Feliz 2014!

HappyNewYearJoker

» Jéssica

Olá, queridos!

Mais um fim de ano aqui no Batman Guide. Já dei “Feliz 2013” no fim do ano passado, e agora estamos nos preparando para mais um ano, em que escreveremos uma história totalmente nova. Esse ano rendeu bastante aqui no Batman Guide! Avançamos bastante na cronologia: Começamos o ano com “A Queda do Morcego”, com Batman encontrando um inimigo à altura – “o homem que quebrou o Morcego”. Vimos Gotham ser contagiada com uma mutação do vírus Ebola, ser atingida por um Terremoto e se tornar uma Terra de Ninguém; vimos Batman ser acusado de um assassinato que ele não cometeu; acompanhamos a disputa de território em Gotham em Jogos de Guerra; acompanhamos o retorno de Jason Todd e a sua transformação no temível Capuz Vermelho; descobrimos o que foi a Crise Infinita. Conhecemos Damian Wayne, o filho de Batman com Talia Al Ghul; fomos ao funeral e à ressurreição de Ra’s Al Ghul; vimos Selina Kyle ter seu coração roubado por Thomas Elliot. Conhecemos a Luva Negra. Fomos ao fundo do poço com Bruce Wayne no seu maior breakdown psicológico, em “Batman: Descanse em Paz”. Augusto nos explicou a complicadíssima Crise Final e o desaparecimento do Morcego. A Batalha pelo Manto nos deu um novo Batman: Richard Grayson, o primeiro Robin, que foi amparado por uma extensa equipe: a Batwoman, o novo Robin (Damian Wayne), Red Robin (Tim Drake), os Renegados.. Conhecemos a história de Ra’s Al Ghul, da Cassandra Cain (Batgirl II), do Mr. Zsasz, do Sr. Frio, dos Cara-de-Barro, do Charada (com tradução minha!), do Scarface, do Pistoleiro, da Stephanie Brown (Batgirl III), das Aves de Rapina, do Deathblow, o Lobo, as Sereias de Gotham. Tivemos dois especiais de Dia-dos-Namorados: o primeiro, de Bruce Wayne & Selina Kyle e o segundo de Bárbara Gordon & Dick Grayson; falamos sobre a HQ de “Injustiça: Deuses Entre Nós“. Falamos do Arkham Origins em dois especiais: um em abril e outro em agosto, e depois o Augusto nos contou o que achou do jogo. Conversamos um pouco sobre as polêmicas de Grant Morrison sobre o clássico “A Piada Mortal” e sobre a escolha do Ben Affleck para interpretar Batman nos cinemas em 2015. Fizemos um Especial sobre todos os jogos do Batman ao longo de mais de 20 anos, e um Especial comemorativo de Natal. Também contamos onde compramos nossas HQs. Descobrimos o que aconteceu com Bruce Wayne enquanto ele esteve perdido no tempo, e acompanhamos o seu retorno à atualidade. Quase sucumbimos ao mal diante Noite Mais Densa, mas fomos salvos no Dia Mais Claro. E, no último post do ano, o #90, paramos em “‘Descanse em Paz’: O Capítulo Perdido”, em que entendemos o que aconteceu com Batman quando esteve perdido no tempo depois de receber a Sanção Ômega de Darkseid, durante a Crise Final.

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#90 – “Descanse em Paz”: O Capítulo Perdido

“Eu sobrevivi ao encontro com algo maior do que eu, mais forte do que eu. Algo capaz de torcer cada momento da minha vida e fazer um caminho que me leva até aqui. […] O tempo ainda está se movendo. […] Eu deveria saber, quando escolhi trilhar este caminho. Ele nunca termina.”

Olá, queridos!
A última HQ de 2013 no Batman Guide irá nos esclarecer algumas coisas a respeito das sagas Batman: Descanse em Paz e da Crise Final – ou então, o que é mais provável, acrescentar outras dúvidas.
Por todo esse tempo nunca ficou muito claro qual era exatamente a ligação entre “Batman RIP” e os eventos que aconteceram com o Morcego em Crise Final. Certos detalhes eram controversos e até mesmo contraditórios. Tudo estava muito confuso, não dava para entender exatamente que eventos vinham primeiro… Se para nós que estamos lendo isso depois de 3 anos já está difícil de entender, imagine para quem acompanhou as séries na época de lançamento (2009-2010). Essas duas sagas foram lançadas paralelamente.
É exatamente por isso que eu recomendo que mesmo quem já conhece bem essa parte da cronologia do Morcego leia meu texto. Darei o meu melhor para esclarecer alguns pontos que ficaram perdidos nessa confusão, através dessa HQ que é, exatamente, o elo entre os eventos de Crise Final e Descanse em Paz.
Acompanhe agora “Descanse em Paz”: O Capítulo Perdido” (“R.I.P.: The Missing Chapter”, roteiro de Grant Morrisson e arte de Tony S. Daniel, setembro-outubro de 2010).

