#101 – Superman: Liga da Justiça Elite

“Sonhos nos salvam. Sonhos nos erguem e nos transformam. E pela minha alma, eu juro… Até que meu sonho de um mundo onde a dignidade, honra e justiça tornem-se a realidade que todos nós compartilhamos, eu nunca vou parar de lutar.
Kal-El (Superman)

Solta o azulão… Solta o azulão… Solta o azulão, paixão… Solta o azulão ♫ ♪

Mais um post um pouco distante de Gotham e seus respectivos morcegos. Como todos sabem, a função do Batman Guide não é só explicar “O” Batman, mas também suas histórias, arcos/sagas, crossovers, grupos de heróis que o mesmo faz parte, personagens que participam de suas histórias e tudo que de alguma forma se liga ao Morcego.

Partindo desse principio, me digam, como fingir que não há um Superman?

Por anos houve um título chamado “Superman/Batman” (que voltou a ativa recentemente nos Novos 52) cujas histórias eram SEMPRE dos dois trabalhando juntos, série esta que existia tanto lá fora quanto aqui no Brasil. Já tivemos duas séries “Trindade“, cujo o trio principal eram Superman, Batman e Mulher Maravilha (que também já teve seu post), e já tivemos participação (óbvia) de ambos juntos na Liga da Justiça.
Isso sem contar as aparições do Superman na própria série mensal do Batman, como nas sagas “Morte em Família” (1985), na “Silêncio” (2009), e na “Terra de Ninguém” (1999~2001).

Para finalizar a defesa desse post, termino dizendo que o nome de “Asa Noturna” adotado por Dick Grayson foi ideia do Superman, que contou a história de um herói chamado Asa Noturna que viveu em Krypton.

Acho que os argumentos foram convincentes, podemos então prosseguir.

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CriadoresSupermanO Batman surgiu em 1938, mas o Superman também não é nenhum moleque. O personagem foi criado em 1933, só veio a estrear em 1938 na Action Comics, quase em paralelo com o Morcego na Detective Comics. Ele foi criado por Jerry Siegel e Joe Shuster, e primariamente… Era um vilão.

“A história onde o Superman é vilão acaba na edição 1 com o planeta explodindo?”. Seria assim se estivéssemos falando do Superman que conhecemos, o kryptoniano com sopro gelado, resistência maior que a de qualquer metal ou pedra no mundo, olhos que emitem diversos tipos de radiação (como visão de calor, microondas, raio x e algumas outras)… Não esse.

4640115-4365100479-superO primeiro Superman criado tinha a aparência de ninguém mais ninguém menos do que Lex Luthor. Careca, feio e sem nenhum poder físico. Ele era um vilão super inteligente e com alguns poderes de telepatia. Depois ele foi vendido pra DC e teve sua estreia como super herói na Action Comics em 1938.
Superman é tido como o “Campeão da Terra“. Quando se fala de “campeão” de algum planeta, é como dizer “Se o povo entrar em Battle Royale, quem tem mais chance de sobreviver é esse aí”. De certa forma me incomoda dizer isso, primeiro que eu prefiro o Batman, segundo, aqui é o Batman Guide, o foco é o Morcego. Fazer um texto praticamente dizendo que o Superman é quase um deus não fica bonito.
Mas não se preocupem, há bastante kryptonita no mundo, e o Batman tem um carregamento enorme da tal pedra guardado. Haveria grande estrago pro lado do Morcego, mas ele tem como vencer esse “deus”.

“Quase deus? O que ele faz de tão absurdo? Não é só visão de calor, voar, força, pele de aço…?”. Se vocês notarem, até falando a esmo sem muitos detalhes e informações precisas, já estamos descrevendo um guerreiro de grandes níveis de combate, mas a coisa não se limita a isso.

Uma pergunta puxa a outra.

Quais são os reais poderes do Superman?
De onde eles vêm?
De onde ELE veio?

Krypton_0001Ele veio de Krypton, um planeta bastante evoluído que fica no Setor 2813 do mapa do universo dos Lanternas Verdes. Na verdade, FICAVA no planeta 2813, mas o planeta explodiu devido a instabilidade geológica e tal, em resumo, explodiu sozinho.
“Quem sobreviveu?”. No início da história, era dito que apenas Kal-El (Superman) tinha sobrevivido, pois foi posto em um foguete e lançado pra Terra por seu pai Jor-El.

Krypto, o super-cão

Posteriormente aparece mais um monte de sobreviventes, como pro exemplo o super cão Krypto, que foi lançado para Terra antes do Kal-El como teste, mas chegou depois porque o curso da nave foi desviado devido a um impacto. Também tem a Kara Zor-El (Supergirl), prima mais VELHA do Superman (quando Kal-El era um bebê, Kara já era adolescente), que foi lançada para a Terra pouco tempo depois de Kal-El, mas ainda foi pega pelo raio de explosão do planeta e presa num meteoro de kryptonita, retardando sua chegada na Terra assim como no caso do cão Krypto.

Supergirl

Temos também o kryptoniano Dru-Zod, que sobreviveu a explosão de Krypton pois não estava no planeta. Ele estava preso na “Phantom Zone”, um tipo de dimensão-prisão de Kryptonianos. Quem fica preso lá não envelhece nem morre, e pode assistir a tudo que ocorre do lado de fora. A Phantom Zone foi descoberta por Jor-El, o pai do Superman.

catsOs kryptonianos são pessoas normais, aparentemente. Lá em Krypton, ninguém tinha super poderes. A diferença entre eles e nós está na forma em que o corpo capta luz do sol.
Krypton é iluminada por um sol vermelho, chamado de “Rao”. Em alguns outros sistemas solares (tipo o nosso), os plantas são iluminados por um sol amarelo, e a reação do corpo dos kryptonianos sob o sol amarelo é que faz toda a diferença. Eles são como baterias solares de altíssima capacidade de armazenamento e conversão. “Conversão em que? Produtos na Saraiva?”, não, em seus superpoderes.
Eles são altamente influenciados pelo sol amarelo, pelo sol vermelho e pelos restos de kryptonita que há por ai. “Kryptonita é aquela pedra verde que só enfraquece o Superman?”. Essa mesma, só que com dois detalhes: Primeiro, não enfraquece só a ele, kryptonita é como urânio para humanos, em grande quantidade causa problemas sérios. Segundo: Nos dias atuais, nem sempre é verde. Também há a vermelha, que é uma kryptonita artificial feita pelo Ra’s Al Ghul. Mas isso é outro tópico, por agora, foquemos no sol amarelo e sol vermelho.

A questão em torno dos sóis não é “o vermelho não dá poder e o amarelo dá”, é “O amarelo dá poder e o vermelho TIRA”. Pois é, o sol vermelho (como o Rao) absorve a energia do sol amarelo que fica contido no corpo dos kryptonianos. Tanto que pra lutar contra o Superboy-Prime na Crise Infinita e para prendê-lo depois, o sol vermelho foi de suma importância.

Já respondidas as questões sobre “De onde ele vem” e “De onde vem os poderes”, mas antes de irmos a “Quais são os poderes”, primeiro vamos dar uma conferida na família do Super. Pois é, ele não nasceu numa super chocadeira.

Jor-El_and_LaraSuperman, na terra conhecido como Clark Kent, na verdade se chama Kal-El. Seus pais são Jor-El e Lara Lor-Van (Lara-El após o casamento). A Supergirl (Kara Zor-El) é sua prima. Ela é filha de Zor-El (irmão do Jor-El) e Alura In-Zee (Alura-El após o casamento), ou seja, Zor e Alura são tios paternos do Superman. Posteriormente nas histórias, temos a adição de Kon-El (Conner Kent, o Superboy), que é um clone feito a partir da genética do Superman e do Lex Luthor ao mesmo tempo.
“Que diabo de “El” é esse? Eu me chamo Gabri-El, então sou da família do cabra azul?”. Não tão simples. Aqui no lado de fora das páginas nós vivemos coisa semelhante com a “importância do sobrenome”. Acham que isso é coisa do passado? Mexe com algum Sarney pra ver a merda que vai dar. Enfim, lá em Krypton existiam as famílias, e uma delas era a família El. Aquele “S” na verdade não é um “S”, por acaso o símbolo da família El é igual a letra S do nosso alfabeto.

superman5Essa parte é a mais impressionante. Assim como o Lobo, o Superman tem “versões“. Para alguns roteiristas, ele é capaz apenas de levantar o globo do Planeta Diário, pra outros ele é forte suficiente segurar um avião em queda. Para uns ele tem força apenas para dobrar uma viga de aço, para outros ele esfarela diamantes apertando na mão. Uns dizem que ele só atira visão de calor, e outros que o sujeito emite vários tipos de ondas pelos olhos, desde raio x, até microondas e a tal visão de calor.
Considerando a “melhor versão” dele, os poderes são realmente impressionantes. Ele é um herói muito mal utilizado, qualquer versão que você encontrar dele por ai faz parecer que ele é só um cara forte, mas vai muito além disso.
O planeta Krypton era muito maior que a Terra, 70x maior acho. Logo, a gravidade lá é MUITO maior.Tecnicamente é o mesmo esquema das máquinas de treinamento do Goku e Vegeta, aumentar a gravidade exige mais esforço do corpo. A fisiologia dos kryptonianos já vem com essa “força” embutida, logo, num planeta com a gravidade 70x menor tipo a Terra, um kryptoniano faz a festa. Mas até então, não estamos contando com as “maravilhas” que eles fazem sob sol amarelo, ainda estou falando apenas da capacidade física normal.

SunChamá-lo de “Homem de Aço” chega a ser descaso. A resistência dele é maior do que aço. Dependendo da carga de sol amarelo que ele tiver, pode ser mais resistente que um diamante. Vamos fazer umas contas simples e usar a lógica.
O Superman já entrou no sol. A temperatura da superfície do sol é em torno de 6000ºC, e a temperatura na qual um diamante derrete é 4500ºC. Ou seja, pra você começar a ferir o Superman com CALOR, você tem que ultrapassar a temperatura do sol.

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ESPECIAL: Liga da Justiça

Alô você mocinho, você mocinha, alô alô Terezinha, amiga do Chacrinha. Para começar 2014 bem, hoje vamos conhecer melhor uma das coisas mais velhas que temos impresso em papel. A Liga da Justiça da América.
É claro que a ideia desse texto não é lhes dizer todas as dezenas de formações, dezenas de inimigos que enfrentaram e etc. Mas sim apresentar os fatos de forma suficiente pra todos entenderem no que o Batman anda metido.
A Liga, como vocês devem saber, é um grupo de superheróis, na verdade uma união dos protagonistas de quase todos os titulos principais da DC. Pelo menos no início era assim, mais atualmente qualquer palhaço entra, até eu recebi convite em 2011 e recusei porque eu estava meio enrolado no trabalho.
Com esse texto espero dar uma boa clareada em qualquer dúvida quanto ao assunto. Eu vou fazer diversas idas e vindas de informações, indo ao futuro e ao passado várias vezes pra tentar explicar logo tudo sobre cada herói e suas respectivas histórias. Claro, dando foco apenas ao que é importante, não vou fazer um “Gavião Negro – Vida e Obra” aqui.
Farei citações de diversas épocas, diversas lembranças de histórias que li, informações não só da Liga no geral como também de seus personagens mais importantes.

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A Liga da Justiça não tem um número certo de membros, as formações foram as mais diversas e numerosas, mas vamos começar do início. A primeira formação, mais famosa e com os principais nomes que até hoje ecoam em qualquer loja de revistas, contava com Superman, Batman, Aquaman, Lanterna Verde (Hal Jordan), Flash (Barry Allen), Caçador de Marte e Mulher Maravilha. Ao longo de uns 5 anos após isso foram adicionados o Arqueiro Verde, o Átomo e o Gavião Negro.

