Ganhador do Sorteio EMPÓRIO HQ: “Batman – O Cálice”

Olá! 😉
Já chegou a HQ que o Roberto Ribeiro ganhou no sorteio promovido pela Empório HQ, da edição de luxo da revista “Batman – O Cálice”! E ele mandou a foto:

Roberto

Valeu, Roberto!
Se você não ganhou, não fique triste! Não deixe de conhecer a Empório HQ, os preços de lá são realmente muito bons. Essa semana passei por lá e comprei a saga “Mulher-Gato” por apenas R$ 5, em ótimo estado! Também comprei uma Elsewords bastante interessante chamada “Terror Sagrado”, por R$ 3! E o atendimento é muito bom também, eles te ajudam a achar qualquer saga no acervo deles, que contempla também mangás (coleções completas, inclusive) e DVDs. São atenciosos e te deixam bem à vontade. Eu não estou sendo paga nem recebendo revistas para falar isso, é que eu gosto muito dessa loja!

E fique ligadinho no Batman Guide, vai ter outro sorteio muito em breve!

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RESULTADO DO SORTEIO Empório HQ: “Batman – O Cálice”

As histórias de Batman não costumam abordar a temática religiosa. Aliás, há diversos tópicos de discussão sobre a religião de Batman, você pode ler alguns clicando aqui, aqui e aqui.
Só por isso já podemos criar expectativas a respeito de “Batman – O Cálice”.
Já “O Santo Graal” é recorrente na literatura: esse tema desperta a imaginação das pessoas. A “Lenda do Santo Graal” trata sobre um cálice que teria sido usado por Jesus Cristo na Última Ceia, e a que são atribuídos poderes mágicos e sagrados. Primeiro como lendas e depois como relatos historiográficos, desde o século 12, quando foi citada pelo francês Chrétien de Troyes. A figura de José de Arimatéia foi definida como primeiro detentor (que recolhera o sangue de Jesus com esse cálice) e encarregado de proteger esse objeto. Desde então, uma série de romances medievais se propõe a recontar a trajetória desse objeto desde Jerusalém até a Inglaterra – e é procurada pelo Rei Artur e pelos Cavaleiros da Távola Redonda, para devolver a paz ao reino de Camelot.
Enfim, eu poderia falar mais e mais sobre essa lenda que já inspirou tantos filmes, livros, documentários, pinturas, músicas, quadrinhos e tudo mais, porém acho que já deu pra sacar que nessa HQ estamos lidando com um grande mistério da humanidade. Vamos para “Batman – O Cálice”.

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A HQ começa com um detalhe bem interessante: a dedicatória de Chuck Dixon. É a seguinte:

“Ao padre Johns, o único da Igreja de St. Andrews que lia a página de quadrinhos do jornal de domingo no púlpito.”

001Um misterioso pacote chega à Mansão Wayne. Endereçado a seu pai, Thomas Wayne, numa elaborada letra escrita à mão. O envelope parece ser de couro, e está lacrado com cera. Certamente trata-se de uma brincadeira bastante engenhosa. Mas ao analisar o objeto na bat-caverna, Bruce descobre que se trata de um livro de encadernação irlandesa e papel de linho italiano. Uma lista de nomes. Batman é descendente de um dos Cavaleiros da Távola Redonda.
002Bruce vai ao encontro de Lorde Peter DeWettering, que informa sobre seu passado: ele pertence à Casa de Gevain. E também o fala sobre o futuro: ele tem uma obrigação de sangue a cumprir. Uma obrigação cuja linhagem de Wayne arcou muitas vezes. Cuidar de um objeto mais precioso que sua vida. O cálice onde o sangue do Messias foi depositado, e que deve ser guardado com a vida. Mas porque confiariam um objeto tão precioso à Bruce Wayne, já que sua figura é a de um playboy irresponsável? Será que o Lorde sabia que o Guardião de Gotham é uma das únicas pessoas vivas capazes de ser o Guardião do Graal? Com os poderes do Cálice, Batman poderia oferecer a redenção a Gotham – assim como o rei Artur buscou a redenção de Camelot. Mas não foi essa a missão dada a Wayne. Ele deve proteger o cálice, não usá-lo.
003Mas… Protegê-lo de quem? Batman não tem certeza… Mas tem uma vaga idéia. A notícia se espalha pelo submundo de Gotham, depois dos rastros da morte criminosa e violenta daqueles que entregaram o objeto a Wayne.
Existe alguém que, desde o início dos séculos, cobiça o Graal. Já quase obteve a peça por três vezes na história, mas em todas elas ele perdeu o objeto – e descontou sua ira massacrando pessoas inocentes e criando conflitos que perduram até hoje. Ra’s Al Ghul. Ele precisa desse objeto para aumentar seu poder, para expandir seu reinado sobre a Terra e saciar deu desejo por imortalidade. Ra’s é sempre tão egoísta e interessado em si mesmo… Ou será que não?
004Uma perigosa irmandade de Merovíngios também está à procura da taça, para que volte ao lugar de onde nunca deveria ter saído: de dentro da própria irmandade.
Pinguim também deseja obter a Taça. Para tal, ele contrata os serviços da Mulher-Gato, perita em roubos e crimes.
Essas pessoas não medirão esforços para obter o Graal, um objeto realmente raro e milagroso, que se cair em mãos erradas pode mudar o curso da vida humana sobre a Terra.
A HQ tem um desfecho surpreendente.

