#103 – Flash: Renascido

Hi, I’m Johnny Knoxville and this is Jackass. Mentira.

Cidadãos de Gotham, apertem os cintos que a viagem será veloz. Mais veloz que o som, mais veloz que a luz. Ponto de partida? Central City, a cidade do FLASH.
Estamos em uma empreitada valente dentro de um blog sobre Batman: falar dos demais heróis que fazem parte de seu “circulo social”, e aqui vamos nós com um post para o Flash.
Já falamos sobre:

Asa Noturna
Mulher-Maravilha
Superman
Lanterna Verde

Chegou a hora de falar do “fastest man alive“.
Assim como o uniforme de diversos heróis, o manto do velocista escarlate já foi usado por mais de uma pessoa, mais exatamente três: Barry Allen, Wally West e Bart Allen. Mas existiram QUATRO Flash. “Santa lesma com bronquite, Batman! Como pode isso?”. Na série dos Lanternas Verdes, rolou algo do gênero: Evolução de idéia.
Quando se fala de “Lanterna Verde” lembramos de quem? Claro, depende de quem você mais curte, eu diria Kyle Rayner, maioria esmagadora lembraria do Hal Jordan, alguém que assiste a animação da Liga da Justiça lembraria do John Stewart, Guy teria sua porcentagem também… Mas o PRIMEIRO Lanterna Verde nos quadrinhos foi Alan Scott. O cara não tinha nada a ver com Oa, com bateria central, com Parallax, Sinestro, Multiverso… Era um sujeito com um anel mágico. Só. Assim era Jay Garrick, o primeiro Flash, só um sujeito que corria pra caramba, sem nenhuma ligação com Speed Force, viagens no tempo e coisas do tipo.
No texto dos Lanternas Verdes vocês viram um resumo pessoal de cada um dos membros terrestres da Tropa, e nesse texto também teremos um resumo pessoal de cada velocista da Terra. É, malandragem, tão achando que só tem os Flash e fim de papo? Tem maior galera correndo junto nessa maratona em mach. Mais louco que mamute com calvice.

Fora os já citados, ainda temos os Flashes Reversos (Edward Clariss/Eobard Thawne/Hunter Zolomon), Johnny e Jesse Quick (Johnny e Jesse Chambers) e Quicksilver (Max Mercury). Para isso não virar um texto desnecessariamente gigante, falarei o básico sobre o “Universo Flash” e seus participantes.

The-Flash-Alex-Ross-DC-Comics-print

Mas antes de falar dos velocistas do Universo DC, faremos 5 intervenções para você entender melhor o personagem. Vamos a primeira delas.

Speed

“Já saquei o lance, quanto mais velocidade eu conseguir pra dar uma voadora, melhor”. Em parte é verdade, mas não se trata disso. A Speed Force é uma “fonte” pros velocistas da DC, é a Valhalla dos Flash. É um boteco onde só que passa da velocidade Mach pode tomar umas biritas.
A Speed Force é uma “dimensão” que divide o mesmo espaço que nossa realidade da Terra, e a influencia diretamente. É como se ela conectasse a física de tudo e todos que existem em todas as épocas de todos os universos, e apenas alguns pouquíssimos podem fazer “uso” de sua energia. Esses poucos são os velocistas Jay Garrick, Barry Allen, Wally West, Bart Allen, Johnny e Jesse Quick, Quicksilver e etc.
É literalmente uma energia onipresente e também é um “espaço físico” para os velocistas, podendo ser acessado pelos mesmos. Como se não fosse suficiente, também é o “paraíso” deles. Quando um velocista morre, vai pra Speed Force. Que beleza, né? Não precisam mais se preocupar com inferno nem nada do tipo.
Mais recentemente, Max Mercury (Quicksilver), que já estava preso lá e tornou-se meio que um “especialista” na coisa, explicou ao Barry que a Speed Force foi criada no momento em que ele (Barry) ganhou seus poderes, e que a Speed Force é alimentada por cada passo que ele dá. É como se o Barry fosse o messias dos velocistas e o gerador de onde todos velocistas puxam energia.
Inclusive, ela também é um tipo de “forma de medida” de velocidade. Existe a barreira do som, a barreira da luz, a barreira do tempo, a barreira da dimensão, e enfim a barreira da Speed Force. Dá pra entender bem qual é a ordem das coisas, né? Pra viajar no tempo, você tem que superar consideravelmente a velocidade da luz. Pra passar de uma dimensão pra outra, tem que superar a velocidade de viagem no tempo, e por fim, para acessar a Speed Force, tem que superar a velocidade necessária para viajar entre dimensões.

Flash

Não é “O” Flash, são OS Flash. Speed Force colocada onde deve, prosseguiremos falando dos personagens.

Jay

Jay_GarrickJason Peter Garrick é o Flash original. O primeirão. Teve sua estréia em 1940 (lembrando que Batman e Superman tiveram suas datas de estréia em 1938/39) sendo criado por Gardner Fox e Harry Lampert. Esse Flash ganhou seus poderes após inalar uns vapores loucos em um laboratório, vapores estes que despertaram/otimizaram alguma coisa no cérebro dele e o camarada começou a se mover numa velocidade absurdamente alta.
O uniforme não tem mistério, exceto seu penico na cabeça. Depois de eu explicar a origem do penico vocês ficarão com pena de pensar no capacete dessa forma. Aquele capacete na verdade era do pai de Jay Garrick. O pai dele ela do exército e foi pra guerra com aquele capacete. Jay personalizou com as asas do lado como uma referência ao deus grego Hermes (Mercúrio dos romanos), que possuia as botas com asinhas semelhantes nas laterais, que lhe garantiam a super velocidade necessária para ser o mensageiro do Olimpo.
Como podem perceber, não tem lhufas de Speed Force no assunto. É uma capacidade inteiramente corporal, nada a ver com campos de energia ou “física” propriamente dita.
Jay Garrick faz parte da Sociedade da Justiça quase desde sempre, sendo um dos membros mais antigos da mesma.
Apesar de muito veloz e de ter algumas capacidades parecidas com a dos velocistas mais modernos, Jay é visivelmente posto como “abaixo” de Barry Allen e cia. A DC coloca Jay como “segundo mais rápido” do mundo.
Alguns de seus poderes fora a alta velocidade é poder vibrar seus atomos tão rápido a ponto de ficar invisível. Após o reboot, Jay passou a ser um personagem da Earth 2, tornando Barry Allen então o primeiro Flash da Earth 1. Seus poderes são completamente providos de uma força mágica natural que já nasceu com ele. DC é incrível, não? Destruindo tudo o que você sabe desde os anos 30.

Barry“Barry é o tipo de homem que eu esperava me tornar se meus pais não tivessem sido assassinados”. (Batman)

Flash-Barry-Allen-by-Alex-RossEsse é o primeiro Flash morderno, segundo Flash da contagem pré-reboot, e primeiro Flash da contagem pós-reboot. Bartholomew Henry Allen, criado em 1956 por Robert Kanigher, Carmine Infantino e John Broome. Com esse teremos MUITO assunto.
Esse é o famoso Flash que foi o primeiro a ser membro da Liga da Justiça, foi o criador do “Cosmic Treadmill” que é uma máquina usada para fazer viagens no tempo, foi o primeiro a usar o tal anel que carrega o uniforme de Flash… Com Barry Allen muita coisa nova surgiu.
Barry não teve uma história tão trágica como os demais heróis que o cercam. Por um bom tempo ele teve um emprego razoavelmente bom (policial forense), uma mãe, uma esposa… Uma vida “normal” exceto pelo fato dele poder se mover na velocidade da luz. Mas não se enganem, não é porque ele tem o poder da super velocidade que isso faz dele um sujeito pontual. Barry Allen sempre foi um sujeito muito lerdo e vivia chegando atrasado em tudo que marcava.
A história dele conta com diversas viagens no tempo, ele inclusive chegou a viver um tempo no futuro. A coisa é meio complicada. No principio da história a Speed Force sequer foi citada. Começando do início… Um raio atingiu uns produtos químicos que acabaram por banhar Barry Allen, lhe dando os poderes que conhecemos hoje.
“Beleza, então a chave pra Speed Force é misturar água sanitária com pinho sol e um relâmpago? É nóis que corre, Claudinei Quirino”.
Essa foi a forma que ele se tornou o velocista que é. Eobard Thawne também fez isso, e Wally West também. Taxa de raios atingindo pessoas nas histórias do Flash deve ser maior do que nas do Thor.
Mas então… Barry é admirado por todos os demais velocistas que vieram após ele. Todos se espelham em Barry de alguma forma. Seu uniforme foi inspirado no uniforme do Shazam (vermelho com um raio no peito), e todos os demais após dele se basearam no de Barry.
Ele fez parte da primeira formação da Liga da Justiça, que foi criada após uma invasão alienígena na Terra, onde heróis de toda parte se uniram para salvar o planeta, mas até aí a história dele não teve grandes tragédias, as coisas começaram a complicar depois do casamento. Como todos sabem, casamento costuma a ser a primeira de muitas tragédias na vida de um homem. Tô brincando, não teve nada a ver com isso, e casamento também não é tragédia (às vezes).
Já casado com sua amada Iris West-Allen, durante seu sono ele acabou contando a ela que era o Flash. Ela fingiu que não tinha ouvido nada, mas após algum tempo Barry contou isso a ela por conta própria. “Santa revelação, Batman! A vida dela virou uma zona!”. Nada disso. A revelação do Barry era bombástica mas não tanto quanto a revelação que Iris tinha para ele: ela veio do século 30 ainda como criança e foi adotada nessa época (presente).

