#88 – O Retorno de Bruce Wayne

Olá, queridos!
Em primeiro lugar, peço desculpas pela demora nos posts, eu e Augusto estávamos tendo problemas com tempo, tudo muito corrido… Mas finalmente voltamos!
Depois do nosso Especial sobre as sagas “A Noite Mais Densa/O Dia Mais Claro”, eu trouxe para vocês uma história que vai solucionar muitas das nossas dúvidas sobre o que vem acontecendo com Bruce.
A HQ de hoje será “O Retorno de Bruce Wayne”. É uma saga com 6 volumes. Mas não deixe o baixo número de edições te enganar: trata-se de uma série complexa que, se lida sem instrução, pode facilmente confundir o leitor. Só por essa descrição nem preciso dizer para vocês que é Grant Morrison o roteirista dessa HQ. Ele não deixa de abusar de elementos ocultistas nas suas tramas, simbologias que passariam incógnitas num olhar despercebido.
Posso ter errado em qualquer interpretação, então por favor me avise nos comentários caso encontre alguma discrepância. Então, se prepare para O Retorno de Bruce Wayne! (Return of Bruce Wayne, roteiro de Grant Morrison e vários artistas, julho a dezembro de 2010).

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Volume #1 – “Sombra sobre Pedra” (Era Paleolítica)
(Shadow on Stone, roteiro de Grant Morrison e arte de Chris Sprouse. Julho de 2010)

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001Isso mesmo que você leu, caro leitor. Trata-se de uma viagem no tempo.
A história começa justamente com a nave que o pessoal do Planeta Diário lançou para o espaço em Crise Final, com o corpo “morto” de Bruce e a história da Crise Final (para que ela não se perdesse no tempo; como uma espécie de “cápsula do tempo); e ela caiu no meio de uma tribo de homens da caverna, num solo dito sagrado. A tribo se chama Tribo dos Cervos. Batman acaba interrompendo um ritual de iniciação de um dos garotos da tribo; e isso causa um efeito devastador para aqueles homens, pois os rituais de iniciação são realizados em solos sagrados, com a presença dos deuses, então quando Bruce aparece justamente lá ele é visto como uma espécia de “deus”, uma representação divina não necessariamente imortal mas certamente enviada pelo próprio Supremo.
Apesar de lermos as edições traduzidas, eles não necessariamente se comunicam, pois falam a sua língua e Bruce fala inglês. Bruce está sem memória, mas involuntariamente lembra-se de Coringa, o que lhe causa sofrimento.

002O Efeito Ômega de Darkseid lançou Batman através do tempo. Entenda: A cápsula em que Batman “estava” foi lançada pelo tempo enquanto o multiverso era banhado pelo Efeito Ômega, causado pela queda de Darkseid. E por que Batman caiu justamente na era paleolítica? Um dos anciões da Tribo havia dado um colar para sua esposa, um colar feito de pelos de corça branca – tal qual o colar de Martha Wayne.
Justamente por isso Batman é transportado para essa era; é a primeira vez na história em que um colar foi utilizado como símbolo de amor, como símbolo de proteção. Guarde essa informação na cabeça: ao longo dos 6 volumes dessa saga, Batman sempre será transportado para lugares com algum significado para sua história, de seu nascimento enquanto Bruce e enquanto Batman.
003E então um conhecido nosso do último texto dá as caras: Vandal Savage, que é considerado um homem amaldiçoado pelos homens da tribo, líder do Povo do Sangue, sem nem um pingo de respeito por qualquer solo sagrado. Um garoto assiste de perto a morte de seu pai – a primeira vez na história em que um filho assiste um assassinato de seu pai. Isso remete ao começo da história do Batman. Savage rouba o colar de pérolas, assim como Joe Chill fez.
Batman tenta fazer um ataque surpresa ao Povo do Sangue, mas é capturado por Savage. Ele ameaça Wayne, dizendo que comerá seu cérebro e seu coração pela manhã (como faziam as tribos canibais primitivas). Devorar um “homem-deus” significaria tornar-se um deus também. E assim ele reina por um dia como líder da tribo, com direito a todas as mulheres e as regalias prestadas a um líder.
004Pois bem, se Batman era tratado como deus quando chegou na tribo inicial, agora ele é um refém de Savage; é chegada a hora do sacrifício.
Por toda essa primeira edição um menininho tem ajudado Batman, como uma espécie de Robin, que ajuda Batman a escapar da sua prisão e ficar em segurança. O menino ajuda Batman a tomar um composto que acaba com as dores e as infecções resultantes da tortura comandada por Savage. Agora Bruce está livre para fugir e salvar sua pele… Ou ficar e salvar a tribo que o acolheu. E conhecendo o Batman como o conhecemos, não fica difícil saber o que ele decide. Decide pela justiça. Então Batman se veste com um uniforme improvisado e, munido dos instintos das artes marciais que praticava, ele consegue salvar os sobreviventes, reconquistar a tribo e salvar os poucos que sobraram da tribo anterior. Cena engraçada é Batman usando um gadget moderno, o Batclaw, na era paleolítica. Como diria a expressão em inglês, “Savage doesn’t stand a chance”.

005Essa tribo agora não se organiza mais pelo nome de Tribo dos Cervos, mas sim Tribo dos Morcegos. Savage é banido da tribo por sua provocação e humilhação ao homem-deus, e se coloca como uma maldição que seguirá a história, o mal puro, primitivo – e também porque a chegada de um eclipse na tribo é associada a ele. Chega ao final nossa primeira edição. Por favor, guarde na cabeça a informação sobre a passagem do tempo se dando exatamente durante o eclipse. Então, ele aterrisa num lugar com uma espécie de… monstro lovecraftiano presente.
No exato momento em que Batman sai, a Liga da Justiça entra em cena, procurando por vestígios da sua presença. Para isso, eles contam com a ajuda do bioarquivista ou arquivista biorgânico, sobre o qual falarei melhor no fim do texto.

Volume #2 – “Até o Fim dos Tempos” (Idade Média)
(Until the End of Time, roteiro de Grant Morrison e arte de Frazer Irving, julho de 2010.