A religiosidade dos personagens, tema pouco explorado como eu disse no começo do texto, é trabalhada de forma interessante. Ao analisar o objeto, ela encontra um padrão binário. E trava o seguinte diálogo com Bruce:

“- Você disse que é um artefato religioso?
– Um objeto sagrado. Eu vi a prova! […] Um milagre. Ele tem poderes de cura.
– Eu não creio em milagres.
– Mas esse é real, Bárbara!
– Para milagres funcionarem, é preciso ter fé. Eu não tenho essa fé.
– Você não acredita em Deus?
– Não é isso. É outra coisa. Eu não… Vou continuar trabalhando. Desligo.”

Após desligar, ela revela o padrão binário encontrado na taça. Um trecho da Bíblia, encontrado em Marcos, 14: 32: “E foram a um lugar chamado Getsêmani…”

Ra’s Al Ghul também fala sobre a figura de Cristo.

“O objeto pertenceu a um ser que até eu saúdo. Não por amor, mas por respeito. O cálice é poder. Além do tempo. Além do espaço. Além da lógica humana.”

Também achei bem interessante o início da HQ, com uma narrativa de um cavaleiro medieval corajoso e ousado destinado a proteger o Graal – pelo qual estava disposto a dar a sua própria vida. O texto diz:

“Seu dever era encontrar um artefato: O Cálice de Cristo. Nem todas as hostes do Inferno poderiam detê-lo. Apesar de terem se erguido de todos os lados, seu lado era o da Justiça.[…] Nem a tentação da carne ou a promessa de tesouros terrestres poderiam influenciá-lo.

005Os trechos em negrito não parece descrever exatamente a retidão de caráter de Batman, e sua obstinação com a promessa que fizera aos seus pais?
Eu realmente gostei dessa HQ, apesar de alguns comentários negativos da crítica. Achei a temática incrível, e pensar que Batman pertence a uma linhagem milenar é interessante. Introduzir o mito do Graal a um personagem tão envolto em mistério como é o Batman foi uma combinação que, na minha opinião, deu muito certo. Eu adoro os trabalhos do Chuck Dixon, acredito que ele é um roteirista que SABE trabalhar com Batman.
A arte de John Van Fleet então dispensa maiores comentários. Sua técnica é bastante singular, e colabora para o tom de mistério que cerca toda a história do Graal. Os momentos são mostrados através da expressão dos personagens – basta perceber a diferença na expressão de Wayne quando falam de seu pai, sua face se ilumina, assim como seu coração. E o cálice também traz mais vida ao seu olhar.

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Destaque para os cenários criados por Fleet, bastante poderosos na minha opinião, e para a presença da Mulher-Gato, com uma linguagem corporal bastante chamativa e aparições vivas e engraçadas – em contraste com uma trama de temática densa e quase sobrenatural.
Para mim definitivamente valeu a leitura, e eu tenho certeza absoluta que você vai gostar. É uma HQ tão bacana e tão preciosa que eu estou até com invejinha do ganhador do sorteio! 😛

Falando nisso, agora que você já leu sobre essa HQ, vamos conhecer o sortudo que levou essa maravilhosa edição?

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SORTEIO EMPÓRIO HQ – “Batman: O Cálice” [ENCERRADO]

LogoOlá, queridos!
A Empório HQ é uma loja de compra, venda e troca de quadrinhos/mangás/livros muito legal aqui de São Paulo. Ela está instalada na Rua Tucambira, 86, em Pinheiros, pertinho do metrô Faria Lima. A loja tem um ambiente bem intimista e caloroso, perfeito para você fazer suas compras e ainda ter uma boa conversa sobre a nona arte com os funcionários de lá.

Conheci essa loja quando fui comprar minha edição de Batman – Cacofonia em PERFEITO estado por apenas R$ 6 – que oferta! O acervo deles é MUITO grande e tudo com preços muito justos. Dá uma olhadinha num pedaço do acervo deles:

E a Empório HQ cedeu de seu precioso acervo a edição de luxo da HQ “Batman: O Cálice” para sortear aqui no Batman Guide! Não é o máximo?

CapaCalice

Essa HQ foi lançada em 2004 pela Panini, e no original recebeu o nome de Batman: The Chalice. Quem acompanha o blog há um tempo irá reconhecer já na capa o estilo único da arte de John Van Fleet: ele também desenhou “Batman – De Volta à Vida”. O roteiro fica por conta de Chuck Dixon, que também trabalhou em “De Volta à Vida” e em outras sagas relevantes como “Aves de Rapina” e “A Queda do Morcego”. Na história, nos deparamos com um pacote misterioso chegando à Mansão Wayne, endereçado ao seu falecido pai Thomas Wayne. Dentro desse pacote está um consagrado objeto de desejo de incontáveis historiadores e estudiosos de teologia ao longo dos séculos: o cálice usado por Cristo na última ceia – um objeto raríssimo e de incalculável valor, que irá despertar a cobiça de inúmeras pessoas em Gotham… A resenha completa será publicada junto com o resultado do sorteio.

