#87- Batman: Vida Após a Morte

“Eu não sou Bruce Wayne. Mas quando vidas foram perdidas… E a cidade estava em jogo… Eu fiz o que o Batman faria. Eu agi como o Cavaleiro das Trevas. A melhor de minhas habilidades – foi me tornar ele. E eu consegui. Não como Dick Grayson, e não como Bruce Wayne, mas como o Batman”.

Cidadãos honorários de Gotham, estamos hoje reunidos em razão do arco “Life After Death”, aqui no Brasil chamado de “Vida Após a Morte”, lançado no ano de 2010 pela DC (claro).
Como devem saber, Bruce morreu no confronto contra Darkseid, outrora chamado por mim e pelos chegados de “mano Uxas”. Dick Grayson assumiu o manto do morcego após uma série de fatos que vocês acompanham na “Batalha pelo Manto”, e também suas primeiras morcegagens por Gotham na “Escuridão Profunda”.
Com prazer anuncio que roteiro e desenhos são por contra de Tony S. Daniel. Já falei umas mil vezes que sou fã do cara, gosto da arte dele de graça, e os roteiros tem o ponto surpresa de sempre trazer algo bem das antigas a tona de novamente.
Admito que hoje em dia a arte dele mudou um pouco, eu preferia a época em que ele estava fazendo essas histórias do Batman, mas em todo caso é um desenhista/roteirista de mão cheia. Nessa história ele ainda está acompanhado de seu side-kick Sandu Florea, que por VÁRIAS histórias foi o colorista pros desenhos do Tony.
Época brilhante da DC, a série mensal saiu de Judd Winick e Mark Bagley (mesma dupla responsável por “Escuridão Profunda”) pra entrar novamente com Tony Daniel. Digo novamente porque ele também estava desenhando a “Batalha pelo Manto”, e algumas outras antes dessa.
Não encarem a história como algo “diferente” devido a ausência do Bruce. Às vezes as coisas parecem ter mudado… Mas quem muda somos nós. Mudamos nossos olhos que aceitavam o fato de que ele podia morrer para olhos que acreditavam que as habilidades do Batman o salvariam pra sempre. A história apenas seguiu o fluxo que a realidade seguiria, morte e recomeço, um ômega seguido de um alfa. Bruce seguido de Richard. Um novo Batman.
Não tem nada a ver com o Ra’s Al Ghul, mas entrem no clima: “Vida Após a Morte”.