Tudo certo, pra tudo se tem solução, menos pra morte. Mas a morte veio até a família Allen. Eobard Thawne, o “segundo” Flash Reverso (se considerarmos o inimigo de Jay Garrick no run oficial), um homem que era apaixonado há tempos por Iris, veio do futuro e a matou por ciúme. Tempos depois Barry ia casar com outra mulher, e o cara tentou matar a futura esposa dele DE NOVO. Barry conseguiu impedir, mas acabou matando Eobard quebrando seu pescoço, e por estar lutando contra ele, não pode aparecer em seu próprio casamento, e sua noiva acabou perdendo a sanidade de tamanha decepção.

Reverse_Flash_067Flash foi julgado culpado pela morte de Eobard, mas o júri tinha sofrido algum tipo de lavagem cerebral, e Barry percebendo que a sentença não estava sendo feita por gente em sã consciência, fugiu. Como as respostas para o crime estavam em outra época, foi geral pro futuro ver que porcaria estava havendo. Descobriram que o vilão “Abra Kadabra” estava se passando por Flash Reverso. Após derrotar o babaca, Flash passa a viver no futuro com a Íris de lá (século 30), que não morreu.
Mas aí algumas semanas depois veio a Crise nas Infinitas Terras. Barry foi trazido de volta ao presente e aprisionado pelo Anti-Monitor, por ser o único ser capaz de viajar entre os universos como bem entende. O anti-monitor tinha um canhão antimatéria pronto pra detonar a Terra, e Barry acaba com os planos do sujeito correndo em alta velocidade criando um vortex pra impedir o canhão de atingir a Terra. Ele conseguiu, porém acelerou tanto que acabou preso na Speed Force. Após isso, Kid Flash (na época Wally West) assumiu como novo Flash.
Depois disso Barry faz uma aparição junto a Max Mercury e Johnny Quick, ajudando Bart Allen naquele lendário trecho onde eles tentam ferrar o Superboy-Prime, e mais a frente durante a Crise Final, correndo atrás da bala de radion, seguido logo a seguir pelo Black Racer.

No evento “A Noite Mais Densa”, ele exerce papel interessante numa luta direta contra William Hand (Black Hand), e de quebra ainda foi convocado para ser membro temporário da Tropa dos Lanternas Azuis, transformando seu tradicional uniforme vermelho em um inovador uniforme azul.
Na saga Rebirth, Barry passa por maus bocados. Eobard Thawne, o Flash-Reverso, infectou a Speed Force, e Barry acabou tornando-se o Black Flash, praticamente a”morte” do universo dos velocistas. Acidentalmente chega a matar o herói Johnny Quick e o vilão Savitar. Não vou me prolongar nos detalhes dessa história aqui, pois foi a história selecionada para esse post, e virá com todos detalhes necessários.
Por fim, tivemos o Ponto de Ignição/Flashpoint, onde surge a “brecha” para o reboot.
Hoje em dia, nos Novos 52, Barry já fez bico na “The Dark Knight”, entrou para a “nova primeira formação” da Liga da Justiça (junto a Superman, Batman, Mulher Maravilha, Aquaman, Cyborg e Lanterna Verde (Hal Jordan) e, claro, está com sua revista solo.
A nova HQ do Flash está muito interessante. Além de estarem aproveitando e demonstrando muito bem as capacidades do herói, também pegaram o uniforme já modernizado do Wally West pré-reboot e modernizaram ainda mais para ser o “primeiro e oficial” do Barry Allen pós-reboot. O estilo de traço da nova HQ dele não é dos meus preferidos, mas nem de longe é ruim.

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Kid_Flash_(Wally_West)_2nd_costumeE enfim o queridinho da galera, Wallace Rudolph West, o Wally West.
Wally foi criado por John Broome e Carmine Infantino em 1959. Foi o primeiro Kid Flash e terceiro Flash, também é o Flash presente em boa parte dos desenhos da Liga da Justiça e é o Flash presente nas épocas de evolução e transição da DC. Assim como o John Stewart é o Lanterna mais famoso por ser o representante da Tropa nas animações da DC, Wally West é o Flash mais famoso pela mesma razão.
Por mais legal e engraçado que ele seja, temos que admitir que a história de como Wally ganhou seus poderes foi meio ridícula. Um raio atingiu um monte de produtos químicos que acabaram por banhá-lo e dar-lhe seus poderes.
Alguém se perguntou “Ué, foi o mesmo que aconteceu ao Barry, não foi tão ridículo”. Mas foi no exato LOCAL onde aconteceu com o Barry, da mesma exata FORMA. Dois raios no mesmo lugar, nos mesmos compostos e virados pra uma pessoa. Ao meu ver, eles forçaram a barra.
Ele ainda era novo, e decidiu fazer um uniforme baseado no do Barry Allen, então tornou-se o Kid Flash. Logo se aliou aos Jovens Titãs onde fez amizade com Dick Grayson que na época era Robin.
Durante a “Crise nas Infinitas Terras”, Wally foi comandado pelo Jay Garrick pra combater as forças do Anti-Monitor, e o Barry se sacrificou para acabar com o canhão anti-matéria que iria destruir a Terra.
Como vocês devem saber, após essa crise muitas coisas mudaram na DC, e uma delas foi o nível de poder dos heróis. Barry atingia a velocidade da luz, já Wally como Flash alcançava apenas a do som, e ainda tinha que manter seu metabolismo comendo feito um louco, como se a velocidade afetasse diretamente o organismo.
Wally se deu bem na vida, fez o que muitos de nós queria. “Arrumou um trabalho bom?”, que mané trabalho. Se trabalho fosse bom não se chamava trabalho, se chamava “lazer”. Ele ganhou na loteria, comprou uma mansão e o escambau. O uniforme deu uma modernizada, mudando alguns detalhes que ficaram até hoje pro uniforme pós-reboot do Barry.
Os poderes do Wally não desenvolveram bem inicialmente porque ele tinha um bloqueio mental que o impedia de tentar/permitir ser melhor que o Barry Allen (seu mentor), mas após um encontro com o segundo Flash Reverso (Eobard Thawne, de quem falarei mais a frente), fez ele quebrar essa conversa de “limites” e se tornar até mais rápido do que Barry Allen era.

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#102 – Lanterna Verde: Crepúsculo Esmeralda

“Há alguns anos, um homem às portas da morte caiu na Terra. Antes de morrer, deu a Hal Jordan um anel. O poderoso anel energético ativado pela força de vontade de seu possuidor. Este anel pode realizar o impossível… Desde que se queira o suficiente.”

Hi, I’m Kenny Rogers and this is Jackass! Mentira.

Greetings.
Semana passada começamos uma grande excursão aqui no Batman Guide. Vocês, cidadãos de Gotham vão dar um passeio por locais muito famosos do Universo DC, e a primeira cidade de passagem é Coast City. Claro que não nos restringiremos a falar da cidade, mas ela será o pontapé inicial para o real assunto em foco: Os Lanternas Verdes.

Nessa altura nós já lhes demos os textos da Crise nas Infinitas Terras, da Crise Infinita, da Crise Final e da Noite Mais Densa/Dia Mais Claro, que deu um bom parecer quanto a história do Universo e dos maltusianos que vieram a se tornar Guardiões do Universo, mesmos seres estes que criaram a tropa dos Lanternas Verdes.
Para isso aqui não se tornar um papíro quilométrico da história universal novamente, aconselho a quem não sabe bem as origens da tropa a dar uma lida no texto “A Noite Mais Densa”, lá nós demos uma explicação (que acredito eu ter sido) clara sobre a origem dos Guardiões, das Tropas e tudo mais relacionado aos Lanternas Verdes.
Como devem saber, os Lanternas Verdes são uma TROPA, ou seja, há centenas deles. Falarei dos principais mantendo a prioridade aos 5 Lanternas da Terra: Alan Scott, Hal Jordan, Kyle Rayner, Guy Gardner e John Stewart. E no fim, a Jéssica vai indicar uma história pra vocês – a que dá título ao texto.
Então vamos lá, a Tropa dos Lanternas Verdes chama.

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Introdução: Principais Lanternas Verdes

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Green_Lantern_Alan_Scott_0003Muita gente tem uma dúvida que é bastante comum, “Alan Scott é Lanterna Verde e não toma partido nos lances de Oa. Por que?”. O caso do Alan Scott com as histórias é meio parecido com o Jay Garrick e os Flash. O Jay Garrick é tido como primeiro Flash, mas não tem NADA a ver com os seus sucessores.
Quando Hal Jordan foi criado, lá no fundo a ideia era substituir o Alan Scott por algo mais moderno. A trama do Alan Scott era apenas que a Lanterna da chama verde caiu como um meteoro na China, ai tem o tal trem lá e tudo culmina pro Alan terminar como terminou. Até ali não há explicações de Guardiões, nem multiverso, nem Krona, nem outras tropas, nem entidades cósmicas. Nada.
Com a chegada de Hal Jordan, o título Lanterna Verde ganhou um ar mais Sci-fi, com aliens, planetas, setores espaciais, diversas raças e outras coisas legais do gênero. Claro que não criaram tudo de um dia pro outro, a história evoluiu ao longo das décadas, assim como a do Alan Scott evoluiu para chegar no ponto onde o Hal Jordan entra.
No fim do rolo acaba que os dois dividem o mesmo cenário em algumas revistas. Em alguns casos até dizem que o Alan Scott teve sua história alterada e passou a ser o Lanterna Verde da Earth 2. É a velha solução, perdeu espaço na trama principal? Joga pra Earth 2. Lá vale tudo.
Por muitos anos, Alan Scott foi posto como membro da Sociedade da Justiça, que é tipo uma Liga da Justiça secundária dos velhos, ou dos secundários. Outros membros que dividem espaço com Alan Scott são Jay Garrick, Poderosa (Supergirl da Earth 2), Dr. Midnite e alguns outros.
Nas versões pós reboot, Alan Scott é um jovem homosexual que perde seu namorado no tal acidente de trem onde ele foi salvo pela chama verde, lá na China.

