#103 – Flash: Renascido

Hi, I’m Johnny Knoxville and this is Jackass. Mentira.

Cidadãos de Gotham, apertem os cintos que a viagem será veloz. Mais veloz que o som, mais veloz que a luz. Ponto de partida? Central City, a cidade do FLASH.
Estamos em uma empreitada valente dentro de um blog sobre Batman: falar dos demais heróis que fazem parte de seu “circulo social”, e aqui vamos nós com um post para o Flash.
Já falamos sobre:

Asa Noturna
Mulher-Maravilha
Superman
Lanterna Verde

Chegou a hora de falar do “fastest man alive“.
Assim como o uniforme de diversos heróis, o manto do velocista escarlate já foi usado por mais de uma pessoa, mais exatamente três: Barry Allen, Wally West e Bart Allen. Mas existiram QUATRO Flash. “Santa lesma com bronquite, Batman! Como pode isso?”. Na série dos Lanternas Verdes, rolou algo do gênero: Evolução de idéia.
Quando se fala de “Lanterna Verde” lembramos de quem? Claro, depende de quem você mais curte, eu diria Kyle Rayner, maioria esmagadora lembraria do Hal Jordan, alguém que assiste a animação da Liga da Justiça lembraria do John Stewart, Guy teria sua porcentagem também… Mas o PRIMEIRO Lanterna Verde nos quadrinhos foi Alan Scott. O cara não tinha nada a ver com Oa, com bateria central, com Parallax, Sinestro, Multiverso… Era um sujeito com um anel mágico. Só. Assim era Jay Garrick, o primeiro Flash, só um sujeito que corria pra caramba, sem nenhuma ligação com Speed Force, viagens no tempo e coisas do tipo.
No texto dos Lanternas Verdes vocês viram um resumo pessoal de cada um dos membros terrestres da Tropa, e nesse texto também teremos um resumo pessoal de cada velocista da Terra. É, malandragem, tão achando que só tem os Flash e fim de papo? Tem maior galera correndo junto nessa maratona em mach. Mais louco que mamute com calvice.

Fora os já citados, ainda temos os Flashes Reversos (Edward Clariss/Eobard Thawne/Hunter Zolomon), Johnny e Jesse Quick (Johnny e Jesse Chambers) e Quicksilver (Max Mercury). Para isso não virar um texto desnecessariamente gigante, falarei o básico sobre o “Universo Flash” e seus participantes.

The-Flash-Alex-Ross-DC-Comics-print

Mas antes de falar dos velocistas do Universo DC, faremos 5 intervenções para você entender melhor o personagem. Vamos a primeira delas.

Speed

“Já saquei o lance, quanto mais velocidade eu conseguir pra dar uma voadora, melhor”. Em parte é verdade, mas não se trata disso. A Speed Force é uma “fonte” pros velocistas da DC, é a Valhalla dos Flash. É um boteco onde só que passa da velocidade Mach pode tomar umas biritas.
A Speed Force é uma “dimensão” que divide o mesmo espaço que nossa realidade da Terra, e a influencia diretamente. É como se ela conectasse a física de tudo e todos que existem em todas as épocas de todos os universos, e apenas alguns pouquíssimos podem fazer “uso” de sua energia. Esses poucos são os velocistas Jay Garrick, Barry Allen, Wally West, Bart Allen, Johnny e Jesse Quick, Quicksilver e etc.
É literalmente uma energia onipresente e também é um “espaço físico” para os velocistas, podendo ser acessado pelos mesmos. Como se não fosse suficiente, também é o “paraíso” deles. Quando um velocista morre, vai pra Speed Force. Que beleza, né? Não precisam mais se preocupar com inferno nem nada do tipo.
Mais recentemente, Max Mercury (Quicksilver), que já estava preso lá e tornou-se meio que um “especialista” na coisa, explicou ao Barry que a Speed Force foi criada no momento em que ele (Barry) ganhou seus poderes, e que a Speed Force é alimentada por cada passo que ele dá. É como se o Barry fosse o messias dos velocistas e o gerador de onde todos velocistas puxam energia.
Inclusive, ela também é um tipo de “forma de medida” de velocidade. Existe a barreira do som, a barreira da luz, a barreira do tempo, a barreira da dimensão, e enfim a barreira da Speed Force. Dá pra entender bem qual é a ordem das coisas, né? Pra viajar no tempo, você tem que superar consideravelmente a velocidade da luz. Pra passar de uma dimensão pra outra, tem que superar a velocidade de viagem no tempo, e por fim, para acessar a Speed Force, tem que superar a velocidade necessária para viajar entre dimensões.

Flash

Não é “O” Flash, são OS Flash. Speed Force colocada onde deve, prosseguiremos falando dos personagens.

Jay

Jay_GarrickJason Peter Garrick é o Flash original. O primeirão. Teve sua estréia em 1940 (lembrando que Batman e Superman tiveram suas datas de estréia em 1938/39) sendo criado por Gardner Fox e Harry Lampert. Esse Flash ganhou seus poderes após inalar uns vapores loucos em um laboratório, vapores estes que despertaram/otimizaram alguma coisa no cérebro dele e o camarada começou a se mover numa velocidade absurdamente alta.
O uniforme não tem mistério, exceto seu penico na cabeça. Depois de eu explicar a origem do penico vocês ficarão com pena de pensar no capacete dessa forma. Aquele capacete na verdade era do pai de Jay Garrick. O pai dele ela do exército e foi pra guerra com aquele capacete. Jay personalizou com as asas do lado como uma referência ao deus grego Hermes (Mercúrio dos romanos), que possuia as botas com asinhas semelhantes nas laterais, que lhe garantiam a super velocidade necessária para ser o mensageiro do Olimpo.
Como podem perceber, não tem lhufas de Speed Force no assunto. É uma capacidade inteiramente corporal, nada a ver com campos de energia ou “física” propriamente dita.
Jay Garrick faz parte da Sociedade da Justiça quase desde sempre, sendo um dos membros mais antigos da mesma.
Apesar de muito veloz e de ter algumas capacidades parecidas com a dos velocistas mais modernos, Jay é visivelmente posto como “abaixo” de Barry Allen e cia. A DC coloca Jay como “segundo mais rápido” do mundo.
Alguns de seus poderes fora a alta velocidade é poder vibrar seus atomos tão rápido a ponto de ficar invisível. Após o reboot, Jay passou a ser um personagem da Earth 2, tornando Barry Allen então o primeiro Flash da Earth 1. Seus poderes são completamente providos de uma força mágica natural que já nasceu com ele. DC é incrível, não? Destruindo tudo o que você sabe desde os anos 30.

Barry“Barry é o tipo de homem que eu esperava me tornar se meus pais não tivessem sido assassinados”. (Batman)

Flash-Barry-Allen-by-Alex-RossEsse é o primeiro Flash morderno, segundo Flash da contagem pré-reboot, e primeiro Flash da contagem pós-reboot. Bartholomew Henry Allen, criado em 1956 por Robert Kanigher, Carmine Infantino e John Broome. Com esse teremos MUITO assunto.
Esse é o famoso Flash que foi o primeiro a ser membro da Liga da Justiça, foi o criador do “Cosmic Treadmill” que é uma máquina usada para fazer viagens no tempo, foi o primeiro a usar o tal anel que carrega o uniforme de Flash… Com Barry Allen muita coisa nova surgiu.
Barry não teve uma história tão trágica como os demais heróis que o cercam. Por um bom tempo ele teve um emprego razoavelmente bom (policial forense), uma mãe, uma esposa… Uma vida “normal” exceto pelo fato dele poder se mover na velocidade da luz. Mas não se enganem, não é porque ele tem o poder da super velocidade que isso faz dele um sujeito pontual. Barry Allen sempre foi um sujeito muito lerdo e vivia chegando atrasado em tudo que marcava.
A história dele conta com diversas viagens no tempo, ele inclusive chegou a viver um tempo no futuro. A coisa é meio complicada. No principio da história a Speed Force sequer foi citada. Começando do início… Um raio atingiu uns produtos químicos que acabaram por banhar Barry Allen, lhe dando os poderes que conhecemos hoje.
“Beleza, então a chave pra Speed Force é misturar água sanitária com pinho sol e um relâmpago? É nóis que corre, Claudinei Quirino”.
Essa foi a forma que ele se tornou o velocista que é. Eobard Thawne também fez isso, e Wally West também. Taxa de raios atingindo pessoas nas histórias do Flash deve ser maior do que nas do Thor.
Mas então… Barry é admirado por todos os demais velocistas que vieram após ele. Todos se espelham em Barry de alguma forma. Seu uniforme foi inspirado no uniforme do Shazam (vermelho com um raio no peito), e todos os demais após dele se basearam no de Barry.
Ele fez parte da primeira formação da Liga da Justiça, que foi criada após uma invasão alienígena na Terra, onde heróis de toda parte se uniram para salvar o planeta, mas até aí a história dele não teve grandes tragédias, as coisas começaram a complicar depois do casamento. Como todos sabem, casamento costuma a ser a primeira de muitas tragédias na vida de um homem. Tô brincando, não teve nada a ver com isso, e casamento também não é tragédia (às vezes).
Já casado com sua amada Iris West-Allen, durante seu sono ele acabou contando a ela que era o Flash. Ela fingiu que não tinha ouvido nada, mas após algum tempo Barry contou isso a ela por conta própria. “Santa revelação, Batman! A vida dela virou uma zona!”. Nada disso. A revelação do Barry era bombástica mas não tanto quanto a revelação que Iris tinha para ele: ela veio do século 30 ainda como criança e foi adotada nessa época (presente).

Tudo certo, pra tudo se tem solução, menos pra morte. Mas a morte veio até a família Allen. Eobard Thawne, o “segundo” Flash Reverso (se considerarmos o inimigo de Jay Garrick no run oficial), um homem que era apaixonado há tempos por Iris, veio do futuro e a matou por ciúme. Tempos depois Barry ia casar com outra mulher, e o cara tentou matar a futura esposa dele DE NOVO. Barry conseguiu impedir, mas acabou matando Eobard quebrando seu pescoço, e por estar lutando contra ele, não pode aparecer em seu próprio casamento, e sua noiva acabou perdendo a sanidade de tamanha decepção.

Reverse_Flash_067Flash foi julgado culpado pela morte de Eobard, mas o júri tinha sofrido algum tipo de lavagem cerebral, e Barry percebendo que a sentença não estava sendo feita por gente em sã consciência, fugiu. Como as respostas para o crime estavam em outra época, foi geral pro futuro ver que porcaria estava havendo. Descobriram que o vilão “Abra Kadabra” estava se passando por Flash Reverso. Após derrotar o babaca, Flash passa a viver no futuro com a Íris de lá (século 30), que não morreu.
Mas aí algumas semanas depois veio a Crise nas Infinitas Terras. Barry foi trazido de volta ao presente e aprisionado pelo Anti-Monitor, por ser o único ser capaz de viajar entre os universos como bem entende. O anti-monitor tinha um canhão antimatéria pronto pra detonar a Terra, e Barry acaba com os planos do sujeito correndo em alta velocidade criando um vortex pra impedir o canhão de atingir a Terra. Ele conseguiu, porém acelerou tanto que acabou preso na Speed Force. Após isso, Kid Flash (na época Wally West) assumiu como novo Flash.
Depois disso Barry faz uma aparição junto a Max Mercury e Johnny Quick, ajudando Bart Allen naquele lendário trecho onde eles tentam ferrar o Superboy-Prime, e mais a frente durante a Crise Final, correndo atrás da bala de radion, seguido logo a seguir pelo Black Racer.

