#93 – Batman: O Observador

Hoje trazemos a vocês o arco “Eye of the Beholder”, lançado em 2011, e traduzido como “O Observador”. Trata-se de mais uma saga da série principal, sequência direta da “Vida Após a Morte”, porém com uma novidade de suma importância: Bruce Wayne está de volta.
É, o morcego velho não estava morto, estava no passado e voltou. Vocês já viram qual foi o (ridículo) processo na “Estrada para Casa” e sagas do gênero trazidas a vocês aqui pela Jéssica. Foi uma confusão do caramba, até pra uma história em quadrinhos onde há pessoas com superpoderes, o ocorrido foi um tanto forçado.
Mas não estou aqui pra debater isso (não agora). Estamos aqui para a saga “Eye of the Beholder”. Quem vê apenas a primeira revista da saga vai a loucura já fica na expectativa de mais uma saga inteira comandada pelo desenhista/roteirista Tony Daniel, mas infelizmente não foi como a coisa procedeu.
Tony Daniel foi roteirista e desenhista de todas as revistas que compõe o arco, e algumas revistas tiveram um toque de bom gosto do Sandu Florea, sendo que oficialmente isso foi obra do Ian Hannin. Obviamente eu preferia que todas fossem do Sandu Florea, mas já que as do Ian estão ali e não podemos fazer nada quanto a isso, aproveitemos para ver a diferença do trabalho de um e de outro. As cores do Sandu são mais vivas e acompanham a profundidade do traço do desenhista, as do outro… São só cores.
Bom, sem mais delongas, estoque de colírio em mãos, vamos a “O Observador”.

Batman_Dick_Grayson_0011

001De início, vale lembrar que há uma “hierarquia” de roteiristas. Na época de lançamento dessas revistas, o roteirista cabeça que ditava como as coisas iam correr nas histórias do Batman (em todas relacionadas, não só na mensal) era o Grant Morrison, o mesmo sujeito que estava por trás da “Crise Final” onde o Morcego recebeu a Sanção Ômega do Darkseid. Na revista mensal e o roteirista “oficial” é o Tony Daniel.
Quando digo “hierarquia” não quero dizer que o Morrison chega pro Tony e diz “Olha… muda essa linha, não gostei”. Não, nada disso. É que o Morrison ditava os principais eventos, tipo o retorno do Bruce. Logo, o Tony não podia fazer o roteiro da saga principal dizendo que o Bruce tava morto, ou fingindo que ele não voltou. Ele podia fazer o que bem entendesse, desde que levasse em consideração tudo que o Morrison anunciava antes, como por exemplo o retorno do Bruce. Não dá pra fugir desses fatos.
Ok, isto posto vamos ao roteiro do Tony Daniel. Assim como em todas sagas escritas por ele, ressalto: Ele sempre traz algo das antigas, e nessa não foi diferente.
O início da história é em algum lugar afastado do centro de Gotham, um casarão, onde um camarada barbudo faz uma ligação traiçoeira sob pressão de um assassino. O barbudo morre do mesmo jeito. A assinatura do matador começa com Henry. Seria Henry Ducard? Mistério.
002A seguir temos uma bela sequência de quadros, da dupla dinâmina na noite de Gotham, um cenário com tom amarelado, daquelas luzes amarelas de inverno (não necessariamente é inverno lá, só quis exemplificar as luzes) e céu vermelho com uma grande lua ao fundo. Uma combinação não muito usual de cores para retratar uma noite na cidade.
Temos Dick Grayson e Damian Wayne em uma perseguição. O alvo? Kitrina Falcone, a nova Moça Gato (Catgirl). E quem tá junto na festa? O Ceifador. Pra quem não lembra dele, o sujeito fez seu retorno a vida (e aos quadros) na saga “Vida Após a Morte”, e não tivemos mais notícias desde que o Grayson o deixou pra detonar Hugo Strange e Dr. Morte na base do Máscara Negra II (Jeremiah Arkham).
003Agora temos a turma toda reunida novamente. Kitrina estava perseguindo o Ceifador por 3 noites querendo a recompensa que há pelo zumbi. O cara não curtiu e partiu pra foice em cima da garota. Como bons estrategistas, Grayson e Damian tentam matar dois coelhos com uma única “caixa d’água”, salvar Kitrina e pegar o Ceifador.
Em uma sequência de golpes que começou com “um movimento estilo Bruce” e terminou com “encerramento estilo Grayson”, Batman consegue derrubar o Ceifador. Eles procuram pela Kitrina, mas a pequena felina já tinha desaparecido. Em seu lugar quem aparece? O Batman. Não o Grayson, outro Batman, o original. Bruce Wayne. “É hora de conversarmos”. Parece um pai pronto pra dar um sermão nos filhos.
Bruce já está com seu novo uniforme, que ainda sofrerá algumas mudanças até o uniforme atual. Este uniforme é conhecido como “Incorporated”, vocês já devem estar por dentro do assunto graças ao post anterior a este (Corporação Batman: Leviatã Ataca!). Bom, os dois morcegos se afastam do local inicial do encontro e no novo ponto de encontro então conversam sobre Kitrina.
É um quadro que fica gravado na minha mente como uma cicatriz, os dois Batmen olhando fixos um pro outro, numa distância curtíssima, ambos de cara feia (seguindo a regra de SER Batman). Se eu sou um criminoso vagando pelos telhados e de repente dou de cara com dois Batmen se encarando com cara de nervosos eu já ia andando sozinho pro hospital, torcendo pra chegar lá só precisando de calmantes, e não de talas e pontos.