Para a leitura dessa HQ, recomenda-se que você tenha lido, ou pelo menos conheça em linhas gerais, as seguintes sagas:

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A primeira coisa que você precisa saber sobre essa HQ: ela foi feita meio que sob “encomenda”. As edições de “Descanse em Paz” e “Crise Final” haviam sido sucesso de vendas, mas sofriam terríveis críticas justamente por essa confusão que se instaurou para a compreensão até mesmo dos fãs mais antigos. Então, Grant Morrison foi convidado para escrever uma minissérie que ataria TODAS as pontas soltas no que se refere à compreensão desse momento da cronologia do Morcego. Acredito que ele tenha sido orientado a ser mais claro e didático quanto aos acontecimentos, e menos subjetivo, usando menos de elementos simbólicos e metafóricos (claro que ele não abandonou isso, ou não seria o Grant Morrison). E assim surgiram os dois volumes que compõe “‘Descanse em Paz’: O Capítulo Perdido”.
Para garantir que todas as suas dúvidas sejam sanadas, vou dividir esse texto em duas partes, uma para cada volume.

001Parte 1: O Buraco nas Coisas
A narrativa é conduzida por Batman, o que confere um tom bastante pessoal à história. Eu tenho um apreço pessoal pelas histórias em que Bruce é o narrador. Por favor, observe a contagem que está aparecendo nas páginas: “__ dias até o Ômega”. Ou seja, estamos em uma contagem regressiva dos dias até que Batman será sancionado pelo Efeito Ômega de Darkseid.
Batman sai de um rio, depois de conseguir escapar da morte após os eventos conduzidos pelo Doutor Hurt em “Descanse em Paz” (se não se lembra como a história terminou, por favor, releia o meu texto). Ele vai até Alfred, que limpa suas feridas e cozinha para ele. Contudo, dessa vez Batman QUASE não escapou: ele teve alguns erros de cálculos ao utilizar a dosagem de anti-veneno do Coringa, e esteve à mercê de seus inimigos por 30 minutos inteiros. Trecho interessante é quando ele comenta com Alfred que eles estavam certos sobre Jezebel Jet; no fim das contas, Batman não acreditava realmente na ruiva.
002Existe outra coisa intrigando Batman. O corpo de Hurt não estava no rio abaixo de onde seu foguete explodira. Ele sabia que um ser humano normal (isto é, outra pessoa que não fosse ele mesmo) não sobreviveria naquelas condições; entretanto, onde estaria o cadáver? Não havia sinal do corpo de Hurt ou do piloto do foguete. Alfred ainda tenta argumentar que possivelmente os restos mortais poderiam ter sido levados pelas correntezas, mas Batman sente que essa explicação não é suficiente.

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Sabem, desde que comecei a escrever essas HQs sobre o Morrisson, tem uma expressão que me chama MUITO a atenção. É ela que dá nome a essa edição: “O buraco nas coisas”. Cheguei a pensar que se tratasse de uma referência bíblica; fiz essa pesquisa em português e em inglês, mas não obtive nenhum resultado. Essa expressão é usada por Doutor Hurt para se referir a ele mesmo. Por que essa expressão? Ela é explicada nessa HQ. [Alerta de spoiler! Se deseja ler, selecione o texto a seguir]. Doutor Hurt é um membro perdido da família Wayne, uma “ovelha negra”. Um buraco na árvore genealógica. [Fim do spoiler]
Batman é, então, convocado por Superman para uma tarefa. Alguém matou um deus (Órion). Os céus já estão vermelhos. Já começou a Crise Final. Tem uma fala de Bruce interessante nesse trecho a respeito do seu relacionamento com os outros heróis:

“Eu trabalhei tão duro para ganhar o respeito deles que às vezes eles esqueciam que eu sou de carne e osso.”