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Formação original da Liga da Justiça

Flashes

Todos os Flash

O título estava vendendo bem na época, e inclusive deu o empurrãozinho que faltava pro Stan Lee criar seu próprio time de super-heróis, o Quarteto Fantástico. Mas isso é outro papo, voltemos pra Liga.
Eu pus alguns nomes de integrantes ali ao lado do “nome de herói” por uma razão. Nós aqui acompanhamos o universo Morcego detalhadamente, mas também há o universo dos Lanternas, dos Flash e daí por diante. Nos demais universos também tem vilões, mocinhas, crianças e gente que morre, como qualquer outra história. Ao longo do tempo, Hal Jordan morre, Barry Allen morre…
Assim como quando o Bruce desapareceu ele foi substituído pelo Dick Grayson, o Barry Allen quando morreu foi substituído pelo Wally West, que hoje em dia é o Flash mais famoso graças a vários detalhes como o desenho da Liga da Justiça e também ao fato dele ter sido Flash por mais tempo, e aparecido em mais títulos, como Titãs e etc.
Os “Flash” não são simples corredores. O Joel Cyclone sim, é um corredor, e seu poder vem todo do “físico”, mas Barry Allen, Wally West e o Bart Allen (Kid Flash) são diferentes disso. Eles estão diretamente ligados a “speed force”. Digamos que a “speed force” seja algo presente em tudo, é como se fosse uma dimensão que ocupa o mesmo lugar que a nossa, é praticamente a “física”, é difícil explicar, mas eles tem acesso livre a essa “fonte”, e graças ao poder de manipular a “física” eles são capazes de coisas incríveis,como vibrar as células do corpo numa velocidade tão alta que lhes permitem atravessar objetos e paredes.

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Barry Allen – Flash

Não só isso, mas também são capazes de acelerar infinitamente até perderem tração e desaparecerem, podem viajar no tempo, podem tirar a velocidade das demais coisas, podem pegar a velocidade de algo pra si, ou podem dar velocidade pra algo. Se Barry Allen quiser, ele pode aumentar a velocidade de qualquer humano normal, pra correr igual a ele. Assim como pode tirar a velocidade de uma bala no ar e fazê-la parar. Coisa meio desnecessária, já que ele pode desviar antes dela sair do cano da arma. Como podem ver, os Flash são de grande valia dentro da Liga. Eles são mais rápidos que o Superman inclusive, e tecnicamente, eles poderiam sim derrotar até o grande Superman.
Barry Allen morreu para salvar o mundo. Por ele ter o poder de viajar entre as dimensões e poder mudar coisas a belprazer, o Anti-Monitor, que é tipo uma “entidade vigia do universo”, quis prendê-lo porque alguém como ele não podia ficar livre por ai. Só que ele obviamente não aceitou e fugiu, o Anti-Monitor então decidiu explodir a Terra com um raio de anti-matéria, e o Barry Allen usou sua velocidade pra criar um vortex para dissipar a energia do tal raio, só que foi demais pro corpo dele, e ele acabou se fundindo na “speed force”, desaparecendo por completo.

Hal Jordan

Hal Jordan – Lanterna Verde

Já no caso de Hal Jordan, ele ao morrer não foi “substituído”. Ele faz parte da Tropa dos Lanternas Verdes, um exército espacial munido de anéis energéticos capazes de fazer constructos de energia, cuja resistência varia de acordo com a força de vontade do usuário. Hal Jordan até a época era o único humano dentro da tropa, entrou pois foi selecionado pelo anel energético que pertencia a Abin Sur, um membro da tropa, que morreu numa queda de nave na Terra.
Ele estava só de passagem, carregando Atrocitus rumo a “Oa”, o planeta base dos Lanternas Verdes. Muito tempo depois esse Atrocitus veio a se tornar o líder da Tropa dos Lanternas Vermelhos, que na teoria é muito parecido com os Lanternas Verdes, os aneis tem os mesmos poderes de fazer constructos, mas a resistência dos mesmos não é baseada na força de vontade do usuário, e sim na “ira”. Os membros da tropa vermelha expelem pela boca e pelos olhos um tipo de sangue fervendo, uma coisa muito louca.
Hal Jordan foi treinado por Sinestro, que até então era membro da tropa dos Lanternas Verdes também. Esse Sinestro foi aluno e amigo do finado Abin Sur, membro que Hal Jordan entrou no lugar. Posteriormente Sinestro foi expulso da tropa e criou seu próprio exército, a tropa amarela, cuja fonte do poder é o “medo”.
Porque fui tão longe nessa explicação? Porque eu queria lhes citar que esses anéis, tanto os verdes, quanto os amarelos, os vermelhos e qualquer outro, procuram sozinhos por alguém que tem as características perfeitas para a tropa, e o anel amarelo certa vez selecionou o Batman como apto a ser da tropa, pois ele tinha capacidade de infligir grande medo nas pessoas, mas o Morcego recusou e o anel então procurou Jonathan Crane, o Espantalho. Dispensa explicação quanto a isso, né.
Bom, o cargo do Lanterna Verde na Liga da Justiça já foi ocupado por outros 4 Lanternas Verdes, e inclusive numa formação relativamente recente quase teve um Lanterna Azul também, o Santo Andarilho (Saint Walker, no original). Dentre eles tivemos Guy Gardner, John Stewart, Kyle Rayner (esse é praticamente o Dick Grayson do universo dos Lanternas) e Esmeralda (filha do Sinestro). Hal Jordan foi e voltou da Liga algumas vezes. É, ele ressuscitou. Assim como Barry Allen também ressuscitou posteriormente… A DC é um poço de Lázaro gigante.

Aquaman

Arthur Curry – Aquaman

Aquaman, Arthur Cury, ao contrário do que animações como Frango Robô dizem, não é só um idiota que fala com peixes. Ele comanda os seres aquáticos sim, mas as coisas não param por aí. Pensem comigo, o oceano é fundo, mais do que sua piscina, mais do que aquele ponto lá na praia que você quase se afogou, mais fundo do que onde o Iceberg estacionou o Titanic. Existem fossas abissais tão profundas quanto o Everest é alto. A pressão desses lugares explodiria os timpanos, órgãos e corpo de qualquer humano, assim como submarinos começam a se despedaçar/comprimir igual uam lata de refrigerante pisada se for fundo demais. O Aquaman pode ir nesses lugares todos como quem vai no mercado. O corpo de alguém que aguenta uma pressão dessas não é um corpo normal, o sujeito tem força e resistência descomunais. Mas Arthur também morreu.

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ENTENDENDO: A Noite mais Densa / O Dia Mais Claro

Ainda estão tentando entender a Crise Infinita? Ainda estão engasgados com a Crise Final? Calma, tudo vai ficar pior. Agora trago a vocês “A Noite Mais Densa”. De 2009 à 2010, pelas mentes e mãos de Peter Tomasi, Geoff Johns, Ivan Reis e Ethan Van Sciver.

Geoff Johns é o nome por trás da Crise Infinita e de diversas outros eventos grandes da DC. E como já comentei aqui no blog, ele também ficou séculos na equipe da revista do Flash, da Sociedade da Justiça e vários outros, o que lhe garante esse background bom suficiente pra fazer esses crossovers universais gigantes. Peter Tomasi, que mais recentemente criou os grandiosos roteiros pra “Batman e Robin” dos Novos 52, mais especificamente as sagas “Born to Kill” e “Pearl”, ambas com a arte do Patrick Gleason. O brasileiro Ivan Reis, que também tem um histórico monstruoso na Marvel e DC, já tendo sido desenhista dos Vingadores, da Liga da Justiça, do Lanterna Verde, Superman/Batman, Aquaman e várias outras. Ethan Van Sciver é um desenhista de mão cheia. Não o melhor, claro, mas ainda assim muito bom. Já desenhou Flash, Batman & Robin, Liga da Justiça, Lanterna Verde, Superman/Batman… E na Marvel foi desenhista pras histórias do Wolverine. Recentemente temos seu trabalho digamos que “razoável” substituindo o David Finch na revista “The Dark Knight” dos Novos 52.

Tudo certo até ai? Claro, não tem como dar errado, pois só falei da equipe. Agora que começa a pedreira. Mais uma vez digo a todos: O texto pode ter erros, não estou afirmando que tudo aqui está na ordem cronológica certa, pois estou mesclando quase 20 anos de história de várias sagas diferentes de séries diferentes em um único texto. Também estarei passando por cima de alguns (vários detalhes), ainda assim explicando da melhor forma possível todos os itens NECESSÁRIOS, para assim ninguém entrar as cegas no texto da “Noite Mais Densa“. Mesmo esquema que fiz no texto da Crise Infinita e no da Crise Final. Comprem muitas pilhas, e que sejam Duracell, pois Panasonic e genéricas não acendem nem o flash de uma câmera. Agora cai “A Noite Mais Densa”.

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INTRODUÇÃO

Tropa dos Lanternas Verdes, Tropa Sinestro, Tropa dos Lanternas Vermelhos, Tribo Indigo, Tropa dos Lanternas Azuis, Estrelas Safira, Tropa dos Lanternas Laranjas, Tropa dos Lanternas Negros, Anel Branco… Vários grupos usando a energia conhecida como “the glow”, umas existem a mais tempo que outras, cada uma com sua cor, cada uma movida por algo diferente, cada um com seus representantes, generais e planeta base. Quem são, como surgiram, o que é “the glow”… Eu disse que tudo ia ficar pior, não disse? Então vamos por partes.

Darkstars

Darkstars

Mais uma vez, temos uma horda de personagens e uma trama complexa. Tudo bem que agora temos o alivio de não ter vários universos funcionando ao mesmo tempo, nem personagens repetidos de cada universo circulando juntos lado a lado, como na Crise Infinita, e o alívio de não termos a fonte do universo querendo travar a guerra de 2 planetas formados por deuses, como na Crise Final.

“Então pra entender essa saga é mais mole que mastigar água”. Nem tanto. Lembram que no texto de introdução da Crise Final eu contei as origens dos povos mais antigos do universo, dentre eles os Maltusianos, do planeta Maltus, raça cujo o cientista Krona fazia parte, sujeito este que acabou criando o Multiverso sem querer? Muito bem, boa memória de vocês. Pra quem não lembrou nem da metade é só caçar aqui no blog.

Manhunters

Manhunters

Então, no texto eu comentei que os maltusianos sentiram-se culpados pela cagada em escala estelar do Krona e então foram para o planeta que fica no centro do universo em que viviam, Oa. E lá, tomaram a função de Guardiões do Universo. No outro texto eu encerrei a explicação sobre eles por ai, pois se eu fosse explicar MAIS isso dentro daquele texto, o bordel estava feito, só faltaria as placas dizendo pra não sujar as cortinas. Certo, eles foram pra Oa e se tornaram os “Guardiões do Universo”. Que isso? Parentes do He-Man? Eles se tornaram guardiões como? Voam por ai fazendo justiça?

Zamaron

Zamaron

Há uns 3 ou 4 bilhões de anos, antes da Tropa dos Lanternas Verdes surgir, os maltusianos sofreram sub-divisões. Alguns deles eram mais chegados no método “pau que bate em chico bate em francisco”. Negócio era resolver na porrada, meios mais práticos e violentos, fazer a barba no tapa. Outros achavam que isso era extremo demais, eram mais “racionais”, e no meio da confusão, estavam também as maltusianAs, as fêmeas da raça. Os maltusianos separaram-se nesses 3 grupos. Os mais violentos sairam de Oa e formaram os “Darkstars”, as fêmeas se mandaram também pro planeta Zamaron, e os que restaram, ficaram em Oa como os Guardiões do Universo.

Atrocitus

Atrocitus

Até este ponto o que vocês devem lembrar bem pois puxarei novamente mais a frente é sobre as maltusianas de Zamaron. Este é o primeiro passo para o surgimento das “Estrelas Safira”.

Os Guardiões tinham que fazer o que o nome diz, guardar, zelar, proteger. Eles criaram uma pilha de robôs chamados “Manhunters” para vigiar o universo. Posteriormente o projeto encasquetou, pois os Guardiões os enviaram para pegar o Krona no tapa (lembram o tal cientista que criou o Multiverso?) e a magia virou contra o feiticeiro, Krona meteu um glitch/tilt nos robôs, passando a não julgar direito as ações e eles então entraram em conflito com os Guardiões, atacaram Oa e o escambau, a batalha durou bastante tempo, mas os Guardiões venceram e expulsaram os robôs que restaram.

Abin Sur

Abin Sur

Eles se juntaram em algum outro canto como uma sociedade de robôs ou algo do gênero, mas não vem ao caso.Enquanto esses robôs estavam rodando por ai com tilt, ou seja, antes dos Guardiões colocarem um fim no recreio espacial deles, os manhunters tocaram um terror pelo universo. Um dos lugares que eles fizeram uma visitinha de médico (médico tipo Jack Estripador) foi no Setor 666. Lá, havia o planeta Ryut, onde vivia o alien chamado Atros. (Alien pra nós, pra ele nós é que somos os aliens). Foi o chamado Massacre do Setor 666.