Batmen
Um Batman visivelmente maior que o outro, ponto novamente pro Daniel ao retratá-los de forma tão diferente e plausível, pois dá pra identificar ambos só de olhar pro rosto, que teoricamente são iguais (capuz preto com a boca descoberta). Grayson tenta dar explicações sobre o que pretendia fazer quanto a Kitrina, dizendo que ia falar com Selina, e Bruce é bem direto: “Selina não manda em Gotham. Você manda. Enquanto eu estou fora”.
Realmente, o Grayson tem um método mais “conversa”. Ele meio que argumenta com a Selina para conseguir o que quer, coisa que o Bruce não faz com ninguém. Com o Grayson é “Tira a Kitrina da rua, isso não dá certo, blablabla… “ com o Batman original é “Kitrina. Rua. Nunca mais. Se não eu entro. Dai fudeu meio mundo”.
O cenário ao fundo é magnífico, estilo aquela famosa capa que o Tony Daniel fez pra uma história lá dos tempos do Ra’s Al Ghul, cheio de janelas, pontes, caixas d’água, chaminés… o cara nasceu pra isso.
Batman (Bruce) dá o ultimato, e Batman (Richard) diz que vai resolver. Fora dali, o sujeito que foi “enganado por telefone” pelo barbudo no inicio da história, vai nas indicações falsas e acaba disparando uma armadilha, uma bomba. Não temos confirmações nesse quadro, o que parece inicialmente é que o cara deve ter morrido.
Na parte diurna da história, Dick Grayson e Lucius Fox participam de uma reunião em nome da Wayne Enterprises. Dick está fazendo papel completo de Bruce. Diversas vezes em histórias antigas temos Bruce fazendo coisas do gênero. Dá pra ver na cara deles e nas palavras um “Anda com essa porcaria, eu tenho que trazer justiça para a noite daqui a pouco”. Dificilmente vemos Grayson na frente das empresas Wayne. Ele não é do tipo “empresário”. A proposta da empresa chinesa fala de restaurar o Beco do Crime.
A noite dá as caras novamente, Selina está em alguma festa luxuosa passando a perna em algum velho rico qualquer, e Grayson aparece lá a paisana para conversar com a Mulher-Gato sobre sua filhote. Depois da chamada do Bruce, o assunto ganhou prioridade, né.
004Mais uma vez temos a guerra entre olhos azuis e verdes, assim como na Torre Wayne quando Dick queria que Selina arrumasse informações sobre o Máscara Negra com a Hera Venenosa, dessa vez Grayson quer saber onde está Kitrina, mas Selina também não sabe. Pelo visto a menina tem um instinto bem traira.
Ressaltando a arte deste encontro entre Dick e Selina… O vestido dela está com um colorido de rosa suave, porém com brilho, como se tivesse luz própria. Sei que o comentário foi meio Edney Silvestre, mas lembrando que isso não é uma foto e sim um desenho, só podemos chamar de obra de arte. E o Dick está quase como uma versão mais nova do Bruce, assim como Selina disse na Torre Wayne na outra história.
005Depois que Selina deu pra trás com as informações sobre Kitrina, Dick se vai e a Kitrina se revela na cena, revelando a nós então que a Selina está acobertando a garota. Dick vai para as ruas, e novamente dá de cara com uma mulher que se revela perigosa, Sasha Lo, a tal negociante chinesa que quer o Beco do Crime. Ela oferece 10 milhões de bônus ao Grayson separadamente se ele convencer o Bruce a vender as tal propriedades, que também estão sendo compradas por um valor altíssimo, muito além do que valem. Qual interesse ela tem nisso? Só o filantropismo que afirmou? O mundo não é belo assim.
Alguém tenta dar uma flechada em Grayson, Sasha segura a flecha no ar e bate em perseguição do assassino. Grayson não ia deixar barato assim. Acelerou a pé debaixo da chuva em Gotham e usando escadas de incêndio partiu pros telhados. Ele acionou o Alfred para enviar um uniforme, e assim acontece, Grayson põe o manto do Morcego e parte pra conferir qual é a real história.

