total de 3 objetivos, que geralmente se resumem a derrubar o alvo com técnicas/equipamentos específicos.
O modo “combate” é mais simples que cair pra baixo: pancadaria maluca massacration death metal. Vão abarrotar um ambiente fechado de capangas e você tem que derrubar todo mundo com os melhores combos possíveis.
Temos as DLC da Mulher-Gato, que adicionam uns trechos e desafios jogáveis dentro do modo história principal usando a Mulher Gato. Suas próprias animações, falas, comandos, equipamentos… Tudo. Um lance bastante original e bacana, uma vez que a história dela mistura dentro da trama principal do jogo, e após zerar, você pode mudar pra Mulher Gato pra rodar a vontade por Gotham.
Tem a DLC das skins pro boneco morcegótico. Você veste ele com uniforme da tropa Sinestro, uniforme da Batman Incorporated, uniformes antigos e alguns outros.

Outra bem bacana que é uma continuação direta do final do jogo principal é a DLC “A Vingança de Arlequina” (“Harley Quinn Revenge”). Nessa você controla o Robin e o Batman, quase que meio a meio. Os comandos do Robin são relativamente parecidos com o do Batman, a diferença são os equipamentos. O Batman tem bolso até no siso pra guardar coisas, já o Robin não é tão profissional assim. Os equipamentos são menos numerosos, mas ainda assim muito eficientes se usados corretamente.
Ele possui um escudo que serve para segurar tiros, proteger de perigos dentro do ambiente e dar uns solavancos na vagabundagem igual a PM nos protestos. De onde ele tira aquele escuro é um mistério que paira nas mentes desde aquele seriado que o Batman tira aquele bat-escudo de trás da cueca.
Enfim… ele também carrega uns batarangues, uns explosivos adesivos, que você pode colocar em superfícies ou nos próprios oponentes e detonar a distancia. O spray explosivo igual o do Batman, uma Bat-garra que a ao invés de trazer os inimigos até você, puxa você até eles… O lendário bastão que ele usa em sequências normais de luta… Um modo detetive igual ao do morcego velho e é isso ai. Nada de “Oloco, faliu a WayneTech agora”.
Essa DLC é bacana, você tem de lidar diretamente com a Harley Quinn, que cá entre nós tá hiper forçada pro lado sensual, uns decotes loucos e dotes bem avantajados. Vale a pena jogar. Eu comprei o jogo na versão completa, vinha tudo junto. Não sei se eu pagaria separado pra ter essa DLC, mas é bacana sim.

Pra terminar, temos a DLC do Nightwing (Asa Noturna) que… Foi bacana pra quem é fã e tava louco pra fazer aquelas acrobacias no meio das lutas e tal. O problema é que só se usa o Asa durante os Desafios do Charada. Não fizeram falas pra ele, poucas animações e um modo detetive horroroso preto e branco que mais atrapalha do que ajuda.
O ponto bom é que o estilo de luta e equipamentos foram totalmente originais. Você arremessa os bastões, dá choque usando eles, tem os batarangues, bat-garra, combos e counters lindos de se aplicar… Movimentação única.
Mas ele não tem capa né, então ele não pode planar como o Batman e o Robin, eles tentaram compensar isso colocando o cara pra dar uns saltos meio sobrehumanos que provavelmente nem o próprio Dick Grayson poderia dar, mas em todo caso, vamos fingir que tá tudo certo.

O que esse jogo ficou devendo no geral? Alguns poucos pontos.

Primeiro: Os desafios do Charada são repetitivos e cansativos, e os troféus do Charada no jogo… Após resgatar o último refém ainda ficam sobrando mais alguns que se você catar ganha de brinde um lustroso e invejável N-A-D-A. É uma dificuldade do cacete pra não ter NADA em troca, só passar tempo.
Segundo: Depois que zera e termina todos objetivos, não tem replay. “Aaah que maneiro derrotar o Zsasz! Quero fazer de novo esse trecho!”. Não faz. Começa a jogar do zero, e quando chegar nesse exato ponto daqui uns dias, você repete.
Terceiro: Se puseram uma DLC que introduz trechos de ação da Mulher Gato e uma DLC que você joga um grande pedaço do jogo com o Robin… Porque raios não fizeram algo do gênero pro Asa Noturna ao invés de apenas uns desafios do Charada? O Dick Grayson é o segundo personagem mais velho e importante desse muquifo e só ganha umas salinhas extras nos desafios do Charada? Se puderam misturar a Mulher Gato na trama principal podiam ter misturado ele e/ou o Robin também. Ou um trecho a mais de história com o Asa Noturna igual fizeram com o Robin na “Harley Quinn Revenge”.