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Massacre do Setor 666

Empire of Tears

“Empire of Tears”

Atros apesar de feio igual batida de fusca, era do bem, psicólogo, casado, com filha, tinha sua família e tal… Mas os manhunters chegaram lá e detonaram com tudo e todos. Em todo o Setor, sobraram apenas 5 pessoas. Dentre eles o Atros, que a partir de então, passou a se chamar Atrocitus. Este desenvolveu ódio em cima do Krona, óbvio. Quem leu as primeiras histórias do Lanterna Verde sabem. Abin Sur caiu na Terra, morreu, Hal Jordan foi selecionado pelo anel… Lembram? Abin Sur caiu aqui carregando o Atrocitus, “detido”. Sabem porque Abin Sur carregava Atrocitus naquele dia? Conto depois, antes vamos voltar a época dos manhunters.

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Livro de Oa

Os 5 sobreviventes passaram a se chamar “The Five Inversions” (Os Cinco Inversões), e juntos formaram o “Empire of Tears”, ou Império das Lágrimas, cuja base era no planeta Ysmault, que fica no Setor 2814… Que é o mesmo setor da Terra. O Império que trouxe terror a algumas galáxias e ainda conseguiu meios de ver o futuro, mais exatamente o fim da vida no universo, a concretização da profecia dos Guardiões do Universo, profecia essa que faz parte do capitulo secreto do “Livro de Oa”.

O Livro de Oa é tipo a bíblia espacial. Lá é contado tudo, desde a origem dos guardiões até o tal fim da vida no universo. Esse fim é dividido em 3 partes, cuja segunda é a invasão de Sinestro na Terra e a terceira a “Noite Mais Densa” em si. “Qual a primeira parte?”, é a que está escrita no livro.

“Uma face de metal e carne falará sobre os segredos dos 52 O medo nascerá  A força de vontade se acumulará. E uma onda de luz vai desvendar a verdade sobre os anéis” 

“Uma face de metal e carne falará sobre os segredos dos 52 (No caso, os 52 universos). O medo nascerá (nascimento da Tropa Sinestro) A força de vontade se acumulará. (Retorno da Tropa Verde graças a Kyle Rayner) E uma onda de luz vai desvendar a verdade sobre os anéis”
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Lanternas Verdes

Os Guardiões lutaram contra o tal império, contra os 5 sobreviventes do Setor 666. Os caras mandaram um monte de Guardiões pro saco, mas terminaram derrotados e crucificados no próprio planeta onde era a base do império. Os Guardiões então declararam que Ysmault era território proibido a todos. Devido ao defeito dos robôs, conflito e todo resto, os Guardiões decidiram que serem vivos julgariam melhor que os menhunters pelos setores do universo, e então nasceu a Tropa dos Lanternas Verdes.

“Opa,então os Guardiões foram na região administrativa ali do lado de onde tira segunda via de CPF e registraram a “Tropa dos Lanternas Verdes” como pessoa jurídica e começaram a pagar IPTU lá em Oa” Não, definitivamente não. Ninguém merece. Os Guardiões são maltusianos, uma raça hiper evoluída e genial. Com o tempo eles aprenderam a controlar o que eles chamam de “The Glow”, ou “o brilho”, não sei a tradução. Trata-se da energia do espectro emocional, que é um tipo de campo de energia invisível alimentado pelos sentimentos de todos os seres conscientes. Há vários tipos, mais exatamente 8 tipos, como eu disse no inicio: Verde, Violeta, Indigo, Amarelo, Laranja, Vermelho, Azul, Preto e Branco.

Pra quem não entendeu o papo de “campo de energia invisível”, imaginem a tal Força de Aceleração de onde todos os Flash (menos o Garrick) tiram seus poderes, é quase a mesma teoria. Espero que esse exemplo ajude ao invés de atrapalhar. Enfim, os Guardiões sabem a manipular aquilo que chamam de ”The Glow”, e passaram a usar a verde que é alimentada por força de vontade, criando a Tropa dos Lanternas Verdes. Tcharam.

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Estrelas Safira

As maltusianas que foram pra Zamaron manipularam a violeta, que é alimentada por amor, criando as Estrelas Safira. “O que se faz por amor está além do bem e do mal”… Citação relâmpago de Nietzsche, só aproveitando a brecha, associem como achar melhor. As Estrela Safira são imundes a energia vermelha e laranja, e tem o poder único de “manter em suspensão” qualquer ser usando o poder do amor. É como se paralisasse por completo o ser, e dependendo do poder empregado, pode haver força para suspender um planeta inteiro.

Larfleeze

Larfleeze

Os Guardiões descobriram que no planeta Okaara, no Sistema Vega, residia Larfleeze, o líder e único membro da Tropa dos Lanternas Laranjas. Larfleeze em alguns casos chega a ser engraçado de tão extremista e ignorante que é. Para ser um Lanterna Laranja você tem que ter alguns requisitos tipo ser “O” mais egoísta, “O” mais avarento, “O” mais ganancioso… E claro que se alguém assim é o líder da tropa, ele não vai querer que mais ninguém tenha a energia laranja pra si, sendo assim o único da tropa. Por isso eu disse que chega a ser ignorante.

Natromo

Natromo

Bem, é ignorante mas ainda assim poderoso. Os guardiões preferiram entrar em um pacto de paz com Larfleeze (também conhecido como Agente Laranja). O Sistema Vega onde fica o planeta Okaara passa então a ficar fora da jurisdição dos Lanternas Verdes, ficando para Larfleeze, e este então não incomodaria o resto do universo. Ok, temos os Lanternas Verdes. Cada setor é responsabilidade de um lanterna diferente. O Setor 2814 (onde fica a Terra), ficou sob os cuidados do Abin Sur (o tal que caiu na Terra carregando o Atrocitus em uma nave). Em uma de suas missões pelo Setor 2814, ele chegou no planeta “Nok”, que estava sendo barbarizado por exploradores. Abin Sur conheceu um tal de Natromo, e juntos (pra não entrarmos em outros mil detalhes) eles conseguiram resolver os saracutacos em Nok. Lá em Nok eles descobriram a fonte da “Glow Indigo” numa cachoeira/caverna no fundo da mata, negócio meio Indiana Jones mesmo.

Thaal Sinestro

Thaal Sinestro

Os indígenas de Nok usavam o calor gerado por essa fonte de energia pra forjar suas armas, mas Abin Sur e Natromo fizeram mais do que forjar uma “arma”, eles forjaram o primeiro anel índigo, Natromo ficou no planeta tomando conta do investimento e Abin Sur vazou para atender seus deveres como Lanterna Verde.

Tempo passa, coisas acontecem, ele é designado para treinar Thaal Sinestro, um novo Lanterna Verde, as coisas continuam acontecendo… E em algum ponto NÃO MAIS QUE DE REPENTE, cai uma nave em Ysmault, o tal planeta proibido que foi base do “Empire of Tears” e serve de “prisão” dos “Five Inversions”. Abin Sur caçou pela nave ou sobreviventes, mas ao invés disso encontrou um dos 5 elementos. Ele ofereceu para Abin Sur a resposta de 3 perguntas, sobre qualquer coisa, inclusive sobre o futuro.

Abin Sur fez a primeira pergunta: “Cadê a galera que caiu aqui?” (não com essas palavras). O demônio respondeu, o Lanterna procurou onde ele disse e lá estava a sobrevivente. O Lanterna cometeu um grande erro, perguntou sobre seu futuro. O demônio disse que ele morreria porque seu anel falharia. Para nós aqui resta pensar “Se ele NÃO soubesse que o anel falharia com ele, a sua força de vontade continuaria intacta e então de fato o anel NÃO falharia?”. Pois é, EU acho que sim, mas como o sujeito plantou a semente, ferrou. Não satisfeito, ele pergunta sobre o destino da Tropa dos Lanternas Verdes, e o vidente/cigano espacial fala sobre a “Noite Mais Densa”. Abin Sur entra em parafuso com as péssimas novidades tanto pro seu futuro quanto pro futuro da tropa. Fica fazendo visitas a Ysmault para obter métodos de impedir que a “Noite Mais Densa” aconteça. Em algum ponto da história aproximadamente nessa época, Abin Sur pega uma criminosa do pior tipo e a carrega pra Nok, o planeta onde fica a fonte de energia indigo, onde ele deixou o Natromo tomando conta das coisas, lembram? A energia indigo é alimentada pela compaixão dos seres, e o poder do anel é “diferente”. Ao colocar o anel em um criminoso cruel, a energia indigo “limpa” o sujeito. Resumindo grosseiramente: o cara se arrepende e fica do bem. Eles fazem o teste na criminosa que o Abin Sur levou, uma tal de Iroque, que se não me engano foi a criminosa que matou a filha do Abin Sur. O tal primeiro anel indigo que ele forjou junto do Natromo foi usado nela e consertou a mulher. Vendo o efeito, trataram de correr com mais anéis e Abin Sur saiu pegando tudo que era vagabundo cruel no espaço e levando pra Nok, para então “convertê-los” ao bem, talvez assim impedindo a “Noite Mais Densa”. Numa das partidas, Abin Sur diz que voltará… Mas então correm os eventos de sua queda de nave na Terra, e este morre (não retornando mais a Nok, evidente). Aqui então podemos marcar como a criação da Tribo Indigo. O poder especial deles, fora os normais que são iguais aos dos verdes, é a capacidade de impedir que os demais anéis traduzam a linguagem dos indigos e a capacidade de copiar os poderes de qualquer outro anel de qualquer outra tropa que esteja próximo. Fora esse poder de “converter” criminosos em pacifistas.

E já que falei da queda do Abin Sur na Terra… eu disse que voltaria o assunto a este ponto e aqui estamos: Se Atrocitus estava preso em Ysmault com os seus companheiros do “Five Inversions”, e todos (até os lanternas) estavam proibidos de ir a Ysmault, com que cargas d’água o Atrocitus foi parar numa nave com o Abin Sur? “Do que adianta falar todos os motivos? Às vezes basta um só, às vezes nem juntando todos”… Pois é, neste caso basta um. Já foi dito aqui que Abin Sur desceu em Ysmault, trocou um palavreado com um dos 5 elementos, fez 3 perguntas que detonaram com seu juízo… Mas até ai estava todo mundo preso no planeta. Como o Atrocitus foi parar na nave do Abin Sur? E porque diabos o Abin Sur sendo um Lanterna Verde estava usando uma NAVE se ele tem um anel energético que o faz voar pelo espaço? O fato dele estar usando uma nave é simples: Insegurança. Ele foi avisado que morreria devido uma falha do anel, ele então deixou de confiar no anel pra voar pelo espaço e passou a usar uma nave. E o Atrocitus? Pois bem. Abin Sur ficou meio pinel com esse papo de Noite Mais Densa e queda da tropa dos Lanternas Verdes (fora sua própria morte), como eu disse ele praticamente foi o responsável pela criação da Tribo Indigo, mas correr atrás do prejuízo dantes da confusão apertar ainda não lhe bastou, ele queria mais “segurança” contra o evento macabro que estava por vir. Ele soltou Atrocitus em Ysmault, e o prendeu dentro de sua nave usando os poderes de seu anel verde, e então foi pilotando rumo a Terra, onde começa todo o processo da Noite Mais Densa. Ele queria que Atrocitus o levasse até a fonte do problema, mas Atrocitus (ao contrário do que aparenta) é bastante inteligente, e começou a incitar medo no Lanterna Verde, e seus constructos que seguravam Atrocitus se romperam. Atrocitus fez um talho maior que o Empire State no peito do Abin Sur, e a nave caiu. Atrocitus saltou antes, se mandando e indo sozinho a encontro do tal “início” da Noite Mais Densa.

Abin Sur and Atrocitus

Abin Sur e Atrocitus

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ESPECIAL: Jogos do Batman

Alô, gamers que frequentam o Batman Guide!

Hoje falta exatamente UM MÊS para o lançamento do novo jogo do Batman, o Arkham Origins! Você já leu sobre ele nos nossos dois especiais aqui do Batman Guide?