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1884332-1563165_greenlantern_c2e2_poster_600_670x1024_superAí sim, hein? O queridinho da galera. Nos quadrinhos ele é o mais famoso dos Lanternas, acho que tanto pros leitores quanto para a tropa. Hal Jordan fez papel principal em MUITAS coisas dentro da história da tropa, inclusive do seu “fim”. Seu “convite” de ingresso à Tropa foi feito após a morte do antigo Lanterna Verde responsável pelo Setor 2814, Abin Sur. As razões que levaram Abin Sur a morrer numa queda de nave na Terra sao explicadas melhor no texto “A Noite Mais Densa”.
Hal Jordan é um piloto de caça, mas não é um “combatente militar”, apenas piloto, ele gosta de voar. O chão não é pra ele. Ele tem uns saracutacos atrás do campinho com a Carol Ferris, a dona dos aviões que ele costumava voar quando não tinha o anel energético.
Seu “mentor” era aluno do Abin Sur, o Lanterna Verde do qual ele tornou-se substituto. O nome desse mentor é Thaal Sinestro, do planeta Korugar. Sinestro não entendia porque logo o Hal foi o substituto de um lanterna tão bom quanto Abin Sur. Sinestro é um mestre de combate, estrategista, inteligente, e Hal é um sem noção violento movido por impulso que faz tudo no improviso. Mas Sinestro tornou-se tirano em Korugar usando o poder de seu anel, Hal ao descobrir deu um jeitinho terráqueo de se meter e acabar com a festa do cara.
Hal chegou a ser dominado por Parallax, a entidade energética amarela. Parallax é praticamente a encarnação em energia de todo o medo que há no universo. Ele dominou Hal Jordan no momento em que este tentou pegar todo o poder da Bateria Central da Tropa em Oa logo após ele ser condenado pelos Guardiões pelo crime de ter usado o anel para seu próprio benefício. O que Hal ttinha feito foi reconstruir sua cidade natal Coast City após esta ter sido destruida pelo Cyborg Superman. Uma vez dominado pelo Parallax, ele detonou a Tropa dos Lanternas.
Mais a frente, os sobreviventes da Tropa (Guy Gardner, John Stewart e Kilowog) conseguiram separar o Parallax do Hal Jordan. Este já em consciência novamente, sacrificou sua vida para dar uma reignição no sol, pois este estava “danificado” e ia dar bode pra vida do nosso sistema. Ele já tava na unha da fome mesmo, logo ia cantar pra subir, aproveitou o embalo e se matou pra salvar geral.
Em seu tempo morto, ele tornou-se meio que “um só” com o Espectro, aquela entidade cósmica criada pela “The Presence”, que tem poderes sobre tudo que é vivo no universo. Nesse meio tempo ele detonou a mão do William Hand (aka Black Hand), o sujeitinho que o Atrocitus ia matar na Terra e foi impedido pelo Sinestro e pelo próprio Hal Jordan ainda vivo como Lanterna Verde.
Posteriormente, Hal foi trazido de volta a vida, durante um combate de Oliver Queen (Arqueiro Verde) e Kyle Rayner (novo Lanterna Verde) contra Sinestro (que agora possuía um anel energético amarelo) no satélite da Liga da Justiça.
De volta à vida e confusões passadas, ele retornou para a Tropa e continuou suas missões como protetor do Setor 2814.

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Green_Lantern_-_Guy_Gardner-1

Esse é o comédia da turma. Ele nasceu e cresceu em Baltimore nos Estados Unidos. Seu pai era alcoólatra e o batia direto, apesar de Guy sempre tentar sua aprovação indo bem no colégio. Como todo mundo cansa de apanhar, ele acabou virando um deliquente juvenil.
Quando Abin Sur morreu, o anel tinha duas opções para um novo defensor do Setor 2814, Hal Jordan e Guy Gardner, mas como Hal estava mais próximo do local de queda do Abin Sur, ele foi o escolhido. Quase acaso, né.
Hal chegou a descobrir sobre isso, e tornou-se amigo de Guy, sabendo que este seria algo como seu “reserva”. Guy acabou sendo atingido por um ônibus durante um terremoto, e enquanto ele se recuperava, John Stewart foi convidado pela Tropa a ser o novo substituto de Hal Jordan. Após seu retorno, ele foi preso na Phantom Zone, a prisão dimensional de kryptonianos, sofreu uma tortura das boas do General Zod e saiu de lá com danos cerebrais que trouxeram a ele uma nova personalidade, um Guy desrespeitoso, convencido, prepotente e infantil que se julgava o “verdadeiro” Lanterna Verde, melhor que todos os demais.
Ele chegou a reunir um grupo de super vilões pra detonar com o universo, sendo impedido por Hal e John.
Depois disso ele foi levado a Maltus para reaprender os caminhos dos Lanternas Verdes, e tempos depois ao ser “liberto” novamente, desafiou Hal Jordan para uma luta onde o perdedor sairia da Tropa, e ele perdeu, abandonando então seu anel verde, adotando então um amarelo que se alimentava de energia verde usada contra si.
Nessa época ele chegou a ajudar Superman e a Liga da Justiça a combater o Doomsday, e logo a seguir desse tempo, ocorre a confusão do Hal Jordan se voltando contra a Tropa e tocando um terror, então Ganthet antes de ir até o Kyle, foi até o Guy, e este recusou o re-ingresso para a Tropa. Ganthet então procurou por Kyle, e este aceitou o fardo de ser o último Lanterna Verde.
Guy ainda tentou combater o Hal/Parallax e tomou um cacete que o largou 3 anos em coma, e de quebra o Hal ainda detonou o anel amarelo dele. O cara passa mais tempo se recuperando das porradas do que em combate. Quando ele despertou, começou a procurar novos meios de entrar em ação de novo. Aliou-se com alguns outros heróis meio secundários e numa determinada etapa da história, ele bebeu da “Água do Guerreiro”, que ativou uma parcela alien que estava em seu DNA desde os tempos antigos, da raça chamada Vuldarian. Ele formou um grupo de heróis que são tão desconhecidos que nem de “secundários” dá pra chamar, numa série nomeada “Warrior”.
Por fim essa baboseira acabou, ele retornou para a Tropa e é isso aí. Durante as Crises ele não teve papéis tão definitivos quanto Superman e outros do gênero, claro, mas esteve lá fazendo o seu trabalho.
Na “Noite Mais Densa”, quando o Kyle morreu, ele por algum tempo tornou-se Lanterna Vermelho, só voltando a si quando o planeta Mogo o “filtrou”. Quem não sabe QUEM é o planeta Mogo, dê uma lida no texto “A Noite Mais Densa”.
E na última saga antes do reboot, Guy tenta se livrar da influência da Ira, o combustível da Tropa dos Lanternas Vermelhos. Ao fim da história isso foi possível graças a Kyle Rayner, que estava como detentor de um anel azul. Um dos poderes dos Lanternas Azuis é cancelar a influência dos anéis vermelhos.
No pós-reboot,  Guy se torna lanterna vermelho, e não satisfeito de pegar o bonde de Ysmault andando, ainda quis sentar na janela: Quis se tornar o novo líder da Tropa dos Lanternas Vermelhos no lugar do Atrocitus, e até onde li, a Tropa vermelha estava dividida em duas, uma onde o Atrocitus continuava soberano, e outra do Guy.

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Jon stewartTalvez o mais famoso dos Lanternas fora dos quadrinhos, por ser o representante da Tropa na Liga da Justiça das animações que vão pra TV.
Como eu disse no texto do Guy, o John foi selecionado para ser o “backup” do Hal Jordan quando o Guy ficou avariado após um acidente. Quando Abin Sur morreu, o anel escolheria entre Hal e Guy, escolhendo o Hal porque era o mais próximo, e como podem ver, John não estava entre as opções.
Ele é atleta, arquiteto, oficial da marinha… Alguém teve muito tempo livre, né? Vai ver ele só não é pintor, cozinheiro, Power Ranger e jornalista porque a mãe não deixou. Quando Hal se ausentou, John assumiu como o Lanterna Verde responsável do Setor 2814 (setor da Terra). Devido a essa razão ele aparece tanto na Liga da Justiça numa certa época.
Ele chegou a se tornar o primeiro humano Guardião do Universo, conhecido como “Master Builder”, ou “Mestre Construtor”. John não é muleque piranha igual o Kyle nem muleque zuera igual o Guy , então encaixou bem como Guardião do Universo. E o título de “construtor”, bem, o cara é arquiteto e tem um anel energético que faz constructos baseados no que ele quiser. Ele podia refazer um universo, claro. Encaixou como uma luva.
Mas nem tudo são flores, quando Hal entrou em parafuso e fechou na bandidagem com o Parallax, a bateria central de Oa descarregou e claro, John ficou na onça.
Ele não tem muitos “papéis principais” dentro da série, mas ele ainda assim é um dos mais conhecidos, talvez até mais conhecido do que o Hal Jordan devido a ter aparecido em praticamente todos os desenhos animados da Liga e aparecer com frequência também nas revistas. Ele fez o que nem Hal nem Guy fizeram, tornou-se um Guardião do Universo, e com certeza é um dos melhores combatentes dentre os heróis da DC.