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02-01Preparado para o segundo volume? Não? É muita coisa pra sua cabeça? Eu sei, também me senti assim escrevendo. Mas vamos continuar mesmo assim.
Uma referência que quem já leu HP Lovecraft, um mestre da literatura de terror, vai pegar logo de primeira: Batman está lutando contra uma criatura que lembra Cthulhu, o terrível monstro criado por Lovecraft, e aparece a expressão “rrn’g’h’lyeh y’th’la’yh’nrgrai phtnalg y’rrech lych’hei”, que lembra o vocabulário lovecraftiano. Não sei se essa expressão em exato consta de algum de seus livros, mas…É bem sinistro. Ainda quero falar mais um pouco sobre Lovecraft aqui, inclusive tem uma HQ de Batman inspirada nele. Caso você não conheça sobre o assunto, vale a pena pesquisar um pouco. É terror que transcende o nível dos sustinhos baratos de cinema (falando assim eu fico parecendo o Basil Karlo criticando a indústria de terror, né), é de dar medo mesmo.
Batman acorda e está sendo cuidado por uma moça que guarda em sua casa os símbolos que Anthro havia desenhado no início da série. O símbolo do Superman e da Mulher-Maravilha. Vamos pensar sobre o assunto. Que tipo de colar algumas das pessoas cristãs usam em seu peito ou penduram em sua parede? Um crucifixo. Que simboliza deus, um culto à divindade que acreditam.
02-02A moça, que carrega uma doninha, promete cuidar de Batman. Muitas moças adorariam cuidar de Batman, mas somente uma delas carrega consigo uma espécime de quadrúpede. Selina Kyle. Também lembra Selina no fato de que ela também perdeu os pais e ficou à mercê da sorte durante anos. Ela faz a referência ao mal que acometeu Bruce: “Um grande deus negro pôs uma maldição em você.”
Agora temos aqui algumas páginas em que buscaremos entender melhor o que está acontecendo aqui. Peço desculpas se houver alguma falha na minha explicação, eu não tenho nenhuma especialização no assunto, mas vá lá. Por favor, se alguém entender mais do assunto e quiser me corrigir, sinta-se à vontade.
02-03Você conhece as três dimensões: altura, largura e profundidade. A quarta dimensão é o tempo. Depois da quarta dimensão já não entendo nada, nem vou tentar explicar. Ok, considere que você esteja vivenciando a quarta dimensão, o tempo. No tempo, você sai do ponto A (seu passado) para chegar ao ponto B (seu futuro), e há uma relação de sucessão nesse movimento – o ponto B acontece DEPOIS do ponto A, e não ao mesmo tempo. Porém, visto “de fora”, esses pontos A e B poderiam estar acontecendo de maneira simultânea. Para quem enxerga assim, o ponto B já está estabelecido; porém, a maneira como se sai do ponto A para chegar ao ponto B ainda não está determinada, podemos seguir uma série de alternativas – o livre-arbítrio. É aí que entra o conceito do Efeito Ômega; uma energia capaz de criar curvas nesta linha que nos leva ao ponto B, o que criaria um caminho sem começo nem fim. E, ao mesmo tempo, paralelamente aos planos temporais, está o cubo temporal; e nesses cubos, estão criaturas com tamanho, largura e dimensões que não podemos imaginar. Por isso Batman apareceu lutando contra aquele monstro absurdamente grande durante sua passagem temporal. O bioarquivista, que aparece falando com os heróis, explica mais ou menos isso aos heróis.

Voltando ao mundo em que o Morcego está, na Idade Média… Encontramos um Pastor revistando a casa de uma senhora que afirma que o marido foi levado pelo demônio. Só que ele acaba culpando a própria senhora pela morte do marido, além de acusá-la de bruxaria, uma prática típica da Idade Média para justificar fenômenos que eles não podiam explicar, ou mesmo de marginalizar outras religiões, como fazem até hoje.
A senhora (que pode até ser uma assassina, mas não é bruxa) é defendida no último instante por um pastor puritano – Bruce Wayne. Ele lembra um grupo mais radical do protestantismo, os anabatistas, que tem uma interpretação mais consciente dos escritos bíblicos e da própria palavra sagrada, uma leitura menos mística e mais lógica (isso é a cara do Batman). Seu nome agora é Mordecai Wayne. Batman ainda não se lembra de seu passado – embora tenha flashes da Batcaverna. Assim como Annie, a moça que o acolheu, ele também está perdido.
02-04Em sua postura como Mordecai, Batman rapidamente conquista a inimizade do Pastor que citei logo acima (que usa o codinome Malleus, Martelo em latim, ocultando seu nome para evitar ser encontrado por bruxos – uma prática comum dos inquisidores). Ele acha que a postura de Mordecai (Batman) de uma interpretação mais racionalizada e menos mística dos eventos que não consegue explicar é uma heresia, uma evidência da falta de fé: “um homem que nega o diabo, também nega a deus!
Algo de que você deve se lembrar: Batman deixa um livro com um homem chamado irmão Martin, um livro no qual estão escritas coisas das quais ele “precisa se lembrar”.
É revelado a forma como Batman chegou especificamente até ali: Na mesma caverna que Anthro usou; na mesma caverna do Povo-Morcego (e que um dia será a Batcaverna) Annie rezou e implorou aos seus próprios deuses que enviassem a Justiça, e também alguém que acabasse com a sua solidão. Assim, Annie atrai Batman para a sua época e momento. Mas também acaba convocando aquele monstro com o qual Batman teve que lidar logo que chegou aqui. Os inquisidores, abusando da força, conseguem acabar com Annie. E onde estava Batman? Lutando contra o monstro – nem deus, nem demônio.
E então, eis que cai um eclipse. Lembre-se que, nessa saga, as passagens temporais são feitas por eclipses. Antes disso, Superman e os outros heróis da Liga da Justiça ficam presos numa bolha temporal e tem que lidar com uma imagem – uma espécie de holograma – de Batman, e descobrimos que, nessa vertigem temporal a que Batman está sendo submetido, se ele conseguir alcançar o século XXI, ele matará todo o mundo. O juízo final.
Outro detalhe: Malleus se chama, na verdade, Nathaniel Wayne. E ele é amaldiçoado por Annie até o fim dos tempos.
Vamos para a próxima edição.