▪ Arkham Origins: Preview, Galeria de Imagens e Vídeos (29/04)
▪ Arkham Origins: Novas Informações, Galeria de Imagens e Vídeos (25/08)

E para comemorar essa data, o Batman Guide traz com exclusividade para você um ESPECIAL com todos os games do Batman, desde 1986 até 2012!
Para conseguir fazer esse post foi necessária MUITA pesquisa, porque eu não pude jogar todos. Eu me esforcei ao máximo para ser clara nas minhas expressões, peço desculpas se eu tiver deixado passar algo, afinal não sou especializada em crítica de videogames. Caso haja alguma imprecisão, por favor me avisem nos comentários.
Preciso agradecer ao meu queridíssimo amigo Paul Richard pela soberba resenha feita para o game “Arkham Asylum”. E também agradeço ao Augusto, que fez com maestria os textos sobre o famoso jogo Arkham City!
Não foram considerados os jogos educacionais do Batman e os jogos lançados apenas para para plataformas portáteis.

Sem mais delongas, é hora de conhecer melhor a história do Morcegão nos games! Boa leitura!

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“Batman” (1986)
“Batman: The Caped Crusader” (1990)
“Batman – The Video Game” (1990)
“Batman Returns” (1992)
“Batman: Return/Revenge of the Joker” (1992)
“The Adventures of Batman & Robin” (1994)
“Batman Forever: The Arcade Game” (1996)
“Batman & Robin” (1997)
“Batman Beyond: Return of the Joker” – (2000)
“Batman: Gotham City Racer” (2001)
“Batman: Vengeance” (2001)
“Batman: Dark Tomorrow” (2002)
“Batman: Rise of Sin Tzu” (2003)
“Batman Begins” (2005)
“Lego Batman: The Videogame” (2008)
“Batman: Arkham Asylum” (2009)
“Batman: The Brave and the Bold – The Videogame” (2010)
“Batman: Arkham City” (2011)
“Lego Batman 2: DC Super Heroes” (2012)

“Batman” (1986)

Desenvolvedora: Ocean Software
Designers: Bernie Drummond e Jon Ritman
Plataformas: Amstrad CPC, Amstrad PCW, MSX, Sinclair ZX Spectrum

CAOAO primeiro jogo do Batman foi desenvolvido em uma perspectiva isométrica 3D (leia mais sobre isso aqui) do gênero ação/aventura. A primeira versão foi considerada um dos jogos mais populares, muito bem recebido pela crítica e tornou Batman popular também nos videogames.
Com um visual monocromático em 8-bit, o roteiro se desenvolvia da seguinte forma: Robin havia sido capturado pelo Coringa e pelo Charada enquanto consertava o Batmóvel. O jogador, no papel de Batman, deveria procurar pelo garoto-prodígio ao longo do mapa, mas para isso era preciso reunir as 7 partes faltantes do bat-móvel que faltavam e estavam espalhadas por aí.

Os equipamentos eram:

  • Bat-bag, uma maleta que permitia carregar os objetos;
  • Jet Bat-boot, botas que permitiam longos pulos;
  • Batthruster, um propulsor que permitia a movimentação enquanto você caia (talvez uma espécie de precursor do Bat-claw dos jogos modernos?);
  • Low Gravity Batbelt, um cinto de utilidades que reduzia pela metade a velocidade da queda.

Itens disponíveis:

  • Extra Life, para aumenta o número de vidas;
  • Energy, que aumentava a velocidade durante determinado tempo;
  • Shields, tornava Batman invulnerável por determinado tempo;
  • Jump, que duplica a capacidade normal de pulo de Batman.

Batman foi o primeiro jogo a ter a opção de um sistema de checkpoint, como opção para jogadores que quisessem recomeçar o jogo de determinado ponto. O checkpoint era um Batsinal, custava uma do máximo de 8 vidas possíveis para o Morcego, e você podia retornar com a mesma health , itens e equipamentos.
Um remake freeware foi lançado em 2011 com o nome de Watman (clique aqui para ver), e em 2002 foi lançado um remake para for Game Boy Advance sob o nome de Gwatman.

“Batman: The Caped Crusader” (1990)

Desenvolvedora: Special FX Software Ltd
Designers: Jonathan Smith, Charles Davies e Keith Tinman
Plataformas: Amiga, Amstrad CPC, Atari ST, Commodore 64, MS-DOS, ZX Spectrum

CapaNesse jogo no estilo arcade, Batman enfrenta dois de seus maiores inimigos: o Penguim e o Coringa. O jogo se divide em duas partes separadas, uma para cada vilão, que podiam ser jogadas em qualquer ordem.
Batman enfrentava os inimigos com socos, chutes e seu batarangue, e também resolvia desafios que apareciam em seu caminho.
Os gráficos foram baseados no estilo dos painéis de quadrinhos. Quando você entrava em uma nova parte do mapa, a área antiga não desaparecia do nada, mas ia sendo incorporada ao background. A Your Sinclair deu a esse jogo um ranking 9/10, por seus gráficos expressivos e o sistema de divisão em duas partes. A Computer Gaming World também fez uma critica positiva a respeito dos gráficos.
Batman: the Caped Crusader foi considerado um jogo a frente do seu tempo por ser mais voltado para a resolução de puzzles para prosseguir no jogo do que na ação, em bater nos vilões e dirigir o Batmóvel cheio de luzes coloridas.
Foi considerado um jogo complexo, porque em nenhum lugar se explicava o que você tinha que fazer – ao contrário da maioria dos jogos dos anos 80, em que as instruções vinham junto com o manual do jogo. O jogador não tinha uma pista do que iria enfrentar, e precisava ir na base da tentativa-e-erro.

“Batman – The Video Game” (1990)

Desenvolvedora: Ocean Software
Plataformas: Amiga, Amstrad CPC,Apple II, Atari ST,Commodore 64, MS-DOS,ZX Spectrum

CapaEsse jogo foi baseado no filme de 1989 de Batman. Consistia em 5 estágios baseados nos evento diretamente do filme. Cada estágio tinha um tempo limite e um medidor de energia, que era o rosto do Batman se transformando em rosto do Coringa conforme ia perdendo vida.
O primeiro estágio era Batman navegando pelo Axis Chemical Plant para enfrentar Jack Napier, no incidente em que ele se tornou o Coringa (!) Nesse nível, o jogo oferecia a opção de utilizar o Batarangue para se defender dos inimigos, acessar plataformas e pular vãos.
No segundo nível, Batman usava o Batmóvel para destruir pontos de tráfico e evitar a polícia. No terceiro nível, tinhamos um puzzle em que Batman precisava decifrar os componentes do Smilex, a toxina mortal que Coringa havia vendido na cidade. O quarto nível se passava numa Parada promovida por Coringa, e ele precisava usar os batarangues para cortar balões cheios de gás venenoso que sobrevoava a cidade, sem estourar os balões. E o nível final era uma continuação do primeiro nível, em que Batman encontrava Coringa no topo da Catedral de Gotham para o confronto final. A maioria dos elementos foi criada somente para o jogo.

Algumas das armas utilizadas:

  • Fisticuffs – a arma principal de Batman, o soco, que era um dos ataques mais úteis. Não gastava munição, e destruía a maioria dos inimigos com poucos golpes;
  • Batarang – Consumia uma unidade de munição por lançamento, mas podia acertar vários inimigos de uma vez. Utilizada para quando Batman estava longe demais para acertar os inimigos com um soco;
  • Spear Gun – Um lança-dados que consumia duas unidades de munição, e podia atingir um inimigo através de todo o cenário;
  • Dirk – Um ataque de três discos, útil contra inimigos que estavam num andar abaixo. Consumiam três unidades de munição.

Power-ups:

  • Bonus Item – Dava ao Batman 1000 pontos;
  • Pellet Item – Concedia 10 unidades de munição.

“Batman Returns” (1992)

Desenvolvedora: NES, SNES,Mega Drive/Genesis,Mega-CD, Master System,Game Gear, Lynx, Amiga,PC
Designers: Dentons (Amiga) / Spirit of Discovery (PC) / Aspect Co., Ltd. (Game Gear, Sega Master System) / Acme Interactive / Malibu Interactive (Mega Drive/Genesis, Mega-CD/Sega CD) / Atari (Lynx) / Konami (NES, SNES)
Plataformas: NES, SNES,Mega Drive/Genesis,Mega-CD, Master System,Game Gear, Lynx, Amiga,PC

BatmanReturnsCoverartO jogo foi uma versão de videogame para várias plataformas baseada no filme de mesmo nome. A versão para o Sega (Sega Mega Drive/Genesis, Sega Mega-CD, Sega Master System e Sega Game Gear) foi publicada pela própria Sega, enquando as versões do NES e do Super NES foram desenvolvidas e publicadas pela Konami. A versão para PC foi publicada pela Konami e desenvolvida pela Spirit of Discovery. A versão para Amiga foi desenvolvida pela Denton Designs e publicada pela Konami e, por fim, a versão para Atari Lynx version foi publicada pela própria Atari.
A versão de SNES lançada em 93 e era basicamente um jogo de luta em que você precisava ir em direção à direita do mapa (beat’em’up e side-scrolling), que era muito popular na época. Os cenários contemplavam 7 cenas do filme “Batman Returns”. Vários membros do “Red Triangle Circus Gang” atacavam Batman durante o jogo, e ele se defendia com as armas que tinha disponíveis. Havia cenários em 2D e em 3D, e cada fase terminava com um chefe, que precisava de um pouco mais de esforço para ser vencido.
O quinto nível consistia em Batman dirigindo o Batmóvel para perseguir uma gangue num van fortemente armada, e o Batmóvel usava uma arma poderosa para atirar. As críticas ao jogo foram positivas, a despeito de alguns comentários sobre sua falta de originalidade. Os gráficos, sons e controles foram o motivo dos elogios. Na versão do NES, o jogador só tinha uma barra de vida, que podia ser expandida através de itens encontrados no cenário. Havia um sistema de save com senha. A versão de Mega Drive/Genesis eram mais ou menos idênticas, mas a edição do CD também continha um CD de áudio com animações da arte do jogo, e alguns níveis de corrida em 3D. A versão para Atari Lynx era em 2D, com alguns dos melhores gráficos para Atari já disponíveis. Esse jogo foi conhecido por ser um dos mais difíceis até então. A versão para PC, publicada pela Konami, era considerada um jogo de aventura porque também misturava elementos de estratégia e RPG.
A versão para Amiga foi controversa porque trazia um bom número de bugs, e era praticamente impossível de jogar.

“Batman: Return/Revenge of the Joker” (1992)

Desenvolvedora: Sunsoft / Ringler Studios (Genesis)
Designers: Naoki Kodaka, Nobuyuki Hara, Shinichi Seya (NES) / Tommy Tallarico (Mega Drive) / David Whittaker (SNES)
Plataformas: NES, Game Boy,Sega Mega Drive/Genesis

600full-batman--revenge-of-the-joker-cover“Return” é o título para NES e Game Boy, enquando “Revenge” é o título para Sega/Genesis. O roteiro começa com Coringa escapando do Asilo Arkham, e tentando deixar Gotham no caos. O modo de jogo é basicamente scrolling lateral com várias técnicas de pulo, defender-se de inimigos e chefes e impedir que Gotham seja tomada pelo Coringa.
Os gadgets de Batman são um cinto de utilidades que o permite coletar ícones ao longo dos estágios. Ele é armado com vários tipos de batarangues e projéteis (exceto na versão de Game Boy, que possuía apenas um batarangue). Era possível fazer power-ups das armas em caixas ao longo dos níveis, e também coletar energias. Os chefes possuíam uma inovação em relação aos jogos anteriores: ao invés de Batman perder energia por um sistema de “barras”, energia ia diminuindo por pontos, aumentando a variação possível danos ao levar golpes dos chefes.
Os níveis eram compostos de uma fase na neve, um trem em movimento, uma base militar, torres de observação… Dois níveis específicos requeriam que você corresse e evitasse explosões ao longo dos carros que pegavam fogo nos níveis. Batman também precisava usar um jetpack em algumas missões.
A versão para console possui um ponto de save com senha, para voltar ao ponto em que se parou no jogo; e na versão para Game Boy era possível selecionar um nível no começo do jogo.