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001A primeira página da história já é uma evidência da razão pela qual gosto da arte do Tony Daniel. Vejam o quão sombrio e ainda assim rico em detalhes está o desenho. Ele usa com maestria as sombras, e mesmo essas partes sendo monocromáticas, não é em qualquer lugar que se aplicam sombras, você tem que ter a malandragem, e ainda mantendo espaço para arte com detalhes como o movimento na água, a máscara do compadre nas mãos do Batman, os galhos das árvores secas e a cidade ao fundo… É arte. Se não for arte, não sei mais o que é.
Dick está fazendo o que foi treinado pra fazer, “detetivar”. Seu raciocínio o leva a crer que o camarada mascarado ali é um desertor do Máscara Negra, e seguindo para as coordenadas que o sujeito passou, ele vai rumo a Praça do Diabo, local onde o Máscara Negra supostamente está agindo. No caminho, Grayson põe seus sentidos para trabalhar ao seu lado, até o olfato o ajuda a anteceder o que está por vir.
008Os amigos do capanga arriado no início não demoram a aparecer. Quer dizer, o Batman não demora a encontrá-los, pois estes estavam mortos por ali, provavelmente vítimas de emboscada. Alguém trabalhando contra o Máscara Negra?
Jim Gordon chega na cena. Felizmente podemos ver que os papos dedutivos e trocas de informação entre Batman e Gordon estão vivas e saudáveis. Argumentam sobre o envolvimento de Duas-Caras, envolvimento do Pinguim… Mas nenhum deles parece estar envolvido. Grayson diz que gostaria de levar a máscara de um dos capangas para análise, e Gordon retruca com “O Batman não precisa de permissão”.
Ainda veremos muitos detalhes como este, Grayson age com uma… “educação”, ou “consideração” que o Bruce não tinha. Realmente, como foi dito no “Long Shadows”, esse Batman está preocupado com as cenas de crime e com a polícia.
002Mudando a cena, Torre Wayne. Dick Grayson e Selina Kyle curtindo uma piscina. Cena raríssima de se ver, e diálogo mais raro ainda. De certo a primeira vez que verão algo do gênero. É uma das razões pela qual essa é minha época preferida das histórias, veio a tona uma situação que nunca houve antes, a ausência total do Bruce.
Milhares de situações riquíssimas que exploram a complexidade de cada personagem e suas respectivas ligações entre si e com o finado Bruce, situações essas que antes seriam impossíveis e agora nos saltam diante dos olhos. Tipo o Batman marcar um encontro com a Mulher-Gato de dia, na beira de uma piscina, ela de biquíni e ele de sunga. Se fosse o Bruce nem teria posto ninguém atrás dela, ele mesmo teria cercado a mulher de noite em Gotham e já era. “Escrevi num leu o pau comeu”.
A conversa que inicialmente já revela ter sido marcada um tanto “a força” (já que Grayson pôs pessoas atrás de Selina nas ruas de Gotham), tem um desenrolar um tanto “afiado“, uma guerra silenciosa entre os olhos verdes de Selina e os azuis do Grayson. “Meias ameaças” partindo de ambos lados, Selina se garantindo de que aquele é só “o garoto do Bruce”, e Dick se garantindo no óbvio, “I am Batman”.
Selina compara Dick ao Bruce quando mais novo e afirma que só está ali em consideração ao Bruce, coisa que é deveras chata, pois o Grayson é extremamente competente e vive nessa imortal “sombra do Bruce” aos olhos de muitos. E já que cheguei nesse assunto… Uma frase que achei perfeita sobre essa influencia post-mortem do Bruce:

“Os bons e os maus resultados dos nossos ditos e obras vão-se distribuindo, supõe-se que de uma maneira bastante uniforme e equilibrada, por todos os dias do futuro, incluindo aqueles, infindáveis, em que já cá não estaremos para poder comprová-lo, para congratularmo-nos ou para pedir perdão, aliás, há quem diga que é isto a imortalidade de que tanto se fala.” (José Saramago)

Bruce é um caso límpido e inquestionável de homem imortalizado pelas ações. Colocação feita, seguimos com a história.
“Richard… você pode ter as chaves do Batmóvel, da mansão, agora da Torre Wayne… Mas não ache que isso te torna dono de todas as posses do Bruce.” Essa não foi do Saramago, foi da Selina mesmo. Particularmente eu teria ido embora depois dessa,mas ele é o goddamn Batman. A discussão segue, e no fim ficamos sabendo que Dick quer a Mulher-Gato extraindo informação sobre o esconderijo do Máscara Negra com a Hera Venenosa, pois esta esteve envolvida com o boi da cara preta. Selina cobra pelo “risco”, inicialmente Grayson reluta com essa negociação, mas… A gata sempre consegue o que quer. Parece que independente de quem seja o Homem-Morcego, as coisas sempre andam assim diante de Selina Kyle.
003O novo encontro da dupla é mais a caráter, um terraço de Gotham, de noite, um vestido de morcego e a outra de gata. Grayson pagou para Selina arrancar da Hera o que ele já sabia. Praça do Diabo. Ele questionou se poderia pedir devolução do dinheiro quase como quem faz uma piada. Incomum em alguém vestido de Batman. Mas a coisa não vai totalmente pelo ralo, Selina fala sobre algo grande, algo grande acontecendo em paralelo a Gotham.
Batman vai conferir de perto, e encontra o que sem dúvidas trouxe a morte daqueles capangas do Máscara Negra no inicio. Mafiosos. “Bruce livrou Gotham de todos os seus mafiosos, mas parece que eles querem voltar. Não no meu turno”.
Uma cena clássica da fúria do homem morcego, os dentes à mostra dentro da silhueta escura, como uma fera rosnando nas sombras. Um Batman rosnando no escuro no dicionário dos marginais deveria constar como “Corre. Não que isso adiante, mas tente”.
004Dick comete um erro e dispara uma armadilha explosiva, e como o próprio diz, já era o elemento surpresa. Ele vê Mario Falcone. Sim, mais uma vez os Falcone metidos em confusão. Apesar desse ser o “ovelha negra” entre os mafiosos e ter ajudado o lado do bem, agora ele aparentemente está “enrolado” também.
O Homem-Morcego vai derrubando quem está na frente, usando até a capa como artifício para tal, um estilo de luta aérea que reconhecemos claramente dos tempos de Asa Noturna, para finalmente então ficar cara a cara com Falcone.
Selina aproveitou-se da distração causada pelo Batman e assaltou o cofre dos Falcone, e que quadro lindo esse da Selina. Vejam os detalhes das jóias, dá pra ver que as pedras tem faces lisas e imaginar o formato das mesmas, permitindo assim vermos que se tratam de várias pedras diferentes. Quanta meticulosidade da parte do Tony Daniel em dar uma forma única a cada pedra desse quadro.