Volume #3 – Os “ossos da Baía Bristol” (Piratas)
(The Bones of Bristol Bay, roteiro de Grant Morrison e arte de Yanick Pasquette. Agosto de 2010)

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03-01Yo ho, yo ho, a pirate’s life for me! Proteja seus tesouros porque agora vamos falar de piratas. Essa edição tem algumas referências sobre piratas que provavelmente passaram despercebidas por mim porque esse não é um estilo que costumo ler muito. Agradeço a quem quiser me acrescentar algo.
A história é narrada por um personagem chamado Jack Valor, no ano de 1734. Quem é ele? Vamos descobrir.
O Barba Negra já apareceu na última página da edição anterior, e agora… Ele acredita que Batman é o seu rival, o Pirata Negro – que todos acreditavam estar morto. Sua memória começa a lhe revelar trechos do que aconteceu a ele, mas ainda assim ele não consegue conectar todos os pontos.
03-02Bom, já que Pirata Negro não é uma lenda, é hora de Barba Negra dar seguimento ao seu plano: ele está à procura de um tesouro do Pirata Negro, que ouviu dizer que estaria na Baía de Gotham. O tesouro do Povo-Morcego, os Miagani. Apesar de sua fama, o capitão Barba Negra evitava derramamentos de sangue desnecessários ou tratamentos cruéis a não ser quando se fazia urgente. Seu verdadeiro nome é Comodoro Thatch (existem várias grafias para seu sobrenome: Thatch, Thach, Thache, Thatche…).
Novamente aparece a futura Batcaverna; lembre-se que Batman é recolocado em lugares em que sua justiça se fará necessária, e que de alguma forma foram significativos para sua história. Ele precisa proteger os Miagani.
Bruce prova sua genialidade ao conseguir deduzir a condição econômica de Jack Valor observando detalhes de sua vestimenta. E alguma espécie de “memória” o faz relembrar de todas as armadilhas que os Miagani deixaram na caverna.
03-03Enquanto isso, na Sala da Justiça, os heróis que sobraram estão deliberando sobre seus próximos movimentos, agora que sabem é uma ameaça se voltar para o século XXI. Eles também já sabem que, de alguma forma, Batman encontrou um meio de se salvar. E é através das pesquisas de Red Robin que eles começam a entrar no encalço de Batman através do tempo.
De volta ao tempo dos piratas. As coisas ficam um pouco quentes por lá e os piratas acabam derrubando Batman de uma queda d’água- o único que sabia como sair da caverna sem ser ferido pelas armadilhas. Finalmente descobrimos a verdade: Jack Valor é o verdadeiro Pirata Negro. Bruce consegue uma capa, com a qual afugenta a tripulação. E conhece a tribo-morcego, os Miagani.
03-04Ao ser recebido pela tribo-morcego, Batman encontra uma imagem de si mesmo, da sua época de Homem-dos-Morcegos sob a qual se ajoelha: esse povo o “esperava” desde o começo dos tempos, para que faça a justiça. Como eu disse ali em cima, Batman sempre é levado aos momentos da história em que sua habilidade de fazer justiça é necessária. Esse momento simbólico o ajuda a recuperar uma parte de sua memória.
03-05Mais um eclipse. Batman já percebeu o padrão de sempre sumir durante os eclipses, e se despede dos Miagani e de Valor. Conforme nos relata em seu diário, Valor segue com sua carreira de Pirata Negro até conhecer uma garota.
Contando com a ajuda de Valor, Batman consegue proteger a história daqueles momentos que viveram. Batman pediu a Valor que arquivasse duas coisas: uma anotação incógnita e uma arma secreta, que é também o tesouro dos Miagani.
Por fim, ouvem-se sinos, cujo simbolismo será explicado na edição #6. Como os sinos do juízo final. O sino do Fim dos Tempos.
E, de quebra, um teaser da próxima edição: Jonah Hex. Velho Oeste. Uma referência engraçada é uma carta do Coringa sendo jogada pelo Jonah. Ele está ameaçado por um atirador mais competente, rápido e mais poderoso que ele. Adivinhe quem é.
Prontos para a próxima edição?

Volume #4 – “Noite Sombria, Cavaleiro Sombrio” (Velho Oeste)
(Dark Knight, Dark Rider, roteiro de Grant Morrison e arte de Chris Sprouse, setembro de 2010)

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04-01Já te mostrei uma história do Batman no Velho Oeste, você lembra? É só clicar aqui.
Nessa edição Batman está no estilo dos quadrinhos clássicos dos anos 30-40, como Jonah Hex e Tex (só para citar os que eu conheço). Logo de cara descobrimos porque Batman foi chamado ali: para cumprir uma vingança. Ele foi chamado para ser o Anjo da Retribuição em um caso de assassinato e injustiça. E também há a presença de um elemento da sua história: o colar que Cristine Van Derm envia para sua filha é um colar de pedras brancas, assim como o colar de Marthe Wayne.
04-02Falando em Van Derm, temos o início da história sobre eles (aliás, que arco complicado, as coisas acontecem e só são explicadas edições depois. Tem que ler mais de uma vez pra entender. Em duas palavras, Grant Morrisson): de origem alemã, eles eram uma família que perderam as riquezas no Velho Oeste. Como você vai lembrar, são eles que estão com os diários de Bruce Wayne e a caixa sagrada dos Miagani. Uma caixa com um segredo capaz de “virar o mundo de cabeça pra baixo”.
04-03Em meio a muito bangue-bangue, encontramos Savage – agora com câncer – e o Doutor Hurt, o homem que orquestrou toda a desgraça de Batman em “Descanse em Paz”. Ele está interessado no segredo dos Miagani – acredita que isso lhe dará a vida eterna – e sequestra/utiliza a coitada da Catherine Van Derm para tentar obter o segredo da caixa. Ao entrar em estado mediúnico, ela começa a ouvir sons de sinos – o que será explicado na última edição. Existem indícios de que Doutor Hurt seja praticante de certos rituais que invocam demônios e espíritos da Natureza. A moça começa a presenciar, através de visões mediúnicas, o momento em que Batman foi “jogado” no tempo por Darkseid, através do Efeito Ômega. Batman também está atrás da caixa que deixou com os Van Derm. Depois que o Morcego é baleado, a caixa acaba caindo de novo com Wayne e Van Derm, e a casa construída por eles abriga de forma segura a Caixa. Não foi dessa vez que o fim do mundo foi solto.
Catherine recita uma frase que também fica para ser explicada no volume #6: “Todos os dias tornam-se um só. E ele deverá ser forte por todos nós.”