No evento “A Noite Mais Densa”, ele exerce papel interessante numa luta direta contra William Hand (Black Hand), e de quebra ainda foi convocado para ser membro temporário da Tropa dos Lanternas Azuis, transformando seu tradicional uniforme vermelho em um inovador uniforme azul.
Na saga Rebirth, Barry passa por maus bocados. Eobard Thawne, o Flash-Reverso, infectou a Speed Force, e Barry acabou tornando-se o Black Flash, praticamente a”morte” do universo dos velocistas. Acidentalmente chega a matar o herói Johnny Quick e o vilão Savitar. Não vou me prolongar nos detalhes dessa história aqui, pois foi a história selecionada para esse post, e virá com todos detalhes necessários.
Por fim, tivemos o Ponto de Ignição/Flashpoint, onde surge a “brecha” para o reboot.
Hoje em dia, nos Novos 52, Barry já fez bico na “The Dark Knight”, entrou para a “nova primeira formação” da Liga da Justiça (junto a Superman, Batman, Mulher Maravilha, Aquaman, Cyborg e Lanterna Verde (Hal Jordan) e, claro, está com sua revista solo.
A nova HQ do Flash está muito interessante. Além de estarem aproveitando e demonstrando muito bem as capacidades do herói, também pegaram o uniforme já modernizado do Wally West pré-reboot e modernizaram ainda mais para ser o “primeiro e oficial” do Barry Allen pós-reboot. O estilo de traço da nova HQ dele não é dos meus preferidos, mas nem de longe é ruim.

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Kid_Flash_(Wally_West)_2nd_costumeE enfim o queridinho da galera, Wallace Rudolph West, o Wally West.
Wally foi criado por John Broome e Carmine Infantino em 1959. Foi o primeiro Kid Flash e terceiro Flash, também é o Flash presente em boa parte dos desenhos da Liga da Justiça e é o Flash presente nas épocas de evolução e transição da DC. Assim como o John Stewart é o Lanterna mais famoso por ser o representante da Tropa nas animações da DC, Wally West é o Flash mais famoso pela mesma razão.
Por mais legal e engraçado que ele seja, temos que admitir que a história de como Wally ganhou seus poderes foi meio ridícula. Um raio atingiu um monte de produtos químicos que acabaram por banhá-lo e dar-lhe seus poderes.
Alguém se perguntou “Ué, foi o mesmo que aconteceu ao Barry, não foi tão ridículo”. Mas foi no exato LOCAL onde aconteceu com o Barry, da mesma exata FORMA. Dois raios no mesmo lugar, nos mesmos compostos e virados pra uma pessoa. Ao meu ver, eles forçaram a barra.
Ele ainda era novo, e decidiu fazer um uniforme baseado no do Barry Allen, então tornou-se o Kid Flash. Logo se aliou aos Jovens Titãs onde fez amizade com Dick Grayson que na época era Robin.
Durante a “Crise nas Infinitas Terras”, Wally foi comandado pelo Jay Garrick pra combater as forças do Anti-Monitor, e o Barry se sacrificou para acabar com o canhão anti-matéria que iria destruir a Terra.
Como vocês devem saber, após essa crise muitas coisas mudaram na DC, e uma delas foi o nível de poder dos heróis. Barry atingia a velocidade da luz, já Wally como Flash alcançava apenas a do som, e ainda tinha que manter seu metabolismo comendo feito um louco, como se a velocidade afetasse diretamente o organismo.
Wally se deu bem na vida, fez o que muitos de nós queria. “Arrumou um trabalho bom?”, que mané trabalho. Se trabalho fosse bom não se chamava trabalho, se chamava “lazer”. Ele ganhou na loteria, comprou uma mansão e o escambau. O uniforme deu uma modernizada, mudando alguns detalhes que ficaram até hoje pro uniforme pós-reboot do Barry.
Os poderes do Wally não desenvolveram bem inicialmente porque ele tinha um bloqueio mental que o impedia de tentar/permitir ser melhor que o Barry Allen (seu mentor), mas após um encontro com o segundo Flash Reverso (Eobard Thawne, de quem falarei mais a frente), fez ele quebrar essa conversa de “limites” e se tornar até mais rápido do que Barry Allen era.

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#101 – Superman: Liga da Justiça Elite

“Sonhos nos salvam. Sonhos nos erguem e nos transformam. E pela minha alma, eu juro… Até que meu sonho de um mundo onde a dignidade, honra e justiça tornem-se a realidade que todos nós compartilhamos, eu nunca vou parar de lutar.
Kal-El (Superman)

Solta o azulão… Solta o azulão… Solta o azulão, paixão… Solta o azulão ♫ ♪

Mais um post um pouco distante de Gotham e seus respectivos morcegos. Como todos sabem, a função do Batman Guide não é só explicar “O” Batman, mas também suas histórias, arcos/sagas, crossovers, grupos de heróis que o mesmo faz parte, personagens que participam de suas histórias e tudo que de alguma forma se liga ao Morcego.

Partindo desse principio, me digam, como fingir que não há um Superman?

Por anos houve um título chamado “Superman/Batman” (que voltou a ativa recentemente nos Novos 52) cujas histórias eram SEMPRE dos dois trabalhando juntos, série esta que existia tanto lá fora quanto aqui no Brasil. Já tivemos duas séries “Trindade“, cujo o trio principal eram Superman, Batman e Mulher Maravilha (que também já teve seu post), e já tivemos participação (óbvia) de ambos juntos na Liga da Justiça.
Isso sem contar as aparições do Superman na própria série mensal do Batman, como nas sagas “Morte em Família” (1985), na “Silêncio” (2009), e na “Terra de Ninguém” (1999~2001).

Para finalizar a defesa desse post, termino dizendo que o nome de “Asa Noturna” adotado por Dick Grayson foi ideia do Superman, que contou a história de um herói chamado Asa Noturna que viveu em Krypton.

Acho que os argumentos foram convincentes, podemos então prosseguir.

Line

CriadoresSupermanO Batman surgiu em 1938, mas o Superman também não é nenhum moleque. O personagem foi criado em 1933, só veio a estrear em 1938 na Action Comics, quase em paralelo com o Morcego na Detective Comics. Ele foi criado por Jerry Siegel e Joe Shuster, e primariamente… Era um vilão.

“A história onde o Superman é vilão acaba na edição 1 com o planeta explodindo?”. Seria assim se estivéssemos falando do Superman que conhecemos, o kryptoniano com sopro gelado, resistência maior que a de qualquer metal ou pedra no mundo, olhos que emitem diversos tipos de radiação (como visão de calor, microondas, raio x e algumas outras)… Não esse.

4640115-4365100479-superO primeiro Superman criado tinha a aparência de ninguém mais ninguém menos do que Lex Luthor. Careca, feio e sem nenhum poder físico. Ele era um vilão super inteligente e com alguns poderes de telepatia. Depois ele foi vendido pra DC e teve sua estreia como super herói na Action Comics em 1938.
Superman é tido como o “Campeão da Terra“. Quando se fala de “campeão” de algum planeta, é como dizer “Se o povo entrar em Battle Royale, quem tem mais chance de sobreviver é esse aí”. De certa forma me incomoda dizer isso, primeiro que eu prefiro o Batman, segundo, aqui é o Batman Guide, o foco é o Morcego. Fazer um texto praticamente dizendo que o Superman é quase um deus não fica bonito.
Mas não se preocupem, há bastante kryptonita no mundo, e o Batman tem um carregamento enorme da tal pedra guardado. Haveria grande estrago pro lado do Morcego, mas ele tem como vencer esse “deus”.

“Quase deus? O que ele faz de tão absurdo? Não é só visão de calor, voar, força, pele de aço…?”. Se vocês notarem, até falando a esmo sem muitos detalhes e informações precisas, já estamos descrevendo um guerreiro de grandes níveis de combate, mas a coisa não se limita a isso.

Uma pergunta puxa a outra.

Quais são os reais poderes do Superman?
De onde eles vêm?
De onde ELE veio?

Krypton_0001Ele veio de Krypton, um planeta bastante evoluído que fica no Setor 2813 do mapa do universo dos Lanternas Verdes. Na verdade, FICAVA no planeta 2813, mas o planeta explodiu devido a instabilidade geológica e tal, em resumo, explodiu sozinho.
“Quem sobreviveu?”. No início da história, era dito que apenas Kal-El (Superman) tinha sobrevivido, pois foi posto em um foguete e lançado pra Terra por seu pai Jor-El.

Krypto, o super-cão

Posteriormente aparece mais um monte de sobreviventes, como pro exemplo o super cão Krypto, que foi lançado para Terra antes do Kal-El como teste, mas chegou depois porque o curso da nave foi desviado devido a um impacto. Também tem a Kara Zor-El (Supergirl), prima mais VELHA do Superman (quando Kal-El era um bebê, Kara já era adolescente), que foi lançada para a Terra pouco tempo depois de Kal-El, mas ainda foi pega pelo raio de explosão do planeta e presa num meteoro de kryptonita, retardando sua chegada na Terra assim como no caso do cão Krypto.

Supergirl

Temos também o kryptoniano Dru-Zod, que sobreviveu a explosão de Krypton pois não estava no planeta. Ele estava preso na “Phantom Zone”, um tipo de dimensão-prisão de Kryptonianos. Quem fica preso lá não envelhece nem morre, e pode assistir a tudo que ocorre do lado de fora. A Phantom Zone foi descoberta por Jor-El, o pai do Superman.

catsOs kryptonianos são pessoas normais, aparentemente. Lá em Krypton, ninguém tinha super poderes. A diferença entre eles e nós está na forma em que o corpo capta luz do sol.
Krypton é iluminada por um sol vermelho, chamado de “Rao”. Em alguns outros sistemas solares (tipo o nosso), os plantas são iluminados por um sol amarelo, e a reação do corpo dos kryptonianos sob o sol amarelo é que faz toda a diferença. Eles são como baterias solares de altíssima capacidade de armazenamento e conversão. “Conversão em que? Produtos na Saraiva?”, não, em seus superpoderes.
Eles são altamente influenciados pelo sol amarelo, pelo sol vermelho e pelos restos de kryptonita que há por ai. “Kryptonita é aquela pedra verde que só enfraquece o Superman?”. Essa mesma, só que com dois detalhes: Primeiro, não enfraquece só a ele, kryptonita é como urânio para humanos, em grande quantidade causa problemas sérios. Segundo: Nos dias atuais, nem sempre é verde. Também há a vermelha, que é uma kryptonita artificial feita pelo Ra’s Al Ghul. Mas isso é outro tópico, por agora, foquemos no sol amarelo e sol vermelho.

