#32 – Batman: Um Lugar Solitário para Morrer (Tim Drake)

Olá, queridos!
Bom, vamos fazer uma pausa nos vilões do Batman para retornar às suas histórias mais clássicas. Ainda falta falar de alguns vilões, como Ra’s Al Ghul e o Charada, mas isso virá em breve. Aliás, se quiser dar alguma sugestão de vilão que não pode faltar, deixe um comentário ou entre em contato!

Vamos dar uma situada na história do personagem do Robin.

Na última vez em que falei dele, apresentei a HQ “Uma Morte em Família”, em que o segundo Robin, Jason Todd, é morto cruelmente pelo Coringa quando finalmente havia encontrado a mãe desaparecida na Etiópia. O acontecimento desconsola profundamente Batman, mas ele nada podia fazer, pois o Coringa havia se tornado o Embaixador do Irã na ONU e qualquer tentativa de agressão contra ele poderia causar um grave incidente diplomático entre as nações. Mas Coringa promove um atentado durante uma assembléia e, ao ser perseguido pelo Super-Homem e por Batman, consegue desaparecer no mar – deixando as coisas mal-resolvidas mais uma vez entre ele e o Homem-Morcego.

Pois bem. Na HQ de hoje, iremos apresentar o jovem Tim Drake, um garoto persistente e inteligente que começa a relacionar os fatos e compreender melhor Batman. E com sua audácia e perspicácia, ele pode vir a ocupar um lugar que Bruce Wayne prometera deixar vazio em sua carreira…

Acompanhe hoje a história “Um Lugar Solitário para Morrer” (A Lonely Place of Dying, roteiro de Mary Wolfman e George Pérez, arte de Jim Aparo, George Pérez e Tom Grummette, outubro-dezembro de 1989)!

Bruce Wayne sente um grande remorso devido à morte de Jason Todd, que acredita ser sua culpa. Você pode observar isso nesse trechinho da HQ “Batgirl & Robin”, em que ele está conversando com Barbara Gordon (que já havia abandonado o posto de Batgirl devido ao crime cometido por Coringa em “A Piada Mortal”, que a deixara paraplégica) sobre sua tristeza ao ter perdido o menino:

Trecho da página 23 da HQ “Batgirl & Robin” (Gotham Knights #43, setembro de 2003).

Depois desses eventos, começamos a perceber o quanto a morte de Todd afetou Batman. Ele começa a se tornar inconsequente e correr riscos desnecessários, ainda mais sombrio e distante do que costumava ser. Robin, que trazia leveza e amenizada um pouco do sofrimento que Batman carregava, agora estava morto. Como não havia tempo para se curar das feridas, Wayne simplesmente se jogou no trabalho de maneira inconsequente. Aprofundar-se em duas dores. Agredir desnecessariamente. Em suma, é Batman tão afundado em sofrimento que mal consegue seguir suas próprias diretrizes de “pensar primeiro, bater depois”. Abaixo, temos um pedaço de algumas reflexões feitas por Alfred sobre seu patrão.

Enquanto isso, surge um garoto misterioso, que parece saber tudo sobre o que acontecera entre Batman, Dick Grayson e Jason Todd. Esse garoto é Tim Drake. A forma como ele faz as deduções é simplesmente brilhante e concisa. Ele recorre a Dick Grayson, que agora é Asa Noturna, para pedir que volte a atuar como Robin. Seu argumento? Ele PRECISA de um Robin. Asa Noturna vai até ele para, juntos, lutarem contra o atual problema que Batman enfrenta: o doentio Duas-Caras que aparentemente está possuido por vozes estranhas que dizem que ele precisa matar Batman.

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