#2: Batman – O Cavaleiro das Trevas 1 e 2

Oi!
É claro que você já ouviu falar de “Batman – O Cavaleiro das trevas”. E quem não ouviu? A triologia dirigida por Christopher Nolan, que se encerra em julho, contou a história sombria da decadência do homem morcego. Mas agora falaremos sobre os quadrinhos que deram origem aos filmes.

#Batman: O Cavaleiro das Trevas (1986)

A primeira aventura do Cavaleiro das Trevas dissertam sobre um Bruce Wayne de 55 anos, um distinto senhor aposentado que tenta levar uma vida comum – mas obviamente não consegue se segurar em sua poltrona e volta e meia impede um crime em Gotham City. Mas como era de se esperar, ele simplesmente não consegue parar – e eis que o Batman está de volta à ativa!

No entanto, o governo norte-americano proibiu há dez anos a ação pública de “super-heróis” – “Batman – Cavaleiro das Trevas” é uma obra de 1986, e nela também consta o medo da guerra nuclear entre os Estados Unidos e a União Soviética. Mas quem disse que Batman leva isso em consideração? 
Algumas pessoas apontam o “Cavaleiro das Trevas” (o 1) a melhor história do Batman de todos os tempos. Depois dessa obra, a figura do Batman ganha mais força e retorna ao seu papel anterior de ícone da cultura pop.

O homem-morcego está violento, anárquico, ousado, ainda mais sombrio do que antes. É um traço que parece ser constante nas obras de Frank Miller. E ele resgata esse modelo sombrio de “Dark Knight” de forma sutil nas obras que escreve atualmente. E, por deus, Frank Miller é o primeiro a ter coragem de matar um vilão carismático mas inescrupuloso (não vou contar quem é!). É um colosso da história do Batman, que não pode deixar de ser lida por qualquer pessoa que se interesse minimamente pelo homem-morcego. 

#Batman: O Cavaleiro das Trevas 2 (2002)

A história de “Batman – O Cavaleiro das Trevas 2”  se passa três anos depois da suposta morte do Batman, que ocorre no fim do Cavaleiro das Trevas (é… Dei spoiler, desculpem!).

O vilão Lex Luthor está por trás da gestão fraca do presidente Rickard, transformando os Estados Unidos num regime fascista. Os super-heróis assistem a esse espetáculo horrendo até onde podem, até que percebem ser impossível adiar mais e se reúnem. E, com isso, despertam-se velhas rixas que deverão ser solucionadas pelo homem-morcego.

O Cavaleiro das Trevas 2 é uma espécie de pária que a história do Batman carrega. A obra é, no mínimo, muito inferior à original, cheia de falhas no roteiro, nas cores, nos diálogos, na continuidade. Para alguns fãs da obra, a obra é divertida, às vezes hilária até nos momentos mais dramáticos. Para outros, é uma lamentável obra exagerada, caricatural, de cores psicodélicas. É chamado até de “Cavaleiro das Cores”.

Enfim, apresentei a você duas faces das histórias em quadrinhos do Batman com as quais você se deparará constantemente: uma obra clássica e inigualável e uma sequência lastimável. Mesmo assim, não deixe de ler a parte 2 da história do Cavaleiro das Trevas. Mesmo sendo ruim, você poderá adquirir experiência na análise das obras.

Hora de ler os quadrinhos!

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#1 – Batman: Ano Um

Olá!

Começamos nossa viagem pelas histórias em quadrinhos do Batman com essa que pode ser considerada o início da interpretação sombria do personagem – e também uma das mais clássicas mini-séries do homem-morcego.

Lançada em 1989 no Brasil, conta com o roteiro de Frank Miller e arte de David Mazzucchelli.
De um lado está o então tenente James Gordon, um homem que vai ser pai em pouco tempo e que, ao se    mudar para Gotham, encontra a corrupção em todas as esferas de administração.
De outro lado está o magnata infeliz Bruce Wayne que ressurge de uma longa jornada de auto-conhecimento, mas que ainda está em busca da forma de superar isso, ou de ao menos fazer algo com sua dor. Suas visões distintas do que é Gotham conflitam-se, seus métodos não são iguais, suas trajetórias e interesses são diversos, mas essas histórias se equilibram por possuir o mesmo objetivo: combater o crime.
Bruce Wayne aparece como um homem taciturno, sombrio, com poucos mas impactantes diálogos, e seus pensamentos são o retrato de uma mente solitária e atormentada. Sua consciência o tortura por seu passado trágico e, embora saiba que não vá conseguir se redimir, Wayne sabe que precisa agir de alguma forma.
De pano de fundo, conta-se a história da primeira Mulher-Gato e uma rápida passagem pelo personagem de Harvey Dent, que futuramente  assume o papel do vilão Duas-Caras.
Além do estilo marcante, a narrativa foi muito bem orientada por Frank Miller, mantendo uma ótima dinâmica e produzindo ótimas cenas em preto-e-branco ou sem cenários, como a cena em que o bandido foge enquanto Bruce está ajoelhado entre seus pais morto.

Agora vamos para a melhor parte?

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