005Temos a saída de Selina… E a aparição de Kitrina. Quem é Kitrina? Kitrina Falcone, irmã de Mario Falcone. Essa é a futura Catgirl. Será pano pra manga mais a frente, e em outra saga a sua existência vai gerar um dos diálogos/quadros mais sinistros, esperem pra ver.
Já na Praça do Diabo, no esconderijo subterrâneo, Hugo Strange traz alguém de volta dos mortos. Como eu disse, roteiros do Tony Daniel sempre trazem algo das antigas.
006A situação é clara: O Máscara Negra está na mira da Força Nacional, do Batman, e dos Falcone. Batman e Robin encontram alguns capangas do Máscara Negra a uma distância curta das terras dos Falcone e todo mundo entra no cacete.
Ninguém é de ferro, após tanta ação, Dick Grayson foi descansar. Mansão Wayne? Não. Torre Wayne. Não bastou trocar a bat-caverna pelo Bat-bunker, Dick também mudou de residência. passando para um apartamento ao invés da mansão. Deitado na cama, com a capa jogada aos pés da mesma. Um Batman menos preocupado, clássico caso do filho que assume a empresa do pai.
Dick tinha de aparecer em um evento de ricassos daqueles que o Bruce ia quase que obrigado, e Alfred arrumou companhia para ele. Cá entre nós, com essa companhia que o Alfred arrumou, eu trabalharia o resto da vida para contratar o velho Alfie como mordomo também. Sujeito de bom gosto.
007Na página inicial de sua chegada à festa, em cada quadro apenas seus conhecidos apareciam devidamente coloridos, diferentes da massa. Muito interessante. Entre eles, Jim e Babara Gordon, e acompanhia do Grayson… Helena Bertinelli, a Caçadora. Dá-lhe Alfred.
Na festa também estão presentes o doutor Thomas Elliot, passando-se por Bruce Wayne, pois este fez uma plástica em si mesmo e está com o rosto do Bruce desde os eventos passados em “Coração do Silêncio”, Mario Falcone, e o Charada, que agora não é mais Charada, é apenas Edward Nigma, exercendo função de detetive. Que festa hein, quanta gente, quanta alegria. Todo mundo calibrado no equilíbrio, pois qualquer vacilo ali ia virar uma terceira guerra mundial.
009O “falso Bruce” some da vista de Richard, este tenta encontrá-lo mas comete uma pequena falha que iria entregá-lo, “Bruce” tinha parado para conversar com o Jeremiah Arkham, Helena agarrou o Grayson e aplicou um eficiente “beijo de camuflagem” para encobri-lo e não dar a parecer que estava seguindo alguém. Que idéia genial. Não dela, do Alfred em tê-la escolhido como companhia. Santo Alfie.
O plano não desmoronou, mas Bárbara estava com linha aberta com Helena e Richard, e obviamente ficou por dentro da técnica de camuflagem da Caçadora. Situação ficou meio incômoda. Os eventos se desenrolam e Kitrina consegue fugir, deixando duas pessoas desacordadas.