“The Adventures of Batman & Robin” (1994)

Desenvolvedora: Konami (SNES), Clockwork Tortoise (Mega Drive/Genesis e Mega-CD/Sega CD), Novotrade (Game Gear)
Designers: Jesper Kyd (Mega Drive/Genesis)
Plataformas: Super NES,Mega Drive/Genesis,Mega-CD/Sega CD,Game Gear

Adventures_of_Batman_and_Robin_SNESNesse jogo, boa parte dos vilões de Batman aparece: Coringa, Hera Venenosa, Pinguim, Mulher-Gato, Duas-Caras, Espantalho, Charada, Cara-de-Barro, Arlequina e Homem-Morcego. Alguns personagens aparecem para dar um suporte ao Morcego: Alfred, o Comissário Gordon e Bárbara Gordon.
O jogo consiste em um jogo de corrida e tiro onde Batman e Robin precisam parar o Senhor Frio, que planeja congelar Gotham. Para impedir que a Dupla Dinâmica o encontre facilmente, Frio liberta Coringa, Duas-Caras e o Chapeleiro Maluco do Arkham, cada um com sua fase: Coringa rouba diamantes de Gotham, Duas-Caras planeja invadir Gotham de avião e o Chapeleiro Louco está criando um exército de robôs para atacar a cidade.
É possível duas pessoas jogarem simultaneamente; um com Batman e um com Robin. Os dois personagens são equiparados em poder de fogo, usam batarangue, maças ou shurikens para longos ataques. Existem quatro níveis que consistem em diversos estágios. Em alguns níveis é possível controlar aviões também.
Foi considerado um jogo difícil de se completar, mas um portfólio interessante dos feitos visuais e sonoros que o Mega Drive e o Genesis possuíam até então.

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Arkham Origins: Novas Informações, Galeria de Imagens e Vídeos

Oi!
Hoje faltam exatamente 2 meses para o lançamento do jogo Arkham Origins, o novo game do Batman produzido pela Warner Bros de Montreal.
E aí? Estão ansiosos pelo Arkham Origins? Que fã não estaria. Talvez um que não fosse poder jogar por falta de capacidade no pc ou falta de recursos pra um video-game. O capitalismo tem esse lado maldito, esfrega na sua fuça coisas maravilhosas que você não pode ter.
Mas nosso trabalho é trazer a quem vai jogar e a quem não vai os detalhes que tem sido lançados sobre esse jogo. É sobre o Batman, claro que iríamos falar disso.

Imaginei o Arkham Asylum. Ok, agora aumentem o cenário, mudem uns equipamentos, melhorem o uniforme, coloquem mais personagens e mais mistérios e enfim temos o Arkham City. Agora melhorem TUDO e voltem no tempo. Não faz sentido, mas esse é o Origins.

Esse é o segundo post sobre o Arkham Origins. Para não ficar repetitivo, não trarei as informações que já estão no primeiro post; então vou pedir para que você leia o primeiro texto antes de ler esse aqui.

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Recapitulando um pouco, já sabemos que teremos um Batman jovem, ainda no começo da carreira de vigilante em Gotham City, que tem a cabeça posta a prêmio por Máscara Negra, atraindo 8 perigosos vilões do mundo DC para matar o Morcego.

Em entrevista ao site VG247, o diretor criativo do game Eric Holmes nos explica que Batman está foragido graças a desavenças com o Comissário Gordon (uma constante entre eles, apesar do ótimo trabalho em equipe que eles fazem). Então, além de descobrir porque Máscara Negra o quer morto, Batman ainda precisará provar ao DPGC que está do lado deles – e utilizará Pinguim para obter essa informação. Aliás, ponto interessante é que veremos um dos primeiros encontros entre Pinguim e Batman, e descobrir um pouco da razão pela qual eles se odeiam tanto. Para ajudá-lo nesse interrogatório, ele contará com Batwing para interceptar a base de operação de Pinguim. Não poderemos controlar Batwing diretamente, mas poderemos destruir as torres de redes que porventura bloquearem o seu vôo. Também haverá a oportunidade de destruir sensores que atrapalham as habilidades de Batman em certos pontos do cenário.

Segundo imagens vazadas, um dos cenários será Bat-caverna, em que Batman se encontrará brevemente com Alfred como parte de alguma missão específica, para levantar informações sobre os vilões com os seus recursos tecnológicos. É provável que haja alguma participação dele como Bruce Wayne.

Multiplayer

O modo multiplayer do jogo foi uma das coisas que mais me chamou atenção (e me deixou ansiosa): Não será o tradicional 1 x 1, mas sim o sistema de “2 contra 3 contra 3” (2 vs 3 vs 3, no original). Como diabos isso funciona? Dois jogadores controlarão Batman e Robin, e enfrentarão outros 6 jogadores que representarão os capangas de Coringa e os capangas de Bane. Os capangas também possuirão equipamentos, além de um sistema de visão parecido com a função “visão de detetive” de Batman, minas terrestres e afins.
O objetivo dos vilões é chegar primeiro a um determinado ponto do cenário em que eles se tornarão Coringa ou Bane, adquirindo mais poder de fogo. O objetivo dos jogadores que controlarem Batman e Robin é não serem vistos, já que eles não possuem os mesmos recursos mortais que os inimigos.

Serão mostrados rankings de combate, de acordo com o seu desempenho nas lutas com os capangas. São eles:

S – Apex Vigilante
A – Mythical Vigilante
B – Master Vigilante
C – Warrior Vigilante

Teremos o modo “1 vs. 100”, em que o objetivo é sobreviver a uma luta com 100 inimigos. Assumir o papel de Exterminador que se move mais lentamente e usa um cajado, pistolas e bombas.
Provavelmente teremos desafios e troféus, mas ainda não se sabe se eles estarão ou não envolvidos com Charada.

Viloes

VILÕES PRINCIPAIS

Dos 8 vilões que estão programados para tentar matar Batman em Arkham Origins, 5 já foram revelados:

  • Exterminador (Deathstroke)

  • Pistoleiro (Deadshot)

  • Bane

  • Cobra Venenosa (Cooperhead)

O anúncio da aparição de Cobra Venenosa em Arkham Origins se deu na San Diego Comic-Con, em julho. Com o visual baseado na reformulação proposta pelos Novos 52, Cobra Venenosa será uma mulher (na versão original era um homem) e atacará Batman usando seus artefatos venenosos e sua habilidade de artes marciais/performance de circo.

  • Vagalume (Firefly)

Esse vilão foi revelado essa semana. Utilizando de suas habilidades piromaníacas, ele também está atrás da recompensa pela cabeça de Batman.

VILÕES SECUNDÁRIOS

  • Anarquia e capangas

O vilão Anarquia estará atrapalhando a vida de Batman plantando bombas pela cidade
Ele é contra qualquer forma de sistema organizado, mas que acha que está fazendo a coisa certa, como diz Eric Holmes. Cito:

“Ele não gosta de grandes corporações tentando controlar nossas vidas, ou o governo nos dizendo o que fazer. E ele acha que essas instituições devem ser chutadas, e ele quer destruí-las.” (Tradução minha desse link)

E como ele vai fazer isso em Arkham Origins? De uma maneira brilhante: ele vai plantar bombas na fundação dos principais edifícios dessas instuições em Gotham City, e Batman precisará achá-las e defusá-las a tempo.

Anarquia

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Comentários sobre a polêmica envolvendo Grant Morrison e o final de “A Piada Mortal”

Olá!
Estamos aqui para um post excepcional. Atendendo a vários pedidos, eu e o Augusto viemos hoje comentar a mais recente polêmica envolvendo os quadrinhos do Batman.

No último dia 16, o autor Grant Morrison fez uma série de afirmações bastante controversas a respeito de uma das obras clássicas do Batman durante a gravação de um podcast com Kevin Smith. Ele se refere à HQ “A Piada Mortal“. Você pode ler a minha resenha clicando aqui (por favor, leia antes de prosseguir o texto).

CAPA

Morrison, roteirista de HQs como “Batman e Filho”, “Luva Negra” e “Descanse em Paz”, veio a publico rever o final da história “A Piada Mortal”, de Alan Moore e Brian Bolland. Vamos rever a última página.

Ultima página

Ele afirma que, nesse encerramento, Batman MATOU Coringa apertando sua garganta com as mãos. Ele diz:

“Ninguém entende o final, porque o Batman mata o Coringa. Por isso se chama A Piada Mortal. O Coringa conta a Piada Mortal no fim, Batman estica suas mãos e quebra seu pescoço, e por isso a risada acaba e as luzes vão sumido, porque essa era a última chance de atravessar essa barreira. E Alan Moore escreveu a história definitiva de Batman/Coringa – ele finalizou tudo.”
“Mas ele [o artista Brian Bolland] fez de uma forma que ficou ambíguo, então ninguém precisa ter certeza, o que significa que não precisa ser a última história Batman/Coringa. É brilhante!”

Você pode ouvir esse trecho da entrevista no seguinte vídeo:

Posto isso, vamos à minha análise e, em seguir, a do Augusto.

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ENTENDENDO: Crise Final

Preparem seus objetos pontiagudos, tochas e correntes, vamos falar do Grant Morrison. Brincadeira, foi só pra descontrair. Sabem que o sujeito não é muito “querido” por suas decisões dentro de histórias e tal.
Hoje estamos aqui reunidos em nome da “Crise Final”, lançada em 2008 pela DC comics. Uma grande saga escrita (como eu disse antes) pelo Grant Morrison, e desenhado por Dough Mahnke, Marco Rudy, Carlos Pacheco e J. G. Jones.
A história usa elementos que já existiam nas histórias da DC desde que o mundo é mundo, então tecnicamente eles não fizeram mais do que mesclar tudo de maneira equilibrada, fazer um crossover macabro de grande entre tudo que era elemento disponível e fazer tudo ter coerência (a parte complicada na vida do Morrison).

NOTA: Por favor, não confundir com as seguintes crises:

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Assim como na Crise Infinita, já lhes adianto que praticamente TUDO que ocorre de confuso ou sem pé nem cabeça, é devido a quantidade de informação que há dentro das histórias. Alguém ai sabe o que é a “Source” ou o “Source Wall”? Já ouviram falar de “Fourth World”? Sabem quem são Astorr e Drax? Pois é, informações inacessíveis dentro do universo Morcego. Não estamos falando de Gotham, estamos falando de vários universos, do Multiverso.
Sabem quando algum conhecido de vocês fala “Nossa, mas essas Crises são uma confusão”, “Caramba, mais uma crise?!”, eles tem razão, é confuso DEMAIS, pois envolve elementos espaciais, dimensionais, povos de outros planetas, coisas de origem desconhecidas… Enfim, é meio como tentar explicar a origem do universo, da vida e etc. A origem de certas coisas ainda tem que ficar em branco.
As consequências dessas ideias do Morrison sempre mudam consideravelmente as coisas no rumo das histórias, depois da Crise Final, então… A coisa mudou MUITO, principalmente nos títulos do Morcego e do Azulão (outrora chamados de Batman e Superman).
“Porque tanto se fala em ‘confusão’ nessa Crise?”. É simples. O Sr. Grant Morrison tem uma aptidão inigualável pra fazer merda. Antes que digam que eu cuspi pro alto, eu já elogiei SIM as consequências da Crise Final em algum texto, pois pra mim abriu um leque de possibilidades e situações inimagináveis no universo do morcego, foi brilhante MESMO as novidades e mudanças inseridas, mas o CAMINHO pra se chegar até ali, e o CAMINHO pra se retornar a normalidade… É ai que mora o problema.
O que ele fez na Crise Final foi bom, o que ele fez nas histórias do Batman antes e depois da Crise é onde mora o problema. Geralmente o problema dele com os roteiros do Batman é sempre o CAMINHO entre a cabeça dele e o papel, o caminho entre o início e o fim da ideia. O Morrison é bom roteirista pra coisas de existência, espaço, planetas, raças, blablabla, é complexo sim, não tiro mérito dele, mas pra escrever Batman não deveria ser uma pessoa assim.
Não sei dizer se o Morrison é a contraparte do Brian Azzarello, pois o Azzarello é um roteirista perfeito para tramas urbanas, e o Morrison para tramas universais. Não achem o fato de um universo ser maior que uma cidade faz o Morrison mais criativo que o Azzarello, muito pelo contrário, para se fazer uma trama urbana BOA tem que ser criativo pacas, pois a trama urbana tem mais compromisso com realidade e um leque menor de possibilidades, coisa que não existe nas tramas universais.
Roteiros urbanos do Morrison são como contar uma piada faltando um personagem, ou contar uma piada esquecendo de dizer que eles estavam em um avião com o Papa, o Fidel Castro e o Michael Jackson. Você lê as histórias com a nítida sensação de que perdeu algo, ou que deixou de ler alguma história. Ele é daqueles que mudam as coisas DE QUALQUER JEITO pra chegar no resultado que ele bolou inicialmente.
Um EXEMPLO: Se pra fazer uma crise na qual o Superman morre no fim ele precisasse fazer com que houvesse um tipo de kryptonita cor-de-burro-quando-foge que quando o Clark encosta ele automaticamente EXPLODE, o Morrison simplesmente colocaria essa kryptonita no roteiro e dane-se a origem dela, dane-se quem encontrou, como encontrou e porque isso explode o Clark. Pro Morrison TANTO FAZ esse tipo de coisa. Capaz dele dizer “essa kryptonita cor-de-burro-quando-foge já existia desde sempre, eles só não tinham conhecimento”.
Bom, isto posto, não esperem total coerência entre os fatos, e se dêem por satisfeitos dele ter saído da DC esse ano. Vou fazer um resumo da Crise Final, totalmente a estilo do texto da Crise Infinita que temos aqui no blog. Não estranhem se parecer faltar alguma explicação quanto a algo, algumas coisas realmente não tem explicação.