04-04Temos também, na próxima edição, uma idéia de qual parte do tempo iremos: Doutor Hurt vai para a Inglaterra. Ele poderá se tornar Jack, O Estripador – ou pelo menos um deles, já que, conforme podemos ver por essa página, a identidade de Jack nunca foi plenamente esclarecida – ele podia ser vários homens. Já Alan Wayne (o seu nome só será revelado na próxima edição) se casa com Catherine Van Derm, e constrói o que seria a Mansão Wayne. É uma casa no estilo gótico, bastante sombria, com um cemitério Gótico no qual os mortos da família eram enterrados – um costume das antigas famílias ricas. A futura casa de Batman.

Então, de repente, não mais que de repente… Vamos para a próxima edição!

Volume #5 – “Mascarado” (Anos 40)
(Masquerade, roteiro de Grant Morrison e arte de Chris Sprouse, novembro de 2010)

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Abaixe as luzes da sua casa, seu chapéu, seu casaco, coloque um cigarro no canto da boca (mentira, não coloque não porque faz mal pra saúde) e se prepare para ir pros anos 40 nessa penúltima edição. Se você, assim como eu, curte Spirit vai pegar a referência logo na capa.
05-01Ainda na Sala da Justiça, Red Robin está provando que realmente conhecia Batman a fundo. Darkseid sabia que não havia problema que Batman não conseguisse resolver. Ficar preso no tempo passado seria algo que provavelmente o Homem-Morcego resolveria com os dois pés amarrados nas costas. Darkseid sabia disso. Seria preciso fazer mais. Por isso ele transformou Batman numa arma de destruição que, ao atingir o século XXI, traria a extinção mundial. E apesar de Batman ser muito querido por todos os heróis, eles não poderiam permitir que ele colocasse em perigo a segurança do mundo todo.
05-02E como não poderia deixar de ser, essa história começa com uma bela dama – uma mulher misteriosa que nos introduzirá ao roteiro. Ela pede que Bruce a ajude a desvendar o assassinato da sua melhor amiga. Até aí nada demais, as pessoas vivem pedindo coisas impossíveis para o Morcego. Só tem um porém: a tal amiga se chamava Martha Wayne. E para a missão, a misteriosa dama recomenda que Bruce utilize uma… roupa de morcego. Aparentemente ela é uma atriz. (Um detalhe que não tem importância no texto mas que eu achei legal comentar: quando ela começa a fumar no carro, Bruce pede que ela pare, mas ela afirma que cigarros fazem bem para a saúde, possuem várias vitaminas e até cita a American Medical Association, que até os anos 40 ainda afirmava que o cigarro fazia bem para a saúde. Há uma série de propagandas antigas com esse discurso, veja aqui, especialmente essa aqui.)
Lembra-se que na edição #2 eu falei sobre algumas anotações de Batman? Então. Ele vem mantendo o diário com anotações desde que era Mordecai Wayne. Mas ele parece não ter consciência que todos os narradores são a mesma pessoa – ele mesmo. Esse é o livro que salvou sua vida quando ele levou um tiro na última edição.
05-03Aparece a primeira menção ao Clube de Heróis: a referência a John Mayhem , “um dos homens mais ricos da América” (você vai se lembrar dele em A Luva Negra), o admirador de Marsha (que posteriormente é morta pelo Doutor Hurt). Marsha leva Bruce para conversar com a família de Martha, os Kane, tentar levantar mais alguns detalhes sobre o crime. Em primeiro lugar, o ladrão sabia o que era que o colar de pérolas que Martha estava usando (preste atenção: não é a Martha, mãe do Batman; é outra Martha Wayne, nos anos 40! Repetição de padrões!). Eles tem a teoria de que as pérolas, dadas por seu marido Thomas Wayne (!) eram um sinal para que o assassino soubesse em quem deveria atirar (enquanto ele fingia ser morto, mas na verdade estando vivo e aproveitando os frutos do dinheiro dela). E ela foi assassinada… Na saída do cinema! Com um filho que testemunhou tudo!
Esses velhinhos que você verá são… Os avôs de Batman. Sim, é tudo muito confuso nessa série. Descobrimos a família de Martha a de Thomas Wayne não se batiam muito. Um dos avôs do Morcego aparece utilizando um acumulador de Orgone – uma espécie de caixa onde se acumularia foça vital, revitalização, vítimas de derrame (caso do avô de Batman). Você pode ler mais sobre esse tipo de instrumento aqui.
A Mansão Wayne, conforme eu te disse lá em cima, já existe.
Um elemento que quem costuma ler Os Novos 52 já sabe é da existência do irmão de Bruce Wayne (se você não sabe disso, fique tranquilo que em breve o reboot será tratado aqui). Para quem não sabe, a referência está nessa edição. Há uma lenda antiga sobre Bruce: a existência de seu irmão, uma criança com problemas mentais que foi internada no Instituto Psiquiátrico de Willwood e esquecida pela família. Mas isso não chega a se concretizar no volume #5, se trata de uma armação. Na verdade, tem um detalhe aqui que não sei se cheguei a citar para vocês: o doutor Hurt também se chamava Thomas Wayne.
05-04Há um senhor nesse hospital psiquiátrico que diz as palavras: “Batman, cuidado… O buraco nas coisas”. Essa é uma expressão recorrente que já apareceu em Batman: RIP. “O buraco nas coisas” seria o MAL primitivo.
Novamente Batman beijando uma moça numa tomada contra a luz, exatamente como na edição #2. Ele está vestindo uma roupa de Morcego.Ele sente que isso já aconteceu com ele. Apofenia: repetição de padrões. Pela primeira vez na história, Bruce é chamado de Cavaleiro das Trevas.
05-05É hora de enfrentar os assassinos de Martha Wayne – o chamado de justiça que convoca Batman desde o início dos tempos. E isso acontecerá… Num ritual satanista. Batman se infiltrará na filmagem do filme A Luva Negra, como um Morcego, para tentar desmascarar os assassinos. Mas falta algo: Marsha não é confiável. Ela envenenou Batman através de uma substância paralisadora que estava nos lábios dela (clara referência a Hera Venenosa). E então… Batman foi levado para o centro do ritual satânico. Várias referências a rituais ocultistas e bizarros aparecem durante a HQ, e referências feitas aos trechos em que Wayne realiza ritos satânicos e drogas, espalhados durante a saga Descanse Em Paz. Hurt quer descobrir o Segredo dos Miagani, e para isso decide invocar Barbatos, que é o Hiperadaptador (explico depois). Para concretizar isso, ele seria a vítima de um sacrifício, o bode expiatório do demônio que purgaria o sangue em nome de Gotham. Eles ateam fogo em Batman… E de repente, se ouvem sinos. Antes que pudesse ser consumido pelo fogo, ele é levado a sua derradeira viagem no tempo, junto com Barbatos – O Hiperadaptador. E ele chega… No século XXI. Na Sala da Justiça. Mas algo está… terrivalmente errado com ele. Terrivelmente errado.
Aqui descobrimos também que o derrame do avô de Batman, Roderick Kane, não foi acidental. Ele se recusou a trabalhar com Hurt, ao contrário dos outros membros da alta sociedade, que entraram na sociedade secreta de Hurt.