No porto de Gotham, os capangas do Falcone e suas metralhadoras foram vencidos por alguém que lutou usando apenas uma lâmina. Jim Gordon, Batman e o Bullock estavam por lá para conferir. E falando em Bullock, este estava meio sumido desde os eventos do arco “Cara a Cara”, onde o Batman (Bruce )“zera a conta” com o Bullock e seus erros do passado.
Batman volta a Praça do Diabo, derrubando snipers e qualquer coisa que possa matá-lo ou acionar alarme, e por fim interroga alguns garotos sobre a tal ladra da outra noite. Era Kitrina, mas a gente só sabe porque viu, até então nenhum deles sabe disso.
Um dos garotos diz ter visto essa menina numa moto, e que ela vai acabar morrendo nessas histórias de ir lá pra baixo. Mal sabia ele que a morte chegaria mais rápido para ele próprio… Uma bala o acertou nesse exato momento, Batman o segurou nos braços.
A história salta para uma noite chuvosa, na presença de Pinguim. Sei que já estou chato falando da arte dessa história, mas olhem a maquiagem das mulheres acompanhando o Pinguim. O Sandu Florea pos até sombra roxa esfumada e blush nas mulheres, cada uma com seus colares bem distintos. Arte NADA repetitiva, que trabalho impecável. Se eu fosse da DC colocava os dois definitivamente na série mensal, só cogitando mudar se fosse pelo David Finch.