006
007A tal Sasha Lo também mudou de roupa no caminho, virou uma gueixa/ninja/pavão do inferno e pegou o tal arqueiro que tentou matá-la. Ou achou ter pego, era um truque, o real arqueiro ia matá-la, mas dessa vez é Batman (Dick) que a salva. Uma vez com o inimigo derrubado, começam as apresentações. A “Pavão” se apresenta e diz que o assunto não é do interesse do Batman, e ele em uma tacada bem “Bruce” diz “Esta é minha cidade. Tudo me interessa”.


Eles são surpreendidos pelo Sensei. Eu disse que o Tony sempre traz algo das antigas. (Se você não lembra quem é, a segunda edição traz um rápido flashback sobre a primeira aparição do Sensei). A cena de aparição do velho é bem bacana. O prédio ao fundo a direita tem algumas poucas janelas acesas, achei interessante essa preocupação.
008Em meio a luta com o Sensei e seus discípulos, Batman e Pavão ficam em desvantagem. Sensei atordoa a Pavão com toxinas, mas Batman também lança umas para nocautear o velho brigão. Apesar de estranho, o cara é bem observador, só de olhar pro Grayson percebeu que não se tratava do mesmo Batman que ele conheceu há tempos atrás.
A partir desse ponto da história, as cores já tem um toque do Sandu Florea. Notem que na página de apresentação da equipe, onde Batman e Pavão saltam juntos com um relâmpago ao fundo, as cores e luzes do uniforme da Pavão são de outro nível, nada que vocês tenham visto vindo do Hannin sozinho na primeira parte da história.
010A correria se estende por uma festa chinesa, e eles para se aproveitar do evento, pegam cavalos para ter mais velocidade, Grayson lança um grito estilo cowboy e na linha de pensamento adiciona um “sempre quis fazer isso”. Na caçada pela limusine onde o irmão da Pavão estava… Ocorre uma explosão, e era mesmo a tal limusine, mas sem o garoto. Na abordagem que Grayson faz perguntando se a Pavão era telepata (e ela revela que telepata é o garoto), temos um quadro pequeno onde só aparece o rosto do Grayson, sombrio. Temos um quadro quase identico na última página da “Batalha pelo Manto”, onde finalmente o Grayson aparece vestido de Batman pela primeira vez após a “morte” do Bruce, só que espelhado na horizontal.
Como se não bastasse a presença do Sensei na história, agora temos também o I-Ching. Uma chuva de personagens orientais. Com a conversa entre Batman, Pavão e velhote descobrimos que o tal “Observador” que dá título a história é o irmão da Pavão, o telepata sequestrado, e que I-Ching é que contratou a Pavão. Este também dá a dica de que ela deveria deixar o Batman ajudar.
O tal I-Ching é um baita velho atlético, saiu aos pulos com o Dick e a Pavão pela noite de Gotham enquanto explicava do que se tratava o “Observador”.
Antes de prosseguirmos… À vocês que se perguntaram “Quem são Sensei e I-Ching?”, aqui estou pra responder. Quer dizer, pra tentar, pois sobre o I-Ching realmente não se tem muito material. O que se sabe é que o velho é o professor de porrada de Diana Prince, ninguém mais ninguém menos que a Mulher-Maravilha. Ele é de algum grupo de monges (ou coisa do tipo) que vivem nas montanhas e blablabla, um baita lutador. Já o Sensei… Esse já tem mais informações.
Ele é pai do velho Ra’s Al Ghul. Se o Ra’s já é milenar, imaginem o pai. Esse também é nada mais do que um sujeito com longa expectativa de vida, que também já usou poço de lázaro, chegou a ferir mortalmente o Batman em um combate… E sendo pai do Ra’s, por consequencia ele é avô da Talia, e bisavô do Damian.
012Voltando à história que o I-Ching ia contar ao Batman… Era uma vez… Lá em meados de 1700 DC, relatos sobre o primeiro Observador. Sempre que tentavam controlar seu poder dava bode e a aldeia por onde ele passava era destruída. Aconteceu diversas vezes. Em uma delas, sobrou apenas um aldeão, este com uma máscara de demônio, que faz lembrar aquelas máscaras de samurai, Noh Masks, ou okame acho. Não entendo dessa área, foi só uma citação de exemplo visual.
O camarada que estava usando a tal máscara disse que nem ele nem o sujeito que acabou de chegar eram os verdadeiros donos da máscara do Observador, e quase matou o cara. Mas esse aldeão era vaso ruim, ainda se arrastou pelo bambuzal, rolou uns bons pedaços e foi encontrado pelo engenheiro e arqueólogo (quanto tempo de estudar hein) Paul Henry, que ajudou e ouviu a história do monge. O tal engenheiro acreditou em cada palavra e foi atrás do tal mascarado, e matou o cabra.
Acho que o nome Henry que apareceu na carta das primeiras páginas da história ganhou um sentido diferente de “Ducard”. O Henry carregou a máscara embora. Para onde? Claro, Gotham City. Tudo de mal sempre acaba indo pra Gotham, ainda não sei como o João Kleber não virou apresentador de TV por lá. O Paul Henry vivia sua vida normalmente até que uma influência da máscara o fez pensar em suicidio e foi acabando com sua sanidade. Ele custou mas percebeu que o problema era a tal máscara do Observador.