Volume #6 – “O Fim de Tudo” (Século XXI)
(The All-Over, roteiro de Grant Morrison e arte de Chris Sprouse, dezembro de 2010)

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06-01Eis aqui a tão almejada última edição dessa saga! Como eu te disse no começo do texto, são apenas 6 volumes, mas com detalhes tão minuciosos precisam ser “dissecados” para melhor compreensão. Existem detalhes que mesmo eu não entendi, mas tentarei explicar o melhor possível para vocês. Na verdade, eu escrevi esse texto, depois revisei, adicionando cada vez mais detalhes. Para quem chegou até aqui: obrigada! Falta pouco para entender completamente o Retorno de Bruce Wayne.
06-02Primeiro de tudo, que diabos é esse bio-arquivista, esse alienígena que aparece toda hora nas edições, conversando com os outros heróis? Bio-arquivistas são espécies de vida artificial responsáveis por registrar os eventos que conduzem aos fim do universo (exatamente o que acontecerá se Batman for solto no século XXI). Os arquivistas informam que a história de Batman será o último registro antes do fim do universo, porque depois de Batman será o fim do universo como o conhecemos e o início de um universo novo. Ele também cuida de Batman, que está muito ferido devido à tentativa de ser queimado vivo na edição anterior (através do procedimento chamado Transfusão Lázarus). Ao fazer o escaneamento do corpo de Bruce, o bio-arquivista detecta uma ameaça, uma infestação – te conto daqui a pouco o que é. Batman afirma: “sempre tem alguma coisa lá fora, rastejando, chegando perto”.
06-03Outro conceito que você precisa guardar é o conceito de arquétipos, um termo que designa um conjunto de símbolos/marcas/registros incrustrados profundamente no inconsciente coletivo da humanidade; uma espécie de consciência coletiva. Padrões que se repetiram várias vezes nessas edições são esses símbolos determinantes na história do Batman: o colar de pérolas de Martha Wayne; sinos; eclipse; uma mulher; o revólver e a bala com a qual ele atirou em Darkseid.
06-04O modo como Batman vinha viajando no tempo até o fim da edição #5 era mais ou menos o mesmo: recebia um chamado de justiça de algum período do tempo que tivesse alguma relação com algum desses símbolos citados acima. Só que dessa vez foi diferente, ele usou uma máquina do tempo, com a qual acabou saindo da linha temporal (lembra daquela conversa de Ponto A até Ponto B lá de cima?) A utilização da máquina do tempo fez Batman sair do esquema de teleporte através dos eclipses. Bruce chega na atualidade com a ajuda do bioarquivista que eu falei lá em cima.
06-05Só que a chegada de Batman não foi tranquila, mesmo depois de ter sido cuidado pelo arquivista. Ele está infectado pelo Hiperadaptador, que foi uma criatura enviada pelo temido Darkseid para manter Bruce preso dentro do Efeito Ômega. É uma idéia de morte, uma maldição viva feita para destruir a humanidade. Sendo a Equação Anti-vida, numa simplificação, o medo da morte, o medo do vazio e do nada, as interações feitas com a Sanção Ômega aumentam esse medo e essa sensação de proximidade com a morte. O Hiperadaptador persegue Batman tentando aumentar nele esse medo da morte, essa sensação de que a vida não faz nenhum sentido, fazer crescer nele o desespero por uma existência injustificada da qual ele não estava entendendo nada – e que todas as tentativas que ele fizesse de entender algo seriam infrutíferas, já que ele provavelmente sairia de um ciclo de dor para outro. Batman tem carregado esse Hiperadaptador desde que enfrentou Darkseid.