Agora vamos ao que interessa: como ganhar essa maravilhosa HQ de Batman?

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ESPECIAL: Dia dos Namorados #2 – Bárbara Gordon e Dick Grayson

Oi!
O amor está no ar aqui no Batman Guide Hoje é Dia dos Namorados no Brasil, e para comemorar essa data tão bonita o post de hoje vai ser sobre um dos casais mais lindos – e complicados – do universo Batman.
Clique aqui para ver o Especial de Dia dos Namorados #1 – Bruce Wayne e Selina Kyle, publicado em 14/02.

Ela é Bárbara “Babs” Gordon, filha do Comissário Jim Gordon. Foi a primeira Batgirl. Bibliotecária de dia, combatia o crime à noite usando suas habilidades de luta – até que um encontro com o psicótico Coringa a deixa paraplégica e presa para sempre em uma cadeira de rodas. Mas isso não foi empecilho para sua vontade de lutar contra os criminosos. Tornou-se Oráculo, uma super-hacker com memória eidética à serviço de Batman, monitorando pontos estratégicos da cidade, tendo acesso a bases de informações sigilosas e gerenciando equipamentos ultratecnológicos.
Ele é Richard “Dick” Grayson. Quando pequeno, era um acrobata de circo na equipe “Os Grayson Voadores”, vê seu destino sendo mudado de forma definitiva quando um acidente encomendado mata sua mãe e seu pai. É acolhido por Batman, adotado como seu filho e treinado para se tornar o primeiro Robin. Entretanto, decide começar a atuar sozinho e vai para a cidade de Blüdhaven, onde é um policial de dia e Asa Noturna à noite. Sua contribuição para Batman é notável em diversas HQs, e os dois apresentam uma sincronia admirável (Em breve, haverá um texto do Augusto com a trajetória completa de Dick Grayson, com mais detalhes sobre sua atuação).

Eu trouxe duas HQs para o Especial de hoje.
A primeira foi publicada em “Birds of Prey #8”, e a participação do Asa Noturna mudou o título para “Nightwing Ignites Birds of Prey” (algo como “Asa Noturna incendeia as Aves de Rapina”). A história se chama “Asas da Liberdade”. Ela conta uma história bonita e sensível sobre rompimento de barreiras, sobre orgulho e um amor difícil de se concretizar.
A segunda foi publicada em “Nightwing Annual #2” e traz uma linda mensagem na capa: “Até que a Morte nos Separe”. A história se chama “Jornada de Herói”.
Espero que vocês gostem! 

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A história dos dois é muito, muito complicada.
Divulgação 4Eles são duas pessoas realmente habilidosas. Dick foi o Robin mais talentoso. Independente demais para estar sob comando de Batman, se separa e segue como Asa Noturna, que leva a justiça para Bludhaven sob dois viés: como policial e como um justiceiro à noite.Bárbara foi brilhante como Batgirl e é indispensável como Oráculo – basta lembrar das dificuldades que Batman enfrenta toda vez que perde o contato com ela. Ela é corajosa e destemida, e sua deficiência motora não foi motivo para que desistisse ou para que se tornasse menos eficiente. Como ela diz numa ilustração de Adam Hughes: “Não deixe a cadeira de rodas te enganar… Eu ainda posso chutar o seu rabo.

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Ela não tem medo. Enquanto figuras individuais, eles são poderosíssimos. Como dupla, então, são praticamente invencíveis.
BabsQuando eles eram jovens – ela era Batgirl, ele era Robin – eles eram um time perfeito. Quando Batman saia da cidade e deixava Gotham a cargo deles, eles se saiam excepcionalmente bem. Gotham era o parque de diversões deles, um lugar para desbravar e combater o crime nos seus pequenos nichos e becos. Juntos, conheciam a cidade e conheciam a si mesmos. Era uma relação de companheirismo desde o início. E não se tratava de uma parceria limitada somente às suas identidades como super heróis: Bárbara Gordon e Richard Grayson eram também geniais juntos. Essa relação foi se desenvolvendo de maneira tão intensa ao longo dos alunos que inevitavelmente evoluiu para um romance.
Depois de amadurecerem e adotarem seus novos mantos, eles se complementam: ele é frenético, enérgico, às vezes pensa com os punhos, um fluxo constante de emoções à flor da pele.