003-1Não é segredo para nós o respeito que Batman recebe parte dos outros heróis. A despeito da sua “falta” de super-poderes, suas qualidades dedutivas, estratégicas e de combate, e sua integridade moral o colocam como um dos elementos da Trindade dos heróis da Liga da Justiça. Mas isso é material para o começo do ano que vem (aguardem!).
Voltando, Superman convida (isto é, intima) Batman para conduzir uma investigação de assassinato de nível interplanetário. Bruce havia sido amaldiçoado por Hurt: a próxima vez que ele vestisse a capa e o capuz, seria a última.Mas você já viu Batman ceder a alguma ameaça? Ele aceita o chamado da Liga da Justiça.

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ESPECIAL de Natal – Batman: Brinquedo Favorito

Feliz Natal, queridos leitores do Batman Guide!
Espero que tenham um dia agradável na companhia de quem vocês gostam 😉

BatChristmasJoker2Existem algumas histórias de Natal do Batman. A mais famosa delas já está aqui no blog, brilhantemente resenhada pelo Augusto: trata-se de Batman: Nöel, baseada na história “Um conto de Natal” de Charles Dickens. Outra bem famosa é a de Batman #219, de fevereiro de 1970, chamada “Death Casts the Deciding Vote” (sem scans traduzidas para o português ainda).
E, claro, também temos a HQ de hoje. Ela foi publicada na Legends of the Dark Knight #79 com o título original de “Favorite Things” e nos mostra um lado bastante especial do Morcego – um lado emotivo que não estamos acostumados a ver, e que só poderia vir a tona em ocasiões especiais como o Natal…
Tenha um Feliz Natal com Batman: Brinquedo Favorito (“Favorite Things”, roteiro de Mark Millar e arte de Steve Yeowell e Dick Giordano, janeiro de 1996)!

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001É noite de Natal em Gotham City. Bruce Wayne, furtivo como sempre, teve que escapar da festa de Natal da Mansão Wayne para resolver um caso muito importante – tão importante que Batman mal consegue acreditar que isso aconteceu. Houve uma invasão na Mansão Wayne. Como se isso não fosse suficientemente grave, eles levaram algo de imenso valor… Que Batman precisa pegar de volta.
002O Morcego está procurando por Eddie Mulligan para que ele lhe informe o que sabe sobre essa gangue que anda assaltando mansões em Gotham. Meus amigos, se ser um criminoso e encontrar Batman numa noite fria já é ruim, imaginem encontrar um Batman muito mais furioso do que o normal porque roubaram algo importante da sua fortaleza pessoal. Que dia péssimo para se ser um bandido em Gotham. Mesmo utilizando-se de uma de suas mais refinadas técnicas de interrogatório (afogamento na privada), Batman não consegue obter a informação que precisa de Mulligan.

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Onde comprar HQs?

Vocês comprando HQs.

Olá!
Esse é um post devido há algum tempo. Nós recebemos muitos comentários e e-mails perguntando onde costumamos compras nossas HQs, e de verdade, somos muito gratos pela confiança que vocês tem em nos pedir esse tipo de indicação.
Fizemos uma pequena lista de sites e lugares onde costumamos comprar HQs. E são bem-vindas sugestões nos comentários dizendo lugares de confiança em que vocês compram seus quadrinhos, action figures e itens de colecionador, certo? Esperamos que as sugestões sejam úteis para vocês!

Aviso: esse post não recebeu apoio ou patrocínio de nenhuma das empresas citadas. Todas as recomendações aqui presentes são feitas de bom grado, de colecionador para colecionador, com o objetivo de auxiliar vocês a aumentarem suas coleções. Comprar as edições físicas das HQs é muito importante, como o Augusto irá falar melhor aqui no texto.

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Arkham Origins: Review & Crítica

“AAAH MAH GAD!BATEMA ORIGINS!!! Mamys e popys, quero 25 exemplares só pra saber que tenho vários reservas e também para presentear minhas BFF. Agora, Lucky, meu maltês lindo, faça pose, estaremos no instagram em 5… 4… 2… Epa, 3!.. 2… 1… espera, o 2 já tinha ido, eu devia ter tirado? Ah foda-se, to jogando Batima e nothing else matters! #partiu #Origins #feiradafruta4EVER”. Não.

Gente, é com certo sentimento de decepção que lhes trago o texto sobre o recém lançado jogo Batman: Arkham Origins.