Parte 1

Monitorxantimonitor

Monitor e Anti-Monitor

Começando do início: Na Crise Infinita fomos apresentados a serem antiguíssimos como o Monitor e o Anti-Monitor, que tem vários bilhões de anos de idade, cerca de uns 13 bilhões que eu me lembre (não que eu tenha estado lá no início pra confirmar).
Apesar do Anti-Monitor usar a antimatéria e o outro ser a contraparte que “desfaz”, isso não necessariamente faz deles os criadores do universo, nem os seres mais antigos do mesmo. O Monitor e o Anti-Monitor surgiram quase junto com a criação (acidental) do multiverso, coisa que foi desencadeada por um cientista habitante do planeta Maltus, planeta este em que surgiu uma das primeira raças inteligentes do universo, os maltusianos.
Quem fez a cagada que gerou o multiverso foi um cientista maltusiano chamado Krona. Pois é, até então, não existiam outras dimensões. Nada de Earth 2, Earth 3, Earth1/New Earth nem nada. Era só o universo, sem outras versões.

Krona

Krona

Como eu disse, Krona era um maltusiano. Os maltusianos posteriormente então tornaram-se os Guardiões do Universo. “Porque?”
Krona tentou assistir o momento de criação do universo usando uma máquina de “mesclar tempo”, é como se fosse uma “viagem no tempo controlada”. O experimento deu errado, e de alguma forma ele corrompeu o momento da criação do universo, a energia meio que transbordou… É complicado explicar. Digamos que o nosso Big Bang teve janelas a mais por onde vazar e graças a isso criou mais de um universo. Todos eles coexistem separados por uma fina camada vibratória. Esse transbordamento gerou o multiverso.
Hoje em dia, do lado de cá das páginas, nós estamos ai com o LHC tentando recriar um bigbang. Daqui a pouco fazem um multiverso sem querer, daí eu quero ver. Vai ser um tal de “Não fui eu, foi minha versão da Earth 2” pra tudo que é canto.
Os maltusianos vendo a barbeiragem que o Krona fez, sentiram-se responsáveis por tudo, e decidiram então por proteger o universo, deixaram o planeta Maltus pra trás e mudando-se pro planeta “Oa”, que é a sede da Tropa dos Lanternas Verdes atualmente. “Porque foram justo pra Oa?” O planeta Oa fica exatamente no centro do universo e a partir dali eles mapearam o universo em setores. Oa fica no “Setor 0”, Maltus no “Setor 38”, a Terra fica no “Setor 2814”, Krypton no “Setor 2813”, Daxam (planeta do Mon-El) no “Setor 1760”, Tamaran (planeta da Starfire) no “Setor 2828” e daí seguem as divisões.
Muito bem. Em uma das luas de Oa, nasce o Monitor, que é tipo a personificação de toda energia positiva dos universos. Como o multiverso é cheio de facetas, um dos universos que nasceram a partir da burrada do Krona foi o universo Anti-Matéria, que é uma cópia do nosso, só que todo ferrado em negatividade. Lá, o planeta que fica no centro do universo (equivalente a Oa) é Qwarf, e em numa lua de Qwarf quem nasce? O Anti-Monitor, a personificação de toda energia negativa.
O Monitor e o Anti-Monitor entram naquela guerra de bilhões de anos atrás que termina com ambos desacordados por uns 9 bilhões de anos, e acontece a “Crise nas Infinitas Terras”, onde eles morrem. Com a morte deles, surge um novo monitor em cada universo, e no fim das contas os monitores se juntam para fazer tipo uma “vigilância geral comunitária” de todos os universos, todos juntos. Ótimo? Não, pois sempre tem a maçã podre. Mais pra frente explico.

Malthusianos

Maltusianos

Em Oa os maltusianos perderam a aparência alta e cinza com cabelos negros, e a medida que envelheceram ficaram um tanto diferentes. Sabem aqueles “chefes” dos Lanternas Verdes? Vocês que já leram alguma história dos Lanternas Verdes com certeza já devem ter visto. São anões azuis voadores de roupa vermelha. Então, esses são os maltusianos. Ficaram aliviados de lembrar que eles são dos quadrinhos e não de alguma alucinação proveniente de absinto ou LSD? É, eu também.
Então, pra que esse discurso todo sobre os Guardiões e os Monitores? Mostrar a origem do multiverso e para dar uma noção de TEMPO, pois ainda faltam mais coisas bilhões de anos antes da origem do multiverso, coisas mais pra trás no único universo que existia até a gracinha do Krona.
A fonte de tudo que existe no universo, é a “Source”, ou Fonte mesmo, tanto faz. Chamarei de Source porque é o original. A Source, obviamente veio antes dos Monitores, antes dos maltusianos, antes de tudo. Digamos que é o olho do Big Bang. A Source é protegida por um muro, a “Source Wall” (Ah vá, sério?). Esse Source Wall não é algo com o que se brinque, dali não se passa, quem tenta simplesmente fica preso pra eternidade, seja lá que tipo de ser você seja. A Source (e por consequência a Source Wall) ficam no limite do que se conhece como universo.
Sejamos sinceros, se fosse pra definir a Source como alguma coisa, seria o que muitas religiões chamam de “Deus”. Isto posto, vamos para o tópico seguinte: Os mundos.
Eu disse lá em cima que os maltusianos foram uma das primeiras raças, mas não a primeira. Vou dar números aproximados, não me venham cobrar exatidão pois eu não tenho todas fontes disponíveis. Monitor e Anti-monitor devem ter uns 13 bilhões de anos, os maltusianos devem ter seus 15 bilhões… Mas antes de todos eles existiam os Deuses Antigos, esses com seus 18 bilhões de anos.
Digamos que as eras fossem separadas em “primeiro mundo”, “segundo mundo” e daí por diante. Esses deuses antigos viveram no que foi o “primeiro mundo” e “segundo mundo”, em um planeta chamado God World. No “primeiro mundo” (lembrando que é pra enxergar isso como contagem de tempo) as formas humanóides que se desenvolveram foram ganhando dons divinos, e quando essas formas humanóides tornaram-se deuses, entramos no “segundo mundo”.
Nessa parte digamos que a coisa ficou bem “Thor”. Lá pelo final do “segundo mundo” estoura uma guerra entre esses deuses, havia o lado do bem e o lado do mal, no lado do mal havia um tal de “Lokee”, que era o filho de consideração do governante entre os deuses, e devido a guerra entre os antigos deuses que eram absurdamente poderosos… BOOOM, God World fez o Harlem Shake e explodiu. Quase todo mundo morreu.

Highfather Izaya

Highfather Izaya

A explosão de God World gerou a “God Wave”, uma onda divina mesmo, que espalhou a essência de God World por todo o universo, possibilitando o surgimento de deuses (ou seres de poderes semelhante aos deles) em todos os planetas atingidos. Começa então o “terceiro mundo”, nessa época enfim ocorre o primeiro povoamento na Terra.
Os que sobraram de God World se separaram em dois planetas… Os bons formaram New Genesis, e os maus formaram Apokolips. E adivinhem só, depois que esses sujeitos de New Genesis e Apokolips conseguiram poderes semelhantes aos dos deuses antigos um tempo depois… Entraram em guerra de novo, dando inicio ao “quarto mundo”. Tanto New Genesis quanto Apokolips ficam no “Setor 38”.

Outro tópico encerrado, agora o tópico seguinte é: Os Novos Deuses.

New Genesis

New Genesis

New Genesis é um planeta pacífico e limpo, coberto pela natureza, muitas florestas, rios… E sua única cidade é uma ilha flutuante chamada Supertown. O manda-chuva de New Genesis se chama Izaya. Após seu primeiro encontro com a “Source”, ele mudou seu nome para “Highfather” (Pai Celestial), e trouxe a sabedoria adquirida com a Source para seu povo.

Highfather Izaya também foi o responsável por um experimento que consistia em selecionar alguns habitantes da Terra para serem levados para viver New Genesis. Esses passaram a ser chamados de “Forever People”. Darkseid até sequestrou uma dessas pessoas, e o Superman se meteu pra resolver. Enfim, são outros 500 que não vem tanto ao caso.

Apokolips

Apokolips… É localizada em um ponto vibracional entre o mundo físico que conhecemos e o inferno. É um lugar coberto de fogo, sem recursos, literalmente um inferno. Quem dá as ordens por lá? Uxas, posteriormente conhecido como Darkseid. Nem sempre foi ele, até porque nem sempre ele foi poderoso como é, esse poder “divino” veio através de um monte de jogadas e traições.

Uxas é irmão de Drax, ambos filhos do rei de Apokolips, que se perdeu há tempos no Source Wall. Drax era muito pacífico, e Uxas muito violento. O reino cairia para Drax que é herdeiro mais velho, mas Uxas é quem queria o trono, então ele simplesmente mata o irmão, que na verdade não morre, mas até ali Uxas não sabia.

Infinity Man

Infinity Man

Drax foi salvo pelo “Infinity man”, um cara chamado Astorr, cheio dos poderes e tal… Mas Astorr já estava nas últimas devido a idade avançada (não é tão “Infinity” assim, tá pior que a Tim), e pouco tempo após salvar Drax, Astorr morre e passa o cargo Infinity Man para Drax. Ele só vem a exercer o papel de Infinity Man após algum tempo de treino e estudos, mas assim que a coisa se torna oficial, ele vai a New Genesis servir ao Highfather.

Uxas

Uxas (Darkseid)

Bom, voltando ao Uxas, depois das tais jogadas e traições e conexão com a dimensão Ômega ele conseguiu poder suficiente, tornando-se o gorilão chefe de Apokolips, e adotando o nome de DARKSEID. O sonho do Darkseid não era coisa simples. Alguns se satisfazem ao rodar o pião do bau e ganhar uma casa, mas o Darkseid não… Ele queria mais. Ele queria a Equação Anti-Vida.
“Putz cara… Matemática nessa altura do campeonato?”. Calma lá, se fosse matemática nem eu iria gostar. A matemática é uma ciência exata, só que no caso dessa equação, os fatores são elementos de ciências humanas, ou seja, sentimentos e coisas do gênero. Uma expressão matemática onde no lugar dos números temos sentimentos e conceitos. A equação é a seguinte:

Solidão + Alienação + Medo + Desespero + Auto-estima ÷ Zombaria ÷ Condenação ÷ Desentendimento x Culpa x Vergonha x Falha x Juízo… n = y, onde y = esperança e n = loucura, amor = mentiras, vida = morte, eu = Dark side

Quando essa equação é dita na mente de um ser vivo, ele ganha a certeza de que a vida, a esperança e a liberdade não tem sentido. A equação anula o livre arbítrio de qualquer ser. Tá bom ou querem mais? Porque tem mais. Posteriormente é revelado que a Equação Anti-Vida na verdade é uma entidade viva, mais exatamente a contraparte da Source. A Equação Anti-vida é o outro lado da moeda, o yang.

Orion

Orion

Ai então novamente entram as guerras entre New Genesis e Apokolips. Mas como tudo demais na vida cansa, eles entraram em um tratado de paz bem diferente. Para mostrar que estão “na boa” um com o outro, Highfather e Darkseid fazem uma troca… De filhos. Isso ai, Darkseid manda seu filho Orion para ser criado em New Genesis e Highfather manda seu filho Scott Free (Mister Miracle, Senhor Milagre) para viver em Apokolips.
Orion cresce aprendendo a controlar sua fúria e se torna o maior guerreiro do mundo. Já Scott, cresce sendo criado por uma serva sádica do Darkseid, a Granny Goodness. Esse Scott tem um talento natural para… Escapar. Ele é o que chamam de “escape artist”. O Batman, por exemplo, também é um escape artist, mas o Scott… É outro nível. Uma frase do próprio Batman quanto ao Scott:

“Ele não se tornou o maior mestre de fugas do mundo pelos aplausos. Ele fez isso para sobreviver”.

