Arkham Origins: Review & Crítica

“AAAH MAH GAD!BATEMA ORIGINS!!! Mamys e popys, quero 25 exemplares só pra saber que tenho vários reservas e também para presentear minhas BFF. Agora, Lucky, meu maltês lindo, faça pose, estaremos no instagram em 5… 4… 2… Epa, 3!.. 2… 1… espera, o 2 já tinha ido, eu devia ter tirado? Ah foda-se, to jogando Batima e nothing else matters! #partiu #Origins #feiradafruta4EVER”. Não.

Gente, é com certo sentimento de decepção que lhes trago o texto sobre o recém lançado jogo Batman: Arkham Origins.

Line
De início eu estava empolgado, quando anunciaram um novo jogo onde o mapa seria maior, haveria fast travel e tantas outras coisas, pensei “É o City e um mundo de coisas a mais”. Então mais pro meio do processo liberaram algumas informações, tipo a presença do Deathstroke, e alguns vídeos tipo o encontro do Batman com Bane e Coringa. Até aí todo mundo estava cheio de expectativas, inclusive eu.
Depois falaram que tudo se passaria numa noite de véspera de natal, onde o Máscara Negra põe um prêmio na caveira do Batman, e 8 assassinos entram na corrida pra matar o morcego, então todo mundo entrou naquela fase “Mãe Dinah” pra adivinhar quem seriam os vilões.
“Eu vi o Espantalho naquela imagem minúscula em preto e branco com resolução baixíssima e tamanho aproximado de uma foto 3×4! Isso quer dizer que o Espantalho está no jogo!”. Dezenas de pessoas entraram nessas teorias fajutas, e deixando claro, o Espantalho NÃO é vilão desse jogo. Ok, depois confirmaram um monte de vilões, fizeram videozinho pra Copperhead, pro Máscara Negra… E enfim saiu o jogo.
Teve calango por aí que zerou em poucas horas, outros que já estavam com videos e walkthroughs prontos, parece até que trabalham pra Warner ou que tem algum grau de parentesco com o Ethan Hunt, ou no mínimo as habilidades do protagonista, o Batman. Eu comprei o jogo no começo de novembro e jogando umas 3 ou 4 horas por dia no modo normal zerei o mesmo.
“Com 100%?”, não, não foi com 100%. Pouquíssimo acima dos 50% totais, zerei apenas o modo história mais comum, nem relei perto do New Game Plus porque, cá entre nós, que porre mano.
Isso aqui se trata de um review, se não quiser spoilers vá ler um PREview de meses atrás. Eu não vou ficar omitindo pequenezas que são essenciais pra expressar o que esse jogo passa a quem joga. Na boa, nem dá pra considerar “spoiler”, o jogo é mais óbvio que a gravidade puxar as coisas pra baixo.
Quem não quiser ler spoiler é melhor abrir o site da Fanta e jogar alguma besteira infantil em flash e ir dormir as 9. Eu não entendo o drama que nego faz com spoiler, é como estar estudando algo tipo… Sei lá, história da astronomia, e ficar nervoso porque te contaram que a Terra gira em torno do Sol enquanto você ainda estava na parte que a Terra era o centro do universo. “Buáá eu queria ter descoberto essa novidade sozinho”. Se todo problema da sua vida for esse, parabéns, você tem menos problemas até do que Jesus.
Esse texto não vai sair como mais um “informativo neutro” sobre os prós e contras do jogo. Na verdade eu sei que deveria ser assim, mas acho que pagar 200 contos pra ter uma surpresa negativa não é bacana. É melhor você ler isso aqui e achar que o jogo tá uma merda e se surpreender pra BEM quando jogar do que ir achando que será o melhor jogo do ano e quebrar a cara.