Penguim
010Temos agora uma das cenas bacanas, a visita do Batman ao Pinguim. Muda o Batman, mas o estilo de abordagem é o mesmo. Afogamento e porrada. Batman queria saber do envolvimento do Pinguim no rolo todo, saber se a ladra (Kitrina Falcone) tinha algo a ver com ele, e realmente tinha alguma coisa. O Morcego acabou sendo surpreendido por uma segurança do Pinguim, mas livrou-se facilmente dela, podendo então terminar seu interrogatório.
Saindo da cena do Pinguim… Batman vai até o Hospital Infantil, onde o menino baleado repousa. Dick se culpa pelo ocorrido. De fato, os amigos do menino o advertiram que não deveria falar com o Morcego, o garoto não ouviu, mas Dick se culpa pois deveria ter ouvido. Se culpa pelo garoto agora estar lutando pela vida em um hospital. Em uma atitude bem a estilo Bruce Wayne, Grayson promete a si mesmo que não importa quanto custe, ele pagaria essa coragem do garoto com estudos, trabalho, um mentor… Uma segunda chance de uma vida melhor. Tirá-lo da Praça do Diabo. Lembram o final da one-shot “Noel”? Pois é. Não repetirei o discurso completo, apenas o principal: o Morcego faria mais do que salvá-lo, iria dar-lhe uma oportunidade.
011Máscara Negra se vê cercado e levando sérios prejuízos, mas ao menos descobre quem é a jovem ladra (Kitrina), e descobre que ela trabalha para o Pinguim. E podemos ver também o Ceifador solto nas ruas passando o rodo (ou a foice) em geral. Ele aparentemente tem alguma cisma de proteger crianças dos caras maus, o que é meio convergente em vista de a quem ele está associado. No melhor estilo Evil Dead, tipo a frase de Ash Williams, “Bom… Mal… Eu sou o cara com a arma” (ou foice, novamente).
Batman encontra com Gordon, e que maldito desenho fantástico. Se quiserem, voltem ao início do texto e leiam a descrição que dei ao primeiro quadro, encaixa por completo, exceto pelos detalhes citados que mudam. Agora eu poderia dizer “A iluminação diferente em algumas janelas ao fundo”, ou “A chuva que passa tanto pela frente quanto por trás da figura do Batman”, ou “Os três tipos diferentes de tijolos usados nas construções ao redor deles, não permitindo o cenário ficar com traço repetitivo”.
Algumas coisas acontecem bem rápido agora. Primeiro, Kitrina é pega pelos próprios parentes, posta em um caixão com correntes e jogada na água. A relação dela com a família não é das melhores pelo que podemos ver. Segundo, Batman retorna ao bat-bunker onde pede pra Damian analisar a tal máscara de gás de um dos capangas do Máscara Negra. Terceiro, um encontro entre Ceifador, Fright, Dr. Morte e Ceifador, e finalmente quarto: Pinguim abatido.
013Batman encontra com Caçadora, eles trocam informações importantes, mas não mais importante (simbolicamente) do que as linhas de pensamento do Grayson a respeito de Helena Bertinelli e Barbara Gordon, deixarei as colocações sobre essas linhas por conta de vocês. A conversa terminou trágica… O garoto baleado que o Grayson estava decidido a salvar, morreu. Grayson recua nas sombras e some, reaparecendo na página seguinte em um momento de fúria, daqueles dignos do Bruce. Como sabem, essas crises de culpa dos Morcegos terminam com um monte de gente com ossos quebrados.
Grayson parte para aqueles interrogatórios de jogar de uma grande altura amarrado pelos pés com o Dr. Singh tentando alguma informação sobre a jovem ladra (Kitrina), e ainda parte pra dentro dos Falcone e desce o porrete em todo mundo. Entrou TOTALMENTE estilo Bruce, pra não deixar pedra sobre pedra. Descobriu finalmente que a menina é Kitrina Falcone, irmã do Mario (alguém vai perguntar “que Mario?”), mas como a informação não veio completa…BOOOM. Grayson incendiou a porcaria toda. Quadro dos bons, a silhueta sombria do Batman com a mansão dos Falcone em chamas ao fundo.
014Kitrina tenta assaltar logo quem? Mulher Gato. É pega no flagra e rendida. Batman bate um papo com Jeremiah Arkham para tentar descobrir de quem é o rosto atrás da caveira do novo Máscara Negra, sem sucesso, os Falcone…fugindo da cidade com a Caçadora em seu encalço.
O que eles não esperavam é o Ceifador. Por um triz a foice não faz Mario como vítima, Caçadora jogou sua moto em cima do oponente, ganhando algum tempo. Batman chega e enfrenta o Ceifador enquanto Caçadora vai em cima de Mario Falcone. Uma linha engraçada do Grayson: “Primeiro o Máscara Negra e agora o Ceifador. Esses caras não podem achar identidades novas pra eles? … Quem sou eu pra falar, né?”.
Ceifador foge, Mario Falcone fica. Batman encontra Selina em busca de Kitrina, mas esta deu a volta na Mulher Gato e fugiu com os mapas. Oráculo rastreou a menina, e o paradeiro era um parque abandonado, bem a estilo do Coringa (vide “Piada Mortal”), mas na verdade não tem nada a ver com o palhaço, mas sim com [Alerta de spoiler! Se deseja ler, selecione o texto a seguir]. o Chapeleiro, que comprou o parque recentemente. E o Charada… nesse ponto da história descobrimos que ele estava trabalhando pro Pinguim, que está de conchavo com o Chapeleiro e captura Dick no tal parque [Fim do spoiler].
A história avança para um ponto onde Grayson está todo arrebentado no litoral de Gotham. O quadro é daqueles gigantes de página dupla, e de todo esse espaço de desenho, um espaço ínfimo é a areia do litoral, o resto é só o Batman. naquele tão pequeno espaço de areia, ainda houve a preocupação de colocar uma LATA amassada. Pense aí sozinho, você é um desenhista, vai desenhar um quadro enorme desses. Lhe ocorreria ter o trabalho de por uma lata naquele pequeno trecho de areia que talvez alguém mais “desligado” apenas iria mandar pintar com cor de areia? Foi um cuidado de ilustrar a famosa poluição de Gotham.