Mister Miracle

Scott Free (Mister Miracle)

Scott tinha a bondade natural de New Genesis, e não se deixou levar por todo sofrimento e absurdos de Apokolips. A habilidade de escapar de tudo que é armadilha ou situação chamou a atenção de um sujeito chamado Himon. Ele é outro dos novos deuses, originalmente um cientista de New Genesis, que vive escondido em Apokolips.

Esse Himon é um inventor de primeira, ele é o descobridor do “Elemento X”, um material que é usado pra fazer outra de suas invenções, a “Mother Box”. Essa Mother Box é usada por praticamente todos os novos deuses, mais frequentemente encontrada em New Genesis.

Mother Box

Mother Box

Nem mesmo os próprios usuários sabem de todas capacidades das Mother Box, e dentre as habilidades estão: Mudar a constante gravitacional de uma área, transferir energia de um lugar pro outro, controlar o estado mental de outra pessoa, se comunicar por telepatia com outra forma de vida, manipular a força da vida e salvar pessoas de ferimentos letais, tomar controle de outras máquinas, evoluir outras máquinas, manter o usuário vivo em ambientes nocivos a sua saúde, tipo espaço ou lugares com veneno, e uma das principais funções, abrir e fechar os “Boom Tubes”.
Os Boom Tubes são como portais. Para quem tem alguma noção de astronomia, é o equivalente a um wormhole, ou buraco de minhoca. A teoria de que o caminho mais curto entre dois pontos NÃO É seguir uma reta, mas sim unir os dois pontos.
Há algumas Mother Boxes que tem capacidades diferentes. A Mother Box do Orion (filho do Darkseid) controla a raiva dele e também sua aparência. A do “Forever People” tem a capacidade de invocar o Infinity Man… E daí por diante.
Himon ensina o Scott a fazer a tal Mother Box. Essas caixas são tipo uma conexão com a Source, uma “conexão com o divino”. Com que cargas d’água o Himon criou algo que se conecta com a Source eu não sei. As Mother Box são caixas que aparentam ter quase o tamanho de uma fita k7, mas apesar de serem super computadores, ainda assim são organismos vivos.
Citação por fora… Há lendas antigas sobre um aparelho semelhante aqui do lado de fora dos quadrinhos, aqui mesmo no mundo onde vivemos. Explicaria muita coisa sobre nossas antigas civilizações. Alguns arqueólogos e estudiosos dizem que pra cortar e mover aquelas pedras de toneladas que nem mesmo nossas máquinas de hoje conseguiriam, os Incas usavam um aparelho de tamanho não muito maior que um controle remoto de TV, cedido por seres que vieram do espaço.
Há alguns daqueles registros antigos em paredes que mostram humanos usando algo do gênero pra cortar e mover os grandes blocos, e também havia algumas outras funções, acho que as pessoas voavam quando estavam em posse daquilo, enfim. Eu sabia o nome dado ao tal aparelho, mas esqueci e não encontro mais em lugar nenhum. Em todo caso, provavelmente a Mother Box foi baseada nisso.

Big Barda

Big Barda

Voltando ao Scott Free… Ele se apaixonou por Big Barda, uma mulher que fazia parte da tropa feminina de seguranças do Darkseid. É, o velho mano Uxas tinha guarda feminina igual o finado Muammar Gaddafi lá da Líbia. Por fim ela também se apaixonou por ele (o Scott, não o Gaddafi) e se casaram lá (em Apokolips, não na Líbia).
Com o tempo, claro, ficou inviável continuar lá, então Scott fugiu pra Terra, onde virou amigo de um escape artist que trabalhava em circo, um homem que usava o nome de Mister Miracle no palco. Após a morte desse homem, Scott assume o nome de Mister Miracle pra si. Big Barda também fugiu pra terra e eles passaram a viver juntos.

Esses Novos Deuses apesar do nome “deuses” e etc… também morrem. O Highfather teve seu momento e cantou pra subir. Quem entrou no lugar? Alguém que estiva a altura, supomos. Ai entra um que não citei ainda, Takion.

Takion

Takion

Joshua Saunders é o nome real de Takion. Ele foi escolhido pelo próprio Highfather em vida, pois este em sua sabedoria e poderes viu que Joshua era um homem sem destino. Então Joshua tornou-se parte da Source, passando a ser conhecido como “Takion of the Source”, Takion da Fonte, ou coisa assim na tradução.
O sujeito ficou incrivelmente mais poderoso, e assim que o Highfather bateu as botas divinas ele entrou como cabeça de New Genesis. A intenção do Highfather era simples, ao morrer, ele se tornou uma coisa só junto da Source. Fique claro que ele não “se tornou” a Source, nem responde por ela nem nada do tipo, ele apenas “faz parte”. Como o Takion também era tipo um canal ambulante da Source, mesmo depois de morto, o Highfather original poderia assumir controle de Takion, como se ele fosse seu avatar.
Tecnicamente, quem deveria assumir como novo Highfather era o Scott Free, o Miracle Man, mas esse recusou, não restando então muitas opções pro Highfather Izaya.
Independente do rumo que os filhos trocados tomaram… Apokolips e New Genesis continuaram trocando farpas, então a Source tomou uma decisão: Acabar com a Guerra.
Agora sim, depois disso tudo explicado, finalmente, começará o resumo da CRISE FINAL. Tudo que escrevi até agora foi com uma única intenção. Digamos que nem tanto “por mim”, mas por uma das principais qualidades do Batman Guide que já existia desde o primeiro dia, muito antes de eu sequer cogitar a escrever aqui. Ajudar quem está começando.
Não importa tanto o que eu “penso”, apesar de eu gostar de deixar claro. Na vida sempre temos uma escolha, só contra a morte não há escolhas. Médicos fazem um juramento que os comprometem a cuidar até mesmo do pior criminoso. Eu particularmente deixaria a vagabundagem pra morrer, mas se eu me tornei médico e fiz a porcaria do juramento, eu seguirei, pois eu tinha a opção de não fazer. Se eu fiz, eu sigo. Dane-se o resto.
Ao entrar pro Batman Guide assumi esse compromisso primário de fazer os textos pensando em quem está lendo pela primeira vez. Eu dispensaria mais da metade dessas explicações sobre a ”origem do universo” da DC, mas acho que pra entender a Crise Final é bom saber de todos esses detalhes. Até porque o Batman, nosso foco do blog, vive dentro desse universo que citei, e eu NUNCA vi um resumo assim das origens dos povos e multiverso.
Não que eu tenha fornecido TUDO o que há de detalhes sobre o universo da DC, mas será um adianto para quem quer entender. Eu posso SIM ter errado alguma coisa nesse “resumo do universo” segundo a DC. Se realmente errei, espero que possam transformar meus erros em degraus para complementos.

Ok, Crise Final.

Parte 2

A Source achou que acabando com o “quarto mundo” e com os Novos Deuses, Apokolips e New Genesis finalmente acabariam com sua guerra. Como diria Confuso Sobrinho, “pelo sim pelo não, como a gente fica?”. A guerra resultou na vitória de Apokolips, Darkseid conseguiu o que mais queria, a Equação Anti-Vida.

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ESPECIAL: Dia dos Namorados #2 – Bárbara Gordon e Dick Grayson

Oi!
O amor está no ar aqui no Batman Guide Hoje é Dia dos Namorados no Brasil, e para comemorar essa data tão bonita o post de hoje vai ser sobre um dos casais mais lindos – e complicados – do universo Batman.
Clique aqui para ver o Especial de Dia dos Namorados #1 – Bruce Wayne e Selina Kyle, publicado em 14/02.

Ela é Bárbara “Babs” Gordon, filha do Comissário Jim Gordon. Foi a primeira Batgirl. Bibliotecária de dia, combatia o crime à noite usando suas habilidades de luta – até que um encontro com o psicótico Coringa a deixa paraplégica e presa para sempre em uma cadeira de rodas. Mas isso não foi empecilho para sua vontade de lutar contra os criminosos. Tornou-se Oráculo, uma super-hacker com memória eidética à serviço de Batman, monitorando pontos estratégicos da cidade, tendo acesso a bases de informações sigilosas e gerenciando equipamentos ultratecnológicos.
Ele é Richard “Dick” Grayson. Quando pequeno, era um acrobata de circo na equipe “Os Grayson Voadores”, vê seu destino sendo mudado de forma definitiva quando um acidente encomendado mata sua mãe e seu pai. É acolhido por Batman, adotado como seu filho e treinado para se tornar o primeiro Robin. Entretanto, decide começar a atuar sozinho e vai para a cidade de Blüdhaven, onde é um policial de dia e Asa Noturna à noite. Sua contribuição para Batman é notável em diversas HQs, e os dois apresentam uma sincronia admirável (Em breve, haverá um texto do Augusto com a trajetória completa de Dick Grayson, com mais detalhes sobre sua atuação).

Eu trouxe duas HQs para o Especial de hoje.
A primeira foi publicada em “Birds of Prey #8”, e a participação do Asa Noturna mudou o título para “Nightwing Ignites Birds of Prey” (algo como “Asa Noturna incendeia as Aves de Rapina”). A história se chama “Asas da Liberdade”. Ela conta uma história bonita e sensível sobre rompimento de barreiras, sobre orgulho e um amor difícil de se concretizar.
A segunda foi publicada em “Nightwing Annual #2” e traz uma linda mensagem na capa: “Até que a Morte nos Separe”. A história se chama “Jornada de Herói”.
Espero que vocês gostem! 

LineDef

A história dos dois é muito, muito complicada.
Divulgação 4Eles são duas pessoas realmente habilidosas. Dick foi o Robin mais talentoso. Independente demais para estar sob comando de Batman, se separa e segue como Asa Noturna, que leva a justiça para Bludhaven sob dois viés: como policial e como um justiceiro à noite.Bárbara foi brilhante como Batgirl e é indispensável como Oráculo – basta lembrar das dificuldades que Batman enfrenta toda vez que perde o contato com ela. Ela é corajosa e destemida, e sua deficiência motora não foi motivo para que desistisse ou para que se tornasse menos eficiente. Como ela diz numa ilustração de Adam Hughes: “Não deixe a cadeira de rodas te enganar… Eu ainda posso chutar o seu rabo.

Oracle

Ela não tem medo. Enquanto figuras individuais, eles são poderosíssimos. Como dupla, então, são praticamente invencíveis.
BabsQuando eles eram jovens – ela era Batgirl, ele era Robin – eles eram um time perfeito. Quando Batman saia da cidade e deixava Gotham a cargo deles, eles se saiam excepcionalmente bem. Gotham era o parque de diversões deles, um lugar para desbravar e combater o crime nos seus pequenos nichos e becos. Juntos, conheciam a cidade e conheciam a si mesmos. Era uma relação de companheirismo desde o início. E não se tratava de uma parceria limitada somente às suas identidades como super heróis: Bárbara Gordon e Richard Grayson eram também geniais juntos. Essa relação foi se desenvolvendo de maneira tão intensa ao longo dos alunos que inevitavelmente evoluiu para um romance.
Depois de amadurecerem e adotarem seus novos mantos, eles se complementam: ele é frenético, enérgico, às vezes pensa com os punhos, um fluxo constante de emoções à flor da pele.

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Ela é a calma que ele precisa para se estabilizar, o pensamento racional que muitas vezes falta a ele. Ele a deixa nervosa, irritada, encantada, excitada – um mar de emoções em uma vida baseada totalmente no elemento racional. Ele a faz sentir viva. Quando não há ninguém com quem podem contar… Eles tem um ao outro. Para sempre. Mais do que apaixonados, eles são acima de tudo amigos. Tem uma conexão que não pode ser explicada. Eles podem dizer o que querem um ao outro. Estão juntos em todas as situações. Bárbara conhece Dick com a palma da sua mão, e vice-versa.
Eles juntos são indestrutíveis. A relação deles seria quase perfeita. Quase.
Divulgação 5Babs reluta em namorar com Dick porque não se considera boa o suficiente para ele: ela o considera um homem incrível, o mais carinhoso e doce homem que existe – portanto, merece a melhor mulher possível, não alguém que está presa numa cadeira de rodas. Esse mar de inseguranças se mistura ao fato de que seu orgulho não a deixaria que ele se tornasse uma espécie de babá para ela. Ela reluta demais em deixar transparecer qualquer sinal de fraqueza. Há algo dentro de seu coração que se fechou quando o acidente aconteceu. Ela sentiu sua feminilidade e sensualidade diminuírem consideravelmente ao se prender a uma cadeira de rodas. Mas o que ela não entende é que Dick nunca a viu como uma garota frágil devido ao seu acidente. Pelo contrário. Para ele, ela ainda é a mesma Bárbara, forte e admirável, aquela ruiva que saltava os prédios sem medo, com uma inteligência anormal, e uma coragem que a transforma em alguém com o dobro do seu tamanho.
A relação deles passou por vários baques (como você lerá na HQ “Jornada de Herói”). Dick também se opõe ao fato de que Bárbara cuide demais dele – é independente demais para isso. Ele se cobra demais, é perfeccionista, não admite ter algum ponto fraco.