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Ela é a calma que ele precisa para se estabilizar, o pensamento racional que muitas vezes falta a ele. Ele a deixa nervosa, irritada, encantada, excitada – um mar de emoções em uma vida baseada totalmente no elemento racional. Ele a faz sentir viva. Quando não há ninguém com quem podem contar… Eles tem um ao outro. Para sempre. Mais do que apaixonados, eles são acima de tudo amigos. Tem uma conexão que não pode ser explicada. Eles podem dizer o que querem um ao outro. Estão juntos em todas as situações. Bárbara conhece Dick com a palma da sua mão, e vice-versa.
Eles juntos são indestrutíveis. A relação deles seria quase perfeita. Quase.
Divulgação 5Babs reluta em namorar com Dick porque não se considera boa o suficiente para ele: ela o considera um homem incrível, o mais carinhoso e doce homem que existe – portanto, merece a melhor mulher possível, não alguém que está presa numa cadeira de rodas. Esse mar de inseguranças se mistura ao fato de que seu orgulho não a deixaria que ele se tornasse uma espécie de babá para ela. Ela reluta demais em deixar transparecer qualquer sinal de fraqueza. Há algo dentro de seu coração que se fechou quando o acidente aconteceu. Ela sentiu sua feminilidade e sensualidade diminuírem consideravelmente ao se prender a uma cadeira de rodas. Mas o que ela não entende é que Dick nunca a viu como uma garota frágil devido ao seu acidente. Pelo contrário. Para ele, ela ainda é a mesma Bárbara, forte e admirável, aquela ruiva que saltava os prédios sem medo, com uma inteligência anormal, e uma coragem que a transforma em alguém com o dobro do seu tamanho.
A relação deles passou por vários baques (como você lerá na HQ “Jornada de Herói”). Dick também se opõe ao fato de que Bárbara cuide demais dele – é independente demais para isso. Ele se cobra demais, é perfeccionista, não admite ter algum ponto fraco.

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Feita essa introdução, vamos às HQs agora!

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#59 – Charada: Perguntas Multiplicam o Mistério

Oi!
Você já se inscreveu para ganhar a HQ “DC 70 anos – As Maiores Histórias do Batman”? Não ainda? Clique aqui então!

Finalmente eu trouxe a HQ que estava traduzindo há um bom tempo, sobre o Charada.

Alguém pode me perguntar por que eu traduzo as HQs, ao invés de escolher outra sobre o personagem que já esteja em português. Certamente existem outras boas histórias por aí, e que também valem a leitura. Mas eu escolhi essa em específico, mesmo em inglês, porque meu objetivo aqui no Batman Guide é sempre trazer a melhor história do personagem – mesmo que dê mais trabalho para alguém que não tem quase nenhuma experiência em tradução.

A verdade é que apanhei bastante para traduzir essa HQ, que tem 55 páginas, não só por não ter experiência em tradução e diagramação, mas também pelo fato de que estamos falando do Charada. Ele, o rei dos enigmas. A cada enigma que aparecia na história, eu precisava parar e pesquisar no Google, entender o sentido em inglês/espanhol (me baseei nas HQs dos dois idiomas para traduzir pro português), e tentar passá-las para o português ou ao menos fazer uma Nota da Tradução nas próprias páginas. E a HQ é cheia de referências interessantes! Deu trabalho, mas foi extremamente enriquecedor pra mim.

E agora, eu orgulhosamente apresento o resultado desse esforço para vocês 🙂

Decifre agora a HQ “Charada: Perguntas Multiplicam o Mistério” (Questions Multiply the Mystery, roteiro de Chuck Dixon e arte de Kieron Dwyer, 1995)

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001Charada está sendo interrogado por alguém que quer saber sua história. A história de sua genialidade, seus crimes e aventuras. Então ele remonta a seus tempos de infância, quando era apenas Edward, um menino que gostava de perguntar. Mas os adultos de sua vida não tinham paciência para explica suas perguntas tão específicas – como boa parte dos adultos não tem. Então, Edward Nigma decide que é tempo de descobrir sozinho o funcionamento das coisas que o intrigavam. Como ele mesmo diz:

“Os adultos não tinham a resposta. Ou talvez eles a tenham esquecido. Estava decido a ser alguém com todas as respostas… Mesmo que tivesse que inventar as perguntas.”

002Seu primeiro desafio chegou na sexta-série, com um quebra-cabeças proposto pela professora, que valeria um prêmio para quem resolvesse mais rápido. E além do prêmio, imagine o reconhecimento… A glória… Os amigos… Mas os pais o detestavam. No colégio, ele era um aluno invisível, medíocre, que passava despercebido até pelos bulliers, sem nenhum dom intelectual notável. A professora não quis contar para Eddie a temática do quebra-cabeças. Não tinha chance nenhuma de resolver esse quebra-cabeças. A não ser que…

“Havia um único jeito de ser melhor que os outros. E foi aí que descobri minha verdadeira vocação… Trapacear.”

003Invade a escola à noite e treina múltiplas vezes a resolução do quebra-cabeça, até conseguir montá-lo em cinco minutos. Até resolvê-lo 6 vezes seguidas em menos de um minuto. Obviamente, ele venceu. E aí sua vida mudou radicalmente porque ele se tornou a nova celebridade do colégio, certo? Errado. A glória durou uma semana, e depois disso tudo voltou a ser o que era antes. Com uma pequena diferença: ele passou a ser notado pelos valentões.
Mas nem tudo estava perdido para Charada. Como presente por ter desvendado o quebra-cabeças primeiro que todo mundo, ele ganhou um livro sobre Enigmas e Truques em geral. E esse livro abriu uma janela para ele, uma janela para um mundo novo, onde ele realmente se encontrou: o mundo dos truques, das charadas, das mágicas de Houdini. Ele se empenhou nisso muito mais do que jamais tinha se empenhado na escola.