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De início eu estava empolgado, quando anunciaram um novo jogo onde o mapa seria maior, haveria fast travel e tantas outras coisas, pensei “É o City e um mundo de coisas a mais”. Então mais pro meio do processo liberaram algumas informações, tipo a presença do Deathstroke, e alguns vídeos tipo o encontro do Batman com Bane e Coringa. Até aí todo mundo estava cheio de expectativas, inclusive eu.
Depois falaram que tudo se passaria numa noite de véspera de natal, onde o Máscara Negra põe um prêmio na caveira do Batman, e 8 assassinos entram na corrida pra matar o morcego, então todo mundo entrou naquela fase “Mãe Dinah” pra adivinhar quem seriam os vilões.
“Eu vi o Espantalho naquela imagem minúscula em preto e branco com resolução baixíssima e tamanho aproximado de uma foto 3×4! Isso quer dizer que o Espantalho está no jogo!”. Dezenas de pessoas entraram nessas teorias fajutas, e deixando claro, o Espantalho NÃO é vilão desse jogo. Ok, depois confirmaram um monte de vilões, fizeram videozinho pra Copperhead, pro Máscara Negra… E enfim saiu o jogo.
Teve calango por aí que zerou em poucas horas, outros que já estavam com videos e walkthroughs prontos, parece até que trabalham pra Warner ou que tem algum grau de parentesco com o Ethan Hunt, ou no mínimo as habilidades do protagonista, o Batman. Eu comprei o jogo no começo de novembro e jogando umas 3 ou 4 horas por dia no modo normal zerei o mesmo.
“Com 100%?”, não, não foi com 100%. Pouquíssimo acima dos 50% totais, zerei apenas o modo história mais comum, nem relei perto do New Game Plus porque, cá entre nós, que porre mano.
Isso aqui se trata de um review, se não quiser spoilers vá ler um PREview de meses atrás. Eu não vou ficar omitindo pequenezas que são essenciais pra expressar o que esse jogo passa a quem joga. Na boa, nem dá pra considerar “spoiler”, o jogo é mais óbvio que a gravidade puxar as coisas pra baixo.
Quem não quiser ler spoiler é melhor abrir o site da Fanta e jogar alguma besteira infantil em flash e ir dormir as 9. Eu não entendo o drama que nego faz com spoiler, é como estar estudando algo tipo… Sei lá, história da astronomia, e ficar nervoso porque te contaram que a Terra gira em torno do Sol enquanto você ainda estava na parte que a Terra era o centro do universo. “Buáá eu queria ter descoberto essa novidade sozinho”. Se todo problema da sua vida for esse, parabéns, você tem menos problemas até do que Jesus.
Esse texto não vai sair como mais um “informativo neutro” sobre os prós e contras do jogo. Na verdade eu sei que deveria ser assim, mas acho que pagar 200 contos pra ter uma surpresa negativa não é bacana. É melhor você ler isso aqui e achar que o jogo tá uma merda e se surpreender pra BEM quando jogar do que ir achando que será o melhor jogo do ano e quebrar a cara.

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#89 – O Tempo e o Batman

“O amanhã pertence ao Batman.”

Olá!
Como as coisas se complicaram nessas últimas semanas… É meu penúltimo semestre da faculdade e o laboratório onde eu trabalho esteve envolvido em grandes seminários e congressos que exigiram muito de mim e de todas as meninas que trabalham comigo. E o resultado foi mais de um mês sem postar aqui no Batman Guide! Peço desculpas a todos vocês por esse atraso. Entretanto, nem tudo são más notícias: são minhas primeiras férias de trabalhos e estudos desde o começo de 2012! Desde então, quando eu não estava trabalhando, estava estudando, e vice-versa. Agora estou de folga dos dois! Vamos tentar compensar o tempo perdido então?

A HQ de hoje foi publicada na Batman #700, em uma edição gigante de aniversário. Conta com o roteiro de Grant Morrison e a arte de Tony Daniel (pgs. 3-10), David Finch (pgs. 11-18), Andy Kubert (pgs. 19-27) e Frank Quitely (pgs. 28-33). Além disso, tem uma galeria de imagens que conta com artes de Guillem March, Dustin Nguyen e Bill Sienkiewicz, entre outros. Sim, esse é o grupo de DINOSSAUROS responsáveis por essa história. Eu tenho a impressão que você não deveria deixar de lê-la.
Aprecie “O Tempo e o Batman”! (“Time and the Batman”, agosto de 2010)!