A questão em torno dos sóis não é “o vermelho não dá poder e o amarelo dá”, é “O amarelo dá poder e o vermelho TIRA”. Pois é, o sol vermelho (como o Rao) absorve a energia do sol amarelo que fica contido no corpo dos kryptonianos. Tanto que pra lutar contra o Superboy-Prime na Crise Infinita e para prendê-lo depois, o sol vermelho foi de suma importância.

Já respondidas as questões sobre “De onde ele vem” e “De onde vem os poderes”, mas antes de irmos a “Quais são os poderes”, primeiro vamos dar uma conferida na família do Super. Pois é, ele não nasceu numa super chocadeira.

Jor-El_and_LaraSuperman, na terra conhecido como Clark Kent, na verdade se chama Kal-El. Seus pais são Jor-El e Lara Lor-Van (Lara-El após o casamento). A Supergirl (Kara Zor-El) é sua prima. Ela é filha de Zor-El (irmão do Jor-El) e Alura In-Zee (Alura-El após o casamento), ou seja, Zor e Alura são tios paternos do Superman. Posteriormente nas histórias, temos a adição de Kon-El (Conner Kent, o Superboy), que é um clone feito a partir da genética do Superman e do Lex Luthor ao mesmo tempo.
“Que diabo de “El” é esse? Eu me chamo Gabri-El, então sou da família do cabra azul?”. Não tão simples. Aqui no lado de fora das páginas nós vivemos coisa semelhante com a “importância do sobrenome”. Acham que isso é coisa do passado? Mexe com algum Sarney pra ver a merda que vai dar. Enfim, lá em Krypton existiam as famílias, e uma delas era a família El. Aquele “S” na verdade não é um “S”, por acaso o símbolo da família El é igual a letra S do nosso alfabeto.

superman5Essa parte é a mais impressionante. Assim como o Lobo, o Superman tem “versões“. Para alguns roteiristas, ele é capaz apenas de levantar o globo do Planeta Diário, pra outros ele é forte suficiente segurar um avião em queda. Para uns ele tem força apenas para dobrar uma viga de aço, para outros ele esfarela diamantes apertando na mão. Uns dizem que ele só atira visão de calor, e outros que o sujeito emite vários tipos de ondas pelos olhos, desde raio x, até microondas e a tal visão de calor.
Considerando a “melhor versão” dele, os poderes são realmente impressionantes. Ele é um herói muito mal utilizado, qualquer versão que você encontrar dele por ai faz parecer que ele é só um cara forte, mas vai muito além disso.
O planeta Krypton era muito maior que a Terra, 70x maior acho. Logo, a gravidade lá é MUITO maior.Tecnicamente é o mesmo esquema das máquinas de treinamento do Goku e Vegeta, aumentar a gravidade exige mais esforço do corpo. A fisiologia dos kryptonianos já vem com essa “força” embutida, logo, num planeta com a gravidade 70x menor tipo a Terra, um kryptoniano faz a festa. Mas até então, não estamos contando com as “maravilhas” que eles fazem sob sol amarelo, ainda estou falando apenas da capacidade física normal.

SunChamá-lo de “Homem de Aço” chega a ser descaso. A resistência dele é maior do que aço. Dependendo da carga de sol amarelo que ele tiver, pode ser mais resistente que um diamante. Vamos fazer umas contas simples e usar a lógica.
O Superman já entrou no sol. A temperatura da superfície do sol é em torno de 6000ºC, e a temperatura na qual um diamante derrete é 4500ºC. Ou seja, pra você começar a ferir o Superman com CALOR, você tem que ultrapassar a temperatura do sol.

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#100 – Richard “Dick” Grayson

“Mudar é sempre mais difícil do que permanecer o mesmo. É preciso coragem para se encarar no espelho e ver além do reflexo. Para encontrar o que você deveria ter sido. O que você perdeu pelos cruéis eventos de infância. Eventos que pegaram a trajetória natural da sua vida e a distorceram. Mudar para algo inimaginável, ou mesmo incrível, te dando a coragem para abraçar o seu legado, o seu destino.”
(Richard Grayson)


Esse é um post “diferente” pra mim. Acho que será a primeira vez que escreverei sem ter uma revista/saga em foco, apenas o personagem em si. Falar dele, de tudo que sei e tudo que já li.

Falar dele não é a mesma coisa que falar dos demais personagens. Os demais podem ser bons também, mas não “a altura”. Se é pra dar nome aos bois, digo Tim Drake, Damian Wayne, Jason Todd, Cassandra Cain, Azrael (Valley e Lane), Jim e Barbara Gordon e qualquer outro. O único que dentro do universo morcego tem o “destaque”, participação em vários grupos de heróis, em revistas que não são as dele e está na estrada e nas bancas há no mínimo 7 décadas fora o Batman, é Dick Grayson.
Pode parecer errado começar a explicar o universo do Batman e deixar o post do Dick Grayson pra tão… “tarde”. Até pra nós que escrevemos os textos aqui no blog isso pareceu errado. Depois de sagas como “Terremoto“, “Terra de Ninguém“, “Assassino?/Fugitivo“, “Silêncio” e até mesmo as dele como Batman, não tinha como achar que estávamos em débito com o post dele, mas de fato ainda não era possível.
A questão era simples. Ele está presente em praticamente TUDO, desde o início, então como fazer um bom texto detalhado sobre ele sem dar centenas de spoilers? Com o reboot, chegamos ao fim das histórias do Batman como conhecemos, dando palco para uma “nova versão” das coisas. E tendo então encerrado uma época, não há mais nada de novo a se acrescentar na história do Asa Noturna como conhecemos (o pré-reboot). Melhor hora impossível.

Apesar de já termos abordado aqui outros personagens que apareceram bem depois, podem notar que só foram apresentados no momento CERTO, onde não seriam necessários spoilers. Não daria certo colocar esse texto no início do blog se a intenção é respeitar o máximo possível a cronologia dos fatos. Como poderíamos falar na íntegra de tudo que esse personagem “é” e “fez” ao longo de todos esses anos sem dar spoilers? Impossível. Mas a hora chegou.
Dá pra fazer um texto exclusivo sobre cada pedaço da história dele. Um pro convívio dele com o Batman, um só pros fatos ocorridos dele como Robin, outro pros acontecimentos como Asa Noturna, um só pra Bludhaven, outro só da relação dele com a Barbara Gordon, um texto sobre a consideração mútua entre ele e o Superman, outro a respeito dele com os demais heróis e grupos de heróis como os Outsiders, os Titãs, Jovens Titãs e até da Liga da Justiça – sendo que ele já foi líder desses 4 últimos grupos, que acredito eu serem os quatro maiores e principais da DC até poucos anos atrás. Lembrando que alguns desses textos não seriam possíveis nem com o Batman, pois o Morcego não é lá de muitas interações.

Se for pra fazer uma lista de tudo que ele já fez, pega mais de uma página. O cara foi líder dos Titãs, líder da Liga da Justiça, lider dos Outsiders, já foi Robin, já substituiu o Batman 2 vezes, é o segundo no comando do exército dos morcegos, já conquistou Bárbara Gordon, Starfire, Caçadora, Donna Troy, deixou a Supergirl na intenção, já ficou entre a vida e a morte uma porção de vezes , conseguiu o respeito de 3 personagens hiper difíceis do universo DC (Batman, Damian e Bane)… E a lista continua.
Ele tem tanta história quanto o Batman. Só pra vocês se situarem: o Morcego foi criado em 1938, Dick Grayson em 1940 (mesmo ano do Coringa), e o Jason Todd (o segundo Robin), só veio aparecer em 1983, ou seja, 43 anos depois. O que nós estamos fazendo nesse blog é contar a história do Batman. Já estamos no post nº 100 e ainda tem MUITA coisa pra vir. Contar detalhadamente a história do Grayson renderia outro blog, mas como o Morcego já é trabalho suficiente, assumi o desafio de “resumir” a história de Dick Grayson aqui.
Lembrando mais uma vez que ele já foi Batman também. Uma vez temporariamente, com o original de olho, e outra oficialmente, ocupando de fato o cargo mais alto da família Wayne e da família dos morcegos durante a “morte” do Bruce. Ele foi o foco principal aqui no blog temporariamente.
Alguns podem achar que ele é uma mera sombra mais “divertida” e “social” do Batman, coisa que acho idiota sendo que o próprio Batman diz que ele é bom demais para viver na sombra dele. Esse texto é dedicado a ele que é Asa Noturna, foi Robin e ex-Batman (nada impede que volte a ser), Richard John Grayson.

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2013-04-07_015547_detective_comics_38_first_appearance_of_robinDick Grayson é o Robin mais famoso, sem dúvidas. Em primeiro lugar devido a ignorância do mundo. Quase ninguém sequer sabe que o Batman teve mais de um Robin. Quando se fala em Robin, só lembram do camarada bobalhão de sunga verde que vive dizendo “Santa isso, Batman!”, “Santa aquilo, Batman!”. Segundo, mesmo que soubessem que existem mais Robins, o Grayson tem muito mais influência e tempo de histórias que todos os demais juntos se bobear.
Mas para contar a história dele, vamos começar do início… Circo Haley? Não. Circo Haley não foi o início. O início da história de Dick Grayson foi do “lado de cá” das páginas, numa conversa muito real entre Bob Kane e Bill Finger, em 1940.
finger_kaneUma das fontes de inspiração para se criar o Batman foi Sherlock Holmes, e uma coisa que incomodava Bill Finger é que Batman não tinha com quem falar durante as histórias, nas ruas, na ação. Sherlock Holmes tinha um Watson, e o Batman? Tinha o quê? Bill estava ficando cansado de ter sempre que fazer linhas de pensamento pessoais do Batman ao invés de colocá-lo conversando com alguém.
Bill Finger queria (com razão) dar um leque novo de possibilidades na história, quebrar certa monotonia de ser sempre o Batman pra tudo, e claro, trazer um personagem mais jovem, com outras opiniões e outras características, para aproximar leitores mais jovens e fazer os mesmos se identificarem com o novo personagem.
O nome veio da fonte que costuma a ser a primeira referência que salta na mente, Robin Hood. Então, enfim, em 1940, nasce Dick Grayson. Agora sim, vamos para o começo da história do “lado de dentro” das revistas, o Circo Haley.