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#101 – Superman: Liga da Justiça Elite

“Sonhos nos salvam. Sonhos nos erguem e nos transformam. E pela minha alma, eu juro… Até que meu sonho de um mundo onde a dignidade, honra e justiça tornem-se a realidade que todos nós compartilhamos, eu nunca vou parar de lutar.
Kal-El (Superman)

Solta o azulão… Solta o azulão… Solta o azulão, paixão… Solta o azulão ♫ ♪

Mais um post um pouco distante de Gotham e seus respectivos morcegos. Como todos sabem, a função do Batman Guide não é só explicar “O” Batman, mas também suas histórias, arcos/sagas, crossovers, grupos de heróis que o mesmo faz parte, personagens que participam de suas histórias e tudo que de alguma forma se liga ao Morcego.

Partindo desse principio, me digam, como fingir que não há um Superman?

Por anos houve um título chamado “Superman/Batman” (que voltou a ativa recentemente nos Novos 52) cujas histórias eram SEMPRE dos dois trabalhando juntos, série esta que existia tanto lá fora quanto aqui no Brasil. Já tivemos duas séries “Trindade“, cujo o trio principal eram Superman, Batman e Mulher Maravilha (que também já teve seu post), e já tivemos participação (óbvia) de ambos juntos na Liga da Justiça.
Isso sem contar as aparições do Superman na própria série mensal do Batman, como nas sagas “Morte em Família” (1985), na “Silêncio” (2009), e na “Terra de Ninguém” (1999~2001).

Para finalizar a defesa desse post, termino dizendo que o nome de “Asa Noturna” adotado por Dick Grayson foi ideia do Superman, que contou a história de um herói chamado Asa Noturna que viveu em Krypton.

Acho que os argumentos foram convincentes, podemos então prosseguir.

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CriadoresSupermanO Batman surgiu em 1938, mas o Superman também não é nenhum moleque. O personagem foi criado em 1933, só veio a estrear em 1938 na Action Comics, quase em paralelo com o Morcego na Detective Comics. Ele foi criado por Jerry Siegel e Joe Shuster, e primariamente… Era um vilão.

“A história onde o Superman é vilão acaba na edição 1 com o planeta explodindo?”. Seria assim se estivéssemos falando do Superman que conhecemos, o kryptoniano com sopro gelado, resistência maior que a de qualquer metal ou pedra no mundo, olhos que emitem diversos tipos de radiação (como visão de calor, microondas, raio x e algumas outras)… Não esse.

4640115-4365100479-superO primeiro Superman criado tinha a aparência de ninguém mais ninguém menos do que Lex Luthor. Careca, feio e sem nenhum poder físico. Ele era um vilão super inteligente e com alguns poderes de telepatia. Depois ele foi vendido pra DC e teve sua estreia como super herói na Action Comics em 1938.
Superman é tido como o “Campeão da Terra“. Quando se fala de “campeão” de algum planeta, é como dizer “Se o povo entrar em Battle Royale, quem tem mais chance de sobreviver é esse aí”. De certa forma me incomoda dizer isso, primeiro que eu prefiro o Batman, segundo, aqui é o Batman Guide, o foco é o Morcego. Fazer um texto praticamente dizendo que o Superman é quase um deus não fica bonito.
Mas não se preocupem, há bastante kryptonita no mundo, e o Batman tem um carregamento enorme da tal pedra guardado. Haveria grande estrago pro lado do Morcego, mas ele tem como vencer esse “deus”.

“Quase deus? O que ele faz de tão absurdo? Não é só visão de calor, voar, força, pele de aço…?”. Se vocês notarem, até falando a esmo sem muitos detalhes e informações precisas, já estamos descrevendo um guerreiro de grandes níveis de combate, mas a coisa não se limita a isso.

Uma pergunta puxa a outra.

Quais são os reais poderes do Superman?
De onde eles vêm?
De onde ELE veio?

Krypton_0001Ele veio de Krypton, um planeta bastante evoluído que fica no Setor 2813 do mapa do universo dos Lanternas Verdes. Na verdade, FICAVA no planeta 2813, mas o planeta explodiu devido a instabilidade geológica e tal, em resumo, explodiu sozinho.
“Quem sobreviveu?”. No início da história, era dito que apenas Kal-El (Superman) tinha sobrevivido, pois foi posto em um foguete e lançado pra Terra por seu pai Jor-El.

Krypto, o super-cão

Posteriormente aparece mais um monte de sobreviventes, como pro exemplo o super cão Krypto, que foi lançado para Terra antes do Kal-El como teste, mas chegou depois porque o curso da nave foi desviado devido a um impacto. Também tem a Kara Zor-El (Supergirl), prima mais VELHA do Superman (quando Kal-El era um bebê, Kara já era adolescente), que foi lançada para a Terra pouco tempo depois de Kal-El, mas ainda foi pega pelo raio de explosão do planeta e presa num meteoro de kryptonita, retardando sua chegada na Terra assim como no caso do cão Krypto.

Supergirl

Temos também o kryptoniano Dru-Zod, que sobreviveu a explosão de Krypton pois não estava no planeta. Ele estava preso na “Phantom Zone”, um tipo de dimensão-prisão de Kryptonianos. Quem fica preso lá não envelhece nem morre, e pode assistir a tudo que ocorre do lado de fora. A Phantom Zone foi descoberta por Jor-El, o pai do Superman.

catsOs kryptonianos são pessoas normais, aparentemente. Lá em Krypton, ninguém tinha super poderes. A diferença entre eles e nós está na forma em que o corpo capta luz do sol.
Krypton é iluminada por um sol vermelho, chamado de “Rao”. Em alguns outros sistemas solares (tipo o nosso), os plantas são iluminados por um sol amarelo, e a reação do corpo dos kryptonianos sob o sol amarelo é que faz toda a diferença. Eles são como baterias solares de altíssima capacidade de armazenamento e conversão. “Conversão em que? Produtos na Saraiva?”, não, em seus superpoderes.
Eles são altamente influenciados pelo sol amarelo, pelo sol vermelho e pelos restos de kryptonita que há por ai. “Kryptonita é aquela pedra verde que só enfraquece o Superman?”. Essa mesma, só que com dois detalhes: Primeiro, não enfraquece só a ele, kryptonita é como urânio para humanos, em grande quantidade causa problemas sérios. Segundo: Nos dias atuais, nem sempre é verde. Também há a vermelha, que é uma kryptonita artificial feita pelo Ra’s Al Ghul. Mas isso é outro tópico, por agora, foquemos no sol amarelo e sol vermelho.

A questão em torno dos sóis não é “o vermelho não dá poder e o amarelo dá”, é “O amarelo dá poder e o vermelho TIRA”. Pois é, o sol vermelho (como o Rao) absorve a energia do sol amarelo que fica contido no corpo dos kryptonianos. Tanto que pra lutar contra o Superboy-Prime na Crise Infinita e para prendê-lo depois, o sol vermelho foi de suma importância.

Já respondidas as questões sobre “De onde ele vem” e “De onde vem os poderes”, mas antes de irmos a “Quais são os poderes”, primeiro vamos dar uma conferida na família do Super. Pois é, ele não nasceu numa super chocadeira.

Jor-El_and_LaraSuperman, na terra conhecido como Clark Kent, na verdade se chama Kal-El. Seus pais são Jor-El e Lara Lor-Van (Lara-El após o casamento). A Supergirl (Kara Zor-El) é sua prima. Ela é filha de Zor-El (irmão do Jor-El) e Alura In-Zee (Alura-El após o casamento), ou seja, Zor e Alura são tios paternos do Superman. Posteriormente nas histórias, temos a adição de Kon-El (Conner Kent, o Superboy), que é um clone feito a partir da genética do Superman e do Lex Luthor ao mesmo tempo.
“Que diabo de “El” é esse? Eu me chamo Gabri-El, então sou da família do cabra azul?”. Não tão simples. Aqui no lado de fora das páginas nós vivemos coisa semelhante com a “importância do sobrenome”. Acham que isso é coisa do passado? Mexe com algum Sarney pra ver a merda que vai dar. Enfim, lá em Krypton existiam as famílias, e uma delas era a família El. Aquele “S” na verdade não é um “S”, por acaso o símbolo da família El é igual a letra S do nosso alfabeto.

superman5Essa parte é a mais impressionante. Assim como o Lobo, o Superman tem “versões“. Para alguns roteiristas, ele é capaz apenas de levantar o globo do Planeta Diário, pra outros ele é forte suficiente segurar um avião em queda. Para uns ele tem força apenas para dobrar uma viga de aço, para outros ele esfarela diamantes apertando na mão. Uns dizem que ele só atira visão de calor, e outros que o sujeito emite vários tipos de ondas pelos olhos, desde raio x, até microondas e a tal visão de calor.
Considerando a “melhor versão” dele, os poderes são realmente impressionantes. Ele é um herói muito mal utilizado, qualquer versão que você encontrar dele por ai faz parecer que ele é só um cara forte, mas vai muito além disso.
O planeta Krypton era muito maior que a Terra, 70x maior acho. Logo, a gravidade lá é MUITO maior.Tecnicamente é o mesmo esquema das máquinas de treinamento do Goku e Vegeta, aumentar a gravidade exige mais esforço do corpo. A fisiologia dos kryptonianos já vem com essa “força” embutida, logo, num planeta com a gravidade 70x menor tipo a Terra, um kryptoniano faz a festa. Mas até então, não estamos contando com as “maravilhas” que eles fazem sob sol amarelo, ainda estou falando apenas da capacidade física normal.

