#30 – Batman & Juiz Dredd

Olá!
Hoje vou parar um pouquinho com a postagem de vilões do Batman para trazer um material diferente para vocês. Como vocês devem saber, na última sexta-feira estreou nos cinemas brasileiros o filme Dredd, com direção de Pete Travis.

Segundo a sinopse,

“O juiz Dredd (Karl Urban) vive na megalópole Mega City Um, um oásis de civilização na Terra Maldita, cerca de 120 anos no futuro. Bastante temido pelos infratores da lei, ele acumula os cargos de polícia, de juiz e ainda tem o poder de executar suas sentenças. Um dia, ele é encarregado de treinar uma candidata a juíza com poderes mediúnicos (Olivia Thirlby), e neste primeiro dia de teste os dois enfrentam a maior e mais perigosa traficante de drogas do local (Lena Headey).”
Retirada do site AdoroCinema
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Sabendo que Batman e Juiz Dredd tem um bom número de HQs juntos, decidi trazer duas para vocês hoje. Então, espero que gostem!


#1. Batman & Juiz Dredd – Julgamento em Gotham
(Batman/Judge Dredd: Judgment on Gotham. Roteiro de Alan Grant e arte de Simon Bisley. Dezembro de 1991.)

Começamos nossa HQ com um personagem muito, muito macabro. Devido ao meu gosto pessoal em leitura, estou acostumada a cenas fortes ou chocantes em HQs, mas esse personagem realmente me chocou. Ele é o Juiz Morte, que transportou-se dimensionalmente até Gotham City. Ele foi responsável pela morte cruel de dois namorados e de um policial – ele matou enfiando suas mãos no cérebro do oficial. Batman aparece, empalando sem querer o Juiz Morte, mas esse parece não se abalar. Seu espírito, está à procura de outro corpo para continuar sua sessão de maldades.
Enquanto isso, Batman, ainda abalado por ter empalado o Juiz Morte acidentalmente, encontra um estranho cinto que ativa acidentalmente. É o mesmo cinto que transportou Juiz Morte até Gotham – e Batman faz o caminho reverso, em direção à megalópole Mega-City Um (Mega-City One).
Ainda tentando descobrir onde está, Batman encontra o Anjo Máquina Malvada, uma mistura de homem e monstro futurista com um dial na cabeça, que pode ajustar para tornar-se um homem calmo ou uma máquina mortífera. Enquanto ele e Batman discutem, aparece o Juiz Dredd, que dá voz de prisão para Máquina Malvada e tenta levar Batman – que discute com ele e é preso por desacatar o juiz Dredd.
Sob a custódia de Dredd, ele conhece Anderson, a telepata de Mega-City Um, que aparentemente discorda muito dos métodos de Dredd, embora tenha de se submeter a eles. Anderson e Batman estão preocupados com Juiz Morte à solta em Gotham – pois Morte não descansaria enquanto cada corpo estivesse caído em Gotham. Mas Dredd diz que nada pode fazer, pois Gotham está além de sua jurisdição. E, sinceramente, parece mais preocupado em acumular anos de prisão para Bruce Wayne, já que não foi nem um pouco com a cara dele.
A preocupação de Batman faz todo o o sentido: em Gotham, Juiz Morte aliou-se ao Espantalho. Embora tenha tentado trair o homem-de-palha, Juiz Morte sente um pouco de seu gás do medo. E do que a encarnação da própria morte, o terror personificado, tem medo? (Uma das sacadas mais geniais que já li).

Ameaçado, Juiz Morte precisa obedecer Espantalho, e seguem para um concerto de numa banda de heavy metal chamada Living Death. Então, contrariando as ordens expressas de Mega-City Um, Anderson e Batman fogem de volta para Gotham, para tentar salvar a cidade da destruição iminente. Dredd, furioso, segue atrás deles para capturá-los. Ele está irritadíssimo com Batman, claro.
Enquanto isso, no show da banda, Juiz Morte está bastante ocupado matando, decapitando e assassinando brutalmente todas as pessoas que passam pela sua frente. No confronto que se segue, Batman se ocupa de destruir seu corpo físico, enquanto Anderson aprisiona seu espírito.

Ao perceber que a decisão de Batman e Anderson fora necessária, Dredd agradece sua dedicação – e, vindo do homem que vem, esse é um grande fato. Começa aí uma espécie do que podemos chamar de parceria que poderá durar muito tempo. (Parceria, porque esperar amizade do austero Juiz Dredd é pedir demais. Ok, talvez “parceria” seja um termo muito íntimo. Talvez um “acordo de cavalheiros”).

#2 – Batman e Juiz Dredd: Morra Sorrindo
(Batman/Judge Dredd Vol 1 – “Die Laughing”, roteiro de Alan Grant e John Wagner e arte de Glenn Fabry, 1998.)

Essa HQ se passa após os eventos ocorridos em “Julgamento em Gotham”. “Morra Sorrindo”, como você deve imaginar, é uma alusão ao Coringa. E é justamente assim que começa a HQ, com o Coringa se transportando para a cidade de Mega-City One. Seu objetivo? Liberar os lendários Juízes Negros, do qual o Juiz Morte faz parte. Eles eram as criaturas mais ameaçadoras de Mega-City, e no momento em que Coringa interfere eles estavam sendo conduzidos em cristais invioláveis para serem incineradoras para sempre.
Batman não poderia deixar isso acontecer, e avisado por Anderson, a telepata, se transporta para Mega-City para evitar a catástrofe. Lá encontra seu velho adversário/colaborador, Juiz Dredd, que também está interessado em parar Coringa e os Juízes Negros. As antigas rivalidades e animosidades deverão ser esquecidas por um tempo para que, juntos, possam combater essa ameaça tão ampla, que pode destruir não apenas Mega-City e Gotham, mas todo o Universo, que está à mercê de uma insanidade e destruição nunca antes vistas.

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