Os Grayson Voadores

Os Grayson Voadores

Um circo, um simples circo, mas não para nós. Esse circo conta com a família de acrobatas conhecida como os Grayson Voadores. John Grayson, Mary Grayson e Richard Grayson. Você pode ler a história clicando aqui. Décadas a frente dessa “origem”, foi revelado que havia outra criança que entrou posteriormente para a equipe dos Grayson Voadores, garoto esse que na época era muito melhor que o Dick, e que acabou se envolvendo em uma confusão na qual talvez Dick pudesse ter ajudado e não ajudou, resultando em ossos quebrados e por consequência, incapacidade de prosseguir como acrobata na equipe. Essa “adição” rolou durante a história “Julgamento em Gotham”, que é relativamente recente.

catsAlgum tempo depois, John e Mary morrem durante seu número nas alturas, caindo lá de cima (como manda a gravidade) direto para a morte. E assim como no caso do “outro garoto” na equipe… Tempos a frente foi “adicionado” que na verdade aquilo não foi um acidente, mas sim uma sabotagem.
Antes a culpa era direcionada somente ao Zucco (que ainda veio a ser dono do circo), em um rolo envolvendo extorção em troca de proteção, e como o dono do circo na época se negou, os caras sabotaram os trapézios. E atualmente a culpa está direcionada à Corte das Corujas… Um tremendo rolo que não vem ao caso no momento, pois já é material pós-reboot.
1O destino arranhou a lousa do universo e fez o mundo se encolher perante aos acasos que estão ai para nosso deleite. Quem estava na platéia naquela noite? Não era o Jason Bourne. Se fosse ele vocês não o encontrariam, ele é que encontraria vocês. Lá era Bruce Wayne. Na época ainda era apenas milionário, não podendo competir com José Safra e a família Marinho.
Essa história tem a versão calma e bonita, e a versão Frank Miller. A versão “elipse no peito e sorriso na cara” e a versão “Goddamn Batman”. Na versão calma, ele é levado para a mansão Wayne para ser criado como filho adotivo de Bruce Wayne, passando a viver lá sozinho com ele e seu mordomo, Alfred Pennyworth. Esse papo deu pano pra manga nos anos 40/50, quando um psicólogo (desocupado) começou a insinuar que havia relação sexual entre Batman e Robin, sendo desmascarado logo sem seguida, mas não sem antes causar um estrago na mente de quem não conhece os quadrinhos. Você pode ler mais sobre isso nos seguintes links:

All-Star_Batman_and_Robin_10AA versão mais moderna dessa história é com roteiros do Frank Miller e desenhos do Jim Lee (na época era só desenhista, e atualmente um dos 3 maiores da DC abaixo da dona). Foi publicada nas primeiras edições da série “All Star Batman and Robin the Boy Wonder”, e você pode lê-la na íntegra clicando aqui para baixar as HQs (disponibilizadas pela Jéssica).

Nessa versão, Batman é um sujeito mais perturbado do que heróico. Egocêntrico, extremamente auto-confiante e ao mesmo tempo apresentando algumas inseguranças bestas tentando assustar/impressionar o garoto, vide a apresentação da Batcaverna ao Dick. Batman fez questão de levá-lo a um passeio de batmóvel. Uma tentativa que ele achou ter sido falha de impressionar o garoto, que ficou quieto mas na verdade estava impressionado mesmo.
2No passeio esse o carro mergulhou na água e voou pelo céu (voar na água e mergulhar no céu com certeza iria impressionar até os leitores) e enfim chegou na Batcaverna, que por si só já seria suficiente pra deixar qualquer um de boca aberta.
Chegando na caverna, aquela parafernália toda, e o moleque assustado mas não querendo dar o braço a torcer. Bruce o largou para sobreviver lá. Ele decidiu ser um projeto de Robin Hood, usando capuz e etc, Bruce logo lhe deu uma lição, capuz pode atrapalhar se o puxarem pra frente do rosto. Lição essa que quem é fã a ponto de decorar essas passagens foi a loucura quando viu Dick Grayson (ocupando o “cargo de Batman”) a repetindo, anos depois, para seu novo Robin (Damian Wayne). Mas isso é outra história, logo chegaremos nela (Não vale avançar o texto pra chegar nessa parte).
Ele passa nos conceitos de Bruce e obviamente foi treinado pelo mesmo. Dick Grayson já possuía flexibilidade e físico muito bons devido ao fato de ser acrobata. Ele não teve diversos mestres como o Bruce, nem como Tim Drake. Nada de mestres como Kigiri, David Cain, Lady Shiva, Henry Ducard nem nada, aprendeu direto com o Batman. Mas pra que essa tonelada de mestres se o Batman foi treinado por eles?
Um dos primeiros casos onde Grayson foi levado firme em missão solo foi um encontro com Hal Jordan, um membro da tropa dos Lanternas Verdes. Até a época, os lanternas tinham fraqueza contra a cor amarela, seus constructos de energia gerados pelo anel energetico que usam quebravam ou não funcionavam sobre coisas de cor amarela.
Isso era devido a um fato melhor explicado na revista do Lanterna Verde. (Que nada, imagina, ia estar na revista do Aquaman). Um resumo mega grotesco que vocês podem entender melhor lendo o post “A Noite Mais Densa”: Existem 7 espectros de cor no universo, cada cor tem uma tropa de lanternas, e cada tropa usa um sentimento diferente para criar seus constructos. Cada tropa tem um animal/deus/entidade energética viva.

Parallax

Parallax

A cor amarela é a cor movida pela força do medo, e o deus/entidade regente é Parallax, e esse tal de Parallax (que parece uma lacraia amarela gigante espacial) causou problema para a tropa verde há tempos e como não podia ser derrotado, o único jeito foi trancá-lo na bateria central que dá as energias de todos os anéis verdes da tropa, então pela influencia energética amarela vinda direto da fonte, os anéis verdes não funcionavam sobre a cor amarela. É, simples assim. Se eu ou você nos pintarmos de amarelo, podemos dar um couro na tropa dos Lanternas Verdes. Quer dizer, podíamos, pois Parallax foi retirado da bateria e possuiu o corpo do Hal Jordan uns anos depois.

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Batman e Robin enfrentando Hal Jordan

GRANDES PORCARIAS, isso não vinha ao caso mas achei interessante explicar. O Batman (não lembro como) sabia dessa fraqueza contra amarelo, mesmo que provavelmente não soubesse sobre o Parallax e toda a confusão dos lanternas. Ele marcou o encontro com Hal Jordan em um local que ele pintou inteiro de amarelo, e de quebra, Batman e Robin ainda pintaram a si próprios de amarelo. Rola uma já esperada confusão e Dick Grayson faz sua primeira ação épica dentro do universo DC, ele apenas como um mero garoto, desceu o cacete no Hal Jordan e lhe deu um golpe na garganta que com certeza iria matá-lo.
Isso aí, uma das primeiras coisas que Dick Grayson fez de épico em sua vida foi largar o Hal Jordan entre a vida e a morte. Se não fosse o Batman salvar o cara, ele com certeza teria morrido.

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#98 – Gotham Central: Apagar das Luzes

Apresentei a pistola (RIP Chaves).
Começando sério agora, bom dia a quem se importa. Esse texto é sobre um dos maiores dilemas das histórias do morcego velho: a relação do Cavaleiro das Trevas com a polícia de Gotham.

Uma das coisas que me tornaram fã das histórias do Batman foram os dilemas. Dilemas tem pra dar e vender. O Batman tem seus dilemas com cada vilão, com cada herói… Tudo na história se faz pensar. São casos deveras originais em vista das condições apresentadas serem mais puxados ao “fantástico” do que a realidade, apesar de Batman ser um dos heróis mais realistas da DC.
O Batman em si é um dilema. É um personagem extremamente complexo, e isso serve de ponte para se criar argumentos de todo o tipo sobre todo tipo de situação, personagem ou grupo que o cerca numa história; por consequência, nem a galera que está do lado dele escapa da complexidade. Um dos dilemas mais antigos nas histórias do Batman, que provavelmente data quase da mesma época (se é que não no mesmo momento) em que o dilema com vilões começou, é o dilema com a polícia de Gotham. A HQ de hoje trata exatamente sobre isso. Sejam bem-vindos a: “Apagar das Luzes” (“Gotham Central #25: Lights Out“, roteiro de Greg Rucka e arte de Michael Lark, janeiro de 2005).

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1. Introdução: o Departamento de Polícia de Gotham
Quem está acostumado com os seriados onde a Tia do Bátima era a principal fonte de piadas em Gotham, lembra bem que havia um telefone vermelho tipo o das Meninas Super-Poderosas, pelo qual a polícia tinha uma linha direta com o a Dupla Dinâmica, que na época estava no ápice da tecnologia com seus Bat-escudos que dobravam igual papel e eram guardados dentro da cueca e tal. Mas aquilo é um tempo passado. No universo refeito lá pelos anos 70, a relação do Batman com a polícia ganhou uns rumos mais loucos que o Chapeleiro.

A questão que impera tanto pra polícia quanto para o povo de Gotham é “De que lado ele está?”. Há os policiais que acreditam que o Batman obviamente está do lado deles, há os que acreditam que o Batman bate nos vagabundos mas é tão louco quanto eles, e os que acham que o Batman é mais um vilão que dá um cacete nos demais apenas por questões pessoais. Ou por pura diversão, o que não deixa de ser uma questão pessoal.

Se a policia de Gotham lesse a HQ saberia que o Batman está do lado deles, mas como isso não é Deadpool e o 4th wall não pode ser derrubado nem pelo Bane virado numa mistura de Venom com Titan, Guaravita e o X-tudão do Chico Dorme-Sujo, a polícia não lê e não sabe. Mas falando sério, temos que levar em consideração a VISÃO que os policiais teriam.

Eles não fazem ideia de quem o Batman é, do que aconteceu a ele, o tanto que ele treinou e estudou, sabem que ele tem mania de fazer o impossível e que é extremamente capacitado no que faz, mas não sabem até onde é sorte e até onde é técnica. Não fazem ideia dos conhecimentos, não fazem ideia da história, não fazem ideia de como ele some e aparece. Eles não sabem NADA sobre o Batman.

A visão deles é basicamente: Um sujeito vestido de Morcego que aparece do nada, cobre todo mundo de porrada e some. Ponto. Não sabem os motivos, não sabem o que ele passa, não veem os ferimentos dentro da roupa, muito menos os ferimentos dentro da alma. É só um homem de preto varrendo tudo com os punhos.

Primeira página da HQ “Detective Comics 27: The Bat-Man: ‘the Case of the Chemical Syndicate'”

Vou dar um exemplo infeliz. Tem alguma cidade aqui no Brasil que há uns anos atrás tinha um motoqueiro fazendo justiça com as próprias mãos pelas noites da cidade dele. Só que esse andava com uma arma e dava tiro nos bandidos na rua e sumia. Sei lá se quem conhece o cara e sabe que ele era o tal motoqueiro entendem as razões dele e o consideram um Frank Castle. Pra uma boa porcentagem da população, e principalmente para a POLÍCIA ele pode ser outro bandido matando rivais.

O dilema “Batman x Policia” parte muito disso. Um civil qualquer não tem permissão pra fazer maior parte do que o Batman faz pra capturar vagabundos. Logo, se ele faz coisas não permitidas, ele tá meio que no mesmo barco dos vagabundos. ISSO É TEORIA, eu adoro Batman, acho que não preciso lembrar a ninguém disso. É só algo a se considerar no assunto.