SunChamá-lo de “Homem de Aço” chega a ser descaso. A resistência dele é maior do que aço. Dependendo da carga de sol amarelo que ele tiver, pode ser mais resistente que um diamante. Vamos fazer umas contas simples e usar a lógica.
O Superman já entrou no sol. A temperatura da superfície do sol é em torno de 6000ºC, e a temperatura na qual um diamante derrete é 4500ºC. Ou seja, pra você começar a ferir o Superman com CALOR, você tem que ultrapassar a temperatura do sol.

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RESULTADO do Aniversário de 3 anos do Batman Guide – Sorteios e Quizz de Batman!

Oi queridos!
Tanta coisa aconteceu e mudou durante esses 3 anos do Batman Guide. É mesmo surpreendente pensar em como as coisas eram lá e como são agora. Mas uma coisa não muda: nosso trabalho aqui sempre foi fruto de muita dedicação. Interrompidos por problemas pessoais às vezes, mas nunca deixamos de estar aqui, com vocês, trazendo o melhor das histórias do Batman. Nos nossos próximos posts chegaremos ao reboot e, em breve, alcançaremos as publicações atuais do Morcego. É uma longa história, não é?

3 anos de Batman Guide!

E mais uma vez, tenho que agradecer a cada um de vocês que pacientemente acompanhou o blog até aqui, prestigiando nosso trabalho, incentivando, deixando comentários, se interessando pelos arcos. A presença de vocês é muito valiosa! Muito obrigada e vamos continuar com nosso Guia de Leitura!

E, para comemorar mais esse aniversário, vamos ao resultado do Sorteio de Aniversário do Batman Guide?

Para quem não se lembra, o sorteio foi feito da seguinte forma: para cada item, havia 5 perguntas relacionadas a cronologia, história e personagens do Morcego. Só concorreu quem acertou todas as perguntas!

Então, antes de divulgar o resultado, vamos primeiro pra resposta das perguntas do Quizz!

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01 – Azrael é associado a Ordem de… ?
d) São Dumas

Azrael, ou Jean-Paul Valley, foi um bebê de proveta, cujos genes foram alterados e combinados com genes animais para potencializar suas habilidades de lutador. A Ordem de São Dumas é uma ordem religiosa que o treina para se tornar um assassino durante a saga “Queda do Morcego“.

02 – Quem era o Máscara Negra capturado por Dick Grayson (como Batman)?
d) Jeremiah Arkham

Durante a saga “Vida Após a Morte”, Batman (que nesse momento é Dick Grayson) descobre que Jeremiah Arkham vinha agindo como Máscara Negra, colocando contra si não apenas Batman mas também da Força Nacional e dos mafiosos da família Falcone.

03 – O primeiro “presente” que Barbara Gordon recebeu do Batman como incentivo a combater o crime foi:
b) Equipamentos

Batman que já “espionava” Batgirl há algum tempo e sabia onde ela vivia e quem era. Após ela realizar uma atividade bem sucedida, Batman deixa uma caixa pra ela, que abre sozinha em seu quarto, e dentro tem equipamentos, batarangues e itens fáceis de ser carregados.

04 – Qual das identidades abaixo Jason Todd nunca usou?
e) Deadshot

Jason Todd já usou as seguintes identidades:
■ Robin, depois que Dick Grayson deixou o manto de menino prodígio – confira o início de sua atuação como Robin nas histórias Batman: O Dia em que Robin Morreu & Batman: No Beco do Crime
■ Red Robin na saga “Contagem Regressiva para a Crise Final” #14, em que ele é o companheiro do Batman da Terra 51
■ Batman, durante a Batalha pelo Manto
■ Capuz Vermelho, depois de ser resgatado por Talia Al Ghul, conforme você pode conferir nas histórias Sob o Capuz e Capuz Vermelho: Dias Perdidos
A única identidade que ele não usou foi a de Deadshot.

05 – O nome dos pais do Bruce:
e) Thomas e Martha

O médico Thomas Wayne e a socialite Martha Wayne deram origem ao pequeno Bruce Wayne.Parents

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Aniversário de 3 anos do Batman Guide – Sorteios e Quizz de Batman!

Olá, queridos! 
Hoje o Batman Guide completa 3 anos! E, para comemorar, tem sorteio TRIPLO pra vocês! Vamos ver ao que vocês estão concorrendo?

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Noel

Editora: Panini
Categoria: Álbum de Luxo
Número de páginas: 116
Formato: (19 x 28 cm) Colorido/Capa dura

A gente já resenhou essa HQ aqui; clique aqui para ler a resenha. A arte dessa HQ é absolutamente sensacional, responsabilidade de Lee Bermejo. “Batman: Noël” é uma adaptação do conto “Um Conto de Natal” (1843) de Charles Dickens.

*¹ (Obrigada ao leitor Tiago Dark Essence por me alertar sobre o erro que cometi aqui!)

002

116335751_1GG

Número de discos: 3
Gravadora: Warner
Título: A Trilogia Batman: O Cavaleiro das Trevas
Diretor: Christopher Nolan
Elenco: Christian Bale, Michael Caine, Liam Neeson, Katie Holmes, Heath Ledger, Gary Oldman, Aaron Eckhart, Maggie Gyllenhaal, Morgan Freeman.
Ano de Produção: 2005 / 2008 / 2012
Ano de Lançamento: 2013
País de origem: EUA
Audio: Dolby Digital Inglês 5.1 & Português 5.1/Dolby Digital Inglês 5.1, Português 5.1 & Espanhol 5.1/Dolby Digital Inglês 5.1/ Dolby Digital Português 2.0
Faixa etária: A partir de 12 anos

O segundo item do sorteio é o box da trilogia do Cavaleiro das Trevas, do Christopher Nolan. É um box com 3 DVDs: o Batman Begins, com o Batman: The Dark Knight e o Batman: The Dark Knight Rises. Fizemos resenha dos três filmes, e você pode lê-las clicando aqui.

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Material: Porcelana
Altura: 9cm
Diâmetro: 8cm
Capacidade: 300ml

O terceiro item é um pedido do pessoal do Twitter do Batman Guide (@BatmanGuide): uma caneca de porcelana com o desenho lindo no estilo retrô do Batman e do Robin, pra você levar pro seu trabalho ou em casa. Sorteei ela no ano passado, no Aniversário de 2 anos do Batman Guide.


Bom, esses são os presentes. Legais, né? Então, agora eu vou te contar como você faz pra ganhá-los.
Esse ano, eu decidi fazer algo de diferente… Ao invés de colocarmos para pedir para vocês curtirem a página no Batman Guide, vocês vão ter que responder algumas questões sobre Batman! Como funciona?

Nesse post, logo abaixo do Regulamento, você vai ver 3 formulários diferentes para você se inscrever nos Sorteios. Você pode escolher pra 1, 2 ou pros 3 Sorteios, como você achar melhor. Daí, pra cada um dos formulários, tem 5 perguntas sobre o universo de Batman! E pra participar você tem que responder todas certas! Foi o Augusto quem fez as questões, tem algumas difíceis, outras mais fáceis, mas pra quem acompanha o Batman Guide nesses 3 anos, vai ser fácil responder!

E aí, vai deixar de participar?

1. Você deve ser residente no Brasil.
2. São três sorteios independentes. Você pode participar de 1, 2 ou de todos os sorteios, se quiser.
3. Preencha o formulário correspondente ao(s) Sorteio(s) que você quer concorrer. Todos os campos devem ser preenchidos. No campo “Nome”, insira seu nome. No campo “E-mail”, insira seu e-mail.
4. Para cada Sorteio, são 5 perguntas sobre Batman, e você deverá escolher uma única alternativa. Só participarão do Sorteio as pessoas que responderem as perguntas corretamente. Todas as respostas estão no Batman Guide!😀
5. Não é necessário se inscrever mais de uma vez. Só será considerada uma única participação. As outras serão desconsideradas.
6. A data-limite para participação é . Este será feito de forma totalmente eletrônica. O resultado será divulgado no dia 14 de maio de 2015.
7. Os vencedores de cada Sorteio serão avisados por e-mail. Caso o ganhador não se manifeste em até 48h, o sorteio será refeito.
8. O ganhador de cada item se compromete a tirar uma foto com eles, para que seja postada no Batman Guide. É a única coisa que pedimos, não custa nada, né?😉

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#100 – Richard “Dick” Grayson

“Mudar é sempre mais difícil do que permanecer o mesmo. É preciso coragem para se encarar no espelho e ver além do reflexo. Para encontrar o que você deveria ter sido. O que você perdeu pelos cruéis eventos de infância. Eventos que pegaram a trajetória natural da sua vida e a distorceram. Mudar para algo inimaginável, ou mesmo incrível, te dando a coragem para abraçar o seu legado, o seu destino.”
(Richard Grayson)


Esse é um post “diferente” pra mim. Acho que será a primeira vez que escreverei sem ter uma revista/saga em foco, apenas o personagem em si. Falar dele, de tudo que sei e tudo que já li.