GothamBeach
012Robin (Damian) o resgata, e então a história retorna para o ponto após o encontro com o Pinguim. Colocam uma máscara controladora no Batman, e usando a máscara ele desce o cacete em alguns policiais, entra no gabinete do Prefeito, quebra os dedos dele e leva o que lhe interessa…
História avança de novo, agora Dick está na caverna, sendo cuidado por Bárbara, Damian e Alfred, e retorna de novo pro Grayson ainda sob controle da máscara, atacando Mulher-Gato e Kitrina, depois entrando na Praça do Diabo e detonando uma horda de bandidos, explodindo um dos prédios… E em seguida seguindo Kitrina, que aparentemente ainda está sob ordens do Pinguim (não à força como o Grayson), o fim da trilha foi Máscara Negra, Hugo Strange e Fright. O choque que ele levou do Máscara Negra detonou a máscara de controle.
015Batman tinha desenvolvido uma solução para toxina, e arrumado antídoto. Uma vez de volta ao controle de si, deu uma porrada na fuça do Máscara Negra e arremessou o Strange longe, mas ele leva um tiro e cai do alto da torre onde estava, direto no mar. O que explica seu paradeiro no litoral.
Agora com foco, a Rede do Batman avança pra cima do Máscara Negra. Pra quem não lembra, Dick Grayson e Cassandra Cain montaram um grupo de heróis chamado “A Rede” pra combater o crime em Gotham após o desaparecimento do Batman (vide “Batalha pelo Manto: Especiais”), e agora essa Rede entrou em ação novamente, com algumas mudanças, claro. Agora Tim Drake como Red Robin (vide “Red Robin: O Graal”), Damian Wayne como Robin, Cassandra não faz mais parte e Stephanie Brown é a nova Batgirl (vide “A Ascensão de Batgirl”), mas fora isso, os de sempre, e… OK, estou sendo repetitivo, mas o quadro de duas páginas está bom demais.
Dick deixou a “Rede” cuidando dos soldados do Máscara Negra, e ele foi atrás do general. Como o próprio disse, “Em condições iguais, eu SEMPRE venço”. Máscara Negra sentiu as baixas e tomou uma medida desesperada, liberar as toxinas, mas Oráculo invadiu o sistema e travou tudo deixando todo mundo na mão. Hugo Strange mandou um clássico “te vira aí, valeu” e já estava indo embora, porém deu de cara com o Grayson e entrou no couro também.
Pé na cara de um, voadora nas costas do outro, batarangue sem compromisso ali, tal de coisa, coisa e tal… E não mais que de repente uma corrente (rimou) se prende ao braço do Batman e o puxa. Acharam que o Ceifador ia ficar circulando por aí de bobeira? Nada disso. O morcego podia descer o cacete no Ceifador até a foice do cara virar algodão doce, mas ele preferiu ganhar tempo, jogou um batarangue banhado no antídoto, e o negócio deu uma clareada no raciocinio do zumbi, e aproveitando o minuto de entendimento, Grayson conta um mega-resumo do que o Dr. Morte e Hugo Strange fizeram com ele, o Ceifador então se volta contra os médicos e Batman se manda de lá.
016Dick é surpreendido numa armadilha, a Fright finge ser uma mulher morta e acaba atrapalhando o Grayson que até agora tava quase invicto. Logo o Máscara Negra se junta a festa. O novo homem morcego faz várias tiradas irônicas em cima de seus inimigos sem perder o balanço com a eficiência, consegue fazer Máscara Negra disparar contra Fright, tirando-a de ação e por fim entope a carcaça do Máscara Negra de porrada.
Ocorre uma explosão, o Máscara Negra pega fogo, Grayson abafa as chamas com sua capa e em agradecimento leva um murro no queixo, mas misteriosamente, esse Máscara Negra pede ao Batman para matá-lo. Durante essa ação toda o Morcego dá várias dicas de quem é esse Máscara Negra, a sua identidade secreta… Fala que ele conhece “bem” a sala acolchoada do Asilo Arkham, que dessa vez ele estava usando “balas de verdade”… E nós podemos lembrar facilmente quem foi a única pessoa que afirmou usar uma arma sem balas no decorrer da história.
017Modo revelations ativado: [Alerta de spoiler! Se deseja
ler, selecione o texto a seguir]. O Máscara Negra que tocou essa zona toda em Gotham desde os eventos em Batalha pelo Manto é ninguém mais ninguém menos do que o Dr. Jeremiah Arkham. [Fim do spoiler]
. Era meio óbvio até, quem não descobriu isso até ler a última revista talvez tenha perdido a atenção em algum momento, porque ficou bem fácil.
[Alerta de spoiler! Se deseja ler, selecione o texto a seguir]. Grayson quebra a máscara que o seu inimigo estava usando com um tapa muito bem dado, o agarra pelo colarinho e o chama pelo nome, com um fogaréu consumindo tudo, inclusive a máscara quebrada ao fundo da imagem [Fim do spoiler].
Por fim, Batman leva o sujeito pra cela acolchoada do Asilo Arkham na companhia de Jim Gordon. Grayson ainda vai encontrar com a Mulher Gato, que afirma que eles precisam confiar um no outro. Grayson não levou a sério mas deixou correr solto. Assim que ele deixa a cena, Kitrina Falcone surge ao lado da Mulher Gato, em seu novo manto, Catgirl, ou Moça Gato. Selina arrumou uma bela aprendiz.
Nas páginas seguintes temos reflexões sobre Gotham por parte do Grayson, bem ao estilo do Bruce, muito interessante. E para finalizar, Grayson leva a máscara de caveira do Máscara Negra para o batbunker. Parece que ele começou uma coleção de artefatos, assim como o Bruce tinha na bat-caverna, e começou em grande estilo.
Essa foi a ”Life After Death”, uma saga incrível e bem feita em todos os aspectos. Talvez a parte “mistério” tenha ficado devendo, pois era relativamente simples deduzir quem era o novo Máscara Negra. Uma pena, pois o Roman Sionis era muito mais divertido. Mais uma saga com Richard Grayson como Batman, com mais um vilão dos grandes derrotado.
Como de praxe, ai vai o meu “vale a pena comprar”. Se saísse em capa dura eu já estaria dormindo na porta da distribuidora pra garantir o meu.