Ás vezes parece que nas reuniões de produção dos jogos o povo senta em circulo na mesa e se pergunta “E ai, como vamos perder dinheiro hoje? Torrar no cassino? Investir em lã de ovelhas tibetanas? Bater ponto na casa das primas? Financiar mais uma temporada de Barney, o Dinossauro? OOOU PODEMOS TAMBÉM CAGAR EM CIMA DO JOGO QUE ESTAMOS PRODUZINDO!!!!1!!”.
Sério, não é possível que só nós, os FÃS, saibam o que falta num jogo, ou que seria muito mais rentável e divertido se ao invés de DLC da Mulher Gato pusessem uma DLC do Asa Noturna misturada no modo história principal. E mesmo que só nós, os FÃS, soubéssemos disso, quantos quilos de farofa ia custar a eles procurar saber nossa opinião?
Não to dizendo que a DLC dela é ruim, pelo contrário, assim como o Asa Noturna, ela é cheia de novidades, tanto de movimentação quanto de equipamentos, mas porque logo ela? A mulher é semi-vilã. Que pusessem a Caçadora então. Ou se não fosse o Asa nem a Caçadora, o Robin mesmo, ELE é a dupla do Batman, não a Mulher Gato.
Mas tá, que seja. O jogo foi feito, terminado, lançado, vendeu uma barbaridade, ficou bom pra caramba e essas são as únicas critica que tenho dele.

Vale a pena comprar a edição completa. Distração e diversão a fio. Eu tinha comprado poucos dias antes de entrar de férias no trabalho. Teve dia que fritei a retina 8 horas sem pausa. É investimento dos bons, mas fica a dica: comecem pelo primeiro, depois não dá brilho pra voltar.

“Lego Batman 2: DC Super Heroes” (2012)

Desenvolvedora: Traveller’s Tales
Publicadoras: Warner Bros. Interactive Entertainment / Feral Interactive (Mac OS X)
Plataformas: Microsoft Windows, PlayStation 3, PlayStation Vita, Nintendo 3DS, Wii,,Nintendo DS, Xbox 360,Wii U,,iOS, OS X

capaLançado no ano passado pela Traveller’s Tales, essa é a sequência do jogo de 2010, “Lego Batman: The Videogame”. Houve um upgrade muito grande nesse jogo; o número de personagens jogáveis é gigantesco.
O roteiro mostra Batman participando do prêmio de Homem do Ano em Gotham, e tudo ia bem até que os vilões do Batman resolvem dar as caras. Bruce corre pra se trocar e virar o Morcegão. Logicamente ele dá conta de todos, exceto de um, e eu te dou uma chance para adivinhar quem é. Sim, ele mesmo, o Coringa. Porrada vai, porrada vem, Batman consegue prender o Coringa no Arkham mas ele é solto por Lex Luthor, e é hora de descobrir o que o palhaço está aprontando agora. Só que o negócio começa a ficar feio pro lado da Dupla Dinâmica e eles precisam recorrer ao Superman para dar uma mãozinha.
É aí que o Robin fica descansando o bat-ass na mansão e quem encara a labuta são Batman e Superman. Complicações e mais complicações, aparece um robô de Coringa pra pisotear Gotham, também aparece umas pedrinhas de Kryptonita para deixar Clark Kent se sentindo mal. A Liga da Justiça também é acionada por causa do auê que está rolando em Gotham e decidem ajudar o Morcegão a impedir que o robô-Coringa faça o Godzilla em Gotham City. Se eles conseguem ou não eu não vou contar para vocês.
O sistema de Lego Batman 2 é de um open world, e você pode jogar com inúmeros personagens: Flash, Mulher Maravilha, Lanterna Verde – são 70 personagens jogáveis. Novos gadgets são utilizados em relação ao jogo anterior, bem como um modo cooperativo de 2 jogadores. A maioria das construções de Gotham pode ser quebrada em pedaços para construir novos objetos ou construir coisas que ajudam a resolver puzzles.

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  1. Ótimos textos! Tão divertido de ler quanto de jogar. Não imaginava que haviam tantos jogos do Batman. Pena que a maioria deles é meia boca, mas nem todos os jogos podem ser uma obra de arte né. Achei um erro no texto do Arkham Asylum, onde fala da Bárbara. Lá diz que ela foi a primeira Mulher-Gato, em de vez de primeira Batgirl.

  2. Oie, tudo bom ?
    Olha, gostei muito do seu texto rico em informações e muito engraçado. Parabéns
    Mas uma coisa que eu queria saber é que você de disse que comprou o Batman Arkham City completo, gostaria de saber onde comprou e se poderia se mais especifica no “completo”. O que vem junto com o jogo?
    E de novo parabéns pelo texto.