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O que nós achamos sobre Gal Gadot como Mulher-Maravilha?

Aproveitando o embalo do último post, hoje vou falar sobre a escolha de Gal Gadot como Mulher-Maravilha.

 Gal Gadot… É.
“É o que?”, é rica, é linda, é inalcançável pra mim (e pra todos vocês, seus mãos peludas), mas NÃO É a Mulher Maravilha. Quer dizer, ela é a Mulher-Maravilha, foi escolhida pra isso e será paga pra isso. Vão filmá-la vestida como a Diana e etc, mas ela não bate certo com o que fãs da DC conhecem por “Mulher Maravilha”. Gal Gadot, vendo através dos olhos fúteis do mundo, é no máximo uma mulher maravilhosa, mas não uma Mulher Maravilha.

Gal Gadot

Primeira imagem oficial de Gal Gadot como Mulher Maravilha. Fonte: Jornal O Globo

Minha primeira pergunta foi “Cadê o resto dela?”. A mulher é uma vareta. Ok, eu também não sou o Henry Cavill, mas eu não me candidatei a ser o Superman. A Diana é uma amazona. AMAZONA. É aquela mulher com armadura grega que facilmente te amarra com as patas pra cima igual um porco com bronquite. A mulher é um armário, aguenta mais porrada que o Rocky e bate mais que motor de carro velho. Uma mulher sarada, que qualquer homem pensaria duas vezes antes de olhar mais de 2 segundos.

O cinema tem passado por cima de uma porção de detalhes na hora de escolher representantes para seus personagens. De início e mais clássicos: Rei do Crime e Nick Fury, ambos saíram na matiz errada, não sei se notaram o pequeno detalhe. Depois um Constantine moreno (agora tem um mais a caráter no seriado, eu sei), tivemos a primeira Mulher-Gato (solo, Hale Berry) que também não condizia muito com a Selina que o mundo conhecia na época… E segue lista se formos pegar personagens menores.

Já era de se esperar alguma babaquice dessa vindo de uma tentativa de “Liga da Justiça” da Warner. Cá entre nós, a DC não tem autonomia como a Marvel. Em matéria de produção de filme de herói, se fosse rolar uma briga entre Marvel e DC, eu apostava até minha avó na Marvel. E EU PREFIRO A DC. Ao ver a DC valente se propondo a lutar, a Marvel daria uma risada e diria “Enche o peito e vem chorando fdp”. Infelizmente não dá. Eu não troco NENHUM filme da Marvel pelos da serie Dark Knight com o Bale, mas putz, o Bale sozinho não pode contra Capitão America maneiro, Homem de Ferro maneiro, Thor maneiro, Vingadores maneiro e mais uma tonelada de títulos legais saindo com filmes de médios a excelentes. A DC saiu com Batman e Superman, e os do Batman ainda foram desconsiderados de qualquer ligação com o resto do universo que estão preparando pra Liga da Justiça.

Como eu SEMPRE digo quando o assunto são os filmes da DC: a DC é da Warner, que por sua vez é da Time. É MUITA gente acima, logicamente que o setor não recebe a atenção e a verba que merece, e quando recebe, é através das pessoas e das ideias erradas.

Cá entre nós, o filme “Man of Steel” e a trilogia “Dark Knight” foram os primeiros acertos da DC, e ainda assim carregados de detalhes dignos de se esquecer, mas fazendo vista grossa, os melhores. Então era óbvio que nego ia cagar na Mulher Maravilha, assim como já cagaram na escolha do Aquaman e do Flash. Jason Momoa como Aquaman… Beleza, o próximo Hal Jordan pode ser o Jackie Chan. Ezra Miller como Flash. Que maravilha também. A Hawkgirl será o Paulo Gustavo do “Minha mãe é uma peça”, ele interpreta mulher direitinho. PORRA. E claro, lembrando que o blog é de Batman: BEN AFFLECK É O BATMAN. This is why we can’t have nice things.

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#96 – Batman: Julgamento em Gotham

Hoje o papo é sobre uma história que eu particularmente achei a melhor dentro da época “Incorporated”, e também um dos trabalhos mais sinistros do Grayson como Batman. Nessa história ele literalmente salva a cidade, pois ela ia explodir.

No Brasil, “Julgamento em Gotham”. Nos EUA, “Gotham Shall Be Judged”. Tradução boa? Sim, na faixa. Aqui tivemos a história publicada na Sombra do Batman #20 (pré-reboot). A saga que essa história pertence por si só foi uma zona sem pé nem cabeça (agradeçam ao Grant Morrison, o Tio Chico usando um meio termo entre metanfetamina e LSD), mas graças a essa saga louca, essa história fez surgir a oportunidade de uma cena épica que vocês vão conferir.
Arte de Guillem March e roteiro de David Hine. Digo, na “parte principal” da história a equipe é essa, na série mensal “Batman”, pois a saga em si alastrou para mais alguns títulos da época, como a Gotham City Sirens #22, Red Robin #22, e Azrael #14, 15, 16, 17 e 18.
Aqui no Brasil, a Panini lançou a história “Julgamento em Gotham” na revista “Sombra do Batman #20”, com todos esses números de outros títulos que citei acima embutidos. Ai a equipe muda, né.
Cada título tem seu roteirista e seu desenhista. Na Azrael era Cliff Richards na arte e também o David Hine no roteiro, na Red Robin era Fabian Nicieza no roteiro e Freddie Williams II nos traços, e na Sirens tinhamos o Peter Calloway no roteiro e Andres Guinaldo como desenhista. Querem um detalhe interessante? A capa de todas essas revistas foram feitas pelo Guillem March. O maluco é uma máquina.

Mas vamos lá, martelo em mãos, começa o Julgamento em Gotham.

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001Vocês entenderão a história com uma única frase: Azrael é um babaca.
E se vocês acham que é o babaca do Jean-Paul Valley, se enganam, este Azrael é o Michael Lane, que também é um babaca. O manto de Azrael não deveria se chamar “Suit of Sorrows” ou “Manto do Sofrimento”, deveria se chamar “Manto do Otário”. Na verdade… Manto do Sofrimento encaixa bem, deve ser sofrido só fazer merda.
Me desculpem os fãs do Azrael, mas esse estilo de “guerreiro de deus” não me agrada, o comparsa (que é 100x pior que o Azrael) vive falando de vontade de deus, de passagens da bíblia, julgou o Tim Drake um pecador porque não fez sinal da cruz ao entrar numa Igreja, (sendo que ele entrou na correria pra salvar pessoas), dentre um monte de outras babaquices. O Azrael ainda soa menos bitolado que o comparsa dele, mas não muda o fato de que ele não pensa, ele pega a tal “missão divina” e já era a lógica. Ele não pensa sozinho, é literalmente um pau mandado, e eu odeio isso. Mas deixemos minha opinião de lado, só estou deixando claro a razão pela qual vocês não verão elogios ao Azrael aqui.
002A trama é a seguinte: Gotham City foi julgada uma cidade imunda e sem salvação (como sempre), então Azrael com ajuda dos camaradas ”Cruzado” (o sujeito sem nariz com uma cruz no meio da cara) e “Lume” (Surfista Prateado emo) ele vai “julgar” Gotham de acordo com a vontade de deus. O tal Cruzado voa, cria barreiras… É um cara bem articulado, enquanto o Lume (Sami Mousawi) é tipo um recipiente vivo de energia, e ele pode liberar toda energia acumulada em uma explosão. Algo semelhante ao Chemo, usado pra detonar Bludhaven na Crise Infinita.
Gotham ser julgada como um lugar impuro e que deve ser destruída por causa de seus pecadores fazem vocês lembrar de alguém? Pensem a respeito enquanto lêem o texto, e vejam se são bons detetives ao final da trama.
Se juntarem os pontos vão entender fácil que Azrael e Cruzado iam usar o Lume como bomba pra detonar Gotham, para assim Azrael cumprir com a “vontade de deus”. Bruce Wayne está fora da cidade, resolvendo assuntos da “Incorporated” em outro país, e na cidade estão Dick Grayson (como Batman), Tim Drake (como Red Robin) e Selina Kyle (Mulher Gato). Os três seriam testados por Azrael pra decidir se Gotham deveria viver.

Judgement004Vocês terão oportunidade de ver uma história da infância do Dick Grayson e uma história da infância da Selina. Vão ver Tim Drake sendo julgado pela espada do Azrael e sendo aprovado… Diversas coisas interessantes. Algumas vão parecer meio sem pé nem cabeça, tipo o Morcego queimado no peito do Grayson, ou o próprio Lume em si, pois foram coisas que aconteceram/apareceram em edições anteriores de histórias diferentes. Azrael atravessou o peito do Grayson com sua espada, bem em cima do simbolo do morcego, e o símbolo ficou queimado no peito dele, e toda hora ele sente alguma zique-zira devido a isso.
003Essa história (Julgamento em Gotham) eu li antes na internet, na época que foi lançada nos EUA, e posteriormente (alguns meses depois), comprei em revista aqui, mas na boa, se a revista tivesse vindo apenas a página nº 77, eu voltava feliz pra casa. Não precisa mais nada. Essa página foi linda, foi melhor do que a decisão empresarial de Serginho Malandro: “Investe metade no glu-glu e metade no ié-ié!” (Salve Exu Malandro).
Desculpem o foco tão grande nesse quadro, mas em história nenhuma vocês vão ver uma cena do Grayson como Batman onde ele praticamente incorporou o Bruce. Eu nunca vi o Grayson tão próximo de ser o Bruce, o mais perto que vi ele chegar disso foi durante a saga “Life After Death”, mais pro fim depois que o garoto informante morre.
Azrael com Lume em mãos, pronto pra explodir a cidade, com o auxílio do Cruzado logo atrás. Grayson sozinho pára numa distância ínfima do Azrael, encara o sujeito e diz

Batman: Você quer que eu siga você, é isso? Tenho que me ajoelhar a você e te chamar de “mestre”, como faz o Cruzado? Isso NUNCA vai acontecer.

Azrael

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#94 – O Cavaleiro das Trevas: Aurora Dourada

“Gotham sob a chuva. Sempre me faz pensar em meus pais. É como uma batida contínua no coração. É o momento em que você perde todas as coisas que não poderá ter de volta. Faz você valorizar a aurora dourada”.

Este era um post que eu estava esperando a hora de fazer. A saga “Golden Dawn” foi o arco de estréia do novo título da DC no início de 2012, chamado “The Dark Knight”. O título veio praticamente junto com o retorno de Bruce Wayne às histórias.
(Vocês podem conferir detalhes sobre todo o processo que Bruce Wayne sofreu lendo os posts “Crise Final”, “Descanse Em Paz”, “Descanse em Paz: O Capítulo Perdido”, “Últimos Sacramentos”, “O Tempo e o Batman”, “Estrada para Casa” e finalmente “Corporação Batman”, entre outros aqui postados).
A proposta da série “The Dark Knight” é o Batman sozinho. Vocês raramente (muito raramente MESMO) vão ver o Asa Noturna, ou Robin, ou Capuz Vermelho. No máximo o Alfred, porém dificilmente algum outro aliado. O foco é quase absolutamente o morcego SEM a Bat-família.
Essa é a primeira saga dessa série que já está circulando há anos, infelizmente numa decadência de artistas, mas em todo caso, ainda um título original.
Golden Dawn pra vocês, traduzido pela Panini como Aurora Dourada.