Sim, na TV a chamada é “o melhor jogo do ano”, comentário um tanto infeliz. GTA V tá pra quem quiser  ver o QUÃO infeliz foi.
Tudo bem, gosto é igual cabelo, tem gente que não tem. Talvez você ai vá achar que o jogo é a milésima maravilha do mundo, mas não foi o que tirei de conclusão pra mim, e como eu tô escrevendo de acordo com o que EU percebi, óbvio que vou falar como quem não acha. Se quiser fazer justiça ao Origins escreve um texto elogiando bastante esse jogo reciclado e põe no seu blog, fim do problema.
Por mais que eu não seja técnico, eu SEI quando um jogo é bom ou não. Origins é um jogo BOM, mas apenas isso, só BOM. Não é inovador, não é o melhor do ano, e cá entre nós, talvez nem o melhor da série. Lembro-me de ter curtido mais enquanto jogava o City.
O Origins em especial eu joguei por dias consecutivos, todos os dias por horas. Se eu não trabalhasse e não tivesse obrigações com as pessoas teria jogado muito mais. Sim, aguento ficar em casa mais de 24 horas sem ver a luz do dia ou interagir com outros humanos, mas isso não quer dizer que sou doente ou antissocial, na verdade isso apenas quer dizer que não sou hiperativo, nem carente e também não tenho medo do escuro.
O que tenho visto por aí da opinião dos outros coincidiu com o que achei: reciclaram TOTALMENTE o Arkham City. É o mesmo jogo, os mesmos desafios, mesma mecânica, mesmo tudo. Tudo que tem no Arkham Origins você já viu no Arkham City com outro nome e outra aparência. Dá pra fazer uma LISTA.
Mas pra não ser covarde com o jogo e você não sair daqui se perguntando “Caramba, será que vale a pena comprar?” já adiando: Sim, vale a pena. É ótimo jogar como Batman, bater em vilões famosos, resolver os quebra-cabeças, usar os equipamentos, andar pela caverna, trocar o uniforme por outros uniformes famosos do Morcego e tudo mais.
“Se vale a pena e tem coisas legais, então porque está criticando tanto?”. Porque não teve novidades suficientes pra dizer que a equipe de produção não foi preguiçosa e safada de reaproveitar mais da metade de tudo que se encontra no Arkham City.
Pra ser JUSTO com o jogo, apartir daqui vocês terão 2 textos, os prós e os contras que tenho sobre esse jogo.

OS PRÓS:
Gráficos melhores, cidade maior, os pontos de fast travel, maior número de capangas, os filmes que passam entre cenas estão fantásticos, dá gosto ver os que o Coringa participa. Tem pontos “históricos”, tipo o dia em que a Arlequina (ainda como psiquiatra Harleen Quinzell) conhece o Coringa, você usar o Coringa como personagem por uma luta, fazer os passos dele durante um flashback até o Caldeirão que o transformou no que é na Ace Chemicals. Vemos um amplo leque de vilões, apesar de alguns não condizerem com o real status, tipo a Lady Shiva, que não luta patavinas nenhuma nesse jogo. A batcaverna está acessível e bem a caráter dos quadrinhos, o Alfred ajudando tanto com seus conselhos quanto cumprindo o papel que posteriormente foi ocupado pela Barbara Gordon como Oráculo. E falando nela, ela é outro ponto positivo, ela está no jogo.
Temos uns equipamentos novos que foram bem bacanas, tipo as luvas elétricas do Electrocutioner, agora usando-as você pode carregar geradores, ligá-las no meio de combos pra dar hits mais fortes que contam como 2 na contagem pra acionar os especiais e tal. Os quickfire continuam nos mesmos botões, para as mesmas funções das mesmas armas, assim como os especiais, não mexeram uma vírgula nisso, então quem era um expert em gadgets no City vai se sentir em casa jogando o Origins.
O “disruptor”, aquela coisinha que parecia um controle remoto que era usada para desarmar minas terrestres, enguiçar arma de capanga e etc, voltou na forma de rifle. Agora ela também desarma aquelas malditas caixas onde os capangas pegam suas armas e enguiçam os aparelhos que misturam frequência, coisa que atrapalha o modo detetive, comunicação e etc.

