RESULTADO do Aniversário de 3 anos do Batman Guide – Sorteios e Quizz de Batman!

Oi queridos!
Tanta coisa aconteceu e mudou durante esses 3 anos do Batman Guide. É mesmo surpreendente pensar em como as coisas eram lá e como são agora. Mas uma coisa não muda: nosso trabalho aqui sempre foi fruto de muita dedicação. Interrompidos por problemas pessoais às vezes, mas nunca deixamos de estar aqui, com vocês, trazendo o melhor das histórias do Batman. Nos nossos próximos posts chegaremos ao reboot e, em breve, alcançaremos as publicações atuais do Morcego. É uma longa história, não é?

3 anos de Batman Guide!

E mais uma vez, tenho que agradecer a cada um de vocês que pacientemente acompanhou o blog até aqui, prestigiando nosso trabalho, incentivando, deixando comentários, se interessando pelos arcos. A presença de vocês é muito valiosa! Muito obrigada e vamos continuar com nosso Guia de Leitura!

E, para comemorar mais esse aniversário, vamos ao resultado do Sorteio de Aniversário do Batman Guide?

Para quem não se lembra, o sorteio foi feito da seguinte forma: para cada item, havia 5 perguntas relacionadas a cronologia, história e personagens do Morcego. Só concorreu quem acertou todas as perguntas!

Então, antes de divulgar o resultado, vamos primeiro pra resposta das perguntas do Quizz!

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01 – Azrael é associado a Ordem de… ?
d) São Dumas

Azrael, ou Jean-Paul Valley, foi um bebê de proveta, cujos genes foram alterados e combinados com genes animais para potencializar suas habilidades de lutador. A Ordem de São Dumas é uma ordem religiosa que o treina para se tornar um assassino durante a saga “Queda do Morcego“.

02 – Quem era o Máscara Negra capturado por Dick Grayson (como Batman)?
d) Jeremiah Arkham

Durante a saga “Vida Após a Morte”, Batman (que nesse momento é Dick Grayson) descobre que Jeremiah Arkham vinha agindo como Máscara Negra, colocando contra si não apenas Batman mas também da Força Nacional e dos mafiosos da família Falcone.

03 – O primeiro “presente” que Barbara Gordon recebeu do Batman como incentivo a combater o crime foi:
b) Equipamentos

Batman que já “espionava” Batgirl há algum tempo e sabia onde ela vivia e quem era. Após ela realizar uma atividade bem sucedida, Batman deixa uma caixa pra ela, que abre sozinha em seu quarto, e dentro tem equipamentos, batarangues e itens fáceis de ser carregados.

04 – Qual das identidades abaixo Jason Todd nunca usou?
e) Deadshot

Jason Todd já usou as seguintes identidades:
■ Robin, depois que Dick Grayson deixou o manto de menino prodígio – confira o início de sua atuação como Robin nas histórias Batman: O Dia em que Robin Morreu & Batman: No Beco do Crime
■ Red Robin na saga “Contagem Regressiva para a Crise Final” #14, em que ele é o companheiro do Batman da Terra 51
■ Batman, durante a Batalha pelo Manto
■ Capuz Vermelho, depois de ser resgatado por Talia Al Ghul, conforme você pode conferir nas histórias Sob o Capuz e Capuz Vermelho: Dias Perdidos
A única identidade que ele não usou foi a de Deadshot.

05 – O nome dos pais do Bruce:
e) Thomas e Martha

O médico Thomas Wayne e a socialite Martha Wayne deram origem ao pequeno Bruce Wayne.Parents

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Aniversário de 3 anos do Batman Guide – Sorteios e Quizz de Batman!

Olá, queridos! 
Hoje o Batman Guide completa 3 anos! E, para comemorar, tem sorteio TRIPLO pra vocês! Vamos ver ao que vocês estão concorrendo?

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Noel

Editora: Panini
Categoria: Álbum de Luxo
Número de páginas: 116
Formato: (19 x 28 cm) Colorido/Capa dura

A gente já resenhou essa HQ aqui; clique aqui para ler a resenha. A arte dessa HQ é absolutamente sensacional, responsabilidade de Lee Bermejo. “Batman: Noël” é uma adaptação do conto “Um Conto de Natal” (1843) de Charles Dickens.

*¹ (Obrigada ao leitor Tiago Dark Essence por me alertar sobre o erro que cometi aqui!)

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Número de discos: 3
Gravadora: Warner
Título: A Trilogia Batman: O Cavaleiro das Trevas
Diretor: Christopher Nolan
Elenco: Christian Bale, Michael Caine, Liam Neeson, Katie Holmes, Heath Ledger, Gary Oldman, Aaron Eckhart, Maggie Gyllenhaal, Morgan Freeman.
Ano de Produção: 2005 / 2008 / 2012
Ano de Lançamento: 2013
País de origem: EUA
Audio: Dolby Digital Inglês 5.1 & Português 5.1/Dolby Digital Inglês 5.1, Português 5.1 & Espanhol 5.1/Dolby Digital Inglês 5.1/ Dolby Digital Português 2.0
Faixa etária: A partir de 12 anos

O segundo item do sorteio é o box da trilogia do Cavaleiro das Trevas, do Christopher Nolan. É um box com 3 DVDs: o Batman Begins, com o Batman: The Dark Knight e o Batman: The Dark Knight Rises. Fizemos resenha dos três filmes, e você pode lê-las clicando aqui.

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Material: Porcelana
Altura: 9cm
Diâmetro: 8cm
Capacidade: 300ml

O terceiro item é um pedido do pessoal do Twitter do Batman Guide (@BatmanGuide): uma caneca de porcelana com o desenho lindo no estilo retrô do Batman e do Robin, pra você levar pro seu trabalho ou em casa. Sorteei ela no ano passado, no Aniversário de 2 anos do Batman Guide.


Bom, esses são os presentes. Legais, né? Então, agora eu vou te contar como você faz pra ganhá-los.
Esse ano, eu decidi fazer algo de diferente… Ao invés de colocarmos para pedir para vocês curtirem a página no Batman Guide, vocês vão ter que responder algumas questões sobre Batman! Como funciona?