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Mas a escola acabou, e o brilhante Edward Nigma teve que se render ao triste mundo do trabalho comum, sem atrativos. Virar um escravo do trabalho. O verdadeiro inferno. Um trabalho puramente burocrático. Um dia, vê uma pessoa de seu emprego abrindo um cofre cheio de dinheiro, e à noite decide roubá-lo; mas… Qual a emoção nisso? Apenas roubar, lucrar, sem nenhum respeito às antigas artes dos enigmas e trapaças? Não. Era necessário criar um estilo próprio…

005Envia uma carta enigmática para a polícia, mas ninguém se importa com suas charadas. Segundo ele, sua genialidade não fora apreciada. Então, envia uma bomba para a Sessão de Roubos do Departamento de Polícia com as pistas para o próximo roubo. Ou seja, Gordon terá problemas. Os policias conseguem desvendar as pistas, mas não chegam a tempo. Porque são meros humanos. Mas Batman entra em ação – e Charada deixa suas impressões sobre o Cavaleiro das Trevas.

“Eu tinha lido sobre ele nos jornais. Achei que era uma lenda urbana, uma história para assustar crianças. Como os jacarés no esgoto ou a loira do banheiro. Mas ele era real… Muito real.”

006Apesar de apanhar como um condenado de Batman, Charada consegue escapar dessa vez. Mas ele nem sente as dores físicas. Está emocionado por ter encontrado um inimigo à sua altura, um adversário valoroso, alguém contra quem dá gosto tramar grandes enigmas. Contudo, é seria muito difícil capturar Batman sozinho; ele começa a procurar parceiros para suas empreitadas. Mas para Charada, os pseudo-farsantes e ladrõezinhos comuns não conseguem entender que um crime é uma obra de arte, e merecem ser tratados como tal. Elementos criminosos eram incapazes, intelectual e artisticamente.
007Sem conseguir um companheiro para seus crimes, ele continua praticando roubos comuns, vulgares, sem nenhuma emoção. Até que um dia é… Assaltado. Por duas moças selvagens, mas eficazes. E as convence a trabalharem com ele. Interrogação e Dúvida são os codinomes das moças.
E agora que ele tem uma ajuda real, é hora de bolar um plano definitivo contra Batman, seu adversário derradeiro.

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#42 – A Queda do Morcego

Olá, queridos!

Decidi começar o ano aqui no Batman Guide da melhor forma possível. Essa saga foi a que os leitores mais pediram aqui no blog, Facebook, por e-mail. Eu pretendia postar algumas coisas antes, mas pensei que talvez demoraria um pouco, daí antecipei o post! 🙂

A primeira coisa que eu vou ter que pedir a vocês é um pouco de paciência. O que a saga “A Queda do Morcego” tem de famosa, tem de extensa. Durante todo o dia de ontem eu fiquei organizando os arquivos e uplodeando numa sequência que não os confundisse – ela é composta por muitas HQs que, se lidas fora de ordem, podem te complicar totalmente. Acredito que cheguei em um resultado bem agradável para a compreensão de todos. E também disponibilizei toda a saga em um único link, pra quem quer ler de uma vez!

Outra coisa que eu preciso pedir para vocês é que me avisem se algo ficar faltando na minha resenha. Como eu disse no primeiro post do Batman Guide, eu não sou especialista nos quadrinhos do Batman, sou só uma fã que gosta de pesquisar. Não estou livre de erros! Então conto com vocês para me avisarem sobre qualquer problema que tiverem no post, ok? Obrigada!

E agora chega de conversa e vamos logo pra parte principal! Boa leitura e espero que vocês gostem, deu um bom trabalho pra fazer e escrevi com bastante cuidado! Divirtam-se!

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“A Queda do Morcego” foi lançada em 1993. Ela contou com autores consagrados como Dennis O’Neil , Chuck Dixon, Alan Grant e Doug Moench. O ponto principal que você precisa saber é que nela você vai encontrar o homem que quebrou o Batman. Ele o quebrou o Morcego de uma forma que nenhum dos outros vilões conseguira fazer, mesmo contando com tecnologia, violência, inteligência, influência ou simplesmente insanidade mesmo.

A introdução dessa saga começa com a apresentação de dois personagens que serão vitais nessa saga. O primeiro deles é Jean-Paul Valley – ou Azrael. Jean foi um bebê de proveta, cujos genes foram alterados e combinados com genes animais para potencializar suas habilidades de lutador. Ele descobre que está sendo treinado por uma ordem religiosa secreta para se tornar um assassino. (Azrael aparece, inclusive, em “Batman – Arkham City”, durante uma das missões paralelas do jogo. Clique aqui para assistir sua aparição). Batman descobre sobre essa ordem secreta, que se chama Ordem de São Dumas, com a ajuda de Oráculo, e vai até o local onde Jean-Paul está descobrindo sobre sua missão futura, causando um acidente.

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O outro personagem essencial nessa história é Bane. Eu já falei sobre ele nesse post. (Mas, nesse caso, peço que você leia a resenha somente da “Vingança de Bane I”, que se passa antes dos acontecimentos que se desenrolam n’”A Queda do Morcego”).