O sujeito tentou destruir a máscara mas não deu certo. Tipo o Jim Carrey com a a máscara do Maskara (máscara do Maskara… incrível), então ele revelou aos seus companheiros engenheiros o que estava acontecendo consigo, e os caras esconderam a tal máscara em alguma construção de Gotham. O Sensei descobriu e quer pra ele. Simples assim.
A história do I-Ching termina em um ferro velho de Gotham, dentro de um vagão abandonado dentre outras centenas, com a explicação de onde o garoto entra na história. Ele é telepata, e estava tendo visões sobre o que aconteceria se o Sensei pegasse o tal Observador. Tudo retratado em desenhos feitos pela Pavão, com quem o garoto dividiu as imagens que via telepaticamente, porém não revelou onde estava a máscara para protegê-la. Batman ao ver os desenhos, reconheceu um dos locais.
Sensei estava torturando o garoto atrás da localização do artefato. A porrada que ele deu no garoto teria nos mandado direto pro cemitério, mas vamos dar um crédito que chineses tem uma resistência sinistra.
013Lembram da ligação do início da história? Os dois estão mortos. Mas há uma terceira ligação nos registros: Lucius Fox. Grayson correu atrás do camarada antes que ele tivesse o mesmo destino dos demais. Na casa de Lucius, Grayson se descuida e ao abrir uma gaveta dá de cara com umas pequenas bombas, verdes com interrogações desenhadas. O dono fica óbvio, mas o efeito que foi adverso. Não era uma “explosão” daquelas com fogo e estilhaços, a explosão foi como um flashbang, um clarão, deixou Grayson sem visão, sem audição e com o corpo paralisado, e a pessoa que estava na sala com ele lhe deu um chute que o fez atravessar a janela e aterrissar em um carro.
014Seus carrascos se revelam: Charada e Enigma, sua filha. Grayson ficou numa pior apanhando dos dois, mas ao mexerem em seu cinto, ligam algum tipo de sinalizador que aciona o Robin, e o garoto chega no mesmo instante lá. Damian bota pra quebrar em cima de todo mundo. Abriu tempo suficiente pro Grayson conseguir expressar alguma reação e derrotar um capanga também.
Charada e Enigma fugiram, Dick retornou para o bat-bunker com Damian conseguindo pistas que indicam que o Ceifador está por dentro de alguma coisa, e Sensei continua em posse do garoto, em posse de Lucius Fox e também de sua filha, Tam Fox.
017Batman vai ao Asilo Arkham sob nova direção, de Alyce Sinner. Nome sugestivo… Enfim, ele quer interrogar o Ceifador. Na conversa não dá pra saber muitos detalhes, mas aparentemente o suficiente… Algo sobre O Açougueiro. No vagão do I-Ching, Pavão está passando por maus bocados sentindo a dor que seu irmão telepata a transmite. Ela só consegue passar a informação de que viu muita carne podre e sangue velho. Ligação com Açougueiro? Também vi, e pelo visto o I-Ching está conosco.
O homem morcego agora foi ao esconderijo de Selina, e quem está lá de bobeira treinando? Kitrina, a tal que Selina acobertou dizendo que não sabia do paradeiro. A Moça-Gato treina gritando e xingando, Batman lhe dá uma dica quanto ao silêncio para antecipar o que não vê. Se formos analisar a profundidade que essa frase pode ter, vamos nos afogar em filosofia. Decerto não era a intenção do Tony Daniel, mas… Caramba.
018A vida não é isso? Uma aposta a longo prazo sem garantias no caminho? A função de um vigilante é andar na frente do crime, eles tem que anteceder tudo ao seu redor. Dick Grayson deu a Kitrina Falcone um dos princípios básicos de um guerreiro, e de quebra outro importantíssimo, o respeito. “Respeito?”, é.
Como disse o Rei Príamo a Aquiles em sua tenda quando foi buscar seu filho Heitor ”Até entre inimigos pode haver respeito”. Grayson já tinha deixado claro a meio mundo que não queria Kitrina circulando como Catgirl, ainda junta o fato de Selina tê-lo enganado e de todo o histórico de “jogo contra” que Kitrina fez na saga “Life After Death”… Não era pra ele já chegar com o pé na cara dela? Pois é, ele chegou conversando. Respeito.
Kitrina leva Grayson até o lugar, um restaurante chinês. Ele entra pelos fundos, quadros simples e monocromáticos, porém lindos. Arte tem disso, às vezes simplicidade com bom gosto faz toda diferença, é como um músico solo que vale mais do que uma orquestra junta. Vale a essência.
019E novamente, Grayson cai numa armadilha. O chão desaba e o deixa a mercê do Sensei com duas espadas daquelas que o Ra’s Al Ghul tanto usa, se não me engano é daquelas espadas turcas que chamam de “Kilij”.
Batman é jogado amarrado em um tipo de poço, junto a Lucius Fox, Tam Fox e o tal garoto. Grayson dá seu jeito de se soltar, dá uma ajuda pra Lucius e de lá é a velha história, porrada nos capangas. Eles recebem uma ajuda de I-Ching, e com os dons do telepata, descobriram o rumo do Sensei. O tal esconderijo da máscara era a biblioteca, dentro da estátua de Thomas Wayne.