06-06E agora o Hiperadaptador finalmente consegue começar a dominar Batman, tornando-o uma ameaça para os heróis que o estavam procurando desde a edição #2. (Tem um flashback bem interessante do momento em que Bruce decide se tornar Batman, ainda jovem – lembre-se disso). Red Robin o encontra antes da Liga da Justiça, tenta entender o que aconteceu com o Morcego e como ele chegou nesse ponto, com essa aparência assustadora. Tem um detalhe que provavelmente você não percebeu: Rip Hunter, responsável por dirigir a Bolha Temporal em que os heróis estavam, esquece a chave dela no contato. Batman se aproveite desse deslize.
Como se tudo que ele viveu não fosse suficiente, Batman ainda está com o Hiperadaptador, mais louco das idéias do que nunca, e acaba trancando Superman e todos os heróis numa nova bolha temporal que ele construiu. Daí Batman sai para achar um local adequado para a batalha final entre eles – porque caso eles conseguissem remover o Hiperadaptador de Batman em um lugar desprotegido, ele poderia migrar para qualquer lugar do mundo e do tempo, gerando novamente um ciclo de dor, desespero e vazio, que provavelmente não seriam controlado. Batman está tentando salvar tudo e todos. Batman havia deixado um mecanismo na bolha para que os heróis conseguissem escapar depois de um tempo (sinal de que ele não estava completamente louco, mas em algum lugar de si guarda uma certa consciência? Mantenha isso em mente, é crucial).
A cena da Batalha Final entre os heróis é extasiante. Batman está ameaçador sob posse do Hiperadaptador. Ao encontrar Red Robin, nos lembramos de um detalhe do qual falei no texto “Red Robin – O Graal”: Tim Drake foi o ÚNICO que nunca acreditou que Batman havia morrido.
Agora, ao ver seu pai e mentor ali, Drake sabe que estava certo, mas… Tem algo diferente. A temperatura da sala abaixa na presença de Batman. Há coisas rastejando sobre Bruce. O Hiperadaptador está sobrecarregando o sistema nervoso de Bruce. Parece que sua memória ainda não voltou completamente, ele não sabe seu nome verdadeiro, nem se lembra de Damian ou Dick. Ele se lembra de Superman e Mulher Maravilha por causa dos símbolos desenhados por Anthro e depois utilizados pela Annie (lá em cima).
Os heróis finalmente acham o Morcego, e a Mulher-Maravilha utiliza seu Laço da Verdade para, finalmente, saber o que aconteceu com Batman.

Caríssimo leitor, por favor preste atenção nesse momento. Se eu for te pedir para ler uma única parte dessa HQ, que seja essa. Serão feitas várias revelações.

06-07Quem conhece um pouco sobre a Mulher-Maravilha sabe que o Laço da Verdade que ela usa tem um poder que não pode ser quebrado ou resistido. E então, ao prendê-lo nos pulsos de Batman, a verdade começa a vir a tona. Um detalhe muito interessante (e assustador): o Hiperadaptador entra em pane quando Batman começa a contar a verdade, ele começa a dizer palavras desestimuladoras e de morte para o Morcego, a evocar todo o seu medo, a tentar emergi-lo no desespero, manda Batman se calar. Mas ele continua falando.
06-08Percebemos aí a genialidade de Batman e de seu plano: as pequenas lembranças que Batman ia tendo eram apagadas pelo Hiperadaptador e, tendo consciência disso, ele próprio engana o Hiperadaptador, induzindo-o a levar àquele momento e poder contar com a ajuda de seus aliados – e o Arquivista o ajudou a nublar a sua memória para que o Hiperadaptador não percebesse seu plano.
Só que… Antes que Diana, Clark e os outros pudessem ajudar Batman, o Hiperadaptador assume o total controle de Batman e faz um escaneamento completo de toda a memória de Batman, de tudo que a compõe, todos os elementos.
06-09Não consegui identificar todos os elementos, mas alguns deles podem ser explicados: “sacrifício” e a imagem do colar de pérolas de Martha Wayne; “apofenia” ou repetimento de padrões, e a idéia de que o sofrimento é cíclico (o colar, inteiro na imagem anterior, agora está despedaçado, exatamente como ele ficou depois do assassinato dos pais de Bruce; o revólver e a bala utilizados para acabar com Darkseid mas que também induziram Batman a essa jornada de sofrimento); “pow”, a sonoplastia de socos, e a risada de Coringa, representações de seus inimigos e de tudo que podem causar a ele e aos inocentes de Gotham; o cavaleiro negro do jogo de xadrez – o Dark Knight.
Batman está de volta… Mas como outro “ser”, possuído completamente pelo Hiperadaptador, que agora tem consciência de seu plano para prendê-lo (Batman pretendia utilizar uma das Esferas Temporais de Rip Hunter para enclausurar o Hiperadaptador no tempo). O Hiperadaptador agora sabe o que ele iria fazer. É o fim de Batman e de toda a humanidade?Possuido

Não, caros amigos, Batman não é um dos homens mais inteligentes da Terra à toa. Batman conseguiu ENGANAR o Hiperadaptador. Ele SABIA que um dia o monstrengo poderia possui-lo. Então o que ele fez? Deu a ele memórias falsas, obrigou o Hiperadaptador a gastar toda a sua bateria e levou-o àquele momento em que ele poderia ser combatido pelos heróis da Liga da Justiça. Maldito seja Batman, o cara planeja tudo até quando está fora de si, perdido no tempo e sem noção de quem ele é. E eu mal consigo nem fazer meu salário durar o mês inteiro. Enfim.
O Hiperadaptador ainda tenta apelar para as lembranças de Batman, e se transforma num Morcego, mas os heróis conseguem, depois de uma luta muito árdua, prender o Hiperadaptador numa bolha temporal.

Hiperadaptador

06-10Problema resolvido? Vamos pegar nossos panos de bunda, alguém dá uma carona pro Batman ir pra Bat-caverna comer os waffles horríveis do Alfred? Não. Nada nunca é simples quando envolve o Batman.

Veja… Darkseid, muito mais do que uma entidade, é uma idéia. É um conceito, é o mal, o vazio, a nulidade. O Efeito Ômega é a medo da morte. Então, a única forma de livrar-se da radiação Ômega é aceitando a morte de braços abertos. A única maneira de acabar com Darkseid é deliberadamente morrer.
Para encerrar o mal que está nele, a Sanção Ômega, o mal capaz de destruir toda a humanidade, Batman deve morrer.