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02Bom, como você já leu, Bane estava obcecado em derrotar Batman. Mas ele não subestimou seu adversário, e sabia que não derrotaria o vigilante de Gotham sem uma estratégia firmemente traçada. E Bane, ao contrário do que foi mostrado na primeira adaptação para o cinema, é um homem muito inteligente. Então ele começa a se aliar aos super-vilões de Gotham – chega até mesmo a injetar a droga Veneno no Charada, tornando possível que um vilão cujo principal ponto não é a força enfrente o Morcego.

03Nós sabemos que a força policial de Gotham tem muitas falhas, mas seu contingente começa a sumir cada vez mais das ruas. Mais trabalho para Batman, que precisará lidar com tudo apenas com o auxílio de Tim Drake (mas que, como devemos lembrar, tinha a atuação limitada). Bruce Wayne nunca foi o exemplo de alguém que cuidava devidamente da saúde. Já vimos em várias HQs, aqui mesmo no Batman Guide, a menção às suas inúmeras escoriações e contusões por todo o corpo, o comprometimento das cartilagens e ossos de todo o seu corpo, já vimos Alfred relembrando seu patrão de que ele não dormia há pelo menos 30 horas… Mas nesse momento específico, o estado de Batman vai piorando em níveis críticos. Sua saúde física nunca estivera tão deteriorada.

04Percebendo que poderia ter que vir a deixar seu posto em breve, Batman pede a Robin que treine Jean-Paul Valley para se tornar um auxiliar.  Enquanto isso, Bane vai agindo e se aliando aos vilões, até que, num momento crucial, ele destrói as paredes do Asilo Arkham e liberando todos aqueles que odeiam o Morcego (com explosivos militares que conseguira).  Como se já não bastassem os criminosos comuns que assolam o submundo de Gotham, agora os criminosos mentalmente instáveis estão soltos por aí. O comprometimento da sua forma física e mental faz com que ele comece a falhar em suas missões. Ele falha ao capturar o vilão Máscara Negra. Ele apanha do Charada. Ele quase se afoga (sim, o Batman!). Ele está nos limites, estressado, degenerado, tendendo à depressão – e ainda assim luta por 3 meses para garantir que os internos retornem ao Asilo Arkham. Tudo isso faz parte do plano de Bane para quebrar o Morcego.

05Uma noite, o prefeito Krol é sequestrado por Coringa e o Espantalho, e ao resgatá-lo Batman chega, finalmente, aos limites da sua exaustão. O Espantalho, como era de se esperar, utiliza seu gás do medo para dar um golpe psicológico duríssimo em Batman – ele retorna ao momento da morte de Jason Todd, um evento do qual ele nunca se recuperou totalmente. Depois desses eventos caóticos, Batman chega na Mansão Wayne e Bane está lá.

Sim, Bane conseguira descobrir sua verdadeira identidade. Batman entra em confronto com ele, mas ele estava nos limites de sua vulnerabilidade, e é subjugado e derrotado por Bane. Mas ele não quer matá-lo, isso seria simples demais, rápido demais. Ele quer humilhá-lo. Quebrá-lo. Acompanhe essa sequência.

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07E desse modo triste e impactante, o Homem-Morcego, o grande Cruzado Encapuzado, o Vigilante de Gotham, encontra-se encarceirado em uma cadeira de rodas, paraplégico, derrotado. Mas sua mente continua trabalhando. Ele vai procurar a doutora Shondra Kinsolving para começar sua reabilitação. Mas não poderia deixar Gotham sozinha – e por isso decide colocar Jean-Paul Valley em seu lugar, como Batman. Questionado por Tim Drake sobre os motivos pelos quais Dick Grayson (Asa Noturna) não é convocado para assumir o manto de Batman, ele responde que esse já tinha suas próprias incumbências, e que mais um papel só traria mais problemas a ele. Então, Jean-Paul Valley assume o papel de Batman. Mas algo dá errado com ele. Desde a época em que estava sendo treinado, Jean-Paul demonstra prazer em usar excessivamente a violência. Ele parecia não ter amarras no que diz respeito a matar os inimigos, ou de pelo menos fazê-los sofrer o máximo possível. E é assim quando assume o manto de Batman. Ele demonstra ser um homem mentalmente instável, de métodos obscuros e questionáveis, que de forma alguma são adequados ao papel de Batman.

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#40 – Batman: Ankh – De Volta à Vida

Oi!
Temos uma novidade no Batman Guide. Nessa semana, e na próxima, ficará humanamente impossível postar no blog, devido aos últimos trabalhos e provas da faculdade. Então, nesse período vou ser substituída pelo meu amigo Augusto, o autor das geniais resenhas para o post “Especial: Filmes do Batman”. Ele fica sendo meu sidekick temporário! 🙂 Mas eu prometo que volto, ok?

A HQ que ele escolheu pra hoje foi Batman: Ankh – De volta à vida (Batman: The Ankh, roteiro de Chuck Dixon e arte de John Van Fleet, 2001).