Nesse post, logo abaixo do Regulamento, você vai ver 3 formulários diferentes para você se inscrever nos Sorteios. Você pode escolher pra 1, 2 ou pros 3 Sorteios, como você achar melhor. Daí, pra cada um dos formulários, tem 5 perguntas sobre o universo de Batman! E pra participar você tem que responder todas certas! Foi o Augusto quem fez as questões, tem algumas difíceis, outras mais fáceis, mas pra quem acompanha o Batman Guide nesses 3 anos, vai ser fácil responder!

E aí, vai deixar de participar?

1. Você deve ser residente no Brasil.
2. São três sorteios independentes. Você pode participar de 1, 2 ou de todos os sorteios, se quiser.
3. Preencha o formulário correspondente ao(s) Sorteio(s) que você quer concorrer. Todos os campos devem ser preenchidos. No campo “Nome”, insira seu nome. No campo “E-mail”, insira seu e-mail.
4. Para cada Sorteio, são 5 perguntas sobre Batman, e você deverá escolher uma única alternativa. Só participarão do Sorteio as pessoas que responderem as perguntas corretamente. Todas as respostas estão no Batman Guide! :D
5. Não é necessário se inscrever mais de uma vez. Só será considerada uma única participação. As outras serão desconsideradas.
6. A data-limite para participação é . Este será feito de forma totalmente eletrônica. O resultado será divulgado no dia 14 de maio de 2015.
7. Os vencedores de cada Sorteio serão avisados por e-mail. Caso o ganhador não se manifeste em até 48h, o sorteio será refeito.
8. O ganhador de cada item se compromete a tirar uma foto com eles, para que seja postada no Batman Guide. É a única coisa que pedimos, não custa nada, né? ;)

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#100 – Richard “Dick” Grayson

“Mudar é sempre mais difícil do que permanecer o mesmo. É preciso coragem para se encarar no espelho e ver além do reflexo. Para encontrar o que você deveria ter sido. O que você perdeu pelos cruéis eventos de infância. Eventos que pegaram a trajetória natural da sua vida e a distorceram. Mudar para algo inimaginável, ou mesmo incrível, te dando a coragem para abraçar o seu legado, o seu destino.”
(Richard Grayson)


Esse é um post “diferente” pra mim. Acho que será a primeira vez que escreverei sem ter uma revista/saga em foco, apenas o personagem em si. Falar dele, de tudo que sei e tudo que já li.

Falar dele não é a mesma coisa que falar dos demais personagens. Os demais podem ser bons também, mas não “a altura”. Se é pra dar nome aos bois, digo Tim Drake, Damian Wayne, Jason Todd, Cassandra Cain, Azrael (Valley e Lane), Jim e Barbara Gordon e qualquer outro. O único que dentro do universo morcego tem o “destaque”, participação em vários grupos de heróis, em revistas que não são as dele e está na estrada e nas bancas há no mínimo 7 décadas fora o Batman, é Dick Grayson.
Pode parecer errado começar a explicar o universo do Batman e deixar o post do Dick Grayson pra tão… “tarde”. Até pra nós que escrevemos os textos aqui no blog isso pareceu errado. Depois de sagas como “Terremoto“, “Terra de Ninguém“, “Assassino?/Fugitivo“, “Silêncio” e até mesmo as dele como Batman, não tinha como achar que estávamos em débito com o post dele, mas de fato ainda não era possível.
A questão era simples. Ele está presente em praticamente TUDO, desde o início, então como fazer um bom texto detalhado sobre ele sem dar centenas de spoilers? Com o reboot, chegamos ao fim das histórias do Batman como conhecemos, dando palco para uma “nova versão” das coisas. E tendo então encerrado uma época, não há mais nada de novo a se acrescentar na história do Asa Noturna como conhecemos (o pré-reboot). Melhor hora impossível.

Apesar de já termos abordado aqui outros personagens que apareceram bem depois, podem notar que só foram apresentados no momento CERTO, onde não seriam necessários spoilers. Não daria certo colocar esse texto no início do blog se a intenção é respeitar o máximo possível a cronologia dos fatos. Como poderíamos falar na íntegra de tudo que esse personagem “é” e “fez” ao longo de todos esses anos sem dar spoilers? Impossível. Mas a hora chegou.
Dá pra fazer um texto exclusivo sobre cada pedaço da história dele. Um pro convívio dele com o Batman, um só pros fatos ocorridos dele como Robin, outro pros acontecimentos como Asa Noturna, um só pra Bludhaven, outro só da relação dele com a Barbara Gordon, um texto sobre a consideração mútua entre ele e o Superman, outro a respeito dele com os demais heróis e grupos de heróis como os Outsiders, os Titãs, Jovens Titãs e até da Liga da Justiça – sendo que ele já foi líder desses 4 últimos grupos, que acredito eu serem os quatro maiores e principais da DC até poucos anos atrás. Lembrando que alguns desses textos não seriam possíveis nem com o Batman, pois o Morcego não é lá de muitas interações.

Se for pra fazer uma lista de tudo que ele já fez, pega mais de uma página. O cara foi líder dos Titãs, líder da Liga da Justiça, lider dos Outsiders, já foi Robin, já substituiu o Batman 2 vezes, é o segundo no comando do exército dos morcegos, já conquistou Bárbara Gordon, Starfire, Caçadora, Donna Troy, deixou a Supergirl na intenção, já ficou entre a vida e a morte uma porção de vezes , conseguiu o respeito de 3 personagens hiper difíceis do universo DC (Batman, Damian e Bane)… E a lista continua.
Ele tem tanta história quanto o Batman. Só pra vocês se situarem: o Morcego foi criado em 1938, Dick Grayson em 1940 (mesmo ano do Coringa), e o Jason Todd (o segundo Robin), só veio aparecer em 1983, ou seja, 43 anos depois. O que nós estamos fazendo nesse blog é contar a história do Batman. Já estamos no post nº 100 e ainda tem MUITA coisa pra vir. Contar detalhadamente a história do Grayson renderia outro blog, mas como o Morcego já é trabalho suficiente, assumi o desafio de “resumir” a história de Dick Grayson aqui.
Lembrando mais uma vez que ele já foi Batman também. Uma vez temporariamente, com o original de olho, e outra oficialmente, ocupando de fato o cargo mais alto da família Wayne e da família dos morcegos durante a “morte” do Bruce. Ele foi o foco principal aqui no blog temporariamente.
Alguns podem achar que ele é uma mera sombra mais “divertida” e “social” do Batman, coisa que acho idiota sendo que o próprio Batman diz que ele é bom demais para viver na sombra dele. Esse texto é dedicado a ele que é Asa Noturna, foi Robin e ex-Batman (nada impede que volte a ser), Richard John Grayson.