Falar dele não é a mesma coisa que falar dos demais personagens. Os demais podem ser bons também, mas não “a altura”. Se é pra dar nome aos bois, digo Tim Drake, Damian Wayne, Jason Todd, Cassandra Cain, Azrael (Valley e Lane), Jim e Barbara Gordon e qualquer outro. O único que dentro do universo morcego tem o “destaque”, participação em vários grupos de heróis, em revistas que não são as dele e está na estrada e nas bancas há no mínimo 7 décadas fora o Batman, é Dick Grayson.
Pode parecer errado começar a explicar o universo do Batman e deixar o post do Dick Grayson pra tão… “tarde”. Até pra nós que escrevemos os textos aqui no blog isso pareceu errado. Depois de sagas como “Terremoto“, “Terra de Ninguém“, “Assassino?/Fugitivo“, “Silêncio” e até mesmo as dele como Batman, não tinha como achar que estávamos em débito com o post dele, mas de fato ainda não era possível.
A questão era simples. Ele está presente em praticamente TUDO, desde o início, então como fazer um bom texto detalhado sobre ele sem dar centenas de spoilers? Com o reboot, chegamos ao fim das histórias do Batman como conhecemos, dando palco para uma “nova versão” das coisas. E tendo então encerrado uma época, não há mais nada de novo a se acrescentar na história do Asa Noturna como conhecemos (o pré-reboot). Melhor hora impossível.

Apesar de já termos abordado aqui outros personagens que apareceram bem depois, podem notar que só foram apresentados no momento CERTO, onde não seriam necessários spoilers. Não daria certo colocar esse texto no início do blog se a intenção é respeitar o máximo possível a cronologia dos fatos. Como poderíamos falar na íntegra de tudo que esse personagem “é” e “fez” ao longo de todos esses anos sem dar spoilers? Impossível. Mas a hora chegou.
Dá pra fazer um texto exclusivo sobre cada pedaço da história dele. Um pro convívio dele com o Batman, um só pros fatos ocorridos dele como Robin, outro pros acontecimentos como Asa Noturna, um só pra Bludhaven, outro só da relação dele com a Barbara Gordon, um texto sobre a consideração mútua entre ele e o Superman, outro a respeito dele com os demais heróis e grupos de heróis como os Outsiders, os Titãs, Jovens Titãs e até da Liga da Justiça – sendo que ele já foi líder desses 4 últimos grupos, que acredito eu serem os quatro maiores e principais da DC até poucos anos atrás. Lembrando que alguns desses textos não seriam possíveis nem com o Batman, pois o Morcego não é lá de muitas interações.

Se for pra fazer uma lista de tudo que ele já fez, pega mais de uma página. O cara foi líder dos Titãs, líder da Liga da Justiça, lider dos Outsiders, já foi Robin, já substituiu o Batman 2 vezes, é o segundo no comando do exército dos morcegos, já conquistou Bárbara Gordon, Starfire, Caçadora, Donna Troy, deixou a Supergirl na intenção, já ficou entre a vida e a morte uma porção de vezes , conseguiu o respeito de 3 personagens hiper difíceis do universo DC (Batman, Damian e Bane)… E a lista continua.
Ele tem tanta história quanto o Batman. Só pra vocês se situarem: o Morcego foi criado em 1938, Dick Grayson em 1940 (mesmo ano do Coringa), e o Jason Todd (o segundo Robin), só veio aparecer em 1983, ou seja, 43 anos depois. O que nós estamos fazendo nesse blog é contar a história do Batman. Já estamos no post nº 100 e ainda tem MUITA coisa pra vir. Contar detalhadamente a história do Grayson renderia outro blog, mas como o Morcego já é trabalho suficiente, assumi o desafio de “resumir” a história de Dick Grayson aqui.
Lembrando mais uma vez que ele já foi Batman também. Uma vez temporariamente, com o original de olho, e outra oficialmente, ocupando de fato o cargo mais alto da família Wayne e da família dos morcegos durante a “morte” do Bruce. Ele foi o foco principal aqui no blog temporariamente.
Alguns podem achar que ele é uma mera sombra mais “divertida” e “social” do Batman, coisa que acho idiota sendo que o próprio Batman diz que ele é bom demais para viver na sombra dele. Esse texto é dedicado a ele que é Asa Noturna, foi Robin e ex-Batman (nada impede que volte a ser), Richard John Grayson.

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2013-04-07_015547_detective_comics_38_first_appearance_of_robinDick Grayson é o Robin mais famoso, sem dúvidas. Em primeiro lugar devido a ignorância do mundo. Quase ninguém sequer sabe que o Batman teve mais de um Robin. Quando se fala em Robin, só lembram do camarada bobalhão de sunga verde que vive dizendo “Santa isso, Batman!”, “Santa aquilo, Batman!”. Segundo, mesmo que soubessem que existem mais Robins, o Grayson tem muito mais influência e tempo de histórias que todos os demais juntos se bobear.
Mas para contar a história dele, vamos começar do início… Circo Haley? Não. Circo Haley não foi o início. O início da história de Dick Grayson foi do “lado de cá” das páginas, numa conversa muito real entre Bob Kane e Bill Finger, em 1940.
finger_kaneUma das fontes de inspiração para se criar o Batman foi Sherlock Holmes, e uma coisa que incomodava Bill Finger é que Batman não tinha com quem falar durante as histórias, nas ruas, na ação. Sherlock Holmes tinha um Watson, e o Batman? Tinha o quê? Bill estava ficando cansado de ter sempre que fazer linhas de pensamento pessoais do Batman ao invés de colocá-lo conversando com alguém.
Bill Finger queria (com razão) dar um leque novo de possibilidades na história, quebrar certa monotonia de ser sempre o Batman pra tudo, e claro, trazer um personagem mais jovem, com outras opiniões e outras características, para aproximar leitores mais jovens e fazer os mesmos se identificarem com o novo personagem.
O nome veio da fonte que costuma a ser a primeira referência que salta na mente, Robin Hood. Então, enfim, em 1940, nasce Dick Grayson. Agora sim, vamos para o começo da história do “lado de dentro” das revistas, o Circo Haley.

Os Grayson Voadores

Os Grayson Voadores

Um circo, um simples circo, mas não para nós. Esse circo conta com a família de acrobatas conhecida como os Grayson Voadores. John Grayson, Mary Grayson e Richard Grayson. Você pode ler a história clicando aqui. Décadas a frente dessa “origem”, foi revelado que havia outra criança que entrou posteriormente para a equipe dos Grayson Voadores, garoto esse que na época era muito melhor que o Dick, e que acabou se envolvendo em uma confusão na qual talvez Dick pudesse ter ajudado e não ajudou, resultando em ossos quebrados e por consequência, incapacidade de prosseguir como acrobata na equipe. Essa “adição” rolou durante a história “Julgamento em Gotham”, que é relativamente recente.

catsAlgum tempo depois, John e Mary morrem durante seu número nas alturas, caindo lá de cima (como manda a gravidade) direto para a morte. E assim como no caso do “outro garoto” na equipe… Tempos a frente foi “adicionado” que na verdade aquilo não foi um acidente, mas sim uma sabotagem.
Antes a culpa era direcionada somente ao Zucco (que ainda veio a ser dono do circo), em um rolo envolvendo extorção em troca de proteção, e como o dono do circo na época se negou, os caras sabotaram os trapézios. E atualmente a culpa está direcionada à Corte das Corujas… Um tremendo rolo que não vem ao caso no momento, pois já é material pós-reboot.
1O destino arranhou a lousa do universo e fez o mundo se encolher perante aos acasos que estão ai para nosso deleite. Quem estava na platéia naquela noite? Não era o Jason Bourne. Se fosse ele vocês não o encontrariam, ele é que encontraria vocês. Lá era Bruce Wayne. Na época ainda era apenas milionário, não podendo competir com José Safra e a família Marinho.
Essa história tem a versão calma e bonita, e a versão Frank Miller. A versão “elipse no peito e sorriso na cara” e a versão “Goddamn Batman”. Na versão calma, ele é levado para a mansão Wayne para ser criado como filho adotivo de Bruce Wayne, passando a viver lá sozinho com ele e seu mordomo, Alfred Pennyworth. Esse papo deu pano pra manga nos anos 40/50, quando um psicólogo (desocupado) começou a insinuar que havia relação sexual entre Batman e Robin, sendo desmascarado logo sem seguida, mas não sem antes causar um estrago na mente de quem não conhece os quadrinhos. Você pode ler mais sobre isso nos seguintes links:

All-Star_Batman_and_Robin_10AA versão mais moderna dessa história é com roteiros do Frank Miller e desenhos do Jim Lee (na época era só desenhista, e atualmente um dos 3 maiores da DC abaixo da dona). Foi publicada nas primeiras edições da série “All Star Batman and Robin the Boy Wonder”, e você pode lê-la na íntegra clicando aqui para baixar as HQs (disponibilizadas pela Jéssica).