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Você, leitor do Batman Guide, sabe o que acontece quando Grant Morrison está no roteiro de uma obra. É hora de abandonar alguns conceitos pré-estabelecidos: tempo, espaço, consciência, realidade, sonho. O conceito que você precisará redefinir para esta HQ é, como o próprio nome da história diz, tempo. O templo é flexível.
Como comemoração da edição #700, o que temos é uma viagem pela trajetória do Morcego ao longo dos exatamente 40 anos de história. Cada período da história de Batman é homenageado com primor e detalhismo que irão agradar aqueles que, como nós, tem interesse no caminho que o Morcego percorreu desde o caráter brincalhão da Era de Prata até seu estabelecimento como o Cavaleiro das Trevas sério e implacável que ele se tornou.
Introduções feitas, vamos para a história.

001Primeira parte: o “Ontem”.
Batman (Bruce Wayne) e Robin (Dick Grayson) estão sendo mantidos reféns por Coringa, Mulher-Gato e outros vilões como Chapeleiro Louco, Charada e Espantalho. A arte dessa parte é riquíssima em detalhes. Vou pedir para que você leia com cuidado um dos enigmas que Charada faz em uma dessas páginas. Ao identificá-lo, tente respondê-lo mentalmente.
Os heróis estão sendo submetidos a uma máquina de hipnose temporal. Trata-se de uma Máquina de Possibilidades; nas palavras de Batman, ela “gera visões de como as coisas poderiam ter sido”. Mas nem por um minuto vocês devem se esquecer que estamos falando do Goddamn Batman: levará três minutos para a máquina ser reiniciada pelo doutor Carter, e ele avisa aos vilões que estará livre das algemas em apenas dois. Coringa não acredita nisso. Ele acha que conseguiu quebrar Batman, “atropelá-lo” – lembre-se da sua participação nos eventos de “Batman: A Luva Negra”. Inconformado, ele faz uma promessa: ele irá enviá-lo de volta para o grande dia em que Batman nasceu, e dar a Batman a chance de desfazer a sua própria criação, abortando os demônios que o levaram a ser o que é. Através do Livro de Piadas do Coringa.
002Bem otimista esse Coringa, né. Ele realmente acha que o Batman ia deixá-lo brincar de deus dessa maneira? Claro que o Morcego consegue se desvencilhar do plano de Coringa e mandar os vilões para os cuidados de Gordon.
Entretanto, na volta para casa, Batman e Robin começam a conversar… E se Batman tivesse realmente voltado no tempo e impedido Joe Chill de matar seus pais? (Isso me lembrou um dos paradoxos das viagens no tempo, mais especificamente o Paradoxo do Avô, em que se discutem as implicações de uma pessoa voltar no tempo e matar seu avô, que por sua vez não conheceria sua avó, ou seja, essa pessoa não existiria). Entretanto, essa possibilidade não tira o sono de Bruce porque, segundo ele, “somos o que somos e não podemos mudar o que já aconteceu”. É uma filosofia que eu, particularmente, adoto para a vida.

003Segunda parte: o Hoje.
Anos depois. Agora Batman é Dick Grayson, e Robin é Damian Wayne. O doutor Carter Nichols está morto. Um tiro no coração, mas sem sinal da arma. Um sorriso no rosto. E o capacete da Máquina de Possibilidades ao seu lado. Desconfiado, Grayson acha que seria uma boa idéia aparecer no Beco do Crime, onde os pais de Bruce morreram – e o conceito de Batman nasceu – para levar flores em homenagem a Martha e Thomas. Mas como é pedir muito que Batman e Robin tenham UM minutinho de paz em Gotham, eles se deparam com uma legião de bandidos fazendo um arrastão na cidade. Ah, os bons e velhos quadros de porradaria, dentes quebrados e maxilares deslocados, uma cortesia de Batman e Robin.

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004Aparecem uns vilões a mais que contam sobre um leilão ilegal do Pinguim e Batman avisa, sorrindo, que está de olho neles. Na boa, acho que eu me assustaria menos levando umas porradas do Batman do que sendo alertada por ele com esse sorriso perfeito meio maníaco. Esse jeito do Dick Grayson desagrada a alguns, mas é indiscutível que só piorou o medo que os vilões tinham de Batman.
005-2Você vai notar que, da página 18 à 19, a arte sofre uma mudança significativa; a arte fica a cargo de Andy Kubert. Particularmente, eu não curti o desempenho dele nessa HQ. Ele fez os personagens com queixos mega-projetados para a frente e os lábios inferiores muito evidentes. Fica meio difícil de enxergar a seriedade nas coisas com um Batman fazendo beicinho. Mas tudo bem, ninguém acerta o tempo todo. Dick postula sobre a morte de Charter: foi suicídio. Um suicídio com um tiro no coração e sem sinal da arma? Oh, well, quem sou eu para questionar o Batman, não é?

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