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2013-04-07_015547_detective_comics_38_first_appearance_of_robinDick Grayson é o Robin mais famoso, sem dúvidas. Em primeiro lugar devido a ignorância do mundo. Quase ninguém sequer sabe que o Batman teve mais de um Robin. Quando se fala em Robin, só lembram do camarada bobalhão de sunga verde que vive dizendo “Santa isso, Batman!”, “Santa aquilo, Batman!”. Segundo, mesmo que soubessem que existem mais Robins, o Grayson tem muito mais influência e tempo de histórias que todos os demais juntos se bobear.
Mas para contar a história dele, vamos começar do início… Circo Haley? Não. Circo Haley não foi o início. O início da história de Dick Grayson foi do “lado de cá” das páginas, numa conversa muito real entre Bob Kane e Bill Finger, em 1940.
finger_kaneUma das fontes de inspiração para se criar o Batman foi Sherlock Holmes, e uma coisa que incomodava Bill Finger é que Batman não tinha com quem falar durante as histórias, nas ruas, na ação. Sherlock Holmes tinha um Watson, e o Batman? Tinha o quê? Bill estava ficando cansado de ter sempre que fazer linhas de pensamento pessoais do Batman ao invés de colocá-lo conversando com alguém.
Bill Finger queria (com razão) dar um leque novo de possibilidades na história, quebrar certa monotonia de ser sempre o Batman pra tudo, e claro, trazer um personagem mais jovem, com outras opiniões e outras características, para aproximar leitores mais jovens e fazer os mesmos se identificarem com o novo personagem.
O nome veio da fonte que costuma a ser a primeira referência que salta na mente, Robin Hood. Então, enfim, em 1940, nasce Dick Grayson. Agora sim, vamos para o começo da história do “lado de dentro” das revistas, o Circo Haley.

Os Grayson Voadores

Os Grayson Voadores

Um circo, um simples circo, mas não para nós. Esse circo conta com a família de acrobatas conhecida como os Grayson Voadores. John Grayson, Mary Grayson e Richard Grayson. Você pode ler a história clicando aqui. Décadas a frente dessa “origem”, foi revelado que havia outra criança que entrou posteriormente para a equipe dos Grayson Voadores, garoto esse que na época era muito melhor que o Dick, e que acabou se envolvendo em uma confusão na qual talvez Dick pudesse ter ajudado e não ajudou, resultando em ossos quebrados e por consequência, incapacidade de prosseguir como acrobata na equipe. Essa “adição” rolou durante a história “Julgamento em Gotham”, que é relativamente recente.

catsAlgum tempo depois, John e Mary morrem durante seu número nas alturas, caindo lá de cima (como manda a gravidade) direto para a morte. E assim como no caso do “outro garoto” na equipe… Tempos a frente foi “adicionado” que na verdade aquilo não foi um acidente, mas sim uma sabotagem.
Antes a culpa era direcionada somente ao Zucco (que ainda veio a ser dono do circo), em um rolo envolvendo extorção em troca de proteção, e como o dono do circo na época se negou, os caras sabotaram os trapézios. E atualmente a culpa está direcionada à Corte das Corujas… Um tremendo rolo que não vem ao caso no momento, pois já é material pós-reboot.
1O destino arranhou a lousa do universo e fez o mundo se encolher perante aos acasos que estão ai para nosso deleite. Quem estava na platéia naquela noite? Não era o Jason Bourne. Se fosse ele vocês não o encontrariam, ele é que encontraria vocês. Lá era Bruce Wayne. Na época ainda era apenas milionário, não podendo competir com José Safra e a família Marinho.
Essa história tem a versão calma e bonita, e a versão Frank Miller. A versão “elipse no peito e sorriso na cara” e a versão “Goddamn Batman”. Na versão calma, ele é levado para a mansão Wayne para ser criado como filho adotivo de Bruce Wayne, passando a viver lá sozinho com ele e seu mordomo, Alfred Pennyworth. Esse papo deu pano pra manga nos anos 40/50, quando um psicólogo (desocupado) começou a insinuar que havia relação sexual entre Batman e Robin, sendo desmascarado logo sem seguida, mas não sem antes causar um estrago na mente de quem não conhece os quadrinhos. Você pode ler mais sobre isso nos seguintes links:

All-Star_Batman_and_Robin_10AA versão mais moderna dessa história é com roteiros do Frank Miller e desenhos do Jim Lee (na época era só desenhista, e atualmente um dos 3 maiores da DC abaixo da dona). Foi publicada nas primeiras edições da série “All Star Batman and Robin the Boy Wonder”, e você pode lê-la na íntegra clicando aqui para baixar as HQs (disponibilizadas pela Jéssica).