Nessa versão, Batman é um sujeito mais perturbado do que heróico. Egocêntrico, extremamente auto-confiante e ao mesmo tempo apresentando algumas inseguranças bestas tentando assustar/impressionar o garoto, vide a apresentação da Batcaverna ao Dick. Batman fez questão de levá-lo a um passeio de batmóvel. Uma tentativa que ele achou ter sido falha de impressionar o garoto, que ficou quieto mas na verdade estava impressionado mesmo.
2No passeio esse o carro mergulhou na água e voou pelo céu (voar na água e mergulhar no céu com certeza iria impressionar até os leitores) e enfim chegou na Batcaverna, que por si só já seria suficiente pra deixar qualquer um de boca aberta.
Chegando na caverna, aquela parafernália toda, e o moleque assustado mas não querendo dar o braço a torcer. Bruce o largou para sobreviver lá. Ele decidiu ser um projeto de Robin Hood, usando capuz e etc, Bruce logo lhe deu uma lição, capuz pode atrapalhar se o puxarem pra frente do rosto. Lição essa que quem é fã a ponto de decorar essas passagens foi a loucura quando viu Dick Grayson (ocupando o “cargo de Batman”) a repetindo, anos depois, para seu novo Robin (Damian Wayne). Mas isso é outra história, logo chegaremos nela (Não vale avançar o texto pra chegar nessa parte).
Ele passa nos conceitos de Bruce e obviamente foi treinado pelo mesmo. Dick Grayson já possuía flexibilidade e físico muito bons devido ao fato de ser acrobata. Ele não teve diversos mestres como o Bruce, nem como Tim Drake. Nada de mestres como Kigiri, David Cain, Lady Shiva, Henry Ducard nem nada, aprendeu direto com o Batman. Mas pra que essa tonelada de mestres se o Batman foi treinado por eles?
Um dos primeiros casos onde Grayson foi levado firme em missão solo foi um encontro com Hal Jordan, um membro da tropa dos Lanternas Verdes. Até a época, os lanternas tinham fraqueza contra a cor amarela, seus constructos de energia gerados pelo anel energetico que usam quebravam ou não funcionavam sobre coisas de cor amarela.
Isso era devido a um fato melhor explicado na revista do Lanterna Verde. (Que nada, imagina, ia estar na revista do Aquaman). Um resumo mega grotesco que vocês podem entender melhor lendo o post “A Noite Mais Densa”: Existem 7 espectros de cor no universo, cada cor tem uma tropa de lanternas, e cada tropa usa um sentimento diferente para criar seus constructos. Cada tropa tem um animal/deus/entidade energética viva.

Parallax

Parallax

A cor amarela é a cor movida pela força do medo, e o deus/entidade regente é Parallax, e esse tal de Parallax (que parece uma lacraia amarela gigante espacial) causou problema para a tropa verde há tempos e como não podia ser derrotado, o único jeito foi trancá-lo na bateria central que dá as energias de todos os anéis verdes da tropa, então pela influencia energética amarela vinda direto da fonte, os anéis verdes não funcionavam sobre a cor amarela. É, simples assim. Se eu ou você nos pintarmos de amarelo, podemos dar um couro na tropa dos Lanternas Verdes. Quer dizer, podíamos, pois Parallax foi retirado da bateria e possuiu o corpo do Hal Jordan uns anos depois.

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Batman e Robin enfrentando Hal Jordan

GRANDES PORCARIAS, isso não vinha ao caso mas achei interessante explicar. O Batman (não lembro como) sabia dessa fraqueza contra amarelo, mesmo que provavelmente não soubesse sobre o Parallax e toda a confusão dos lanternas. Ele marcou o encontro com Hal Jordan em um local que ele pintou inteiro de amarelo, e de quebra, Batman e Robin ainda pintaram a si próprios de amarelo. Rola uma já esperada confusão e Dick Grayson faz sua primeira ação épica dentro do universo DC, ele apenas como um mero garoto, desceu o cacete no Hal Jordan e lhe deu um golpe na garganta que com certeza iria matá-lo.
Isso aí, uma das primeiras coisas que Dick Grayson fez de épico em sua vida foi largar o Hal Jordan entre a vida e a morte. Se não fosse o Batman salvar o cara, ele com certeza teria morrido.

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#99 – Batman: Garotos Perdidos

“A neve sempre me deixa inquieto – o jeito com que ela enterra tudo. […] Eles sempre voltam para mim no inverno, os casos sem solução. Aqueles que eu não pude resolver. Se você se pergunta se tem um que seja pior, um caso de muito mais tempo que me incomoda mais do que qualquer outro numa noite como essa… Posso dizer sem hesitação que sim, existe.”

Alô bandidada, o Batman chegou, trazendo a tortura, a justiça e o terror ♫

Vocês notaram o meu sumiço e o do Augusto, né? Pois então. Nunca nossa vida esteve tão atribulada. Entre perdas pessoais, trocas de emprego e reviravoltas dignas de um roteiro do Morrison, cá estamos nós. E dessa vez, pra chegar na cronologia atual do Morcego.

Nesse último post de dois dígitos do Batman Guide, vamos trazer uma história importante para introduzir alguém que aparecerá depois do reboot. E, apesar da tradução horrível no título, a história é boa e muito reveladora: nos mostra que nenhum lar, por mais correto que seja, está imune dos erros e de uma mente criminosa. Sejam bem-vindos a “Batman: Garotos perdidos” (“Lost boys“, Detective Comics #875. Roteiro de Scott Snyder e arte de Francesco Francavilla. Maio de 2011.)

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001O bom e velho Harvey Bullock está executando sua atividade preferida no mundo depois de prender criminosos: fumando, ouvindo seu rádio de pilha e pensando na vida sob o telhado do Departamento de Polícia de Gotham City. E os seus pensamentos variam sobre os novos tiras do DPGC que não o respeitam, sobre Batman, sobre os bandidos freak que brotam na cidade a uma velocidade incrível, e sobre James Gordon – e o filho dele, James Gordon Jr. Que, segundo sua opinião não é a melhor pessoa do mundo.
002Outro velho pensador da cidade, o Comissário incorruptível James Gordon, também está pensando sobre a cidade. Gotham às vezes não parece ser uma entidade com vida própria, quase uma personagem das histórias? Comissário Gordon não gosta do inverno. Ele sempre traz questões não-resolvidas e problemas. E, falando em problemas…
003Esse deveria ser o sobrenome do menino James Gordon Jr. Eu disse “menino”? Ele já é um homem. Mas é de menino que vem suas atitudes questionáveis. Como aquela vez em que, pequeno, talvez tenha envenenado um colega que mexera com ele. Como aquela vez em que matou um pássaro para ver onde ela guardava os ossos no estômago. Um garoto que tem tudo de errado… Ou apenas uma criança travessa demais?

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#98 – Gotham Central: Apagar das Luzes

Apresentei a pistola (RIP Chaves).
Começando sério agora, bom dia a quem se importa. Esse texto é sobre um dos maiores dilemas das histórias do morcego velho: a relação do Cavaleiro das Trevas com a polícia de Gotham.

Uma das coisas que me tornaram fã das histórias do Batman foram os dilemas. Dilemas tem pra dar e vender. O Batman tem seus dilemas com cada vilão, com cada herói… Tudo na história se faz pensar. São casos deveras originais em vista das condições apresentadas serem mais puxados ao “fantástico” do que a realidade, apesar de Batman ser um dos heróis mais realistas da DC.
O Batman em si é um dilema. É um personagem extremamente complexo, e isso serve de ponte para se criar argumentos de todo o tipo sobre todo tipo de situação, personagem ou grupo que o cerca numa história; por consequência, nem a galera que está do lado dele escapa da complexidade. Um dos dilemas mais antigos nas histórias do Batman, que provavelmente data quase da mesma época (se é que não no mesmo momento) em que o dilema com vilões começou, é o dilema com a polícia de Gotham. A HQ de hoje trata exatamente sobre isso. Sejam bem-vindos a: “Apagar das Luzes” (“Gotham Central #25: Lights Out“, roteiro de Greg Rucka e arte de Michael Lark, janeiro de 2005).

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1. Introdução: o Departamento de Polícia de Gotham
Quem está acostumado com os seriados onde a Tia do Bátima era a principal fonte de piadas em Gotham, lembra bem que havia um telefone vermelho tipo o das Meninas Super-Poderosas, pelo qual a polícia tinha uma linha direta com o a Dupla Dinâmica, que na época estava no ápice da tecnologia com seus Bat-escudos que dobravam igual papel e eram guardados dentro da cueca e tal. Mas aquilo é um tempo passado. No universo refeito lá pelos anos 70, a relação do Batman com a polícia ganhou uns rumos mais loucos que o Chapeleiro.

A questão que impera tanto pra polícia quanto para o povo de Gotham é “De que lado ele está?”. Há os policiais que acreditam que o Batman obviamente está do lado deles, há os que acreditam que o Batman bate nos vagabundos mas é tão louco quanto eles, e os que acham que o Batman é mais um vilão que dá um cacete nos demais apenas por questões pessoais. Ou por pura diversão, o que não deixa de ser uma questão pessoal.

Se a policia de Gotham lesse a HQ saberia que o Batman está do lado deles, mas como isso não é Deadpool e o 4th wall não pode ser derrubado nem pelo Bane virado numa mistura de Venom com Titan, Guaravita e o X-tudão do Chico Dorme-Sujo, a polícia não lê e não sabe. Mas falando sério, temos que levar em consideração a VISÃO que os policiais teriam.

Eles não fazem ideia de quem o Batman é, do que aconteceu a ele, o tanto que ele treinou e estudou, sabem que ele tem mania de fazer o impossível e que é extremamente capacitado no que faz, mas não sabem até onde é sorte e até onde é técnica. Não fazem ideia dos conhecimentos, não fazem ideia da história, não fazem ideia de como ele some e aparece. Eles não sabem NADA sobre o Batman.

A visão deles é basicamente: Um sujeito vestido de Morcego que aparece do nada, cobre todo mundo de porrada e some. Ponto. Não sabem os motivos, não sabem o que ele passa, não veem os ferimentos dentro da roupa, muito menos os ferimentos dentro da alma. É só um homem de preto varrendo tudo com os punhos.