OS CONTRAS:
Os troféus do Charada agora são os “Enigma Datapack”. Pequenos objetos que emitem uma luz verde, presos em quebra-cabeças IDÊNTICOS aos do City. Sem brincadeira, só de olhar por alto a posição das coisas, onde o Datapack está preso e etc já dá pra deduzir o que fazer, tá igual no City. IGUAL. Uns de pressionar botões no chão, outros de acertar com batarangue com tempo contado, outros de usar batarangue de controle remoto por dentro de espaços estreitos, outros de passar com batarangue por alguma corrente elétrica e queimar algum painel… Enfim.
Antes interrogávamos os capangas do Charada pela cidade para obter informações, sabem o que fazemos agora? A mesma coisa, interrogamos capangas do Charada pela cidade. Lembram como encontrávamos os esconderijos do Charada? Batman dava umas batidinhas em paredes falsas e as quebrava, revelando uma porta. Acham que mudaram isso? Não, continua igual.
Lembram os aparelhos de interferência que o Pinguim espalhou pelo City? Agora temos coisa semelhante com o Anarquia, que espalhou bombas, que são desativadas em aparelhos exatamente iguais. A diferença é que rola um cronômetro quando o Anarquia ativa as bombas, de resto não muda nada.
Aquela granada congelante que o Mr. Freeze nos dá no City foi substituida por uma “Glue Bomb”. Adivinhem só, ela deixa o inimigo preso por um tempo, e quando jogada na água faz plataformas, exatamente igual a outra. O upgrade dela faz o efeito “cluster”, que congela maior galera pelos pés no chão, exatamente igual. Ah, claro, sabem aquelas saídas de vapor/gás que impediam a passagem do Batman? Então, você também fecha elas com essa “glue”, assim como fechava as antigas com a granada congelante.
Chapeleiro. Conseguem deduzir o que acontece? Quem chutou o óbvio acertou: Batman foi dopado e viveu alguma cena louca baseada em Alice no País das Maravilhas.
Lembram os geradores que precisavam ser energizados com aquela EMP gun (aka “o rifle que atira choque”)? Eles voltaram, mas agora não tem rifle, tem as suas luvas que, após o segundo encontro com o Electrocutioner passam a emitir energia elétrica igual a dele.
Também não serei um maldito nessa parte, isso foi LEGAL PRA CARAMBA. As luvas “carregam” no meio das lutas e você pode ligá-las pra dar golpes com mais dano, e pra carregar os geradores você agarra o motor do lance e descarrega a energia no bagulho estilo o Electro do Homem Aranha.
Agora as unidades “policiais” que você combate não são da TYGER, é apenas a SWAT mesmo. Mas é o mesmo esquema. Os capangas de cada vilão também mantiveram suas caracteristicas próprias, as ninjas do Ra’s Al Ghul presentes no City voltaram como as ninjas da Lady Shiva, estão a MESMA coisa. Ao invés de Titans agora tem uns capangas maiores cujo processo de derrotar é a mesma coisa, e uns capangas normais porém bombados de venom, a droga original que o Bane das histórias usa. A única novidade de capangas, ao menos que eu tenha notado, é que agora tem uns ninjas homens que pra dar counter fica mais difícil, mas só.
Ah, e falando em Titan, lembram que no City você tinha que explodir os conteiners de Titan com o Spray explosivo? Então, TAMBÉM VOLTARAM! ALÔ CRIANÇADA! O BOZO CHEGOU! Agora são conteiners de drogas do Máscara Negra, também espalhados pelo mapa, e também se explodem da mesma forma. Que original!
Os upgrades são quase todos os mesmos, armadura pra combate, armadura balistica, blablabla.
Ainda temos os batarangues comuns, os de controle remoto e os sônicos, iguais aos do City. A bat-garra pra puxar as coisas distantes também está presente com a MESMA proposta, arrancar grades, abrir aqueles escapamentos, pegar coisas do Charada a distancia, desarmar oponentes, puxar seu barquinho feito de cola (ao invés de gelo) sobre as águas… E só.
Temos também o equipamento que eles acharam tão bacana que até anunciaram com antecedência, a Remote Claw. Realmente, o equipamento é MUITO bacana, útil e é a cara do Morcego, o que estragou foram alguns detalhes. Primeiro: Não era do Batman, era do Deathstroke. Segundo, é só um melhoramento daquele equipamento do City de fazer uma ponte de corda entre dois pontos.
Ele derrotou o Deathstroke e carregou uma arma dele, derrotou o Eletrocutioner e carregou uma arma dele. Batman ficou meio Megaman, né?