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  1. Opa , olá !
    Quando assisti a trilogia Nolan , as animações de O Batman , Liga da Justiça , e etc … Fiquei fanático pelo personagem que é o BATMAN em si .
    Logo , senti necessidade em aprender mais sobre o herói . E graças a uma grande pesquisa que eu fiz , encontrei esse site e , já estou destrinchando de cabo a rabo todo o conteúdo aqui disponível . Fico grato .

    O site pretende expandir os horizontes ? Quero dizer , falar sobre os outros heróis ? Seria muito espetacular ter uma super enciclopédia de heróis , nesse nível que vocês disponibilizam ! Abração ae , tudo de melhor sempre .

    • Olá, Yuri.

      Antes de mais nada, obrigado pelo comentário, presença e elogios. A intenção do blog era justamente essa, atendera todos que pensam “preciso entender sobre Batman”. Claro que não somos experts, tudo o que escrevemos é fruto de muita pesquisa e leitura, mas tentamos passar tudo com clareza suficiente para atender a esse objetivo principal.

      Sobre expandir horizontes… bom, acima de tudo o blog é “Batmanguide”, logo o foco principal é sempre o Batman. Se a sua dúvida é saber se faremos textos sobre outros heróis relacionados ao Batman, a resposta é sim. Se a dúvida é sobre fazermos uma varredura com textos e links para todas as sagas dos títulos desses outros heróis, a resposta é não.

      Aqui no blog já temos textos sobre o Jason Todd, Tim Drake, Stephanie Brown, Cassandra Cain, Jim Gordon e vários outros (inclusive vilões) de dentro da série do morcego, também não sei se foi a isso que quis se referir.

      De qualquer forma, novamente obrigado, e até a próxima.

  2. Parabéns pelo post e pelo blog, indico a todos que queiram saber um pouco mais desse magnífico universo do Batman.
    Tem uma parte do texto que diz “…Selina aproveitou-se da distração causada pelo Batman e assaltou o sofre dos Falcone, e que quadro lindo esse da Selina…” Em vez de “sofre” seria “cofre” certo?
    abs

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