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O artista principal é o David Finch, tanto no roteiro quanto nos rabiscos. A arte do sujeito é uma peça de luxo, quem dera ele estar desenhando tudo da série principal do morcego desde que o reboot começou. Sim, estou mesmo dizendo que nem o Greg Capullo com 5 clones dele próprio ajudando dão conta de fazer a arte do Finch.
E quem dera ainda ser o desenhista da Dark Knight atualmente. Essa série já mudou de desenhista 2 vezes até o presente momento, ao sair o Finch, entrou o Ethan Van Sciver, e após ele o Zsimon Kudranski. Nem juntando os dois faz um David Finch, mas enfim.
Acredito que de uns anos pra cá, se eu tivesse que citar três nomes que realmente AGRADARAM desenhando Batman, David Finch está entre eles. E considerando a DC atualmente, com os desenhistas que lá estão, arrisco a dizer que David Finch foi O desenhista do Batman atualmente. Melhor versão, na minha opinião.
Vocês que estão acompanhando e são detalhistas devem ter reparado que, quando o Bruce voltou, tinhamos dois Batman com o uniforme praticamente igual. As diferenças eram mínimas pros desatentos. O cinto de utilidades do Grayson era mais fino e tinha a “fivela” com formado de morcego, e as luvas do uniforme dele tinham aparencia de braceletes, com uma visivel divisão horizontal no meio do antebraço. Enquanto o uniforme do Bruce era o de sempre.
Mas com o inicio da Batman Inc., Bruce mudou de uniforme. O uniforme novo é algo bem próximo do que temos nos Novos 52. A cueca por cima da calça se foi, e como eu custei a acostumar com isso. Pra mim foi simples questão de costume, mas cheguei a ver comentários aí mundo a fora que diziam coisas como “dá a impressão que o cara tá sem roupa”.
Ok, fora a cueca, outra visivel mudança foi o simbolo no peito. Essa eu custei tanto a acostumar que eu REALMENTE não acostumei, e até hoje tô feliz de terem tirado isso pros Novos 52. O simbolo do Morcego preto estampado na blusa cinza adotado lá pelos anos 70, mudou pra uma versão moderna da velha elipse amarela. Isso ai, ao invés dos caras olharem um avião e pensarem em andar PRA FRENTE criando uma nave, não, eles olham o avião e colocam um par de turbinas num pterodáctilo. Uma vergonha, mas é opinião minha, claro.
Já expliquei meu ponto diversas e diversas vezes quanto a elipse amarela. Representa a fase abobalhada do Batman, a tal época em que os vilões só faziam armadilhas, toda exclamação do Robin começava com “Santa” e todos os golpes tinham onomatopéias tipo “SOC”, “POW” e “TUM”. Essa época ridícula até hoje parece estar tatuada na mente de metade do planeta.
Já não bastou trazerem de volta a elipse, ainda fizeram ela iluminada com algum tipo de energia. Tenho duas teorias, ou quiseram imitar a bateria Ark do Homem de Ferro, ou arrancaram o Batsinal do telhado do Departamento de Policia e puseram no peito do Bruce.
Tudo bem, a história do símbolo e da Incorporated mostra que a intenção dele foi justamente sair das sombras e transformar “Batman” em uma companhia de proteção do mundo. Privatizando a paz, como o Tony Stark, novamente. O Morrison é um sujeito genial, já comentei, né? Não? Deve ser porque nunca fiz isso.
Bom, eis o novo uniforme do Batman (uniforme este que também está presente no jogo “Arkham City” nas skins alternativas). O morcego retornou com tudo, e com tudo novo. Vamos então ao enredo/narrativa da obra. Farei as observações mais pertinentes sobre a arte ao longo do texto.
001A história começa no passado, na infancia de Bruce Wayne. Primeira linha de pensamento do Batman no primeiro quadro: “Dawn Golden”. Na segunda linha já fica explicado que trata-se de uma menina (que diabos a DC tem com ruivas…) que Bruce conheceu em sua infância. Aparentemente a menina é filha de outra familia da alta sociedade de Gotham.
Podemos ver Thomas Wayne mandando Bruce brincar com a menina no meio de um dos salões da Mansão Wayne enquanto ele próprio conversa com um homem chamado Aleister, provavelmente pai de Dawn. Bruce não gosta da tal garota.
Logo depois, os dois vão brincar do lado de fora da mansão. Que bela paisagem, a mansão ao fundo, as árvores, campo, rio… Quase um Eden. David Finch já começa a detonar com a concorrência só em desenhar a água do rio. Quem quiser conferir, olhe ali na parte mais a direita do rio, tem o reflexo marrom de uma árvore na água, imagem perfeitamente distorcida pelo movimento da água. Esse quadro foi um presente.
Bruce está com uma pipa que seus pais trouxeram de uma viagem, ele entrega pra Dawn brincar um pouco, e logo nos primeiros momentos ela solta a linha e deixa a pipa ir embora. Bruce revoltado (e ainda sem noção de que é um ricasso e que uma pipa não custa nem meio dólar) corre atrás de Dawn furioso, e ao tentar pegá-la, acaba tomando uma volta da menina, que o domina contra o chão.
Nesse momento ele notou que a menina não era “tão má” assim. Geralmente é o que acontece com qualquer homem quando uma ruiva bonita o joga no chão e monta nele. O flashback encerra por aí e então chegamos ao presente, mais exatamente no departamento de policia, onde temos Gordon e sua equipe. Descobrimos nessa parte que Dawn desapareceu e que não há pistas de onde está, nem de quem sequestrou.
002Cena seguinte, algum beco de Gotham em uma noite chuvosa (quase nunca viram isso, né?), mais especificamente uma porta em especial. O cenário está completo. A parede de tijolos que está feita de traços pretos na área iluminada e de branco na área sombria, os canos com sujeira e ferrugem, pixações, lixo, relógio de luz… Bem pensado nos mínimos detalhes.
As linhas de pensamento do Batman indicam que ele está na chuva, do lado de fora, esperando alguém que está lá dentro. Alguém que ele poderia ir buscar lá, mas que seria deveras mais dificil, pois pegar o cara sozinho do lado de fora já seria complicado o suficiente.
Quando o Batman afirma uma coisa dessas, de certo ele se refere a um meta-humano ou monstro, e não foi diferente dessa vez. Um grande homem de chapéu e casaco atira outro porta afora todo arrebentado, o grandão trata-se de Waylon Jones, o Crocodilo.
O rosto dele está um pouco diferente do usual, sem o “focinho”, crânio com formato muito mais humano, apesar da aparência muito mais próxima da de um réptil. Temos alguns bons detalhes no quadro do rosto do Croc se revelando. Olhem os dentes, dá quase pra imaginar a textura só de ver os baixo relevos, curvas e sombras empregadas.
003Croc sai no meio da chuva, e finalmente a imagem de Batman surge. Em meio a chuva (e que chuva bem feita, até com água escorrendo pelos canos), a única coisa iluminada é o novo logotipo do morcego no peito. Croc está usando uma versão genérica da “Veneno”, a droga que o Bane usa pra ficar mais louco que strogonoff de basalto (salve o Anônimo), ou seja, está mais forte que nunca. Nos jogos da série Arkham (Asylum e City) a venom tem nome de “titan”. Não façam confusão.
Batman está determinado a descobrir onde Dawn está. O morcego desce igual um zero (avião que os japoneses usavam na segunda guerra) kamikaze e entrou de pé esquerdo na lata feia do Croc. O oponente estava mais forte e veloz do que o esperado, podendo assim ainda atacar com sucesso o Batman.
004Quase que o morcego leva a pior, contou com a sorte pra tombar o Croc. Um interrogatório rápido e ele descobre que Croc realmente encontrou a Dawn, e a vendeu pra um tal de Lars. Ao encontrar Gordon, Batman descobre que o tal Lars já estava boiando no rio antes dele conseguir a informação.
Finch deu uma caprichada na bat-caverna. Ficou um trabalho de primeira, uma página dupla onde couberam todos os principais elementos. A carta do Coringa, as vitrines com uniformes de morcego e o uniforme do Jason, o batmovel, o batcomputador, o T-rex, a moeda gigante… Impressionante a disposição que o cara tem de desenhar.

Batcaverna

Clique para aumentar.

O tal Lars que morreu era ligado a um clube, e o homem morcego vai até lá pra ver se descobria algo mais. Entrou no lugar, arrombou o cofre e dentro encontrou um antigo cordão de Dawn. Porém nem tudo é boa notícia, ele foi surpreendido por capangas do Pinguim e o próprio Pinguim em pessoa, e do lado de fora, ele perdeu o comando do Batmóvel. Que roubada, hein?
005Nada disso, nós apreciamos um novo equipamento do morcego (equipamento cujo nome desconheço). A princípio achei que ele tivesse disparado a bat-corda, mas o lance ricocheteia pelas paredes/teto/chão, fazendo uma enorme rede pela sala, e quando alguém encosta, a rede fecha e amarra todo mundo. Deveras útil.
Batman partiu atrás do Pinguim pelas escadarias. Adivinham quem é mais rápido? Pois é. Batman jogou as boleadeiras de morcego nas pernas do Pinguim só por jogar, óbvio que o alcançaria. Começam as perguntas sobre Dawn. O primeiro quadro é lindo, o Batman está desenhado como deveria ser desenhado sempre.
O interrogatório começa ali nas escadas, Batman perde o controle temendo por Dawn, quebrou braços e pernas do Pinguim, Alfred pela câmera do capuz fica assustado com a violência do morcego, mas o Croc aparece do nada e acaba com a “1035º Festival da Ortopedia” promovida pelo filantropo Bruce Wayne. E a mesa virou feio, Croc enfiou o Batman na parede de um jeito que eu ou você voltaríamos com 90% da alma no mundo dos mortos.

Legs
007O Batmóvel foi levado embora, mas ao contrário do que parecia talvez ser uma ação conjunta de alguém com o Pinguim, na verdade era uma garota. Ela entrou no carro se vazou da cena. Vemos também que Croc está trabalhando pro Pinguim.
Temos um bico do Etrigan, o Cavaleiro Demônio na história, qual papel ele tomará na trama? Veremos.
Batman acorda amarrado numa cadeira cheia de bombas em volta, ligadas aos batimentos cardíacos do morcego. Os poucos segundos que teve após despertar ele usou para lembrar o que aconteceu a ele, e logo leva outra porrada do Croc. Pinguim faz uma vídeo-conferência direto de seu leito de hospital, mostrando uma imagem de Dawn Golden (que nós não vemos). Se o batimento aumentar demais, já era, explode tudo.