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Feita essa introdução, vamos às HQs agora!

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CeteraComics #10 – Batman – Coringa, Duas Caras, Bane, Ra’s Al Ghul / NerdCetera

Oi!
Conforme prometi, vim trazer para vocês o CeteraComics #10, do NerdCetera. Nesse vídeo, o Mustefaga fala sobre alguns dos vilões mais famosos do Batman: Bane, Coringa, Duas Caras e Ra’s Al Ghul. O vídeo está excelente e tem um monte de referências que eu desconhecia! Se gostarem do vídeo, deixem um like lá, adicionem aos favoritos e comentem também 🙂 O trabalho que o NerdCetera e o CoringaFiles desenvolvem é muito inspirador pra mim.
Clique aqui para acessar o CeteraComics #09, sobre a história do Batman, os gadgets, os sidekicks, entre outros.

Ao longo do vídeo o Mustefaga cita algumas HQs, a maioria já está no Batman Guide:

Coringa
» A Piada Mortal
» O Homem que Ri

Duas-Caras
» O Longo Dia das Bruxas

Bane
» Vingança de Bane I e II
» A Queda do Morcego

Ra’s Al Ghul
» Batman: O Nascimento do Demônio (‘Trilogia do Demônio’ – 1ª Parte)
» Batman: O Filho do Demônio (‘Trilogia do Demônio’ – 2ª Parte)
» Batman: Noiva do Demônio (‘Trilogia do Demônio’ – 3ª Parte)
» Batman & Filho

ENTENDENDO: Crise Infinita

Normalmente chamamos de “Crise” um período ruim de nossas vida. Na DC não é diferente. By the way, a obra se chama “Crise Infinita”. A saga monstro foi lançada de 2005 à 2006, e saiu toda da cabeça do Geoff Johns. Impossível um leitor da DC não conhecer o cara, ele tem uma carreira longuíssima, tendo sido roteirista por séculos nas histórias do Flash, da Sociedade da Justiça, Jovens Titãs, Lanterna Verde e alguns outros. Talvez seja esse background com tanto conhecimento a fundo de tantos heróis que o permita criar sagas como essa, e como a “Noite Mais Densa” (uma saga alguns anos a frente essa).

Explicar isso não é como explicar o evento “Terra de Ninguém”, onde o cenário é apenas Gotham, e os personagens são os mesmos que aparecem quase sempre. A Crise Infinita mexe não só com UMA cidade, nem só com UM planeta, nem só com UM universo. São vários universos, cada um com seus personagens, cada um do seu jeito, e fora isso mistura personagens de praticamente todas as séries da DC, tanto Lanterna Verde quanto Mulher Maravilha, Superman, e diversos outros, dentre eles o Batman, claro.
Então infelizmente não poderei lhes fazer O SENHOR DOS TEXTOS explicando perfeitamente todos os detalhes da Crise Infinita, nem tudo que se passa com cada personagem, nem entrar com uma biografia autografada de cada herói/vilão que dá as caras na trama. A intenção do texto é fazer um mega-resumo da Crise Infinita e dizer como isso afetou o “mundo morcego”.

Nota: não confundir com “A Crise nas Infinitas Terras“.

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A Crise Infinita foi a penúltima das crises da DC (até agora), a última foi a “Crise Final”, cujo o nome sugere ter sido a última, e assim eu espero. Tentarei me ater a falar apenas da Crise Infinita, que já é confusa demais por si só.
A história consiste em Superman da Earth 2 (Kal-L), Superman da Earth-Prime (posteriormente conhecido como Superboy Prime), Luthor Jr. da Earth 3 e Lois Lane Kent da Earth 2.
Pra quem não sabe, Earth 2, Earth 3, Earth-Prime e locais do gênero são outros planetas Terra, de universos diferentes. A teoria do multiverso (até apresentada no filme “The One” do Jet Li) é de que existem vários universos, e cada universo é uma cópia aproximada do outro, com os mesmos lugares e mesmas pessoas, só que com histórias diferentes, exercendo papéis diferentes e etc. É como fazer vários filmes com o mesmo elenco e o mesmo cenário, só que com roteiro diferente.
Essa história não é uma saga em especial das revistas do Batman, na verdade você sequer perceberia que o morcego entrou no roteiro da tal Crise se apenas lesse a série mensal do morcego. Saberia que ela sofreu alguma mudança aqui ou ali, mas só.
Essa saga foi pro papel de 2005 à 2006, começando pouco depois da época do retorno do Jason Todd (o segundo Robin, morto pelo Coringa na saga “Uma Morte em Família” nos anos 80), retorno esse arquitetado pelo roteirista Judd Winick (que só voltará a dar as caras em um roteiro de Batman por alguns números após a Crise Final e na série da Mulher Gato após o reboot).

L-001 (2)L-001 (13)Antes da “Crise Infinita” em si rolou a “Countdown to Infinite Crises“, algo como “Contagem Regressiva para a Crise Infinta“. Nessa “contagem regressiva”, temos participação direta do grupo Checkmate, liderado por Max Lord, grupo este do qual a Sasha Bordeaux (das sagas “Assassino?/Fugitivo“) faz parte.

Max Lord não é bem um “sujeito legal”, mas pelo menos não encontramos ele fazendo quadradinho de 8 no Youtube. O cara é o responsável por colocar um monte de OMACs pra perseguir super heróis pelo mundo inteiro. OMAC pra quem não sabe é abreviação de “Omni Mind And Community”, são robôs com as habilidades de superheróis, tipo visão de calor do Superman e etc.
Acham que um sujeito assim fica simplesmente circulando por aí e pondo robôs assassinos atrás dos heróis? Não é moleza assim. Por fatores x e y que são complexos, a Mulher Maravilha mata o cidadão. É, o voto de não-matar rodou.
Ainda nessa parte da história, surge a Sociedade Secreta de Super Vilões. Formada pelo velho carecão do Luthor (Lex Luthor, o inimigo do Superman), Deathstroke (o galã da terceira idade aka Mercenário), o Adão Negro (Teth-Adam, uma versão dark do Shazam, que ao invés de ganhar os poderes do Shazam, ganha de 6 deuses egípcios, negócio é death metal), Dr. Psycho (telepata inimigo nas histórias da Mulher Maravilha), Talia Al Ghul (filha do imortal Ra’s Al Ghul, mãe do filho biológico de Bruce Wayne) e o Calculator (vilãozinho de segunda em termos de ser bacana, apesar de terem sidos precisos vários heróis juntos pra derrotá-lo), este último ainda recrutou o Mr. Freeze pra tal sociedade. Só pra não fazer confusão: Todos esses vilões são da Earth 1, a dimensão que nós conhecemos.
Neste ponto já podemos começar a “Crise Infinita”.
L-001 (12)Aqueles nomes que citei das demais “Earths”, ao fim do “Crise nas Infinitas Terras” vão para a dimensão que corresponde ao paraíso, só que os caras não querem ficar lá. Um lugar cristalino sem as emoções fortes e tal… Pior ainda pro Superboy-Prime, que desejava voltar a ser um herói e salvar vidas.
E querendo sair de lá de qualquer jeito, entra o método Morrison de solucionar as coisas: inventar. Superboy dá um soco na realidade. Um SOCO NA REALIDADE.
Vocês que começaram a ler HQs há poucos anos talvez não saibam, mas na época do soco na realidade isso foi um absurdo tão ridículo que entre a galera fã de quadrinhos isso virou piada. “Tá com algum problema? Dá um SOCO NA REALIDADE”. Claro que tinha que virar piada, olha que MERDA de idéia os caras arrumaram. Se ele desse um jeito de enfiarem o Flash na história e ele usasse algum poder absurdo ligado a força de aceleração… Sei lá, podia fazer um background melhor pra essa história de cruzar as dimensões. Um SOCO? Putz…
O Luthor Jr. é malandrão, ele deu mais poderes ao Superboy-Prime, roubou o controle do “Brother Eye”, que é tipo um mecanismo de vigia feito pelo próprio Morcego após a história em que Zatanna apaga a memória de todo mundo pra impedirem o Batman de descobrir os podres que o Dr. Light aprontou. Em resumo: o negócio observa a tudo.
Não satisfeito ele ainda monta uma nova sociedade de vilões, pega o Caçador de Marte como refém, recupera o corpo do Anti-Monitor e dá inicio a uma guerra entre Rann e Thanagar.
“Puxa o freio, mano. Quem é Rann e Thanagar? E quem diabos é o anti-monitor? É algum aluno que odeia o monitor do colégio?”. Devagar e sempre, vamos lá. Rann e Thanagar não são pessoas, são LUGARES. São planetas. L-001 (19)Rann fica em Alfa Centauro, e Thanagar em Polaris. O Luthor Jr. e o Superboy-Prime empurraram Rann (sim, eles empurraram o planeta) pra Polaris, e a entrada do astro em Polaris causou uns efeitos geológicos bizarros em Thanagar, o que levou os planetas a entrarem em guerra. Thanagar é cenário pra algumas aventuras do Hawkman, ou Gavião Negro, o maluco com máscara e asas de pássaro.
E o Anti-monitor… bom, isso é mais “existencial”. No universo, a coisa mais antiga de que se tem registro, é o Monitor e sua contra-parte, o Anti-monitor. O Monitor tem poderes de gerar vida, ou desfazer as ações do Anti-Monitor, que por sua vez controla a anti-matéria, e simplesmente desintegra as coisas e etc. Um lance bem “origens do universo”. Eles entraram numa guerra de milhões de anos, guerra esta que terminou em empate com ambos desacordados. Então o Luthor Jr. pegou o corpo do anti-monitor uns 9 bilhões de anos depois do knockout.
L-001 (11)Já tá bom de problemas? Não. O Espectro, que vocês devem conhecer de velhas histórias do Lanterna Verde, a entidade super poderosa que por algum tempo era tipo “mesma pessoa” que Hal Jordan, isso lá atrás quando Hal Jordan havia morrido, não agora. Nesse caso o Espectro era o Espectro puro, e ele foi designado a acabar com todos usuários de mágica ou poderes mágicos pelo mundo, como por exemplo a Zatanna. Isso enquanto os OMACs estavam atrás dos que tinham super poderes independentes de mágica. Tecnicamente, todos heróis da Terra estavam numa roubada fenomenal.

Um grupo chamado de “Freedom Fighters” foi exterminado pela Sociedade de Vilões. Esse grupo é de uma dimensão onde os nazistas venceram a guerra e eles lutam contra a tirania e opressão. Eles foram parar ali graças ao “soco na realidade”.
O lugar escolhido pra servir de base contra a crise foi o “New Chronus”, um planeta que serve de residência para deuses, e também pra Donna Troy, a falecida Wondergirl, ou Moça Maravilha, ou Tróia, ou Darkstar (…). Ela vivia lá porque foi levada pelos “Deuses” no momento em que ia morrer nas mãos do Superman Andróide, que acreditavam que ela seria a pessoa que os salvaria num determinado momento. Apagaram a memória dela, implantaram algumas falsas e lá estava ela vivendo como esposa de um deles sem saber de nada sobre sua real vida.
L-001 (9)Também ocorre uma batalha entre as amazonas de Themyscira (lar da Mulher Maravilha e Donna Troy) contra os OMACs, e a Sociedade Secreta dos Super Vilões ainda joga o Chemo em cima de Blüdhaven, cidade onde Dick Grayson resolveu ficar para proteger como se fosse sua Gotham. Isso só pra distrair os heróis. O Chemo pra quem não sabe é um vilão que tem habilidade de causar um efeito de uma explosão de bomba atômica. Superman da Earth 2 queria fazer de sua dimensão a “oficial”… Coringa tentou entrar pra sociedade e não conseguiu… Faz jus ao nome “Crise Infinita”, os problemas nunca acabam.

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