Nessa versão, Batman é um sujeito mais perturbado do que heróico. Egocêntrico, extremamente auto-confiante e ao mesmo tempo apresentando algumas inseguranças bestas tentando assustar/impressionar o garoto, vide a apresentação da Batcaverna ao Dick. Batman fez questão de levá-lo a um passeio de batmóvel. Uma tentativa que ele achou ter sido falha de impressionar o garoto, que ficou quieto mas na verdade estava impressionado mesmo.
2No passeio esse o carro mergulhou na água e voou pelo céu (voar na água e mergulhar no céu com certeza iria impressionar até os leitores) e enfim chegou na Batcaverna, que por si só já seria suficiente pra deixar qualquer um de boca aberta.
Chegando na caverna, aquela parafernália toda, e o moleque assustado mas não querendo dar o braço a torcer. Bruce o largou para sobreviver lá. Ele decidiu ser um projeto de Robin Hood, usando capuz e etc, Bruce logo lhe deu uma lição, capuz pode atrapalhar se o puxarem pra frente do rosto. Lição essa que quem é fã a ponto de decorar essas passagens foi a loucura quando viu Dick Grayson (ocupando o “cargo de Batman”) a repetindo, anos depois, para seu novo Robin (Damian Wayne). Mas isso é outra história, logo chegaremos nela (Não vale avançar o texto pra chegar nessa parte).
Ele passa nos conceitos de Bruce e obviamente foi treinado pelo mesmo. Dick Grayson já possuía flexibilidade e físico muito bons devido ao fato de ser acrobata. Ele não teve diversos mestres como o Bruce, nem como Tim Drake. Nada de mestres como Kigiri, David Cain, Lady Shiva, Henry Ducard nem nada, aprendeu direto com o Batman. Mas pra que essa tonelada de mestres se o Batman foi treinado por eles?
Um dos primeiros casos onde Grayson foi levado firme em missão solo foi um encontro com Hal Jordan, um membro da tropa dos Lanternas Verdes. Até a época, os lanternas tinham fraqueza contra a cor amarela, seus constructos de energia gerados pelo anel energetico que usam quebravam ou não funcionavam sobre coisas de cor amarela.
Isso era devido a um fato melhor explicado na revista do Lanterna Verde. (Que nada, imagina, ia estar na revista do Aquaman). Um resumo mega grotesco que vocês podem entender melhor lendo o post “A Noite Mais Densa”: Existem 7 espectros de cor no universo, cada cor tem uma tropa de lanternas, e cada tropa usa um sentimento diferente para criar seus constructos. Cada tropa tem um animal/deus/entidade energética viva.

Parallax

Parallax

A cor amarela é a cor movida pela força do medo, e o deus/entidade regente é Parallax, e esse tal de Parallax (que parece uma lacraia amarela gigante espacial) causou problema para a tropa verde há tempos e como não podia ser derrotado, o único jeito foi trancá-lo na bateria central que dá as energias de todos os anéis verdes da tropa, então pela influencia energética amarela vinda direto da fonte, os anéis verdes não funcionavam sobre a cor amarela. É, simples assim. Se eu ou você nos pintarmos de amarelo, podemos dar um couro na tropa dos Lanternas Verdes. Quer dizer, podíamos, pois Parallax foi retirado da bateria e possuiu o corpo do Hal Jordan uns anos depois.

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Batman e Robin enfrentando Hal Jordan

GRANDES PORCARIAS, isso não vinha ao caso mas achei interessante explicar. O Batman (não lembro como) sabia dessa fraqueza contra amarelo, mesmo que provavelmente não soubesse sobre o Parallax e toda a confusão dos lanternas. Ele marcou o encontro com Hal Jordan em um local que ele pintou inteiro de amarelo, e de quebra, Batman e Robin ainda pintaram a si próprios de amarelo. Rola uma já esperada confusão e Dick Grayson faz sua primeira ação épica dentro do universo DC, ele apenas como um mero garoto, desceu o cacete no Hal Jordan e lhe deu um golpe na garganta que com certeza iria matá-lo.
Isso aí, uma das primeiras coisas que Dick Grayson fez de épico em sua vida foi largar o Hal Jordan entre a vida e a morte. Se não fosse o Batman salvar o cara, ele com certeza teria morrido.

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#99 – Batman: Garotos Perdidos

“A neve sempre me deixa inquieto – o jeito com que ela enterra tudo. […] Eles sempre voltam para mim no inverno, os casos sem solução. Aqueles que eu não pude resolver. Se você se pergunta se tem um que seja pior, um caso de muito mais tempo que me incomoda mais do que qualquer outro numa noite como essa… Posso dizer sem hesitação que sim, existe.”

Alô bandidada, o Batman chegou, trazendo a tortura, a justiça e o terror ♫

Vocês notaram o meu sumiço e o do Augusto, né? Pois então. Nunca nossa vida esteve tão atribulada. Entre perdas pessoais, trocas de emprego e reviravoltas dignas de um roteiro do Morrison, cá estamos nós. E dessa vez, pra chegar na cronologia atual do Morcego.

Nesse último post de dois dígitos do Batman Guide, vamos trazer uma história importante para introduzir alguém que aparecerá depois do reboot. E, apesar da tradução horrível no título, a história é boa e muito reveladora: nos mostra que nenhum lar, por mais correto que seja, está imune dos erros e de uma mente criminosa. Sejam bem-vindos a “Batman: Garotos perdidos” (“Lost boys“, Detective Comics #875. Roteiro de Scott Snyder e arte de Francesco Francavilla. Maio de 2011.)

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001O bom e velho Harvey Bullock está executando sua atividade preferida no mundo depois de prender criminosos: fumando, ouvindo seu rádio de pilha e pensando na vida sob o telhado do Departamento de Polícia de Gotham City. E os seus pensamentos variam sobre os novos tiras do DPGC que não o respeitam, sobre Batman, sobre os bandidos freak que brotam na cidade a uma velocidade incrível, e sobre James Gordon – e o filho dele, James Gordon Jr. Que, segundo sua opinião não é a melhor pessoa do mundo.
002Outro velho pensador da cidade, o Comissário incorruptível James Gordon, também está pensando sobre a cidade. Gotham às vezes não parece ser uma entidade com vida própria, quase uma personagem das histórias? Comissário Gordon não gosta do inverno. Ele sempre traz questões não-resolvidas e problemas. E, falando em problemas…
003Esse deveria ser o sobrenome do menino James Gordon Jr. Eu disse “menino”? Ele já é um homem. Mas é de menino que vem suas atitudes questionáveis. Como aquela vez em que, pequeno, talvez tenha envenenado um colega que mexera com ele. Como aquela vez em que matou um pássaro para ver onde ela guardava os ossos no estômago. Um garoto que tem tudo de errado… Ou apenas uma criança travessa demais?

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#98 – Gotham Central: Apagar das Luzes

Apresentei a pistola (RIP Chaves).
Começando sério agora, bom dia a quem se importa. Esse texto é sobre um dos maiores dilemas das histórias do morcego velho: a relação do Cavaleiro das Trevas com a polícia de Gotham.