Primeira página da HQ “Detective Comics 27: The Bat-Man: ‘the Case of the Chemical Syndicate'”

Vou dar um exemplo infeliz. Tem alguma cidade aqui no Brasil que há uns anos atrás tinha um motoqueiro fazendo justiça com as próprias mãos pelas noites da cidade dele. Só que esse andava com uma arma e dava tiro nos bandidos na rua e sumia. Sei lá se quem conhece o cara e sabe que ele era o tal motoqueiro entendem as razões dele e o consideram um Frank Castle. Pra uma boa porcentagem da população, e principalmente para a POLÍCIA ele pode ser outro bandido matando rivais.

O dilema “Batman x Policia” parte muito disso. Um civil qualquer não tem permissão pra fazer maior parte do que o Batman faz pra capturar vagabundos. Logo, se ele faz coisas não permitidas, ele tá meio que no mesmo barco dos vagabundos. ISSO É TEORIA, eu adoro Batman, acho que não preciso lembrar a ninguém disso. É só algo a se considerar no assunto.

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O que nós achamos sobre Gal Gadot como Mulher-Maravilha?

Aproveitando o embalo do último post, hoje vou falar sobre a escolha de Gal Gadot como Mulher-Maravilha.

 Gal Gadot… É.
“É o que?”, é rica, é linda, é inalcançável pra mim (e pra todos vocês, seus mãos peludas), mas NÃO É a Mulher Maravilha. Quer dizer, ela é a Mulher-Maravilha, foi escolhida pra isso e será paga pra isso. Vão filmá-la vestida como a Diana e etc, mas ela não bate certo com o que fãs da DC conhecem por “Mulher Maravilha”. Gal Gadot, vendo através dos olhos fúteis do mundo, é no máximo uma mulher maravilhosa, mas não uma Mulher Maravilha.

Gal Gadot

Primeira imagem oficial de Gal Gadot como Mulher Maravilha. Fonte: Jornal O Globo

Minha primeira pergunta foi “Cadê o resto dela?”. A mulher é uma vareta. Ok, eu também não sou o Henry Cavill, mas eu não me candidatei a ser o Superman. A Diana é uma amazona. AMAZONA. É aquela mulher com armadura grega que facilmente te amarra com as patas pra cima igual um porco com bronquite. A mulher é um armário, aguenta mais porrada que o Rocky e bate mais que motor de carro velho. Uma mulher sarada, que qualquer homem pensaria duas vezes antes de olhar mais de 2 segundos.

O cinema tem passado por cima de uma porção de detalhes na hora de escolher representantes para seus personagens. De início e mais clássicos: Rei do Crime e Nick Fury, ambos saíram na matiz errada, não sei se notaram o pequeno detalhe. Depois um Constantine moreno (agora tem um mais a caráter no seriado, eu sei), tivemos a primeira Mulher-Gato (solo, Hale Berry) que também não condizia muito com a Selina que o mundo conhecia na época… E segue lista se formos pegar personagens menores.

Já era de se esperar alguma babaquice dessa vindo de uma tentativa de “Liga da Justiça” da Warner. Cá entre nós, a DC não tem autonomia como a Marvel. Em matéria de produção de filme de herói, se fosse rolar uma briga entre Marvel e DC, eu apostava até minha avó na Marvel. E EU PREFIRO A DC. Ao ver a DC valente se propondo a lutar, a Marvel daria uma risada e diria “Enche o peito e vem chorando fdp”. Infelizmente não dá. Eu não troco NENHUM filme da Marvel pelos da serie Dark Knight com o Bale, mas putz, o Bale sozinho não pode contra Capitão America maneiro, Homem de Ferro maneiro, Thor maneiro, Vingadores maneiro e mais uma tonelada de títulos legais saindo com filmes de médios a excelentes. A DC saiu com Batman e Superman, e os do Batman ainda foram desconsiderados de qualquer ligação com o resto do universo que estão preparando pra Liga da Justiça.

Como eu SEMPRE digo quando o assunto são os filmes da DC: a DC é da Warner, que por sua vez é da Time. É MUITA gente acima, logicamente que o setor não recebe a atenção e a verba que merece, e quando recebe, é através das pessoas e das ideias erradas.

Cá entre nós, o filme “Man of Steel” e a trilogia “Dark Knight” foram os primeiros acertos da DC, e ainda assim carregados de detalhes dignos de se esquecer, mas fazendo vista grossa, os melhores. Então era óbvio que nego ia cagar na Mulher Maravilha, assim como já cagaram na escolha do Aquaman e do Flash. Jason Momoa como Aquaman… Beleza, o próximo Hal Jordan pode ser o Jackie Chan. Ezra Miller como Flash. Que maravilha também. A Hawkgirl será o Paulo Gustavo do “Minha mãe é uma peça”, ele interpreta mulher direitinho. PORRA. E claro, lembrando que o blog é de Batman: BEN AFFLECK É O BATMAN. This is why we can’t have nice things.

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#97 – Mulher-Maravilha: Hiketeia


“Venho me oferecer
Em súplica,
A ti, minha ama.
Venho sem proteção.
Venho sem alternativas.
Sem honra, sem esperança.
Sem nada além de mim mesma
Para implorar tua proteção.”


Olá, queridos!
Que sumiço esse que eu dei, né? Mas tenho boas justificativas pra ele, então vou atualizar vocês sobre a minha vida nos últimos meses!
Me formei na faculdade. Agora sou oficialmente bacharel e licenciada em História pela Universidade de São Paulo, olha só! E agora sou oficialmente professora de ensino fundamental e médio na rede pública de São Paulo. Isso significa que agora tenho cerca de 300 pestinhas lindos para educar e ensinar História.
Então peço que me desculpem essa autoria relapsa e continuem a acompanhar o Batman Guide de onde paramos – e falta tão pouco para chegarmos ao reboot!

O post de hoje é sobre uma HQ muito famosa, que tem uma capa magnífica desenhada pelo igualmente magnífico Alex Ross. E é sobre ela que vamos falar hoje. Sejam bem-vindos a: “Mulher-Maravilha: Hiketeia” (Wonder Woman: The Hiketeia, roteiro de Greg Rucka e arte de J. G. Jones, 2002.) E no fim do post tem uma surpresa para vocês!

Line

Em primeiro lugar, muitos de vocês vão me perguntar: “Mas Mulher-Maravilha? Esse blog não é sobre Batman?”, e talvez até achem que essa ausência do blog comprometeu minhas faculdades mentais (que, veja lá, nunca foi das mais sensatas). Mas eu explico: a DC Comics tem aquilo que chamamos de “Trindade”, o carro-chefe das publicações que é formado pelo Superman, pelo Batman e pela Mulher-Maravilha. Teoricamente era para Superman ser o mais importante, mas nos últimos anos Batman vem sendo o personagem mais trabalhado – o que gera críticas por parte de alguns fãs de Batman acerca do exagero no Bat-mito e na superexposição do personagem de Batman. Tem até um meme sobre isso: “Justice League? More likely Batman and his bitches.

Trinity

Ok, voltando: esses três personagens, juntos, protagonizam alguns dos mais célebres arcos disponíveis na cronologia da DC Comics. A Mulher-Maravilha, que é a protagonista do post de hoje, sempre teve uma relação bastante única com Batman, de ódio e respeito mútuo. Você pode perceber isso pela capa – Mulher-Maravilha pisando no rosto de Batman.
Então, já que se trata de uma personagem tão importante, vamos começar falando sobre a sua história, a sua origem.

LineWonder

Em 1940, o o desenhista William Moulton – conhecido popularmente como Charles Moulton, estava disposto a criar uma nova personagem para as novas companhias que formariam a DC Comics. Recebeu de sua esposa a sugestão de criar uma super-heroína do sexo feminino. Essa nova personagem seria de um tipo diferente: ela não triunfaria pela força, mas pela compreensão e pelo poder.
O mais interessante de tudo é o seguinte: William Moulton Marston era um psicólogo que tinha um projeto com uma espécie de polígrafo – popularmente conhecido como “detector de mentiras” – que utilizava a pressão sanguínea para examinar os prisioneiros de guerra germânicos. Essa experiência com o polígrafo mostrou para Marston que as mulheres eram mais confiáveis e honestas que os homens e poderiam trabalhar com mais eficiência.
Nessa reportagem do NYSun, diz-se que Marston afirma sobre Mulher-Maravilha: “A Mulher-Maravilha é o símbolo do novo tipo de mulher que deveria dominar o mundo, em minha opinião.”
Inicialmente, a Mulher Maravilha era uma Amazona Campeã que ganhou o direito de remover o oficial americano Steve Trevor de volta ao mundos dos Homens (o avião dele se chocara contra sua Ilha paradisíaca), e de lutar contra o crime dos nazistas. Ela se disfarçava de secretária, e nesse período, ela integrou a Liga da Justiça Americana como a secretária do time.

Primeiro quadrinho
Diana digita na velocidade da luz!
Chefe: (Pensando) “Os dedos dessa garota se movem tão rápido que mal consigo vê-los! Mas dessa forma, ela vai acabar cometendo vários erros!”
(Em voz alta): “Vá devagar, eu não tolero erros de digitação!”

Segundo quadrinho
Chefe: Inacreditável! Eu jurava que você não anotou metade do que eu ditei, mas essa carta… Está perfeita!
Mulher-Maravilha: (Pensando) “Tenho que ser cuidadosa para não dar na cara… Eles não treinam as garotas aqui para ter memórias perfeitas como as nossas!”

Durante a Era de Prata, a origem de Mulher-Maravilha foi reformulada para um elemento mais mitológica: recebendo a benção da deidade Athena em seu território só de Amazonas, Themyscira. Ela estava destinada a ser bela como Afrodite, esperta como Athena, forte como Hércules e rápida como Hermes.

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