    • Olá, Flávio.

      Quando eu disse “completo” quis dizer “Arkham City: Edição Jogo do Ano”, que vem com todas as DLC já dentro do jogo. Ou seja, já vem com a DLC da Mulher-Gato, Asa Noturna, Vingança da Arlequina e as skins especiais pro Batman.

      Eu comprei o meu numa loja física da Saraiva, mas também vende no site deles. Depois que comprei o meu na saraiva percebi que essa edição estava vendendo em vários outros locais. Talvez a Jéssica saiba indicar melhor.

      Obrigado pelo comentário e pela presença. Até a próxima.

  3. “O que é um Batman sem excelentes equipamentos? Vejam o filme “The Dark Knight Rises”, se o Batman tivesse equipamentos decentes ao invés de uma caixa de estalinhos de São João, o Bane não tinha feito metade do estrago.”

    Gosto da luta do Batman e Bane no filme, a ausência de trilha sonora, o clima pesado e os diálogos conseguiram produzir uma cena de luta diferente do que estamos acostumados nos filmes de hérois, sempre com musicas eletrizantes ou tensas, efeitos especiais, entre outros meios clichês, mas aquela fumaça foi decepcionante kk. Na trilogia do Nolan, uma falha é justamente a apresentação de um Batman que dificilmente usa equipamentos do cinto, investindo muito em cenas com os veículos e algumas cenas de luta. Os jogos mais recentes como Arkham City surpreendem porque demonstram o Homem Morcego exatamente como os fãs o conhecem. Investem em um personagem inteligente e preparado para qualquer situação. Nos filmes, o Bruce é quase sempre surpreendido, despreparado e só consegue um plano inteligente no final. Apesar das criticas, gosto muito da trilogia, porém espero que na continuação do Homem de Aço um Batman mais parecido com o que se apresentou no Arkham Asylum e City.

    Parabéns pelo especial dos jogos do Batman, acredito que estas informações são dificies de encontrar, principalmente os mais antigos. Esse é o melhor Blog que sobre o Batman, DC Comics e Hérois em geral.

    • O Dark Knight Rises foi meu filme preferido, e a trilogia do Nolan pra mim foi uma das maiores sequencias que já vi. Eu adorei os filmes, não entenda mal os estalinhos, mas até agora eu não entendi o que foi aquilo.

      O Batman já tinha tomado um sacode, já tinha notado que na porrada não ia dar certo, e então puxa algo no cinto que deveria lhe salvar a vida maaaas… faz uns estourinhos com algo semelhante a purpurina. Eu fiquei sem entender qual era a finalidade daquilo. Seria gás de pimenta? Pó de mico? Pó de morcego? Amostra de toxina do medo? Porque se a intenção fosse MACHUCAR, ele puxou a bomba errada.

      Mas então, eu sinceramente não to pondo muita fé no próximo Batman. Vamos ver, né. E o Arkham City é excelente mesmo, é o Batman que todo mundo conhece.

      Até a próxima, Vinicius.

  4. Dificilmente eu comento nas coisas que leio pela internet, mas sei lá…

    O que você tá fazendo por aqui é digno de tudo!

    Tô até mandando o site pra pessoas que conheço.

    Continue o bom trabalho, você está de parabéns.

    • Fico feliz em saber que merecemos um comentário seu. 😀
      Muito obrigada, Eder, e sinta-se convidado a comentar sempre que quiser aqui. Continue acompanhando nosso blog, ainda temos muito material legal pela frente!
      E obrigada por ajudar na divulgação!

  5. Só uma correção, depois de resgatar o último refém do Charada em Arkham City, pegando os troféus restantes vc ainda desbloqueia troféu de personagem, artes conceituais e fitas de entrevistas com os principais vilões do jogo. P/ alguns pode ñ ser mt coisa, mas eu acho mt massa as artes e os troféus e as entrevistas ainda revelam fatos pouco anteriores ao jogo. Mt diferente de NADA!

    PS: os troféus da Mulher Gato realmente ñ desbloqueiam nada, mas ñ são tantos e nem mt difíceis.

    • Me faltou ser específico que o “nada” é referente a trophies(PS)/Achievements(xbox). Até o último refém você recebe algo, depois disso você pode pegar tudo que não conta mais pontos de troféu/conquista. Você ganha o “Genius” e fim, pode pegar todo resto que num rende mais um ponto sequer pro profile.

      Não precisa stress =D

  6. Pingback: Feliz 2014! | Batman Guide

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