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#93 – Batman: O Observador

Hoje trazemos a vocês o arco “Eye of the Beholder”, lançado em 2011, e traduzido como “O Observador”. Trata-se de mais uma saga da série principal, sequência direta da “Vida Após a Morte”, porém com uma novidade de suma importância: Bruce Wayne está de volta.
É, o morcego velho não estava morto, estava no passado e voltou. Vocês já viram qual foi o (ridículo) processo na “Estrada para Casa” e sagas do gênero trazidas a vocês aqui pela Jéssica. Foi uma confusão do caramba, até pra uma história em quadrinhos onde há pessoas com superpoderes, o ocorrido foi um tanto forçado.
Mas não estou aqui pra debater isso (não agora). Estamos aqui para a saga “Eye of the Beholder”. Quem vê apenas a primeira revista da saga vai a loucura já fica na expectativa de mais uma saga inteira comandada pelo desenhista/roteirista Tony Daniel, mas infelizmente não foi como a coisa procedeu.
Tony Daniel foi roteirista e desenhista de todas as revistas que compõe o arco, e algumas revistas tiveram um toque de bom gosto do Sandu Florea, sendo que oficialmente isso foi obra do Ian Hannin. Obviamente eu preferia que todas fossem do Sandu Florea, mas já que as do Ian estão ali e não podemos fazer nada quanto a isso, aproveitemos para ver a diferença do trabalho de um e de outro. As cores do Sandu são mais vivas e acompanham a profundidade do traço do desenhista, as do outro… São só cores.
Bom, sem mais delongas, estoque de colírio em mãos, vamos a “O Observador”.

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001De início, vale lembrar que há uma “hierarquia” de roteiristas. Na época de lançamento dessas revistas, o roteirista cabeça que ditava como as coisas iam correr nas histórias do Batman (em todas relacionadas, não só na mensal) era o Grant Morrison, o mesmo sujeito que estava por trás da “Crise Final” onde o Morcego recebeu a Sanção Ômega do Darkseid. Na revista mensal e o roteirista “oficial” é o Tony Daniel.
Quando digo “hierarquia” não quero dizer que o Morrison chega pro Tony e diz “Olha… muda essa linha, não gostei”. Não, nada disso. É que o Morrison ditava os principais eventos, tipo o retorno do Bruce. Logo, o Tony não podia fazer o roteiro da saga principal dizendo que o Bruce tava morto, ou fingindo que ele não voltou. Ele podia fazer o que bem entendesse, desde que levasse em consideração tudo que o Morrison anunciava antes, como por exemplo o retorno do Bruce. Não dá pra fugir desses fatos.
Ok, isto posto vamos ao roteiro do Tony Daniel. Assim como em todas sagas escritas por ele, ressalto: Ele sempre traz algo das antigas, e nessa não foi diferente.
O início da história é em algum lugar afastado do centro de Gotham, um casarão, onde um camarada barbudo faz uma ligação traiçoeira sob pressão de um assassino. O barbudo morre do mesmo jeito. A assinatura do matador começa com Henry. Seria Henry Ducard? Mistério.
002A seguir temos uma bela sequência de quadros, da dupla dinâmina na noite de Gotham, um cenário com tom amarelado, daquelas luzes amarelas de inverno (não necessariamente é inverno lá, só quis exemplificar as luzes) e céu vermelho com uma grande lua ao fundo. Uma combinação não muito usual de cores para retratar uma noite na cidade.
Temos Dick Grayson e Damian Wayne em uma perseguição. O alvo? Kitrina Falcone, a nova Moça Gato (Catgirl). E quem tá junto na festa? O Ceifador. Pra quem não lembra dele, o sujeito fez seu retorno a vida (e aos quadros) na saga “Vida Após a Morte”, e não tivemos mais notícias desde que o Grayson o deixou pra detonar Hugo Strange e Dr. Morte na base do Máscara Negra II (Jeremiah Arkham).
003Agora temos a turma toda reunida novamente. Kitrina estava perseguindo o Ceifador por 3 noites querendo a recompensa que há pelo zumbi. O cara não curtiu e partiu pra foice em cima da garota. Como bons estrategistas, Grayson e Damian tentam matar dois coelhos com uma única “caixa d’água”, salvar Kitrina e pegar o Ceifador.
Em uma sequência de golpes que começou com “um movimento estilo Bruce” e terminou com “encerramento estilo Grayson”, Batman consegue derrubar o Ceifador. Eles procuram pela Kitrina, mas a pequena felina já tinha desaparecido. Em seu lugar quem aparece? O Batman. Não o Grayson, outro Batman, o original. Bruce Wayne. “É hora de conversarmos”. Parece um pai pronto pra dar um sermão nos filhos.
Bruce já está com seu novo uniforme, que ainda sofrerá algumas mudanças até o uniforme atual. Este uniforme é conhecido como “Incorporated”, vocês já devem estar por dentro do assunto graças ao post anterior a este (Corporação Batman: Leviatã Ataca!). Bom, os dois morcegos se afastam do local inicial do encontro e no novo ponto de encontro então conversam sobre Kitrina.
É um quadro que fica gravado na minha mente como uma cicatriz, os dois Batmen olhando fixos um pro outro, numa distância curtíssima, ambos de cara feia (seguindo a regra de SER Batman). Se eu sou um criminoso vagando pelos telhados e de repente dou de cara com dois Batmen se encarando com cara de nervosos eu já ia andando sozinho pro hospital, torcendo pra chegar lá só precisando de calmantes, e não de talas e pontos.

Batmen
Um Batman visivelmente maior que o outro, ponto novamente pro Daniel ao retratá-los de forma tão diferente e plausível, pois dá pra identificar ambos só de olhar pro rosto, que teoricamente são iguais (capuz preto com a boca descoberta). Grayson tenta dar explicações sobre o que pretendia fazer quanto a Kitrina, dizendo que ia falar com Selina, e Bruce é bem direto: “Selina não manda em Gotham. Você manda. Enquanto eu estou fora”.
Realmente, o Grayson tem um método mais “conversa”. Ele meio que argumenta com a Selina para conseguir o que quer, coisa que o Bruce não faz com ninguém. Com o Grayson é “Tira a Kitrina da rua, isso não dá certo, blablabla… “ com o Batman original é “Kitrina. Rua. Nunca mais. Se não eu entro. Dai fudeu meio mundo”.
O cenário ao fundo é magnífico, estilo aquela famosa capa que o Tony Daniel fez pra uma história lá dos tempos do Ra’s Al Ghul, cheio de janelas, pontes, caixas d’água, chaminés… o cara nasceu pra isso.
Batman (Bruce) dá o ultimato, e Batman (Richard) diz que vai resolver. Fora dali, o sujeito que foi “enganado por telefone” pelo barbudo no inicio da história, vai nas indicações falsas e acaba disparando uma armadilha, uma bomba. Não temos confirmações nesse quadro, o que parece inicialmente é que o cara deve ter morrido.
Na parte diurna da história, Dick Grayson e Lucius Fox participam de uma reunião em nome da Wayne Enterprises. Dick está fazendo papel completo de Bruce. Diversas vezes em histórias antigas temos Bruce fazendo coisas do gênero. Dá pra ver na cara deles e nas palavras um “Anda com essa porcaria, eu tenho que trazer justiça para a noite daqui a pouco”. Dificilmente vemos Grayson na frente das empresas Wayne. Ele não é do tipo “empresário”. A proposta da empresa chinesa fala de restaurar o Beco do Crime.
A noite dá as caras novamente, Selina está em alguma festa luxuosa passando a perna em algum velho rico qualquer, e Grayson aparece lá a paisana para conversar com a Mulher-Gato sobre sua filhote. Depois da chamada do Bruce, o assunto ganhou prioridade, né.
004Mais uma vez temos a guerra entre olhos azuis e verdes, assim como na Torre Wayne quando Dick queria que Selina arrumasse informações sobre o Máscara Negra com a Hera Venenosa, dessa vez Grayson quer saber onde está Kitrina, mas Selina também não sabe. Pelo visto a menina tem um instinto bem traira.
Ressaltando a arte deste encontro entre Dick e Selina… O vestido dela está com um colorido de rosa suave, porém com brilho, como se tivesse luz própria. Sei que o comentário foi meio Edney Silvestre, mas lembrando que isso não é uma foto e sim um desenho, só podemos chamar de obra de arte. E o Dick está quase como uma versão mais nova do Bruce, assim como Selina disse na Torre Wayne na outra história.
005Depois que Selina deu pra trás com as informações sobre Kitrina, Dick se vai e a Kitrina se revela na cena, revelando a nós então que a Selina está acobertando a garota. Dick vai para as ruas, e novamente dá de cara com uma mulher que se revela perigosa, Sasha Lo, a tal negociante chinesa que quer o Beco do Crime. Ela oferece 10 milhões de bônus ao Grayson separadamente se ele convencer o Bruce a vender as tal propriedades, que também estão sendo compradas por um valor altíssimo, muito além do que valem. Qual interesse ela tem nisso? Só o filantropismo que afirmou? O mundo não é belo assim.
Alguém tenta dar uma flechada em Grayson, Sasha segura a flecha no ar e bate em perseguição do assassino. Grayson não ia deixar barato assim. Acelerou a pé debaixo da chuva em Gotham e usando escadas de incêndio partiu pros telhados. Ele acionou o Alfred para enviar um uniforme, e assim acontece, Grayson põe o manto do Morcego e parte pra conferir qual é a real história.

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007A tal Sasha Lo também mudou de roupa no caminho, virou uma gueixa/ninja/pavão do inferno e pegou o tal arqueiro que tentou matá-la. Ou achou ter pego, era um truque, o real arqueiro ia matá-la, mas dessa vez é Batman (Dick) que a salva. Uma vez com o inimigo derrubado, começam as apresentações. A “Pavão” se apresenta e diz que o assunto não é do interesse do Batman, e ele em uma tacada bem “Bruce” diz “Esta é minha cidade. Tudo me interessa”.

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ESPECIAL: Liga da Justiça

Alô você mocinho, você mocinha, alô alô Terezinha, amiga do Chacrinha. Para começar 2014 bem, hoje vamos conhecer melhor uma das coisas mais velhas que temos impresso em papel. A Liga da Justiça da América.
É claro que a ideia desse texto não é lhes dizer todas as dezenas de formações, dezenas de inimigos que enfrentaram e etc. Mas sim apresentar os fatos de forma suficiente pra todos entenderem no que o Batman anda metido.
A Liga, como vocês devem saber, é um grupo de superheróis, na verdade uma união dos protagonistas de quase todos os titulos principais da DC. Pelo menos no início era assim, mais atualmente qualquer palhaço entra, até eu recebi convite em 2011 e recusei porque eu estava meio enrolado no trabalho.
Com esse texto espero dar uma boa clareada em qualquer dúvida quanto ao assunto. Eu vou fazer diversas idas e vindas de informações, indo ao futuro e ao passado várias vezes pra tentar explicar logo tudo sobre cada herói e suas respectivas histórias. Claro, dando foco apenas ao que é importante, não vou fazer um “Gavião Negro – Vida e Obra” aqui.
Farei citações de diversas épocas, diversas lembranças de histórias que li, informações não só da Liga no geral como também de seus personagens mais importantes.