Uma das coisas que me tornaram fã das histórias do Batman foram os dilemas. Dilemas tem pra dar e vender. O Batman tem seus dilemas com cada vilão, com cada herói… Tudo na história se faz pensar. São casos deveras originais em vista das condições apresentadas serem mais puxados ao “fantástico” do que a realidade, apesar de Batman ser um dos heróis mais realistas da DC.
O Batman em si é um dilema. É um personagem extremamente complexo, e isso serve de ponte para se criar argumentos de todo o tipo sobre todo tipo de situação, personagem ou grupo que o cerca numa história; por consequência, nem a galera que está do lado dele escapa da complexidade. Um dos dilemas mais antigos nas histórias do Batman, que provavelmente data quase da mesma época (se é que não no mesmo momento) em que o dilema com vilões começou, é o dilema com a polícia de Gotham. A HQ de hoje trata exatamente sobre isso. Sejam bem-vindos a: “Apagar das Luzes” (“Gotham Central #25: Lights Out“, roteiro de Greg Rucka e arte de Michael Lark, janeiro de 2005).

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1. Introdução: o Departamento de Polícia de Gotham
Quem está acostumado com os seriados onde a Tia do Bátima era a principal fonte de piadas em Gotham, lembra bem que havia um telefone vermelho tipo o das Meninas Super-Poderosas, pelo qual a polícia tinha uma linha direta com o a Dupla Dinâmica, que na época estava no ápice da tecnologia com seus Bat-escudos que dobravam igual papel e eram guardados dentro da cueca e tal. Mas aquilo é um tempo passado. No universo refeito lá pelos anos 70, a relação do Batman com a polícia ganhou uns rumos mais loucos que o Chapeleiro.

A questão que impera tanto pra polícia quanto para o povo de Gotham é “De que lado ele está?”. Há os policiais que acreditam que o Batman obviamente está do lado deles, há os que acreditam que o Batman bate nos vagabundos mas é tão louco quanto eles, e os que acham que o Batman é mais um vilão que dá um cacete nos demais apenas por questões pessoais. Ou por pura diversão, o que não deixa de ser uma questão pessoal.

Se a policia de Gotham lesse a HQ saberia que o Batman está do lado deles, mas como isso não é Deadpool e o 4th wall não pode ser derrubado nem pelo Bane virado numa mistura de Venom com Titan, Guaravita e o X-tudão do Chico Dorme-Sujo, a polícia não lê e não sabe. Mas falando sério, temos que levar em consideração a VISÃO que os policiais teriam.

Eles não fazem ideia de quem o Batman é, do que aconteceu a ele, o tanto que ele treinou e estudou, sabem que ele tem mania de fazer o impossível e que é extremamente capacitado no que faz, mas não sabem até onde é sorte e até onde é técnica. Não fazem ideia dos conhecimentos, não fazem ideia da história, não fazem ideia de como ele some e aparece. Eles não sabem NADA sobre o Batman.

A visão deles é basicamente: Um sujeito vestido de Morcego que aparece do nada, cobre todo mundo de porrada e some. Ponto. Não sabem os motivos, não sabem o que ele passa, não veem os ferimentos dentro da roupa, muito menos os ferimentos dentro da alma. É só um homem de preto varrendo tudo com os punhos.

Primeira página da HQ “Detective Comics 27: The Bat-Man: ‘the Case of the Chemical Syndicate'”

Vou dar um exemplo infeliz. Tem alguma cidade aqui no Brasil que há uns anos atrás tinha um motoqueiro fazendo justiça com as próprias mãos pelas noites da cidade dele. Só que esse andava com uma arma e dava tiro nos bandidos na rua e sumia. Sei lá se quem conhece o cara e sabe que ele era o tal motoqueiro entendem as razões dele e o consideram um Frank Castle. Pra uma boa porcentagem da população, e principalmente para a POLÍCIA ele pode ser outro bandido matando rivais.

O dilema “Batman x Policia” parte muito disso. Um civil qualquer não tem permissão pra fazer maior parte do que o Batman faz pra capturar vagabundos. Logo, se ele faz coisas não permitidas, ele tá meio que no mesmo barco dos vagabundos. ISSO É TEORIA, eu adoro Batman, acho que não preciso lembrar a ninguém disso. É só algo a se considerar no assunto.

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O que nós achamos sobre Gal Gadot como Mulher-Maravilha?

Aproveitando o embalo do último post, hoje vou falar sobre a escolha de Gal Gadot como Mulher-Maravilha.

 Gal Gadot… É.
“É o que?”, é rica, é linda, é inalcançável pra mim (e pra todos vocês, seus mãos peludas), mas NÃO É a Mulher Maravilha. Quer dizer, ela é a Mulher-Maravilha, foi escolhida pra isso e será paga pra isso. Vão filmá-la vestida como a Diana e etc, mas ela não bate certo com o que fãs da DC conhecem por “Mulher Maravilha”. Gal Gadot, vendo através dos olhos fúteis do mundo, é no máximo uma mulher maravilhosa, mas não uma Mulher Maravilha.

Gal Gadot

Primeira imagem oficial de Gal Gadot como Mulher Maravilha. Fonte: Jornal O Globo

Minha primeira pergunta foi “Cadê o resto dela?”. A mulher é uma vareta. Ok, eu também não sou o Henry Cavill, mas eu não me candidatei a ser o Superman. A Diana é uma amazona. AMAZONA. É aquela mulher com armadura grega que facilmente te amarra com as patas pra cima igual um porco com bronquite. A mulher é um armário, aguenta mais porrada que o Rocky e bate mais que motor de carro velho. Uma mulher sarada, que qualquer homem pensaria duas vezes antes de olhar mais de 2 segundos.

O cinema tem passado por cima de uma porção de detalhes na hora de escolher representantes para seus personagens. De início e mais clássicos: Rei do Crime e Nick Fury, ambos saíram na matiz errada, não sei se notaram o pequeno detalhe. Depois um Constantine moreno (agora tem um mais a caráter no seriado, eu sei), tivemos a primeira Mulher-Gato (solo, Hale Berry) que também não condizia muito com a Selina que o mundo conhecia na época… E segue lista se formos pegar personagens menores.