Ao olhar a capa (aqui no Brasil saiu na Batman Extra #13), pensei “É manolo, o Bátema virou zumbi”. Tirando esses primeiros 3 segundos iniciais de avaliação, aquilo estava cheirando como uma obra prima em matéria de escuridão, temática pesada e ocultista, e sabe lá mais o que. E querem saber? Realmente foi, mas não à primeira vista, nem pela capa nem pelas primeiras páginas da história.

O nome original da história é “Batman: The Ankh”, que eu considerei MUITO mais a caráter do que “Batman: De Volta à Vida” como foi publicado aqui no Brasil. Por essas e outras não gosto muito de traduzir os títulos.
Para mim não foi bom a primeira vista porque tanto o desenho quanto as cores são detalhes que eu tive de me acostumar antes de curtir de fato a leitura. Eu nunca tinha ouvido falar desse tal de “John Van Fleet”. O traço é muito grosseiro e espesso, parece feito com pincel, o que em conjunto com esse estilo de colorir que parece não haver degradê é como o filtro “stamp” no Photoshop, só que com cores, sei lá, não sei explicar, só sei que é bem “simplista” comparado a algumas outras histórias.

Quem for ver com maus olhos, e quem está acostumado com muitas cores, muitos detalhes e algo realista a nível Alex Ross, Lee Bermejo e etc, vai quebrar a cara. Para estes, os desenhos do Van Fleet vão parecer feitos com suvinil num papel de pão que foi amassado, pegou chuva e foi posto pra secar atrás da geladeira. Mas quem compreende que a graça da arte está na inovação com bom-senso, e que “admirar arte” é responsabilidade de quem vê, verá isso de forma diferente.

Com isso não estou dizendo que esteja ruim, como eu disse antes, pra mim foi só questão de me acostumar, depois de uns minutos lendo eu já estava achando o tal Van Fleet um gênio com estilo único de desenhar, e juntamente a isso, achando que pro roteiro e temática dessa história, esse foi o estilo que melhor encaixou, era capaz de algum outro grande desenhista não pegar o ”clima” do roteiro em seus traços.

Podem reparar que maioria dos quadros não tem cenário, mas que quando o sujeito resolve por um cenário pra situar, ele faz estrago. Está tudo bastante “escuro”, ele faz muito bom uso das sombras, coisa que era essencial pra qualquer desenhista que pegasse uma história do Batman pra fazer. Único ponto negativo nessa história foram os personagens um tanto magros e retos, e o Croc que tá parecendo um macaco.

O roteiro é do Chuck Dixon, dispensa muitos comentários. Ele fez uma viagem louca pro Egito antigo, com lendas, poções, tumbas, e no presente levou a trama pro subsolo de Gotham, onde ficava a antiga Gotham antes do terremoto. Pra quem não sabe, Gotham foi destruída por um terremoto, e quando foi reconstruída, foi em cima da outra cidade, a outra está embaixo, como uma cidade subterrânea vazia, uma mistura de esgoto com ruína e sei lá o que. (Nota da Jéssica: vou falar sobre isso ainda aqui no Batman Guide).

Outro detalhe bom do roteiro é ver o Batman tratando “Bruce Wayne” como um personagem, uma ferramenta, não como “ele próprio”. Há um diálogo do Batman com o Alfred que é este:

Alfred: (…) me incomoda como se refere a Bruce Wayne na terceira pessoa.
Batman: Você ficaria mais incomodado se eu… lhe dissesse que penso nele dessa forma?

E quando Khatera confundiu Batman com Anubis, o rei dos mortos… e a conversa do Croc com Khatera:

Khatera: Nunca vi um homem como aquele, não é a toa que o confundi com um deus.
Croc: É, ele também se acha um.

Impagável de tão incrivel. Vamos a história em si.

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#33 – Robin: A Lenda Renasce

Oi!
No último post apresentei para vocês o personagem de Tim Drake. Ele apareceu como um menino esperto que descobriu sozinho toda a verdade sobre Batman e Asa Noturna, e tentou convencer Dick Grayson a voltar a atuar como Robin. Diante das negativas, pediu a Batman uma chance de atuar como Robin. Ele negou no momento, mas aceitou tentar aceitar Drake para o papel.
A HQ de hoje é um encadernado que foi lançado pela Abril em 1992 mas tornou-se um pouco rara de encontrar para comprar. É nela que vamos encontrar o desenvolvimento de Tim Drake, sua evolução e crescimento. E, como o título sugere, a ascensão de um herói.
Fique com a leitura de “Robin: A Lenda Renasce” (Robin: A Hero Reborn, roteiro de Chuck Dixon e Alan Grant e arte de Norm Breyfogle e Tom Lyle, publicada em 1992 no Brasil).

O garoto Drake tem uma grande necessidade de se superar, de superar seus medos. Sua mãe morreu e seu pai está em coma. Para alguns garotos, isso poderia ser motivo suficiente para se perder no caminho, mas não para ele. Ele é um garoto inteligente e dedutivo, extremamente benevolente. Mas ainda assim, o Cavaleiro das Trevas está hesitante em deixar Drake participar – ainda mais depois do que aconteceu à Jason Todd.
A cidade está sendo assolada por um assassino misterioso, mascarado, de quem ninguém suspeita a identidade. Batman é designado para encontrá-lo, mas, apesar da insistência de Drake, ele não se utiliza da ajuda de Robin nesse trabalho. Isso obviamente frustra o menino, porque ele tem razões pessoais para querer ajudar e, assim, superar seus medos e ser digno na confiança de Batman. É necessário estar preparado, ter calma e paciência para ser Robin.