Os heróis estão observando Batman se livrar da Sanção Ômega. Ele está clinicamente morto há dois minutos, e depois que ele terminar de liberar todas as radiações, eles terão apenas alguns segundos para tentar revivê-lo.
Enquanto isso, Batman faz uma viagem: ele vai até o Quarto Mundo, o plano das idéias. Ele vê Darkseid, que se alimenta da morte, do medo que as pessoas tem da morte, do vazio, da insignificância da existência. Mas tem um detalhe que você talvez já tenha pensado: Batman não tem medo da morte. Ele a acolhe e a recebe de braços abertos, caso ela sirva para que a Justiça seja feita no mundo. Por inúmeras vezes ele já arriscou a própria vida para salvar inocentes.
Darkseid tem seu efeito diminuído nessas circunstâncias. Batman transcende a existência humana: ele é mais que um humano, porém sem perder sua mortalidade. Ele encontra e dá significado à sua vida através da sua luta por Justiça. Então, ao encontrar Metron (que você deve se lembrar da descrição do Augusto), ele diz que a humanidade está destinada a formar um Quinto Mundo, que é quando o Homem se tornará divino, buscará a harmonia através da Justiça, e os homens serão maiores do que já são. Não haverá ego ou apelo material, medo da morte, ignorância ou sofrimento. Batman percorreu um longo caminho: a luta pela justiça, a morte destemida, o renascimento, sem deixar de ser um homem. Batman deve ser o pioneiro desse Quinto Mundo, um mundo de humanos fortes com um aguçado senso de justiça. Por isso Batman será o precursor de um novo universo.
Logo em seguida, Metron pede a Batman que conte a ele a sua primeira verdade. E então… Finalmente conheceremos também o significado dos sinos: você se lembra do momento em que Bruce decide se tornar o Batman? Vamos ler algumas páginas de “Ano Um”. Batman havia saído para combater o crime de alguma força, mas totalmente sem orientação, só com uma máscara, e acabou sendo baleado na mão por um criminoso. Ele havia se machucado seriamente, e estava decidindo se chamava ou não Alfred para conter o sangramento. Se não chamasse, sangraria até a morte, ou seja, constataria que sua vida não tinha significado. Se chamasse… Era porque sua vida tinha um significado.

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Página 28 da HQ “Batman: Ano Um”

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Página 30 da HQ “Batman: Ano Um”

Os sinos representam o EXATO instante em que Bruce se torna Batman, em que ele decide que existe sim algo pelo que lutar: a Justiça em nome de seus pais.
Depois de se livrar de toda a radiação Ômega, Batman retorna para a sua dimensão.
Batman está de volta. Existem pessoas esperando para serem ajudadas. E enquanto elas existirem, Batman também existirá.
Bruce Wayne está de volta!

Bruce

Essa foi uma das sagas que mais me deram trabalho para escrever, levei cerca de 11 dias só nessas 6 edições. Tentei abranger o máximo de referências possíveis. Não sei se acho Grant Morrison brilhante, se o odeio, se fico pensando o que esse cara usa. Mas inegavelmente, questionar a própria tessitura do tempo foi uma escolha grandiosa para o retorno de Bruce Wayne.
Daqui pra frente, vamos acompanhar como o mundo reagiu a essa volta. Existem muitas coisas para serem remendadas agora.

Espero que vocês tenham gostado!

Ah, tem mais um detalhe: no texto de “Batman: Descanse em Paz” comentei que um trocadilho contido em “Batman: RIP” se perdia na tradução para o português. Pois bem, hora de explicar: na edição #16 da série Batman e Robin, foi revelado que na verdade o RIP do título não significava “Rest In Peace” (Descanse em Paz), mas sim Rot In Purgatory (Apodreça no Purgatório)!

Batman RIP

Página #16 de Batman & Robin #15 (2009)

O link para download está a seguir, mas, antes, uma galeria das excelentes capas dos volumes que compõe essa saga. Boa leitura!

Galeria

COVER

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  1. Mais um ótimo texto do Batman Guide!
    Só gostaria de fazer uma correção: no volume #2 a história se passa durante o período Colonial da Nova Inglaterra (meados do séc. XVII). As denominações cristãs puritanas só apareceram anos depois da Reforma Protestante, que por sua vez ocorreu já no final da Idade Média.

  2. OI, como vai?
    Eu sou novata por aqui, mas já adoro os posts do blog e li a grande maioria(o que foi de uma ajuda grande para entender a historia do homem-morcego), inclusive o especial dos filmes do Batman. Então eu só quero deixar minha humilde sugestão de que seria realmente MUITO legal vcs ai do blog fazerem um especial de filmes dele só que os animados, tipo batman gotham knight (um filme que eu acho incrível).
    Tchau e continue com seu trabalho magnifico.

    • Oi Alice, tudo bem?
      Seja bem-vinda! Obrigada por apreciar nosso trabalho!

      Querida, já temos previsto em nosso cronograma um Especial sobre as animações do Batman. Fique tranquila que não vai demorar muito tempo, moça.

      Beijos e obrigada pela sua sugestão!

  3. Aleluia!Finalmente meu BatSite favorito voltou á ativa(peloamordegotham não demorem tanto tempo assim pra postar rsrs).Lembro que na primeira vez que li essa saga soltei um belo ”Que diabos é isso?”,como bem disse,também não sei o que penso do Morrison,um louco noiado das ideias ou um gênio,ás vezes tenho a impressão que ele está fazendo hora com a nossa cara criando um enredo tão complexo desnecessariamente,só que quando você vê a mensagem final da história,é de cair o queixo(fora as inúmeras referencias, da cultura pop a fatos históricos):o poder da superação,sempre vi isso em Batman,alguém que está sempre se superando,ele é só um ser humano,mas sua força de vontade,garra,dedicação,disciplina e inteligencia ele se iguala(e supera)muito neguim superpoderoso.Apesar de vários fãs criticarem esse endeusamento do Morcego feito pelo Morrison(Toda a passagem dele na DC nos últimos anos foi para engrandecer o Batman,convenhamos),acho que isso é a graça do personagem,é um homem ”comum” fazendo o incomum,o que o destaca dos demais heróis.