Já era de se esperar alguma babaquice dessa vindo de uma tentativa de “Liga da Justiça” da Warner. Cá entre nós, a DC não tem autonomia como a Marvel. Em matéria de produção de filme de herói, se fosse rolar uma briga entre Marvel e DC, eu apostava até minha avó na Marvel. E EU PREFIRO A DC. Ao ver a DC valente se propondo a lutar, a Marvel daria uma risada e diria “Enche o peito e vem chorando fdp”. Infelizmente não dá. Eu não troco NENHUM filme da Marvel pelos da serie Dark Knight com o Bale, mas putz, o Bale sozinho não pode contra Capitão America maneiro, Homem de Ferro maneiro, Thor maneiro, Vingadores maneiro e mais uma tonelada de títulos legais saindo com filmes de médios a excelentes. A DC saiu com Batman e Superman, e os do Batman ainda foram desconsiderados de qualquer ligação com o resto do universo que estão preparando pra Liga da Justiça.

Como eu SEMPRE digo quando o assunto são os filmes da DC: a DC é da Warner, que por sua vez é da Time. É MUITA gente acima, logicamente que o setor não recebe a atenção e a verba que merece, e quando recebe, é através das pessoas e das ideias erradas.

Cá entre nós, o filme “Man of Steel” e a trilogia “Dark Knight” foram os primeiros acertos da DC, e ainda assim carregados de detalhes dignos de se esquecer, mas fazendo vista grossa, os melhores. Então era óbvio que nego ia cagar na Mulher Maravilha, assim como já cagaram na escolha do Aquaman e do Flash. Jason Momoa como Aquaman… Beleza, o próximo Hal Jordan pode ser o Jackie Chan. Ezra Miller como Flash. Que maravilha também. A Hawkgirl será o Paulo Gustavo do “Minha mãe é uma peça”, ele interpreta mulher direitinho. PORRA. E claro, lembrando que o blog é de Batman: BEN AFFLECK É O BATMAN. This is why we can’t have nice things.

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#97 – Mulher-Maravilha: Hiketeia


“Venho me oferecer
Em súplica,
A ti, minha ama.
Venho sem proteção.
Venho sem alternativas.
Sem honra, sem esperança.
Sem nada além de mim mesma
Para implorar tua proteção.”


Olá, queridos!
Que sumiço esse que eu dei, né? Mas tenho boas justificativas pra ele, então vou atualizar vocês sobre a minha vida nos últimos meses!
Me formei na faculdade. Agora sou oficialmente bacharel e licenciada em História pela Universidade de São Paulo, olha só! E agora sou oficialmente professora de ensino fundamental e médio na rede pública de São Paulo. Isso significa que agora tenho cerca de 300 pestinhas lindos para educar e ensinar História.
Então peço que me desculpem essa autoria relapsa e continuem a acompanhar o Batman Guide de onde paramos – e falta tão pouco para chegarmos ao reboot!

O post de hoje é sobre uma HQ muito famosa, que tem uma capa magnífica desenhada pelo igualmente magnífico Alex Ross. E é sobre ela que vamos falar hoje. Sejam bem-vindos a: “Mulher-Maravilha: Hiketeia” (Wonder Woman: The Hiketeia, roteiro de Greg Rucka e arte de J. G. Jones, 2002.) E no fim do post tem uma surpresa para vocês!

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Em primeiro lugar, muitos de vocês vão me perguntar: “Mas Mulher-Maravilha? Esse blog não é sobre Batman?”, e talvez até achem que essa ausência do blog comprometeu minhas faculdades mentais (que, veja lá, nunca foi das mais sensatas). Mas eu explico: a DC Comics tem aquilo que chamamos de “Trindade”, o carro-chefe das publicações que é formado pelo Superman, pelo Batman e pela Mulher-Maravilha. Teoricamente era para Superman ser o mais importante, mas nos últimos anos Batman vem sendo o personagem mais trabalhado – o que gera críticas por parte de alguns fãs de Batman acerca do exagero no Bat-mito e na superexposição do personagem de Batman. Tem até um meme sobre isso: “Justice League? More likely Batman and his bitches.

Trinity

Ok, voltando: esses três personagens, juntos, protagonizam alguns dos mais célebres arcos disponíveis na cronologia da DC Comics. A Mulher-Maravilha, que é a protagonista do post de hoje, sempre teve uma relação bastante única com Batman, de ódio e respeito mútuo. Você pode perceber isso pela capa – Mulher-Maravilha pisando no rosto de Batman.
Então, já que se trata de uma personagem tão importante, vamos começar falando sobre a sua história, a sua origem.

LineWonder

Em 1940, o o desenhista William Moulton – conhecido popularmente como Charles Moulton, estava disposto a criar uma nova personagem para as novas companhias que formariam a DC Comics. Recebeu de sua esposa a sugestão de criar uma super-heroína do sexo feminino. Essa nova personagem seria de um tipo diferente: ela não triunfaria pela força, mas pela compreensão e pelo poder.
O mais interessante de tudo é o seguinte: William Moulton Marston era um psicólogo que tinha um projeto com uma espécie de polígrafo – popularmente conhecido como “detector de mentiras” – que utilizava a pressão sanguínea para examinar os prisioneiros de guerra germânicos. Essa experiência com o polígrafo mostrou para Marston que as mulheres eram mais confiáveis e honestas que os homens e poderiam trabalhar com mais eficiência.
Nessa reportagem do NYSun, diz-se que Marston afirma sobre Mulher-Maravilha: “A Mulher-Maravilha é o símbolo do novo tipo de mulher que deveria dominar o mundo, em minha opinião.”
Inicialmente, a Mulher Maravilha era uma Amazona Campeã que ganhou o direito de remover o oficial americano Steve Trevor de volta ao mundos dos Homens (o avião dele se chocara contra sua Ilha paradisíaca), e de lutar contra o crime dos nazistas. Ela se disfarçava de secretária, e nesse período, ela integrou a Liga da Justiça Americana como a secretária do time.