020Sensei parte a pedra com um chute, encontra a máscara e a coloca no rosto. O lance acendeu igual os olhos do Jaspion, sinal que a pilha ainda estava boa. Pavão tenta pegar o Sensei pelas costas, mas o cara já está maquinado nos poderes bacanudos e expele o ataque tipo o Goku.
Papo vai, papo vem, descobrimos que a tal Pavão é que ressuscitou o Sensei com o único objetivo de fazê-lo encontrar a tal máscara e enfim destruir ambos para vingar seu povo. Meio idiota né, você transformar o cara num guerreiro poderosíssimo pra então tentar derrotá-lo. Corajoso porém idiota. É um poder além do que ela podia lutar contra. Mas o Batman chegou pra salvar o dia.
021O Luki Lo, o irmão da Sasha Lo (a Pavão), revela-se o tal iluminado que, até então, o Sensei achava ser. A máscara salta do rosto do Sensei para as mãos do garoto, Sensie a parte com a espada sem querer, Grayson age em cima da brecha feita e atravessa a janela com o velho guerreiro (que não é o Chacrinha) e num passe de mágica o china some levando a metade esquerda da máscara.
A metade direita, o iluminado deixou sob a proteção do Batman. A familia lo se despede e volta pra sua terra, mas antes disso, o garoto passa umas imagens para a mente do Grayson. Ele beijando a tal Sasha, a irmã dele. Grayson já tá pegando mulher até na telepatia dos outros. O garoto teve sorte, se ele tivesse tido um presságio de todas mulheres que o Dick ainda vai pegar em vida, a cabeça dele ia explodir.
Essa foi a saga “Eye of the Beholder”. Muito bem feita em termos de arte, como já é padrão vindo de Tony Daniel. A terceira saga de Dick Grayson como Batman, mais uma vez trazendo soluções prontamente, assim como seu mestre e mentor fazia, assim honrando o manto do Morcego confiado pelo mesmo.

Batman_-_Eye_of_the_Beholder

Download no MEGA – Batman: O Observador

Anúncios

  1. Realmente “Batman-O Observador” é muito bem feita em termos de arte,de história eu achei boa,pretendo sim ler,pois pelo se texto Augusto me chamou muito a atenção.Achei genial a parte em que você disse que com o Batman de Bruce é:“Kitrina. Rua. Nunca mais. Se não eu entro. Dai fudeu meio mundo”.Sensacional…

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s