Além disso, a imagem dos dois Robin anteriores paira incessantemente sobre a cabeça de Drake: o primeiro, tão bem sucedido que saiu em carreira solo, e o segundo tão devotado que foi capaz de morrer em serviço. E se ele não estivesse preparado? E se ele manchasse a imagem de Robin, um manto que carregava tanta importância?
Tim Drake parece ser o mais investigativo e inteligente dos Robins. Consegue utilizar as tecnologias disponíveis da Batcaverna a seu favor, cruzando informações de maneira brilhante na ausência de Batman. E através dessas pesquisas, ele acredita chegar à identidade secreta do assassino. Ele havia recebido ordens expressas de Batman para não se envolver e para ficar na Batcaverna durante sua ausência. Mas ao mesmo tempo, se sua pesquisa e intuição estivesse certa, Batman teria ido direto sozinho para uma armadilha que poderia lhe custar a vida… E então, o que fazer? Obedecer as ordens de seu futuro mentor e permanecer na Batcaverna, o que lhe garantiria pontos a mais na sua tentativa de se tornar Robin, mas o mesmo tempo deixar Batman ir direto para uma armadilha?

Ou arriscar sair para desvendar sozinho o mistério do assassino, correndo o risco de estar errado e, em consequência disso, arruinar totalmente qualquer chance de ser o terceiro Robin? O que você faria, no lugar dele?
Uma coisa interessante de se notar nessa HQ é a excelente relação que se estabelece entre Drake e Asa Noturna. É como uma relação de irmãos. Isso se dá porque Drake consegue o respeito, ele MERECE, por ser tão nobre e inteligente.
O papel de Robin é importante para Batman. Quando Batman está sozinho, ele se torna duro, quase ficando cego pela sua raiva. A presença de um sidekick o torna mais afável, mais ponderado e razoável.
Nessa HQ, vemos como um Drake, um homem comum, luta com seus medos, controla suas angústias, desafia sua própria zona de conforto e… se torna um herói.

Boa leitura!

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#18 – Vingança de Bane I e II

Olá!

Hoje temos uma postagem excepcional no Batman Guide, que vai sair um pouco do planejamento que estou seguindo com vocês.

Irei falar um pouco sobre Bane, o vilão que aparece em Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge. Ele é tido por muitos como um dos vilões mais fortes e inteligentes do homem-morcego. Dotado de força quase sobrenatural devido à utilização de um poderoso entorpecente, possui um passado cheio de dor e sofrimento, que se converteram numa vida em que tudo que se conhece são as sombras. Não houve outro passado pra ele. Bane é “o homem que quebrou Batman”.

Então, vamos ler hoje: “Vingança de Bane” e “Vingança de Bane II: A Redenção!” (Batman: Vengeance of Bane I , 1993, e Batman – Vengeance of Bane II: The Redemption, 1995).

Se você ainda não assistiu “Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge”, não se preocupe muito, não darei grandes spoilers.

Vingança de Bane I

Nessa HQ, temos o surgimento do personagem de Bane, com roteiro de Chuck Dixon e com os desenhos de Graham Nolan. Começa com a história de uma mulher que vê o filho ainda na barriga ser condenado à prisão perpétua pelos crimes que ela e o pai da criança cometeram, de acordo com as leis do local. Contudo, não é uma prisão qualquer – é Santa Prisca, uma ilha caribenha, e a prisão é Peña Duro (que foi traduzido para Pietra Dura na nossa HQ), um lugar onde só há caos e violência. Depois de 6 anos, sua mãe morre de inanição e desgosto pela vida, e o pequeno Bane se vê sozinho num lugar em que nem o pior dos homens pensaria em crescer.
Depois da morte dela, ele é transferido para a ala geral, para o convívio com o resto dos homens, e vê sua inocência (que já sofria um processo regressivo desde o nascimento) se esvair com o convívio com homicidas, assaltantes frios, agressores e psicopatas. Além disso, a vivência com a corrupção dos carcereiros e de quem devia organizar aqueles presos destrói qualquer indício de justiça limpa que ele possua.

Aos 8 anos, depois de um ano em coma, sem qualquer traço de piedade, comete seu primeiro crime: um assassinato a sangue frio. Pela brutalidade do crime, é trancado numa solitária especial: a “Cavidad obscura”, sem circulação de ar adequada, recebendo suprimentos alimentares racionados, convivendo com ratos e outros animais esquerosos, com inundações quando a solitária ficava abaixo do nível do mar… Uma tortura psicológica que destruiria qualquer mente sadia… Mas não a de Bane, que aproveita sua reclusão para desenvolver sua personalidade violenta e sanguinária, paralelamente ao cultivo da forma física e do seu intelecto. Todo o ambiente opressor do local transformam seu interior em puro ódio – ódio que se personifica na figura do Cavaleiro das Trevas, levando-o à obsessão de encontrá-lo.

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