Primeiro quadrinho
Diana digita na velocidade da luz!
Chefe: (Pensando) “Os dedos dessa garota se movem tão rápido que mal consigo vê-los! Mas dessa forma, ela vai acabar cometendo vários erros!”
(Em voz alta): “Vá devagar, eu não tolero erros de digitação!”

Segundo quadrinho
Chefe: Inacreditável! Eu jurava que você não anotou metade do que eu ditei, mas essa carta… Está perfeita!
Mulher-Maravilha: (Pensando) “Tenho que ser cuidadosa para não dar na cara… Eles não treinam as garotas aqui para ter memórias perfeitas como as nossas!”

Durante a Era de Prata, a origem de Mulher-Maravilha foi reformulada para um elemento mais mitológica: recebendo a benção da deidade Athena em seu território só de Amazonas, Themyscira. Ela estava destinada a ser bela como Afrodite, esperta como Athena, forte como Hércules e rápida como Hermes.

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Mustefaga Indica: “Coringa” do Brian Azzarello!

Oi, queridos!

O Mustefaga, do canal NerdCetera, tem uma série de vídeos MUITO legal chamada “Mustefaga Indica”, em que ele faz sugestões de obras indispensáveis para qualquer leitor de HQs! Dê uma olhadinha no canal do Youtube dele, tem muita coisa interessante por lá!

E o Mustefaga Indica dessa semana é sobre uma HQ que é um marco na cronologia do Morcego – embora o foco não seja o Batman em si. Estou falando da obra “Coringa“, com roteiro do Brian Azzarello e arte do Lee Bermejo. Já falei dela aqui no Batman Guide e, inclusive, sorteei essa obra no aniversário de 2 anos do Batman Guide, você se lembra?

O vídeo está super legal, ele fala sobre a mente complexa do arquinimigo do Batman e sobre como ela é retratada nessa obra. Vale a pena assistir! E não se esqueça de clicar em “Gostei”, compartilhar e se inscrever no canal do NerdCetera no Youtube!

Até mais e que a força esteja com vocês!

 

Sobre a ordem de leitura das HQs do Batman Guide

Olá, queridos!
Sentiram saudades? Pois é, estamos de volta!
E com uma novidade: estamos quase chegando no reboot! Dentro de algumas postagens, finalmente começaremos a cronologia “nova” do Morcego! Mas se você não sabe nada sobre os Novos 52, fique tranquilo: é para isso que estamos aqui. O Augusto já tem um texto maravilhoso prontinho, explicando tudo sobre essa nova fase da DC Comics e do Batman – afinal, é o que importa aqui!

Mas hoje não tem HQ. Vim aqui pra conversar com vocês, um assunto sério.

Hora de conversar sério no Batman Guide!

Hora de conversar sério no Batman Guide!

Talvez esse post devesse ter sido feito logo no começo do blog, mas não sou mulher de ficar me lamentando pelo que não foi feito, mas sim tomar as providências necessárias para resolver os problemas. E como diz o ditado: “antes tarde do que nunca!” Espero que você possa ler meu texto e que tudo fique esclarecido, afinal, conversando a gente se entende!

Recebo muitos comentários acerca da ORDEM DE LEITURA do Batman Guide: se ela está em ordem cronológica, de acordo com as publicações da DC. Então, vamos tornar as coisas bem claras.

A ordem em que as HQs foram postadas aqui NÃO é necessariamente cronológica, mas segue uma LÓGICA. E o que isso significa? Significa que, de acordo com as sugestões dadas por mim e pelo Augusto, eventos acontecidos em 1989, por exemplo, podem ser melhor explicados por HQs lançadas em 1995. Então, na ordem de leitura que nós propomos, podem acontecer alguns saltos temporais, sim – mas todos visando a sua melhor compreensão dos quadrinhos do Batman.

Desde o meu primeiro post aqui no Batman Guide, eu deixei claro que eu não sou especialista em quadrinhos. Sou apenas uma fã com muita disposição para pesquisar e para compartilhar com vocês o conhecimento que eu tenho sobre o Morcego. Isso significa que eu estou, sim, sujeita a alguns erros na cronologia. Por exemplo, eu postei a HQ “Batman: Silêncio” antes da morte de Jason Todd, porque naquele momento eu acreditava que era a HQ necessária a se postar. Isso não compromete fatalmente o entendimento das HQs, mas HOJE, se eu tivesse que refazer o Batman Guide, eu jogaria essa postagem mais pra frente. Entendem o que quero dizer?

Quando o Augusto se juntou a mim no Batman Guide, esses erros cronológicos foram quase totalmente suprimidos, porque ele é muito mais expert no assunto do que eu (não é a toa que ele é meu “mestre” nesse assunto), e não deixa nenhum erro conceitual passar. Mas eventualmente, uma coisa ou outra vai fugir do que era esperado em comparação aos lançamentos da DC.

Por isso eu retomo: a proposta do Batman Guide NUNCA foi postar TODAS as HQs do Batman já lançadas. Conforme vocês podem ver em alguns comentários que deixei no blog, ler todas as HQs do Batman seria humanamente impossível – a não ser que você não fizesse outra coisa da sua vida além de ler Batman, o que não é o caso dos autores desse blog e imagino que não seja a de vocês também. A nossa proposta sempre foi: dentro daquilo que já foi publicado a respeito do Batman, escolher aquilo que é ESSENCIAL para a leitura. Escolher aquilo que você precisa ler para entender toda a história do Morcego.

Então, dentro dessa proposta de apresentar aquilo que é ESSENCIAL para a leitura e compreensão de Batman, Augusto e eu fizemos escolhas. Escolhas difíceis, por vezes. Não é fácil pegar tantos arcos existentes – são 75 anos de publicações do Batman – e selecionar aquilo que é indispensável. Não é fácil fazer conexões entre materiais dos anos 80 e de 2010 para que tudo fique o mais claro possível para vocês. É uma tarefa árdua. (Discutimos algumas vezes, inclusive.)
Mas nós o fizemos, e ao longo desses 2 anos é o que nós estamos fazendo com muito carinho e dedicação. A ordem de leitura aqui do Batman Guide é uma SUGESTÃO de duas pessoas que querem compartilhar o conhecimento com vocês.