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A Liga da Justiça não tem um número certo de membros, as formações foram as mais diversas e numerosas, mas vamos começar do início. A primeira formação, mais famosa e com os principais nomes que até hoje ecoam em qualquer loja de revistas, contava com Superman, Batman, Aquaman, Lanterna Verde (Hal Jordan), Flash (Barry Allen), Caçador de Marte e Mulher Maravilha. Ao longo de uns 5 anos após isso foram adicionados o Arqueiro Verde, o Átomo e o Gavião Negro.

1FormacaoOriginal

Formação original da Liga da Justiça

Flashes

Todos os Flash

O título estava vendendo bem na época, e inclusive deu o empurrãozinho que faltava pro Stan Lee criar seu próprio time de super-heróis, o Quarteto Fantástico. Mas isso é outro papo, voltemos pra Liga.
Eu pus alguns nomes de integrantes ali ao lado do “nome de herói” por uma razão. Nós aqui acompanhamos o universo Morcego detalhadamente, mas também há o universo dos Lanternas, dos Flash e daí por diante. Nos demais universos também tem vilões, mocinhas, crianças e gente que morre, como qualquer outra história. Ao longo do tempo, Hal Jordan morre, Barry Allen morre…
Assim como quando o Bruce desapareceu ele foi substituído pelo Dick Grayson, o Barry Allen quando morreu foi substituído pelo Wally West, que hoje em dia é o Flash mais famoso graças a vários detalhes como o desenho da Liga da Justiça e também ao fato dele ter sido Flash por mais tempo, e aparecido em mais títulos, como Titãs e etc.
Os “Flash” não são simples corredores. O Joel Cyclone sim, é um corredor, e seu poder vem todo do “físico”, mas Barry Allen, Wally West e o Bart Allen (Kid Flash) são diferentes disso. Eles estão diretamente ligados a “speed force”. Digamos que a “speed force” seja algo presente em tudo, é como se fosse uma dimensão que ocupa o mesmo lugar que a nossa, é praticamente a “física”, é difícil explicar, mas eles tem acesso livre a essa “fonte”, e graças ao poder de manipular a “física” eles são capazes de coisas incríveis,como vibrar as células do corpo numa velocidade tão alta que lhes permitem atravessar objetos e paredes.

Flash-Barry-Allen-by-Alex-Ross

Barry Allen – Flash

Não só isso, mas também são capazes de acelerar infinitamente até perderem tração e desaparecerem, podem viajar no tempo, podem tirar a velocidade das demais coisas, podem pegar a velocidade de algo pra si, ou podem dar velocidade pra algo. Se Barry Allen quiser, ele pode aumentar a velocidade de qualquer humano normal, pra correr igual a ele. Assim como pode tirar a velocidade de uma bala no ar e fazê-la parar. Coisa meio desnecessária, já que ele pode desviar antes dela sair do cano da arma. Como podem ver, os Flash são de grande valia dentro da Liga. Eles são mais rápidos que o Superman inclusive, e tecnicamente, eles poderiam sim derrotar até o grande Superman.
Barry Allen morreu para salvar o mundo. Por ele ter o poder de viajar entre as dimensões e poder mudar coisas a belprazer, o Anti-Monitor, que é tipo uma “entidade vigia do universo”, quis prendê-lo porque alguém como ele não podia ficar livre por ai. Só que ele obviamente não aceitou e fugiu, o Anti-Monitor então decidiu explodir a Terra com um raio de anti-matéria, e o Barry Allen usou sua velocidade pra criar um vortex para dissipar a energia do tal raio, só que foi demais pro corpo dele, e ele acabou se fundindo na “speed force”, desaparecendo por completo.

Hal Jordan

Hal Jordan – Lanterna Verde

Já no caso de Hal Jordan, ele ao morrer não foi “substituído”. Ele faz parte da Tropa dos Lanternas Verdes, um exército espacial munido de anéis energéticos capazes de fazer constructos de energia, cuja resistência varia de acordo com a força de vontade do usuário. Hal Jordan até a época era o único humano dentro da tropa, entrou pois foi selecionado pelo anel energético que pertencia a Abin Sur, um membro da tropa, que morreu numa queda de nave na Terra.
Ele estava só de passagem, carregando Atrocitus rumo a “Oa”, o planeta base dos Lanternas Verdes. Muito tempo depois esse Atrocitus veio a se tornar o líder da Tropa dos Lanternas Vermelhos, que na teoria é muito parecido com os Lanternas Verdes, os aneis tem os mesmos poderes de fazer constructos, mas a resistência dos mesmos não é baseada na força de vontade do usuário, e sim na “ira”. Os membros da tropa vermelha expelem pela boca e pelos olhos um tipo de sangue fervendo, uma coisa muito louca.
Hal Jordan foi treinado por Sinestro, que até então era membro da tropa dos Lanternas Verdes também. Esse Sinestro foi aluno e amigo do finado Abin Sur, membro que Hal Jordan entrou no lugar. Posteriormente Sinestro foi expulso da tropa e criou seu próprio exército, a tropa amarela, cuja fonte do poder é o “medo”.
Porque fui tão longe nessa explicação? Porque eu queria lhes citar que esses anéis, tanto os verdes, quanto os amarelos, os vermelhos e qualquer outro, procuram sozinhos por alguém que tem as características perfeitas para a tropa, e o anel amarelo certa vez selecionou o Batman como apto a ser da tropa, pois ele tinha capacidade de infligir grande medo nas pessoas, mas o Morcego recusou e o anel então procurou Jonathan Crane, o Espantalho. Dispensa explicação quanto a isso, né.
Bom, o cargo do Lanterna Verde na Liga da Justiça já foi ocupado por outros 4 Lanternas Verdes, e inclusive numa formação relativamente recente quase teve um Lanterna Azul também, o Santo Andarilho (Saint Walker, no original). Dentre eles tivemos Guy Gardner, John Stewart, Kyle Rayner (esse é praticamente o Dick Grayson do universo dos Lanternas) e Esmeralda (filha do Sinestro). Hal Jordan foi e voltou da Liga algumas vezes. É, ele ressuscitou. Assim como Barry Allen também ressuscitou posteriormente… A DC é um poço de Lázaro gigante.

Aquaman

Arthur Curry – Aquaman

Aquaman, Arthur Cury, ao contrário do que animações como Frango Robô dizem, não é só um idiota que fala com peixes. Ele comanda os seres aquáticos sim, mas as coisas não param por aí. Pensem comigo, o oceano é fundo, mais do que sua piscina, mais do que aquele ponto lá na praia que você quase se afogou, mais fundo do que onde o Iceberg estacionou o Titanic. Existem fossas abissais tão profundas quanto o Everest é alto. A pressão desses lugares explodiria os timpanos, órgãos e corpo de qualquer humano, assim como submarinos começam a se despedaçar/comprimir igual uam lata de refrigerante pisada se for fundo demais. O Aquaman pode ir nesses lugares todos como quem vai no mercado. O corpo de alguém que aguenta uma pressão dessas não é um corpo normal, o sujeito tem força e resistência descomunais. Mas Arthur também morreu.

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Arkham Origins: Review & Crítica

“AAAH MAH GAD!BATEMA ORIGINS!!! Mamys e popys, quero 25 exemplares só pra saber que tenho vários reservas e também para presentear minhas BFF. Agora, Lucky, meu maltês lindo, faça pose, estaremos no instagram em 5… 4… 2… Epa, 3!.. 2… 1… espera, o 2 já tinha ido, eu devia ter tirado? Ah foda-se, to jogando Batima e nothing else matters! #partiu #Origins #feiradafruta4EVER”. Não.

Gente, é com certo sentimento de decepção que lhes trago o texto sobre o recém lançado jogo Batman: Arkham Origins.

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De início eu estava empolgado, quando anunciaram um novo jogo onde o mapa seria maior, haveria fast travel e tantas outras coisas, pensei “É o City e um mundo de coisas a mais”. Então mais pro meio do processo liberaram algumas informações, tipo a presença do Deathstroke, e alguns vídeos tipo o encontro do Batman com Bane e Coringa. Até aí todo mundo estava cheio de expectativas, inclusive eu.
Depois falaram que tudo se passaria numa noite de véspera de natal, onde o Máscara Negra põe um prêmio na caveira do Batman, e 8 assassinos entram na corrida pra matar o morcego, então todo mundo entrou naquela fase “Mãe Dinah” pra adivinhar quem seriam os vilões.
“Eu vi o Espantalho naquela imagem minúscula em preto e branco com resolução baixíssima e tamanho aproximado de uma foto 3×4! Isso quer dizer que o Espantalho está no jogo!”. Dezenas de pessoas entraram nessas teorias fajutas, e deixando claro, o Espantalho NÃO é vilão desse jogo. Ok, depois confirmaram um monte de vilões, fizeram videozinho pra Copperhead, pro Máscara Negra… E enfim saiu o jogo.
Teve calango por aí que zerou em poucas horas, outros que já estavam com videos e walkthroughs prontos, parece até que trabalham pra Warner ou que tem algum grau de parentesco com o Ethan Hunt, ou no mínimo as habilidades do protagonista, o Batman. Eu comprei o jogo no começo de novembro e jogando umas 3 ou 4 horas por dia no modo normal zerei o mesmo.
“Com 100%?”, não, não foi com 100%. Pouquíssimo acima dos 50% totais, zerei apenas o modo história mais comum, nem relei perto do New Game Plus porque, cá entre nós, que porre mano.
Isso aqui se trata de um review, se não quiser spoilers vá ler um PREview de meses atrás. Eu não vou ficar omitindo pequenezas que são essenciais pra expressar o que esse jogo passa a quem joga. Na boa, nem dá pra considerar “spoiler”, o jogo é mais óbvio que a gravidade puxar as coisas pra baixo.
Quem não quiser ler spoiler é melhor abrir o site da Fanta e jogar alguma besteira infantil em flash e ir dormir as 9. Eu não entendo o drama que nego faz com spoiler, é como estar estudando algo tipo… Sei lá, história da astronomia, e ficar nervoso porque te contaram que a Terra gira em torno do Sol enquanto você ainda estava na parte que a Terra era o centro do universo. “Buáá eu queria ter descoberto essa novidade sozinho”. Se todo problema da sua vida for esse, parabéns, você tem menos problemas até do que Jesus.
Esse texto não vai sair como mais um “informativo neutro” sobre os prós e contras do jogo. Na verdade eu sei que deveria ser assim, mas acho que pagar 200 contos pra ter uma surpresa negativa não é bacana. É melhor você ler isso aqui e achar que o jogo tá uma merda e se surpreender pra BEM quando jogar do que ir achando que será o melhor jogo do ano e quebrar a cara.

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