#29 – Asilo do Coringa: Crocodilo

“… Eles são os monstros… Não eu…”

Oi!

O vilão de hoje é Waylon Jones, que nasceu nos arredores de um pântano, e que possui uma doença terrível que o deixa com a pele escamosa. Essa aparência o faz se tornar uma pária na sociedade e na família, e o empurra diretamente para os braços do crime em Gotham City.
Sua familiaridade com a a violência o impulsiona para o submundo, onde se descobre capaz de liderar um pequeno exército contra Batman. Mas o que assusta mais, além da aparência, é sua força sobrehumana, e sua brutalidade – elementos que, juntos, o tornam um dos vilões mais perigosos de Batman.

Boa sorte com a leitura de “Asilo do Coringa: Crocodilo” (Joker’s Asylum: Killer Croc, roteiro de Mike Raicht e arte de David Yardin, agosto de 2010).

Antes de falar sobre a HQ, vou falar um pouco sobre essa mini-série chamada “Asilo do Coringa“, da qual a HQ de hoje faz parte.

Em cada um dos volumes dessa série, temos o Coringa narrando contos curtos sobre cada um dos grandes inimigos do Batman. E não é uma simples narração: é uma narração comentada, ponderada, atrevida ou respeitosa, diferente do personagem de que ele está falando. O fato de ser o Coringa narrando (simplesmente o personagem mais insano de toda a história do Batman) consegue tornar esses vilões mais “humanos”. Coringa mergulha nas suas origens, ou conta uma história significativa do vilão. O ponto fraco dessa minissérie é que elas são muito curtas mesmo, e nem sempre contemplam a totalidade do que é o vilão. Mas futuramente, se vocês quiserem, posso postar todas as HQs do Asilo do Coringa aqui no Batman Guide. 🙂

A HQ sobre o Crocodilo  traz, num clima noir, um relato que acontece após uma fuga de Crocodilo do Asilo Arkham. Após ameaçar um médico e mutilar os próprios pulsos para conseguir fugir, ele é levado à casa de Edgar e Juliette Manson, e acolhido de uma forma tão dedicada que mal parece que ele é uma aberração. Pelo contrário – todos os lados humanos do Crocodilo são ressaltados e evidenciados pelo casal, e ele passa a ser tratado como parte da família.

Como recompensa por seu tratamento gentil, ele passa a fazer pequenos serviços para a família – mas em seguida começa a fazer serviços pesados. Começa a matar e ameaçar, tudo por ordem de Edgar. A relação entre ele e o casal é muito boa, até certo ponto, em que o casal começa a discutir, e Crocodilo fica no meio das discussões.

Preocupado com a segurança de Juliette, Edgar encarregada Waylon de vigiá-la, mas a moça se demonstra tão infeliz com a sua “prisão domiciliar” que Crocodilo se compadece e a deixa sair por alguns instantes. Ela o convence de que Edgar a sufoca e a machuca, e faz com que o vilão agora domesticado passe a odiá-lo. Entretanto, quando a verdade vem à tona, o pior lado de Crocodilo ressurge – e nos faz pensar em quem são os verdadeiros monstros dessa triste história…

A arte de Yardin é soberba, pesada quando necessária, mas com enfoque nos pontos cruciais de cada personagens e suas sensações no momento – seja de violência , de fingimento, de reflexão, de ataque. O roteiro também é intenso e faz você acompanhar o ponto de vista do próprio Crocodilo em cada cena.

Apesar da HQ ser curtinha, eu a selecionei por achar que seria a que mais explica a dualidade de Crocodilo – alguém com sentimentos, mas com um impulso para matar igualmente forte. Boa leitura!

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