    Parabéns pelo texto Jéssica,clareou meus entendimentos sobre a história,muito bem escrito e organizado.Gostaria de sugerir que vocês abrangessem mais o foco do site,passando a ter notícias atuais do Morcega,quem sabe coberturas de eventos DC envolvendo seu universo,ter promoções,etc;formando assim um BatSite mais completo,enfim,o site está ótimo mesmo assim,se hoje sou um Batmaníaco(me interessei mais pelo personagem depois dos filmes do Nolan) devo em parte a vocês por terem me apresentado melhor sua enorme gama de histórias que me fizeram ficar fissurado no Cavaleiro das Trevas =)


    • Olá Renki, obrigada pelo seu comentário!
      Muitas vezes também me questiono sobre o porquê de ele juntar elementos aparentemente tão desconexos, mas de alguma forma tudo acaba se encaixando no final e fazendo perfeito sentido. Problema é que muitas vezes sem um pouco de orientação as HQs dele ficam meio indigestas e requerem a leitura mais de uma vez. Obrigada por compartilhar conosco seu ponto de vista sobre o Morrisson!

      E sobre a sua sugestão para uma mudança de diretriz no Batman Guide… Acredite em mim, nós adorariamos montar um portal completo sobre o Batman e todo o Universo DC em todas as mídias: quadrinhos, animações, filmes, notícias, fazer mais promoções ainda, enfim. Só que, conforme você deve ter visto na página Contato, a equipe do Batman Guide é formada apenas por duas pessoas, e nós dois temos vidas bem corridas, trabalhos, estudos, família. Assim, optamos por fazer um trabalho específico só sobre quadrinhos, mas bem-feito, do que extrapolar nossas realidades e faltar tempo para atualizar o blog com frequência.

      Mas ficamos muito gratos em saber que te motivamos a gostar mais ainda de Batman. E pode ter certeza que, sempre que possível, procuraremos abordar outras mídias relacionadas ao Morcego e ao Universo DC – Como você pode se lembrar dos nossos Especiais, dos nossos comentários sobre Grant Morrisson e sobre o Ben Affleck.

      Beijos e até a próxima!

  4. Antigamente eu comentava no blog como leitor, mas hoje em dia como também sou “escrivinhador de textos” daqui ficaria um tanto idiota eu continuar comentando como se não fizesse parte do processo.

    Mas esse texto mereceu um “parecer”. Na escolha dos textos eu peguei alguns difíceis pra mim sim, tipo Crise Infinita, Crise Final, Noite Mais Densa… mas alguns em particular do Batman cuja a trama estava complexa demais (ou que havia um “Morrison” escrito na capa), eu deixei pra Jéssica, inicialmente porque eu sabia que eu escreveria pre disposto a criticar o careca safado do Morrison, e pondo negatividade em suas obras que, na realidade (sim, eu admito) são inteligentes olhando por algum ponto de vista.

    Enfim, esse texto é a uma representação de competência e fala por si mesmo.

  5. (..) Catherine recita uma frase que também fica para ser explicada no volume #6: “Todos os dias tornam-se um só. E ele deverá ser forte por todos nós.” (…)

    Qual é o significado? Fiquei esperando e não consegui ver rs
    Parabéns pela análise!

  6. Cara, fiquei p%#@ da vida agora. Acabei de ler A Piada Mortal, relançada pela Panini mês passado, e ñ é só o Morrison q curte colocar mistério sobre o final da hq. Pois aconteceu o seguinte: Brian Bolland, o desenhista, escreveu um posfácio, ao q parece em 2008, e começou dizendo q ele teria um espaço de 800 palavras mais ou menos e q se a frase acabasse no meio seria por causa desta limitação. Pois bem, ele diz q mts pessoas acham o final ambíguo e q ele vai contar o q realmente acontece, mas aí ele começa a falar sobre outros detalhes e no fim retorna ao assunto. A seguir palavras dele:

    “Falando nisso, chegou a hora de revelar o q realmente acontece no final de A Piada Mortal: enquanto nossos protagonistas ficam na chuva rindo da piada, as luzes da polícia refletem na água suja no chão e a mão do Batman alcança – -”

    Acabou o espaço das 800 palavras!!!

    Sem querer reiniciar qualquer tipo de discussão, é apenas um fato. Lógico q isso de 800 palavras ñ tem nada a ver, ele só queria msm botar mais lenha na fogueira, lembrando q o comentário do Morrinson foi esse ano e o posfácio já tem 5 anos aprox.

    Aaaarrrggghhhhh!!!!!!!!!

  7. Menina seu blog é simplesmente o melhor que achei da net, estava procurando um guiade leitura para o homem morcego e achei o Guide por acaso, parabens pelo trabalho, suas resenhas nos da ainda mais agua na boca para ler as obras do BAT.

    Devo dizer ainda que conheci seu blog a 3 dias e simplesmente viciei no seu trabalho, ja baixei os 53 primeiros arquivos e li as respectivas resenhas, nao teve nenhuma que eu nak tenha gostado.

    Voce esta fazendo do batman meu heroi favorito…..

    • Então, aqui é o meninO, não a meninA, estou dando um help com os comentários, apesar desse texto não ser meu.

      Ficamos gratos ao acaso de ter encontrado a página, e gratos (claro) com sua presença e comentário aqui. O Batman é noss herói favorito também, de certo deixamos isso passar pelas palavras no texto e o efeito é esse, mais fãs para o morcego.

      Agradeço também pelos elogios as resenhas, eu também as escrevo, e é gratificante ler coisas como as que você disse.

      Obrigado por tudo e bom fim de ano. Até a próxima, Elton.

  8. Outra hora elogio o site (e q site). Mas baseado na dúvida a respeito da criatura do segundo arco (a aparentada a Cthulhu), o texto lembra sim os cânticos profanos ao próprio no conto O Chamado de Cthulhu, na realidade bem parecidos mas com letras diferentes. Em contra partida jogando no Google achei como sendo (nesse caso exato) a fala de um inimigo no WOW, Twilight Lord Urizen. Só passando a título de curiosidade.

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