Minha impressão resumida foi, pegaram o Arkham City, jogaram numa caixa, adicionaram o pó mágico que melhora um pouquinho os gráficos, jogaram meia dúzia de pontos de fast travel, sacudiram bem e mostraram ao público a nova obra.
As lutas contra os chefes foram meio fáceis demais e poucas agradaram. Não sei até onde foi desligamento meu, falta de habilidade ou sono, mas eu morri mais vezes tentando impedir certos crimes em andamento pelas ruas do que lutando contra chefes. Na verdade, os dois únicos chefes que tive de tentar vencer mais de uma vez foram o Deathstroke e o Bane.
A Copperhead foi mais legalzinha, mas apenas uma cópia barata da luta com o Ra’s Al Ghul no City. Até as circunstâncias foram as mesmas. Na luta com o Ra’s no City, você vai até lá todo grogue de veneno, e a luta da Copperhead é a mesma coisa, você vai grogue. Ela luta se multiplicando igual a ele, só que com a mecânica de movimentação idêntico ao da Mulher Gato no City, simplesmente mudaram a skin da Selina pra Copperhead e puseram como vilão, só.
A Lady Shiva foi decepcionante. Quem a conhece dos quadrinhos sabe que ela é uma personagem que representa “A” lutadora, ninguém vence dela, e no jogo ela luta com auxilio de um monte de ninjas, e ainda assim não faz nada de muito diferente das demais ninjas mulheres. Como eu disse, foi decepcionante.
O Coringa? Você roda por um hotel tomado por ele, e no fim das contas não luta com o palhaço. A luta com o Bane tem várias etapas e essa sim foi muito bacana, até um trecho que você luta tendo como visão a câmera do helicóptero onde a Vicki Vale estava fazendo sua matéria.
Deadshot me deu trabalho, mas no fim não foi nada de absurdo, só mais uma sala estilo predador com um refém. A luta fez lembrar a luta com a Arlequina na DLC “Harley Quinn Revenge”, só que bem mais difícil.
A luta do Firefly foi bem agitada e interessante, mudando de local, sendo puxado em vôos, fora a dificuldade, que já foi uns bons passos além da luta contra a Shiva e Copperhead.
Eu como FÃ DO BATMAN, comprei o jogo e não me arrependo, joguei por dias consecutivos sempre que aparecia oportunidade, me distrai bastante, e por mais que a essa altura do texto pareça irônico: eu GOSTEI do jogo, mas quem estava esperando algo inovador (tipo eu) quebrou a cara.
Arkham Origins é pra quem achou o Arkham City perfeito e queria mais, mesmo que fosse só “mais do mesmo”.

Anúncios

  1. Pingback: Feliz 2014! | Batman Guide

  2. Pingback: Feliz 2014! | Batman Guide

  3. Mas comentando sobre minha expectativa,e provável decepção foi a história do jogo,como a origem do morcego eu esperava horas de cutcenes fodasticas,criação de grande parte dos vilões sinistros,o processo de transformação do bátima com falhas e falhas e no final sua verdadeira iniciação como morcego,e até esperava um pouco da marfia e talz pra relembrar bem a HQ,sei que a proposta nunca foi essa mas era meu sonho algo próximo disso,e principalmente queria ver a criação do duas caras,mas explorando a relação do harvey com batman de uma forma que apenas games conseguem fazer enfim sobre o gameplay eu nem tava ligando muito,mais do mesmo era suficiente se a história fosse sinistra o que parece que não foi.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s