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#96 – Batman: Julgamento em Gotham

Hoje o papo é sobre uma história que eu particularmente achei a melhor dentro da época “Incorporated”, e também um dos trabalhos mais sinistros do Grayson como Batman. Nessa história ele literalmente salva a cidade, pois ela ia explodir.

No Brasil, “Julgamento em Gotham”. Nos EUA, “Gotham Shall Be Judged”. Tradução boa? Sim, na faixa. Aqui tivemos a história publicada na Sombra do Batman #20 (pré-reboot). A saga que essa história pertence por si só foi uma zona sem pé nem cabeça (agradeçam ao Grant Morrison, o Tio Chico usando um meio termo entre metanfetamina e LSD), mas graças a essa saga louca, essa história fez surgir a oportunidade de uma cena épica que vocês vão conferir.
Arte de Guillem March e roteiro de David Hine. Digo, na “parte principal” da história a equipe é essa, na série mensal “Batman”, pois a saga em si alastrou para mais alguns títulos da época, como a Gotham City Sirens #22, Red Robin #22, e Azrael #14, 15, 16, 17 e 18.
Aqui no Brasil, a Panini lançou a história “Julgamento em Gotham” na revista “Sombra do Batman #20”, com todos esses números de outros títulos que citei acima embutidos. Ai a equipe muda, né.
Cada título tem seu roteirista e seu desenhista. Na Azrael era Cliff Richards na arte e também o David Hine no roteiro, na Red Robin era Fabian Nicieza no roteiro e Freddie Williams II nos traços, e na Sirens tinhamos o Peter Calloway no roteiro e Andres Guinaldo como desenhista. Querem um detalhe interessante? A capa de todas essas revistas foram feitas pelo Guillem March. O maluco é uma máquina.

Mas vamos lá, martelo em mãos, começa o Julgamento em Gotham.

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001Vocês entenderão a história com uma única frase: Azrael é um babaca.
E se vocês acham que é o babaca do Jean-Paul Valley, se enganam, este Azrael é o Michael Lane, que também é um babaca. O manto de Azrael não deveria se chamar “Suit of Sorrows” ou “Manto do Sofrimento”, deveria se chamar “Manto do Otário”. Na verdade… Manto do Sofrimento encaixa bem, deve ser sofrido só fazer merda.
Me desculpem os fãs do Azrael, mas esse estilo de “guerreiro de deus” não me agrada, o comparsa (que é 100x pior que o Azrael) vive falando de vontade de deus, de passagens da bíblia, julgou o Tim Drake um pecador porque não fez sinal da cruz ao entrar numa Igreja, (sendo que ele entrou na correria pra salvar pessoas), dentre um monte de outras babaquices. O Azrael ainda soa menos bitolado que o comparsa dele, mas não muda o fato de que ele não pensa, ele pega a tal “missão divina” e já era a lógica. Ele não pensa sozinho, é literalmente um pau mandado, e eu odeio isso. Mas deixemos minha opinião de lado, só estou deixando claro a razão pela qual vocês não verão elogios ao Azrael aqui.
002A trama é a seguinte: Gotham City foi julgada uma cidade imunda e sem salvação (como sempre), então Azrael com ajuda dos camaradas ”Cruzado” (o sujeito sem nariz com uma cruz no meio da cara) e “Lume” (Surfista Prateado emo) ele vai “julgar” Gotham de acordo com a vontade de deus. O tal Cruzado voa, cria barreiras… É um cara bem articulado, enquanto o Lume (Sami Mousawi) é tipo um recipiente vivo de energia, e ele pode liberar toda energia acumulada em uma explosão. Algo semelhante ao Chemo, usado pra detonar Bludhaven na Crise Infinita.
Gotham ser julgada como um lugar impuro e que deve ser destruída por causa de seus pecadores fazem vocês lembrar de alguém? Pensem a respeito enquanto lêem o texto, e vejam se são bons detetives ao final da trama.
Se juntarem os pontos vão entender fácil que Azrael e Cruzado iam usar o Lume como bomba pra detonar Gotham, para assim Azrael cumprir com a “vontade de deus”. Bruce Wayne está fora da cidade, resolvendo assuntos da “Incorporated” em outro país, e na cidade estão Dick Grayson (como Batman), Tim Drake (como Red Robin) e Selina Kyle (Mulher Gato). Os três seriam testados por Azrael pra decidir se Gotham deveria viver.

Judgement004Vocês terão oportunidade de ver uma história da infância do Dick Grayson e uma história da infância da Selina. Vão ver Tim Drake sendo julgado pela espada do Azrael e sendo aprovado… Diversas coisas interessantes. Algumas vão parecer meio sem pé nem cabeça, tipo o Morcego queimado no peito do Grayson, ou o próprio Lume em si, pois foram coisas que aconteceram/apareceram em edições anteriores de histórias diferentes. Azrael atravessou o peito do Grayson com sua espada, bem em cima do simbolo do morcego, e o símbolo ficou queimado no peito dele, e toda hora ele sente alguma zique-zira devido a isso.
003Essa história (Julgamento em Gotham) eu li antes na internet, na época que foi lançada nos EUA, e posteriormente (alguns meses depois), comprei em revista aqui, mas na boa, se a revista tivesse vindo apenas a página nº 77, eu voltava feliz pra casa. Não precisa mais nada. Essa página foi linda, foi melhor do que a decisão empresarial de Serginho Malandro: “Investe metade no glu-glu e metade no ié-ié!” (Salve Exu Malandro).
Desculpem o foco tão grande nesse quadro, mas em história nenhuma vocês vão ver uma cena do Grayson como Batman onde ele praticamente incorporou o Bruce. Eu nunca vi o Grayson tão próximo de ser o Bruce, o mais perto que vi ele chegar disso foi durante a saga “Life After Death”, mais pro fim depois que o garoto informante morre.
Azrael com Lume em mãos, pronto pra explodir a cidade, com o auxílio do Cruzado logo atrás. Grayson sozinho pára numa distância ínfima do Azrael, encara o sujeito e diz

Batman: Você quer que eu siga você, é isso? Tenho que me ajoelhar a você e te chamar de “mestre”, como faz o Cruzado? Isso NUNCA vai acontecer.

Azrael

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